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APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!

Posted by Nanda Cris on 27 de setembro de 2011 21:49 in , , ,
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:

-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.
Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
-Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:

- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.

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Antigo x Moderno

Posted by Nanda Cris on 21:42 in ,
Antes era: creme rinse
Agora é: condicionador

Antes era: obrigado
Agora é: valeu

Antes era: é complicado
Agora é: é foda

Antes era: collant
Agora é : body

Antes era: rouge
Agora é: blush

Antes era: ancião e corôa
Agora é: véi

Antes era: bailinho e discoteca
Agora é: balada

Antes era: japona
Agora é: jaqueta

Antes era: nos bastidores
Agora é: making off

Antes era: cafona
Agora é: brega

Antes era : programa de entrevistas
Agora é: talk-show

Antes era: reclame
Agora é: propaganda

Antes era: calça cocota
Agora é: calça cintura baixa

Antes era: flertar, paquerar
Agora é: dar mole

Antes era: oi, olá, como vai?
Agora é: e aê?

Antes era: cópia, imitação
Agora é: genérico

Antes era: curtir, zoar
Agora é: causar

Antes era: mamãe posso ir?
Agora é: véiaaaa, fui!!!

Antes era: legal, bacana
Agora é: manero, irado

Antes era: mulher de vida fácil
Agora é: garota de programa

Antes era: legal o negócio
Agora é: xapado o bagúio

Antes era: pasta de dente
Agora é: creme dental

Antes era: cansaço
Agora é: estresse

Antes era: desculpe
Agora é: foi mal

Antes era: oi, tudo bem?
Agora é: e aê, belê?

Antes era: ficou chateada
Agora é: ficou bolada

Antes era: super legal
Agora é: irado

Antes era: primário e ginásio
Agora é: ensino fundamental

Antes era: preste atenção
Agora é: se liga na bagaça

Antes era: por favor
Agora é: quebra essa

Antes era: recreio
Agora é: intervalo

Antes era: radinho de pilhas
Agora é: ipod

Antes era: jardineira
Agora é: macacão

Antes era: mentira
Agora é: kaô

Antes era: saquei
Agora é: tô ligado

Antes era: entendeu?
Agora é:copiou?

Antes era: gafe
Agora é: mico

Antes era: fofoca
Agora é: babado

Antes era: ha ha ha
Agora é: uhauhauhauha

Antes era : fotocópia
Agora é : xerox

Antes era: brilho labial
Agora é: gloss

Antes era: folhinha
Agora é: calendário

Antes era: empregada doméstica
Agora é: secretária do lar

Antes era: vou verificar
Agora é: vou estar verificando

Antes era: madureza
Agora é: supletivo

Antes era: vidro fumê
Agora é: insulfilm

Antes era: posso te ligar?
Agora é: posso te add?

Antes era: tingir uma roupa
Agora é: costumizar

Antes era: dar no pé
Agora é: vazar

Antes era: embrulho
Agora é: pacote

Antes era: lycra
Agora é: stretch

Antes era: tristeza
Agora é: deprê

Antes era: beque
Agora é: zagueiro

Antes era: rádio patrulha
Agora é : viatura

Antes era: atlético
Agora é: sarado

Antes era: peituda
Agora é: siliconada

Antes era: professor de ginástica
Agora é: personal trainning

Antes era : quadro negro
Agora é : lousa

Antes era: babosa
Agora é: aloe vera

Antes era : lepra
Agora é : hanseníase

Antes era - Ave Maria!!!
Agora é - Afffff!!

Antes era: caramba
Agora é: caraca

Antes era: namoro
Agora é: pegação

Antes era: laquê
Agora é: spray

Antes era: de montão
Agora é: pracarai !!!

Antes: derrame
Agora é: AVC

Antes era : chapa dos pulmões
Agora é : raio-x de tórax

Antes era: sua bênção papai
Agora é: "Qualé" coroa?

Antes era: voce tem certeza?
Agora é: fala sério aê!

