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Resposta ao Desafio da Leitora Bianca Santana - Desafio da Imagem

Posted by Aptos on 30 de maio de 2013 13:00 in , , , ,
No dia 22 de Maio de 2013, a leitora Bianca Santana, nos desafiou com uma imagem. Segue abaixo a resposta ao desafio! Leia aqui o desafio.

Estou numa pegada romântica e sofredora, devido a ter acabado de ler "O amor nos tempos do Cólera" do Gabriel Garcia Marquez. Então, o texto, saiu curtinho, com uma história sofrida, porém escrito com o maior carinho.





Era a primeira nevada de janeiro. As pistas de caminhada e corrida, estavam levemente cobertas por uma fina camada de gelo. Embora a leve escuridão marcasse o término da tarde, nenhum dos postes tinha se acendido ainda.

Mark não sentia frio. Embora nevasse e a temperatura estivesse beirando zero grau, não estava tão frio que fosse impossível suportar. Seu paletó surrado, suas velhas e cerzidas calças e seus tênis já haviam visto dias melhores, mas desde que Lauren se fora, ele não fazia a menor questão de viver mais.

Estava quase desistindo, quando semanas atrás sua filha o encontrou. Conversaram bastante e ela havia lhe prometido uma surpresa para hoje...

Fechou os olhos e reviu cenas antigas de sua vida. Como ele e Lauren se esbarraram no Park. Ele, sentado em um banco, enquanto pintava a paisagem e ela, sempre correndo animada pelas trilhas. 

Um dia ele, encantado com sua elegância, começou a pintá-la, observando os poucos momentos em que ela parava para beber água ou mesmo amarrar o tênis e assim, guardando de memória, começou a fazer um retrato daquela que amava em silêncio.

Até que um dia, ela o notou. Curiosa, parou e ali, naquele início de conversa, perceberam tantas coisas em comum, que a conversa se estendeu até o fim da manhã sem que se passasse um minuto sequer de silêncio.

Suas almas se entendiam como muitas pessoas sequer imaginavam que poderia acontecer um dia.

E assim, o romance começou. Viam-se todos os dias. Mark, retomou a faculdade de economia e largou as cadeiras de Belas-Artes. Pintar, voltou a ser um hobby e agora, só pensava em se tornar alguém que pudesse dar a Laureen uma vida de conforto.

Conseguiu um bom emprego como executivo júnior e juntava dinheiro para fazer aquilo que ele julgava mais romântico. Gostava de surpreender Laureen. Porém, sempre eram mimos pequenos. Uma flor, um gesto, um carinho...

Juntou dinheiro e aproveitou o recém-inaugurado programa "Adote um Banco" do Central Park e finalmente foi capaz de redigir sua declaração de amor numa pequena plaquinha que seria afixada num banco. Escolheu aquele banco querido, em que se sentaram juntos pela primeira vez descobrindo mais afinidades em um dia do que muitos casais jamais descobrem por toda a vida.

E levou-a radiante pelo parque, prometendo uma surpresa. Ziguezagueou pelas alamedas, distraindo propositalmente até encontrá-lo.

Ajoelhou-se em frente a seu grande amor, e repetiu as palavras gravadas no banco: "Minha doce Laureen, Eu te amo, te adoro e sempre lembro de você. Quer casar comigo?"

Laureen desmanchou-se em sorrisos e um sim entremeado de lágrimas foi ouvido.

Aquele foi o dia mais feliz de sua vida. Casaram-se seis meses após o pedido. O parque fazia parte de suas vidas. Seus fins de semana, eram dedicados a piqueniques e mesmo depois de anos casados, agiam como adolescentes.

A única tristeza do casal, era Laureen não conseguir engravidar. Até que veio a grande depressão e as falências. E, seguida dela, a perda de seu emprego, o vício em jogos e bebidas. Não conseguia suportar viver às custas da mulher. E seu relacionamento foi se deteriorando até os afastar. Um dia, em meio a brigas e discussões, saiu de casa para não mais voltar.

Nunca soube que deixou Laureen grávida. Vagou pelas ruas bebendo e esquecendo de quem foi um dia. Dormia no parque, comia sobras de lanches, sopões e nos dias mais frios, sempre havia um abrigo a lhe acolher.

E hoje, depois de tantos anos, sua filha recém-descoberta finalmente resolveu que ele estava pronto para conhecer sua neta. Ela trouxe pela mão uma pequena saltitante, que lhe entregou uma tulipa vermelha.

Sorriu desdentado para a filha que prometeu ajudar e tirá-lo da rua. Não aceitou. Apesar de viver nas ruas, era um homem orgulhoso. Não aceitaria isso. Despediu-se da filha

Estava triste por ter perdido o crescimento de sua filha, porém satisfeito por conhecer sua neta.

Girou levemente a tulipa entre os dedos e soube que ainda havia alguma esperança.



