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29 regras para escrever Português correto

Posted by PatyDeuner on 3 de agosto de 2012 10:24 in , , , ,
Este texto foi publicado por Joaquim Bispo na comunidade "Escritores - Teoria Literária" em 2008.
As dicas são expostas de maneira criativa e bem humorada, mas claro que há sempre exceções para elas.


1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?

9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa m****.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14.
Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será
que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24.
Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! O seu texto fica horrível!!!!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, pra não viular a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre – causando ambiguidade – e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!

(autor desconhecido)

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As 20 bibliotecas particulares mais belas do mundo

Posted by PatyDeuner on 09:40 in , , , ,
O site Flavorwire listou as 20 bibliotecas privadas mais lindas do mundo. É de encher os olhos de qualquer bookaholic. Confira as imagens!


Biblioteca particular do empresário americano Jay Walker - tão importante (e enorme) que sua casa foi projetada e construída em torno dela.


Biblioteca idílica em uma casa projetada por Gianni Botsford, Cahuita, Costa Rica


Biblioteca de Miquel Mateu no castelo de Peralada, Espanha.


Biblioteca da casa de Karl Lagerfeld.


Biblioteca em casa projetada por Atelier Bow-Wow, Tóquio, Japão.


Biblioteca de George Lucas no Skywalker Ranch, um retiro empresa em Marin County, Califórnia.


Biblioteca na casa de Neil Gaiman.


Uma biblioteca em uma casa remodelada a partir de uma antiga fábrica na Bélgica.


A biblioteca particular desenhada por Thierry W. Despont, Toronto, Canadá.


Biblioteca particular projetada pela empresa de arquitetura Ilai, fotografia de Lukas Wassmann.


A Biblioteca Escolar, desenhada por Peter Gluck e Partners, Olivebridge, Estados Unidos


A biblioteca escadaria inovadora, concebido pelos arquitectos Levitate, Londres.

Biblioteca minimalista de Donald Judd, Marfa, Texas


O Cérebro, biblioteca e estúdio de um cineasta, Seattle.


Uma biblioteca moderna em uma casa do século 17, desenhado por Timothy Hatton.


Parte do acervo particular de Alberto Manguel, "um animal fantástico composto por várias bibliotecas construídas e abandonadas, uma e outra vez, ao longo da minha vida". Sul do Vale do Loire, França.


Biblioteca particular projetado por Lea Ciavarra e Marie Anne Lubrano, de Arquitetos Lubrano Ciavarra, em Harbour Island, nas Bahamas.


Uma vista deslumbrante em uma casa na Califórnia desenhada por Sally Lewis Sirkin.


Biblioteca moderna em Villa Dali, perto de Haia, na Holanda.


Uma biblioteca de dois andares em um loft em Paris, França.

Fonte: murmuriospessoais.com


Se fosse escolher uma pra mim, ficaria com essa:

Agora...amaria conhecer pessoalmente a biblioteca de Neil Gaiman...

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Um pequeno deguste

Posted by Baltazar Escritor on 2 de agosto de 2012 08:00 in , ,
O que é isto? Bem, eu percebi que enquanto eu estive emerso em outro mundo as postagens se multiplicaram, vou levar uma era pra ler todos os textos hehe.

Quanto a resposta aos desafios pendentes, bem eu escrevi o desafio das cinco palavras que a Nanda me deu, mas como eu já expliquei ele tomou proporções além da minha intenção e vai demorar pra digitar, então aí vai um pequeno deguste pra vocês ^^.


