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Resposta ao desafio da Telma : Imagem "Paixão"

Posted by Nanda Cris on 2 de junho de 2012 18:14 in ,



- Aquela bruxa se acha muito esperta... ela vai ver do que eu sou capaz...
Ela soltou uma gargalhada maléfica, enquanto continuava a mexer o caldeirão. 
Murmurava frases de tempos em tempos:
- Shemhamforash! Hail Satan!
E ria, ria, ria descontroladamente.
Sentia mudanças físicas em si. Tudo bem, aquilo tudo fazia parte do ritual. 
Seus cabelos se alongaram e ganharam um brilho aloirado, totalmente diferente do seus cabelos negros como ébano.
Seus olhos azuis iam se esverdeando a cada nova palavra do ritual.
Sentia o poder subir por seus braços, enchendo suas veias, tornando-as arroxeadas e saltadas. O contraste era imenso com sua pele branca como a neve. Mas ela não ligava. O poder era o que importava. Teria sua vingança. Sua querida madrasta provaria do seu próprio fel.
Pegou a maçã do caldeirão e observou-a, era linda. Extremamente brilhosa, ainda pingava um pouco do sangue que tinha sido usado no ritual. Lambeu o líquido quente e viscoso, sentindo ainda mais poder correr em suas veias. Soltou uma nova gargalhada, já prevendo a vitória.
Sua nova imagem e a maçã fariam aquela maldita pagar por todos os anos que ficara longe do seu lar, das pessoas que amava e, principalmente, sua morte lenta e dolorosa a vingaria pela perda de seu pai.
Ela iria ver só. Isso era uma promessa.



Um pouco sobre o que senti vendo esta imagem:
Quando eu a vi a primeira vez, tive certeza que era a Branca de Neve. Não me perguntem porque, eu simplesmente senti isso dentro de mim, mesmo ela sendo loira e tal. E foi com esse pensamento ecoando que escrevi o texto acima. Espero que tenham curtido.




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Resposta ao desafio da Pat

Posted by Lívia Marques on 08:33 in

1- A arma estava carregada no coldre... uma Glock 28 que era do seu pai.
2- -Corra! Não temos tempo....
3- Seja bem vinda a realidade.
4- Os assassinos pagariam com a própria vida.
5- Tudo depende de que lado você está.