*     *     *      



*Nota da Autora: O Central Park possui vários programas de doações para conservação do parque. Um dos programas realmente chama-se Adopt a bench, e ele consiste em fazer uma doação para conservação (a partir de US$7,000, porém quando o valor é superior a US$ 25,000, automaticamente, o doador ganha o direito de ter uma plaquinha fixada num dos bancos do parque. Lembrando, que atualmente, o Central Park possui aproximadamente 9 mil bancos, dentre os quais já foram "adotados" 2 mil bancos. Existem realmente pedidos de casamento, mas a grande maioria é em memória a parentes e amigos falecidos. Porém todos têm algo interessante e uma história por trás da placa. Veja algumas fotos aqui (será que você achará a placa que escolhi para contar uma história???)

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Desafio Triplo: Os Silurianos da Lei Áurea

Posted by Unknown on 28 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,
Imagem:

Tempo e espaço:
"Era um lindo dia de sol e os relógios trazidos diretamente de Portugal, soaram três badaladas. No pátio do Paço dos Vice-Reis, ouvia-se claramente manifestações pacíficas, devidamente contidas pelos guardas imperiais. A multidão gritava e se regozijava enquanto a princesa e o ministro da agricultura estavam prontos a assinar e promulgar uma nova lei."

Cinco palavras:
- Terremoto
- TARDIS
- Dissabores
- Capoeira
- Pólvora


Esse desafio é uma fanfic de Doctor Who, seriado britânico da BBC. É o maior seriado de ficção cientifica já produzido, e na minha opinião o melhor.
Tentei escrever o texto como se fosse um episódio, então se você já conhece Doctor Who vai apreciar mais uma de suas aventuras, se não o conhece, vai gostar de conhecê-lo.

Como o texto é grande vou deixar duas formas para ler:

Se preferir o PDF clique aqui.


Ou leia online pelo Issuu:


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Desafio Triplo para Denize!

Posted by Aptos on 23 de maio de 2013 05:00 in , , ,


Já que a Denize pediu um desafio, resolvi dar a ela algo temático. Considerando que dia 13/05 foi dia da abolição da escravatura... Segue abaixo o desafio TRIPLO!


Imagem:




Tempo e Espaço:

"Era um lindo dia de sol e os relógios trazidos diretamente de Portugal, soaram três badaladas. No pátio do Paço dos Vice-Reis, ouvia-se claramente manifestações pacíficas, devidamente contidas pelos guardas imperiais. A multidão gritava e se regozijava enquanto a princesa e o ministro da agricultura estavam prontos a assinar e promulgar uma nova lei."



Palavras:

  • Terremoto
  • TARDIS
  • Capoeira
  • Dissabores
  • Pólvora



Sai dessa agora, Denize!!!!​

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Resposta ao Desafio do Dia das Mães - Desafio de Imagem

Posted by Aptos on 16 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,
Desafio para o Dia das Mães - O presente da mamãe!

Nossa querida Nanda, nos desafiou com imagens para o dia das mães. Foi devidamente aceito, porém infelizmente não houve tempo hábil para escrever e postar antes do Dia das Mães... então.... 

Segue abaixo a imagem e o desafio. Sabe... desta vez quis inovar e escrever algo para crianças. Então, essa história, vai para todas as mamães que querem contar uma historinha antes de colocar seu filhotinho para dormir... 



Cinco Corujinhas irmãs
Viviam a brincar
Escondidas nas asas da mãe
Com medo de sair e voar

De todas, a menor era a Bolinha
Também era a mais levada
Arriscou sair da asinha
Porque era a mais ousada

A mais velha era a Mocinha
Também era a mais sábia
Enrolava sua mãezinha
Porque tinha uma grande lábia

Todas as outras eram medrosas
Não saíam nem para passear
Mas agora realmente,
A história vou lhes contar...


As cinco corujinhas se reuniram. Queriam dar um presente para a Mamãe Coruja. Dia das Mães se aproximava e assim como os humanos, as corujinhas queriam preparar algo diferente. Queriam demonstrar todo seu amor pela mamãe mais linda do mundo que as alimentava, protegia do frio e dos predadores, oferecendo para ela um presente.

A idéia delas, que eram todas tão branquinhas, era conseguir uma flor colorida para enfeitar a mamãe. Briga daqui, briga de lá... Ninguém queria se arriscar. Estavam seguras na toca da mamãe. 

Bolinha, apesar de menor, era também a mais corajosa. Mas ninguém queria deixá-la sair sozinha a procurar. Afinal, ela também era uma corujinha muito inconsequente. Nunca pensava no que podia dar errado. Então... ficou decidido que ao amanhecer, sairiam Bolinha e Mocinha.

Isso, porque as corujas, são bichinhos notívagos. De noite elas estão acordadas e de dia dormem... Assim, poderiam sair quando Mamãe Coruja estivesse dormindo e aí poderiam procurar uma linda e cheirosa flor com calma.

O maior problema, é que estavam no inverno. E o inverno era bastante rigoroso naquela região. As árvores, os arbustos, até mesmo a relva... Tudo à volta revelava uma paisagem única, branquinha e coberta de neve.

O dia amanheceu e Bolinha e Mocinha colocaram suas patinhas fora do Oco do Tronco, onde elas moravam. Voltaram rapidamente, pois a luz ofuscou seus olhos. Esperaram alguns instantes para acostumarem e saíram... Com muito medo do mundo lá fora...

