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Universo em equilibrio

Posted by Kbeça on 2 de julho de 2015 16:56 in , ,
Em uma conversa casual entre o Universo e eu:
- Então Kbeça... Tá ligado que ontem você comeu a rodo e não passou mal, né?! - Disse, displicentemente, o Universo.
- Sim, Universo. Estou. E muito obrigado. Você é muito legal.
- Ahm... Ok. Sem problemas. Mas, tá ligado que eu sou o Universo e preciso equilibrar as paradas e tal, né?!
- Ok...
- Bom, o negócio é o seguinte: como ontem você não passou mal, eu vou ter dar gases!
- Hein?!
- Gases! Bufas! Peidos! Mas, não aqueles ninjas, silenciosos e sim aqueles que parecem um avião monomotor. E fedidos. Mas, muito fedidos. Como carniça. Saca?!
- ... (Silêncio)
- E de bônus, eu te dou uma escolha: soltar e matar até planta de plástico, ou segurar e sentir dores intensas.
- OK, Universo. Aceito a minha punição. - Disse eu, ingênuo, pensando no banheiro.
- Ah, mais uma coisa: esqueci de te avisar que a sua agenda hoje está lotada de reuniões com gerentes, diretores e clientes. Boa sorte... Você vai precisar.

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Sofrer por amor.

Posted by Kbeça on 7 de abril de 2015 16:35 in , , , ,
Sou influenciado e ganho inspiração pelas coisas que ocorrem no meu dia-a-dia. E hoje, me inspirando no grande mestre Djavan, criei esta versão de Nem um Dia.

Nem um pedaço
Kbeça

Um dia frio
Um bom momento para perder um quilo
E o pensamento lá no quibe...
Sem pão eu não vivo.
Um dia triste
Toda gordice insiste
E o pensamento lá no doce...
Mas o Dukan proibe

Longe dos Carboidratos
E todos os açucares
Desejo uma Nutella no pão
Mais que tudo,
É avelã, sabor e energia

como queria de sobremesa
Dois milk-shakes grandes
Não importava se fosse de baunilha,
Manda baunilha
Espero com a força do pensamento
Ficar magro para poder comer

Sorvete com caramelo,
Algum M&M, alcaçuz e marshmallow
A mistura de vários sabores
E pra terminar licor de cassis.


Pãozinho, te amo.

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Passeio de ônibus e observação comportamental urbana

Posted by Kbeça on 30 de setembro de 2014 14:22 in , ,
Oi! Eu sou o Kbeça. :)

Estava passando por aqui e decidi compartilhar com você, sim você que está lendo, minha experiência cotidiana e minha impressão sobre o evento.

Antes de mais nada, necessito de uma explicação para que você entenda e se situe:
Eu sou do Rio de Janeiro, capital, e aqui há muitos anos foi implantado um sistema de cobrança de passagem através de um cartão e um leitor eletrônico. O leitor é integrado a roleta e um comando do motorista. 

Por quê isso? Porque existem vários tipos de cartões, mas separados em duas categorias. 


  

 
A primeira é autônoma, não precisa da ação do motorista para liberar a roleta. Ou seja, você passa o cartão no leitor, ele verifica se o cartão possui saldo, e libera a roleta. 


A segunda é dependente da ação do motorista para liberar a roleta. Este é utilizado por idosos, portadores de necessidades especiais e estudantes da rede pública de ensino. Você passa o cartão no leitor, ele reconhece o seu cartão, emite um sinal, o motorista libera a roleta e você passa. E ainda existe o dinheiro. Você dá o dinheiro para o motorista, ele libera roleta e você passa. Parece que eu estou sendo redundante com esse negócio de "Libera e passa", mas você entenderá.

Todas as vezes eu pego um ônibus, eu entro, cumprimento o motorista, passo o meu cartão no leitor, que é autônomo, a roleta é liberada e eu passo tranquilamente. E agora vem o quê eu queria compartilhar com você, querido visitante. Você deve estar se perguntando: como você sabe que a roleta foi liberada, prezado Kbeça? Magia? Adivinhação? O Cosmos? Não meu amigo. Acontece que no leitor de cartões existe um visor que além de lhe informar data, hora e seu saldo, ele ainda apresenta a mensagem "PASSE", informando que você pode PASSAR. Olha que modernidade. Além disso, a roleta emite um "clic" informando que ela foi liberada. Pois bem.

Me alegra a vida ficar assistindo as atitudes esdrúxulas das outras pessoas. Assim como deve alegra-las assistir as minhas. Claro. Porque não existe nada melhor na vida que assistir e comentar a vida alheia. Vide reality shows à fora.

Após a minha passagem pela roleta eu fico assistindo os passageiros que entram e pagam em dinheiro. Eles entram, alguns educados, outros guardando a educação para a visita do Grão-Duque da Polinésia, dão o dinheiro ao motorista e... correm para  roleta e começam a encoxa-la, em um rito frenético e animalesco. O coitado do motorista nem bem olhou para a própria mão, para ver o valor largado, e a criatura já tá lá no ritual do acasalamento solitário com a pobre, vermelha e esguia roletinha. Coitada. Literalmente. E quando eles estão quase chegando ao clímax, visto que alguns se empolgam e começam a gritar "Ô motorista", "Vamô, porra", "Liberaê" e o meu favorito "Vai, vai", ainda não sei se eles gritam para o motorista, para a roleta, ou para eles mesmos, mas seja como for, o motorista libera a roleta e eles passam fulos da vida, xingando e com caras de zangados. Também, quem gosta de ter o ato interrompido? Logo na hora que tava bom o motorista decide liberar a passagem? Sacanagem isso aí, pô!

O ponto é: por que não entregar o dinheiro, ficar parado olhando para o visor do leitor de cartões e, assim que a senha mágica "PASSE" aparecer, caminhar para a roleta e gira-la? Tá com medo que o coleguinha de trás dê um triplo mortal carpado e role a roleta no seu lugar? Juro que se alguém fizesse isso comigo, eu pagava a passagem e ainda aplaudia.

O melhor é que agora existem alguns ônibus com duas roletas: uma para cartões autônomos e outra para cartões dependentes e dinheiro. Vamos chama-las de roletas A e D. Imagina a cena: só um lugar vago. João na roleta A e Maria na roleta D. Ambos olham para o único lugar vago, se entreolham e correm. Maria dá um peixinho por baixo de D, enquanto João salta com graça sobre A. No meio do corredor vão se cotovelando* até chegarem ao acento. Vence quem chegar primeiro. Depois os outros passageiros aplaudem, como manda a boa educação, e votam no "Estilo", "Velocidade" e "Performance" da conquista do acento. A premiação será televisionada para todo o país. Não se preocupe.

* Se você veio atrás do asterísco, é porque eu escrevi "cotovelando", e eu não sei se é "acotovelando" ou "cotovelando". Usei a lógica que eu possuo um cotovelo e no mesmo caso de soco, que fica socando, e não assocando**, escrevi dessa forma. E sim, estou com preguiça de procurar no Google. Sim, eu podia estar procurando no Google, eu podria estar comendo, eu podia estar dormindo, mas não. Estou aqui escrevendo.

** Se fosse assocando, os meninos da bandeira colorida, poderiam chegar para uns valentões e falar "Aí otário. Eu vou te assocar todo". Isso seria ótimo. O camarada não saberia se é uma ameaça (socar todo), uma cantada (assoprar todo), ou um fetiche esquisito (açucarar todo). Imagina a cara do sujeito?***

*** Impressionante a sua curiosidade. Só vim aqui para saber se você ia ler. :D
Mas, para não te deixar sem nada, fica o link para o site oficial do RioCard demonstrando o funcionamento de pagamento de passagem usando o cartão e o leitor.

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Steampuff

Posted by Kbeça on 20 de dezembro de 2012 12:00 in , , , , ,
Ótima animação. E o melhor: é uma websérie.


