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Resposta ao desafio da Telma : Imagem "Paixão"

Posted by Nanda Cris on 2 de junho de 2012 18:14 in ,



- Aquela bruxa se acha muito esperta... ela vai ver do que eu sou capaz...
Ela soltou uma gargalhada maléfica, enquanto continuava a mexer o caldeirão. 
Murmurava frases de tempos em tempos:
- Shemhamforash! Hail Satan!
E ria, ria, ria descontroladamente.
Sentia mudanças físicas em si. Tudo bem, aquilo tudo fazia parte do ritual. 
Seus cabelos se alongaram e ganharam um brilho aloirado, totalmente diferente do seus cabelos negros como ébano.
Seus olhos azuis iam se esverdeando a cada nova palavra do ritual.
Sentia o poder subir por seus braços, enchendo suas veias, tornando-as arroxeadas e saltadas. O contraste era imenso com sua pele branca como a neve. Mas ela não ligava. O poder era o que importava. Teria sua vingança. Sua querida madrasta provaria do seu próprio fel.
Pegou a maçã do caldeirão e observou-a, era linda. Extremamente brilhosa, ainda pingava um pouco do sangue que tinha sido usado no ritual. Lambeu o líquido quente e viscoso, sentindo ainda mais poder correr em suas veias. Soltou uma nova gargalhada, já prevendo a vitória.
Sua nova imagem e a maçã fariam aquela maldita pagar por todos os anos que ficara longe do seu lar, das pessoas que amava e, principalmente, sua morte lenta e dolorosa a vingaria pela perda de seu pai.
Ela iria ver só. Isso era uma promessa.



Um pouco sobre o que senti vendo esta imagem:
Quando eu a vi a primeira vez, tive certeza que era a Branca de Neve. Não me perguntem porque, eu simplesmente senti isso dentro de mim, mesmo ela sendo loira e tal. E foi com esse pensamento ecoando que escrevi o texto acima. Espero que tenham curtido.




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Resposta ao desafio da Pat

Posted by Lívia Marques on 08:33 in

1- A arma estava carregada no coldre... uma Glock 28 que era do seu pai.
2- -Corra! Não temos tempo....
3- Seja bem vinda a realidade.
4- Os assassinos pagariam com a própria vida.
5- Tudo depende de que lado você está.

Perseguição


A arma estava carregada no coldre... uma Glock 28 que era do seu pai. De alguma maneira Ane pensou que ela se ajustaria ao seu corpo como se fosse um órgão seu . Enganou-se. A arma pesava em sua cintura e fazia barulho enquanto ela se mexia. Ela se sentia extremamente desconfortável e o medo daquilo disparar acidentalmente era enorme. Quem garantia que não dispararia se estivesse destravada? Ou pior, que ela se lembraria de destravar para disparar quando necessário? O arrependimento já tomava conta de Ane. Onde ela estava com a cabeça de pensar que seria capaz de caçar os assassinos de Biga? Devia ter contratado pessoas qualificadas, que entendiam do assunto. Mas contava apenas com a ajuda de Noel. O que era muito devida às circunstâncias. Já que ninguém dera muito crédito ao desaparecimento de Biga uma semana antes.
Noel era um rapaz sereno, meio estúpido talvez ,mas com um senso de justiça enorme.Foi ele quem propôs fazer a ronda perto da casa do pastor da igreja anglicana. Lá era um dos lugares favoritos dos passeios de Biga, pois tinha árvores grandes e jardins lindíssimos. Foram até lá com a noite bem avançada, uma noite sem lua. Precisaram levar a lanterna e tomaram muito cuidado para não serem vistos. Os cuidados foram desnecessários: não havia ninguém por lá. Ouviram miados e gritos abafados vindos da igreja e resolveram averiguar. Começaram a escalar o muro e quando já estavam do lado de dentro Ane tropeçou e caiu sobre si mesma fazendo a arma disparar em seu pé.  Noel mais do que depressa a ajudou a levantar e ouvindo barulhos da igreja disse:
_Corra! Não temos tempo de ficar aqui parados esperando ser pegos. Temos de dar um jeito de sair daqui e depressa.
Com muita criatividade foram ao portão principal e atiraram no cadeado fazendo-o abrir. Mas foi tarde demais, o vigia da igreja já estava vindo em sua direção armado de um porrete e muito assustado por sinal. As explicações começaram. Ane e Noel falavam ao mesmo tempo, mas por incrível que pareça a história foi a mesma: ela tinha levado um tiro no pé e eles foram buscar abrigo na igreja, mas para isso tiveram que arrebentar o cadeado. Ninguém disse de onde veio a arma que deu os tiros e o vigia também não perguntou. Com tudo mais ou menos resolvido chamaram um taxi e foram ao hospital tratar do pé de Ane, que a esta altura já chorava de dor. O prognóstico foi de três semanas de cama sem botar o pé no chão.
_Droga, lá se foi nossa busca aos assassinos de Biga, disse Ane.
_Seja bem vinda à realidade querida. Temos que esperar você melhorar, mas enquanto isso eu posso ir tomando providências, anunciou Noel.
Uma coisa era certa: os assassinos pagariam com a própria vida a crueldade feita com a doce Biga. Essa era uma promessa proferida por Ane e por Noel.
Enquanto Ane se restabelecia do ferimento, Noel procurava pistas em toda a cidade. Começou pelas pessoas mais próximas, mesmo aquelas que não tinham motivos para querer Biga morta, mas afinal tinha que concordar que Biga não era das mais fáceis. Era briguenta e irritadiça e constantemente arrumava confusão. Procurou entre os vizinhos, os fornecedores de pão , leite, jornal o açougue;  na prefeitura, nas quatro igrejas da cidade, na estação de trem, na rodoviária e até no pequeno aeroporto. Não encontrou nenhuma pista. Todos com quem conversou não tinham reclamação de Biga ou não se lembravam dela. Ninguém pareceu suspeito ou desonesto. Isto levou duas semanas, por fim teve uma ideia. Correu para a casa de Ane e perguntou:
_Você tem certeza que Biga morreu?
_ Mas é claro que sim! Respondeu ela estupefata. Que outra razão teria pra sumir assim da minha vida?
_É que procurei em todos os lugares e não encontrei uma só pista. Só tem um lugar em que ela pode estar.
- Onde? disse Ane
_ Aqui!
O primeiro lugar que Noel foi procurar foi no sótão, um lugarzinho aconchegante que Ane deixava sempre livre de poeira. E claro, Biga estava lá! Com nove filhotes branquinhos como neve. Devem ter puxado o pai, pois Biga era pretinha como pixe. Ane não pôde acreditar que chegara a sair armada procurando vingança, enquanto Biga estava aconchegada no sótão com seus filhotinhos. Que loucura, onde estava com a cabeça? Se as pessoas soubessem disso, ela estaria perdida, mas no final tudo depende de que lado você está. E ela estava do lado do amor incondicional por sua gata.

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Livro interessante....

Posted by PatyDeuner on 1 de junho de 2012 09:46 in , , ,

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Amizade

Posted by Lívia Marques on 09:29 in , , ,

Esta é uma homenagem à melhor amiga do mundo.