FABRICA DE CRISTAIS





O frio cegante, congelando fechadas as pálpebras dos incautos, não se fazia tão presente quanto o forte e inconfundível cheiro de formol que preenchia e tomava posse das narinas ali presentes. De fato, nenhum daqueles supostos estudantes de medicina se livraria da sensação nauseante que aquele cheiro provocava, pelo menos pelas próximas horas. Os professores, três excelentes médicos em término de seu doutorado, obtido às custas do dinheiro abundante do tráfico de entorpecentes, tentavam passar uma instrução adequada a seus alunos. Todos os alunos, membros selecionados como os mais aplicados das facções criminosas que lideravam a região, se esforçavam para ver os professores por trás das nuvens de vapor que suas respirações pesadas e asmáticas infundiam no ambiente. A sala de exumação dos cadáveres era, como tudo na escola clandestina de medicina, improvisada. Uma câmara frigorifica de um mercado da região fora “requisitada” para esse fim, era para lá que os corpos dos inimigos, desafetos e alunos que se recusavam a terminar o precário curso eram levados. O dono do mercado, já que precisava de uma reforma e não tinha dinheiro para a empreitada, decidiu ceder a câmara frigorifica de boa vontade, em troca da reforma ele só teria que trabalhar alguns meses de açougue fechado. Tudo, calculando o prejuízo nas vendas, seria mais vantajoso que se recusasse a oferta do tráfico.
Os corpos em cima das mesas de metal ou pendurados em ganchos, tinham em sua maioria marcas de tiros e punhaladas. O Dr. Fausto explicava os efeitos da anestesia na veia de sódio do organismo quando um dos alunos interrompeu, com a mão direita cobrindo o nariz e a boca.
— Professor, desculpe... Eu estou meio... Eu não... Eu... — ele não conseguiu terminar de se explicar a tempo.
O piso mosaico, um dos poucos permitidos pela vigilância sanitária em lugar em que se lida manualmente com alimentos, ficou lambuzado com o vômito do aluno.
Com uma cara de nojo o Dr. Fausto mandou que  todos fossem tomar um ar, menos o aluno que vomitou, ele deveria limpar a sujeira que fez.

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Conhecimento

Posted by PatyDeuner on 1 de agosto de 2012 12:00 in , , , ,
Olá amigos retalhenses!!!


Ando meio sumida eu sei, mas estou ocupada em adquirir novos conhecimentos que estão me deixando de cabelo em pé. A boa notícia é que junto com o desafio de incorporar novas competências tive o prazer de conhecer uma pessoa incrível, pra dizer o mínimo. Quero apresentar pra vocês Angello Marques, arquiteto e escritor, que sem dúvida alguma é a pessoa mais cheia de bons adjetivos que conheci até hoje, começando por seu altruísmo. E para homenageá-lo vou compartilhar um dos seus textos que dignifica justamente essa qualidade.


Eu o vejo como uma janela aberta.....

Não é imagem, não é render, não é trabalho...mas é ambíguo...

Todo o exalar de conhecimento que se vai com naturalidade à teu próximo...
possui muito mais valor quando há, espontaneamente, um retorno...
A pretensão de superioridade de quem absorve e se cala diante da incerteza do teu conseguinte; este não prolifera...ele apenas se torna um afresco estático, belo para quem simplesmente observa, nulo para ciclo do conhecimento!
Ninguém pode deter o conhecimento, o fim justifica os meios em uma palavra: PERSPICÁCIA!


Angello Marques

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Saiba converter e-books para formato compatível com tablets

Posted by PatyDeuner on 25 de julho de 2012 08:27 in , , , , , ,

É crescente número de usuários que recorrem a tablets ou um leitor de e-book para a leitura dos milhares de títulos de livros digitais disponíveis gratuitamente ou à venda em lojas virtuais na internet. Com a diversidade de modelos de aparelhos, as características de hardware também variam. Por isso, em alguns casos, é preciso adequar o formato do arquivo do documento que será carregado no dispositivo. Do contrário, arquivos de maior tamanho ou em alguns formatos podem não ser suportados por todos os modelos de dispositivos ou ocasionar o travamento dos mesmos.
Além disso, poder criar os próprios e-books e incluí-los no acervo do tablet amplia a utilidade de uso do dispositivo. A maioria dos tablets suporta arquivos no formato PDF e basta ter um leitor apropriado. Embora esse formato seja suportado, os leitores de PDF não têm todas as funcionalidades de leitura do arquivo, se comparadas com um e-book no formato apropriado.
Mas que tal poder converter qualquer arquivo texto ou formato de PDF para um formato que possa ler lido em qualquer leitor de e-book ou tablet?
Nesta coluna irei apresentar o Calibre, um aplicativo que auxilia a organizar a biblioteca de livros digitais e convertê-los para os principais modelos de tablet. O instalador do programa está disponível nas versões para Windows, Linux e Mac. Após concluir a sua instalação, o programa já pode ser usado para organizar a biblioteca digital e converter o acervo para um formato que é suportado por qualquer tablet. Nesse caso, o formato “universal” de todos os leitores de livros digitais é o epub.
O Calibre é um aplicativo que auxilia a organizar ebooks e converte-los para formato suportado pelos tablets (Foto: Reprodução)
Quando o Calibre é executado pela primeira vez, ele traz consigo um e-book demo, com as instruções de uso do programa. Para incluir novos livros no acervo, clique na opção do menu “Adicionar livros”. Entre as opções disponíveis, é possível adicionar livros individualmente ou todo o conteúdo armazenado num diretório.
Após adicionado no acervo, é possível visualizar o ebook com o próprio programa (Foto: Reprodução)
No exemplo acima, foi incluído um livro no formato PDF. Ele já fica acessível no Calibre, podendo ser lido usando os recursos do programa ou ser convertido para o formato EPUB e após ser carregado para dentro do ebook reader da preferência do usuário.
Convertendo um arquivo no formato de PDF para EPUB  (Foto: Reprodução)
Para conversão para o formato EPUB, basta clicar em “converter livros”. Nesse processo, é possível marcar individualmente o e-book que será convertido ou selecionar um grupo de ebooks. Dependendo do tamanho do arquivo e da quantidade de e-books a serem convertidos, o processo pode levar alguns minutos.
Informando dados adicionais antes da geração do arquivo EPUB (Foto: Reprodução)
Antes de finalizar a conversão de formato, é possível configurar informações adicionais referentes ao livro digital, como autor, edição, editoria, tags. Com base nessas informações, o programa consegue oferecer mais organização do acervo. Ao término da conversão, além de visualizar os livros digitais no próprio computador, também é possível enviá-lo para o dispositivo que estiver conectado.
Arquivo recém convertido sendo visualizado dentro de um tablet  (Foto: Reprodução)
Fonte: G1 por Ronaldo Prass 


