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Desafio Muito Desafiante by Marcinha

Posted by Marcinha on 11 de outubro de 2013 06:00 in , , , , , ,
Olá, retalhenses e leitores!
Nossa Paty bolou um "desafio muito desafiante" para nós todas. Nele, partiríamos de um mesmo início, para desenvolver uma aventura pessoal, cada uma ao seu modo. Eis aqui de onde partimos:

“Uma viagem inesperada de trabalho foi requisitada, e você só teve tempo de juntar algumas coisas pessoais e seu inseparável livro, que nos últimos dias ocupava não só grande parte do seu tempo quanto também de sua mente. Era uma viagem curta para uma cidade do interior, então você não precisou se preocupar com aparências, e deixou-se relaxar sobre a poltrona reclinável enquanto absorvia com avidez a escrita inteligente e sedutora da autora. Quando se deu conta do tempo, o sol já se recolhia no horizonte traçando linhas alaranjadas sobre o verde da paisagem, e sua mente viajou por aquelas imagens... e de repente tudo ficou escuro. Você só sentiu uma forte fisgada na nuca e o som brusco de uma freada.”

Me apaguei à idéia do livro, e quis homenagear uma autora da qual sou fã; tive a pretenção mergulhar em seu universo e contar minha história permeada em sua magia. Quis exalar a atmosfera, os sentimentos, os dilemas, a sensualidade e a visão que encantam em seus muitos volumes publicados. Espero ter conseguido.

 Viagem Sombria


Depois de tanta correria, finalmente havia me acomodado na poltrona do ônibus de viagem. Jogara uns poucos pertences dentro de uma mochila; minha agenda, meus celulares, o livro que venho devorando nos últimos dias. Pretendia ficar fora apenas dois dias, o que seria mais do que suficiente para fazer o orçamento da personalização de três carros antigos de um único dono, em Paraty. A insistência do homem, seu entusiasmo por ter conhecido meu trabalho e a enorme bonificação em dinheiro que me oferecera apenas pela minha visita e orçamento me fizeram largar tudo e viajar.

Recostei-me na poltrona do ônibus assim que pegamos a estrada, e abri meu livro mais uma vez. Mergulhei nas sedutoras páginas de Anne Rice, com sua visão poética e melancólica do mundo dos vampiros. Que imaginação ela possui, e que sensibilidade! Seres sobrenaturais com dilemas totalmente humanos. Me fundi mais uma vez ao segundo volume das Crônicas Vampirescas, esquecendo do mundo ao meu redor.

A medida que a luz do dia baixava, tornou-se impossível continuar a leitura. Aproveitei o quanto pude e, em dado momento, abracei-me ao livro e passei a observar a paisagem. O céu exibia o belo azul profundo que antecipa a noite e havia pouquíssimo movimento naquele trecho da estrada, o que permitia que a cantoria das aves permeasse tudo à volta. Muitos e muitos metros para trás e para a frente do ônibus só havia estrada e mata nativa. Apenas a natureza, intocada, gigantesca... e um ônibus intruso, cruzando uma solitária pista de asfalto, como única marca de civilização naquele trecho selvagem entre a serra e o mar.

De repente, ouvi um barulho seco, como metal partido, e uma freada. Senti uma forte fisgada na nuca e a escuridão desceu sobre mim como um véu. Nem mesmo compreendi o que acontecia.

Em dado momento, abri os olhos, pesadamente, tentando me situar. Sentia-me como se tivesse acordado de uma longa noite de sono. Estava escuro. Entre as árvores pude ver as estrelas no céu, bem a minha frente. Deduzi que estava deitada no chão; mexi os braços, tateei o chão molhado, a terra e as folhas caídas formando uma espécie de lama. Tentei me levantar, não consegui. Tentei novamente erguer meu corpo, me apoiando no cotovelos. Dor. Todo o meu corpo doía horrivelmente. Respirei fundo e desisti por um instante, tentando recobrar as forças. Comecei a ouvir os gemidos dos outros passageiros. Um acidente. Um acidente bem feio pelo jeito. Comecei a entrar em pânico, me sentia fraca, e não conseguia mais respirar com naturalidade. Meus olhos se encheram dágua.
 
