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Batata Quente 2 (Parte 6)

Posted by Baltazar Escritor on 12 de agosto de 2012 01:15 in , , ,
A casa na Rue de Bièvre com a Quai de La Tournelle, antes de ela acabar na Quai de Montebello, começou a gemer com o barulho de garras arranhando a madeira das taubilhas do telhado. Pela janela Suzane pode ver, horrorizada, uma criatura de asas membranadas e corpo que parecia misto de humano com morcego, a criatura devia ter a altura de un enfant, não mais que um metro e meio. Parecia sedenta e possessa, Cristopher assumiu a forma de gárgula enquanto o vampiro quebrava o vidro da janela e se precipitava para o interior da casa.
Ele se interpôs no caminho do vampiro e com um golpe rápido de sua asa decapitou-o, fazendo com que o corpo sem cabeça tombasse inofensivo no chão e começasse a metamorfose da regressão, que é quando um ser transformado que morreu volta à forma humana. Suzane abafou um grito, mas não teve tempo para outros acessos emocionais. Cristopher a abraçou e pulou de costas na janela por onde o vampiro entrara. Ela achou que cairiam com tudo no jardim, mas ele mal tocou o chão, subiu reto como um foguete, depois planou em direção à Pont de I'Archevêché.
Suzane pôde ouvir o bater de várias asas os seguindo, mas nem o medo e nem o ângulo em que estava a deixaram olhar pra trás. Ela também ouvia a respiração pesada ressoando no corpo forte de Cristopher, não parecia ser de pedra, mas ela podia sentir a frieza que brotava dali. Algo definitivamente aterrador. Ele dava voltas no ar para despistar o inimigo e ela perdeu a conta de quantas vezes cruzaram o Sena. Cristopher queria voar novamente para a proteção de Notre Dame, mas os vampiros cortavam a sua fuga.
— Estão tentando me afastar do solo sagrado — sua voz parecia metálica e oca — tem alguma idéia de onde podemos ir? Está quase amanhecendo e eu não poderei protegê-la.
— Eu lembro da Nany Cher'Franches comentando sobre as catacumbas com nossas outras colegas de trabalho lá no La Bouteille D'Or, enquanto tomavamos café, deve ter uma entrada debaixo de uma das pontes ligadas à Ile de la Cité.
— E...
— As catacumbas serviam originalmente como cemitério.
— Cemitério é solo sagrado — os dois falaram juntos.
— Então poderemos entrar na catedral pelas catacumbas sem sair de solo sagrado — Suzane completou sua idéia.
Essa conversa distraiu Cristopher e ele não conseguiu desviar quando um vampiro entrou na sua frente e eles se chocaram.
Uma das garras da criatura arranhou o braço de Suzane, fazendo-a berrar de dor, como se aquilo a queimasse. O vampiro levou a garra até a boca e lambeu o sangue. Cristopher já tinha se recuperado do esbarrão quando um bando de vampiros alcançou o primeiro, pareceram tomá-lo por líder, pois deixaram este ir na vanguarda.
A visão não deixaria os barqueiros que estavam preparando seus flutuantes para os turistas dormirem sossegados pro resto da vida, uma gárgula carregando uma moça por baixo da Pont Petit. Ele planava quase rente à água, procurando a entrada entre os sustentáculos das pontes, até que viu um túnel gradeado abaixo da Pont Saint-Louis e parou se agarrando às grades e despedaçando-as com as garras. Os vampiros, levados pelo impulso do voo, demoram o suficiente para ele empurrar Suzane pela abertura e seguir atrás dela. Eles já estavam nas catacumbas, os vampiros estacaram fora da grade, mesmo com o grande buraco nesta feito por Cristopher, como se ela os amedrontasse. Porém um deles seguiu em frente, deixando os outros do lado de fora. Cristopher tinha abaixado a guarda, achando estar seguro, e o vampiro o atacou pelas costas. Eles rolaram pelo chão das catacumbas engalfinhados em uma briga de presas e garras. O vampiro parecia tão forte quanto o gárgula, tentando atingir sua jugular enquanto este lhe rasgava as asas.
— Ele... Ele... Ele entrou em solo sagrado — gemia Suzane. — Como isso é possível?
Ela sentiu um ardor no braço arranhado e se deu conta, antes mesmo de Cristopher falar.
— Ele provou o seu sangue Suzane, fuja.
Eles estavam em solo sagrado e estava amanhecendo, Cristopher acabara de arrancar uma asa do vampiro quando começo a virar estátua, então apertou forte o pescoço de seu antagonista e ambos se petrificaram por completo. Suzane desabou no chão, exausta.