Está em Inglês, mas assim que legendarem, coloco aqui. :)





Via: Nabundanada

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A Batalha de All Hallows' Even

Posted by Kbeça on 19 de dezembro de 2012 06:00 in , ,

Desafio de Halloween
Amor - imaginação - corajoso - impacto - Belzebu

Todos os anos, à meia-noite do dia 31 de outubro para o dia 1º de novembro uma batalha acontece na Terra. Uma batalha por almas, poder, território e amor

Belzebu entendeu que para fazer frente ao exército angélico precisaria expandir seu reinado e sua horda infernal, e todos os anos ele envia suas legiões malévolas à Terra, tentando conquistar nosso plano astral e amealhar almas para suas fileiras. Como os anjos e arcanjos estão sempre ocupados protegendo os portões dos céus dos demônios, e a humanidade de si mesma, o Arcanjo Miguel, o protetor dos justos, decidiu criar uma milícia terrena com as almas daqueles que morreram protegendo o próximo, pois só estas almas teriam poder suficiente para enfrentar a horda satânica em lugar dos angélicos. Ao recrutar cada nova alma ele lhe dava a escolha: seguir para o paraíso, ou se tornar um "Magnim Shel Kadur Ha'árets" (מגיני כדור הארץ) um "Defensor da Terra". E aqueles que escolhiam ser um Magnim, ele presenteava com armas e armaduras angélicas, forjadas pelo próprio Criador.

Estamos no Vale dos Caídos, em Glastonbury, no condado de Somerset, Inglaterra, esperando pelo começo da batalha. O vale tem este nome pois é o local exato da queda de Lúcifer e de seus famigerados seguidores na Terra. Além disso, o impacto da queda criou a entrada para o inferno, e conseqüentemente a saída do mesmo. Este vale já foi chamado por outros nomes como, por exemplo, Hell's Gate e Valley of Death, e outros nomes mais antigos, e até impronunciáveis. Mas, eu sou da época em que ele era chamado de Camelot.

Os Celtas tinham conhecimento da importância deste local e desta milenar batalha e chamavam o dia 31 de Outubro de "All Hallows' Even", "Noite de Todos os Santos", e andavam disfarçados de formas horrendas para confundir os demônios e não perderem suas almas para eles. E, após a batalha, comemoravam a nossa vitória com o "All Hallows' Day", ou "Dia de Todos os Santos", pois só nós sobrávamos vitoriosos no campo de batalha. Mas, o tempo passou e a imaginação humana transformou esta técnica de sobrevivência, de se disfarçar para fugir dos demônios, em  uma simples brincadeira de fantasias e guloseimas. Até o nome foi abreviado até se tornar "Halloween". Uma atitude muito tola. Pois até o mais corajoso dos homens tremeria e correria de medo ao se deparar com um Batezu, por exemplo.  E esquecer a importância deste dia não é nada saudável.

Nós fomos imbuídos com poder divino, então não tememos nada. Além disso, lutamos pelos que vivem. Por aqueles que morremos protegendo. Por quem amávamos e deixamos na Terra após nossa morte. E eu especialmente luto por Aleria e sua alma imortal...

(CONTINUA NO DESAFIO DE FINADOS) 


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Gentileza gera amor

Posted by Kbeça on 11 de dezembro de 2012 08:00 in , , ,
Como minha amada esposa sempre fala que eu vejo "um monte de coisa legal e deveria compartilhar" aqui, decidi começar por este vídeo. É de tirar o fôlego.









Espero que tenham gostado e compartilhem com o máximo de pessoas que puderem.
:)

Fonte:   Ñ.Intendo

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Desafio da Semana das Crianças

Posted by Kbeça on 27 de outubro de 2012 08:00 in , ,
Eu entre 3 e 4 anos.

Em algum lugar eu li uma frase muito interessante que era "só se descobre o quanto somos fortes, quando a nossa única opção é ser forte". E é sobre isso que se trata a minha lembrança.

Quando eu era pequeno, por volta dos seis anos de idade, minha mãe fazia fisioterapia nas mãos, pois tinha operado o Túnel do Carpo. Para irmos da nossa casa até o hospital viajávamos vinte quilômetros.

Por eu ser muito pequeno, minha mãe entrava pela porta de trás do ônibus, onde tinha a roleta e o cobrador, e eu entrava pela porta da frente. O ônibus que pegávamos, tanto na ida, quanto na volta, era o 474. Ele era verde e branco com detalhes laranja.

Pois bem. Um dia, como todos os outros, fomos para o hospital e na volta fazia muito calor e o sol estava forte. Eu já estava mais que cansado de ficar em pé no sol esperando pelo ônibus e devia estar reclamando muito disso. No que minha mãe grita:
- É ele! Vamos! - E ela correu para a parte de trás do ônibus;

Eu olhei para cima e vi um ônibus vermelho e branco de número 435. Como minha mãe já tinha corrido eu ainda gritei:
- É esse?
- É! Anda!

E entrei pela porta da frente, me sentei e fiquei esperando por ela passar pela roleta. O problema foi: ela não passou E (maiúsculo mesmo) o ônibus começou a andar.

Não me recordo se comecei a gritar "Mãe!", ou "Cadê a minha mãe?", mas um casal de velhinhos me agarrou pelo braço e me mandou ficar "sentadinho e quietinho". Eu ainda expliquei que tinha perdido a minha mãe, mas eles insistiam. O medo foi crescendo e uma voz na minha cabeça me mandava fugir dali. Sendo assim, na primeira parada que o ônibus deu, eu saí correndo para a rua e, depois de estar fora, no sentido contrário que o ônibus trafegou. Não precisei ir muito longe para me afastar do mesmo, porque ele começou a andar no instante que eu desci.

Me vi sozinho num lugar estranho para mim. Olhei a minha volta e vi umas crianças de rua e comecei a pensar que, em breve, eu seria mais uma. Óbvio, eu comecei a chorar. Imaginei nunca mais ver a minha mãe, nunca mais ver meu pai, meus avós, meus amigos... E mais uma vez a voz na minha cabeça falou. Mas, desta vez, ela pedia calma e mandava voltar.

Olhei para rua e vi um túnel. Eu lembrava que o ônibus havia passado por dois túneis depois que saiu da porta do hospital. Comecei a andar na direção dele. Passei o primeiro e continuei andando.

Encontrei um gari lendo uma revista na rua e fui pedir informações da localização do hospital.

Quando me aproximei ele levou um tremendo susto. Motivo: ele estava "lendo" a Playboy.

Perguntei como chegar no hospital e ele me indicou, mas dizendo que era muito longe para ir à pé era perigoso para uma criança do meu tamanho. Eu agradeci e comecei a andar. Depois de um tempo, atravessei o segundo túnel. Andei mais um pouco e... Voilá! Cheguei no ponto que tinha partido.

Procurei pela minha mãe, mas nada. Deduzi que ela tinha ido para casa. Então decidi ir também e encontrar com ela lá. Esperei pelo 474. Fiz sinal (naquela época eles paravam). Perguntei ao motorista se era 474, se ia para o meu bairro e, depois de confirmar, entrei.

Daqui para frente eu só lembro de flashes: cheguei em casa e perguntei para minha avó onde estava a minha mãe e ela falou que tinha ido me procurar. Pedi para ela avisar a minha mãe, quando chegasse, que eu estava em casa e fui brincar na rua.

Depois de um tempo, voltei para casa e no momento que estava voltando, minha mãe estava entrando com uma vizinha chorando e falando alto que tinha perdido o filho.

Eu fui andando atrás delas falando "mãe!", mas ela estava se lamentando tão alto que não me ouvia. E a vizinha, dona Marlene, ia dizendo "Calma, calma. Ele vai aparecer!". Depois de as seguir por um tempo, chegamos a porta da minha casa e quando a minha mãe se virou para se despedir da dona Marlene, é que ela percebeu que eu estava ali.

"MEU FILHO!!!" foi o que ela gritou. Por eu estar todo sujo, ela achou que eu passei os piores momentos da minha vida. Me abraçava, me beijava, chorava, ria, agradecia à Deus e perguntava se estava tudo bem.

Quando todos se acalmaram eu contei a história toda e ela ficou aliviada. Depois ficaram impressionados. E a partir daquele dia, eu ia e voltava da escola sozinho. :)

Bom é isso. Tenho outras lembranças, mas essa é a mais forte, e mais longa que eu me lembro. Daquele dia em diante eu aprendi a sempre perguntar as coisas, e prestar atenção no caminho. Hoje eu tenho um ótimo senso de direção, mas não deixo de pedir informações.

"Só se descobre o quanto somos fortes, quando a nossa única opção é ser forte".


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Eu penso...

