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Desafio Literário do Skoob 2017 - Diminuindo a pilha [sammyfreitas]


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DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB

DIMINUINDO A PILHA



Olha eu iniciando 2017 cheia de projetos! 

Bora diminuir a pilha de livros pendentes de leitura???


Todo ano a galera do Livro Viajante do Skoob monta um desafio literário e este ano, não podia ser diferente (Diminuindo a pilha no facebook)


- O que é?

Essa gincana, pretende estimular a leitura e a interação entre os participantes.  Sempre rola um sorteio por lá para quem cumpre o desafio do mês. 

Só precisamos ficar atentos que o nome do desafio é "Diminuindo a pilha", então, nada de sair livros, use os que tem em casa! Encontre livros que se encaixem em cada tema e se de todo você não tiver, peça emprestado a amigos, bibliotecas, troque, leia em e-book... O importante é diminuir e não aumentar a pilha!


- Objetivo

Ler e resenhar pelo menos 1 livro de cada tema durante o ano, ou seja, no mínimo 12 livros.


- Temas e TBR:

Se está muito difícil escolher os livros para o desafio, você sempre pode consultar o álbum do face do desafio e ver as sugestões de leitura (ou pedira ajuda aos amigos!)

Seguem os temas:

JANEIRO - Livro encalhado na estante - Ok!

FEVEREIRO - Autor(a) que nunca leu - Ok!

MARÇO - Livro de até 100 páginas
Elas (Celly Borges)

ABRIL - Clássico
Laranja Mecânica

MAIO - Livro mencionado em outro livro
Encontro em Samarra (John O'Hara) - mencionado em "O clube do livro do fim da vida)

JUNHO - AutorA nacional
Pensar é transgredir (Lya Luft)

JULHO - Ganhador de prêmio
O senhor March - Geraldine Brooks (Pulitzer 2006)

AGOSTO - Romance Histórico
O continente - O tempo e o vento, vol.1 (Érico Veríssimo)

SETEMBRO - Tem filme ou série
Alta Fidelidade (Nick Hornby)

OUTUBRO - Terror
Doutor Sono (Stephen King)

NOVEMBRO - Distopia
Amanhã, quando a guerra começou (John Marsden)

DEZEMBRO - Fantasia
O temor do sábio (Patrick Rothfuss)


Parece que esse ano teremos pelo menos temos 12 resenhas quase garantidas! 

E aí, galerinha! Vambora diminuir a pilha de livros encalhados na estante?





                                                                                     



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Desafio Musical Internacional - The Wizzard - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 3 de dezembro de 2013 09:00 in , , , , ,
"Sammy, vc não tem uma música estrangeira né? Tem uma musica (classico no do rock, mas nada pesado) que eu amo, e acho que pode dar uma caldo legal na sua mão, ela tem uma história bem interessante... tá a fim?"

Pois é... estou devendo esse desafio à Marcinha desde fevereiro (vergonha)... Não podia terminar o ano com esse débito... Então aí segue meu desafio...


The Wizzard - Black Sabbath


Misty morning (Manhã nublada)
Clouds in the sky (Nuvens no céu)
Without warning (Sem aviso)
A wizard walks by (O mago caminha por perto)




Juan foi acordado mais cedo que o costume. Uma emergência, tinham dito quando o sacudiram na cama. Sequer se lembrava em que país africano estava hoje. Na noite anterior, ele teve um sonho muito estranho. Sua avó, já falecida, dizia que não bastava ser um médico sem fronteiras se dedicando ao bem. Ele precisava retomar as raízes da família e conhecer mais sobre os rituais xamânicos de sua vida. Seus pais sempre diziam: 10% da cura era pelo suor e esforço, 10% pelo talento e 80% pela ajuda dos deuses.

Ainda pensando nisso, olhou para o céu e as nuvens desenhavam um índio fumando um cachimbo. Esfregou os olhos - só poderia ser algum resquício do sonho... Continuou a caminhada na direção das tendas que improvisavam um hospital para a chamada de emergência. 


Casting his shadow (Lançando sua sombra)
Weaving his spell (Tecendo o encantamento)
Funny clothes (Roupas engraçadas)
Tinkling bell (Retinindo o sino)


Entrou na tenda com o sol às suas costas. Formou uma grande sombra com uma aura iluminada em volta. Resmungou um prece leve e vestiu o avental. Olhou para o carrinho de material esterilizado e pegou os itens que precisava para trabalhar. Duas crianças tinham pisado numa mina terrestre. Uma das meninas tinha perdido as pernas e parte do lado direito do corpo. A outra, no impacto tinha caído sobre uma cerca de arame farpado e além das escoriações, tinha perdido alguns dedos. Não era difícil fazer a escolha de quem seria operada primeiro. A prioridade sempre era para os que tinham mais chances de sobreviver, mas Juan nunca pensava desse jeito, estabilizava um enquanto tentava salvar todos. Freqüentemente eram montadas macas de campanha lado a lado para que ele pudesse dar atenção e fazer a cirurgia em mais pessoas ao mesmo tempo. Zora estava estável apesar da perda dos dedos. Então optou por cuidar de Tahira. Puxou a sineta para avisar aos voluntários e ajudantes que estava pronto.