Amizade

Eram colegas. Foi Lívia quem apresentou o colégio à Pat quando ela chegou do sul. Faziam parte da mesma turma na escola, mas não eram assim tão íntimas. Andavam juntas, fumavam escondido no banheiro da escola e bebiam no fim de semana o famoso hifi. A bebida preferida dos estudantes que não tinham dinheiro para se embebedar com cerveja. Como Pat morava longe, ela sempre dormia na casa de Lívia, uma prática comum naqueles tempos, que não queria dizer muita coisa em termos de intimidade.   Afinal Lívia já tinha uma melhor amiga , Cléo, e eram inseparáveis.
Mas a amizade de Lívia  e Pat foi crescendo e saiam sempre juntas e até conheceram o namorado da Lívia juntas. Foi numa feira em uma praça e a Pat embriagada começou a paquerar todos os meninos que passavam por ela, enquanto a Lívia morria de vergonha e tentava amenizar de alguma forma. Foi então que Lívia reparou em um garoto próximo a elas e bateu um ”click” como nos romances. Pat aproveitou que estava bêbada e os apresentou na cara dura. Mais tarde combinaram de sair e aí começou o namoro que virou casamento e dura até hoje. Pat foi madrinha é claro.Cléo, a melhor amiga da Lívia, por ciúmes da Pat acabou brigando com ela e a amizade terminou. Nessa altura Pat já era muito próxima e acabou virando a melhor amiga. As duas terminaram o 2º grau e foram prestar vestibular: nenhuma passou de primeira, tiveram que fazer cursinho. É claro que foram para o mesmo cursinho, só não ficaram na mesma sala, pois uma queria humanas e a outra exatas. Passaram no vestibular mais ou menos na mesma época e o primeiro namorado que Pat teve na cidade foi Lívia quem apresentou.
As coincidências começam quando Pat começou a namorar um garoto com o mesmo nome do namorado da Lívia. No início virou confusão. Tinham que falar meu Léo pra cá, seu Léo pra lá e quando estavam juntos era um caos. Mas eram inseparáveis. Saíam quase todos os fins de semana ou iam para o sítio de Lívia e Léo. Varavam a noite jogando buraco e invariavelmente elas perdiam. Eram tempos divertidos.
Lívia engravidou e teve uma menina e Pat foi madrinha. Pat se casou e Lívia foi madrinha. E ainda por cima viajou junto na lua de mel! É que o Léo da Lívia estava com stress e o médico mandou que ele tirasse uns dias de folga. Ele só conseguiu tirar a licença do serviço na semana posterior ao casamento da Pat, assim tiveram que marcar a viagem para o domingo já que seriam padrinhos no sábado. E o único pacote de viagem que sairia no domingo era o mesmo que o da Pat e o Léo. Mas o detalhe é que o Léo da Lívia não sabia que a Pat iria viajar neste pacote, foi uma surpresa para todos quando descobriram. Afinal a viagem foi super divertida e eles aproveitaram muito. Mas ficou o estigma da Lívia ter viajado na lua de mel da Pat!
Um ano mais tarde Pat teve gêmeas e Lívia foi madrinha, a coincidência está no fato em que além de a obstetra ser a mesma, o hospital ser o mesmo, a sala de parto ser a mesma, até o quarto em que Pat ficou (nº 417) também foi o mesmo em que Lívia ficou quando ganhou sua filha. Aliás suas filhas, pois Lívia teve mais uma menina e ficou no mesmo quarto de novo!
Passaram por cada uma, são muitas as histórias que têm pra contar. Gostam dos mesmos livros, dos mesmos filmes, dos mesmos atores, das mesmas músicas.Lívia arrumou uma gata e depois um cachorro, Pat arrumou um cachorro e agora recentemente, uma gata! A diferença entre Pat e Lívia é que uma é loira e a outra é morena.
 Às vezes se pensava que Lívia era a mais forte das duas, pois Pat era meio avoada, tinha até apelido e Lívia a defendia com unhas e dentes. Mas isso se mostrou uma inverdade depois que Lívia ficou doente. Hoje é Pat quem segura a barra de Lívia e se sai muito bem.
As duas continuam melhores amigas, mas se falam por telefone ou internet. Veem-se ao vivo só umas duas vezes por ano. A Lívia tem um sítio novo há cinco anos e a Pat só foi lá duas vezes com muito custo e ameaças. A Lívia já desistiu de chamar. Os Léos nem se falam mais, não se lembram dos tempos de buraco. As filhas estão grandes, já com namorados. E cada uma vai seguindo a sua vida.
O que será que aconteceria sem essa amizade que esse ano faz 25 anos de existência? A vida teria sido muito diferente, mais vazia ou seria completada por outras pessoas? Acho que não seria possível substituir nenhuma das duas.
 Elas são como irmãs só que nascidas em casas diferentes 

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Desafios para o final de semana

Posted by PatyDeuner on 08:51 in
Vamos dar uma esquentada nesse findi que promete ser friozinho e bom de ficar embaixo das cobertas soltando a imaginação (escrevendo os desafios viu? rsrsrs).

Então vamos lá.

Para Lívia
Dessa vez vou desafiá-la com frases Lívia, pra ficar mais emocionante. São elas:


1- A arma estava carregada no coldre... uma Glock 28 que era do seu pai.
2- -Corra! Não temos tempo....
3- Seja bem vinda a realidade.
4- Os assassinos pagariam com a própria vida.
5- Tudo depende de que lado você está.

Quero um texto de ação Lívia! Sei que você adora!

Para Telma
Telma querida, sinto muito não desafiá-la para outros textos, mas é que todos nós aqui estamos adorando a sua história misteriosa e enquanto você não concluí-la estará de castigo só com ela! kkkkkkkkkkkk

Então vai aí as palavras que você deve usar no texto :

parcimônia - funil - espartilho - simulacro - pânico


Para Nanda
Nandinha, já que você se prontificou a fazer outros textos além dos Inimigos Noturnos, vai ganhar dois desafios.


Frases para INIMIGOS NOTURNOS:


1- Quando menos esperava ela o abraçou e sussurrou que o amava.
2- - Tenho fome, preciso comer...
3- Um lindo vestido de seda creme deixava transparecer seus seios.
4-  Em meio a discussão, Brad deu um grito angustiante enquanto seu braço era arrancado.
5- - Não podemos ficar com um zumbi aqui. Esse é o nosso refúgio!


Achei essa imagem muito inspiradora  pra você Nanda. Solte suas feras!


Tome o tempo que precisar Nanda. Esses desafios são para divertir e relaxar, e não uma obrigação.


Boa sorte meninas!






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Posted by Telma Myrbach on 31 de maio de 2012 23:50 in , , , ,
Ação e erotismo a 200 km por hora


Sua mãe havia sido estuprada por um vampiro e ela havia nascido.
Assim era Catherine, mas você pode chamá-la de Cat, como ela se apresenta.

A vida de Cat girava em torno de uma Faculdade adiada, com um único propósito: matar vampiros, na esperança de vingar sua mãe e si própria, que desde sempre fora considerada "diferente" por todos que a rodeavam.

Sem amigos e sem amor, sem qualquer coisa que a atrapalhasse de se fingir de inocente, entrar num bar, detectar um vampiro, seduzi-lo, sair com ele deixando que ele pensasse que ela seria só mais uma mocinha indefesa e cravar-lhe uma estaca no peito.

Essa era sua rotina até o dia em que encontra Bones, um vampiro que a tirou do controle e passou a fazer parte dos seus dias (ainda que ela odiasse a ideia, teve de haver um pacto entre eles).

O texto de "A CAMINHO DA SEPULTURA" é de fácil leitura e cumpre ao que se propõe: levar entretenimento em forma de suspense, grande grau de EROTISMO e situações engraçadas.