Posted by Kbeça on 11 de outubro de 2012 08:00 in , , , , , , , ,
Eu penso muito. O tempo todo. Minha cabeça não pára nunca. Os erros que cometi, as pessoas que magoei, as lágrimas que provoquei, os problemas que não resolvi, os males que causei, as vergonhas que passei, inundam a minha mente a todo instante. Antes eu pensava que isso era uma punição, uma maldição até, mas hoje compreendo que é uma certa "benção", pois é o quê me mantém na linha. Todas as vezes que penso em algo ruim do passado e que eu não pude resolver, consertar, ou o que valha, eu me policio e evito um novo incidente.

Avaliando toda a minha vida até o momento não sinto orgulho de nada. E para muitos isso seria uma catástrofe, mas para mim não. O orgulho não é bom. Aliás, corrigindo, sinto orgulho sim de muita coisa, mas um orgulho pelos outros e não de mim, ou por mim.

Uma vez eu hostilizei dois caras, numa praça que eu jogava RPG. Apenas porque os meus "amigos" os hostilizavam. Só que eu levo tudo ao estremo. E neste caso não foi diferente. Chegou o ponto da praça se dividir em quem me apoiava e quem apoiava os caras. Certo dia no meio da inundação pensei "Porra, afinal, por que eu não gosto dos caras? O que eles me fizeram?", e sabe qual foi a minha resposta? Nada! "Nada" foi resposta. Os caras não me fizeram absolutamente nada. E aquilo se tornou mais uma "ondinha" na minha inundação, e foi aumentando enquanto eu não falei com os caras. Por dias eu ia na praça e perguntava por eles. O pessoal estava achando que ia sair briga, o primeiro deles chegou a fechar os punhos e assumir uma postura de defesa quando eu finalmente o encontrei. A cara de espanto dele está gravada na minha mente quando eu disse "Cara, me desculpe por tudo. Por toda raiva, toda a hostilidade, e qualquer mal que lhe causei, De verdade.". Ele não acreditava. Por alguns segundos ele ficou me olhando nos olhos, até relaxar e finalmente apertar a minha mão e, sem precisar, me pedir desculpas também. O boato que eu entrei para igreja, que eu virei "evangélico" nasceu naquele dia. O segundo veio me procurar. Usei as mesmas palavras, o mesmo gesto, ele foi mais receptivo que o primeiro, e tudo ficou bem. A praça voltou a ser uma unidade. A paz reinou.

Para quem não sabe eu não tenho religião. Diferente do ateu, eu acredito em Deus, mas não tenho religião. O problema é que eu acredito em Deus, Zeus, Odin, Buda, Alá, Brahma, Deusa, Oxalá, G.A.D.U. e por aí vai. Acredito que independente do nome Ele vai te ouvir. O que te reserva no final da vida são as tuas escolhas e os seus atos. Mas, acima de tudo, eu acredito em uma entidade de amor. Multiplique o amor de mãe (a que cria, educa, alimenta, protege, ensina) por infinito. Multiplicou? Esse valor não chega nem a um infinitésimo perto do amor Dele. E como todo amor verdadeiro (vide os cachorros) o perdão está em primeiro lugar. Você vai errar milhares de vezes e milhares de vezes ele vai continuar te olhando com amor e bondade, disposto a lhe perdoar e lhe ajudar assim que você estiver pronto para pedir perdão e ajuda.

E tudo o que eu faço de "bom", que seria um motivo de orgulho, é, como disse uma médium do G.E.I.D., "é minha obrigação". Não fiz nada mais, nada menos, que minha obrigação.

Um amigo me pediu ajuda: minha obrigação ajudar. Um estranho me pediu ajuda? Minha obrigação ajudar também. Alguém se aproximou de você queixando-se de vida. o que você faz? Ouça. Sorria. Dê as suas melhores palavras de conforto e incentivo. Como o povo lá sempre diz "é fácil conviver com um monte de gente legal. O difícil mesmo é conviver com os problemáticos. Eles sim, são as nossas verdadeiras provas".

Hoje faltou luz no bairro que eu moro. Saí para buscar a Nanda no ponto de ônibus com uma lanterna no bolso. No meio do caminho passei do lado de uma moça toda atrapalhada tentando colocar a chave do carro na fechadura da porta do mesmo. Parei, olhei para ela e disse "quer uma luz aí?". Ela, assustada e com medo, no meio do escuro, nem conseguia ver meu rosto, recusou dizendo que estava tudo bem. Eu, calmamente, do lugar que estava, retirei a lanterna do bolso e iluminei a porta do carro dela. Ela sorriu, abriu a porta, entrou, agradeceu e foi embora. E eu? Continuei a minha vida. Não me custou nada. Não me doeu nada. Talvez eu tenha ganhado um tijolinho na minha casinha do céu (como diz a minha amiga Renata), talvez não. Afinal era minha obrigação ajudar. Ela conseguiria acertar a fechadura em algum momento, mas não custava ajudar.

E as orações? Já passei, e passo, por muito problemas na vida. E muitos, se não todos, foram suportados através de orações alheias (obrigado Paty, Drica, Marcinha e quem mais orou por mim), então o que custa parar o que você está fazendo na hora por, sei lá, cinco minutos, um minuto, trinta segundos, que seja, e, sinceramente, pedir um "up" por aquela pessoa? Mesmo que você nunca a tenha visto na (nesta) vida? Um simples "(coloque aqui a deidade de sua preferência) ajuda aquela pessoa.", desde que sincero, fará muita, se não toda, a diferença. Mas, faça de coração. Se não for de coração, não faça.

Sinceramente, sou direcionado a conhecer pessoas com problemas. É como se eu fosse testado o tempo todo. "Olha aqui. Mais uma pessoa com um problema. O quê você vai fazer? Ficar, ou correr?". E do começo ao fim eu penso: não sou eu falando, não sou eu agindo, é a vontade e providência divina. Há muito tempo atrás participei de um "conven" e uma das regras era: fazei de ti presença de Deus, pois só assim funcionará. Jesus disse "vós sois deuses". Se podemos ser influenciados para o mal, porque não abrir as portas para sermos influenciados para o bem?

Para finalizar, deixo um vídeo que vi outro dia e gostei muito. Tanto pela atitude, quando pela inspiração que ele nos proporciona.


Tradução livre feita por mim:
1. Escrever uma carta pessoal para os policiais agradecendo tudo o que eles fazem por nós.
2. Levar sorvetes do McDonalds para todos os guardas parados no calor.
3. Dar garrafas de água a todos os jardineiros públicos e aos guardas de trânsito.
4. Limpar os para-brisas sujos em um cruzamento por uma hora.
5. Plantar uma árvore.
6. Lavar um carro aleatório de um estacionamento.
7. Ter uma conversa de coração com o faxineiro da minha cafeteria favorita.
8. Levantar a cancela para os guardas enquanto eles jantam.
9. Escrever uma carta de agradecimento para os professores por escolherem ensinar, ao invés de ter outros empregos.
10. Limpar todo o lixo jogado no chão da universidade.
11. Distribuir guardanapos de papel para todos os estudantes na cafeteria da universidade.
12. Imprimir panfletos "motivacionais" e distribuir pela universidade e seus arredores
Panfleto: Fique calmo(a) e sorria. Você é lindo(a).
13. Dar sucos em caixinha para todos os jovens andando no calor, que nós encontramos na rua.
14. Dar passagem a qualquer um na rua que queira passar.
15. Distribuir maçãs para os trabalhadores que não encontraram nenhum trabalho diário.
16. Dar uma carona para os alunos de intercâmbio para que eles não voltassem andando para o lar.
17. Distribuir rosas amarelas e panfletos motivacionais para as enfermeiras do hospital local.
18, 19, 20, 21 Não puderam ser filmados.
Eles incluem:
Ajudar um taxista na beira da estrada.
Dar ternos para os funcionários de um restaurante porque eles não tiveram um dia de folga no Eid (não sei o que é Eid, deve ser algum feriado, ou data comemorativa local).
Dar para minha mãe e meu pai um abraço especial por eles serem os melhores pais do planeta.
Dar para uma criança de rua de 12 anos sorvete, batatinhas e Milo, porque ele me disse que gostava deles.
22. Distribuir balões no orfanato local.
Mensagem final: Vamos criar uma sociedade em que, mesmo que os governos e as corporações trabalhem contra nós, ainda teremos uns aos outros. Vamos ser gentis.