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Carta de um sonhador

Posted by Olhos Celestes on 23 de julho de 2012 09:00 in , , ,
Respondendo ao Desafio de Imagem proposto pela Nanda...




Carta de um sonhador



Sonhar... ah, sonhar. Um homem inteligente como eu deveria saber que isso nunca acabaria bem. Sei que se não fosse eu a ter esse sonho outro o teria e também conseguiria realizá-lo, mas sinto-me totalmente culpado por ter sido eu. Eu causei tanta destruição, tanta tristeza, mesmo sem querer nada disso, a culpa foi minha! E eu só queria a alegria dos homens. Quem quando criança nunca teve esse sonho? Eu queria que todos tivessem a oportunidade de realizá-lo.
Fui tolo demais. Sonhos são maravilhosos, mas precisam ficar apenas na alma de quem os sonha. O mundo não foi feito de sonhos, a realidade é um verdadeiro pesadelo, o mundo é feito de desgraças, de pessoas más, de ódio. Um sonho realizado, ou seja, um sonho trazido para este mundo vira o pior dos pesadelos nas mãos dos humanos sem alma, sem coração... e foi exatamente o que aconteceu comigo.
Como uma paixão mal compreendida, meu amor pelo céu foi visto por maus olhos, arrependi-me logo que consegui realizar meu sonho, ou devo dizer, transformá-lo em pesadelo. Fui tido como louco pelo que fiz mais tarde, mas foi o arrependimento que me levou a isso, eu não poderia continuar nesse mundo, vendo o ódio tomar conta do meu sonho mais perfeito, um sonho que eu lutei com tudo que tinha para realizá-lo! Fico enraivecido com isso, fico deprimido, fico totalmente desolado... Choro.
QUEM NUNCA TEVE O SONHO DE VOAR?! Quando crianças todos nós sonhamos em ter asas, ora, e por que não? Voar é sentir-se o mais livre possível, não existe liberdade maior do que poder voar para onde quiser. Eu consegui isso, eu consegui realizar o sonho de todos, depois de anos e anos de estudos e fracassos, minha 14ª tentativa deu certo, e mesmo que não desse eu tentaria mil vezes até conseguir. Realizei o meu sonho, realizei o sonho da humanidade, mas humanos não foram feitos para amar, não a maioria, não sabem sonhar com amor, por isso aprimoraram o meu sonho e o usaram para o mal e a destruição.
Eu não tinha mais o que fazer, não podia lutar contra eles, então decidi deixar o mundo se virar por conta própria, se não compreenderam que maravilha criei e para quê usá-la, nada mais eu poderia dizer ou fazer, fui embora triste, fui sonhar em algum outro lugar onde aceitassem meus sonhos. Agora escrevo esta carta de onde estou apenas para deixar-lhes uma foto do meu inocente 14-BIS e um conselho: sonhem, sonhem sempre, mas não tragam seus sonhos para a realidade, eles estarão muito mais seguros apenas em suas almas.

