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Dia dos Namorados

Posted by Unknown on 12 de junho de 2013 06:00 in , , , , ,
Foi designado a mim, um desafio muito interessante para esse dia tão romântico. Falar sobre o meu amor (marido, namorado, noivo, ficante...), e como é meu relacionamento. Isso em conjunto com uma imagem  que, depois de algumas sugestões, acabei por eu mesma escolhê-la. Não pensem que foi menos desafiante por isso, porque escolhi a imagem e só depois pensei em como acrescentá-la a história. Acredito que todos os relacionamentos duradouros acabam por passar por fases e transformações. E essa foi a minha transformação.
                                                     TRANSFORMAÇÃO
Era uma vez uma paixão sem sutilezas. Arrebatador e indômito. Não era preciso palavras, apenas um errático olhar bastava para direcionar os mais ambiciosos pensamentos. Beijos eram trocados nos mais inusitados lugares e de formas tão variadas quanto à criatividade permitisse, mas a intensidade era sempre tão sedutora que parar era um desafio. A paixão sempre derramava sensações tão fortes que acabava por deixar ambos intumescidos após uma frenética demonstração de desejo.

Eram casados e partilhavam uma vida tão comum quanto qualquer casal, mas a paixão não era um arquétipo... era totalmente exclusivo de dois amantes que viviam em êxtase. Nem mesmo a gravidez e os meses subsequentes ao nascimento das filhas amainaram as demonstrações de amor do casal.

E assim se seguiram os anos, as filhas cresceram, os problemas foram surgindo, perdas familiares foram acontecendo. Então os arroubos de paixão foram sucumbindo, e aos poucos transformados em momentos de compaixão e ternura. O amor não acabou, apenas se transformou. Eles foram sentindo cada fase da paixão ser refreada pelo tempo e pelos percalços da vida. Houve dias em que a paixão se acendia de tal forma que as lembranças dos tempos ardentes vinham à tona, mas depois tudo voltava a ser tão morno quanto à água de um banho de mar. Os olhares agora se encontravam, e numa conversa muda pediam perdão e paciência, com a promessa de que dias melhores viriam.

Em uma noite particularmente especial entre os dois, ambos saciados e satisfeitos por terem alcançado o êxtase que tinham prometido um ao outro depois de semanas adiando o momento, se deram as mãos por debaixo das cobertas e ambos encararam a escuridão do quarto sem conseguir dormir. Continuaram acariciando as mãos em silêncio e sentiram uma grande satisfação nesse gesto tão simples. Era uma sensação serena e terna, que ambos acabaram por identificar como sendo...amor. Tão puro e gratificante quanto qualquer tormenta de paixão. Ele sussurrou baixinho “eu te amo”, com uma intensidade que fez a pele dela se arrepiar, e o ventre se apertar. Ela retribui com a mesma frase de amor, entre soluços emocionados e abraçou-o com tanta força que praticamente se fundiram. Ambos compreenderam naquele momento que nada no mundo podia se comparar com o amor que compartilhavam. Não era necessário nenhum perdão pela transformação que o relacionamento deles havia sofrido, pois não era uma perda e sim uma conquista. A conquista do amadurecimento, da concretização do amor verdadeiro, que independe da idade ou do tempo. Eles seriam para sempre companheiros, amigos e amantes. 

                                                  Para todo o sempre.




“O amor é o sentimento mais perfeito, que envolve o ser humano em sua totalidade: corpo e alma.”




O dia dos namorados
Seu surgimento foi em homenagem aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como os protetores dos casais. No dia 15 de fevereiro, faziam uma festa a estes, agradecendo a fertilidade da terra, os rapazes colocavam nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.

Como muitos casais apaixonados eram impedidos por suas famílias de casarem-se, um padre de nome Valentino passou a realizar matrimônios às escondidas, quando os casais fugiam, para que não ficassem sem receber as bênçãos de Deus.

Com isso, o dia 14 de fevereiro passou a ser considerado o dia de São Valentin (Valentine’s Day), em homenagem ao padre, sendo comemorado nos Estados Unidos e na Europa como o dia dos namorados.

A data existe desde o ano de 1949 e sua divulgação no Brasil foi feita pelo empresário João Dória, que havia chegado do exterior. Representantes do comércio acharam uma ótima ideia para aquecer as vendas e escolheram o dia 12 de junho para ser o dia dos namorados em nosso país. A data foi escolhida às vésperas do dia de santo Antônio, o santo casamenteiro.

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Apaixonados

Posted by PatyDeuner on 10 de dezembro de 2011 10:48 in , , , , ,
Só os apaixonados contestam, protestam, procuram a transformação. As paixões não cegam; elas iluminam, utopicamente, o destino do ser apaixonado. A paixão é o alimento da liberdade.
Não pode, portanto, existir pragmática da singularidade humana, sem seres apaixonados que a realizem. A paixão é o que nos diferencia dos seres inanimados, que simulam viver olhando, indiferentemente, o mundo à espera da morte.

Só os seres apaixonados têm condições de procurar viver em liberdade, de procurar vencer as tiranias culturais.


Luiz Alberto Warat

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