Então eu o vi. Caminhou em minha direção, um homem vestido de cinza escuro, e se agachou ao meu lado. Não exibia ferimento algum, nem me lembrava de tê-lo visto antes no ônibus. Achei que vira o acidente e viera ajudar. Ele me olhou fundo nos olhos e toda a dor que eu sentia saiu da minha mente. Ele tinha olhos azuis que pareciam cintilar em tons de violeta, e cabelos loiros densos e cacheados que tocavam seus ombros. Fiquei imaginando se aquele belo anjo viera me buscar.

- De certa forma, sim, vim buscar você. - ele me respondeu, como se lesse claramente meu pensamento - É sua única chance, Márcia. Não há tempo.

- Tempo? O que houve? - indaguei, confusa.

- Você perdeu muito sangue. E não há socorro a não ser a quilômetros daqui. Não há tempo para você.

- Não! - protestei, e me ergui nos cotovelos com minhas últimas forças.

Finalmente percebi a mim mesma. Estava presa nas ferragens do ônibus, com ele tombado de lado na mata, cobrindo metade do meu corpo. A lama na qual eu estava deitada era meu próprio sangue.

- Lhe darei a vida eterna, se você desejar. - ele me disse - Será sempre bela e sedutora como é agora, e me terá para sempre ao seu lado. Apenas peça. Peça para ser como eu.

Desatei a rir. Bela e sedutora, eu? Sim, claro, ainda mais imersa em uma poça de sangue, eu deveria estar um tesão. Eu não conseguia parar de rir, e já começava a me engasgar e cuspir sangue.

- Você quer ser como eu? Me responda agora! - exasperou-se o belo loiro agachado ao meu lado.

- E o que você é? - indaguei, em desafio; coisas impossíveis se passavam na minha mente.

- Você sabe, e sabe quem eu sou. Diga. - ele me observou, severo - Diga!

- Lestat... o vampiro. - respondi, desistido de enfrentá-lo; eu estava a ponto de desfalecer.

- Boa menina. - ele pareceu aliviado - Diga que me quer, como eu a quero. Diga que quer ficar comigo. É a única saída pra você. Diga, agora.

Pensei em meu marido. Pensei em nossa convivência, cheia de harmonia e amor nos últimos tempos. Pensei em nossos planos, na vida boa que teríamos juntos depois que todos os problemas que juntos enfrentávamos fossem resolvidos. Pensei em todas as nossas conversas, todos os sonhos, todas as metas. Tudo o que significávamos um para o outro. Meu companheiro, "eu e ele contra o mundo", ele me disse sempre. Pensei que ficaria com ele para o resto da vida. Mas agora eu estava morrendo.

Pensei na minha irmã, e em todas as vezes que ela disse que me amava, e eu sabia que era verdade. Pensei em mamãe, a mãe do meu marido, que me acolheu no coração como se eu fosse filha dela. Pensei nas minhas amigas de blog, e como elas nunca saberiam que pensei nelas nessa hora, inclusive naquela que não está mais no blog, mas está sempre nos meus pensamentos. Pensei em mais algumas pouquíssimas pessoas que habitam meu coração. Nunca mais as veria. Eu estava morrendo.

- Vai se entregar ao pó, sem lutar? - exasperou-se novamente - Você pode viver! Pode viver por mais tempo e mais intensamente do que viveria em dez vidas mortais! Apenas me diga que quer! Diga, agora!

- Lestat... eu quero. - respondi com dificuldade.

Ele me envolveu em seu abraço, com urgência. Senti a perfuração da garganta, como a espetadela de duas agulhas. Então a paz... um bem estar indescritível se apossou do meu corpo, como um êxtase, como se eu pudesse tocar o paraíso se apenas esticasse os dedos. Agarrado a mim ele sugava o pouco que havia restado do meu sangue, levando-me a fronteira da morte, onde nossos corações rufavam juntos como tambores em meus ouvidos.

Afastou-se de mim bruscamente, como se o fato de se obrigar a me soltar fosse doloroso para ele. Então rasgou a própria garganta com uma unha, e tornou a me abraçar, oferecendo-me o sangue que vertia do corte.

- Beba. - ele ordenou; sua voz era pura sensualidade.

