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Uma boa dica...

Posted by Nanda Cris on 30 de agosto de 2012 15:44 in , , ,
Aproveitando um momento de bobeira no trabalho, uma matéria na internet foi puxando a outra e eu acabei chegando nesta reportagem aqui: Para Sempre by Antonio e Margarida (Especial 60 anos de casados!!!) e, ao ler a reportagem, vi uma frase que eu acho que é o PRINCIPAL segredo para um relacionamento tão longo:

"Assumir o casamento como um vínculo sacramental indissolúvel. Por isso, a solução dos problemas foi resolvê-los e não a separação."

Adorei, adorei.
Eu sempre disse isso. Vc não aguenta mais o João? Ele é bobo, feio e chato? Vc vai e termina com ele. Ufa. Que alívio. Aí vc começa a namorar o Zé. Conforme o tempo vai passando, a nuvem rosa se dissipa e o Zé parece tão problemático quanto o João. Às vezes até com os mesmos problemas, mas sem as mesmas qualidades. De que adiantou? Valeu a pena?
Escolheu um companheiro? Saiba amá-lo com as qualidades e com os defeitos. Cada partezinha dele. Porque, aí sim, o relacionamento dura. E amar o belo e perfeito é mole. Difícil é amar na vida real.

Dedico esse post ao meu amorzinho (Kbeça). Que nós também cheguemos a 60 anos de casados! (e, a esta altura, 70 de relacionamento, rsrs).

PS: Foto em homenagem à Drica Chica na nossa viagem de comemoração de um ano de casados para Paraty.


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Desafio da Batata Quente(1) - Parte 5

Posted by Nanda Cris on 29 de agosto de 2012 16:52 in , ,
Gente, espero que gostem. Botei um sobrenatural porque a Paty falou que o cedro que ela imaginou se abria e emanava uma luz cósmica, transcedental, rsrs. Então... eu puxei o bonde do sobrenatural. Quem quiser seguir a idéia beleza, quem quiser aloprar pra outro lado, beleza também. O céu é o limite!!!

..... x ......

- Vc não faria isso. – Joana sussurra, mais com esperança do que com autoridade na voz.
Thomas, com um sorriso de escárnio no rosto, aproxima-se de Martha a fim de dar-lhe um forte tapa no rosto. – Este é por você sempre me tratar como bastardo. E este... – outro tapa – é por sua filhinha estúpida ter duvidado de mim.
Joana olhava, impotente, o sangue escorrendo do rosto de sua mãe. Tudo isso por causa do maldito cedro. Sua vontade era jogá-lo no fundo do Tietê pois ele sempre havia sido fonte de discórdia. Mas, mesmo com a morte do avô, seu pai havia se mantido irredutível. O cedro era legado da família, responsabilidade de todos. Deveríamos protegê-lo, ou algo terrível ocorreria. Nunca haviam lhe contado que catástrofe se abateria sobre o mundo, mas essa estória parecia tão surreal perto do drama familiar que se desenrolava à sua frente que ela só conseguia pensar em trair o segredo.
- Thomas... eu conto... conto onde o cedro está. – ela balbuciou, tentando lutar contra a sensação de desmaio que estava dominando seu corpo.
- Não Joana! Não faça isso!
- Mamãe, não temos escolha...
- Já não era sem tempo. – Thomas disse, se aproximando. – Onde está?
- Onde mais? No mausoléu do vovô!
-Aquele velho idiota ainda detém o poder, mesmo reduzido a pó? Inacreditável. Mas foi uma boa escolha, eu nunca pensaria em vasculhar um túmulo. – Dizendo isto, Thomas aproximou-se de Joana e arrastou-a para um furgão negro meio escondido entre peças de carros empilhadas. Saíram em disparada, cantando pneu.
-Mamãe.. vc vai deixa-la para trás?
-Óbvio, como saberei se você não está blefando? Esta é a minha garantia.
Seguiram em silêncio até o destino. Ao chegar, encaminharam-se direto ao mausoléu. Joana apontou com um dedo trêmulo onde jazia o caixão de seu avô.
-Está aí.
-Dentro, no túmulo?
-É.
-Você abre. Eu já não gostava deste velho vivo, morto é que eu vou gostar menos ainda. – Thomas disse enquanto empurrava Joana em direção ao túmulo.
Ela caiu, batendo com tudo na parede. Viu estrelas enquanto escorregava até o chão, apenas para receber um forte chute nas costelas. Estava difícil se concentrar e manter o foco.
-Vamos logo que eu não tenho o dia todo. – Thomas resmungou, enquanto sentava no túmulo de sua avó e a esperava levantar novamente. Com toda a força que ainda possuía, ela levantou-se e arrastou a tampa, deixando-a cair aos pés dele. Debruçou-se sobre o túmulo aberto e violou o caixão do seu avô. Sem olhar, voltou-se e vomitou a um canto. Nem sabia que ainda tinha algo no estômago para sair.
Ouviu Thomas se aproximar, mas não se virou. Ouviu sua risada sarcástica.
-Ora, ora. Tão reluzente quanto eu me lembrava.
Joana não pode aguentar de curiosidade, olhou por cima do ombro a tempo de ver Thomas se inclinando sobre a tumba e tocando o cedro. Uma forte luz iluminou toda a câmara mortuária neste exato instante. Joana ficou cega por alguns instantes e quando conseguiu enxergar novamente, mal pode acreditar no que seus olhos viram.