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Inocência

Posted by Baltazar Escritor on 6 de agosto de 2012 10:00 in , , ,






O Relicário, o antiquado e monótono museu de cera. Não é horário de visitação, nem ao menos as luzes estão acesas. O vigia não se preocupa se vão levar as estátuas, que levem todas ele pensa. Elas lhe dão medo, um medo impalpável, irremediável, incontrolável. É hora da segunda olhada da noite, ele ainda não liga as luzes, passa correndo, com a lanterna ligada, pelo saguão das exposições. Algumas das obras parecem se mexer quando a luz as toca, ele corre mais rápido e se tranca na sala das câmeras. De lá ele vê tudo, desde Hitler até Napoleão, Michael Jackson, Durante Alighieri, tantos rostos olhando pra ele. Rostos sem vida, tão sem expressão e tão autênticos que parecem estar esperando algum sinal para pularem de seus pedestais  e caminhar pelo museu. Ali, da sala das câmeras, ele já viu isso acontecer, naquela época ele ainda acendia as luzes.
A estátua chamada de "Inocência", que não retratava ninguém conhecido, foi a primeira. Ela estava no porão, com teias de aranha cobrindo seu corpo nu e repleto de poeira, as luzes acesas até mesmo ali, pois foram levados para lá naquela manhã os homuncolos que personificavam Einstein, Cristovão Colombo e Al Capone, personagens não mais atrativos para o público, e os carregadores esqueceram de desligar a luz.
Ele teve que descer até lá apagá-la, as luzes dos corredores estavam acesas, ele não precisou carregar a lanterna no cinto. Ao chegar no porão viu que Einstein tinha recolhido a língua, que antes  antes mostrava descaradamente, mas pensou que fosse imaginação sua, uma peça que o serviço noturno lhe pregava, apagou a luz e subiu novamente até a sala das câmeras. Ao chegar lá reparou que a luz estava acesa no porão novamente, isso só poderia ser brincadeira do outro vigia, um rapaz mais jovem, que tinha dois meses a mais de empresa do que ele, pelo rádio contatou o companheiro.
— Moreira.
— Fala, Robinsom.
— Você acendeu as luzes do porão?
— Não.
— Então vá lá e apague.
— Mas...
— Apague.
— Tudo bem.
Moreira, um garoto estabanado grande e forte como um touro, foi e apagou a luz. A nesga de brilho que partia do corredor só iluminava uma das estátuas agora, uma obra do grande Hourve DeLabri intitulada "Inocência". Robinsom quase caiu da cadeira quando viu a estátua, que antes estava repleta de teias de aranha, se levantar e acender a luz. A mulher nua voltou a sua posição pétrea no chão e poeira e teias de aranha voltaram a cobri-la como mágica.
Moreira voltou ao ver que a luz que tinha apagado se reacendeu, na cinta tinha pendurados apenas a lanterna e uma arma de choque, não fez menção de pegar nenhuma das duas. Ele atribuía o fenômeno a um defeito no interruptor das lâmpadas e apagou a luz pela segunda vez. O rádio no bolso da camisa apitava.
—  O que é agora Robinsom?
—  Saía rápido daí!
—  Hã?
—  Não posso explicar, saia.
—  Me diga pelo menos...
Robinsom viu Inocência se levantar, ela se aproximou de Moreira pelas costas e o abraçou, ele derrubou o rádio no chão e se virou rapidamente, pela câmera conseguiu ver a expressão de idiota do companheiro quando reparou que a mulher estava sem roupa, ele sequer reagiu quando ela o beijou. O rapaz não controlava as mãos e as esfregava indecentemente pelo corpo nu da Inocência. Ela começa a acariciar o rosto parrudo de Moreira, só que a cada toque é como se tirasse um pedaço da cabeça do jovem, como se ele, não ela, fosse feito de cera.
Os pedaços foram caindo pelo chão até que o corpo ficou totalmente sem cabeça e desabou sem vida. Ela se estica, como se estivesse espreguiçando os membros, e acende a luz. As outras estátuas começam a fazer o mesmo, como se despertassem de um sono profundo, elas se reúnem ao redor do que minutos antes era um dos vigias noturnos e devoram o corpo tão avidamente que nem uma gota de sangue sobra no carpete velho do porão.
Elas seguiram pelo corredor e tocavam com a ponta do indicador entre os olhos das outras estátuas, onde brilhava, para apagar em seguida, a imagem de um pentagrama invertido. Elas também começavam a se mover, outras, incluindo a de J. Kennedy, não saim do lugar e não apresentavam o pentagrama. O cortejo de esculturas de cera se dirigiu para as portas, forçando as trancas, a Inocência à frente, como se farejasse o ar, então ela vira o rosto para a câmera no teto do saguão de entrada e ruma para a direção da sala onde Robinsom ainda estava apavorado e sem saber se o que via era real. Ele finalmente se mexeu e começou a empurrar os armários para a frente da porta e a rezar com toda a fé que possuía, depois se escondeu debaixo da mesa, no momento que as estátuas começavam a forçar a porta. Ele ouviu uma voz gélida, profunda e sem vida, como se fosse uma gravação ou o som de um brinquedo de corda.
— Não se esconda, venha pra mim!
Não precisava ver para saber que era ela, a Inocência.
— Venha, me deixe te amar loucamente. Me beije, me faça carinho.
O cheiro de podridão começou a se fazer presente, dando uma força terrível as palavras que vinham do outro lado da porta. Aquela voz era apavorante, maligna e repulsiva.
Até que do nada ela se calou, os sons de mãos arranhando a madeira também pararam. Eram quase quatro da madrugada do dia vinte e dois, solsticio de inverno.
Depois de muita terapia ele volta ao trabalho, já se passaram dois anos e o medo ainda é seu único companheiro, ninguém iria substitui-lo em seu posto, tão pouco ele queria mudar. As sessões de terapia o fizeram perder o interesse pelo cotidiano, mas não o fizeram perder o medo.
Dois anos depois, era solsticio de inverno novamente e ele estava sozinho. Tinha tomado o cuidado de não deixar ligada nenhuma luz, a porta da sala das câmeras tinha sido blindada por sua causa. Foi quando percebeu pela câmera do corredor que alguém caminhava lá dentro com uma lanterna ligada e se dirigia ao porão, iluminando Inocência. O vulto olhou para a câmera posicionando a lanterna embaixo do queixo, como quando as crianças vão contar histórias de terror, e Robinsom o reconheceu das fotos. Ele era Hourve DeLabri, o escultor que abriu o museu. O vigia começou a chorar e a rezar, sabendo ser em vão.
Colocou a cabeça entre os joelhos e começou a recitar o mantra sagrado.
— Não é real! Não é real! Não é real!
A luz da sala se acendeu de repente.
— Claro que é real meu amor. Agora vem pra mim.
Inocência estava de pé, nua e com os braços abertos. Ele enxugou os olhos com o antebraço e se levantou, o cheiro de podridão ali novamente, só que mais intenso.
— Isso querido, vem e me ame, como eu te amo.
Ela o abraça e o beija, arrancando sua cabeça com um movimento rápido.
Robinsom encontra a escuridão.














Espero que tenham gostado. Telma, desafio respondido.

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Um pequeno deguste

Posted by Baltazar Escritor on 2 de agosto de 2012 08:00 in , ,
O que é isto? Bem, eu percebi que enquanto eu estive emerso em outro mundo as postagens se multiplicaram, vou levar uma era pra ler todos os textos hehe.

Quanto a resposta aos desafios pendentes, bem eu escrevi o desafio das cinco palavras que a Nanda me deu, mas como eu já expliquei ele tomou proporções além da minha intenção e vai demorar pra digitar, então aí vai um pequeno deguste pra vocês ^^.


FABRICA DE CRISTAIS





O frio cegante, congelando fechadas as pálpebras dos incautos, não se fazia tão presente quanto o forte e inconfundível cheiro de formol que preenchia e tomava posse das narinas ali presentes. De fato, nenhum daqueles supostos estudantes de medicina se livraria da sensação nauseante que aquele cheiro provocava, pelo menos pelas próximas horas. Os professores, três excelentes médicos em término de seu doutorado, obtido às custas do dinheiro abundante do tráfico de entorpecentes, tentavam passar uma instrução adequada a seus alunos. Todos os alunos, membros selecionados como os mais aplicados das facções criminosas que lideravam a região, se esforçavam para ver os professores por trás das nuvens de vapor que suas respirações pesadas e asmáticas infundiam no ambiente. A sala de exumação dos cadáveres era, como tudo na escola clandestina de medicina, improvisada. Uma câmara frigorifica de um mercado da região fora “requisitada” para esse fim, era para lá que os corpos dos inimigos, desafetos e alunos que se recusavam a terminar o precário curso eram levados. O dono do mercado, já que precisava de uma reforma e não tinha dinheiro para a empreitada, decidiu ceder a câmara frigorifica de boa vontade, em troca da reforma ele só teria que trabalhar alguns meses de açougue fechado. Tudo, calculando o prejuízo nas vendas, seria mais vantajoso que se recusasse a oferta do tráfico.
Os corpos em cima das mesas de metal ou pendurados em ganchos, tinham em sua maioria marcas de tiros e punhaladas. O Dr. Fausto explicava os efeitos da anestesia na veia de sódio do organismo quando um dos alunos interrompeu, com a mão direita cobrindo o nariz e a boca.
— Professor, desculpe... Eu estou meio... Eu não... Eu... — ele não conseguiu terminar de se explicar a tempo.
O piso mosaico, um dos poucos permitidos pela vigilância sanitária em lugar em que se lida manualmente com alimentos, ficou lambuzado com o vômito do aluno.
Com uma cara de nojo o Dr. Fausto mandou que  todos fossem tomar um ar, menos o aluno que vomitou, ele deveria limpar a sujeira que fez.