Depois de alguns minutos voando, Bolinha não resistiu e mergulhou em direção a um monte de neve... Saltava contente e enfiava a cabeça na neve, se escondendo. Piava chamando a irmã:

- Mocinhaaaaa! Adivinhe onde estou!

A irmã ria e balançava a cabeça achando muita graça nas peraltices de Bolinha. 

- Olhe!!! - levantou vôo - Sou um floco de neve!!! - e planava na frente da irmã.

Mocinha, percebendo o avanço do dia, começou a ficar preocupada com o horário. E então, ralhou com a irmã!

- Comporte-se Bolinha! Viemos procurar um presente para mamãe! Foco no objetivo, guria!

E mesmo passando o dia voando sem parar, perceberam que embora a paisagem fosse linda, toda limpinha e branquinha, nenhuma flor conseguia sobreviver a tamanho frio. 

Já estavam desanimadas, quando viram bem ao longe um pontinho vermelho e marrom. Voaram depressa naquela direção, mas era apenas um esquilinho voltando para sua toca.

As duas não queriam voltar sem seu prêmio. Jamais admitiriam o fracasso perante suas irmãs. Mas o que poderiam fazer? Já estava escurecendo e Mamãe Coruja acordaria a qualquer momento. Se não as visse em casa, ficaria muito preocupada. Além disso, estavam tremendo de frio e mais um pouco, talvez nem conseguiriam voltar para casa, já que as penas estavam congelando.

Voltaram desoladas e nem tiveram coragem para entrar em casa. Sentaram no galho em frente à toca, onde Bolinha, a corajosa, agora chorava tristemente por ter fracassado. Com o frio, as duas estavam com as asinhas machucadas e geladas.

Mamãe Coruja acordou e saiu de casa ao ouvir o choro sentido de suas filhas. Compadeceu-se das duas, e entendeu imediatamente, que as duas tinham saído de casa. Também percebeu que elas estavam cobertas de neve e gelo. Tudo que Mamãe queria fazer agora era aquecer e cuidar de suas filhotinhas. Chamou as demais filhas, pois todas juntas envoltas pelas asas de sua mãe, com certeza conseguiriam aquecer as duas fujonas. 

E assim, num abraço coletivo, Bolinha e Mocinha se aconchegaram, deixando que o calor aquecesse suas penas úmidas e enregeladas.

Mamãe nem precisou brigar. Só seu olhar deixou as duas envergonhadas por saírem sem avisar à mamãe.Mocinha então, pigarreou de leve e disse: 

- Mamãe... desobedecemos à senhora... Saímos escondidas para procurar um presente que representasse todo amor que nós cinco sentimos pela senhora.

Mamãe Coruja deu um sorriso leve e disse:

- Filhotinhas Amadas, nenhum presente no mundo chega aos pés do bem mais precioso que eu tenho: VOCÊS.

Aquelas palavras aqueceram o coração das corujinhas que finalmente entenderam que não há presente maior no mundo que o amor.

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Desafio para Denize - Desafio Duplo: Tema + Imagem

Nossa querida amiga Denize, está precisando de Desafios! Como nossos leitores não têm se habilitado, cá estou eu desafiando-a!

Dessa vez, um desafio diferente. Sem frases ou palavras... Vai ser um desafio Temático!

Desafio Tema: Lendas Urbanas - Muito mais perto do que você imagina

E para complementar o desafio, uma imagem!





Denize, cai dentro!!!!

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Desafio da Imagem - Tema: Dia das Mães - por Nanda Cris

Posted by Nanda Cris on 11 de maio de 2013 06:00 in , , ,


- Vamos lá gente! Sorrindo!

Todos sorriem.

- Agora, olhe para o menino com cara de afeto!

Eduarda faz exatamente o que lhe é ordenado.

- Milena, pega a colher de pau e finge estar mexendo alguma coisa! Quero interatividade!

A menina pega a colher e finge colocar na mistura, ainda com o sorriso congelado na face.

- Lucas! Não levanta tanto o saco de farinha! Vai ficar na frente do seu rosto!

O menino tenta se manter sorridente, apesar da repreensão dita em voz dura.

- Isso, perfeito! Todo mundo congelado! Ninguém se mexe ou respira. E... foi! - o fotógrafo sorri aliviado - Conseguimos finalmente uma foto perfeita.



Eles se dispersam rapidamente, aliviados por estarem livre daquela sessão de tortura. Já tinham perdido as contas de quantas fotos tinham tentado para aquele comercial de farinha de trigo.

As crianças seguiram correndo, brincando de pegar para o camarim coletivo que os três estavam dividindo. Eduarda ia atrás, seguindo-os. Começou a sentir um pouco os olhos marejados. A vivacidade daquelas crianças era algo que queria para sua vida, mas não parecia que seu destino era este. Secou discretamente as lágrimas antes de entrar no camarim.

E lá estavam Eduarda e Lucas com suas mães Andressa e Elisa. Aquele jovem casal lésbico tinha tudo o que ela gostaria de ter. Um amor forte, dois filhos lindos, e uma felicidade que estava estampada na face de toda a família.