Sabe o que é mais legal? Eu fiquei tão agradecido com o vídeo que mandei uma mensagem de agradecimento para o autor. Sabe o que aconteceu? Ele gentilmente respondeu.



  • 26 de Setembro
    Anderson Ramalho
    • Hi, I'm from Brazil.
      Just watched your video and found it amazing. I hope that more people can be inspired by seeing him.
      I want to thank you for your act of kindness. And I wish you to receive many good things in your life.
      Brotherly hugs.

    • Thank you Anderson for all the kind words. It was very sweet of you to take out time and write out to me. I'm truly honored.

    • The honor is mine. Again: thanks for your great video and ispiration.



Tradução:

Anderson Ramalho
Oi, eu sou do Brasil.
Acabei de ver o seu vídeo e o achei incrível. Eu espero que mais pessoas possam se inspirar assistindo-o.
Eu quero lhe agradecer pelo seu ato de gentileza. E desejo que você receba muitas coisas boas em sua vida.
Abraços fraternais.

Syed Muzamil Hasan Zaidi
Obrigado Anderson por todas as palavras gentis. Foi muito gentil da sua parte tirar um tempo e escrever para mim. Estou verdadeiramente honrado.

Anderson Ramalho
A honra é minha. Mais uma vez: obrigado por seu ótimo vídeo e inspiração.

Desejo o melhor à todos e "Caso a gente não se veja: Bom dia, Boa tarde e Boa noite!"


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Dinheiro x Felicidade

Posted by Kbeça on 3 de outubro de 2012 08:01 in , , , ,


É verdade que está todo mundo, ou pelo menos, estatisticamente falando, 99% da população mundial, duro, sem grana, zerinho, etc. E, com isso, todos querem um pouco, ou muito, dinheiro para mudarem as suas vidas. Mas, será que o dinheiro as faria felizes? Felizes mesmo? Sim e não.

A frase tão batida "Dinheiro não trás felicidade" é verdadeira, e as suas decorrentes piadas também são ("não trás, mas manda buscar", é um exemplo de piada).

Em todas as vezes que eu reavaliei a minha vida e pensei em mudar o meu passado, pensei em estudar mais, cursar uma carreira diferente, em viajar no tempo e me dar os números da loteria, e por aí vai. Mas, não por acaso, sempre tento achar uma forma de encontrar a Nanda, fazer amizade com os meus atuais amigos e preservar o meu relacionamento com a minha mãe.

Os mais conservadores dirão "a alegria de um sorriso de criança não tem preço", mas a câmera que tirou a foto deste sorriso, tem. E é caro. Então vivemos em uma dualidade eterna. Porém, é claro que não deixaremos de trabalhar e desejar dias mais fartos, no entanto, também não devemos ser escravos do dinheiro. A Paty postou o texto "Viver ou Juntar Dinheiro?" do Max Gehringer que mostra bem essa dualidade.

Mas, o quão rico/pobre você é que não pode/quer dividir sua riqueza? Qual a sua maior riqueza?

Certa vez eu ouvi alguém dizer que conhecimento é a única coisa que você compartilha e sai com mais do que quando você chegou. Isso é verdade. Gentileza é outra coisa assim. Quanto mais você dá, mais você recebe.

Quando fui em busca da imagem que abre este post me deparei com um texto muito bom. Segue um trecho:

"(...)Se você é feliz, divida esta felicidade com os outros e não a esconda a sete chaves com medo que alguém a roube!
Se você tem compaixão de sobra, compartilhe-a
Se você tem paciência de sobra, compartilhe-a
Se você tem inteligência de sobra, compartilhe-a
Se você tem fé de sobra, compartilhe-a
Se você tem felicidade de sobra, compartilhe-a
Se você tem amor de sobra, compartilhe-o
Se você tem tempo de sobra, compartilhe-o
DOE-SE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

Como já comentei algumas vezes, no ambiente pessoal, as vezes me sinto inverso ao mundo. Procuro ser gentil, ser educado, sorrir, elogiar, ser cavalheiro, mas parece que as pessoas ignoram isso, ou preferem "tirar vantagem" disso. E gentileza não é obrigação. "Primeiro as damas" é uma gentileza, não uma lei, por exemplo.

Resumindo, eu penso que o dinheiro facilitaria muito a minha vida e me daria a oportunidade de me dedicar a coisas que me agradam mais, mas não acredito que ele, por si só, me faria feliz. Aliás, sem as pessoas que amo, com, ou sem, dinheiro nunca que eu seria feliz.

E você, o quê acha? Dinheiro, trás felicidade, ou não? E repito a pergunta "Qual a sua maior riqueza?".




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Relacionamentos - São difíceis, mas não impossíveis.

Posted by Kbeça on 26 de setembro de 2012 18:01 in ,


Tenho uma lista de relacionamentos mal resolvidos, e um que cuido há anos. Tenho uma lista de erros bem maior que acertos, mas de aprendizado que é soma de todos, porém, bem menor do quê tenho que aprender. O que venho transmitir são algumas coisas que aprendi com o tempo e funcionam.

Qualquer um pode ter um relacionamento. Todos têm algum tipo de relacionamento: profissional, amoroso, amistoso, de interesse. Mas, quantas pessoas conseguem manter um relacionamento duradouro? E feliz? Saudável, vale? Necessita.

Aparentemente todas as pessoas do Facebook conseguem. Ou se terminam, estão super bem resolvidas e felizes. Aliás, redes sociais não contam. Lá todos são muito amigos, apaixonados, éticos, bem sucedidos, dedicados, V1d4 L0k4, e por aí vai. Na real, nem 30% é 10% de tudo isso (sendo otimista).

Em certo lugares, virtuais, ou não, me deparo com pessoas cometendo certas mancadas em seus relacionamentos. Algumas vezes por orgulho, outras por ignorância, na maioria por simplesmente não se importar o suficiente.

De qualquer forma, eu sigo algumas regras de vida e tento passar estas regras adiante. Não é nada muito difícil, nem tão pouco sou o mestre da verdade, ou do amor, mas funciona na maioria das vezes. Se não der certo, procure um psicologo (não é piada, nem pejorativo), ou separe de vez. Mas, lembre-se de aprender e crescer.

Vamos as regras:

 1 - Dialogo/conversa - A maioria das pessoas fala sobre isso, mas não pratica. Ou, se pratica, só nas horas de discutir a relação. Conversar com o seu parceiro é fundamental para manter um bom relacionamento e uma vida à dois saudável. "Ué, Kbeça, mas se não é para discutir a relação, é para quê então?" você pergunta "é para tudo" eu respondo. Quando você liga para um amigo/amiga para conversar sobre o futebol/novela você está discutindo a relação? Não. Você gosta daquelas pessoas que só se aproximam de você para falar das mazelas da vida? Ou, só de quão maravilhosas suas vidas são? Ou, das que só brigam com você? Pois é, ninguém gosta. Muito menos o seu parceiro. No seu dia-a-dia, você fez alguma coisa, interessante, alguma coisa que lhe chateou, alguma coisa que pode ser engraçado, e por aí vai. Compartilhe com o seu parceiro. Converse sobre tudo. E, depois que criar este hábito, pode discutir a relação também.

2 - "Você é obrigado, porque é meu parceiro", não, não é. Ninguém é obrigado a nada. Você é livre para fazer o que quiser, quando e como quiser. Você pensará nas leis, e é claro que para elas também vale. Ao infringir uma lei, você terá que arcar com as consequências, mas você é livre para fazer o que quiser. Então quando quiser que o seu parceiro faça algo, ou não faça, converse, negocie, mostre as suas necessidades, barganhe, se for o caso, ceda, se preciso, mas seja legal. Todo mundo quer agradar quem é legal. Então seja legal, para serem legais com você. E sorria com o coração e com os olhos. É muito mais fácil pedir e receber com um sorriso. E saiba aceitar um não como resposta. As vezes, um não é melhor do que um sim.