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Codinome Beija Flor

Posted by Baltazar Escritor on 22 de junho de 2012 05:18 in , ,
Ele, pendurado semi nu no pau de arara, tentava desesperadamente respirar enquanto choques eram aplicados em suas costas e socos afundavam no seu rosto.
Ela o olha, entre séria, magoada, com medo...
O outro homem na sala sem janelas fala, a voz pastosa de sono.
"Onde estão os outros? Cadê o resto dos comunistas?"
"Vai se ferrar! Porco miliciano!" ele responde.
O homem da voz pastosa volta a lhe aplicar uma séries de choques, na orelha, nos pés, na virilha.
"Seu revolucionáriozinho de merda! Onde estão o resto dos desgraçados? Fale se quer viver!"
"Pergunte pra Beija-flor!" ele diz, e ri fitando a mulher nos olhos.
Ela derrama uma lágrima. Mas protesta com voz firme.
"Eu não sei de nada, infelizmente, você mudou o local do acampamento depois que eles me levaram."
"E você teria levado essa raça de milicos direto pra lá se eu não tivesse feito isso..."
"Não vê que está sendo tolo Benjamim?! A causa está perdida, a ditadura venceu. Eu te perdoo por ter me abandonado se você parar de bancar o herói e contar onde é o acampamento, por favor." Ela implora e as lágrimas invadem de vezes as maçãs rosadas do rosto jovem e atraente.
Uma lágrima também tenta escapar do rosto desfigurado de Benjamim, lhe provocando estrema dor.
"Não minta pra mim Beija-flor, não venha com esse papo de perdão. Eu sei que assim que eu falar esses amari cani vão me matar e ninguém nunca mais ter idéia do que me aconteceu." ele tomou folego. "Eu sei que você não me perdoou por ter fugido, sei que nunca vai perdoar. Mas saiba de uma coisa Beija-flor, eu te amei de verdade e você também me amou, não tente negar, mesmo sabendo que seu pai era general eu fiquei cego. Você nunca foi uma revolucionária, doeu no fundo da alma quando você nos entregou antes mesmo que eles ameaçassem te torturar, sabe, eu estava aqui, já tinha feito o plano de resgate e estava aqui pra te salvar. Porém você não precisava ser salva, estava entre os seus."
"Benjamim..."
"Já disse que não quero desculpas."
"Eu tive medo," ela desabou, "por mim e por você, tive medo por... ...por essa criança aqui dentro." ela apontou a própria barriga.
Um brilho de compreensão atravessou os olhos dele. O guarda que o torturava já tinha pego no sono no meio daquele diálogo, sabia que podia continuar mais tarde e que o prisioneiro não ia a lugar nenhum.
"Eu tentei te deixar o mais segura possível," Benjamim parecia pedido no tempo, "protegi teu nome atras do seu apelido, seu codinome Andressa, meu Beija-flor. Diga a nosso filho que o pai dele foi corajoso até o fim e não se rendeu."
"Benjamim, por favor..."
"Você sabe o que vai acontecer, de um jeito ou de outro vai acontecer. Eu te peço um ultimo gesto de amor, pegue aquele revolver. Eu não vou dizer nada a eles de qualquer forma, Andressa, atire em mim e acabe com o sofrimento. Atire Beija-flor, atire!"
O som do disparo acordou o guarda, ele puxou a arma das mão de Andressa sobressaltado e depois tomou o pulso do prisioneiro. Ele estava morto.
"Senhorita! Agora vou ter que preencher uma papelada infernal, seu pai não vai gostar disso."
Ela não ouve, não vê, a mudez toma conta de seus lábios, mas as lágrimas continuas a escorrer torrencialmente. Ela corre.
Corre contra o vento, tentando escapar da angustia, do vazio e remorso, da saudade...
Ela voa.
Voa Beija-flor.


*************************

Devem estar se perguntando o porque deste texto. Simples, começou a etapa dos desafios musicais.
Eu sei que estou devendo outros desafios, mas não resisti depois que comecei a escrever.

Então pra Nanda:


Paty:



Kbeça:

Telma:



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Esplicação

Posted by Baltazar Escritor on 6 de junho de 2012 21:39 in
Meus amigos, vim por meio desta explicar o motivo da minha suposta fuga aos desafios.
O desafio das cinco palavras da Nanda coincidiu com um assunto que eu estava estudando para escrever um texto. O que houve? Eu decidi escrever o texto e ele está se alongando e aperfeiçoando.
Mas prometo que no fim vocês terão um dos meus melhores contos, com muita ação, suspense e crise social e de valores.

Deixando vocês com vontade de ler em 3, 2,...
Brincadeira

Att.

A. B. Souza

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Cocô

Posted by Baltazar Escritor on 27 de maio de 2012 01:32 in , ,

A noitada tinha sido boa, regada a bastante churrasco e cerveja, não tinha uma noite como aquela há meses, desde que foi afastado do trabalho para “preservar a sanidade”.
O garçom não aguentava os pedidos exigentes do rapaz na mesa sete, que insistia.
— Me tragam mais picanha! Chefe, cadê o coraçãosinho de frango? To com fome.
De repente uma vontade vem tão forte que varre todas as outras do pensamento, uma vontade tão louca, tão indescritivelmente urgente que ele teve que sair correndo da mesa até o banheiro. Precisava fazer o numero dois da tabela, precisava fazer cocô.
Entrou rápido como um relâmpago no banheiro masculino, dois caras que usavam o mictório olharam espantados quando ele bateu a porta de uma das “casinhas de rei” ao entrar.
Ele arria as calças e senta no derradeiro trono, tomando a posição solene do Pensador de Auguste Rodin começa a preparação para tirar aquilo de dentro de si. Primeiro um teste de força, ao que parece o dito objeto infame é grande demais para sair.
Ele respira fundo, segura aquele fôlego como se fosse sua ultima inspiração, a testa apoiada no punho e o cotovelo no joelho, ele começa a fazer força. A testa, as bochechas, o nariz, tudo começa a ficar vermelho e suar.
O corpo todo começou a tremer quando aquela aberração começou a sair, ele achou que já era força o suficiente e tentou pegar mais fôlego para continuar e nessa parada tudo o que tinha saído tornou a entrar. Inconformado ele quer ejetar aquele torpedo num único impulso, abraça os joelhos e dobra a força empregada.
Tem que sair, afinal de algum jeito sairia.
Sai, sai, sai, sai de mim, pensava, sai monstro, aliem, troço, sai.
Saiu.
Ele descansa o gozo dos justos, largado em cima da privada como um boneco de pano, se sentindo um tanto abusado, mas aliviado.
Se limpa e ergue as calças, mas quando vai dar a descarga resolve admirar a obra.
Repara em como é de um saudável verde-amarronzado, no formato roliço e liso como se fosse de porcelana, boiando despreocupadamente sobre a água, sem se preocupar com seu destino. Pobre criatura recém-nascida que espera seu fim tranquilamente, sem saber nada do esgoto de cidade grande que há lá fora. Sente pena daquela bolota de alimento digerido cujo único pecado era ter que ir descarga abaixo.
É meu filho, ele pensa, tem o meu DNA, veio de mim, foi por ele que sofri a dor do parto, dor de colocá-lo no mundo. Não posso de maneira nenhuma jogá-lo no esgoto selvagem em que um cocô tão jovial como ele seria estraçalhado junto com a diarreia alheia, não posso.
Aquele sentimento paternal o faz olhar carinhosamente para o aprendiz de submarino boiando na privada, que parece olhar de volta, suplicando para conhecer o mundo.
É com enorme tristeza que puxa a cordinha. Tinha que compreender que eles crescem e querem conhecer o mundo de qualquer maneira, que por mais que queira não podia manter ele por perto e o proteger pra sempre. Um turbilhão de água arrasta o cocô pelo cano, é a ultima vez que o vê.
Desvia o olhar enxugando uma lágrima, aquilo ia deixar uma cicatriz na alma, ou uma hemorroida em outra área.