Never talking (Nunca conversando)
Just keeps walking (Apenas caminhando)
Spreading his magic (Espalhando sua magia)


O calor era infernal. A anestesia tinha que ser dividida. Ele calculou com cuidado a dosagem - estava sem anestesista há meses e só contava com voluntários familiares. Faltavam remédios, instrumentos e principalmente enfermeiros, instrumentadores e outros médicos. Era competente, mas era apenas um. Era cada vez mais freqüente perder o velho jogo médico x morte. Sentia-se frustrado pelas perdas, mas cada dia tentava focar mais e mais nas vitórias. Olhou o relógio e começou a reconstrução de músculos, tecidos e pele. A mãe de uma das meninas agradecia em silêncio a vontade férrea de Juan e assistia num canto da tenda a aura de magia em volta do jovem médico. Não tinha muitas esperanças, mas ergueu os olhos para a tenda e fez uma breve oração cherokee para seus antepassados. Pediu força, pediu proteção e principalmente pediu que conseguisse afastar o mal e conseguisse salvar aquela criança que estava mais necessitada.


Evil power (O poder do mal)
Disappears (Desaparece)
Demons Worry (Demônios se preocupam)
When the wizard is near (Quando o mago está próximo)


Tahira gemia e tremia de dor e febre enquanto Juan trabalhava em seu corpo. Retirava os estilhaços da bomba como pequenos pedaços de demônio na pele queimada e arruinada da menina. O suor escorria pelo seu rosto e empapava a camisa e o avental. Sentia-se no inferno puxando um cabo de guerra com o próprio diabo pela vida de uma criança. Trabalhava no corpo da jovem há mais de 4h e estava exausto. Mas não se permitiria descansar sem que a mesma estivesse estável e em segurança. Depois mais duas horas de trabalho duro, a jovem dormia placidamente e fora de perigo. Suspirou profundamente e agradeceu aos céus ante a pequena vitória. Saiu para conversar com os pais da menina.



He turns tears (Ele transforma lágrimas)
Into joy (Em alegria)
Every one's happy (Todo mundo fica feliz)
When the wizard walks by (Quando o mago caminha por perto)


Jogou o avental e as luvas ensanguentadas no cesto e saiu da tenda cobrindo os olhos do sol forte do fim da tarde. Estava faminto e exausto. Todos os seus músculos doíam. Esquadrinhou o local rapidamente e encontrou Iori e Zalika prostrados e rezando a seus deuses. Chamou-os e explicou sobre o estado de Tahira que inspirava cuidados mas ela estava fora de perigo. O sorriso finalmente apareceu em seus rostos e agora choravam lágrimas de felicidade. Abraçavam o médico sem parar. Iori falava rapidamente agradecendo e Zalika correu para sua choupana, voltando com um prato com Oxtail¹ e koeksisters². Ofereceu a comida fazendo uma reverência para aquele semideus que salvara sua filha.


Sun is shining (O sol está brilhando)
Clouds have gone by (As nuvens passaram)
All the people (Todas as pessoas)
Give a happy sigh (Dão um suspiro de felicidade)

He has passed by (Ele passou)
Giving his sign (Dando seu sinal)
Left all the people (Deixou todas as pessoas)
Feeling so fine (Se sentindo tão bem)

Sabia que aquela comida era um luxo reservado apenas para ocasiões especiais. Acenou com a cabeça e falou baixinho:
- Asante. Si jambo. Msichana kuishi³

Iori sorriu novamente e respondeu: 
- Daktari, sisi ni si wasiwasi. Tuna imani katika Wewe. Mungu akubariki na kuongozana na wewe.4



Never talking (Nunca conversando)
Just keeps walking (Apenas caminhando)
Spreading his magic (Espalhando sua magia)


Creditou toda vitória a seus antepassados  e deu-se o luxo de sorrir. Sentou no chão feliz, comendo com as mãos conforme o costume da aldeia.








¹ Oxtail - culinária africana - a famosa "rabada" brasileira.
² Koeksisters - culinária africana - uma espécie de bolinho de arroz
³ Asante. Si jambo. Msichana kuishi - Agradeço. Não se preocupem, a menina vai viver
4 Daktari, sisi ni si wasiwasi. Tuna imani katika Wewe. Mungu akubariki na kuongozana na wewe. - Não estamos preocupados, doutor. Confiamos em você. Deus o abençoe e acompanhe.


Esta é uma história de ficção. A única realidade é a existência dos Médicos sem Fronteiras. 
Eles são uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas. Caso queiram saber mais, acessem o site para esclarecer suas dúvidas: http://www.msf.org.br/







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[Batata Quente 3 - Parte 5] - As Crônicas de San Atório - Capítulo Cinco: "O paladino do Mal"

Posted by Aptos on 30 de novembro de 2013 06:00 in , , , ,
Recapitulando:

Personagens:
    Martha (guerreira)
    Santhara (feiticeira)
    Nardanna (caçadora)
    Petrika (maga)
    Deziree (guerreira) - saiu da trama no episódio 2. Talvez volte!
 