Perseguição


A arma estava carregada no coldre... uma Glock 28 que era do seu pai. De alguma maneira Ane pensou que ela se ajustaria ao seu corpo como se fosse um órgão seu . Enganou-se. A arma pesava em sua cintura e fazia barulho enquanto ela se mexia. Ela se sentia extremamente desconfortável e o medo daquilo disparar acidentalmente era enorme. Quem garantia que não dispararia se estivesse destravada? Ou pior, que ela se lembraria de destravar para disparar quando necessário? O arrependimento já tomava conta de Ane. Onde ela estava com a cabeça de pensar que seria capaz de caçar os assassinos de Biga? Devia ter contratado pessoas qualificadas, que entendiam do assunto. Mas contava apenas com a ajuda de Noel. O que era muito devida às circunstâncias. Já que ninguém dera muito crédito ao desaparecimento de Biga uma semana antes.
Noel era um rapaz sereno, meio estúpido talvez ,mas com um senso de justiça enorme.Foi ele quem propôs fazer a ronda perto da casa do pastor da igreja anglicana. Lá era um dos lugares favoritos dos passeios de Biga, pois tinha árvores grandes e jardins lindíssimos. Foram até lá com a noite bem avançada, uma noite sem lua. Precisaram levar a lanterna e tomaram muito cuidado para não serem vistos. Os cuidados foram desnecessários: não havia ninguém por lá. Ouviram miados e gritos abafados vindos da igreja e resolveram averiguar. Começaram a escalar o muro e quando já estavam do lado de dentro Ane tropeçou e caiu sobre si mesma fazendo a arma disparar em seu pé.  Noel mais do que depressa a ajudou a levantar e ouvindo barulhos da igreja disse:
_Corra! Não temos tempo de ficar aqui parados esperando ser pegos. Temos de dar um jeito de sair daqui e depressa.
Com muita criatividade foram ao portão principal e atiraram no cadeado fazendo-o abrir. Mas foi tarde demais, o vigia da igreja já estava vindo em sua direção armado de um porrete e muito assustado por sinal. As explicações começaram. Ane e Noel falavam ao mesmo tempo, mas por incrível que pareça a história foi a mesma: ela tinha levado um tiro no pé e eles foram buscar abrigo na igreja, mas para isso tiveram que arrebentar o cadeado. Ninguém disse de onde veio a arma que deu os tiros e o vigia também não perguntou. Com tudo mais ou menos resolvido chamaram um taxi e foram ao hospital tratar do pé de Ane, que a esta altura já chorava de dor. O prognóstico foi de três semanas de cama sem botar o pé no chão.
_Droga, lá se foi nossa busca aos assassinos de Biga, disse Ane.
_Seja bem vinda à realidade querida. Temos que esperar você melhorar, mas enquanto isso eu posso ir tomando providências, anunciou Noel.
Uma coisa era certa: os assassinos pagariam com a própria vida a crueldade feita com a doce Biga. Essa era uma promessa proferida por Ane e por Noel.
Enquanto Ane se restabelecia do ferimento, Noel procurava pistas em toda a cidade. Começou pelas pessoas mais próximas, mesmo aquelas que não tinham motivos para querer Biga morta, mas afinal tinha que concordar que Biga não era das mais fáceis. Era briguenta e irritadiça e constantemente arrumava confusão. Procurou entre os vizinhos, os fornecedores de pão , leite, jornal o açougue;  na prefeitura, nas quatro igrejas da cidade, na estação de trem, na rodoviária e até no pequeno aeroporto. Não encontrou nenhuma pista. Todos com quem conversou não tinham reclamação de Biga ou não se lembravam dela. Ninguém pareceu suspeito ou desonesto. Isto levou duas semanas, por fim teve uma ideia. Correu para a casa de Ane e perguntou:
_Você tem certeza que Biga morreu?
_ Mas é claro que sim! Respondeu ela estupefata. Que outra razão teria pra sumir assim da minha vida?
_É que procurei em todos os lugares e não encontrei uma só pista. Só tem um lugar em que ela pode estar.
- Onde? disse Ane
_ Aqui!
O primeiro lugar que Noel foi procurar foi no sótão, um lugarzinho aconchegante que Ane deixava sempre livre de poeira. E claro, Biga estava lá! Com nove filhotes branquinhos como neve. Devem ter puxado o pai, pois Biga era pretinha como pixe. Ane não pôde acreditar que chegara a sair armada procurando vingança, enquanto Biga estava aconchegada no sótão com seus filhotinhos. Que loucura, onde estava com a cabeça? Se as pessoas soubessem disso, ela estaria perdida, mas no final tudo depende de que lado você está. E ela estava do lado do amor incondicional por sua gata.

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Livro interessante....

Posted by PatyDeuner on 1 de junho de 2012 09:46 in , , ,

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Amizade

Posted by Lívia Marques on 09:29 in , , ,

Esta é uma homenagem à melhor amiga do mundo.