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Não me leia

Posted by Baltazar Escritor on 5 de maio de 2012 22:17 in , ,
Não me leia em voz alta por mais que
meu verbo melhor soe em boca alheia
e se meu verso nasce de você
melhor será, jamais, jamais me leia

Hão de perguntar: Enfim por que
calar uma poesia que tão feia
se torna no silêncio de quem lê
e não nos lábios cujo encanto a enleia?

Responderei (e o faço por escrito,
assim o verso nunca seja dito).
Meu poema, sem gritos e sem riso

Dói tanto, sangra tanto, esmaga tanto
que nenhum ai, nem musica, nem canto
imita a solidão em que agonizo.

(Guilherme Figueiredo)

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Prisioneiro

Posted by Baltazar Escritor on 1 de maio de 2012 22:59 in , , ,

Os cadafalsos dessa cela
Caem sob meus pés que rangem
Tal qual o tremor da vela
Que em temor meus dedos tangem

Vejo, tremula, a luz que cega
Apagar-se de repente e fora
De meu alcance renega
O facho de escuridão de outrora

Oh escuridão que precede o fim
Pérfida de lodo e lamaçais
Que ruge fogo, besta fera,

Diga rápido, o que será de mim
Buscando os socorros angelicais
Para não me remoer em restos de quimera.

A. B. Souza

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Bolsilivros

Posted by Baltazar Escritor on 17 de abril de 2012 22:17 in , , ,


Mas o que é mesmo um “BOLSILIVRO”? Vejamos o que diz o Dicionário Informal:
Bolsilivro – O mesmo que livro de bolso. Livro em dimensões reduzidas, feito especialmente para caber em bolsos ou bolsas. Formação: bolso + livro
Os Bolsilivros,minhas paixões, são pequenos livrinhos travessos que nos levam a viajar à lugares maravilhosos e voltarmos à tempo para o jantar.
Possuem histórias curtas, envolventes e emocionantes. Na minha opinião são uma moda que deveria voltar com todo o vapor, o que falta hoje em dia para o jovem se interessar na leitura. 
Os bolsilivros seguiam a preferência literária da época, ou seja, faroeste e policial. Uma editora, a Ryoki Produções, tentou fazê-los voltar, mas republicando histórias de faroeste, algumas bem rescentes, mas a tentativa fracassou. O genero faroeste não faz tanto sucesso quanto antigamente, hoje em dia o publico é diversificado, ou seja, o conteúdo desses livros para que façam sucesso também deve ser diversificado.
E quando falo de bolsilivros, falo dos antigos mesmo, nada de L&PM, que aliás publica livros fantásticos. Falo daquelas histórias curtas que me fascinaram justamente por isso, serem curtas, que dão aquele gostinho de "quero mais" toda vez que terminamos de lê-los. Uma pessoa que não tem o hábito saudável da leitura geralmente tem dificuldades com histórias com mais de 200 páginas, pra essas pessoas o ideal são aquelas histórinhas que a primeira vista parecem timidas e sem conteúdo, mas que no decorrer da leitura nos dão aquele misto de emoções que só as pequenas novelas são capazes de proporcionar.
Então procure nos sebos, sei que vão achar algo que seu interesse.
Uma dica é um dos meu autores favoritos, Lou Carrigam, ou até Howard Holden.
Um Abraço a todos.
Att. Baltazar Escritor

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Resposta ao desafio da Paty

Posted by Baltazar Escritor on 11 de abril de 2012 23:36 in ,
A Paty D. fez esse desafio
http://retalhosassimetricos.blogspot.com.br/2012/04/um-desabafo-junto-com-um-desafio.html

Eis minha resposta:


Baltazar
Escolho o Acampamento Meio-Sangue



Como chegou ao acampamento:
Antes de tudo quero dizer que vim de um orfanato, nada fácil. Vou contar a minha história desde o princípio, eu acho.

Manhã fria, a neve cobre as casas e obstrui a rua, menos perto da velha oficina Old Mine. Pelo que parece ali não neva a anos, nenhum morador sabe explicar o motivo, a neve apenas foge do local. Um choro infantil preenche as paredes em ruínas, chamando a atenção de um senhor que passava em direção à cidade, o vigia noturno do orfanato Happy Day voltando pra casa.
Ao averiguar a origem do lamento ele encontra, coberto de uma espécie de pó dourado, um bebê que chorava a plenos pulmões. Não se espantou, o cheiro no local também o fazia lacrimejar, não era algo que tivesse sentido antes, era do tipo horrível, até poderia dizer monstruoso, com certeza era um cheiro diferente. O vigia por pena recolheu a criança e a embalou em seu casaco, voltando as pressas para o orfanato. Era tempo de Natal e todos se reuniam em volta da mesa para a ceia. A chegada de mais uma boca para alimentar não era algo para se comemorar, mas também não deixariam de acolher o pequenino. 
 — Agora me explique Sr. Tavares, onde o senhor encontrou esse bebê? — exigiu a monitora do orfanato.
 — Realmente intrigante — disse ela após a narrativa do vigia. — Pó dourado você disse? Não importa, ele precisa de um banho e um nome, vejamos... — ela passou os olhos por todas as crianças na mesa de jantar, pelas que estavam na sala com seus presentes, mas sua atenção focou-se no presépio, mais especificamente em um dos reis magos. — Que tal Baltazar?
 — O que? — perguntou o vigia distraído.
 — Baltazar, o nome pra criança.
 — Bom, eu acho.
Os anos se passaram, Baltazar crescia sem ninguém se interessar em adotá-lo, no seu aniversário de nove anos, outro órfão que ele nunca vira começou a conversar com ele e criar uma amizade. Ele era meio estranho, comia os garfos de plástico em vez do bolo. Mas o orfanato ficou realmente cheio depois de Baltazar completar dez anos. Oito meninos apareceram, eram grandes e desajeitados, fediam como se não tivessem descoberto a água ainda. Quando a monitora deixou a sala, para dar um tempo pras crianças fazerem amizade, eles rodearam Baltazar.
 — Tem um cheiro bom. — disse um.
 — Meio-sangue pro café, eu gosto. — disse outro.
 — Afastem-se dele! — esse era o amigo de Baltazar, a propósito ele se chamava Gweendebum, que nome estranho.
 — Um aperitivo — o menino mais feio falou, ele usava um boné escrito TON, — bode mal passado.
 — Deixe meu amigo em paz, Ton, que nome meigo — Baltazar provocou. — Gwe, deixa esses valentões comigo. — Exigiu, mesmo sem muita confiança.
 — Meu nome não é Ton, meio-sangue. 
 — Pare de me chamar assim — Redarguiu Baltazar, com a voz tremula — Seu preconceituoso, e olha que nem sou mestiço, só um pouco bronzeado.
 — Quer dizer que você não sabe? Isso é divertido, você nem o preveniu sátiro, pois bem que tal um pequeno susto.
De repente os valentões começaram a mudar, cresceram ficando cada vez mais feios.
 — Deixe-me apresentar o Time de Ogros Nacional, meu nome é Vastag e você é o meu lanche.
Baltazar desmaiou com o choque, quando acordou estava em uma cama, bebendo algo com gosto de pão de queijo.