Esse livro me fez lembrar muito o SUSSURRO (apesar de não ter anjos) e, estou certa de que, se você gostou do Sussurro vai gostar dele também.

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Sobre ser gordo (ou como é difícil almoçar com magros)

Posted by Kbeça on 14:25 in , , , , , ,


Uma das piores coisas de ser gordo é que você ou come muito, ou come muita besteira, ou os dois. No meu caso é os dois.

Há algum tempo estou trabalhando em Botafogo, zona sul do RJ. Para vocês terem uma ideia de como as coisas são caras por aqui, um suco com salgado, que normalmente eu pagaria em torno de R$ 3,00 a R$ 4,00 em uma pastelaria, eu paguei R$ 10,00 num lugar "barato" aqui.

Normalmente eu almoço com a estagiária que, apesar de compartilhar da minha tendência glutonica, ganha merreca, então vai em lugares baratos. Mas, ontem ela saiu com o marido e eu fiquei numa situação constrangedora quando o diretor de projetos me chamou para almoçar no lugar dela. Fazer o quê?! Lá fui eu.

Veja bem, nada contra o cara. Ele é até gente boa e tal, mas ele é diretor e eu sou analista, e estamos em Botafogo, baby. O Manuel Carlos grava novelas aqui. Vê lá se ele grava novelas no Méier, em Madureira, Bonsucesso. NÃO! Porque lá é terra de pobre.

Quando estávamos saindo falei:
- E ai, vamos num lugar bom, barato e bonito?
Ele riu. Isso não era um bom sinal.
- Bom e bonito, sim. Barato, nem tanto. - Disse ele.
- É a la carte? - Perguntei.
- Não, não. É à peso mesmo. Sai mais barato.
Mais barato para quem? A Nanda tem uma regra: se ela estiver pagando, eu não posso comer à peso. Ela não é mão de vaca, tadinha. É que eu levo essa coisa de peso à sério e acabo querendo colocar o meu próprio peso no prato. Aí já viu, né?!

Mas, beleza. Continuamos andando. O meu desespero foi aumentando quando as casas mais humildes e os prédios comerciais foram diminuindo e foram surgindo altos casarões e condomínios fechados. A cada passo eu ia tentando somar o que eu tinha nos bolsos, na carteira, na conta, e analisando se eu estava em condições de correr. Sabe como é, diz que vai no banheiro e só pára de correr quando estiver em casa.

Chegamos. O lugar tinha até segurança de terno e com fone de ouvido, na porta. Aquela bagaça devia ser protegida pela CIA. Só entrava gente engravatada naquela porra e eu estava de jeans. Logo na porta o menu e o preço do kilo, R$ 41,90. Quando eu vi o preço meus olhos arregalaram e eu pensei "Tôfudido! A Nanda vai me matar!"

Entramos e fomos direto para o buffet e eu ficava entoando mentalmente um mantra enquanto nós colocávamos a comida no prato:

Coloca pouco, seu gordo pobre.
Coloca pouco, senão a porra vai ficar séria..
Coloca pouco, seu gordo pobre.
Coloca pouco, que tu não tem dinheiro e não consegue correr mais que os seguranças.
Coloca pouco, seu gordo pobre.
Magro dos infernos. Olha lá: saladinha, alfacezinho, tomatinho. Por isso o puto come aqui e fala que é barato.
Coloca pouco, seu gordo pobre.
Ih, fudeu-se tudo! Camarão! Amo camarão!
Coloca pouco, gordo lazarento. Tua mulher vai arrancar as tuas bolas!

E assim, fui colocando pouco. Para meu alívio, o restaurante era para corsas, porque tinha mais mato do que comida. Muita salada, verde, mato, suflês, mais mato, sementes disso, sementes daquilo, mato de novo, broto de alguma coisa, e por aí vai.

Pesamos! Agora já era. Eu devo ter suspirado alto quando meu prato marcou 500g, porque a funcionária riu e uma senhora, muito bem vestida, ao meu lado, ficou me encarando. Eu ainda não entendi se o olhar dela para mim era pensando "o que esse gordo tá fazendo aqui", ou se ela estava tentando decidir se me dava uns R$ 50,00, ou não. Enfim.

Quando finalmente sentamos para comer ele olha para a minha nota e fala:
- Aí, viu?! Baratinho. R$ 22,00.
Perai, seu gambá assanhado! Meu ticket é de R$ 15,00, eu como um PF de R$ 16,00 e racho com a estagiária para sair mais barato, tô passando fome aqui e tu ainda vem tirar sarro da minha cara falando que tá baratinho?! Juro que me deu vontade de falar isso, mas o que eu falei foi:
- É... (com a fome que eu estava não saiu muito alto)
A garçonete parou do meu lado e perguntou o que eu queria beber.
- Coca, por favor. - respondi.
- Você devia beber algo mais saudável.
Olhei bem para a cara dele... respirei... respirei de novo... e fingi que estava orando.
A menina já chegou colocando o refrigerante no meu copo e eu já fui bebendo. Em seguida ela escreveu na minha nota o valor: R$ 4,00. PUORRANN!!! R$ 4,00 por uma latinha, eu quase regurgitei o troço de volta na lata. Eu pago menos que isso em uma de Coca de 3L.

Resumindo foi isso: comi, quase chorando, o meu "meio-quilo", pagamos e fomos embora.

Quando eu contei isso para o marido da estagiária, que me acompanha na dimensão da circunferência da cintura, ele falou:
- Ah, cara. Quando for assim, vai só para acompanhar. Come duas folhas de alface e, quando sair, fala que tem que ir no banco e corre pro china e pede uns salgados com caldo de cana.
Ele é gordo a mais tempo que eu e mora aqui em Botafogo. Tem mais know how no assunto. XD

E vocês acham que gordo não sofre.

Um dia desses eu conto como é na academia.

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continuação do texto do desafio de palavras