Amizade

Eram colegas. Foi Lívia quem apresentou o colégio à Pat quando ela chegou do sul. Faziam parte da mesma turma na escola, mas não eram assim tão íntimas. Andavam juntas, fumavam escondido no banheiro da escola e bebiam no fim de semana o famoso hifi. A bebida preferida dos estudantes que não tinham dinheiro para se embebedar com cerveja. Como Pat morava longe, ela sempre dormia na casa de Lívia, uma prática comum naqueles tempos, que não queria dizer muita coisa em termos de intimidade.   Afinal Lívia já tinha uma melhor amiga , Cléo, e eram inseparáveis.
Mas a amizade de Lívia  e Pat foi crescendo e saiam sempre juntas e até conheceram o namorado da Lívia juntas. Foi numa feira em uma praça e a Pat embriagada começou a paquerar todos os meninos que passavam por ela, enquanto a Lívia morria de vergonha e tentava amenizar de alguma forma. Foi então que Lívia reparou em um garoto próximo a elas e bateu um ”click” como nos romances. Pat aproveitou que estava bêbada e os apresentou na cara dura. Mais tarde combinaram de sair e aí começou o namoro que virou casamento e dura até hoje. Pat foi madrinha é claro.Cléo, a melhor amiga da Lívia, por ciúmes da Pat acabou brigando com ela e a amizade terminou. Nessa altura Pat já era muito próxima e acabou virando a melhor amiga. As duas terminaram o 2º grau e foram prestar vestibular: nenhuma passou de primeira, tiveram que fazer cursinho. É claro que foram para o mesmo cursinho, só não ficaram na mesma sala, pois uma queria humanas e a outra exatas. Passaram no vestibular mais ou menos na mesma época e o primeiro namorado que Pat teve na cidade foi Lívia quem apresentou.
As coincidências começam quando Pat começou a namorar um garoto com o mesmo nome do namorado da Lívia. No início virou confusão. Tinham que falar meu Léo pra cá, seu Léo pra lá e quando estavam juntos era um caos. Mas eram inseparáveis. Saíam quase todos os fins de semana ou iam para o sítio de Lívia e Léo. Varavam a noite jogando buraco e invariavelmente elas perdiam. Eram tempos divertidos.
Lívia engravidou e teve uma menina e Pat foi madrinha. Pat se casou e Lívia foi madrinha. E ainda por cima viajou junto na lua de mel! É que o Léo da Lívia estava com stress e o médico mandou que ele tirasse uns dias de folga. Ele só conseguiu tirar a licença do serviço na semana posterior ao casamento da Pat, assim tiveram que marcar a viagem para o domingo já que seriam padrinhos no sábado. E o único pacote de viagem que sairia no domingo era o mesmo que o da Pat e o Léo. Mas o detalhe é que o Léo da Lívia não sabia que a Pat iria viajar neste pacote, foi uma surpresa para todos quando descobriram. Afinal a viagem foi super divertida e eles aproveitaram muito. Mas ficou o estigma da Lívia ter viajado na lua de mel da Pat!
Um ano mais tarde Pat teve gêmeas e Lívia foi madrinha, a coincidência está no fato em que além de a obstetra ser a mesma, o hospital ser o mesmo, a sala de parto ser a mesma, até o quarto em que Pat ficou (nº 417) também foi o mesmo em que Lívia ficou quando ganhou sua filha. Aliás suas filhas, pois Lívia teve mais uma menina e ficou no mesmo quarto de novo!
Passaram por cada uma, são muitas as histórias que têm pra contar. Gostam dos mesmos livros, dos mesmos filmes, dos mesmos atores, das mesmas músicas.Lívia arrumou uma gata e depois um cachorro, Pat arrumou um cachorro e agora recentemente, uma gata! A diferença entre Pat e Lívia é que uma é loira e a outra é morena.
 Às vezes se pensava que Lívia era a mais forte das duas, pois Pat era meio avoada, tinha até apelido e Lívia a defendia com unhas e dentes. Mas isso se mostrou uma inverdade depois que Lívia ficou doente. Hoje é Pat quem segura a barra de Lívia e se sai muito bem.
As duas continuam melhores amigas, mas se falam por telefone ou internet. Veem-se ao vivo só umas duas vezes por ano. A Lívia tem um sítio novo há cinco anos e a Pat só foi lá duas vezes com muito custo e ameaças. A Lívia já desistiu de chamar. Os Léos nem se falam mais, não se lembram dos tempos de buraco. As filhas estão grandes, já com namorados. E cada uma vai seguindo a sua vida.
O que será que aconteceria sem essa amizade que esse ano faz 25 anos de existência? A vida teria sido muito diferente, mais vazia ou seria completada por outras pessoas? Acho que não seria possível substituir nenhuma das duas.
 Elas são como irmãs só que nascidas em casas diferentes 

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Desafios para o final de semana

Posted by PatyDeuner on 08:51 in
Vamos dar uma esquentada nesse findi que promete ser friozinho e bom de ficar embaixo das cobertas soltando a imaginação (escrevendo os desafios viu? rsrsrs).

Então vamos lá.

Para Lívia
Dessa vez vou desafiá-la com frases Lívia, pra ficar mais emocionante. São elas:


1- A arma estava carregada no coldre... uma Glock 28 que era do seu pai.
2- -Corra! Não temos tempo....
3- Seja bem vinda a realidade.
4- Os assassinos pagariam com a própria vida.
5- Tudo depende de que lado você está.