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Essa foi  a minha contribuição, então escritores, gonna escrever!


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O Vidente de HumphGadget - Os Zumbis

Posted by Baltazar Escritor on 23 de março de 2012 20:26 in , , , ,

Ernie é o único em HumphGadget que tem o dom da visão, embora ninguém de créditos a ele por isso. Problemas com zumbis estão atrapalhando a população e um perigo embrenhado na floresta revela um segredo ocultado por décadas. Não foi por acaso, pois o destino não permite acaso. O que um covarde será capaz de fazer para mudar essa história?



Um pequeno projeto que me veio à cabeça a pouco tempo...

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Cartas de Marye

Posted by Baltazar Escritor on 28 de fevereiro de 2012 19:57 in , , , ,
Resposta ao desafio.

De: Marye
Para: Papai

Papai, a mamãe disse que o senhor foi viajar pra bem longe pra gente ficar protegida. Eu fiquei triste do senhor ter que ir pra tão longe, a mamãe disse que já se passou um ano e meio que o senhor foi pra guerra, eu fiquei triste quando não te vi no meu aniversário. Eu já to indo pra escola, no começo eu não queria, mas a professora disse que eu podia aprender a escrever e te mandar uma carta. Papai eu te amo.

De: Elisa
Para: Johnna

Querido, eu sei que você foi lutar pela nossa liberdade, mas droga, eu não aguento de saudade. Pra que eles precisam de você aí? Você é um marceneiro, não um soldado. Eu fui ver o nosso terapeuta e ele me receitou uns remédios pra dormir, porque geralmente fico a noite acordada pensando que talvez você possa estar ferido ou até mesmo morto. Eu já te enviei uma duzia de cartas e até agora você só respondeu uma. A Marye quis escrever uma agora que eu matriculei ela na escola, peço que leia a carta da sua filha e responda ela, ou você vai deixar uma criança decepcionada com o pai pro resto da vida.

De: Johnna
Para: Marye

Oi meu anjo, que bom que você já sabe escrever, eu queria ter visto você no seu primeiro dia de aula, mas eu prometo que vou estar no seu próximo aniversario e vou te dar um monte de presentes. Também te amo do fundo do coração minha princesa.

De: Johnna
Para: Elisa

Meu amor, eu sei que as coisas estão difíceis, mas é por pouco tempo, o general nos convocou pra uma reunião de emergência ontém, os rebeldes cercaram o acampamento e ele nos disse que teríamos que usar a "alternativa hormonal". Disse não haver riscos, mas não explicou mais nada às tropas, eu estou com medo do ponto em que isso possa chegar. Desculpe não responder suas cartas, os ataques não nos deixam outra alternativa a não ser mudar constantemente o lugar do acampamento não abrindo brechas para passagem de mensageiros, mês passado os bombardeios nos obrigaram a cavar trincheiras e nos enterrar feito toupeiras. Eu amo vocês, se conseguirmos escapar do cerco eu e outros soldados já temos permissão pra voltar pra casa. Saudades.

De: Marye
Para: Papai

Papai, hoje eu briguei com a minha professora, ela é muito chata. Eu falei que o senhor era o melhor papai do mundo e que tinha ido pra guerra ser o meu herói e acabar com todos os homens maus, a professora disse que guerra é uma palavra feia e que quem vai pra ela não tem pena da família que deixa pra trás. Ela também disse que quem vai pra guerra acaba morrendo e não volta pra casa, disse que o homem que manda no país é quem cria as guerras e manda pessoas inocentes pra serem sacrificadas. Eu disse pra ela que você é um bom papai e não faz nada das coisas feias que ela falou, você não faz né? Eu perguntei pra mamãe o que é morte, porque a professora não parava de falar disso quando tava falando de guerra, a mamãe começou a chorar e me disse um monte de coisas tristes e eu chorei também. Agora morte também entrou pra lista de palavras feias. Eu disse pra mamãe que ia te escrever uma carta, mas ela não quis escrever uma também. Me promete que não vai morrer papai? Te amo.

De: Johnna
Para: Marye

Meu anjinho, não brigue com sua professora, ela tem razão quando diz que guerra é uma palavra feia, mas as vezes temos que fazer coisas feias pra proteger as pessoas que amamos, eu não gosto de estar na guerra e de ter você e sua mãe tão longe de mim. E não se preocupe, seu papai vai estar vivinho da silva no seu aniversário. Te amo filhota.

De: Johnna
Para: Elisa

Não tenho muito tempo, só quero dizer que te amo e sempre te amei. A "alternativa hormonal", estão nos forçando a tomar varias injeções e alguns já morreram devido aos efeitos colaterais, e a guerra, a guerra é uma farsa. Não ouve atentado terrorista, nem há bombas atômicas por aqui, foi só uma desculpa pra encobrir o que eles estão fazendo. Testando amplificadores de desempenho, armas de som, e outros tantos diabos. São uma organização, uma seita, eu ouvi os superiores conversando, se tudo funcionar por aqui eles pretendem usar as armas pra destruir mais da metade do mundo e... droga, estão aqui fora...

De: Mensageiro Anonimo
Para: Esposa do JC

Dona, seu marido é um idiota completo, um tremendo imbecil, íamos receber dispensa logo daqui uma semana e ele se envolve nas coisas dos chefes. Quando o pegaram ele jogou um papel embolado no chão, eram as duas cartas que ele escreveu, sinto lhe dizer dessa maneira, mas acho que a senhora merecia saber,  eles o mataram. Johnna Clark foi um dos grandes companheiros que tive a sorte de encontrar por aqui, o único que me dava esperança e tranquilidade, e olha que é difícil tranquilizar um mensageiro que tem que arriscar a vida todo dia pra atravessar as linhas inimigas. Eu devia essa ultima entrega de correspondência à ele. Meus pêsames, é só.

***

Na cidade de Elverbrowm, Arizona, no ultimo dia 15, uma menina e sua mãe, ambas afro-americanas foram assassinadas a sangue frio, suspeitas apontam ao grupo conhecido com o Ku Klux Klan. Embora alguns sites de grupos independentes afirmem ser uma queima de arquivo ordenada pelo governo, não temos nada que comprove essa versão.
BBC News
***

Embora custe a acreditar em tudo, minha fonte nos EUA garante serem verdadeiros os relatos aqui transcritos, me mandando pelo correio as cartas originais, que fiz questão de traduzir, embora tenha demorado a entender os três tipos de letra diferentes. Segundo me foi relatado, uma hora antes de ser assassinada a senhora Elisa Clark entregou ao carteiro um envelope lacrado destinado ao Mensageiro Anonimo e lhe pediu de forma abaixo do profissional, fugindo de todas as normas, que jogasse no quintal de alguém aleatoriamente. Por capricho do destino, esse envelope foi parar nas mão do meu contato. Ainda não sabemos quem é o Mensageiro Anonimo, mas deixo claro que se precisar de refugio e ler estas linhas pode recorrer a mim ou ao meu companheiro nos EUA.