Posted by Telma Myrbach on 10:56 in , , ,

Enquanto caminhava para casa, a fim de preparar-se para cumprir  o que lhe fora ordenado por ela, ele fazia um retrospecto da sua vida medíocre.
Filhos de pais abastados e nada presentes, ele havia sido um aluno relapso e mimado que tinha tudo o que o dinheiro pudesse comprar.
Sua adolescência fora rodeada de momentos de rebeldia, pequenos atos de delinquência e impunidade, uma vez que seus pais, para conservar o bom nome da família, sempre intervinham com dinheiro ou prestígio, e ele saía ileso das situações.
A boa aparência por si só, já lhe garantia mulheres aos montes, mas fora privilegiado também com a total  ausência de problemas financeiros. Era considerado um dos melhores partidos da cidade pela Revista Veja e ele só havia achado injusto na reportagem, a palavra “playboy”.  O fato de ter-se casado com Mariana, não o impedia de ter outras pessoas. O casamento havia sido feito por conveniência: ela vinha de família poderosa e engravidara no único contato que haviam tido no banco de trás do carro quando voltavam bêbados de uma festa.
SER pai havia sido a melhor coisa da sua vida. Contemplava Ian e sentia-se orgulhoso. Aquele bebê lindo, de dois anos e meio era obra do seu DNA. Sinceramente, faria qualquer coisa por ele e, desde o momento em que ouvira seu choro na maternidade, jurara ser um pai presente e dar ao filho, tudo o que não tivera na infância.
Ele cumpria o prometido. Falhara em tudo e não se importava, exceto na paternidade. Ele era um excelente pai e o fazia sem esforço. Fazia por amor. O único amor que já havia sentido de verdade. O único amor que conhecia até duas semanas atrás.
Há duas semanas cansado que estava da falta de novidades em sua vida, resolvera ir a um bordel de quinta categoria na Rua Augusta. Estava cansado das “casas de massagem” luxuosas que frequentava, das mulheres-todas-iguais que lá trabalhavam e, ansiava por algo diferente. Soube da abertura da boate e resolveu checar.  Tinha um “feeling” com relação ao lugar e confiava nas suas impressões.
Entrou no local sem dificuldade. Vestia um Armani que mesmo para quem não conhecia grifes, impressionava.
Sentou-se de frente para o palco no exato momento em que algumas luzes foram diminuídas e o som de uma guitarra, em ritmo de blues preenchia o local. Pediu um whisky e, como se estivesse magnetizado virou-se para o palco no exato momento em que ela entrou, dirigiu-se ao microfone e ficou alguns instantes em silêncio.
Ela vestia um longo vestido preto que revelava todas as suas generosas curvas. O talhe do lado direito, que ia até quase o quadril, mostrava insinuante a perna torneada e bronzeada que aparecia discretamente, quando ela movimentava-se ao ritmo da música. O decote mostrava um pouco do que ele adivinhava ser um belo e farto par de seios.  Sapatos de salto altíssimos e luvas ¾ complementavam o visual enigmático e libidinoso da mulher à sua frente.
Mas foi apenas quando ela soltou a voz e seus olhos procuraram os dela que notou o chapéu de grandes abas que usava, cobrindo parcialmente o que naquele momento ele mais queria ver: seu rosto.
A boca carnuda e vermelha movia-se sensualmente e, a voz aveludada e firme enchia o ambiente.
I just don't know what to do with myself
I don't know what to do with myself
Planning everything for two
Doing everything with you
And now that we're through
I just don't know what to do

I just don't know what to do with myself
I don't know what to do with myself
Movies only make me sad
Parties make me feel as bad
'cause I'm not with you
I just don't know what to do


Meu Deus! Como contrastava a letra da música com a força que emanava daquela mulher. Ela cantava “eu não sei o que fazer comigo”, quando na verdade toda sua linguagem corporal dizia o contrário.

Like a summer rose
Needs the sun and rain
I need your sweet love
To beat love away


Era um convite que já estava aceito.
Ele iria tê-la.
Tentava desesperadamente ver seus olhos, mas fora impossível. Música terminada, uma pequena mesura e ela retirou-se.
Imediatamente ele chamou uma das garçonetes e lhe perguntou sobre a cantora.  Ela respondeu que era a primeira vez que ela cantava no local e que não sabia nada sobre ela. Mandou chamar o gerente que veio apressado.
- A garota que acaba de cantar. Gostaria de ter um encontro a sós com ela. – disse com firmeza.
- Sim, senhor. Ela estará aqui em um minuto.
Ele já antegozava todo o prazer que teria. Caramba! Para uma espelunca como aquela, o material era de primeiríssima qualidade.
O pequeno sorriso que aparecia em seu rosto teve vida curta. O gerente voltou, cerca de 10 minutos depois dizendo que ela já havia ido embora. Havia vindo apenas para uma seleção que estavam fazendo para cantora, mas retirara-se logo após a canção.
- Certo. - Disse ele, visivelmente contrariado - Traga o telefone e endereço dela. Vocês têm os dados das candidatas, não têm? – enquanto ele falava, colocava duas notas de R$ 100,00 no bolso do homem.
- Certamente, senhor. Por favor, aguarde mais um momento.
Assim que o gerente voltou com os dados, ele agradeceu, pagou a conta deixando uma gorda gorjeta e correu para o carro.
Catharina  - Rua Cardeal Arcoverde, 1250 – telefone residencial: 3032-5986
Dirigiu na máxima velocidade possível para o endereço. Outras mulheres já o encantaram antes, mas não daquela maneira. Ele a queria e ele a teria. Flagrou-se novamente com um sorriso de satisfação no rosto. Há tempos não se sentia tão vivo!
Chegou ao endereço em 15 minutos. Mas, espere... havia algo errado. Que brincadeira estúpida era aquela?
Voltou para o carro, exaltado, irritado. Entrou, bateu os punhos no volante, frustrado.
Nesse exato momento, um par de mãos pousou em seus ombros e aquela voz aveludada sussurrou em seu ouvido:
- Calma, meu bem. Por que tanto nervosismo?
Ela estava sentada no banco de trás e, mesmo pelo retrovisor, devido à escuridão do local, era impossível ver seu rosto.
A raiva imediatamente dissipou-se e a epinefrina, hormônio há tanto tempo esquecido por seu corpo, correu enlouquecida.

* (procure o endereço no Google (Rua Cardeal Arcoverde, 1250), para saber o porquê dele ter achado que era uma brincadeira de mal gosto)
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Desafio da Pat, geladeira, mofo, conspiração, fanática, pedacinho

Posted by Lívia Marques on 30 de maio de 2012 10:16 in , ,

 Hoje acordei inspirada: vou começar a nova dieta das celebridades que vi no Face. Já comprei o suplemento, que foi caro pra xuxu, mas vai valer a pena. Vou emagrecer pelo menos 10 kg e ficar magérrima e linda. Sei que o primeiro dia é sempre o mais difícil por isso já me garanto, vou ao supermercado e me abasteço de coisas lights e diets. Abro a geladeira pra pensar: não posso jogar tudo fora, afinal tem muita coisa não tão perecível assim, que daqui a duas semanas quando eu estiver magrinha vou poder comer. Por exemplo: a muzzarela, o hambúrguer congelado, os nuggets, os danetes que têm a data de validade estendida, a pizza congelada, o queijo gorgonzola que definitivamente não perde por causa do mofo que já vem nele. E assim dou meu jeitinho de brasileira. No café da manhã comi uma torrada e uma xícara de café preto, às 10:00 estava com o estômago nas costas então comi uma maçã, não deu nem pro início, só fez aumentar minha fome. Ao meio dia bateu um cheiro de feijoada! Feijoada numa segunda feira, ninguém merece! É uma conspiração com meu regime, só pode ser. Enquanto eu como arroz com legumes e bife grelhado o outro come feijoada! Estou ficando traumatizada, pois mais tarde descobri com a vizinha que a “feijoada” era um reles feijão com bacon (hummmmmm)! Depois do almoço fui para a academia, preciso malhar pra perder mais depressa os quilinhos ganhos nos meus anos de inércia. Mas não quero ficar fanática, dessas que só pensam em academia e suco natural, comida vegetariana e tal. Morro de preguiça. Depois da aula me bateu uma fome! E nem está na hora do lanche, acho que vou improvisar um suquinho, ou melhor, uma vitamina que enche mais.E ô tempo que não passa pra chegar o café da tarde! Tô morrendo de fome. Até que enfim posso tomar meu café. Mais uma torradinha, (desta vez com um pouquinho de Nuttela) e um copo de suco de laranja. Vamos ver até quando isso enche meu estômago. Os suplementos até agora não estão adiantando nada, continuo com fome pra valer, quero só ver se queimam gordura como o prometido. Assisto um pouco de televisão: Extreme MakeUp, umdia ainda faço parte de um programa desses. Já pensou ser “remodelada” por uma equipe de profissionais da moda? Que luxo! Ainda bem,chegou a vez do jantar, um filé de peixe com legumes, pode ser na manteiga? Juro que não como o arroz. E assim se encerra o meu primeiro dia de dieta. Até que fui bem, devo ter emagrecido uns dois kg ou mais. Mas eis que toca a campainha, que gracinha é a filhota da vizinha aqui da frente com um pedaço de bolo de chocolate pra mim! Agradeço e como um pedacinho, pois ninguém é de ferro. Vou dormir tranquila com a sensação de dever cumprido. Amanhã é outro dia e prometo cumprir a dieta assim como hoje. Boa noite.