Colei os lábios em seu pescoço, e o suguei como em um beijo selvagem. Sentia o sangue quente e espesso descer-me a garganta, matando a sede que me ressequia. Bebi dele longamente, sentindo a pele lisa do pescoço, os cachos loiros a roçar-me o rosto, o cheiro da sua pele, que me lembrava amêndoas. O sangue doce que me alimentava e preenchia toda a minha existência, dava sentido a tudo, e eu poderia beber dele eternamente. Tudo que eu fui, tudo que senti, tudo o que almejei ia se apagando em mim rapidamente. Se havia Paraíso ou Inferno, o que era ou não pecado, se as Grandes Leis foram realmente ditadas por Deus, nada disso me importava. Não havia mais nada em minha mente que não fosse aquele anjo negro que me oferecera uma nova existência na hora de minha morte. Sentia seus músculos me apertarem contra si, com a paixão dos sobrenaturais, fundido-nos, como se fôssemos um só. Então ele me afastou suavemente.

- Já chega. - ele disse.

Soltei um profundo gemido quando ele se afastou. Olhei as estrelas novamente, quando me prostrei no chão, exausta e saciada. Eram luzes fulgurantes, que pulsavam cada uma a seu ritmo, e eu compreendia que elas compunham uma sinfonia a medida que piscavam entre si. O vento acariciou meu rosto como mãos de fadas, e agitou as folhas nas copas das árvores com uma graça e perfeição que eu jamais vira. As árvores pareciam dançar lentamente, como amantes a meia-luz.

- Oh... então isto é o Dom Negro? - sussurrei - Tudo... é belo... demais...

- Sim, minha criança. É meu presente para você.

- Quero me levantar. - afirmei - Estou presa. Me ajude.

- Mova o ônibus, Márcia. Você tem força para isso.

Lembro-me de ter sorrido. Sim, eu tinha força para isso e muito mais. Ergui a carcaça retorcida do ônibus sobre o meu corpo e o empurrei para o lado. Pus-me de pé.

Olhei para mim mesma, no reflexo de uma das janelas do veículo. Eu havia emagrecido e ostentava um corpo volumoso e torneado, e parecia completamente saudável. Meus cabelos à altura da cintura haviam se cacheado por completo, como sempre foram antes do alisamento. E, sobretudo, o detalhe que mais me seduziu: eu possuía presas. Duas presas agudas e vampirescas assumiram o lugar dos meus caninos mortais. Eu parecia mais selvagem do que nunca.

- Quero caçar com você, Lestat... como li em seu relato, no livro. Aliás, nunca pensei que tudo o que estava escrito fosse verdade, que "O Vampiro Lestat" fosse realmente um livro de memórias. Afinal, então... quem é Anne Rice?

- Minha "ghostwriter". - ele afirmou, com um sorriso travesso.

- Ah, Lestat de Lioncourt... sempre vivendo entre humanos. - brinquei.

- Interagindo entre humanos, sim, minha bela, mas somente isto. Não é possível viver entre eles, ou me apegar tanto a eles quanto eu precisaria. Sou um monstro e, mais cedo ou mais tarde, essa verdade acaba prevalecendo. Preciso de amor de minha própria espécie.

- Ainda não conseguiu isso, não é? - indaguei me aproximando dele, acariciando sua face branca e perfeita como uma escultura de mármore - Magnus, Gabrielle, Armand, Louis... até mesmo Claudia... foram amados por você, mas não conseguiram amar você como precisava.

O anjo loiro baixou a cabeça, pensativo. Ergui seu rosto gentilmente, com ambas as mãos, e beijei os lábios do meu amante eterno.

- Eu o amarei, Lestat. Tenho em mim a mesma ânsia desesperada por amor. Sei exatamente como se sente. Por isso sei que posso amá-lo como você deseja.

Lestat me olhou nos olhos, como se conversasse com a minha alma. Havia amor, gratidão, desejo, cumplicidade e uma promessa eterna naquele olhar azul que iluminava o rosto do meu anjo das trevas. Ele acariciou meu rosto e me disse mentalmente "dois anjos da morte, juntos para sempre".