As partes da história:

    Parte 1 + explicação da brincadeira - As Crônicas de SanAtório (by Sammy)
    Parte 2  - Encontros e Caminhos  (by Marcinha)
    Parte 3 - Um bofe no caminho (by Paty)

    Parte 4: - O Sexto Elemento (by Nanda)


O Paladino do Mal



Santhara congelou ao ouvir aquela voz baixa e metálica. Ele deveria estar morto e enterrado. Aliás, da última vez que o vira, ele estava dentro de uma mortalha branca. Era um homem tão perigoso, que havia sido enterrado nu e de bruços. Sua ordem costumava enterrar seus membros com honrarias, ouro e suas armas, mas Bjartan era uma exceção. Quando abandonou o código de conduta e se importou muito mais com ouro do que com as pessoas, ele abriu mão da lealdade, coragem e todo o altruísmo e deixou o grupo de paladinos seguindo pela senda da crueldade, utilizando todo o vasto conhecimento que outrora servia ao bem, apenas na intenção de conseguir poder e riquezas. 

Olhou rapidamente à sua volta, pensando em como escapar - sabia que se conseguisse fugir, seria perseguida e suas amigas seriam poupadas. Não que fossem grandes amigas, mas uma aliança era uma aliança. Sentia-se presa ao juramento de Martha e principalmente, sentia-se culpada pelo enfraquecimento de Petrika. 

Bjartan moveu-se rapidamente e em silêncio e antes mesmo que pudesse se afastar, ele estava a seu lado sussurrando em seu ouvido: 

- E então Santhara... procurei por você por muito tempo... Quantas vezes precisarei repetir que você me pertence? Nem a morte é capaz de me derrotar e nem você jamais conseguirá se esconder de mim. Quero você para usar como eu quiser e acima de tudo, eu quero meu filho de volta. Preciso do sangue dele para completar o ritual.

Santhara ficou lívida com a menção de seu filho. Nunca permitiria que ele fizesse qualquer mal à criança:

- Nunca! Você é o mal encarnado. Subjuga demônios com o sangue de inocentes.

Bjartan segurou a cintura de Santhara com força e sussurrou:

- Se eu não conseguir encontrar meu primogênito, farei outro filho em você agora e sacrificarei suas amigas para uma magia bastante antiga, que irá reduzir sua gestação para apenas 2 luas. Você acha que sabe o que posso fazer, mas eu posso ser muito pior do que você imagina. Essas mulheres vão sofrer. É isso o que quer? Terá mais algumas mortes em sua consciência, Santhara... Ser culpada pela morte de seus pais e irmãos não foi suficiente? Além disso, depois que eu terminar com você e pegar meu novo filho, ainda posso receber minha recompensa que um certo fauno pediu pela sua cabeça....

Santhara lembrou das antigas maldições ensinadas por sua avó e tentou cuspir o rosto de seu algoz. Porém, antes que a cusparada amaldiçoada o atingisse, Bjartan deu um tapa tão forte que Santhara caiu no chão, ainda vendo pontinhos pretos piscando em sua frente. Cordas prenderam os pulsos de Santhara e Bjartan sorria maldosamente abrindo o cinto da calça enquanto ela debatia-se loucamente e gritava, mas ele era implacável estapeando com força. Estava em dúvida se sentiria mais prazer em violá-la várias vezes ou espancá-la sem parar. Pouco se importava com a platéia - não pretendia deixar ninguém vivo quando terminasse.

Um soluço desesperado escapou da garganta de Santhara. Foi então que seus sentidos apurados perceberam uma movimentação no cavalo de Martha. Aquele pobre diabo que fizera tanta questão que Petrika salvasse, estava se mexendo - recuperando forças. Usou sua visão periférica para tentar descobrir qual das meninas estava mais perto e tinha mais chance de ajudar àquele homem que descia do cavalo sorrateiramente.

Olhou para Martha e girou os olhos na direção do cavalo. Martha acompanhou o olhar e assentiu com a cabeça. Levantou vagarosamente usando a árvore como apoio e aproximou-se de Petrika e Nardanna. As duas estavam tão cansadas que seria impossível qualquer ajuda.

O homem terminou de descer da sela. Martha sentiu vontade de rir. O novato-ex-morto-vivo não tinha nada de alto, forte e espadaúdo. Pelo contrário, era ligeiramente menor do que ela. Era esquálido e seu rosto magro parecia cansado, porém bem vivo. Passou por baixo de Audaz e sorriu ao ver um arco longo e duas flechas numa montaria bem estranha. Seria uma lhama?

Martha balançava as mãos na frente dele, quase implorando que ele a desamarrasse, mas ele a ignorou. Pegou o arco, tensionou... Sorriu com a envergadura e finalmente soltou a flecha. Um assobio curto e a flecha atravessou a parte do corpo que transformaria Bjartan num eunuco.