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Relatos da primeira depilação

Posted by PatyDeuner on 09:18 in , , , ,
                       


"Tenta sim. Vai ficar lindo..."


Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos m...e avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.


- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?


Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de "Calígula" com "O albergue".

Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
"Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra
quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo: "Baixe a calcinha".... como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar?!... eu estava com
sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Mas eu ainda estou na luta...
Fica a minha singela homenagem para nós mulheres! 


TEXTO DE VALERIA SEMERARO

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Novo Desafio para a Lívia

Posted by PatyDeuner on 09:02 in
Aproveitando o seu entusiasmo e a sua  inspiração Lívia, vou mandar 5 palavras para um novo texto.

São elas: geladeira - mofo - conspiração - fanática - pedacinho


Manda brasa garota!!!


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Um beijo no coração

Posted by Kbeça on 29 de maio de 2012 23:32 in , , ,
Vi enquanto navegava no Malvadas.

Vale muito à pena ver/ler.



Só de mim
Você não sabe quem eu sou, mas eu sei quem você é, e só preciso de um minuto da tua atenção. Espero que saiba a sorte que tem. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal. Espero que saiba que ela não vai falar nada enquanto não escovar os dentes. Não é por mal, é por medo de perder o encanto aos teus olhos e que a considere um ser humano comum. Espero que saiba que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta. E que ela escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar na hora certa. Quero também te dizer que ela adora histórias do fantasmas mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar o nomes de todos os teus amigos de primeira, porque ela, ela é que sabe de si. Você nunca será uma sorte para ela. Sorte é poder tê-la na sua vida. Sabe? Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea de sua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo. Ela não sabe cozinhar, mas vai se esforçar para fazer o seu prato preferido. E se não estiver bom, ela vai rir do “fracasso”, em vez de lamentar. E quando ela ri, quando ela ri eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é como uma nota musical que toca ao coração e me faz querer dançar. Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive. Aprende que a “arritmia” que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte. Espero que seja tudo aquilo que eu nunca fui. Espero que a trate bem. Porque se partir o coração dela, vai perdê-la para sempre. Pudesse eu ter lido o futuro.
Diogo Lopes

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Traição

Posted by Lívia Marques on 21:13 in , , ,

Chegou em casa cansado de mais um dia de trabalho, porém as lembranças desse dia amenizavam o cansaço. Hoje ele tivera seu segundo encontro com a recepcionista do 3º andar. Que mulherão, morena, voluptuosa com os lábios cheios e com um senso de humor aguçado, sem contar a caliência na cama. Era uma verdadeira deusa. Compensava os riscos que estava correndo. Afinal um homem precisa provar sua virilidade com mulheres de verdade e a dele já estava passada a tempos. Parindo e cuidando dos filhos e da casa, não sobrava tempo pra se arrumar e se cuidar.Ele trabalhava a semana toda de 7:00 às 19:00 para dar conforto à família, portanto também merecia seus momentos de conforto e de diversão, não estava fazendo mal a ninguém. Era um casinho passageiro, sem maiores consequências, todos os seus amigos em algum momento da vida já haviam tido um caso assim e nenhum deles foi descoberto, porque aconteceria com ele? Não resta dúvida que teria de tomar cuidado com seu sogro, que por acaso era seu chefe, mas um pouco de adrenalina não mata ninguém. E assim ia prosseguindo sua vida dupla, bom amante com a recepcionista, cobrindo-a de flores e champagne e pequenos presentinhos baratos, pois afinal era só uma recepcionista! E em casa bancando o pai de família, comparecendo de vez em quando na cama da esposa para não levantar suspeitas.As coisas começaram a esquentar no dia em que a recepcionista pediu sua primeira joia: uma pulseira de ouro e brilhantes que havia visto na joalheria próxima ao escritório. Ele, no início se recusou a dar, mas como ela fez manha e ameaçou greve ele cedeu em menos de um dia.Passaram-se dias de calmaria. Até deu pra comemorar as bodas de prata coma patroa com uma festa bancada pelo sogro. Tudo do bom e do melhor. Uma variedade enorme de gulodices em que a esposa se fartou, saindo novamente da dieta. Por falar em dieta, ele também precisava começar uma o mais rápido possível, sua barriguinha de chope há muito dera lugar a uma respeitável barriga de gestação! E quanto à calvície, será que ficaria muito ridículo um implante de i cabelos, coisa pouca, só mesmo pra disfarçar as entradas, e quem sabe um pouco de coloração pra disfarçar os cabelos brancos. Era uma coisa a se pensarLogo que pôde conversou com sua recepcionista sobre suas ideias de beleza, ela ficou entusiasmada e quis , ela mesma cuidar de tudo e assim marcaram salão e esteticista.  Na mesma noite, arrumou uma desculpa para passar a noite no escritório e foi jantar com a amante para estrear o novo visual. Escolheram um lugarzinho aconchegante mas na moda, já que ela fazia questão, e se sentaram em uma mesa nos fundos. No meio da refeição houve um burburinho danado e sons de flashes espocando: era a Lady Gaga entrando no restaurante pendurada com seu mais novo namorado. Os flashes não paravam e acabaram fotografando todos, pois afinal todos ali eram também celebridades em suas áreas. Não adiantou sair correndo escondido debaixo do jornal para não ser reconhecido, isso foi até pior! E no dia seguinte já deu pra imaginar as colunas sociais: Evandro Ataíde de Melo Alencar jantando com uma amiga no Che’z. Sogrinho não gostou nada e a esposa pediu o divórcio. Hoje, trabalha em uma firma de 5ª categoria enquanto a mulher fez regime e viaja o mundo inteiro e a recepcionista está casada com o dentista do 7º andar.


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Dê Tempo ao Tempo!

Posted by Olhos Celestes on 16:55 in , ,
Oie genteee... Esta é a resposta ao desafio da Telma. 
Paty, sei que me desafiou antes e peço desculpas por estar respondendo ao desafio da Telma primeiro, mas é por que achei um pouco mais fácil, sua imagem é inspiradora demais e quero fazer um texto totalmente empolgante com ela, enfim, na verdade quero ver se retorno um pouco as minha origens escrevendo sobre aquela imagem, e isso pode me tomar um pouquinho mais de tempo para me inspirar...