Então ele me conduziu pela mão, e saltamos para dentro da mata, quase voando. Estávamos indo caçar pela primeira vez juntos. Tomaríamos uma vida juntos, eliminaríamos alguém da face da terra hoje, como faríamos noite após noite para todo o sempre. E eu escolheria minhas vítimas como Lestat sempre o fizera, entre os criminosos, os sem caráter, os malfeitores, os traidores, os desonrados. Sorri de lado, satisfazendo-me antecipadamente com a minha escolha. Eu sabia exatamente quem morreria esta noite.




 


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DESAFIO MUITO DESAFIANTE

Posted by Unknown on 5 de setembro de 2013 06:00 in , , , ,
Venho propor um desafio muito desafiante. Na verdade é muito parecido com aquele do “tempo e espaço”, mas resolvi agregar algumas novas regras para tornar o desafio mais interessante.

A ideia é a seguinte:

1- Vou descrever uma situação inicial que deverá ser seguida por todas as desafiadas, ou seja, todas partirão do mesmo tema e circunstância.
2- O texto deverá ser desenvolvido na 1ª pessoa, e a personagem principal será você. Sim meninas... quero que vocês mesmas vivenciem essa aventura!
3- Todos os textos devem ser postados na mesma semana, em dias subseqüentes, para evitar a indução de idéias (já que provavelmente todos os textos estarão prontos). Essa data poderá ser combinada posteriormente.
4- Eu também vou participar do desafio! Sei que é um pouco injusto com vocês já que eu mesma criei esse começo e obviamente já tenho uma ideia de continuação, mas... Vocês podem levar o tempo que precisar para desenvolver esse desafio.

                Então vamos a situação inicial da estória:


“Uma viagem inesperada de trabalho foi requisitada, e você só teve tempo de juntar algumas coisas pessoais e seu inseparável livro, que nos últimos dias ocupava não só grande parte do seu tempo quanto também de sua mente. Era uma viagem curta para uma cidade do interior, então você não precisou se preocupar com aparências, e deixou-se relaxar sobre a poltrona reclinável enquanto absorvia com avidez a escrita inteligente e sedutora da autora. Quando se deu conta do tempo, o sol já se recolhia no horizonte traçando linhas alaranjadas sobre o verde da paisagem, e sua mente viajou por aquelas imagens... e de repente tudo ficou escuro. Você só sentiu uma forte fisgada na nuca e o som brusco de uma freada.”

Essa é a situação que vocês estarão vivendo no começo dessa estória meninas! Mas a parti daí vale tudo! Pode ser uma estória realística, imaginária ou fantástica. A intenção é justamente saborearmos as várias possibilidades que cada uma de nós consegue imaginar (ou que gostaria de viver... quem sabe?). Acho que vai ser divertido ler as diferentes propostas para um mesmo começo de estória. A imagem que escolhi também pode servir de inspiração para o texto.

          Nanda, Sammy e Marcinha...CONTO COM VOCÊS!!!


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Dicionário de Palavrões!?!

Posted by PatyDeuner on 5 de junho de 2013 06:00 in , , , , ,
Navegando pela net essa semana, deparei com o lançamento de um dicionário no mínimo curioso, cuja primeira edição com 10.000 exemplares lançada no início de maio, teve um sucesso inusitado de vendas, esgotando-se em menos de um mês. É o “Pequeno Dicionário de Palavrões”, publicado pelo linguista francês Gilles Guilleron.
                                         
O linguista deixa claro que sua intenção é mostrar como uma linguagem essencialmente oral, que não é ensinada nas escolas nem utilizada na vida social, é transmitida entre gerações e consegue manter sua vitalidade, apesar de ser algo "subterrâneo e marginal, que geralmente exprime tabus, como o sexo". Em sua avaliação, os palavrões têm a "virtude de aliviar o estresse e a agressividade" e representam uma "prova de evolução das relações sociais".