3 - Respeito é bom e todos gostam. Uma coisa que eu aprendi com o tempo é que o respeito vale ouro. Nunca, jamais, em hipótese alguma, xingue o seu parceiro. Por mais bobo e descontraído que seja o palavrão ele sera o culminador de graves ofensas. Se não no momento em que for dito, será com o tempo. Além disto, respeite o seu parceiro como pessoa, como indivíduo, como profissional, como ser humano e como espírito. Parece bobo e simples, mas não é. As vezes, você pode desmerecer o esforço de trabalho, ou a fé, ou os gostos do seu parceiro, sem querer, e sem perceber, o magoará e lhe dará motivos para "revidar". Isso me leva a outra regra:

4 - Saiba perdoar. Se seu parceiro fez besteira, reclame. Se ele se desculpou, sinceramente, saiba perdoar. Não guarde rancor, mágoas, ou planeje uma vingança. Não faz bem e não vale de nada.
No curso de noivos aprendi duas coisas:
1ª - "Você prefere estar bem, ou estar certo?" - Muitas vezes é melhor ceder e ficar bem, do que continuar dando murro em ponta de faca, só porque está certo. Lógico, saiba medir o que é importante, e o que pode ser relevado.
2ª - "Nunca vá dormir brigado." - Não vale à pena dormir brigado. Vocês vão dormir mal, vão ter pesadelos, vão acordar brigados, vão ter um dia ruim, e vai ser ladeira abaixo. Brigou? O teto veio abaixo? Se estressaram? Façam as pazes. Vão dormir. Se necessário, no dia seguinte, de cabeça fria, retomem o assunto, mas de uma forma neutra. Mais leve.
Seja como for, quando perdoar, faça-o com o coração. Se não pode perdoar na hora, dê um tempo. Vá beber uma água, vá tomar um banho para esfriar a cabeça, vá para um canto e cante uma musica. Pode parecer besteira, mas parar de brigar para beber água faz muito bem. Beba água, ofereça água ao seu parceiro. Funciona.

5 - "Não troque o certo pelo duvidoso". Lembra quando vocês se apaixonaram? Quando saíram pela primeira vez? Da expectativa pré-encontro? E do primeiro beijo? As coisas podem estar ruins agora, mas já foram boas/legais um dia. Trocar o Zézinho pelo Joãozinho, não vai mudar muita coisa. Você vai descobrir que um tem tantos defeitos quando o outro. As vezes, piores. E, invariavelmente, não terão as mesmas qualidades. Se algo lhe incomoda muito, converse (olha a regra Nº 1), ceda, mude. Ninguém é imutável. A cada dia, mudamos um pouco. Se no trabalho somos forçados a mudar, a aceitar e ignorar certas coisas, porque não no resto de nossas vidas? Tente trazer à tonas as suas qualidades. Preocupe-se em fazer e ser feliz. A felicidade somos nós que fazemos.

Tente sempre melhorar o seu relacionamento. A separação é a ultima instancia. A ultima alternativa. Só deve separar-se caso não haja mais jeito. Caso as brigas sejam em maior número que os momentos bons.

Eu poderia escrever um manual imenso aqui, mas seguindo estas 5 regras, o bom senso, o bom humor e a camaradagem, você conseguirá ir longe com qualquer relacionamento.

Só uma ultima dica, mais valiosa que todas as outras regras: seja sempre sincero no que você fizer e falar. Uma mentira poderá comprometer tudo. E quando se perde a confiança, nunca mais será a mesma coisa. Lealdade anda de mãos dadas com a verdade, que é filha da sinceridade.

É isso. Comentários, por favor. :)

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Comportamento no banheiro

Posted by Kbeça on 19 de setembro de 2012 08:01 in , ,
Você pode estranhar um pouco o título deste post, mas há muito tempo eu queria escrever (e desabafar) sobre coisas que acontecem no banheiro masculino. Existem certas regras não ditas, não escritas, não comentadas, mas que todos os homens conhecem e seguem. Em oposição a isso, deveriam existir tantas outras que ninguém segue, ou entende. Por sua vez, há, ainda, as regras de etiqueta/educação que a maioria ignora.

Um exemplo de educação/etiqueta ignorado nos banheiros masculinos: lavar as mãos.
Cara, além de colocar em risco a sua saúde, ainda é extremamente nojento. Certa vez vi um gráfico do quê ficaria na sua mão, ao final de um dia, após apertar a mão dos outros. É absurdo. Sério, você acha que o seu bilau, ou a sua pepeca é autolimpante? Acha que um membro que é utilizado para expelir os "detritos" e toxinas do seu corpo, é um membro limpo?

Uma regra nunca falada, mas sempre seguida é o seguinte: nunca, NUNCA, fique atrás de um homem enquanto ele urina. Sério! Da azar fazer isso. E a parada não funciona. Trava na hora.

Lendo o texto Pingo é pingo, gota é gota - Umazinha - No Estopim do meu irmão Diego Ribeiro, aprendi que não se deve conversar no banheiro. Taí algo que me causa risos aqui no trabalho. Todos os dias, pós horário do almoço, se você entrar no banheiro escutará vozes. O motivo: as duas cabines estão fechadas e os seus ocupantes estão batendo papo. É praticamente um confessionário. Ninguém se vê, mas se ouve.

Então, baseado na experiência de anos, criei estas regras do banheiro masculino.

01 - Se for ao banheiro, lave as mãos. Eu não quero pegar o seu pinto por tabela, quando for abrir a porta;
02 - Nunca, em hipótese alguma, fique atrás de alguém que está urinando;
03 - Homens não são "vizinhos" de mictório. Exceto em caso de mictórios pares em que dois espaçados já estejam ocupados. Caso contrário, pule um e use o seu. Fique sempre o mais longe possível do seu vizinho e perto da porta de saída. Em caso de falta de espaço no mictório, use a cabine do vaso;

Certo


Errado



04 - Mulheres podem comparar o tamanho dos seios e do bumbum, mas nenhuma compara o tamanho da pepeca. Então, não queira comparar o tamanho do bilau. Isso só lhe renderá um olho roxo;
05 - Soltar pum e tirar meleca é permitido no banheiro, e unicamente no banheiro;
06 - Quer conversar? Me encontra do lado de fora do banheiro. No lavatório até pode ser, mas não nos outros lugares;
07 - Seja breve. Há outros querendo usar o banheiro;
08 - Não toque, não encoste em quem está no banheiro;
09 - Saiu do "serviço", legal, vista as suas roupas, feche o zíper. Ninguém quer ver nada;
10 - E, pelo amor de Deus, eu não quero ver o tamanho do seu cocô. Nem com quem ele se parece.

É isso. E vocês, pensam em outras regras? Algum comportamento feminino? Escreva nos comentários.


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7

Novo modelo de Desafios

Posted by Kbeça on 11 de setembro de 2012 13:24 in , ,


Olá Retalhenses!

Vim em socorro de minha amiga Paty e proporei um novo desafio. Mas, não um desafio qualquer. Nem tão pouco um já batido e usual. Desta vez é algo realmente diferente. Vocês terão que criar um roteiro de comercial. Isso aí: comercial. "Mas, Kbeça, como faz?" Titio Kbeça explica.

Eu desafio a vítima o colaborador com um tema e ele terá que criar uma cena de comercial com atores, cenário, situação, trilha, tempo, etc. Tudo muito bem explicado e detalhado.

Vou usar como exemplo um comercial de margarina explicado por um publicitário no programa Jô Soares Onze e Meia (infelizmente não achei o nome dele).

É manhã.
O cenário é uma cozinha muito ampla com os eletrodomésticos e uma mesa no centro.
Os personagens são a mãe, o pai, uma filha mais velha e um filho mais novo. Todos loirinhos e vestindo branco.
A musica de fundo é "Quatro estações" de Vivaldi.
A mãe está na pia pegando um jarro de suco, o pai está sentado a mesa lendo um jornal, a menina vem se aproximando da mesa, enquanto o menino desce as escadas correndo. A mãe se aproxima da mesa com o jarro de suco, o pai baixa o jornal, a menina se senta e o menino simplesmente pega uma fatia de pão e passa a margarina. Ele morde, faz uma cara de felicidade, todos sorriem, a câmera dá um zoom no pote de margarina, entra o locutor fala o nome da margarina e o bordão. Fim de cena.

É isso.

Desafiados:

Nanda - Comercial de pantufas
Olhos - Comercial de copos plásticos descartáveis
Balta - Comercial de tampa de vaso sanitário
Paty - Comercial de bandeja de garçom
Lívia - Comercial de incenso
Telma - Comercial de mouse
Drica  - Comercial de sacos plásticos
Marcinha - Comercial de termômetro

Se alguém quiser filmar um comercial do seu produto, ganha pontos extras. XD

Espero que gostem da ideia e aceitem o desafio. Depois de todos responderem, podem me desafiar com um comercial.