Enfim, vamos a resposta. A imagem que escolhi:



Dê Tempo ao Tempo


“Deuses, Senhores do Universo, por favor me ajudem nesse caso perdido, eu não sei mais o que fazer, estou prestes a cometer um grande erro, vocês o sabem, se minha amada não me perdoar eu vou... não, não posso colocar a culpa nela, a culpa é minha! Ah, por favor me digam um jeito de concertar tudo, como fazer para ela me perdoar?”
As lágrimas escorriam pelo seu rosto pálido enquanto orava, ajoelhado ao lado da cama, os olhos inchados, um retrato dela em mãos. Há três dias não dormia, não comia ou bebia direito, tendo apenas beliscado umas bolachas quando sentiu q ia apagar de fome no dia anterior, e o único banho q tomara desde então fora um banho gelado, assim que chegou na casa do amigo na noite em que tudo aconteceu, tentando acordar de seu pesadelo.
A amava mais que tudo, não entendia como pudera ser tão burro, como pudera deixar aquilo acontecer, foi uma besteira, mas uma besteira que talvez ela nunca perdoaria, e nem deveria, foi seu erro mais fatal...
Bebeu... ela havia pedido pra que nunca mais bebesse, ele achou que duas latinhas de cerveja e uma dose de whisky não fariam mal algum, já fazia tanto tempo que não bebia. Chegou em casa achando que ela entenderia, mas ela não quis saber “Você prometeu que não faria mais isso, não prometeu?!” gritou com ele. Infelizmente a dose de whisky o deixara um pouco alterado também, começaram a discutir, ele nem mesmo se lembrava sobre o que exatamente falavam, lembra-se apenas do momento em que a deu um tapa no rosto, não foi forte, ele sabia, mas não importava... lembrava-se do olhar dela, de terror, ela começou a chorar descontrolada e disse que não queria vê-lo mais, colocou-o para fora de casa. Rafael, sem saber o que fazer ou pra onde ir, ficou vagando algumas horas sem rumo, até que um conhecido o encontrou e o levou para casa, deixando-o dormir lá até fazerem as pazes... coisa que Rafael sabia, seria impossível. Jamais tratá-la com tamanha grossura e maldade... justo ela que era tão maravilhosa para ele...
“Deuses... Deuses... me digam o que fazer! Não vou aguentar mais um dia sem ela! Sem seu corpo, seus lábios, seus olhos, céus o seu sorriso...! Ela não me atende, não quer mais saber de mim. Como me aproximar de volta e me redimir?” Pensava alto ao mesmo tempo que clamava por ajuda, estava já tão desconcertado que não percebeu uma presença atrás de si.
- Acha mesmo que merece o perdão dela? – a voz soou como um trovão, ele ficou em pé num pulo e virou-se para trás, o coração saindo pela boca com o susto.
- Que... quem...?
- Não questione quem sou eu, questione a si mesmo se merece o perdão dela...
Aquela voz era assustadora, mais assustadora ainda era aquela aparição. Um homem grande e velho, os cabelos e a barba brancos e longos, mas os olhos eram de um menino, levava em sua aura todo o conhecimento do mundo, pelo menos assim pensou Rafael.
- Você é um Deus...? – Rafael disse baixo e lentamente.
- Aprenda! – a voz gritou com ele, mas o velho mal mexia os lábios. – Não faça perguntas insignificantes. Meu caro, você perdeu muito tempo de sua vida com coisas insignificantes, não entendeu o que realmente importava algumas vezes, vocês humanos são quase todos assim, depois se arrependem e correm atrás de ajuda divina, mas se tivessem ocupado o tempo da forma correta, jamais precisariam de nós!
Rafael sentiu-se confuso com o sermão, sentiu-se confuso com tudo. Será que estaria delirando de sono? De fome? Ou mesmo de angústia? Por um tempo não disse nada, ficou fitando aquele velho sábio.
- Responda... – o velho disse, delicadamente dessa vez.
Rafael suspirou e baixou os olhos para o retrato dela, as lágrimas voltaram com toda a força.
- Não... Eu não acho que eu mereça o perdão dela. O que fiz foi horrível! Não suporto pensar que ela me odeie, mas sei que ela está certa, eu mesmo estou me odiando demais.
- A verdade dói... mas é muito bom que você reconheça a verdade, é o primeiro passo. Para amenizar seus sofrimentos vou contar-lhe que ela não te odeia, ela ainda te ama mais do que a qualquer um e acredito que te amará para sempre, mas sabe tão bem quanto você que foi muito injusto o que você fez, e ela não pode tolerar injustiças. Porém também está sentindo a sua falta, tanto quanto você a dela.
- Então... – Rafael tinha um brilho de esperança no olhar. - o que devo fazer? Ela não fala mais comigo, já tentei de vários jeitos, como vou me redimir com ela?
- Dando tempo ao tempo... aliás, tempo que você não tem muito... você sofre de câncer meu rapaz. Vá a uma consulta amanhã, tratar daquela dor de cabeça, o cansaço... lembra? Faça todos os exames que lhe pedirem, verá...
Rafael o olhou assustado, temeroso. Seria loucura?
- Mas não é disso que vim tratar, certo. – continuou o velho. – Não adianta procurá-la até que ela esteja pronta a te perdoar, e isso vai levar menos tempo do que você imagina.
- Quem é você afinal? E por que está me dizendo tudo isso? – ele continuava assustado com tantas revelações.
- Eu sou apenas o Senhor do Tempo meu rapaz, e não faço nada além de ajudar as pessoas que acho que precisam... vocês dois têm uma história linda juntos, e seu tempo é curto. Você fez uma burrada sem tamanho, mas ela te perdoará, porem isso pode acontecer tarde demais pra você, e ela também sofreria muito com isso... eu entendo do tempo e nesse momento só estou vindo até você para que você saiba que tem que se tratar, não vou mentir, o tempo nunca mente, sua doença não tem mais cura, mas se você começar a se tratar logo ainda pode ter muito tempo para viver com ela. Neste momento estou mergulhando seu tempo num lago muito fundo, é a ultima coisa que posso fazer para atrasar o relógio. O resto depende de você, e de tempo... confie no tempo e ela irá te perdoar, e vocês ainda viverão juntos e felizes por mais algum... tempo.
- Mas por quanto tempo!? – a voz de Rafael soou assustada mas firme, ele voltaria a ficar com ela, isso era maravilhoso, mas precisava saber quanto duraria.
Mas como resposta ouviu apenas o ecoar de sua voz no quarto vazio, o velho se fora. Senhor do tempo ou apenas sua imaginação? Não importava, agora entendia o que fazer.

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Resposta ao desafio da Nanda

Posted by PatyDeuner on 12:47 in , , , ,
Nanda querida! Eis meu texto com as palavras que você me deu.


tartaruga - tesoura - agenda - celular - potinho


                                                             Ninguém merece!