Santhara, ainda descomposta levantou-se rapidamente e derrubou-o no chão. Puxou uma adaga da liga e encostou na garganta do Anti-Paladino.

O arqueiro cortou as cordas de Martha e Petrika, mas quando seus olhos encontraram os de Nardanna, ele não conseguiu fazer mais nada. Suspirou profundamente e sem desviar os olhos, cortou com cuidado as cordas e correu para ajudar Martha a amarrar Bjartan que gritava palavrões em meio a uma poça de sangue entre as pernas.

Martha aproveitou para chutar duas vezes e xingar:

- Seu !@##$%@#@#$#@###@$@#, como se atreve a me atacar ou minhas amigas? - chutou novamente - Devia pensar melhor em se meter conosco.... - mais dois chutes - Agora nem tem mais brinquedinho! - debochou...

Nardanna que também estava encantada com o homem, finalmente conseguiu falar:

- Quem é você, arqueiro desconhecido? 

- Meu nome é Halt, sou arqueiro do rei. Fui emboscado e jogado no rio. Tinha perdido a consciência, mas acordei me sentindo bem melhor e rapidamente entendi a situação de perigo. E você, linda donzela, quem é?

Nardanna também não conseguia tirar os olhos dele. Cutucou Pethrika que ainda estava exausta e deu um sorrisinho:

- Sou Nardanna. Estas são Pehtrika, Martha e Santhara. Aquele saco de estrume ali eu não sei quem é, mas a ruiva parece saber. - olhando para Santhara que chorava baixinho - Aliás, você dá muito azar, viu? Primeiro se estranha com a Martha, quase mata Pehtrika com aquela cura e ainda nos faz ser emboscada por um qualquer...

Halt olhou novamente para Nardanna sorrindo:

- É meu dever levar este homem para Gorlan para ser julgado e preso. 

Peth finalmente falou:

- Acho prudente montarmos acampamento, o fim do dia está próximo e estamos todas cansadas....

Rapidamente dividiram as tarefas. Nardanna foi caçar com Halt, Martha alisava o cabo do machado e de vez em quando, lembrava de chutar o prisioneiro. Santhara e Petrika improvisavam uma cabana de folhas e acendiam a fogueira, quando o casal chegou com 6 coelhos que foram rapidamente limpos e assados no fogo. 

Fizeram turnos de vigia. No entanto, conforme a madrugada foi passando, a segunda dupla estava tão cansada, que não percebeu a fuga do prisioneiro que havia poupado energia, murmurou um encantamento e prometeu voltar e se vingar. Arrastou-se devagarzinho para as sombras e desapareceu...








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Desafio de Halloween - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 21 de novembro de 2013 06:00 in , , , ,
Como as meninas já disseram antes, este ano rolou um amigo-oculto de Halloween. Cada uma dava 5 palavras para a coleguinha e o esquema ficou assim:

Sammy tirou Nanda - Texto da Nanda 
           Palavras: profissional, atenuar, cenoura, doninha, indeciso
Patty tirou Marcinha - Texto da Marcinha 
           Palavras: trambiqueira, jumento, algar, vassoura, ora-pro-nobis
Marcinha tirou Patty (aguardando resposta ao desafio!)
Nanda tirou Sammy (meu texto abaixo!!!)

A Nanda, muito gentilmente me deu duas opções. A versão hard e a versão light. Como eu sou metida, resolvi usar TODAS as palavras das duas versões...

Versão Hard
Bumerangue - Esmalte - Monalisa - Facebook - Aliciador

Versão  Light
Árvore - Lixo - Azul - Nublado - Rápido


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"Era meia noite e a lua continuava oculta naquele céu levemente NUBLADO.
Um pio agourento quebrou o silêncio quando Lucas levantou os olhos do texto e balançou a cabeça desanimado...

Achou que o texto estava ficando comum demais e entrou no FACEBOOK. na esperança de encontrar alguma inspiração.

Passou os olhos por alguns textos e lá, tudo era engraçado ou beirava o ridículo. Nada digno de uma história de terror para ser publicada na Amazon.

Foi quando tirando sua atenção da janela, tocou o telefone e uma voz num tom entre animada e desesperada, gritou com ele:

- Lucas, preciso de sua ajuda! Só você poderá ser o herói que irá me salvar! 

Suspirando levemente, ele perguntou para a irmã que cismava em ligar nas horas mais impróprias!

- Qual é o grande problema dessa vez, Berê?  

- Meu carro pifou! E eu simplesmente PRECISO ir à Festa à Fantasia que está rolando naquela Casa de Festas no Alto da Boa Vista... Ahhh vai, irmãozinho! Você não vai me deixar na mão, não é? Aposto que não está fazendo nada de interessante! Por favorzinho.... Estamos todos nos fantasiando de personagens de filmes de terror! Você com essa cara de maluco, pode ser "O ALICIADOR¹" daquele filme do Donato Carrisi! Podemos pegar braços de borracha na sala de teatro da minha escola e você penduraria todos no pescoço....