Ultima nota: Marye Ale Clark, ao ver um homem com uniforme do exército americano indo em sua direção, achou se tratar de seu pai vindo pro seu aniversário e foi ao seu encontro. Morreu com um tiro no topo da cabeça enquanto abraçava o assassino.





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Uma carta sobre um assunto sério

Posted by Baltazar Escritor on 10 de janeiro de 2012 14:46 in , , , ,
Eu sei, eu sei, aqui não é lugar pra recados pessoais, mas tenho umas coisinhas a dizer à Denize Ternoski Baltazar, conhecida como Olhos Celestes.
Senhora, você fica emburrada, briga, chora, faz manha, exige, impõe, indispõe, faz biquinho, faz careta, reclama, inflama os ânimos, os egos, os olhos.
E sabe do que mais? Eu AMO tudo isso.
Eu amo sua cara de braba, de birrenta, amo esse biquinho lindo, seu jeito meigo, amo quando me olha esperando eu falar ou me defender (coisa humanamente impossível esse negócio de falar quando você me faz perder o fôlego só com um olhar), amo quando você me abraça, me beija, me morde (ops!), amo seu jeito de me fazer feliz.
Então minha senhora, eis aqui seu servo, humilde que assume não estar e nem querer estar acima de ti, pois o meu lugar é do teu lado, te abraçando, te sentindo, nos unindo.
Agora me escuta, para pra pensar comigo, você é única e perfeita (pra mim), então isso quer dizer que sou o cara mais sortudo do mundo. Você reclamava que não lhe escrevia cartas, escrevo essa só pra reafirmar uma coisa: EU AMO TE AMAR.


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Desafio respondido: Augustos na balada

Posted by Baltazar Escritor on 9 de janeiro de 2012 01:08 in , , ,
O rapaz na balada, com ar sedutor, no maior estilo MC Créu convida a moça:
- Oi mina. Oi mina. Tudo bem? Tudo bem? Que tal rola um lance? Que tal rola um lance?
- Um lance?
- Um lance. Um lance.
- Não sei.
- Não sebe? Não sabe? Vai lá! Vai lá! Aceita! Aceita!
- Você é estranho.
- Estranho!? Estranho!? Eu? Eu? Deixa disso. Deixa disso.
- Fica aí repetindo as coisas, claro que é estranho.
- Repetindo? Repetindo? Eu não. Eu não.
Ela se sente desconfortável, tenta se esquivar, mas ele não deixa.
- Onde você vai? Onde você vai? Fica aqui. Fica aqui.
- Melhor não.
- Eu sou um cara legal. Eu sou um cara legal.
- Me deixa em paz.
Ele se entristece.
- Tá legal. Tá legal. Vai... Vai...
- Vai o que?
Ele não responde, se abaixa, tenta se esconder.
- Putz! Putz!
- O que foi? O hospício mandou buscarem você, foi?
- Pior. Pior. Minha mãe. Minha mãe. Tá vindo pra cá. Tá vindo pra cá.


Uma mulher alta, com um bigode de fazer inveja ao Seu Madruga aparece do nada.
- Desculpe o incomodo, o Augustos fugiu de casa e eu vim buscá-lo. Que coisa feia Augustos, assustando a pobre moça!
Ele olha pra moça e implora.
- Socorro. Socorro.
Mas a "mãe" tapa sua boca e o carrega pra fora da boate.

***

Longe do local, dentro de uma van, uma mulher alta com buço aparente joga o corpo inerte para o lado, ele estava bloqueando o telefone. Ela digita o número, um homem atende.
- Conseguiu?
- Consegui, o protótipo Augustos 45 já foi desativado. Vai ser retirado do projeto para melhorias no mecanismo de fala.
- Já é o terceiro, desse jeito não vai sobrar nenhum pra completar a lavagem cerebral em massa.
- Veja pelo lado bom, o modelo funkeiro já estava ultrapassado. Vamos recomeçar. Que tal algo mais chamativo, com umas roupas coloridas e cabelos estranhos?
- Recomeçar, gostei da idéia. Então traga de volta o protótipo, vou formatar o disco rigido e programar com a nova ordem pra lavagem cerebral. Recomeçar, isso é bom. Iniciando operação Restart!
... ... ...

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Eu voltei ^^

Posted by Baltazar Escritor on 3 de janeiro de 2012 21:49 in
Olá retalhados...
Peraí, não saiu direito, vamos tentar de novo...
Olá retalhianos...
Poxa, ainda tem alguma coisa errada...
Olá retalhos assimetricanos (vai ter que ficar assim), senti saudades de vocês esse tempo todo que fiquei longe, estou quase chorando enquanto escrevo isso (costas queimadas de sol raspando no encosto do sofá, nada agradável).
Quem lembra de mim levanta a mão o/
Devo ter alguns desafios pendentes que prometo responder (e não é daquelas promessas de ano novo que a gente nunca cumpre), pra quem não se lembra eu sou o Baltazar, eu acho, marido da Olhos Celestes e escritor meia boca nas horas vagas. Como estou? Com fome, cansado e com sono, mas vou superar, uns traumas novos (juro que não quero ver lentilhas na minha frente pro resto da vida), uns traumas antigos (não, eu não gosto de passar creme depois de me queimar de sol).
Pra entenderem a história vou contar rapidinho:

"Estava um sol escaldante lá fora, depois de uma manhã regada a suco e geladinho de morango minha mulher se espreguiça ao meu lado e faz uma proposta indecente.
- Amor, choveu esses dias e alguém vai precisar esvaziar a piscina, adivinha quem?
Meu pensamento:
- E na bundinha? Não vai nada?
O que eu realmente disse:
- Tudo bem meu anjo.
Me espreguicei, cocei o saco, soltei um bocejo que me lembrou vagamente o grito de acasalamento do boi pigmeu e comecei a subir as escadas até a área da piscina. Sabem aqueles filmes de deserto em que a paisagem começa a tremer por causa do calor? É isso aí, estava pior.
Tirei a camisa, peguei um balde e entrei naquela água cheia de folhas mortas e fuligem de fogos de artificio do ultimo ano novo.
Agora vamos recapitular o que está errado na cena: sol forte e eu sem camisa e sem protetor solar, eu entrando na água suja da piscina sem estar com as vacinas em dia e, o mais bizarro de tudo, eu limpando a piscina sem reclamar. Segundo minha esposa, eu devia escolher entre limpar a piscina ou dormir no sofá, preferi limpar a piscina.
Pensando bem, tinha tudo pra dar errado. Juntando um idiota sem camisa, uma piscina, o sol e algumas horas de trabalho escravo (nessa hora minha esposa me direciona um olhar meio psicopata) só podia terminar comigo deitado de bruços enquanto ela passa a mistura pegajosa, úmida e gelada chamada creme para queimaduras (que pra eu classifico como crime de tortura).
Agora estou aqui, vermelho, ardido e arrependido."

Um abraço pra vocês.