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4

O Galpão

Posted by Kbeça on 20 de julho de 2012 16:01 in , , ,

Scott caminha com cautela pelo galpão, empunhando uma pistola. Sobressalta-se a cada nova sombra criada. Sentia-se enjoado e desorientado pelo ambiente e pela ausência de ver o mundo exterior. O calor e a iluminação o faziam sentir-se claustrofóbico.
Escorrega em uma poça e, na tentativa de se equilibrar, agarra um das caixas derrubando flocos de isopor e... Armas. Seu coração dispara devido ao barulho. Segura a sua arma tremendo. Apontando para cada sombra, cada vulto que o assusta. No meio de seu ataque de pânico vislumbra o furgão. Engole em seco, pois teme o que poderá encontrar. Levanta-se. Fica repetindo mentalmente "Calma, Scot. Calma.". Há alguns metros do furgão o portão por onde ele entrou está fechado. Scott não consegue se acalmar e cada passo vacilante o deixam mais nervoso. Ouve um gemido. Rapidamente vira na direção do som e vê um homem amarrado na cadeira.


John não sabe dizer se é dia, ou noite, ou há quanto tempo está ali. Apesar da dor que está sentido, devido a tortura, tenta se manter acordado e lúcido. Não sente mais os dedos das mãos, ou dos pés. Nem sequer sabe se ainda os tem. Já faz algum tempo que seus torturadores saíram. Ele sabe que eles podem voltar a qualquer momento, mas agradece por esse instante de paz.
Um barulho chama sua atenção. Alguma coisa caindo. Com um olho inchado e outro machucado já seria difícil de enxergar, com essa iluminação precária e amarelada é ainda pior. Ele olha em volta, mas só consegue ver o furgão e várias caixas. O barulho das goteiras faz com que o galpão pareça maior do que é.
John vê alguma coisa, mas não sabe se é só mais uma sombra, um vulto, ou alguém. De repente ele vê um homenzinho segurando uma pistola, com flocos de isopor em sua farda, andando como se estivesse todo borrado. "Um tira" pensou. Se esforçou para gritar, mas a mordaça e o cansaço permitiram apenas um longo e abafado gemido. O guardinha ouviu. "Ótimo".


Giacomo não aguentava mais aquele galpão. Na verdade, não aguentava mais esse trabalho. Quando o senhor di'Tommaso o mandou tomar conta das caixas de papelão ele pensou que seria um dinheiro fácil. Quando lhe mandaram torturar o prisioneiro, ele até se divertiu no começo, mas agora toda aquela umidade, aquele calor abafado, aquela meia luz amarela e, até mesmo a tortura, estavam lhe dando nos nervos. As duas únicas coisas que o mantinham ali eram o senhor di'Tommaso e que ele podia dirigir o furgão preto. Giacomo adorava dirigir.
Enquanto ele fumava próximo a uma janela, no andar superior do galpão, ouviu um barulho vindo lá de baixo.  Um barulhão, na verdade. Ele esperou um tempo para ver se ouvia mais alguma coisa. Depois de muito tempo Giacomo jogou fora o cigarro, pegou sua espingarda, abriu a porta e, do alto das escadas, olhou para o prisioneiro amarrado na cadeira. Tudo parecia normal. Giacomo não era burro. Assistia muitos filmes. Então, ele sabia, alguma coisa estava acontecendo. Desceu as escadas devagar indo na direção de John.


Scott correu na direção John, guardou a pistola, removeu a mordaça e começou a desamarra-lo.
- Calma, vai ficar tudo bem. Eu vou tirar você daqui. - Dizia ele para John.
- Fique quieto e me escute. Caso contrário nós dois vamos morrer aqui. - Algo no tom de voz de John fez com que Scott obedecesse. - O grandalhão vai descer para investigar o barulho. Assim que ele não me ver aqui, vai chamar os outros e vão começar uma caçada atrás de nós.
- O que vamos fazer?
John olhou em volta e viu a mesa com os instrumentos de tortura, sorriu a ver uma bela faca utilizada nele. Sabia o quão afiada ela era.
- Policial...
- Scott! Meu nome é Scott, senhor.
- Bom. Policial Scott, pegue aquela faca ali para mim, por favor, e depois se esconda.
Scott obedeceu e John colocou novamente a mordaça na boca e as mãos para trás. Agora livres e com uma surpresa brilhante. John sinalizou para ele se esconder nas sombras e abaixou a cabeça. Alguns instantes depois a porta do segundo andar se abriu.


Giacomo, realmente, era grande. Dos seis irmãos, ele era o maior. Ele desceu toda a escada e parou na frente de John. Olhou em volta e viu o de sempre: caixas, sombras e o seu precioso furgão.
- Olá docinho.
John não sabia se era com ele, mas resolveu olhar para cima. Na mesma hora Giacomo virou-se para ele.
- Ah... Que bom. Você está acordado. Pode me dizer que barulho foi aquele? Foi você por acaso?
John resmungou alguma coisa e Giacomo se abaixou até ficar face-a-face com ele.
- O que foi que você disse?
Um barulho de gatilho e alguém grita:
- Ele disse que você está preso! Solte a arma e levante as mãos!
Giacomo apenas se virá lentamente sem, nem por um segundo sequer, afrouxar os dedos da espingarda.
- E quem é você, ratinho?
- E-eu... E-eu so-sou...
- Ele é a Lei, babaca! - Exclamou John, ao pé do ouvido de Giacomo, enquanto cravava a faca na jugular dele.
O grandalhão não teve nem tempo de reagir. Caiu sobre uma nova poça. Mas, desta vez, de seu próprio sangue.
- Policial Scott, sabe dirigir? - ele afirmou com a cabeça - Ótimo. Então acho que é hora de respirarmos um pouco de ar puro.


Taí a resposta do meu desafio. Espero estar de acordo com o que foi proposto e que todos tenham gostado. 

Meu primeiro Pulp Fiction.

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Casas e suas decorações invejáveis

Posted by Kbeça on 16 de julho de 2012 09:52 in , , ,
Em homenagem a nossa amiga Paty, um post sobre arquitetura pra lá de invejável.




























Um verdadeiro deleite.

Vi enquanto navegava nO Buteco da Net

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Eu odeio Pre... to - Parte II

Posted by Kbeça on 5 de julho de 2012 08:50 in , , , ,
Como prometido a continuação do texto anterior.

Como disse anteriormente, a ideia desta matéria não é falar do preconceito da forma convencional, mas se colocar na pele do alvo do preconceito. E, infelizmente, meu intelecto não é tão brilhante quanto eu pensei que fosse, pois eu não consegui me colocar nesta posição. Eu realmente pensei que as minhas experiências pessoais fossem me dar algum suporte ou brecha para escrever o texto, mas a realidade é bem diferente e única.

Eu entrevistei várias pessoas homossexuais e bissexuais (homens e mulheres) e as respostas foram impressionantes. Impressionantes mesmo. Vi jovens com uma maturidade incrível e adultos extremamente infantis. Vi pessoas tirarem forças do amor, das lágrimas e, principalmente, do bom senso. E vi o preconceito aonde não deveria existir.

O que eu aprendi:
Mulheres sofrem menos preconceito que homens;
Como você os chama (gay, lésbica, etc) só será ofensivo pela forma que você os chama. No entanto, algumas pessoas vão se ofender....
Nenhum homossexual é a favor de "induzir" uma criança a ser homossexual também;
A ideia de que a pessoa se tornou homossexual por um trauma de infância, ou uma transa "mal feita" é totalmente errada;
O "mundo" homossexual, apesar de ser muito colorido e animado, é extremamente solitário.

O que eu já sabia:
Religiosos são os que mais hostilizam os homossexuais;
Os amigos (entenda o peso e o sentido da palavra) não estão nem aí se você é, ou não, homossexual;
Apesar de assumidos, os homossexuais são muito reservados, porém, se você desejar sinceramente aprender, se abrirão como um livro.


