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[Resenha] A Menina Mais Fria de Coldtown by sammyfreitas

Posted by Aptos on 20 de novembro de 2014 23:54 in , , , , , , , ,


E aí galera! A Nanda anda bombando nas resenhas! Eu gostaria muito de acompanhar o ritmo dela. Leio com maior prazer uns quinze livros no mês, mas cadê disciplina para resenhar tudo? Como entrei num Desafio do Sobrenatural da Nedina do Blog Mundo de Tinta (porque cargas d'água eu continuo entrando nos desafios, eu não sei! rss - no final do Post, colocarei os livros do desafio)


SINOPSE:
No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. 
Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. 
Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. 
A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.



Minhas impressões:
Vi muita gente reclamando da história e eu mesma, tenho um milhão de reclamações! Quem acompanhou meus históricos no Skoob percebeu minha frustração. Mas, apesar da história ser uma peneira (porra, pq com tanto furo...), gostei muito da proposta e até mesmo amei a história e o final - que me deixou querendo saber mais sobre o depois. Vou ter que ser como Hazel que teve que se conformar com o fim de "Uma Aflição Imperial". Um fim que não parecia bem um fim, mas um começo de outro livro...

Enfim... Cada autor tem um jeito todo seu para falar de vampiros. Na minha humilde opinião, os da Anne Rice são os melhores (mesmo Louis sendo um chato de galochas!) E Holly não ficou atrás. Criou uma espécie de Apocalipse Vampírico e criou um mundo novo com direito a infecções e mutações. Até lembrou um pouco o filme 2019 - O Ano da Extinção em que o mundo era povoado por vampiros. Ainda com essa lembrança, eu adorei a reconstrução do universo vampírico criado por ela: super original e fantástico.

O único problema é que as informações estão perdidas e confusas na história. O livro terminou e ainda tenho dúvidas sobre como funciona o Resfriado. Ele se pega só com uma mordida? Uma mordida de uma pessoa Resfriada torna outra Resfriada também? Ela se torna vampira só bebendo sangue humano? Então se beber o sangue de um vampiro ela se manterá Resfriada para sempre? O resfriado se cura sozinho mesmo com a quarentena (ou devo chamar de oitetena?)


E acho, que fiquei com todas essas dúvidas porque eu me prendi demais à história da protagonista. Tana conseguiu me conquistar. Porque embora ela fosse independente, curiosa e inteligente, ela tem uma coisa que me atrai muito. Ela é cheia de compaixão, preocupação com os outros - mesmo que isso venha a prejudicar dela. É o tipo de personagem que faz a gente ainda acreditar na humanidade. Por outro lado, ela também apresentou um lado sombrio que foi surgindo cada vez com mais frequência conforme ela passava por pressão e mais pressão e isso também me fascinou. Claro que ela era super imatura aqui e ali, mas veja bem, o que você pode esperar de uma pessoa numa situação de risco e com apenas 17 anos? Por isso, muita gente meteu o malho na história e nela, mas sinceramente? Isso não me irritou porque tinha tudo a ver com a impulsividade dela. Além do mais, todo autor atual, cria heróis que são perfeitos para tomar decisões erradas! E mesmo quando ela superava até a Bella de Crepúsculo, eu ria sozinha pensando: PQP isso foi tosco! No way, não tinha como funcionar desse jeito! E aí, ela começou a amadurecer e se tocar que precisava tomar atitudes. Aí sim... Ela se tornou bem mais interessante porque deixou o mimimi de lado e usou toda sua compaixão para crescer e tentar realmente mudar as coisas. E isso tudo aconteceu justamente quando ela se rendeu a Graviel, me apaixonei pelas mudanças e amadurecimento. E quando estava apegada à história e virava as páginas enlouquecidamente com os acontecimentos, o livro acabou! Como assim, Bial????

A morte tem seus prediletos, como qualquer um. 
Aqueles que são queridos da morte não haverão de morrer.

Os outros personagens:
Seu ex-namorado, Aidan, é um cara incompreensível. É aquele cara canalha, porém meio fofo. Mas as atitudes dele mostram como ele pode ser mau caráter quase o tempo todo. E eu não engoli a maneira como ele agiu para se redimir com Tana. A atitude dele não condizia com um vampiro recém transformado e sedento por sangue.

Midnight é a personagem mais verdadeira da história - o que não significa que eu tenha gostado dela. Ela é egoísta, mesquinha e faz de tudo para atingir seus objetivos. Só não entendi a vingancinha dela. Definitivamente não condizia com as atitudes desde o início. Ela já tinha conseguido o que queria e de novo.. Holly pega os novos vampiros, que em tese não deveriam conseguir se controlar como racionais demais. Falha na história.