-Moooh...
-Hummm...
-Vem assistir o jogo comigo. O timão ta arrebentando!
Levantei os olhos do livro e encarei atônita. Meu marido me olhava com a cara toda animada.
- Estou lendo meu bem. Você sabe que gosto de ler domingo à tarde. Durante a semana não tenho muito tempo.
- Tudo bem...quem sabe o segundo tempo?
Encarei de novo, e ele saiu emburrado. Olhei o relógio. Quatro e meia. Tinha que buscar minha filha as sete na casa da colega. Teria tempo de sobra pra terminar meu livro fodástico. O finalzinho é sempre o melhor, e a ansiedade me dominava
Seus pés nus afundavam na lama enquanto corria descontrolada na direção oposta ao monstro. O suor das mãos dificultava a firmeza do punhal, mas de maneira nenhuma podia deixá-la cair. Sua vida podia depender dela.
-Gol...gol...goooooooooooooooooooooooooool! 
O grito na sala me fez tremer, me tirando a concentração.
- Zeeeeero! Zeeeeeeeero!
“Ninguém merece!” Pensei desolada ao ver que não avançara nem duas páginas do livro.
Ela agarrou-se às fendas do muro enegrecido de lodo enquanto o monstro se aproximava rapidamente.
- Mooh, você viu a tesoura? Preciso cortar a unha. Tá feia a coisa. Parecem garras.
“Garras.”
 O monstro afundara suas garras nas costas dela, e sangue escorria pelos seus quadris...
- E então?
- Então o que?
- A tesoura moh! Cadê a tesoura?
- Ah, ta no potinho de esmalte dentro do armário.
Respondi sem tirar os olhos do livro.
...enquanto esforçava-se para ganhar altura pelo muro nodoso.
- Será que dá pra fazer uma pipoca? 
Olhei pra ele perplexa.
- Você não sabe fazer pipoca?
- Sei, mas a sua fica muito mais gostosa! 
Resignada, deixei o livro de lado e fui me arrastando, a passos de tartaruga pra cozinha. 
Enquanto a pipoca estourava, ele me abraçou sussurrando em meu pescoço.
- Vai assistir o segundo tempo comigo? Comendo uma pipoquinha?
- Meu bem, olha, eu realmente, mas realmente mesmo, quero terminar meu livro. E você sabe que eu não gosto de assistir futebol, então...
- Tá bem, tá bem. Você sempre me troca pelos livros mesmo. Não sei por que ainda imploro pela sua companhia!
Chantagem emocional. Ele era ótimo nisso! Mesmo assim larguei o sentimentalismo de lado e corri para a leitura.
Mesmo sem forças, conseguiu acertar o punhal de prata no estômago do monstro, fazendo-o vacilar por um momento. Enquanto ele retorcia-se esperando que se curasse, ela continuou sua escalada com os dedos pegajosos de sangue...
Dei um salto assustado na cama quando o celular tocou, vibrando na cabeceira.
- Alô?
-Mãe? Dá pra me buscar agora. Aqui ta muito ruim. Não quero ficar.
- Mas filha, são cinco e meia. Nós não marcamos as sete?
- Eu sei, mas eu estou com fome, e não ofereceram nada pra comer ainda, acredita?
- Tudo bem. Estou indo.
Já sem esperanças de concluir minha leitura, peguei a bolsa e a agenda. Antes mesmo de ligar o carro, meu marido grita pela janela.
- Moh! Dá pra trazer algumas latinhas de cerveja pra mim? Tá acabando as minhas.
"Humpf!!! O que na face da terra essa família acha que eu sou?"
O telefone toca de novo e atendo nervosa.
-ALÔ!
- Nossa mãe! Que grossa!
- O que é agora?
- A mãe da Ju vai servir bolo de chocolate! Não quero mais ir embora mãe. Posso ficar?
“PQP!” Contei até dez antes de responder.
- Filha, eu já estou dentro do carro e...
- Ahhh mãe por favor, eu adoro bolo de chocolate!
- Tudo bem, as sete então!
Meu coração de mãe desligou o telefone na cara dela e bateu a porta do carro.
- Ué, você não ia buscar a Isabela?
- Não vou mais.
- E a minha cerveja?
- TÁ NA GELADEIRA DO SUPERMERCADO!
Bati a porta do quarto já sem vontade nenhuma de ler qualquer coisa que seja, quando ouvi meu marido resmungar.
- Nossa. O que será que deu nela hoje?


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Resposta ao desafio da Telma

Posted by Lívia Marques on 11:48 in , ,

Ela diz que todo mundo acredita em magia negra, mas são poucos os que acreditam em magia branca. Não sabe qual é a dificuldade em se entender a diferença: uma atrapalha os outros a outra não. Não se trata de fazer o bem ou o mal, é questão de interferir na vida dos outros. Por exemplo, em qualquer religião que se siga, está-se correndo o risco de praticar magia negra pelo simples fato de interferir na vida do  próximo mesmo que seja para o que se acha ser o seu bem. Ninguém tem nada a ver com a vida alheia. Que cada um cuide da sua. A fase da sua vida onde foi mais feliz foi quando se envolveu com a wicca. Aprendeu sobre a grande mãe, seu filho e seu consorte, uma outra divina trindade.Aprendeu sobre como manejar as ervas e as plantas fazendo seus banhos e seus patuás de três ervas, cheios de fragrâncias pungentes que inebriavam qualquer pessoa que estivesse perto . Serviam pra tudo: doença, amor, dinheiro, e até pra nada, só mesmo para o aroma. Aprendeu os feitiços simples de como queimar o louro para dar poder de visão, como colocar um raminho de alecrim sob o travesseiro das crianças para dar atenção na escola, como esmagar os grãos de mostarda para chamar dinheiro e sempre deixar um fio de cabelo no arbusto em que recolheu as ervas em sinal de agradecimento.Aprendeu a arte de amassar o pão, o alimento da alma, cantando e dançando ao som de músicas pagãs.Entendeu que o que via além de seus olhos era verdade, e aprendeu a decifrar os sinais.Aprendeu a comemorar os sabás e os esbás, as mudanças de estações e as mudanças da lua. Aprendeu o nome das Deusas e foi escolhida por duas delas e as amou e prestou loas a seus nomes. Não participou de nenhum coven, era solitária, mas leu livros e mais livros sobre a Arte. Usou seu átame para traçar círculos de proteção, bebeu do cálice, e utilizou a varinha de romãzeira para proferir feitiços ao ar. E todas essas vezes foi para si que pediu. Assim foi até que os outros que não entendiam resolveram que não podia ser mais assim. Ela era uma má influência para os outros, aquilo tinha de parar. Ela não teve escolha, não tinha ninguém a quem pudesse recorrer, assim teve de se alienar de suas atitudes, de seus feitiços. Mas sua crença permanece... pois ela é uma bruxa.



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Resposta ao desafio da paty

Posted by Lívia Marques on 10:21 in , , , , ,
Ano de 2083. As florestas devastadas, o derretimento da calota polar, as guerras pelo último aquífero, o aquecimento solar ... Estamos vivendo uma época de caos,como nunca se viu antes. Esperamos um milagre a cair do céu, mas do céu só os mísseis teleguiados apontados estrategicamente para os locais de destaque do globo. Todos têm medo, aqueles que não têm vivem nos manicômios esquecidos de suas identidades e de seus passados, por isso não dão conta do seu presente. Talvez assim eles sejam os mais felizes... Por todo o lado pipocam hordas de rebeldes, requerendo seu quinhão de alimentação, de terras, de armas, de montaria e do que for para se por em segurança e para lutar para conseguir seu lugar ao lado dos grandes. Só assim teriam chance de se equivalerem aos grandes lutadores para obter um lugar de destaque quando o caos acabar. Houve uma lenda de um grande soldado dos rebeldes que desafiou uma legião de soldados da cavalaria motorizada. Ele sozinho conseguiu destruir o galpão de armamento dos fascistas com uma grande explosão e fugiu a cavalo, deixando os motoqueiros a comer poeira. Não se sabe se é lenda ou verdade, mas dá certo gostinho de vitória toda vez que a ouvimos. Aqui tudo é racionado: pão, leite em pó, água, legumes desidratados, carne seca, ovo em pó, até o vinho e a cerveja para os soldados. Quando acabar não sei onde vão buscar ânimo, pois até das mulheres eles enjoaram. Estão com a moral muito baixa, pois sabem que aonde chegaram não tem volta o que foi destruído não mais se regenera. Daqui pra frente é aprender a viver num planeta sem árvores e água  racionada.Para todos nós vai ser difícil, mas como vamos explicar aos nossos filhos que ainda não nasceram que o planeta deles não era assim? Com o que vamos comparar as árvores e os rios e os pássaros e toda a natureza que se foi?Isso vai ser muito triste. Por que não pensamos nisso antes? Será esse realmente nosso final? Pelo menos estamos verdadeiramente aprendendo viver em grupos sociais, cada grupo é responsável por um serviço para a comunidade, seja o da cozinha, limpeza, estrebarias, ou outro qualquer. Acho que o pior é o da plantação, pois a terra já se recusa a dar alguma coisa. E precisamos comer. Os animais sumiram, ficaram só os domésticos e há notícias de grupos desgarrados a comer a si próprios por falta de opção. É horrível dizer isso, mas acho que também chegaremos lá. Quando a fome assola o estômago, as pessoas ficam loucas, acham que suportam tudo, mas a fome não. Se pelo menos não houvesse a guerra. Já é ruim o bastante viver em um mundo destruído por nossas próprias mãos e agora vem os grandes governantes instalar o caos em nosso mundo, lutando para conseguir o restinho da água que resta.Eles que nunca se importaram em salvaguardar nem a água nem a terra nem as florestas, agora requerem para si tudo o que restou como se fosse de direito. É isso que ferve no sangue dos rebeldes. Apesar de a maioria dos rebeldes sonhar em obter reconhecimento no final do caos. No fim são todos da mesma corja, não tem diferença. Só podemos confiar em nós mesmos.Afinal já é hora de aprender a viver e trabalhar sozinhos, em nossos grupos, sem a liderança de nenhum ditador a nos mandar obedecer suas ordens. Agora pelo menos somos mais livres do que antes. Acho que é mesmo o nosso fim. Agora é confiar na salvação eterna, na misericórdia do grande pai dos pais, para que não soframos muito neste martírio que vai ser a vida na Terra.