Antes era: banha
Agora é : gordura localizada

Antes era: casa de fundos
Agora é: edícula

Antes era: bar no fim do expediente
Agora é: happy hour

Antes era: costureira
Agora é: estilista

Antes era: negro
Agora é: afro-descendente

Antes era: professora
Agora é: tia, prô

Antes era: aquele senhor
Agora é: aquele tiozinho

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Estátua

Posted by Baltazar Escritor on 26 de setembro de 2011 23:47 in ,




Um suspiro, juras de amor e compreensão, naquela tarde de outono, em que as folhas caiam despindo as árvores sem pudor, em um parque escondido no centro da cidade. Escondido porque ninguém se lembrava de passar por lá, de sentir aquela grama, ainda verde apesar da estação, roçar nos pés e o vento com cheiro de natureza. A estátua central, de um artista desconhecido, foi doada para o parque no que ele inaugurara, retratava um casal. Os braços entrelaçados no momento do beijo, pareciam sentir, pareciam vivos e de alguma forma belos, apesar do corte malfeito de granido do qual saíram.
O parque, apesar da falta de visitantes, era cuidado por uma equipe de zeladores da prefeitura, a grama cortada, o lago limpo e os lixos recolhidos. A estátua, quem olhasse para ela diria, certamente.
“Que lindo!”
Ou.
“Não passa de um clichê romântico!”
O fato é que mesmo suspirando, mesmo prometendo amor eterno e um mar de realização, aquela estátua era frágil, aquela estátua não sentia o que retratava. Mas é claro que o artista não levou em consideração os sentimentos daquele pedaço de granito, que sentia-se importante e pensou que retrataria a vitória de um rei, a entrada triunfal de um conquistador numa terra nova. De grande glória e medalhas de honraria do fim de um sofrimento, aquele informe bloco mineral virou a cena de uma tragédia.
Tragédia. Se você visse a estátua não pensaria duas vezes, diria se tratar da cena mais romântica concebida por um escultor. A estátua conta uma história, que difere muito das interpretações de quem à vê.
Cinco anos antes dela aparecer no parque, um artista ainda desconhecido e que continuaria assim até o fim dos tempos, se enamorou de uma moça dançante, que passeava alegremente pelo enorme terreno baldio que muitos usavam como atalho de um lado a outro da cidade, terreno este que posteriormente seria o parque, ou deveria dizer palco?
O andar macio, o leve tremular do vestido no vento, despertou a atenção de tão diferente artista.
“É, realmente, a visão mais bela!” Disse ele, alto demais.
A moça, que caminhava alegremente parou de súbito e o encarou. A leve sugestão de um sorriso no rosto corado, mandou um beijo acanhado, que escorregou pelas pontas de seus dedos e foi parar diretamente no coração do artista. Tomado pelo impulso criativo que o amor desperta, ele buscou freneticamente pelo grande terreno uma preciosidade que viu outro dia, um bloco gigante de granito. Não poupou despesas, contratou o guincho, o caminhão, a escavadeira, para arrancar aquela pedra do solo, mandou deixarem-na em frente à sua casa. Por dias ele buscou o ângulo perfeito na memória, a cena que melhor descrevesse a sensação, o gozo daquela linda criatura, divina, pensava.
A mente à todo o vapor ele começou a frequentar o terreno baldio, no intuito de ter mais um vislumbre da beleza em carne, que seria sua obra prima, o ápice de sua arte. Dias e noites passados em extrema euforia, as semanas, os meses, se alongando, mas ele não perdia a esperança. Até que um dia, um dia porém, ele à vê novamente, o mesmo andar digno das musas inspiradoras, com um único defeito, um ser totalmente desproporcional e horrendo, certamente o namorado dela, caminhava ao seu lado.
Ela passa por ele, braços dados com o sujeito, e repete o beijo tímido, mandado pelas pontas dos dedos. Ele se decepciona, iludido, um tanto insano, enxerga naquele gesto um pedido de socorro, ele corre ajuda-la, o sujeito feio tenta segurá-lo.
“Quem é você?” Pergunta.
O cinzel de escultor cravado na garganta é a resposta, um súbito maremoto de ódio. Ele se ergue vitorioso, o inimigo no chão. Ele esperava os louros da vitória, os ternos beijos e abraços agradecidos, mas o que encontra é uma cara deformada pelo horror, ela grita, esperneia.
“Monstro, monstro! O que você fez? Socorro!”
Num relance de pânico, ele a agarra, a vira para si para que ela retome a razão, que veja que ele sim é seu eterno amante, ela tenta se soltar. Daí a tragédia, inconformado ele lhe espeta o cinzel pelas costas, direto no coração, ela suspira e desfalece.
O remorso, ele sai correndo, volta pra casa, se lava, se precipita na cama, uma semana, duas, ele resolve tentar mudar a cena, o bloco de granito ainda está lá. Com o mesmo cinzel ele trabalha com afinco. Os dias se transformaram em semanas, até que, depois de um mês trabalhando sem descanso ele finaliza a escultura. Ela retrata a cena como deveria ter sido, ela nos seus braços, em sua mão, em vez do cinzel, uma rosa. O esforço, o cansaço, a dura realidade que mostrou que a escultura não mudaria o acontecido. Não suporta a culpa, enterra o cabo do cinzel no chão e joga-se em cima dele de peito aberto.
A família, que nunca soube da história completa, não quis ficar com uma escultura que lembrasse tanto o fim do artista, chamaram a prefeitura para que a recolhesse. O fiscal perguntou se era doação. Não, não é doação. Tudo bem então.
Pouco antes dela ser destruída, os vereadores procuravam um marco pro novo parque, recém inaugurado, não queriam desperdiçar a verba, procuraram em todos os setores algo que pudesse servir. E encontraram. O que mais espanta as pessoas que passam por lá é a suavidade da rosa.