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Curriculum Vitae

Posted by Baltazar Escritor on 27 de outubro de 2011 22:53 in , , , , ,
A testa suando, a expectativa, geralmente essas empresas procuram profissionais mais preparados, mas vamos lá, apresento meu curriculum:

A. Baltazar Souza
Idade: indefinida (mentalmente)
Estado civil: Tentando casar (até que se cumpra o ato matrimonial socialmente aceito)
Vaga pretendida: Marido (aceitando as funções cumulativas de pai de família e amante eterno)

Resumo das qualificações:


  • Apaixonado;
  • Sabe lavar, sujar e bem... ninguém é perfeito;
  • Aprende rapidamente (pode contar comigo na hora de ensinar a trocar as fraudas e passar talquinho);
  • Assume responsabilidades, entre outras.
Qualificação profissional:

  • (Esta área vai ter que ficar em branco, pois não possui experiencia, sendo o a primeira vez que se candidata a algo no ramo em definitivo, não adianta consultar ex-namoradas, tudo o que elas dizem é mentira, passível de calúnias e pode ser considerado um ato de estrema ignorância levar a sério certas acusações infundadas e falsos argumentos)
Referências:

  • (Esta área também terá que ficar em branco pelos mesmos motivos citados acima)
Pretensão salarial:

  • Todo seu amor, sem descontos e com juros por minuto.

Envio este curriculum para ser analisado por Denize Ternoski e meu filho (no momento chamado "Junior"), me ponho à disposição para inicio imediato.

Obs: Junior, eu sei que você só tem um mês e meio de existência, que em meio ao seu mundo novo em um mundo novo você ainda não me viu. Peço que leve em consideração o grande amor que sinto por você, desde que recebi a noticia de que você viria tenho me preparado, o máximo que posso pra ficar à altura da vaga solicitada o mais rápido possível. Não sabe a alegria que me dá saber que terei a honra de ser seu pai, prometo que se me aceitar farei de você a criança mais feliz do mundo, o que é apenas uma retribuição a você a à sua mãe, que me fizeram o homem mais feliz.

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Eu por Eu mesmo - parte 2

Posted by Baltazar Escritor on 17 de outubro de 2011 05:15 in ,



A Ponte da autoconfiança


Depois de andar por algum tempo em total escuridão veio um sentimento estranho que me acompanhou por algum tempo, ele parecia-se comigo, mas era meio bipolar, em algumas horas me estimulava a ir em frente, em outras choramingava que queria voltar, seu nome era Coraticum Fobia e por alguma razão estranha eu o seguia. Em um ponto entre um grande abismo e a continuação da viagem, isso mesmo, o ponto entre eles era uma ponte inacabada que eu nunca tinha visto, ele surtou de vez.
“Vamos voltar, é mais seguro no pensamento consciente! Não, sempre em frente, vamos que o caminho ainda é longo!” Ele se contradisse.
“Está escuro demais pra voltar e não tem como atravessar por uma ponte inacabada.” Respondi.
Comecei então a procurar alguém que pudesse me ajudar, ou pelo menos algo que pudesse me ajudar, perto dali havia uma pequena casa de obras, na frente dela um senhor cansado e com cara de experiente estava sentado em uma cadeira lendo o jornal. Fui interpelá-lo sobre o que havia acontecido que não terminaram a ponte.
“Faltou matéria-prima.” Ele respondeu.
“Madeira? Pedras? Mas ali está cheio!” Disse apontando pra casa de obras.
“Não, não, essa não é uma ponte comum, ela teve de ser construída com um material especial que não é fácil de encontrar.”
“Mas que espécie de abismo é esse que não se pode fazer uma ponte comum?”
“Esse é o abismo da insegurança, não se pode seguir viagem sem passar por ele. Tudo culpa daquele ali,” ele apontou pra Coraticum Fobia, “foi ele que fez o abismo!”
Olhei pro sentimento, ele me olhou com convicção e depois abaixou os olhos receoso. Estava começando a entender o que acontecia quando ele resolveu falar.
“Não é minha culpa, tenho dois lados, um é corajoso, o outro é o maior dos covardes. Quanto mais medo maior fica o abismo.”
“E que material é preciso pra terminar a ponte?” Perguntei para o velho.
“Autoconfiança!” Respondeu ele, o que me pareceu muito autoconfiante da parte dele.
“Droga Coraticum, droga. Agora como eu vou passar?”
O sentimento estremeceu, num momento parecia que ia me xingar, no outro estava com aquele olhar apavorado de novo. Comecei a entendê-lo, eu acho, minha primeira sacada de mestre, assim digamos, foi que se ele estava na minha cabeça era um sentimento meu. A segunda foi que ele tinha uma dualidade, foi aí que que descobri que ele era meu medo e minha coragem, óbvio, um não existia sem o outro. Vi naquele sentimento um reflexo de mim, duas versões da mesma pessoa em um único ser, senti saudades e pensei em Eu unicamente naquele momento.
“Não é minha culpa,” ele repetiu, “não posso evitar que isso aconteça. Enquanto brigo comigo mesmo só gera mais e mais insegurança, quando medo e coragem não se dão só podem gerar insegurança!” Ele parecia se dirigir mais ao velho do que a mim. “E eu sou apenas um sentimento, um sentimento dele e ele devia me controlar melhor!”
Agora o sentimento estava me acusando, isso era loucura demais até pra mim, tentei me defender.
“Olha, não me leve a mal Coraticum...”
“No momento sou Fobia, vamos separar os lados por favor.” Ele me interrompeu.
“Que seja, não me leve a mal, mas só vou conseguir controlar meus sentimentos com o tempo...”
“Não me envolva nessa história!” Desta vez o velho interrompeu.
“Ah, cala essa boca velho! Você não é o tempo nem aqui nem do outro lado do córtex cerebral!”
“Está mais corajoso Fobia?” Ele perguntou ao sentimento que duvidava da sua identidade.
“Acho que sou Coraticum agora.”
“Vamos parar com a palhaçada agora!” Eu me senti no direito de interromper.
“Você que começou!” Ambos me acusaram.
Estava cansado daquele aponta daqui aponta de lá, maldito joguinho de empurra empurra que não ajudava em nada e que começou a me subir nos nervos. Nesse ponto confesso que foi falha minha deixar de avisar que meu cachorrinho, um chiuaua marrom chamado Irritação, dormia em cima dos nervos, um mal hábito concordo. Desperto pela confusão ele começou a dar aqueles latidos irritantes que ecam nos tímpanos.
“Quieto Irritação, quietinho, quem é o bebê fofinho? Quem é?”
Não é preciso dizer que essa bajulação de nada adiantou e ele pulou em cima do velho e do sentimento. O pequeno peste escolheu como primeiro alvo a canela do sentimento.
“Larga, por favor, me larga. Cachorrinho bonzinho, larga pelo amor de Deus!” Ele choramingava.
Ele largou, mas abocanhou a barba do velho que havia caído com a investida do cão e não levantara antes da segunda investida do Irritação, começando uma espécie de cabo de guerra em que o velho tentava erguer a cabeça sem levar pendurado nos pelos do rosto o chiuaua. Eu mereço! Tudo eu, tudo eu.
Enchi os pulmões de ar e falei o mais alto que podia.
“Ordem! Ordem! Irritação, já pra casinha, e vocês dois, isso são modos? Tratem de se recompor, onde já se viu dois marmanjos perdendo pra um cachorrinho?!”
Nesse momento me senti cheio de autoconfiança, transbordando até, foi quando Coraticum Fobia começou a se dissolver e a se incorporar a mim. Aquilo foi bizarro, mas de alguma forma me senti bem. O velho, que dizia ser o tempo, foi pegando os blocos de autoconfiança e colando-os ao resto da ponte, me impressionei com a velocidade que ele fazia aquilo. Assim, em pouco mais de duas horas a ponte estava finalizada, e eu já estava na ultima passada pra atravessá-la quando o velho me parou.
“Deixe-me te dar um aviso,” usou um tom que pra mim parecia muito experiente em convencer as pessoas, “sempre que você se ligar aos seus sentimentos ficará mais humano. Sua mente é insana demais pra suportar, você é insano demais pra suportar, evite sentir que você chegará até o seu objetivo.”
“Você pirou de vez?” Estava mais do que claro que ele não era o tempo nem de longe. Que pensamento mais idiota, cheguei a pensar outro até, que se fosse mais idiota poderia ter sido meu e guardei a nota mental de fechar bem minha mochila pra ninguém roubar meus pensamentos.
“Se não quiser aceitar azar o seu, o conselho eu dei.”
“Isso é só papo furado, aposto que sem sentimento você não passa nem do próximo obstáculo!” Eu estava segurando Irritação pela coleira pra não atacar o velho.
“Acha mesmo?” Ele perguntou. “Pois bem, aposta aceita.”
“Hã?” Viram, isso sim é pensamento idiota, nada mais idiota que um hã? na hora errada.
“Você disse que apostava, eu disse que aceito. Quem chegar até as ideias primeiro vence, se você ganhar te dou tempo o suficiente para trabalhar, estudar e cuidar de uma família, mas se você perder eu fico com todas as suas ideias que escaparam. Então, topa?”
Aí Coraticum aprontou a primeira depois de incorporado a mim.
“Topo!”
O velho disparou na frente com uma saúde de dar inveja a qualquer maratonista.
Agora eu estava numa corrida contra o tempo, literalmente.