Quero um texto de ação Lívia! Sei que você adora!

Para Telma
Telma querida, sinto muito não desafiá-la para outros textos, mas é que todos nós aqui estamos adorando a sua história misteriosa e enquanto você não concluí-la estará de castigo só com ela! kkkkkkkkkkkk

Então vai aí as palavras que você deve usar no texto :

parcimônia - funil - espartilho - simulacro - pânico


Para Nanda
Nandinha, já que você se prontificou a fazer outros textos além dos Inimigos Noturnos, vai ganhar dois desafios.


Frases para INIMIGOS NOTURNOS:


1- Quando menos esperava ela o abraçou e sussurrou que o amava.
2- - Tenho fome, preciso comer...
3- Um lindo vestido de seda creme deixava transparecer seus seios.
4-  Em meio a discussão, Brad deu um grito angustiante enquanto seu braço era arrancado.
5- - Não podemos ficar com um zumbi aqui. Esse é o nosso refúgio!


Achei essa imagem muito inspiradora  pra você Nanda. Solte suas feras!


Tome o tempo que precisar Nanda. Esses desafios são para divertir e relaxar, e não uma obrigação.


Boa sorte meninas!






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Posted by Unknown on 31 de maio de 2012 23:50 in , , , ,
Ação e erotismo a 200 km por hora


Sua mãe havia sido estuprada por um vampiro e ela havia nascido.
Assim era Catherine, mas você pode chamá-la de Cat, como ela se apresenta.

A vida de Cat girava em torno de uma Faculdade adiada, com um único propósito: matar vampiros, na esperança de vingar sua mãe e si própria, que desde sempre fora considerada "diferente" por todos que a rodeavam.

Sem amigos e sem amor, sem qualquer coisa que a atrapalhasse de se fingir de inocente, entrar num bar, detectar um vampiro, seduzi-lo, sair com ele deixando que ele pensasse que ela seria só mais uma mocinha indefesa e cravar-lhe uma estaca no peito.

Essa era sua rotina até o dia em que encontra Bones, um vampiro que a tirou do controle e passou a fazer parte dos seus dias (ainda que ela odiasse a ideia, teve de haver um pacto entre eles).

O texto de "A CAMINHO DA SEPULTURA" é de fácil leitura e cumpre ao que se propõe: levar entretenimento em forma de suspense, grande grau de EROTISMO e situações engraçadas.


Esse livro me fez lembrar muito o SUSSURRO (apesar de não ter anjos) e, estou certa de que, se você gostou do Sussurro vai gostar dele também.

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Sobre ser gordo (ou como é difícil almoçar com magros)

Posted by Kbeça on 14:25 in , , , , , ,


Uma das piores coisas de ser gordo é que você ou come muito, ou come muita besteira, ou os dois. No meu caso é os dois.

Há algum tempo estou trabalhando em Botafogo, zona sul do RJ. Para vocês terem uma ideia de como as coisas são caras por aqui, um suco com salgado, que normalmente eu pagaria em torno de R$ 3,00 a R$ 4,00 em uma pastelaria, eu paguei R$ 10,00 num lugar "barato" aqui.

Normalmente eu almoço com a estagiária que, apesar de compartilhar da minha tendência glutonica, ganha merreca, então vai em lugares baratos. Mas, ontem ela saiu com o marido e eu fiquei numa situação constrangedora quando o diretor de projetos me chamou para almoçar no lugar dela. Fazer o quê?! Lá fui eu.

Veja bem, nada contra o cara. Ele é até gente boa e tal, mas ele é diretor e eu sou analista, e estamos em Botafogo, baby. O Manuel Carlos grava novelas aqui. Vê lá se ele grava novelas no Méier, em Madureira, Bonsucesso. NÃO! Porque lá é terra de pobre.