Fonte: Plena Loucura

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Sempre há mais de uma solução para o problema...

Posted by Kbeça on 14:05 in , , , ,
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Fora de uso

Posted by PatyDeuner on 09:05 in , , , ,


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Morador de rua tem cartão de crédito, conta bancária e lê muito

Posted by PatyDeuner on 08:49 in , , , , ,
        Márcio faz uma pausa no trabalho como ambulante para ler - Foto: / O Globo

A imagem de um homem barbudo, deitado num colchonete na calçada, lendo sociologia, política e romances, não passa despercebida. O ar de intelectual e o raciocínio rápido tornam-se ainda mais surpreendentes quando se conhece a história dele.

Há cerca de três anos, desde que deixou o Rio Grande do Sul, Márcio Pereira dos Santos, o Gaúcho, de 34 anos, não tem endereço fixo. Mora nas ruas e gasta, todos os dias, R$ 5 para tomar banho e comer. E, além do gosto pela leitura, Gaúcho tem conta no banco, cartão de crédito, conecta-se à internet - em lan houses - por redes sociais e recebe Bolsa Família - que, poucos sabem, mas também pode ser concedida a uma única pessoa que esteja abaixo da linha da pobreza.

Nas ruas do Rio, ele recolhe o que encontra pelo caminho, jornais e revistas velhos, com os quais aprende e relaxa.

- O livro é bom porque você confronta suas opiniões com as do autor e aprende. O livro também me faz relaxar - afirma.

Com os livros de sociologia que encontrou nas ruas, conta ter descoberto assuntos que ignorava completamente. No entanto, ele diz que já se interessava pelo trabalho social:

- No dia a dia da rua, a gente acaba entendendo como funciona a política social para os moradores de rua.





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Meu desafio! (Sou péssima dando títulos)

Posted by Nanda Cris on 25 de setembro de 2011 19:02 in ,
Marcinha me desafiou com a seguinte imagem:



Lá vai então!

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x



O ano? 5948.
O mês? Maio.
O dia? Do aniversário de Noth.
O pior aniversário de toda sua vida.
Todos do reino estavam vindo para o castelo. A movimentação na cozinha era intensa. Nada podia sair errado. Era o dia da apresentação da princesa para a sociedade. Mais precisamente para seu futuro marido. Após tantos anos de convivência, ela finalmente o trataria como ele merecia ser tratado. Esta era a recomendação da rainha, e Lucy nunca desafiava sua mãe.
Mas também, no que Noth estava pensando quando começou a ter devaneios românticos com a princesa do Reino de Stormwind? Filha única de um casal já bem idoso, ela era a esperança de continuação da dinastia e do fim da guerra com o reino de Azeroth. Mas ele não se importava com isso. Sabia que ela se sentia obrigada a acatar o pedido dos pais, mas também sabia que ela o amava. Mas como a princesa iria trocar tudo o que conhecia até agora, o luxo, os pais, a responsabilidade de um dia ser rainha por um simples ajudante de cozinha? Não, ela nunca o faria e ele precisava entender que ela não amava o principe Thrall, mas que se casaria por seu reino.