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Batata Quente - Estória 2 - Parte 3

Posted by Nanda Cris on 22 de julho de 2012 09:00 in , ,
Voou como se mil demônios o estivessem perseguindo. As criaturas mal podiam identificá-lo no ar, apenas viam um vulto branco se aproximar, ficando cada vez mais e mais próximo. Pousou com um estrondo exatamente no meio do primeiro grupo que guardava Suzane. Deviam ser uns 15. O fator surpresa o ajudou, nunca esperariam que ele estaria sozinho e muito menos que seria uma criatura alada. 
- Enfim, companheiros chupadores de sangue, é o que tem para hoje. - ele pensou, com amargura.
Usou as garras para estripar os 3 primeiros que estavam mais próximos, com uma só sequencia de golpes. Deus, como eram idiotas. Um quarto atacou por trás, alcançando a jugular de Cristopher com as presas. A criatura só esqueceu de um pequeno detalhe: ele era feito de pedra. O monstro ainda tentou se afastar, resmungando de dor, mas ele foi mais rápido e arrancou-lhe a cabeça com um só puxão de sua mão absurdamente forte. Ao presenciar este último embate, as criaturas que ainda restavam daquele primeiro grupo saíram em disparada, cada uma para um lado, percebendo que vencê-lo não seria uma opção.
Ele então encaminhou-se, com uma calma fria, para o segundo grupo composto pelas 3 últimas bestas. Eles pareciam não entender muito bem o que havia se passado. Num momento eram a maioria, estavam em vantagem. No seguinte, o grupo se resumia a eles. Inteligência não era o forte daqueles seres, então teve que demonstrar a cada um sua força e poder, matando todos em sequência. Por fim, recolheu Suzane do chão e a aninhou nos braços como uma pedra preciosa. Tinha que sair dali com ela já. Apesar de ter mais valor viva, aquelas criaturas eram estúpidas demais, orgulhosas demais. Poderiam querer se vingar de Cristopher matando-a, já que nada podiam fazer contra ele.
Alçou voo da praça Parvis rapidamente. Nunca pensariam em procurá-lo no ar. Resolveu levá-la para a sua casa, onde nascera e onde morava desde o século XXII. Era a escolha mais próxima e mais segura. Em questão de segundos, pousava no teto da catedral de Notre Dame. Acomodou-a do melhor modo que pôde, telhas não eram tão boas quanto plumas mas era o que poderia oferecer por hora. Concentrou-se, precisava retornar à sua forma humana. Ela não poderia vê-lo deformado.
Ao finalizar a transformação, encaminhou-se para um canto de telhado onde guardava algumas roupas para emergência. Estava acabando de fechar sua camisa quando percebeu uma movimentação com o canto do olho. Virou-se sobressaltado e lá estava ela, com toda a sua formosura golpeando-o como nenhuma das feras conseguiram há pouco. Ela aproximava-se, cautelosa, os olhos, em confusão.
- Porque estou no telhado da Catedral?
- Eu te trouxe aqui, aimé. - ao ouvir como ele a achamava, ela corou e desviou os olhos.
- Quem é você? Nós nos conhecemos?
- Nos conhecemos, fleur. Você não lembra, mas me conhece sim. Eu sou Cristopher. Não há o que temer. Você foi atacada na praça, acho que desmaiou, eu os afugentei e a trouxe para cá.
- E onde está Romeu?
- As criaturas o mataram. Lamento, mas não cheguei a tempo.
Duas lágrimas verteram pelos olhos de Suzane, mas ela se mantinha forte, tentando se controlar. Fungou de leve.
- E o que faremos agora?
Ele olhou para o horizonte, vendo o sol que começava a despontar.
- Preciso que você se mantenha em segurança dentro da Catedral, onde o solo é sagrado, até amanhã à noite, quando poderemos decidir o que fazer.
- E porque não decidimos agora?
- É melhor você ver, ao invés de eu tentar te explicar. Não há mais porque esconder.
Ele, então, encaminhou-se até a beira do telhado e, ao pular para a beirada, ouviu um pequeno arqueijo atrás de si. O tempo estava acabando, não havia tempo para explicar. Acomodou-se na sua quina favorita no exato momento em que os primeiros raios de sol tocaram sua forma humana. Sentiu a transformação chegando, repuxando pele, deformando seu rosto e imobilizando sua alma. Seu último pensamento conciente antes de cair no sono sem sonhos de todas as manhãs foi:
- Tomara que Suzane esteja aqui quando eu voltar à vida.





* aimé - amada
* fleur - flor


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