É claro que muitos devem ter visto essa reportagem publicada em maio desse ano, mas queria compartilhar aqui no blog para podermos realmente pensar sobre o assunto. Como pode um tema sobre “palavrão” ser transformado em livro e ser um sucesso editorial? 
Em minha opinião a resposta é muito simples: falar palavrão é humano, faz parte da nossa sociedade há séculos e sua pronúncia só vem a confirmar nossa humanidade.
 O palavrão pode ser sutil e brando, ou obsceno e grosseiro, variando de acordo com lugar, pessoa ou acontecimento. Acredito que nem os mais puritanos passaram pelo mundo sem ao menos pronunciar um palavrão, mesmo que de teor mais brando, como por exemplo, “merda”, que embora não seja exatamente uma palavra obscena, não deixa de ser ofensiva à pessoa ou coisa que lhe é direcionada. Mas no geral os palavrões são realmente grosseiros e possuem relação direta com  sexo. Agora, vamos combinar,  xingar com palavrões resume toda uma lista de coisas que você gostaria de dizer naquela hora...e o alívio é imediato!

Eu pergunto pra vocês: o palavrão é imoral e é contra todos os códigos de educação da sociedade?
 Eu diria que sim, na minha humilde opinião. Mas há também o lado positivo. Xingar um palavrão sempre alivia nosso stress, desinibe nossas tensões e ameniza a agressividade. E podemos dizer que nos tornamos bem mais civilizados depois de um desabafo com palavrões.

Jorge Amado já fez a seguinte consideração sobre o palavrão:

“Considero que o chamado palavrão é uma palavra igual a todas as demais, que por uma circunstância qualquer tornou-se maldita; no fundo uma palavra vítima de preconceito.”

O conceito de palavrão é muito mais complexo do se imagina. O que realmente definiria uma palavra como palavrão? As opiniões podem ser muito contraditórias.

Voltemos à “merda” (nesse caso lhe pareceu ser um palavrão?).

Na frase: “Ele só faz merda.”, podemos tirar duas interpretações:ou ele é muito ruim nas coisas que faz (que teria o sentido pejorativo), ou ele faz o que todos nós fazemos... não é mesmo? Aliás, a palavra (ou palavrão) “merda”, é a mais rica da língua portuguesa, pois pode ter vários significados em várias situações diferentes. Por exemplo:

“Onde fica essa merda?” – Estamos falando de uma posição geográfica...

“Ele está na merda.” – É a afirmação da situação financeira de alguém.

“Puta merda!” – Pode ser tanto uma interjeição de espanto quanto de admiração.

É como nosso adorado Luiz Fernando Veríssimo fala na sua crônica "O direito ao Palavrão":

“Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.”

Mas lembrem-se: há momentos e lugares em que arroubos descontrolados de palavreado obsceno podem te deixar em maus lençóis ou transformar você em um completo babaca mal quisto. Portanto...vê se não fala muita merda!

Se mais alguém quiser debater esse assunto, argumentar o que foi dito ou acrescentar suas opiniões, deixe seu comentário nesse post que adorarei interagir  sobre o tema.

Só tenho uma última coisa a dizer. Se esse dicionário fosse dos palavrões brasileiros (precisaríamos de misericórdia!) eu com certeza compraria.
E você?

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Desafio de Aniversário

Posted by Unknown on 14 de janeiro de 2013 07:59 in , , , ,
Para o meu desafio de aniversário do blog eu escolhi a série Percy Jackson e os Olimpianos, espero que vocês gostem! ^^