Pegou sua bolsa, soltou um adeus fraco e saiu arrasada do camarim.

Este dia das mães ia ser especialmente ruim. Tinha acabado de se divorciar, porque encontrara seu marido com sua irmã na cama. O desgosto levara sua mãe, então, nem seria possível comemorar como filha esta data. E mesmo depois de 2 anos tentando desesperadamente engravidar do calhorda, nada conseguira, enquanto sua irmã ostentava uma linda barriguinha de 4 meses, gerada pelo seu marido traidor. O que era matematicamente interessante, uma vez que só pegara os 2 na cama havia 2 meses. Secou as lágrimas, levantou os ombros e foi pra casa. Jurou que nunca mais choraria pelo patife e não ia ficar se lamuriando pelos cantos!

Chegando em casa, tomou um calmante e foi dormir. Apagou completamente, só acordando no dia seguinte. Olhou pela janela e pensou:

- Hoje é sábado, véspera do dia das mães. Não tinha mãe, não tinha filho.

Olhou para a mesinha de cabeceira e viu seu tranquilizante. Podia tomar outro e dormir até segunda. Simplesmente pular o fim-de-semana. Não, não. Não era fraca a este ponto. Levantou-se e preparou um café. A cafeína a animou, mas só um pouquinho. Levou o notebook para a cama e deu uma espiada nos seus emails. Um deles chamou a atenção pelo título "Lar São José estará em festa neste domingo!". Clicou.

O Lar São José para Crianças sem Lar estará em festa neste domingo! Venha curtir muita música, diversão e sentir o afeto dessas crianças que não tem lar, mas tem muito amor para compartilhar!
Estamos todos de braços abertos, esperando por vocês!
A entrada é um quilo de alimento não perecível.
Todos nós esperamos por vocês!

E logo abaixo, vinha uma foto das crianças.



Percebeu uma menininha com colar cervical. Lembrou-se quando era pequena e precisou usar aquilo também. Ganhara o apelido de girafa naquela época. Decidiu-se. No dia seguinte iria ao Lar São José para conversar com aquela menininha.

Passou o resto do sábado, indo de loja em loja, comprando presentes para as crianças. Pela foto, dava para saber quantos eram meninos, e quantas eram meninas, então, comprou para todos. Seu dia foi muito animado.

O domingo chegou e, com ele, uma forte indisposição. Sentia-se fraca, enjoada. Tinha que parar de abusar tanto dos tranquilizantes. Pensou nas crianças e aquilo deu um ânimo. Resolveu ir ao orfanato mesmo assim. E não se arrependeu. Lá chegando, foi muito bem recebida, com sorrisos, abraços e muito carinho. Distribuiu os presentes, contou histórias, descobriu que a menininha não ligava de usar o colar, pois todos eram muito bondosos com ela e nunca faziam piada do seu problema. Estava muito feliz, mas ao longo do dia, foi ficando pior. Saiu da festa mais cedo, prometendo voltar e com uma pasta cheia de desenhos de todas as crianças. Passou no pronto-socorro perto de sua casa e acabou desmaiando ali mesmo. Não tinha conseguido comer nada naquele dia devido o enjoo. Seu açúcar baixou e ela simplesmente apagou. Acordou numa maca, com soro e um médico fazendo anotações numa prancheta. Sentia a boca seca.

- Doutor?

- Ah, até que enfim acordou, minha filha!

- O que eu tenho doutor?

- Você teve uma hipoglicemia e desmaiou. Fizemos um exame de sangue e está tudo normal com você.Após tomar o soro, você já estará liberada para ir pra casa.

- Que bom doutor!

- Sim, e vai melhorar agora. Todos esses anos de profissão, nunca tive o prazer de dizer isso num "Dia das mães": você está grávida, minha filha.

- Grávida??

- Sim!

Ela não conseguia responder, apenas sentia as lágrimas escorrendo. Só conseguia agradecer a Deus e pensar:

"Mamãe, eu consegui, sou uma pessoa completa agora."


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Desafio da Imagem: Dia das mães!

Posted by Nanda Cris on 7 de maio de 2013 05:00 in , , , , , ,
Meninas! Vamos botar a cabeça para funcionar e escrever um desafio de dia das mães?

Denize


Marcinha


Nanda


Paty


Sammy

Valendooooooooooooooo!

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Nas profundezas do oceano

Posted by Nanda Cris on 15 de março de 2013 06:00 in , ,
- Shera, não seja tão infantil!

- Maros, não estou sendo infantil! Simplesmente me recuso a considerar essa hipótese. Estou apenas sendo prática.

- Prática? Você vive em um mundo de sonhos, cercada de coisas perfeitas. O que você sabe sobre praticidade?

- Pelo visto sei mais do que você, que prefere ficar esperando os acontecimentos. Vamos pegar nossos ovos e fugir!

- Shera, sou o príncipe herdeiro, não posso abandonar meu povo, quantas vezes preciso dizer?

- E eu sou o que? Meu pai tem todo um futuro traçado para mim. Casarei com Hernos, para unir nossos reinos e aumentar ainda mais a sua dinastia. Não sou uma qualquer! Também sou da realeza.