Caramba! Ela falava sem parar! Quando ela foi tomar fôlego, aproveitou para responder: 

- Não, obrigado! Desta eu passo! Não estou muito interessado em participar d uma festa estranha, com gente esquisita. Mas já que é "tão importante" para você, eu te dou uma carona. Acho bom arrumar alguém para te trazer de volta, porque não tenho a menor intenção de levantar no meio da madrugada para te buscar.

Lucas desligou o telefone antes de ouvir algum protesto e pegou seu casaco pendurado na cadeira - as noites no Alto da Boa Vista costumam ser bem frias! Dirigiu bem RÁPIDO pela cidade e chegou na casa dos pais em exatos treze minutos.

Xingou mentalmente quando percebeu que sua irmã não estava na porta esperando. Não tinha a menor vontade de encarar seu pai e entabular uma conversa amena. Puxou o telefone do bolso e discou o número de Berenice.

- Você NÃO ESTÁ na porta!

- Ahhh mas é que você não me deu tempo de terminar de me arrumar! - fechou o vidrinho de ESMALTE preto e olhou encantada para as mãos - Lulu, você vai AMAR minhas unhas!

- Pode parando de bate-papo e vindo. Você tem 5 minutos antes que eu desista de te dar uma carona e vá embora!

Berenice largou o esmalte e quase desligou a TV, quando uma coisa chamou sua atenção... MONALISA estava se entregando para Tufão na novela Avenida Brasil.

- Ai meu Deus! - exclamou a jovem - Finalmente esse casal se acertou! Não vejo a hora de saber o que vai acontecer com a Carminha! - desligou a TV e olhou para a fantasia. Sabia que estava perfeita. 

Passou correndo pela sala e deu um beijo leve na testa do pai. Ao bater a porta de casa ainda ouviu sua voz:

- Divirta-se e CUIDADO!

Entrou no carro do irmão e deu um sorriso: 

- E então? Vamos??

Sem responder nada, Lucas girou a chave do carro e seguiu depressa pela Conde de Bonfim, na esperança de não pegar nenhum trânsito e voltar cedo para casa... Tamborilava os dedos pelo volante enquanto Berenice contava histórias de terror e falava de lendas urbanas com tons sinistros sem parar.

Tentando fazê-la se calar um pouco, ele disse: 

- E então, irmã... Qual é a dessa festa? Tem alguém interessante por lá ou é apenas mais uma festa à fantasia? E essa sua roupa? Não faço idéia do que você está fantasiada - nunca vi ninguém de branco numa festa de Halloween!

- Poxa!! - magoada - Eu me empenhei tanto em parecer com a Noiva Cadáver! Você nunca viu esse filme? É uma animação do Tim Burton!

- Não gosto muito de desenhos... por isso não conheço. 

Lucas diminuiu a velocidade pois seu velho Ka 1.0 gemia na subida e nas curvas. No painel uma luz começou a piscar insistentemente. Percebeu - tardiamente - que não tinha gasolina suficiente para completar a viagem. Pensou em descer em ponto morto, mas ficou com medo de não conseguir controlar o carro. Quando o carro parou, já estava nas imediações da Floresta da Tijuca, conseguia ver ao longe, a curva que levava lá. Resolveu falar antes que sua irmã perguntasse o motivo da parada. Do lado de fora, uma escuridão assustadora envolvia o carrinho e uma bruma leve levantava do lago à sua frente. 

- Berê... Acabou a gasolina. Vou ter que arrumar ajuda - talvez um ou dois litros de gasolina sejam suficientes. Vou subir essa estrada porque ali em cima, próximo à Floresta, parece ter uma festa - fica mais fácil pedir ajuda. Não quer subir comigo?

- Caramba, Lulu, é típico de você esquecer das coisas, mas botar gasolina devia ser o básico né? Vou esperar aqui bem aqui, tá brincando que vou subir esse pedação de estrada!

- É perigoso ficar sozinha. Aqui tem muitos bandidos. 

- Ah... fica tranquilo! Pode deixar que eu tranco as portas do carro, vou deixar a luz acesa e ficar ouvindo música enquanto você não volta!

- Ok, se é assim que prefere. Aposto que vou e volto bem rápido mesmo. Você com esse salto, seria mesmo incapaz de me seguir! - ato contínuo, ele tirou a chave da ignição e o chaveiro com um enorme são bernardo balançou na direção dela. 

Lucas seguiu para a traseira do carro e localizou uma garrafa vazia de coca-cola e um pedaço de mangueira. Bateu a porta da mala e começou a subir a estrada.

No começo, Berenice não percebeu o tempo passar, entretida que estava na música. Mas quando o rádio começou a falhar e ela percebeu que a bateria do carro estava indo para o saco, olhou para o relógio e percebeu que havia passado muito mais de uma hora. 

Tentou olhar pela janela fechada, na escuridão, mas não conseguia enxergar nada. Desligou o rádio para poder pelo menos manter a luz interna do carro acesa. Pegou o celular e tentou ligar para o irmão, mas o Alto da Boa Vista era praticamente o triângulo das bermudas dos sinais de celulares. Seus celulares de duas operadoras diferentes, mantinham-se incólumes, buscando incessantemente um sinal que não chegaria a eles.