palavras: encontro, oceano, século, sono, cultural

Percy Jackson e a Medusa

Era outra manhã comum para a maioria dos adolescentes da Good High School, inclusive para mim, era o penúltimo dia de aula e estávamos tendo um “encontro cultural” com alunos de outra escola, uma chatice, mas como sou um meio sangue, já estava pressentindo que algo ia sair errado.
Bem como eu pensei, lá pelo fim da manhã encontro com Rachel Elizabeth Dare caminhando no corredor em minha direção e meu coração dispara, instintivamente fico mais alerta. Rachel é minha amiga mortal, ela nos ajudou muito em algumas batalhas e no último verão, depois de salvarmos o Olimpo e todo o mundo ela recebeu o espírito do Oráculo de Delfos, se tornando assim o novo oráculo dos semideuses, mas durante o ano letivo ela foi estudar em uma escola para damas cumprindo uma promessa que fez ao pai, então ela definitivamente não deveria estar aqui, na minha frente, e a expressão dela não era nem um pouco feliz.
Quando nos encontramos ela me pegou pelo braço e me puxou para dentro de uma sala vazia.
- Oi para você também. - eu disse, encabulado.
- Não temos tempo Percy, algo muito ruim vai acontecer hoje. - ela me olhou com os olhos cheios de pavor.
- Calma, me conte o que houve, você viu algo?
- Sim, eu não viria até aqui se não fosse muito importante. Toda a escola está correndo perigo.
A olhei ansioso, esperando que continuasse, e ela continuou, mas a sua voz estava triplicada, os olhos brilhavam, era o oráculo falando:
A vida de um semideus ela vai bagunçar / e a todos trará um sono profundo / por vingança ela jurou não fracassar / e mostrará a todos o seu poder imundo.
Rachel voltou a ser ela mesma, eu ainda estava perplexo, acho que nunca vou me acostumar a ver o oráculo falar através dela.
- Então, - ela disse – a profecia é sua, você é o semideus, por isso vim.
- E quem é ela?
- Não sei...
Antes que Rachel pudesse dizer mais alguma coisa ouvimos gritos vindos do ginásio, nos entreolhamos e corremos para lá a tempo de encontrar três estátuas de líderes de torcida horrorizadas, o que fez meu sangue gelar. Ouvi passos vindo atrás de nós e o som inconfundível de serpentes, muitas serpentes sibilando, não demorou nem um segundo para eu entender a profecia. Rachel tentou se virar para ver quem iríamos enfrentar mas eu a segurei com força.
- Não olhe, é a Medusa.
Rachel estremeceu.
Eu já havia derrotado a Medusa alguns anos antes, na minha primeira missão do Acampamento, eu sabia que os monstros não morriam para sempre e voltavam em algum dia, mas bem que ela poderia ter passado um século no Tártaro, seria pouco para ela.
A Medusa voltou para me atormentar, o transformando todos que encontrava em estátua, ou seja, deixava todos num sono profundo para se vingar de mim com seu poder imundo vindo direto do tártaro. Nunca compreendi uma profecia tão rápido.
Tentei pensar rápido, ali no ginásio eu não teria chance nenhuma, nem mesmo poderia saber exatamente onde ela estava, nada que refletisse, nada que me ajudasse. Peguei Rachel pelo braço e puxei-a, corremos até a porta do outro lado do ginásio, para os vestiários, eu sabia o que fazer, a Medusa iria se arrepender, pela segunda vez, de cruzar meu caminho!
- Está com medo, Percy Jackson? - A Medusa falou – Volte aqui e me enfrente!
Mandei Rachel entrar em uma cabine de banheiro e se fechar lá, eu não queria que minha amiga/oráculo virasse uma estátua pro resto da vida. Quando a Medusa entrou no vestiário (pude ver por um reflexo muito embaçado nos azulejos imundos da parede) eu evoquei todo o meu poder de filho de Posseidon, me concentrei e senti um repuxo na barriga, não demorou para toda a parede atrás das torneiras começarem a tremer, as torneiras explodiram e jorraram um oceano de água para dentro do vestiário, acertando em cheio a Medusa, que caiu e não conseguiu se levantar patinando no chão todo molhado, nesse momento tirei contracorrente do bolso, destampei-a fazendo crescer minha espada e dei um giro de olhos fechados rezando aos Deuses que acertasse o pescoço dela.
Continuei ainda de olhos fechados por um tempo, esperando alguma reação, nada, nenhum som, apenas a água jorrando das torneiras estouradas e minha respiração e de Rachel, virei-me de costas para onde a Medusa estava e caminhei até a lata de lixo, peguei o saco e, de novo de olhos fechado, tatei o chão até encontrar a cabeça repugnante da Medusa e colocá-la dentro do saco.
- Tudo bem Rachel, pode sair agora.
- Rachel saiu do banheiro com um olhar de quem diz “até que enfim”. Ergui o saco com a cabeça da Medusa mostrando para ela, como quem exibe um troféu.
- E agora, fazemos o que? - ela perguntou.
- Vamos jogar no mar e pedir que algum dos meus amigos marinhos esconda o saco bem no fundo, onde ninguém possa encontrar. - dei-lhe um sorriso bobo e ela conseguiu rir, saímos do vestiário caminhando como se nada tivesse acontecido.