- Eu sei, não foi isso que eu quis dizer...

- Até porque, não me lembro de ter produzido esses ovos sozinha!

- Ora, não, claro que não...

- Maros, onde está o guerreiro por quem me apaixonei? Parece uma criancinha se escondendo atrás da coroa do papai. Eu também tenho muito o que perder por aqui, mas não me importo! Troco todas as regalias, por uma vida com você e nossos filhotes.

- Você não sabe o que diz...

- Sei, sei sim. Não sou criança. Sei cada consequência que surgirá dos meus atos. A grande pergunta é: eu não me importo pelo que vou perder... e você?

Neste momento, o casal foi interrompido pelo som de nadadeiras que se aproximavam rapidamente.

Shera olhou por cima do ombro e pode ver os guardas de seu pai de aproximando, precedidos pelo próprio Rei Thitos, que tinha uma expressão furiosa. Ela abraçou-se a Maros, num gesto de desafio, com uma expressão determinada no rosto. Não desistiria sem lutar.

Maros soltou um suspiro aliviado. Odiava confrontos e Shera o estava colocando contra a parede mais uma vez. A interrupção não poderia ter surgido em melhor hora. Sentiu que ela o abraçava com força, mas não retribuiu. Não queria que Thitos considerasse qualquer afronta de sua parte. Manteve o rosto impassível. Era muito bom nisso.



- Shera, explique-se. - Thitos falou com sua voz de trovão.

- Pai, eu quero me casar com Maros. Não desejo ter nada com Hernos.

- E desde quando você toma decisões estratégicas para o reino, mocinha?

Neste momento Maros desvencilhou-se o mais delicadamente que podia de Shera e chegou para frente, afastando-se dela o mais que podia.

- Senhor, entendo completamente seu desapontamento e tenho a dizer que sou totalmente a favor da sua decisão. Também já sou prometido. Eu e Shera nunca poderíamos nos unir, uma vez que nossos irmãos mais velhos já selaram a união entre nossos reinos.

- Fico feliz que você compartilhe da minha visão, Maros. Dê lembranças ao seu pai. Minha filha, vamos agora para casa, seu pedido não há razão de ser.

Shera, com um ar desolado, olhou para seus ovos e sentiu uma determinação brotar.

- Papai, agora entendendo que este calhorda quis apenas me usar e eu amaldiçôo-o cem vezes por isso. Que seu reino nunca encontre a fartura e seu povo pereça em doenças e dor. - Shera soltava rajadas de ódio enquanto encarava Maros. Voltou-se para o seu pai e apontou os ovos com a mão trêmula - Papai, meus filhos...

- Filhos? Por Zeus! - Thito aproximou-se furioso de Maros - O que você fez com ela, seu moleque?

Maros apenas o encarou, petrificado. Shera olhava o desenrolar dos fatos com um sorriso de satisfação no rosto.

- Ah, agora não sabe o que falar, hem? Pois bem, a honra da minha filha vem antes das questões políticas do reino. Avise ao seu pai que o casamento entre vocês está marcado para a próxima lua cheia. É isso, ou guerra. Vocês escolhem o que preferem. - e voltando a atenção para os guerreiros que o seguiam, ordenou - carreguem os ovos até a incubadora real.

Alguns guerreiros pegaram os ovos delicadamente e se afastaram, a fim de cumprir as ordens reais. Aproveitando-se deste momento de agitação, Shera aproximou-se de Maros furtivamente e murmurou:

- Eu sempre consigo tudo o que eu quero, queridinho. Nunca se esqueça disso.




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Desafio de imagem: Fada dos Sonhos

Posted by Unknown on 12 de março de 2013 06:00 in , ,

Respondendo, finalmente, ao desafio de imagem proposto pela Nanda (Obrigada Nanda, e obrigada Marcinha que me deu uma inspiração para escrevê-lo):