O que me chocou:
A maioria dos bissexuais, não todos, tem preconceito com homossexuais;
Os homossexuais mais jovens são muito menos preconceituosos que os mais velhos;
O maior preconceito vem da família.
M. disse:
"Quando me assumi foi extremamente difícil, minha mãe agiu muito mal, ficou triste, chorou e não aceitava[...], hoje ela aprendeu a me respeitar, mesmo não aceitando completamente. Meu pai ao contrário do que eu esperava foi o que agiu melhor, me respeitou sempre e disse que isso não mudaria nada. Minha irmã mais velha é preconceituosa e agiu mal, e até hj ainda não aceita como deveria, mas estamos melhor. E a mais nova não aceitou com facilidade, mas me respeitou desde o começo. Amigos eu perdi a maioria e outros tenho pouco contato agora, não me trataram mal, mas percebi q não gostaram e se afastaram."

Uma amiga minha falou uma coisa muito interessante "é fácil dizer que você não tem preconceito, quando é o filho do vizinho. Mas, as coisas mudam quando é o seu filho". Eu acredito que os familiares que hostilizam os seus próprios filhos o fazem por medo/vergonha da opinião alheia. Que quando começarem a se importar mais com a felicidade de seus familiares e menos com a opinião dos outros, os aceitarão como o são.

Fatos absurdos extraídos da entrevista:
"[...] meu pai me obrigou a casar com um cara que eu nem sequer conhecia, caso eu quisesse continuar vivendo na mesma cidade que minha família.";
"[...] minha mãe tentou me exorcizar dizendo que eu era gay por estar com o demônio no corpo";
"Fui xingada, cuspida e agredida, por ser gay, enquanto passava na rua". (Tá eu sei que isso é "comum" (absurdo), mas, mesmo assim, ainda me choca).

Todos os entrevistados tiveram relações com o sexo oposto e simplesmente nunca se sentiram atraídos, ou tiveram prazer, ou deram importância ao sexo oposto.
Todos não se arrependem de serem gays, aliás uma entrevistada até deu uma resposta interessante "E sempre digo aqui em casa que se eu pudesse escolher entre ser homem ou mulher em uma próxima vida eu escolheria ser mulher de novo e com o grande detalhe de gostar de mulher novamente.".

Coisas que eu ainda não aprendi (entendi):
Por que um homem masculinizado se relaciona com um homem feminilizado, e/ou, por que uma mulher feminilizada se relaciona com uma mulher masculinizada;
Como eles vêem a religião;
Como são tratados no trabalho.

Abra a sua mente para as mudanças que estão ocorrendo a sua volta. Não estou pedindo para você "virar" homossexual, ou se relacionar com um. Tão pouco peço que simpatize com a causa. O que desejo para você é respeito. Sim para você, criaturinha cabeça dura e preconceituosa. Porque, homo/bi vão te devolver todo o respeito que você direcionar para eles.

Acha que é falta de vergonha? Acha que é safadeza? Vergonha é o que mais os sufoca. Sexo é o que menos importa para eles.

Quando você encontrar um homossexual na rua, seja educado: é o mínimo que os teus pais esperam de você; seja respeitoso: porque ele te respeita como ser humano; seja tolerante: porque ele não se importa com o que você faz com o seu corpo; seja religioso: afinal, todas, enfase aqui, TODAS as religiões do mundo ensinam que você deve amar ao teu próximo e desejar para ele o melhor; e, por ultimo, seja inteligente: quanto mais homossexuais, mais mulheres/homens para você (brincadeira, eu não podia perder a piada aqui). Aliás, bom-humor é sempre bem vindo. O próprio humor é uma forma de você sufocar o seu preconceito.

Na próxima semana, vamos conversar sobre "cores". Mas, antes de nos despedirmos, deixo um trecho de uma entrevista para você, caro leitor, pensar:
[...] assumida sou apenas pra minha mae, porém ela não aceita , e minha vida se resume no ditado popular :"o que os olhos não vem o coração nao sente". 
Vivo escondida , e com culpa. Não de ser quem eu sou, mas de não ser quem minha mãe queria que eu fosse . 
Hoje eu não vivo a minha vida. Eu vivo a que minha mãe quer que eu viva, pois não quero fazê-lá chorar. Não irei suportar ela olhar nos meus olhos e falar:
- Não acredito que a minha filha não gosta de homem. 
Dói muito, então eu sinto que, para compensar eu faço tudo o que ela quer, sendo a filha perfeita . 

O preconceito da sociedade não é nada comparado ao familiar. A vida inteira acham que nossos pais nos aceitam e nos amam como somos e quando vemos não é assim.


Até a próxima.

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Eu odeio Pre... to - Parte I

Posted by Kbeça on 28 de junho de 2012 08:45 in , , ,
Se você entendeu que eu odeio "Preto", tenho a vergonha de lhe dar as "más vindas" ao Pre.. CONCEI... to!

Mas, o que é o preconceito, como surgiu, causas, possíveis tratamentos? Não perca hoje no... Não! Pára! Pára tudo! Não é nada disso.

A ideia, o conceito, de preconceito é amplamente difundida e "blábláblátizada" por todos os meios de comunicação.

Todo mundo sabe que ele nasce a partir do ódio, da intolerância, mas, acima de tudo, da ignorância das pessoas. Começa com um simples comentário, proferido por uma pessoa a qual respeitamos e/ou admiramos, com uma piada "inocente" e, quando menos percebemos, formou todo o nosso caráter.

Já fui vítima de preconceito, já fui e sou preconceituoso. É, isso mesmo. Sou preconceituoso. Mas, o que me faz diferente dos demais? A minha curiosidade, a minha vontade de aprender e entender. Isso, meus amigos, faz toda a diferença. E como surgiu isso? O preconceito e o combate ao mesmo partiu da minha família.

Sabe aquelas piadinhas? Aquelas... "Tinha que ser preto", "Isso é coisa de viadinho", "Gordo só faz gordice", "Judeu não abre a mão nem para dar tchau", "Favelado é foda", "Mulher no volante, perigo constante", e por aí vai. Se você nunca ouviu/falou nada disso, não se engane achando que não tem preconceito nenhum, a não ser que você seja o novo Cristo, você só não tem estes, mas tem outros diferentes.

Todo preconceito começa de forma inocente, despretensiosa e é ignorado. Todo, sempre. E você se achando o bom, o máximo por não pertencer àquela determinada classe. Porque você, ou sua família, ou amigos, não são daquele jeito. OK. Mas, uma coisa eu aprendi: o mundo dá voltas. Se você hoje está por cima, amanhã pode estar por baixo. E quando menos espera, alguém muito próximo de você revela ser exatamente como todos os outros que você hostilizou por ser diferente das suas ideias preconceituosas.

Este não é um texto sobre um ex-qualquer coisa .Mesmo já tendo sofrido "bulling" quando isso nem existia, e preconceito (por ser gordo, pobre, careca, nerd) não me redimi por este motivo. Aliás, redenção não cabe aqui. O que cabe é o aprendizado. Eu aprendi. Aprendi as diferenças e a entendê-las, aceitá-las. Ainda existe muito chão a ser percorrido, muita coisa a aprender, aceitar, entender, mas eu decidi mudar. E, sinceramente, espero que quem ler este texto inocente e despretensioso também decida mudar.

Este texto é sobre aprender, sobre olhar por outra perspectiva. Sobre se colocar do outro lado do punho.

Se você não tem preconceito, ou se quer perder o que tem, seja bem vindo a ler.

Continua em uma semana.

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7

Para comemorar

Posted by Kbeça on 27 de junho de 2012 15:56 in , , , ,
Estou feliz e ouvindo boa musica. Então me inspirei no Livro de Mozilla e criei o meu próprio livro.

Livro de Ergorn, Gênesis, Cap V

"Eis que o menino Sol desceu da montanha e olhou para as pequeninas criaturas andando sobre a terra.
- Mamãe, o que são eles?
- Eles são humanos, meu filho. - Respondeu pacientemente, a grande mãe Lua.
O pequeno menino Sol estendeu sua mão até eles e, no mesmo, istante eles começaram a gritar e correr. Mas, alguns caiam no mesmo lugar.
- Cuidado! - Alertou a mãe Lua. - Eles são frágeis. Não aguentam o seu calor. Você deve aquecê-los e ilumina-los, enquanto estiver acordado, mas não deve chegar tão perto nem ficar por aqui tanto tempo.
O menino Sol olhava curioso para aquelas criaturinhas. Ele olhou para sua mãe e perguntou:
- E você mamãe. O que você vai fazer?
- Ora, meu filho. Eu irei guia-los com minhas irmãs a noite em suas jornadas, refrescarei a terra, contarei as estações e velarei o sono deles e os seus.
E desde o ínicio dos tempos mãe e filho nos vigiam do firmamento."