Agora de todos, Gavriel é meu personagem favorito. Embora eu esperasse que ele fosse mais perigoso o tempo todo devido a todos sofrimento e dor pela qual passou e mantivesse um estilo insano e bad boy ao invés de se derreter todo para Tana... Enfim, eu gostei muito dele. Quando ele ficava imprevisível então... Muito visceral. Pena que a Holly não explorou melhor a profundidade que ele merecia. Gostei. 

Abro um parêntese para perguntar PORQUE DIABOS os autores tem problemas com irmãs mais novas! PQP Dá pra deixar as crianças inocentes em paz?

Só para finalizar, o livro tem uma escrita gostosa de ler, com uma história cheia de sangue e cenas de terror. Mas também tem romance e ação. Só lamento que o final tenha sido bem 'final de novela da Globo'. Tudo se resolvendo nas últimas páginas, bandidos se dando mal e pessoas sorrindo felizes e se abraçando... Piegas, mas gostosinho.


Booktrailer:






Tempo: 3 dias
 Finalidade: Distração, reflexão, romance
Restrição: Sem restrições
Princípios ativos: Terror, Vampiros

Livro: A menina mais fria de Coldtown
Autor: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Páginas: 382






Desafio do Sobrenatural da Nedina do Blog Mundo de Tinta:

LIVROS ESCOLHIDOS PARA O DESAFIO 
(7 livros 2.181 páginas):

LIDOS:
- Círculo Secreto - A iniciação (255pag)
- A menina mais fria de Coldtown (384pag)
- Belas Maldições (378pag)

INICIADOS:
- O fantasma da ópera (240pag)
- Círculo Secreto - A Prisioneira (240pag)

FALTA LER:
- Strange Angels (293pag)
- O Ladrão de almas (427pag)

E se forçar um pouco a barra, posso colocar também: 

- As terras devastadas (vol 3 Torre Negra) (526pag)

Vou me esforçar para resenhar pelo menos os livros que mais gostei... Pelo menos Belas Maldições devo resenhar também... Aguardem na disciplina!!! 


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[RESENHA] Entrevista com Vampiro - Anne Rice by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 24 de agosto de 2014 09:00 in , , , , , , , ,


E aí PessoALL???  Meu desafio de 20 livros em 31 dias está terminando! Já se passaram 24 e eu já atingi a meta inicial! Foram 28 livros lidos, minha gente! Estou me sentindo uma máquina de leitura!

Alguns livros são tão marcantes, que merecem uma resenha. Não sei se estarei à altura de falar sobre uma obra da Anne Rice (minha primeira leitura dela, diga-se de passagem, mas vou tentar...

Sinopse: Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock.´— Quer dizer que ele sugou o seu sangue? – perguntou o rapaz. — Sim o vampiro sorriu. É assim que se faz.´ Louis, esse vampiro que se recusa a livrar-se das características humanas e aceitar a crueldade e a frieza que marcam os vampiros, continua a contar a história desde o início: ´— Escute, mantenha os olhos abertos – murmurou Lestat, com os lábios encostados em meu pescoço. — Lembro-me que o movimento de seus lábios arrepiou todos os cabelos de meu corpo, enviando uma corrente de sensações através de meu corpo que não me pareceu muito diferente do prazer da paixão...´ É um mundo de uma fantasia impressionante, um mundo gótico, romântico, esse criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector. O texto da autora americana não poderia ter melhor intérprete, talvez mesmo cúmplice.

Well, acho que é quase impossível você nunca ter ouvido falar do livro, da autora ou do filme (uma combinação de Brad Pitty + Tom Cruise + Antonio Banderas é quase impossível de ignorar!) 

E embora eu nunca tenha assistido ao filme, (segundo minhas irmãs, é pura heresia! A mais nova assistiu umas 555 vezes e sabe de cor a maioria das falas e a mais velha alega ter sido uma excelente adaptação além de um filme primorosamente bem feito), eu sempre tive curiosidade tanto sobre o filme quanto pelo livro e autora. A oportunidade de ler surgiu quando uma amiga (oi, Bluna!) pediu o livro emprestado. Como não gosto muito de emprestar o livro sem ler, fui lendo no ônibus...

Agora vamos às impressões: 

Quando iniciei a leitura, confesso que fiquei um tanto quanto entediada com a história, mas acredito que isso era mais um problema meu do que do livro, porque depois de um certo ponto, finalmente a história me fisgou. 

Louis era um vampiro certinho, mas ele era tão cheio de mimimi que eu o detestei! Como assim, cara? Tudo bem querer ser bonzinho, mas não chato e chorão! 