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O livro proibido

Posted by Olhos Celestes on 28 de agosto de 2012 10:51 in , , ,
Olá amigos, o Balta me propôs um desafio de 5 palavras (já que fico me queixando de não ter nada para escrever), escrevi o texto e pelo que sei ele fará uma continuação para o meu texto, usando as mesmas palavras.
As palavras foram: Épica, acolhedor, desperdício, efêmera e consciente

Eis o meu texto:



O livro proibido


Era uma tarde fria de começo de outono, Megan estava doente já fazia duas semanas, vários médicos haviam sido chamados por seus pais, nenhum conseguira diagnosticar o problema. Ela não levantava mais da cama, não comia ou bebia, ficava fitando o teto o tempo inteiro, não fechava os olhos para dormir e também não respondia mais a nenhum estímulo.
Seus pais afirmam que tudo havia começado depois de um livro que lera, ela estava bem até o final do livro, sua mãe a viu nas ultimas páginas, alguns minutos depois voltou ao quarto para chamá-la para almoçar e ela estava deitada, os olhos fitando o nada, o livro caído no chão. Nada que a mãe fez adiantou de alguma coisa, deixando-a desesperada.
A mãe, depois de muito fazer e de tantos médicos chamar, resolveu que a culpa era do livro. Pegou-o para ler, era sobre uma aventura épica, mas tratava de assuntos assustadores, Maria achou o livro pesado demais para a sua filha, falava de demônios e tratava tortura e mortes como se fossem as melhores coisas do mundo, descrevia horrores. Maria não conseguiu terminar de ler.
Os médicos afirmavam que Megan estava o tempo todo consciente, parecia na verdade estar em transe, mas estava ouvindo e vendo tudo que acontecia ao seu redor, pois notaram pequenas oscilações em suas pupilas quando estimulada. Queriam interná-la, disseram que talvez o melhor fosse induzi-la a um coma de verdade e deixá-la em um hospital até que realmente esboçasse algum movimento ou emoção. Os pais relutaram em aceitar, acreditavam que a filha acordaria o quanto antes e queriam que quando ela acordasse estivesse em um lugar acolhedor, na casa dela, e não em um hospital, tinham medo que isso causasse outro estado de “transe traumático”,  como um dos médicos descrevera que ela estava. Resolveram chamar mais um médico para dar sua opinião. O Dr. Antonio, que é católico fanático, disse-lhes que chamassem um padre antes de tudo.
— Sei que pelo senso comum na minha profissão eu não deveria ser religioso, principalmente ao diagnosticar alguma coisa, mas acreditem, a religião nos ajuda muito a entender as doenças. Infelizmente o caso de Megan não é algo que um hospital possa resolver, seria desperdício de tempo e dinheiro interná-la. O melhor a fazer é chamar um padre de confiança.
— Padre? Mas o que ela tem Doutor? — Maria chorava sem entender.
— Apenas façam o que eu peço, um padre saberá o que fazer.
No dia seguinte um padre compareceu à casa da família, estudou profundamente o estado de Megan e deu seu parecer:
— Está possuída, mas parece que não terei o que fazer.
Ao ver a expressão de pavor e confusão dos pais ele continuou:
— Não é uma coisa efêmera. Aquele livro que a deixou assim foi escrito por um seguidor do Anticristo, é uma das várias portas de entrada do demônio neste mundo. Ele tentou entrar aqui pela Megan, mas ela é fraca demais e não resistiu, ele teve que voltar mas não quis deixar ela em paz, quis vingar-se, já presenciei outros casos desse. Ele já levou a alma de Megan para o Inferno, ela está apenas enxergando tudo que acontece aqui por uma janela, até que seu corpo padeça e morra. Sei que é extremamente doloroso para vocês, mas contornar os fatos ou dar uma explicação de forma diferente não seria o melhor que eu poderia fazer. Eu sinto muito.
Dizendo isso o padre se retirou, deixando um pai e uma mãe chorando desesperados sobre o corpo imóvel, mas ainda não morto, de uma jovem que por sua curiosidade acabou lendo o livro proibido que tiraria sua vida.

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