Quando estávamos saindo falei:
- E ai, vamos num lugar bom, barato e bonito?
Ele riu. Isso não era um bom sinal.
- Bom e bonito, sim. Barato, nem tanto. - Disse ele.
- É a la carte? - Perguntei.
- Não, não. É à peso mesmo. Sai mais barato.
Mais barato para quem? A Nanda tem uma regra: se ela estiver pagando, eu não posso comer à peso. Ela não é mão de vaca, tadinha. É que eu levo essa coisa de peso à sério e acabo querendo colocar o meu próprio peso no prato. Aí já viu, né?!

Mas, beleza. Continuamos andando. O meu desespero foi aumentando quando as casas mais humildes e os prédios comerciais foram diminuindo e foram surgindo altos casarões e condomínios fechados. A cada passo eu ia tentando somar o que eu tinha nos bolsos, na carteira, na conta, e analisando se eu estava em condições de correr. Sabe como é, diz que vai no banheiro e só pára de correr quando estiver em casa.

Chegamos. O lugar tinha até segurança de terno e com fone de ouvido, na porta. Aquela bagaça devia ser protegida pela CIA. Só entrava gente engravatada naquela porra e eu estava de jeans. Logo na porta o menu e o preço do kilo, R$ 41,90. Quando eu vi o preço meus olhos arregalaram e eu pensei "Tôfudido! A Nanda vai me matar!"

Entramos e fomos direto para o buffet e eu ficava entoando mentalmente um mantra enquanto nós colocávamos a comida no prato:

Coloca pouco, seu gordo pobre.
Coloca pouco, senão a porra vai ficar séria..
Coloca pouco, seu gordo pobre.
Coloca pouco, que tu não tem dinheiro e não consegue correr mais que os seguranças.
Coloca pouco, seu gordo pobre.
Magro dos infernos. Olha lá: saladinha, alfacezinho, tomatinho. Por isso o puto come aqui e fala que é barato.
Coloca pouco, seu gordo pobre.
Ih, fudeu-se tudo! Camarão! Amo camarão!
Coloca pouco, gordo lazarento. Tua mulher vai arrancar as tuas bolas!

E assim, fui colocando pouco. Para meu alívio, o restaurante era para corsas, porque tinha mais mato do que comida. Muita salada, verde, mato, suflês, mais mato, sementes disso, sementes daquilo, mato de novo, broto de alguma coisa, e por aí vai.

Pesamos! Agora já era. Eu devo ter suspirado alto quando meu prato marcou 500g, porque a funcionária riu e uma senhora, muito bem vestida, ao meu lado, ficou me encarando. Eu ainda não entendi se o olhar dela para mim era pensando "o que esse gordo tá fazendo aqui", ou se ela estava tentando decidir se me dava uns R$ 50,00, ou não. Enfim.

Quando finalmente sentamos para comer ele olha para a minha nota e fala:
- Aí, viu?! Baratinho. R$ 22,00.
Perai, seu gambá assanhado! Meu ticket é de R$ 15,00, eu como um PF de R$ 16,00 e racho com a estagiária para sair mais barato, tô passando fome aqui e tu ainda vem tirar sarro da minha cara falando que tá baratinho?! Juro que me deu vontade de falar isso, mas o que eu falei foi:
- É... (com a fome que eu estava não saiu muito alto)
A garçonete parou do meu lado e perguntou o que eu queria beber.
- Coca, por favor. - respondi.
- Você devia beber algo mais saudável.
Olhei bem para a cara dele... respirei... respirei de novo... e fingi que estava orando.
A menina já chegou colocando o refrigerante no meu copo e eu já fui bebendo. Em seguida ela escreveu na minha nota o valor: R$ 4,00. PUORRANN!!! R$ 4,00 por uma latinha, eu quase regurgitei o troço de volta na lata. Eu pago menos que isso em uma de Coca de 3L.

Resumindo foi isso: comi, quase chorando, o meu "meio-quilo", pagamos e fomos embora.

Quando eu contei isso para o marido da estagiária, que me acompanha na dimensão da circunferência da cintura, ele falou:
- Ah, cara. Quando for assim, vai só para acompanhar. Come duas folhas de alface e, quando sair, fala que tem que ir no banco e corre pro china e pede uns salgados com caldo de cana.
Ele é gordo a mais tempo que eu e mora aqui em Botafogo. Tem mais know how no assunto. XD

E vocês acham que gordo não sofre.

Um dia desses eu conto como é na academia.

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