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Muito mais que uma Princesa – Laura Lee Guhrke

Posted by Unknown on 13 de agosto de 2012 06:00 in , , ,

Estou rendida.

Digo isso porque dificilmente romances me encantam. Meu gênero favorito é o suspense e terror, porém, meu tipo de livro favorito é o BEM ESCRITO.
Os romances me cansam pela mesmice, pela água com açúcar enjoativa e agora, estou absolutamente apaixonada por este romance.

Rendida!

Laura Lee Guhrke escreve MUITO bem. Sabe ambientar, sem exageros, sabe descrever cenas, roupas, pensamentos de maneira tão inteligente que o enfado passa completamente longe de todas as linhas escritas nesse livro.

De um romance proibido entre um príncipe e uma cortesã, nasce uma criança. Dessa mistura nada convencional surge Lucia, uma Italiana de temperamento muito parecido com o de nós, brasileiras: passional.

Depois de dar muito trabalho e gerado escândalos na corte, o Príncipe dá uma missão a um famoso diplomata Inglês, Ian Moore, um homem acostumado a não demonstrar sentimentos e a não se meter em confusão, a de casar sua filha com algum Lorde rico.

Água e óleo é uma boa definição para esse casal e se, num primeiro momento a estória lhe parecer clichê, como pareceu pra mim, na sinopse, leia-o quando quiser uma leitura “light” e despretensiosa. Você, como eu, vai surpreender-se.

Os diálogos são ágeis, muito inteligentes e a estória é muito bem construída.
Fiquei fã da autora e quero ler todos os outros livros possíveis que tenham sua marca.

Uma delícia de romance! Hot e sensível ao mesmo tempo.

Recomendadíssimo!



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Para comemorar

Posted by Kbeça on 27 de junho de 2012 15:56 in , , , ,
Estou feliz e ouvindo boa musica. Então me inspirei no Livro de Mozilla e criei o meu próprio livro.

Livro de Ergorn, Gênesis, Cap V

"Eis que o menino Sol desceu da montanha e olhou para as pequeninas criaturas andando sobre a terra.
- Mamãe, o que são eles?
- Eles são humanos, meu filho. - Respondeu pacientemente, a grande mãe Lua.
O pequeno menino Sol estendeu sua mão até eles e, no mesmo, istante eles começaram a gritar e correr. Mas, alguns caiam no mesmo lugar.
- Cuidado! - Alertou a mãe Lua. - Eles são frágeis. Não aguentam o seu calor. Você deve aquecê-los e ilumina-los, enquanto estiver acordado, mas não deve chegar tão perto nem ficar por aqui tanto tempo.
O menino Sol olhava curioso para aquelas criaturinhas. Ele olhou para sua mãe e perguntou:
- E você mamãe. O que você vai fazer?
- Ora, meu filho. Eu irei guia-los com minhas irmãs a noite em suas jornadas, refrescarei a terra, contarei as estações e velarei o sono deles e os seus.
E desde o ínicio dos tempos mãe e filho nos vigiam do firmamento."


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Livro interessante....

Posted by PatyDeuner on 1 de junho de 2012 09:46 in , , ,

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Posted by Unknown on 31 de maio de 2012 23:50 in , , , ,
Ação e erotismo a 200 km por hora


Sua mãe havia sido estuprada por um vampiro e ela havia nascido.
Assim era Catherine, mas você pode chamá-la de Cat, como ela se apresenta.

A vida de Cat girava em torno de uma Faculdade adiada, com um único propósito: matar vampiros, na esperança de vingar sua mãe e si própria, que desde sempre fora considerada "diferente" por todos que a rodeavam.

Sem amigos e sem amor, sem qualquer coisa que a atrapalhasse de se fingir de inocente, entrar num bar, detectar um vampiro, seduzi-lo, sair com ele deixando que ele pensasse que ela seria só mais uma mocinha indefesa e cravar-lhe uma estaca no peito.

Essa era sua rotina até o dia em que encontra Bones, um vampiro que a tirou do controle e passou a fazer parte dos seus dias (ainda que ela odiasse a ideia, teve de haver um pacto entre eles).