Pensou em abrir a porta e sair do carro, mas tinha tanto medo de estar num lugar deserto e no escuro, que desistiu. A cada cinco minutos, olhava o relógio e procurava entre as sombras das árvores, seu irmão.

Cansada de esperar, resolveu sair do carro. Manteve a porta aberta e olhou discretamente para fora. Resolveu que devia sair do carro e procurar o irmão ou tentar descer a estrada. A primeira coisa em que pensou foi tentar encontrar alguma coisa na mala do carro que pudesse servir de proteção. 

Apertou a alavanca abaixo do volante e saiu do carro, atenta a qualquer ruído estranho. Levantou a porta da mala quando ouviu um farfalhar de folhas e passos no asfalto. Aliviada, chamou:

- Lucas? É você? Eu já estava preocupada...

Ao longe, percebeu uma sombra que sobressaía à sombra de uma ÁRVORE. Era muito maior que seu irmão mirrado. Olhou rapidamente para a mala do carro, procurando uma chave de roda ou pé de cabra, mas a única coisa que encontrou foram os pedaços de um BUMERANGUE AZUL velho.

Bateu a mala e correu de volta para dentro do carro. Fechou o trinco com o coração batendo a mil, quando finalmente o viu.

O homem era enorme. Estava descabelado e sujo. Seu rosto macilento e descarnado arrepiou todos os pelos de sua nuca. Ele tinha barbas longas e desgrenhadas. Seus olhos reluziam a raiva de um tigre engaiolado. Sua camisa branca e amassada estava imunda. Suas mãos pingavam sangue fresco de uma faca de caça. A outra mão mantinha-se escondida atrás das costas.

Berenice estava apavorada com a imagem na sua frente. Viu o homem aproximar-se lentamente do carro quando percebeu que sujeira que revestia a camisa não era apenas sangue. Pareciam pedaços de pele e entranhas.

Pensou rapidamente se deveria sair do carro e correr gritando e pedindo ajuda ou se deveria ficar na segurança do veículo. 

Resolveu ficar no veículo, porque antes que pudesse mudar de idéia, o homem bateu com as palmas das mãos na sua janela. 

Olhou para o homem que sorria com dentes amarelos e abria a calça passando a língua sobre os lábios. Estava cada vez mais assustada, porém agradecia ao fato de estar trancada no carro, protegida do homem pelos vidros.

Foi nesse instante, que ele levantou cuidadosamente a mão que mostrava o óculos quebrados de seu irmão e uma chave de carro com um São Bernardo pendurado. 

Ele enfiou a chave na fechadura e puxou Berenice com força para fora. A última coisa ouvida foi um grito assustador dado pela jovem.








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 ¹ "O Aliciador", livro de Donato Carrisi transformado em filme. Na história, o criminologista Goran Gavila e a equipe de homicídios enfrentam um caso perturbador: seis braços direitos de meninas entre 9 e 13 anos são desenterrados em um bosque. Cinco das crianças identificadas haviam desaparecido na última semana. Conforme os cadáveres emergem, as esperanças de que a sexta menina esteja viva provocam uma corrida contra o tempo, mas, em vez de levarem a equipe ao culpado, as pistas revelam-se parte de um plano friamente arquitetado pela mente cruel e brilhante do assassino, que parece estar sempre um passo à frente.
Quem tiver curiosidade de ler o livro: http://www.skoob.com.br/livro/64977


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Concurso de Fanfiction na Bienal do Livro do RJ - 2013

Posted by Aptos on 17 de agosto de 2013 20:00 in , , , , ,

Concurso de Fanfiction na Bienal do Livro do RJ - 2013




REGRAS:                                                                                                                                      - Idade Mínima: 10 anos e residentes em território nacional.

- Inscrições gratuitas entre 06/08/13 à 20/08/13, através do blog do projeto #acampamento na bienal.

- Cada participante poderá escrever textos com, no máximo 5.300 caracteres, inéditos e originais, em língua portuguesa. Qualquer situação de plágio remeterá à desclassificação.

PRÊMIOS

- 1º Lugar: 1 Kit com 12 livros autografados por autores do “Acampamento na Bienal”. 
- 2º Lugar: 1 Kit com 10 livros autografados por autores “Acampamento na Bienal”. 
- 3º Lugar: 1 Kit com 6 livros autografados por autores “Acampamento na Bienal”. 


RESULTADO

A premiação acontecerá no dia 07 de setembro de 2013, ás 12h em evento aberto ao público, na XVI Bienal do Livro Rio no espaço #Acampamento na Bienal.

Eu e a Paty estamos participando!

Samantha: Baile de Inverno

Assim que disponibilizarem nossas fanfics, linkarei os textos aqui!






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Resposta ao Desafio da Leitora Bianca Santana - Desafio da Imagem

Posted by Aptos on 30 de maio de 2013 13:00 in , , , ,
No dia 22 de Maio de 2013, a leitora Bianca Santana, nos desafiou com uma imagem. Segue abaixo a resposta ao desafio! Leia aqui o desafio.