Lucy estava cercada de mulheres, cada uma responsável por uma parte de seu corpo. Todas estavam histéricas, porque segundo sua mãe, ela tinha que ficar impecável para conhecer o principe Thrall. Mas ela não conseguia se concentrar no que estava acontecendo à sua volta. E nem precisava, as mulheres estavam tão empenhadas nas suas tarefas que estavam dispensando uma pirralha de 15 anos dando recomendações. Assim ela podia pensar. Sua mente sempre se voltava para Noth, seu melhor amigo. Ela não se importava que ele fosse um simples serviçal, ela gostava dele com cada fibra do seu ser. Sabia que era recíproco. Ele a olhava com ternura, tocava-a quando não havia necessidade, mas mesmo assim, nunca demonstrou em palavras o que sentia. Não podia continuar com esses devaneios. Ela devia parar de sonhar acordada com ele e se concentrar em Thrall, seu futuro. A garantia de paz entre os reinos. A felicidade de seus pais. Sim, era melhor que fosse assim.



A cerimônia já ia começar. Todos do reino já se encontravam sentados no salão principal do castelo, esperando a grande cerimônia se iniciar. Noth sentia a bandeja de costelas de porco feitas na cerveja tremendo em sua mão. Precisava ficar calmo. O destino de Lucy já estava traçado assim que ela havia sido concebida. Como lutar contra isso?



Lucy vasculhava o salão procurando por Noth. Ela ainda tinha uma esperança louca de que ele a pegasse pela mão e a arrastasse para fora enquanto gritava que eles iam fugir dali. Meneou a cabeça. Melhor se concentrar na realidade. Pela algazarra que começava a ouvir, o príncipe Thrall não tardaria em surgir.



Noth observou Thrall. Alto e imponente, trajava uma roupa para cerimônias tão cheia de medalhas que era impossível contar. Como pensar que a princesa não iria sucumbir aos seus encantos? Ele era bonito, condecorado e proveninente de uma boa linhagem. O genro dos sonhos de qualquer rei. Os pais da princesa sorriam felizes. Já ela parecia nem o notar. Vasculhava o salão. O que ela estaria procurando?



Lucy não podia mais ignorar Thrall, então focou seus olhos nele. Noth não estava ali. Onde ele estaria? Mas aquele momento não era o melhor para pensar em Noth. Tinha que focar em Thrall e era o que estava fazendo. Ele reverenciou seus pais e se aproximou. Sua expressão parecia esculpida em pedra. Seus olhos nada demonstravam. Esperou. E o que recebeu de Thrall a deixou sem palavras. Um tapa. cambaleou ante a violência e quase caiu, mas foi amparada por uma das damas da rainha. Olhou para seus pais que pareciam chocados. Olhou para Thrall sem entender. Sua bochecha latejava. Seus olhos refletiam uma pergunta muda que lhe ia na alma: "Porque?". Ele aproximou-se dela e ela apenas se encolheu, esperando o pior. Ouviu sua boca sussurar perto do seu ouvido para ninguém mais ouvir: "Isto é por não estar olhando para mim quando deveria. Você é minha futura mulher, e me deve respeito". Ela sentiu o coração palpitar. Será que ele saberia sobre Noth? Baixou o olhar e tentou balbuciar algum pedido de desculpas, mas sua boca estava muito inchada para tanto.



Noth não podia acreditar no que via. Aquele canalha batera em Lucy e todos agiam como se fosse a coisa mais normal do mundo. Não podia permitir aquilo. Sentia o sangue fluir com mais intensidade pelo seu corpo. Largou a bandeja encima da mesa mais próxima e aproximou-se de um dos guardas reais que olhava fixamente para o seu comandante, esperando uma ordem. Aproveitou-se deste momento para roubar-lhe a espada da bainha e sair correndo em direção a Lucy e Thrall. Conforme ia correndo, todos do salão abriam espaço para que ele passasse, como se esperassem por uma revanche. Correu tão rápido que ao se aproximar de Thrall, ele ainda sussurava algo no ouvido de Lucy. Cutucou-o com a espada enquanto gritava: "Ninguém trata a Princesa Lucinda assim, principalmente dentro de seu próprio reino", e pôs-se em posição de ataque.