O texto de "A CAMINHO DA SEPULTURA" é de fácil leitura e cumpre ao que se propõe: levar entretenimento em forma de suspense, grande grau de EROTISMO e situações engraçadas.


Esse livro me fez lembrar muito o SUSSURRO (apesar de não ter anjos) e, estou certa de que, se você gostou do Sussurro vai gostar dele também.

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Filha de Feiticeira - Celia Rees

Posted by Unknown on 27 de maio de 2012 00:10 in , , ,


Este livro maravilhoso, ganhou meu coração.

Celia Rees com certeza enfeitiçou-me, pois depois de começar, como que hipnotizada, não pude parar.

A capa é bem feinha!...rs ... escura, sem graça mas, ao entrarmos na narrativa de Rees, até a capa faz sentido.

Alison Ellman logo na primeira página, diz que o livro foi escrito a partir de uma coleção de documentos, designados “os papéis de Mary”, datado do período colonial . As datas, segundo ela, são aproximadas, e foram determinadas com base em referências  no próprio texto - Março de 1659, cuja diagramação foi reformulada para o lançamento em livro.

Mary Nuttal é um feiticeira, ela tem o dom da clarividência. Mora na Inglaterra, no século XVII onde, para os puritanos, todo e qualquer sinal de feitiçaria era pago com morte por enforcamento ou fogueira.

Este foi o destino que teve sua avó, descrito na contracapa:

"Moramos num chalezinho bem na borda da floresta - minha avó, eu, o gato dela e o meu coelho. Morávamos. Não moramos mais.
Vieram uns homens e a levaram. Homens de roupa preta e chapéus tão altos quanto campanários. Enfiaram uma lança no gato e arrebentaram a cabeça do coelho contra a parede. Disseram que não eram criaturas de Deus, mas demônios familiares, o próprio Diabo disfarçado. Lançaram a massa de pêlo e carne no monturo e ameaçaram fazer o mesmo comigo e com ela, caso não confessasse seus pecados.
Depois a levaram embora.”

A partir desta data, Mary parte para a América, com a promessa de uma terra onde as pessoas pudessem ser mais livres e suas crenças não fossem tão severamente castigadas. Parte em um navio, com a passagem comprada por uma mulher que diz ter sido muito amiga de sua avó e que lhe devia muitos favores.

Relata desde a viagem no porão do navio, onde se manteve entulhada com muitos outros viajantes, seus animais (cavalos, galinhas, ovelhas, etc) e tudo o que se fazia necessário para uma nova vida, em uma nova terra.

Ao chegar em terra firme, é que seus verdadeiros problemas começam quando encontram em Salem um povo tão supersticioso quanto o que havia deixado na Inglaterra.

A leitura vale todo o tempo e dinheiro investido.

EXCELENTE!

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Livro de Receitas

Posted by PatyDeuner on 2 de maio de 2012 08:18 in , , ,
Que tal se o livro de receitas na verdade fizer parte do prato e depois ainda se tornar uma bela lasanha?
É o caso deste livro feito 100% com massa fresca contendo os modos de preparo do prato. A parte triste da história é que você não poderá comprar uma edição desse livro, já que ele foi só uma edição especial criada pela Gerstenberg Publishing House, uma editora alemã especializada em livros de receitas.

Que tal preparar um prato e depois comer o livro de receitas?
Que tal preparar um prato e depois comer o livro de receitas?
Que tal preparar um prato e depois comer o livro de receitas?
Que tal preparar um prato e depois comer o livro de receitas?
Que tal preparar um prato e depois comer o livro de receitas?

Achei legal!

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Como fazer um livro artesanalmente

Posted by PatyDeuner on 7 de abril de 2012 19:47 in , , , , , ,
Esse vídeo, criado por Glen Milner, é uma pequena vinheta que mostra a criação de um livro usando os métodos tradicionais. O livro escolhido foi “Mango e Mimosa”, de Suzanne St Albans, e a produção foi feita em Leeds, na Inglaterra, numa gráfica chamada Smith-Settle. O processo é bastante artesanal, o que é bastante incomum nesses dias em que um jornal imprime centenas de milhares de exemplares da noite pro dia. Curtam aí o vídeo “Birth of a Book”!


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