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Autores debatem mudanças didáticas para tornar literatura atrativa na escola

Posted by Baltazar Escritor on 14 de outubro de 2011 06:52 in , ,


Discussões são realizadas na manhã desta quarta-feira, no 2º dia da Flica.

Para especialistas, professores precisam envolver crianças com narrativa.

Autores debatem mudanças didáticas para tornar literatura atrativa na escola (Foto: Lílian Marques/G1)Autores afirmam que professores estão no centro
das mudanças desejadas (Foto: Lílian Marques/G1)
O segundo dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2011), nesta quarta-feira (12), começou por volta das 10h no Conjunto do Carmo, na Praça da Aclamação. Mediada pelo assessor especial da Secretaria de Educação da Bahia, Nildon Pitombo, a mesa “Paradidáticos e sua Importância para a Educação” levantou debates sobre o conteúdo dos livros usados nas escolas brasileiras e formas de despertar o interesse dos alunos pela literatura.
Participaram da discussão o historiador baiano, diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC) e membro da Academia de Letras da Bahia, Ubiratan Castro, o escritor, pedagogo e membro da Academia de Letras de Ilhéus, Pawlo Cidade, e o engenheiro, pesquisador e presidente dao Comitê de autores da Câmara Baiana de Livro, Silvino Bastos.
O local da palestra ficou lotado. De acordo com a assessoria do evento, todas as mesas da Flica tiveram as inscrições esgotadas. O auditório tem capacidade para 250 pessoas sentadas. A organização da Flica informou que só vai divulgar o número de pessoas que circularam pela festa após o fim do evento, no domingo (16).
O historiador Ubiratan Castro começou a discussão da mesa falando da importância de retratar a história nos livros didáticos e paradidáticos.“Cultura passa distante dos currículos escolares. Parece que cultura é só o que a lei determina. Não gosto muito da palavra paradidático, prefiro trabalhar com o conceito de literatura científica, que é aquele que apresenta o resultado e o método usado na pesquisa. Só há ciência quando se mostra como foi feito o estudo, como se chegou ao resultado apresentado. Hoje, o trabalho de um historiador é o de um cientista”, diz.

“Existe uma outra forma de apresentar uma recomposição do passado. O grande desafio do autor é a narrativa literária. Os historiadores estão amarrados às pesquisas, às fontes. A literatura pauta a perseguição da beleza, da palavra que seduz e conquista. O autor tem a licença de compor de modo a cativar o leitor”, observa.

Para Castro, uma dos pontos que podem mudar a literatura escolar, na junção dos didáticos com paradidáticos, é a narrativa, a linguagem usada pelos autores. Segundo ele, a narrativa histórica se caracteriza pela fidelidade às fontes.
Para o pesquisador Silvino Bastos, toda criança deve ser motivada a ler. Hoje, segundo ele, os livros competem com atrativos como jogos eletrônicos, as novas tecnologias e a internet. Bastos observa que o paradidático tem uma função importante na educação e que a ponte com o didático pode tornar as assuntos de sala de aula mais interessantes. “A importância é cobrir essa diferença entre dois mundos. É um campo sem fim a ser explorado. Eu posso usar a literatura para passar conhecimento. O livro paradidático entra nesse campo da ciência. Por que não divertir e instruir ao mesmo tempo?”, indaga.
O professor e escritor Pawlo Cidade levantou a discussão de que o professor é agente fundamental nesse processo de mudança, de tornar interessante o material e os métodos usados em sala de aula. Cidade fez uma breve demostração do que pode ser feito durante uma brincadeira com o público presente na Flica na manhã desta quarta-feira. Ele usou o texto de uma fábula para estimular os presentes com respostas dadas através de expressão oral e gestos. Em poucos minutos, o que se viu foi um público interado e envolvido com a brincadeira.
“Talvez não tenhamos paradidáticos daqui a alguns anos. A revolução deve passar pelo professor. É preciso se sensibilizar para depois sensibilizar. É dessa forma que trabalho com os meus alunos. É necessário também que o professor goste do que faz. Do contrário, não vai conseguir 'tocar' o aluno. A escola ainda não conseguiu se transformar em um polo produtor de leitores. Isso é preciso”, analisa.
Dia de palestras
Às 15h, o historiador Ubiratan Castro volta à Flica na mesa “As Primeiras Vilas da Bahia”, onde divide as discussões com o público e o curador do evento, Aurélio Shommer. Também nesta quarta-feira, às 19h, será realizado o debate “Contos: síntese e completude”, com o cientista, romancista e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e o escritor Marcelino Freire. O mediador será Aurélio Shommer.
Na programação musical, a banda Baiana System se apresenta no palco Cachoeira, na orla da cidade, a partir das 22h.
Paralelamente à programação oficial, foi realizada pela manhã a contação de história para o público infantil por Iray Galvão, no Toldo da Palavra. Às 14h, tem a apresentação do Coral do Setre, na Ordem Terceira do Carmo. Às 17h, Ubiratan Castro faz uma contação de histórias no espaço Pouso da Palavra, na Praça da Aclamação de Cachoeira. A partir das 18h, no mesmo local, José Inácio Vieira de Melo autografa a obra 50 Poemas Escolhidos. Às 19h, será realizado um recital de poesia pelo grupo Concriz, também no Pouso da Palavra.

Fonte: G1

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