Enfim... o livro começa com Louis contando a história de sua longa vida imortal para um jovem repórter que ele estava espreitando, mas resolve “aproveitá-lo” para contar a sua história, daí o título Entrevista com o Vampiro. A história é narrada por Louis, ao contar os acontecimentos de sua vida ao repórter, alternando momentos de diálogo com o mesmo. Quando ele contava a história em si, eu ficava presa, nem piscava e passava uma página após a outra - mesmo quando me irritava profundamente com a maneira idiota que ele agia. Só que em algumas horas, ele perdia o fio da meada, pois parava para responder às perguntas ao repórter e se tornou na verdade uma longa conversa, às vezes não ficava muito claro quem falava, se Louis ou o repórter, ou mesmo se era alguma fala da história de Louis, nessas horas frustantes eu voltava uma ou duas páginas para tentar me situar novamente na história. Talvez se eu estivesse lendo sossegada num canto, não teria passado por isso, mas estava num ônibus saltitante e perdia o foco várias vezes nas curvas e freadas.

Louis era o filho mais velho de uma família e por isso assumiu os negócios da família. Um dia, seu irmão morre e ele se culpa por palavras ruins que falou para o irmão e podem ter sido o fato que desencadeou a morte dele. Daí ele começa a se colocar em perigo em busca da morte por causa da culpa que sentia. Como aquela frase diz: "Quem procura, acha" e é assim que a “morte” o encontra, na face de um vampiro sádico e cruel, Lestat. Louis acaba se entregando enfeitiçado pelo seu poder e beleza e cedendo à sua vontade. Passado os momentos iniciais, Louis começa a descobrir a verdadeira face de Lestat, ao mesmo tempo em que se desencanta progressivamente com sua vida vampiresca.

E aí, a equação que não fecha, é que Louis se recusa a perder a sua humanidade, ou pelo menos a humanidade que ainda lhe resta. Quase como se ele esperasse não perder sua alma, mantê-la intacta dentro de si. Ele mantém uma alma humana num corpo de vampiro. Fica desesperado cada vez que seu amor pelos humanos é sobrepujado pela necessidade de ter que matá-los para sobreviver.

Anne Rice capricha nos detalhes e desnuda todas as camadas da alma de Louis. Enxergamos nele todo desespero de ter se tornado um vampiro, ou melhor, um monstro... Louis é um personagem intenso e que busca respostas naquilo que o atormenta todos os dias. Seriam os vampiros obra do demônio ou de deus? Deus e o diabo existem? As mortes que causa  são grandes tormentos para sua mente questionadora e inquieta. 

Louis despreza Lestat. Despreza a crueldade, a futilidade e principalmente a falta de cultura dele. A relação deles se desgasta cada vez até que um dia, Louis encontrou Claudia em um quarto, abraçada ao cadáver da mãe e não resistiu e a mordeu. Quis então deixar de viver com Lestat, acreditando tê-la matado.E então, Lestat acorda a menina e transforma em vampiro como um presente para Louis.

Claudia chega a eles como uma forma de manter Louis junto a Lestat, criando um ambiente “familiar” ou uma responsabilidade quase humana para Louis, por ter de cuidar e acompanhar a criança imortal. O problema é que ela começa a história com 5 anos, mas sua mente se desenvolve enquanto seu corpo não, permanecendo eternamente com a aparência de uma criança. E como sua mente se desenvolve, ela se torna uma adulta manipuladora e fria, principalmente fazendo com que Louis faça todas as suas vontades já que ele se sente culpado pela transformação dela.

A história se desenvolve por com a relação dos três, cada qual lidando com seus demônios pessoais. Mais tarde surge o vampiro Armand, mas não falarei sobre ele, senão darei um puta spoiler da história... Ele surge num contexto já bastante avançado da história, mesmo assim, ele se torna uma personagem muito importante no livro.

E para finalizar, depois de passar por Paris, finalmente Louis volta sua cidade e fica bem evidente a constante busca pelas origens dos vampiros, do conhecimento de si, de sua natureza e suas reflexões morais.

É um livro muito denso e com várias frases que me marcaram muito. De todas, as duas melhores são relativas à maldade em si: 

“O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil.” e “O mal é um ponto de vista.” 

É um livro denso, se você passar pelo mimimi do Louis e todas as reflexões, você começa a achar o livro fantástico e com uma visão totalmente diferente dos vampiros. Finalmente conseguimos ter um vislumbre da mente deles.





Tempo: 1,5 horas
 Finalidade: Vampiros de verdade!
Restrição: Pessoas que não gostam de terror/vampiros.
Princípios ativos: Terror Sobrenatural

Autor: Anne Rice (tradutora: Clarice Lispector)
Editora: Rocco
ISBN: 9788532501028
Páginas: 334


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