Lucy mal podia acreditar no que Noth estava fazendo. Seu coração se agitava de alegria por vê-lo ali defendendo sua honra e de medo, porque temia por sua vida. Por mais que seu casamento iminente findasse todas as chances de se enamorar por ele, ainda gostaria de manter sua amizade e seus conselhos preciosos. O que seria da sua vida sem a felicidade que Noth trazia a ela? Lucy estava sentindo falta de ar. Noth não era um guerreiro, não devia estar fazendo aquilo, nem mesmo por ela. Sentiu a mão de Thrall empurrando-a para o canto do salão. Rezou.



Noth estava decidido. Tinha recebido treinamento como todos do reino de Stormwind para o caso de uma possível invasão. Não temia todas aquelas medalhas que refletiam as luzes do salão. Ele era honrado e estava lutando por um motivo justo. Seu Deus estaria com ele. Viu Thrall puxar sua espada com maestria. Esperou o primeiro golpe e este não tardou. Lutou com todas as forças que possuía. Mostrou uma destreza que não sabia que tinha. Já estava quase achando que não sairia vitorioso da empreitada quando Thrall focou em algo que ocorria às suas costas. Aproveitou este momento de distração e fincou-lhe a espada no coração. O príncipe caiu e o caos se instalou. Olhando para trás percebeu que o que havia chamado a atenção de seu oponente eram seus próprios homens que vinham sorrateiramente para matá-lo pelas costas. Noth recuou. Eram muitos homens contra ele. Mas os guardas de Stormwind já estavam vindo ao seu socorro contra a comitiva de Azeroth. A peleja começou e Noth não perdeu tempo. Tomou a mão de Lucy e correu em direção ao Rei e à Rainha. Puxou os três pela saída secreta que existia atrás do trono e da qual poucos tinham conhecimento. Na escuridão do túnel correu com os três em seu encalço até adentrarem os aposentos reais. Todos respiravam com dificuldade. Noth sentia que precisava se explicar o quanto antes e começou sem demora a falar.
- Perdão pela minha decisão precipitada no salão, mas eu não podia permitir que Thrall tratasse a Princesa Lucinda de modo tão ultrajante...



Lucy precisava falar o que lhe ia na alma, antes que perdesse a coragem. Falou de uma só vez, interrompendo Noth e falando tão rápido que as palavras saiam aos tropeços:
- Mamãe, papai, não me forcem a casar com quem não amo. Vamos arrumar um jeito de fincar a bandeira da paz em todos os reinos, sem que eu tenha que me sacrificar deste modo. Eu amo Noth, e peço permissão para nos casarmos, se ele me aceitar como sua mulher.
Lucinda olhou bem fundo nos olhos de Noth e aguardou o que ele tinha a falar sobre o que acabara de dizer.



Noth nunca sentira tanta felicidade em toda a sua vida. Lucy o amava e estava pedindo permissão aos pais para casar com ele! Completamente sem palavras, para demonstrar a alegria que estava sentindo, apenas segurou a mão de Lucy e a apertou enquanto sorria. Após isso, olhou para os pais de Lucinda, apreensivo. Ambos sorriram. Sentiu um alívio súbito. Não seria punido por seu amor correspondido. Claro que os Reis queriam que Lucinda se casasse com alguém influente. Mas não queriam que ela fosse infeliz, ou tratada com tanto desrespeito por uma marido que mal a conhecia. O Rei tomou a palavra:
- Lucinda, minha filha. Você é meu único tesouro, nada é mais importante para mim e para sua mãe do que a sua felicidade. Porque não falou antes o que afligia seu coração?
- Papai, achei que a atitude correta para uma princesa era aceitar o que o seu reino lhe impunha.
A mãe então falou, enquanto acariciava os cabelos da filha:
- Nunca vá contra os seus instintos e seu coração. Agora vejo que estava errada em tentar separar vocês. Tem minha benção. Seja feliz, minha filha.
O Rei então se aproximou e falou:
- A minha benção também. Marquem a data e o casamento será realizado.
Lucy sorriu e olhou para Noth, ele a olhava com toda a paixão que lhe ia na alma. Tinha certeza de que, com ele ao seu lado, conseguiria a paz para os Reinos e teria uma vida plena e feliz.

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