Estou numa pegada romântica e sofredora, devido a ter acabado de ler "O amor nos tempos do Cólera" do Gabriel Garcia Marquez. Então, o texto, saiu curtinho, com uma história sofrida, porém escrito com o maior carinho.





Era a primeira nevada de janeiro. As pistas de caminhada e corrida, estavam levemente cobertas por uma fina camada de gelo. Embora a leve escuridão marcasse o término da tarde, nenhum dos postes tinha se acendido ainda.

Mark não sentia frio. Embora nevasse e a temperatura estivesse beirando zero grau, não estava tão frio que fosse impossível suportar. Seu paletó surrado, suas velhas e cerzidas calças e seus tênis já haviam visto dias melhores, mas desde que Lauren se fora, ele não fazia a menor questão de viver mais.

Estava quase desistindo, quando semanas atrás sua filha o encontrou. Conversaram bastante e ela havia lhe prometido uma surpresa para hoje...

Fechou os olhos e reviu cenas antigas de sua vida. Como ele e Lauren se esbarraram no Park. Ele, sentado em um banco, enquanto pintava a paisagem e ela, sempre correndo animada pelas trilhas. 

Um dia ele, encantado com sua elegância, começou a pintá-la, observando os poucos momentos em que ela parava para beber água ou mesmo amarrar o tênis e assim, guardando de memória, começou a fazer um retrato daquela que amava em silêncio.

Até que um dia, ela o notou. Curiosa, parou e ali, naquele início de conversa, perceberam tantas coisas em comum, que a conversa se estendeu até o fim da manhã sem que se passasse um minuto sequer de silêncio.

Suas almas se entendiam como muitas pessoas sequer imaginavam que poderia acontecer um dia.

E assim, o romance começou. Viam-se todos os dias. Mark, retomou a faculdade de economia e largou as cadeiras de Belas-Artes. Pintar, voltou a ser um hobby e agora, só pensava em se tornar alguém que pudesse dar a Laureen uma vida de conforto.

Conseguiu um bom emprego como executivo júnior e juntava dinheiro para fazer aquilo que ele julgava mais romântico. Gostava de surpreender Laureen. Porém, sempre eram mimos pequenos. Uma flor, um gesto, um carinho...

Juntou dinheiro e aproveitou o recém-inaugurado programa "Adote um Banco" do Central Park e finalmente foi capaz de redigir sua declaração de amor numa pequena plaquinha que seria afixada num banco. Escolheu aquele banco querido, em que se sentaram juntos pela primeira vez descobrindo mais afinidades em um dia do que muitos casais jamais descobrem por toda a vida.

E levou-a radiante pelo parque, prometendo uma surpresa. Ziguezagueou pelas alamedas, distraindo propositalmente até encontrá-lo.

Ajoelhou-se em frente a seu grande amor, e repetiu as palavras gravadas no banco: "Minha doce Laureen, Eu te amo, te adoro e sempre lembro de você. Quer casar comigo?"

Laureen desmanchou-se em sorrisos e um sim entremeado de lágrimas foi ouvido.

Aquele foi o dia mais feliz de sua vida. Casaram-se seis meses após o pedido. O parque fazia parte de suas vidas. Seus fins de semana, eram dedicados a piqueniques e mesmo depois de anos casados, agiam como adolescentes.

A única tristeza do casal, era Laureen não conseguir engravidar. Até que veio a grande depressão e as falências. E, seguida dela, a perda de seu emprego, o vício em jogos e bebidas. Não conseguia suportar viver às custas da mulher. E seu relacionamento foi se deteriorando até os afastar. Um dia, em meio a brigas e discussões, saiu de casa para não mais voltar.

Nunca soube que deixou Laureen grávida. Vagou pelas ruas bebendo e esquecendo de quem foi um dia. Dormia no parque, comia sobras de lanches, sopões e nos dias mais frios, sempre havia um abrigo a lhe acolher.

E hoje, depois de tantos anos, sua filha recém-descoberta finalmente resolveu que ele estava pronto para conhecer sua neta. Ela trouxe pela mão uma pequena saltitante, que lhe entregou uma tulipa vermelha.

Sorriu desdentado para a filha que prometeu ajudar e tirá-lo da rua. Não aceitou. Apesar de viver nas ruas, era um homem orgulhoso. Não aceitaria isso. Despediu-se da filha

Estava triste por ter perdido o crescimento de sua filha, porém satisfeito por conhecer sua neta.

Girou levemente a tulipa entre os dedos e soube que ainda havia alguma esperança.



*     *     *      



*Nota da Autora: O Central Park possui vários programas de doações para conservação do parque. Um dos programas realmente chama-se Adopt a bench, e ele consiste em fazer uma doação para conservação (a partir de US$7,000, porém quando o valor é superior a US$ 25,000, automaticamente, o doador ganha o direito de ter uma plaquinha fixada num dos bancos do parque. Lembrando, que atualmente, o Central Park possui aproximadamente 9 mil bancos, dentre os quais já foram "adotados" 2 mil bancos. Existem realmente pedidos de casamento, mas a grande maioria é em memória a parentes e amigos falecidos. Porém todos têm algo interessante e uma história por trás da placa. Veja algumas fotos aqui (será que você achará a placa que escolhi para contar uma história???)