FADA DOS SONHOS

Dinoráh esperou muito por aquele dia, o dia em que sua aluna estaria pronta para a missão. Foram anos e anos de muito treino e muitas dificuldades. Não é fácil treinar uma fada desde bebê a se tornar forte o bastante para uma missão tão importante como aquela. Devia treinar seus pensamentos, emoções, poderes, fraquezas. 
Dois mil longos anos de treino duro, mas Melissa era muito dedicada e parecia ser perfeita para a missão, esteve pronta até antes do tempo. Algo dentro dela a fazia ser mais especial.
            Naquela manhã Melissa se despediu de suas amigas e foi até sua planta favorita, despedir-se dela também. Era uma planta grande e exótica, ela não era só cheia de vida, tinha alma como todas as outras daquele lugar. Mas essa em especial falava.
            - Então você está saindo para sua missão? – disse a planta.
            - Sim. – Melissa respondeu com um sorriso largo.
            - Então sente-se aqui em minha folha, quero te dar um ultimo carinho antes de você partir.
            Melissa sentou-se na sua grande amiga. Com o olhar distante e um sorriso começou a imaginar como seria sua nova vida. Era grande a expectativa, pois fora treinada para aquilo desde muito pequena, e era um cargo muito importante o que iria ocupar.
            Melissa fora designada para ir à Terra, no inicio dos tempos. Ela seria a Fada dos Sonhos dos humanos, e a grande responsável por todas as vitórias daquela raça, todo o desenvolvimento, pois sem sonhos ninguém sai do lugar. E ela, tão sonhadora que era, seria a escolha perfeita.
            Os membros do Conselho Universal das Fadas, não estavam muito contentes em enviar uma fada tão jovem para uma missão dessas, que faria crescer ou destruiria toda uma raça, mas Dinoráh lutou bastante para que sua fadinha fosse aceita logo na missão. Ela sabia que a pequena estava mais do que pronta.
            O orgulho era visível em seu rosto enquanto olhava para Melissa, e dizia as palavras mágicas. A magia começou a acontecer, saindo de sua varinha e caindo suavemente sobre Melissa, que sentiu uma brisa macia e doce tocar-lhe, os olhos brilhavam de tanta expectativa.
            Sonhava muito com o que encontraria na Terra, e como não o faria? Era a Fada dos Sonhos!
            Ao chegar à Terra encontrou homens das cavernas, vivendo do que conseguiam encontrar na natureza. Achou aquilo muito lindo, pois na terra das fadas elas viviam em muita harmonia com a natureza.
Vivendo algum tempo com os humanos começou a assistir seus sonhos, eles queriam mais do que aquilo, começaram com a ideia de plantar o que comiam, criar seus próprios animais. Melissa foi incentivando cada ideia deles, plantando a magia dos sonhos em suas almas.
            Um pouco de progresso não faria mal, Melissa pensou, e foi incentivando. Logo eles pararam de viver em cavernas, começaram a construir algum tipo de habitação, uma sociedade.
Melissa sabia que estava na Terra para fazer os humanos progredirem. Ela não tinha tanto poder, na verdade seu maior poder era colocar esperança nas mentes das pessoas, para que não desistissem de seus ideais.
            O tempo foi passando, e em cada marco da história ela estava lá, a cada ideia que alguém tinha, ela plantava aquela semente de esperança, fazendo aquilo se tornar um sonho. E tudo ia muito bem.
            Mas Melissa viu quando os humanos começaram a sonhar por si só, e seus sonhos eram os piores possíveis. A humanidade começou a decair, uns pelas mãos dos outros.          
Ela estava em uma missão que já havia falhado antes mesmo de começar, pois a maioria dos humanos não precisava de sementinhas de sonhos para construir coisas, principalmente coisas ruins. Quem precisava dela eram os mais fracos e oprimidos.
Mas ela continuou lutando, plantando agora suas sementinhas só na mente daqueles que ela julgava ter bom coração. Sabia que não era isso que sua missão dizia, ela tinha que incentivar TODOS os sonhos humanos, mas ela não voltaria a sua terra se sentindo tão horrível. Ela se sentia um lixo por não conseguir fazer com que os humanos não destruíssem a si mesmos com seus sonhos doentes.
Desanimada e fraca, a Fada dos Sonhos foi denegrindo aos poucos, acabando-se. Ela não pôde mudar os humanos e seu sonhos horríveis, e também não tem conseguido plantar sonhos bons em quase nenhuma mente.
            Sua missão falhou assustadoramente, e aquele sorriso infantil de seu rosto deu lugar à lágrimas de dor. Agora seu único sonho é de que um dia fadas não sejam mais imortais, para que ela possa morrer, já que não há nada mais que ela possa fazer nesse mundo, e não tem coragem para voltar ao seu com tanto fracasso nas costas.

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Desafio Duplo da Imagem da Nanda (04/02/13) - By Sammy Freitas

Posted by Aptos on 22 de fevereiro de 2013 06:00 in , ,
Recebi uma imagem da Marcinha me desafiando e pensei... porque não desafiar a todas!? Então, lá vai... não é obrigatório e quem quiser, topa, quem não quiser, não topa!


Frases Propostas pela Nanda no Desafio: 

1. Seus olhos incendiaram-se ao fitá-lo.
2. Mais uma caneca, senhor?
3. Que péssima hora para começar a chover!
4. Podia vislumbrar tudo pelo tecido fino, deixando pouco para a imaginação.
5. O que você quer, criança?


* * *

Já tinha passado do alvorecer e o toque dos tambores ao longe indicava o encerramento dos festivais no castelo. Galthar estava exausto. Após 12 dias de cavalgadas incessantes, parando somente ao anoitecer para dormir em acampamentos improvisados, fizeram com que seu corpo pedisse um descanso e comida decente.

Prendeu seu cavalo no estábulo e entrou com cuidado na Taverna do Leão Faminto. Já estivera ali anos antes e tinha sido banido devido a uma confusão tola. Mas agora estava diferente e portava vestes e honrarias dignas de um mensageiro do rei.

Se alguém o reconheceu, não disse nada. Tom, o estalajadeiro, estava secando um copo com um pano sujo. Nunca entendeu essa obsessão que os taberneiros tinham de secar os copos. Bastava encher novamente de cerveja. Aquele pano dele estava tão imundo quanto sua meia, e preferia beber num copo sujo a beber naquele copo supostamente lavado e seco... 