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3

Uma Baita Viagem

Posted by Kbeça on 25 de junho de 2012 15:23 in , , , , , , , , , , , , ,
E é chegado o fim... pelo menos da lista de desafios.

Respondendo ao desafio da Paty (ao meu ver a linha que une estes retalhos que somos nós), de qual caminho seguiria, aqui vou eu...

Aqui a imagem do desafio:



Aqui a resposta

Uma baita Viagem



Estou cansado e necessito, mereço, de umas férias. E como dizem "se não viajar, não é férias", então aceito a afirmativa e começo a planejar o meu roteiro. Planejar? Ah, quer saber?! Eu vou é arrumar a mochila e meter o pé na estrada.
Em dado momento de minha peregrinação, me deparo com uma placa bem no meio de uma floresta(?). Hum... Deixe-me ver... Hogwarts, Acampamento Meio-Sangue (chega a ser engraçado estes dois destinos na mesma direção), Alagaësia, Narnia, Terra Média e País das Maravilhas...
Bom, de acordo com as notícias Hogwarts não consegue nem proteger os seus alunos, quem dirá um turista desatento como eu.
Um amigo meu, quase virou petisco no acampamento Meio-Sangue, acho lá muito violento. E eu não quero ofender nenhuma divindade por acidente.
Ouvi dizer que o herdeiro de Alagaësia acabou de nascer. Acredito que não terão muito tempo e atenção para mim. Além disso, acho lá muito parecido com DragonLance.
Narnia... Narnia... Esse negócio de ficar entrando e "saindo" do armário, não é a minha. Fora que, essa parada de Leão pra cá, leão pra lá.... Muito repetitivo.
Terra Média, ou País das Maravilhas? Terra Média, ou País das Maravilhas? Hum...
Uma amiga minha voltou de lá (País das Maravilhas) recentemente. Disse que ficou terrívelmente perdida até achar o caminho certo. Além disso, lá as pessoas se ofendem com muita facilidade e tendem a querer cortar cabeças.
Terra Média, então? Náh!
Há rumores que um grande exército de Orcs está sendo mobilizado de Mordor contra Rohan, a terra dos Senhores dos Cavalos. Né, né... Isso sem contar de um baixinho que a-do-ra "queimar o anel". Passo.
Quer saber? Eu vou é voltar para casa e ler um livro. É o melhor que faço nestas férias.


Respondido. Espero que tenham gostado e que eu não tenha deixado escapar nenhum desafio.

Até-té a a pró-próxima pe-pessoal.

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2

Gládius, o Formoso

Posted by Kbeça on 14:44 in , , , , , ,

Respondendo ao desafio das palavras, proposto pela Nanda:

Palavras: doce, cachorro, maça, fone, revistinha

Gládius, o Formoso


"Um grito ecoou pela praça central. Uma pobre menininha chora desesperadamente porque o temível ladrão Ramilzten robou o seu doce. Gládius, o formoso, paladino da ordem de Tarsanuss, levanta sua formidável maça e corre atrás do cruel vilão.
- Nada tema garotinha. Eu Gládius, recuperarei o seu doce.
- Oh! Gládius...
Ele corre por toda praça..."

De repente,um puxão no seu fone de ouvido.
- Ricardinho! Vem almoçar! Estou te chamando há horas. - Disse sua mãe ao seu lado. - Larga essa revistinha e vem. Anda!
Ricardo, colocou a sua revista do Paladino Gládius em cima da mesa, fez carinho na cabeça de Tobi, seu cachorro de estimação, e correu em direção da cozinha.

Em breve, tomarei um caminho de aventuras, respondendo a outro desafio.

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Somente aos teus Olhos

Posted by Kbeça on 12:24 in , , , ,
Muito bem senhorita Telma. Dar-lhe-ei minhas boas vindas aceitando e cumprindo o meu desafio.


A resposta ao desafio é esta:

Somente aos teus Olhos



Bem vindos. Bem vindos. Aproximem-se. Este humilde bardo lhes entreterá por algumas Dracmas, bebida, ou companhia.
Vou contar-lhes uma parte da história que os outros bardos e poetas não contam. Seja por remorso, por vergonha, ou porque mancharia a alva aura do herói. Uma história de amor e lágrimas.
Outrora tão linda que até mesmo os deuses a desejavam, seja por punição a um delito, ou por inveja, ela foi transformada e amaldiçoada. Mesmo assim, não deixara de sentir, de amar, de desejar.
Enquanto, em sua forma anterior, despertava o amor e o desejo, agora, nesta forma, era temida e odiada. Apesar de sua vulnerabilidade mortal, sua maldição estendia sua vida além dos demais. Então, aqueles que a conheciam em sua forma bela, pereceram com o tempo e somente os deuses guardavam registro de sua aparência.
Não precisava comer ou beber. Tão pouco dormia. A única coisa que lhe aquecia o coração e a fazia feliz era o seu tesouro. Seu precioso tesouro. Que, de alguma forma, sua existência tornou-se pública, mas ninguém sabia dizer o que era, ou a sua dimensão.
Quase todos os dias aventureiros batiam à sua porta clamando a glória de abatê-la. Seja, buscando a graça dos deuses, ou a simples fama mundana, ou em busca do seu tesouro. E, dia após dia, eles fracassavam, para tormento d´aquela alma já torturada.
Certo dia, um guerreiro que buscava derrota-la, mas não pela glória, ou fama, ou riqueza, e sim por amor, adentrou seu covil. Mais uma vez, ela se preparou para o combate. Antes de ir de encontro a ele, parou próxima a uma pilastra e, com seus olhos vazios, admirou mais uma vez o seu tesouro. Sem saber que esta seria a ultima vez que ela o veria/teria.
O guerreiro era diferente de todos os outros e ele não estava sozinho. Além de sua habilidade, contava com a proteção divina e astúcia. Cansada e acostumada demais com a vitória fácil, deixou-se cair em um truque simples demais e foi derrotada. O guerreiro, não caindo no poder de sua maldição, decepou-lhe a cabeça. Talvez pela maldição, talvez por obra de sua missão, o corpo caiu morto ao chão, mas a cabeça continuava viva. Ele a pegou, a embrulhou num tecido especial que trazia consigo, e a guardou em sua bolsa.
Instigado pela curiosidade e pelos rumores, vasculhou o covil atrás do tão famoso tesouro. Sua curiosidade aumentava conforme caminhava pelos salões e via espalhados pelo chão, peças de ouro, pedras preciosas, joias, como se fossem meros pedaços de lixo, ou poeira.
Chegou a uma sala fechada. Era aqui. Tinha de ser. Usou de força e arrombou a porta. Lá dentro um velho tentava se esconder, sem sucesso, em um canto da sala. Estava visivelmente assustado. Chamou baixinho:
- Mamãe?
"Mamãe", pensou Perseu. Era esse o tesouro do monstro. Mas, como? Como o velho não foi transformado como todos os outros? Como? Quando ele se abaixou para olha-lo mais de perto, percebeu que ele era totalmente cego. Perseu, ouviu uma gargalhada vinda de algum lugar do tártaro, ao mesmo tempo em que ouvia um choro vindo de sua bolsa.
- Sinto muito. - balbuciou Perseu. - Sinto muito mesmo.
Ele não sabia se estava se desculpando para o velho, ou para o "monstro". Mas, não podia deixar de cumprir sua missão, de salvar o seu amor.
Pegou o velho nos braços e o levou até a cidade próxima. Deixou-o no templo de Atena e seguiu com sua missão de salvar Andrômeda.
Quem pode entender os caprichos dos deuses? Após o ocorrido, Atena apiedou-se e decidiu dar o descanso final a ela e a seu filho, e removeu a maldição dela e curar a visão de seu filho.
Juntos, mãe e filho, entraram nos Campos Elíseos. Ela formosa novamente e, pela primeira vez, ele viu o rosto de sua amada mãe. E lá permanecem por toda a eternidade.
Espero que tenham gostado. Este velho bardo beberá um pouco de vinho e se retirará agora.
Até uma próxima aventura.



Telma, a imagem que eu escolhi no seu álbum foi esta:


No próximo episódio de Desafiando o Kbeça: o que fazer com doce, cachorro, maça, fone, revistinha?Não sabe? Então não perca o próximo episódio de... Desafiando o Kbeça!!



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