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Desafio Triplo: Os Silurianos da Lei Áurea

Posted by Unknown on 28 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,
Imagem:

Tempo e espaço:
"Era um lindo dia de sol e os relógios trazidos diretamente de Portugal, soaram três badaladas. No pátio do Paço dos Vice-Reis, ouvia-se claramente manifestações pacíficas, devidamente contidas pelos guardas imperiais. A multidão gritava e se regozijava enquanto a princesa e o ministro da agricultura estavam prontos a assinar e promulgar uma nova lei."

Cinco palavras:
- Terremoto
- TARDIS
- Dissabores
- Capoeira
- Pólvora


Esse desafio é uma fanfic de Doctor Who, seriado britânico da BBC. É o maior seriado de ficção cientifica já produzido, e na minha opinião o melhor.
Tentei escrever o texto como se fosse um episódio, então se você já conhece Doctor Who vai apreciar mais uma de suas aventuras, se não o conhece, vai gostar de conhecê-lo.

Como o texto é grande vou deixar duas formas para ler:

Se preferir o PDF clique aqui.


Ou leia online pelo Issuu:


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Resposta ao Desafio de Páscoa - Desafio do Tempo e do Espaço! - Nanda x Sammy

Posted by Aptos on 23 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,


"O sol está queimando a tudo que toca, até as folhas parecem meio murchas, sedentas. A floresta está silenciosa em expectativa. Aqui e ali vemos pedacinhos de ovos brilhando ao sol. Risadas de crianças são ouvidas ao longe."


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OSTARA - Uma história de Páscoa


"E então... Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação aconteceu por completo e o coelho continuou com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais."

- Por isso, minha querida, nós pintamos os ovos em Ostara, marcando o início da primavera...

- Ai que linda essa história, vovó! - gritaram as crianças - Agora podemos procurar os ovos?

Kalleen era bruxa. E como toda bruxa, em tradição familiar, passava seus conhecimentos através das gerações. Da mesma maneira como tinha aprendido com sua mãe, que por sua vez, também tinha aprendido com a sua... E agora, ensinava a seus três netos, que estavam ansiosos por correr pela clareira da Floresta da Tijuca, onde há poucos minutos, haviam escondido os ovos brilhantes e pintados...

Olhou à volta e tanto suas crianças, como os filhos de seus irmãos do coven já haviam se espalhado à procura dos ovos. Este ano, inovaram... Cestinhas haviam sido confeccionadas e os ovos acomodados dentro. Assim, não haveria desperdício dos ovos, que seriam descascados e comidos e suas cascas abençoadas, seriam misturadas à terra, em honra à Eostre, deusa da alvorada.

No centro do círculo, os bruxos mais jovens concentravam suas energias no caldeirão repleto de água e flores colhidas para o feitiço. 

As mocinhas, preocupavam-se em colher o orvalho das folhas, que em sua crença, tinham um poder de rejuvenescimento e purificação maior do que qualquer renew ou produto similar do mercado! 

Já os rapazes preocupavam-se com o coelho, que seria assado ao término do ritual e como sua carne traria beleza, fertilidade e porquê não dizer também, masculinidade a quem o comesse, por isso, deveria ser feito com o máximo de cuidado e dedicação.

Reinava paz, concentração e tranquilidade no ritual, até que o silêncio foi quebrado pelas risadas das crianças.

Kalleen sentou-se sob o sol, sentindo o calor aquecer seus velhos ossos. Fechou os olhos em meditação e desvinculou-se do mundo real. Enxergou à sua frente a Deusa, transformando o pássaro e sorriu em expectativa.

Adorava a primavera. A preparação para o verão, era sua estação favorita. Nem calor em excesso, nem frio demais. Uma fina e rápida chuva deu de beber às sedentas árvores e folhas que antes, murchavam pelo frio do inverno e sol do início da primavera. Era a estação mais perfeita de todas! 

Abriu os olhos e os raios de sol toldaram sua visão por um momento. Pôs as mãos em concha, protegendo a vista e viu a deusa se aproximando. Levantou-se em direção a ela e disse-lhe:

- Senhora da Alvorada, Deusa da Beleza e Fertilidade, Madrugada Radiante, a chuva caiu e a primavera chegou. Desta forma, recomeça a vida que estava adormecida... 

Todos aproximaram-se da anciã e deram as mãos. Até mesmo as crianças, compenetradas com o ritual sentiam-se parte da terra e como sementes desabrochando e sentindo o poder e a energia da Deusa passando por eles.

Agradeceram aos ancestrais pelas conquistas e pediram renovação para o novo ciclo. Em seguida, soltaram as mãos e completaram o ritual com danças, festa e muita alegria.





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