Pegou uma caneca de cerveja no balcão e procurou o canto quieto e mais escuro e se jogou na cadeira. Acendeu seu cachimbo com a chama da vela que bruxeleava por cima da mesa. 

Uma mocinha pequena, com lindos cabelos encaracolados e bem negros, veio em sua direção. Fazia muito tempo em que não tinha estado com uma mulher, então encarou o decote em seu vestido com tamanha dedicação que quase podia vislumbrar tudo pelo tecido fino, deixando pouco para a imaginação. Seus  olhos seguiram atentamente a mão dela ajeitar o vestido leve com timidez.

- Mais uma caneca, senhor?

- Não, benzinho... Mas ficaria feliz em pedir que você me mostrasse o quarto... - respondeu com o olhar belicoso tomado de luxúria.

A mocinha ruborizou e seus olhos incendiaram-se ao fitá-lo.

Deu um sorriso maroto e perguntou o que tinha para comer, ainda encarando o decote.

Ela se recompõs e prometeu lhe trazer um prato de sopa, ensopado de vitelo ou qualquer outra porcaria que tivesse na cozinha. 

Distraiu-se olhando os tipos na taverna. Bêbado.. Arruaceiro... Bêbado.. Bêbado... Ladrão... Bêbado... Arruaceiro... Arruaceiro...

Tão previsível... Até que no canto oposto, observou um ser pequeno. Suspirou de leve. Detestava anões. Sua arrogância era inversamente proporcional ao seu tamanho. E aquele anão era realmente pequeno. O anão estava acompanhado por um mago jovem e dois elfos misteriosos. Suspeito... muito suspeito... 

Ainda observava o grupo, quando a mocinha parou em sua frente encobrindo sua visão. 

- O que você quer, criança?

- Trouxe seu ensopado. Não estava com fome?

Pegou a colher e o pão e começou a comer, fingindo desinteresse no restante da Taverna, mas percebeu que a cena com a taberneira, havia chamado uma atenção desnecessária do grupo para si. O elfo levantou e agora conversava com os dois arruaceiros apontando em sua direção. Tinha duas opções, terminar de comer e sair rapidamente ou entrar numa briga que prometia...

Optou por esperar. Estava faminto e terminar de comer não poderia fazer mal. Além disso, deu um jeito para que suas armas ficassem à vista, e fez seu olhar mais perigoso, intimidando até mesmo um guerreiro que estava mais próximo.

Sem perder a vista dos arruaceiros que não paravam de encará-lo, Galthar foi surpreendido por um bêbado caindo por cima dele, quando começou a levantar, viu o anão ao seu lado com um pequeno machado em punho, forçando sua garganta.

O anão sorriu para ele com os dentes manchados e um bafo quente que era um misto de cebola, cerveja e carniça. Qualquer um ficaria chateado, sem vontade de cantar uma linda canção. Mas não Galthar. Ele não desistiria fácil. 

Debochou:

- Anão, o que você comeu hoje? Carniça de urubu?

O anão não estava para brincadeiras. 

- Venha comigo se não quiser morrer...

Levantou-se devagar e saiu com o anão, tentando manter o máximo de sua dignidade. Lá fora um raio cortou os céus. Tocou o machado de Tor no pescoço e resmungou:

- Que péssima hora para começar a chover!

- Você é Galthar, o mensageiro do rei?

- Quem quer saber, Anão?

- Dobre a língua, homem. Sou Avignon, filho do Rei dos Anões. Esta mensagem que está portando é para meu pai?

Galthar ficou surpreso. Achava que tinha viajado incógnico e tinha sido discreto. Pouquíssimas pessoas sabiam que era mensageiro. Mesmo assim, não entregaria a mensagem para esse possível espião. 

- Prove... 

O anão o soltou e puxou um pergaminho ainda com selo real. Galthar quebrou e leu atentamente empalidecendo quando terminou. 

- Estamos em guerra contra as trevas... Mortos-vivos se levantando....

- Não somos inimigos, Galthar. Ainda lutaremos juntos essa batalha.

- Como sabe tanto sobre mim e meu nome?

- Sei mais do que imagina. Dê-me a mensagem. Preciso descer aos túneis imediatamente e levá-la para meu pai.

- Não posso. Tenho que entregar pessoalmente. 

- Sele seu cavalo. Esta guerra é nossa.Venha comigo e vamos vencê-la.

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Desafio da Imagem - Por Giulia Rizzuto

Posted by Giulia Rizzuto on 9 de fevereiro de 2013 11:26 in , , , , ,
Por um milagre eu finalmente não escrevi uma história com personagens sobrenaturais, rebeldes, nem nada no tipo. Mas não tem problema. Quem disse que uma simples história de amor já não é boa o bastante?


Essa pode parecer apenas mais uma história de amor proibido. Em partes, realmente é. Mas é minha história: a história de uma garota que se apaixona perdidamente por alguém pelo qual ela nunca poderia se apaixonar. Nem ela por ele, nem ele por ela. Bom, então vamos á história:

Thainá era uma típica adolescente de 18 anos: ouvia música, saía pra baladas, tirava fotos, estudava. Sua matéria favorita era Filosofia. Seu professor também. Embora namorasse, Thainá tinha uma certa quedinha (pra não dizer um abismo!) por seu professor. Ele era alto, esbelto, inteligente, lia muito e tinha um ótimo gosto musical. Mas além de seu namorado – o qual ela adorava – outras duas coisas se posicionavam em seu caminho: Fábio, seu professor, tinha 32 anos, e ele era seu professor! Nunca que ela poderia se envolver com um professor. Bom, pelo menos era isso o que ela achava.
Todas as aulas, Thainá prestava uma irrepreensível atenção á aula. Sempre suspirando á cada passo que Fábio dava, enquanto explicava a matéria. Até que, um belo dia, seu namorado Henrique disse que iria a Brasília passar uns meses, pois sua mãe estava doente e ficaria lá para tratamento.
-Mas Brasília é muito longe de Curitiba, e eu não tenho dinheiro para pagar o avião! – contestou a garota.
Mas não, ele foi do mesmo jeito, deixando nela um vazio imenso.
Nisso, Thainá e Fábio se aproximaram muito, construíram uma amizade verdadeira. Ela desabafava as coisas que a afligiam e ele a escutava, e vice-versa. Um dia, Fábio convidou Thainá pra ir tomar um Milk Shake com ele. “Por que não ir?” Pensou a garota.
E lá foi Thainá. Riram, conversaram, até que na hora de se despedir, Fábio a beijou. Era um beijo doce, mas ao mesmo tempo com um gostinho proibido de “vamos repetir”. Ao entrar em casa, a menina foi direto para seu quarto, onde ficou com a cabeça girando em meio ao beijo e ao “isso é errado”. E a relação respeitosa professor-aluno? Mas o problema era que ela gostou. Ela adorou, na verdade. Ela queria beijá-lo de novo, mesmo que não o pudesse.
No dia seguinte, segunda feira, sua primeira aula era com ele. “Com que cara vou olhar para ele agora, meu Deus?”. Nervosa, Thainá entrou na sala e se sentou no lugar habitual, a primeira carteira. O professor começou a aula tratando-a normalmente, e disse para a classe que iria produzir um teatro com eles, a peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Ele seria o Romeu.
E, adivinhem só, quem ele escolheu pra Julieta? É claro, ele escolheu Thainá!
E em cada ensaio, o modo com o qual ele a pegava nos braços era tão gracioso e seguro, seu olhar era tão amoroso e transmitia tanta paz que a fez se apaixonar por ele. Uma paixão mesmo, mais forte do a que pelo seu “namorado”. Por que as aspas? Bom, ela deixara de considerar um namoro a partir do momento que ele parou de ligar, de mandar SMS, de dar um “oi” no Facebook. Ele a exclui, aliás. Pra ela, Henrique era passado. Seu presente, confuso. E seu futuro? Bom, ele era inimaginável.
Chegou o grande dia, o dia da apresentação. Thainá estava linda: seus longos e lisos cabelos louros estavam ligeiramente presos, com algumas madeixas soltas que lhe caíam sobre o rosto. O vestido era alaranjado com detalhes em dourado nas mangas – que iam até os cotovelos – e na gola. Os arabescos prateados na borda do vestido, iluminados á luz do palco, refletiam em seu rosto e faziam-na transparecer um ar angelical.
Fábio estava igualmente lindo: deixara a barba crescer, com um provocante aspecto de “esqueci-de-me-barbear”. Os trajes eram roxos, com as mangas, gola e borda em fita prateada. A calça era num roxo mais escuro, mas que combinada perfeitamente.
A peça correu super bem, e na cena final, todos deram as mãos e agradeceram, sendo aplaudidos em pé. O espetáculo foi perfeito!
Thainá esperava do lado de trás do anfiteatro do colégio, ainda nas roupas da apresentação, contemplando o céu. O pôr-do-sol agraciava sua visão, fazendo-a pensar mais e mais em tudo o que lhe acontecia. Sentiu um braço familiarmente forte lhe envolver a cintura e puxá-la pra perto.
“Fomos espetaculares”, sussurrou Fábio, ao ouvido de Thainá.
“Concordo”, disse ela, com o rosto queimando em um misto de vergonha e felicidade.
Fábio a virou pra si e lhe contemplou os olhos com um ardor novo. Ele nunca a olhara daquele jeito. Ali mesmo, ele a beijou. Mas não como o outro beijo, muito pelo contrário. Foi um beijo mais carregado de paixão. Um beijo que a convidava a um amor sem limites, um amor verdadeiro. Ali, á sombra da árvore da escola, a luz alaranjada do pôr do sol os iluminava de um modo que os dois pareciam perfeitos um para o outro. Com uma linda vista abaixo e os trajes da apresentação realçando o amor dos dois, Fábio a afasta um poucos centímetros e profere a frase:
“Daria-me a honra de namorar comigo, Julieta?”
“Com toda a certeza, ó Romeu!”
E assim, a vida seguiu seu curso, com duas novas pessoas felizes. A idade não valia de nada. Eles se amavam, e era isso o que importava.



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