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DESAFIO PARA TODOS

Posted by Telma Myrbach on 28 de maio de 2012 20:12 in ,
Se me for permitido, gostaria de propor um desafio a cada um de vocês.

Eu adoro fazer montagens com Photoshop, e no meu Facebook tem alguns dos meus trabalhos.

O Desafio é: vocês irem até a página das minhas imagens, escolherem uma e mandar ver na escrita.

E então? Topam?

BALTAZAR
OLHOS CELESTES
PATY
MARCINHA
LÍVIA
KBEÇA
DRICA
NANDA

Eis o link para as muitas imagens do desafio:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.211395742214633.56724.100000326251122&type=3 


Claro que impera o livre arbítreo, mas vocês me dariam muito prazer. :)

Se alguém tiver uma história e quiser uma montagem/imagem em Photoshop pra ela, faço com prazer.

beijos


PS: Amigos, eu estou adorando estar aqui.
Vocês já abalaram minhas estruturas, no melhor do sentidos, nessa minha primeira semaninha.

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Desafio para Olhos Celestes

Posted by PatyDeuner on 18:26 in
Aqui é assim, pediu ganha. Olhos, essa imagem é muito bacana. Vamos ver o que você faz com ela.
Boa sorte!




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Desafio para a Telma

Posted by Olhos Celestes on 16:45 in ,
Estamos ansiosos pela continuação daquela história que começou assim... tão instigante! Então eu tomei a liberdade de te desafiar (aproveitando que faz teeeeeeeempo que não desafio ninguém, ^^), quero muito que continue aquela história de amor e mistério (e quanto mistério!), usando as seguintes palavras:

Cadeado, desgraças, peixe, cadáver e eloquente.

Não é obrigada a aceitar, é claro, apenas se quiser. Mas se aceitar creio que não será difícil pois já nos mostrou dois textos muito bons e que manja de desafios! Tome o tempo que precisar...
Então, aceita?

(Galerinha retalhense, estou empolgando-me em voltar a ativa aqui no blog nesse tempo que estou, digamos, parada em casa sem poder fazer nada, então estou aberta a desafios, que responderei com prazer e o quanto antes eu puder, pelo menos até que nasça a Aninha, aí sei q vou ter pouquíssimo tempo pra internet e etc... Abraçooos!)

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Desafio para a Lívia

Posted by PatyDeuner on 16:44 in , , ,
Lívia querida eis uma imagem pra você se divertir. Achei que uma cena de ação faria você sair do armário e fazer a imaginação fluir (sei que você tem muita imaginação na cachola rsrs)
Aceita?


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Dsafio para a Pat

Posted by Lívia Marques on 16:18 in , , ,
Tenho um texto que eu acho muito bom, escrito pela minha filha de treze anos, muito criativo e instigante, mas que ela não terminou. Gostaria que a Pat terminasse esse texto sem perder a o jeitinho da Júlia, acho que vai ser fácil. No final quero louros para as duas, ok? Bjos.

Texto da Júlia


  Hoje é sábado, dia de curtir com os amigos, quando então decidi sair para ver um filme novo no cinema com minhas amigas e iria voltar de carona.
   Vimos o filme, e me deixaram em casa, até que, quando estava destrancando o portão senti algo me sufocando e foi aí que senti um cheiro muito ruim, e não me lembrei de mais nada.
   Acordei aos poucos, muito assustada, pois estava em um galpão, amarrada e com uma fita na boca. Esse lugar era cheio de bonecas assustadoras, algumas não tinham cabeça, outras cabelo, mas senti que todas estavam me encarando, e sei também que parece estranho bonecas encarando pessoas, então foi aí que pensei que tinham me drogado para me sequestrar. Mas qual seria o motivo do sequestro se minha família não tem muito dinheiro e ninguém é tão importante ao ponto de sequestrarem alguém?
   Fiquei me questionando silenciosamente sobre o porquê do sequestro, até que um homem estranho, que me parecia familiar entrou no galpão e me desamarrou, e trouxe para mim algumas das bonecas sem braços e pernas. Ele não falou nada, só levou até mim as bonecas “quebradas” e suas partes.
   Achei que ele queria que concertasse as bonecas, mas sempre que algum brinquedo meu estragava, meus pais mandavam eles para o Hospital dos Brinquedos, mas mesmo assim tentei concerta-las. Consegui colocar os braços de uma das 5 bonecas estragadas.
   O homem levou as bonecas embora e deu um relógio e um travesseiro. O relógio já marcava 01h25min e então resolvi dormir.
   Acordei com a luz do sol no meu rosto, a luz havia passado por uma greta do portão de metal. Como estava desamarrada fui olhar o galpão, e vi que haviam janelas no alto da parede.
   Como estava morta de cansaço e fome, queria sair logo daquele lugar assustador. Dentro da bolsa que levei para o cinema havia canetas, e um bloquinho, mas percebi que o tão misterioso e assustador havia pegado a bolsa, pois meu celular também estava lá.
   Olhei no relógio e eram 07h40min ainda, então fiquei deitada no chão com apenas um travesseiro. Acabei pegando no sono.
   Mais ou menos duas horas depois o homem me acordou, e me deu um café da manha muito bom, com pão, manteiga, leite e café. Como estava morta de fome, comi tudo.
   Depois de comer ele me levou até um banheiro, bastante sujo, mas tive que usar.
  Algum tempo depois ele me deu mais bonecas para concertar, e então eu pedi meu bloquinho e minhas canetas. Comecei a anotar tudo que encontrava ou ouvia depois de concerta-las.
   Tinha momentos que ouvia gritos, mas gritos de desespero. Achei que estava louca e nada daquilo estava realmente acontecendo
   O homem não apareceu desde o café da manha, então estava com muita fome. Para me distrair fui olhar o galpão de novo.
   Andando pelo imenso local assustador e lotado de bonecas estragadas, achei uma porta atrás de uma das prateleiras onde estavam bonecas parecidas com as que concertei.
   Arredei a prateleira e abri a porta, e lá estavam mais e mais bonecas, mas desta vez concertadas. Mesmo sabendo que encontraria apenas bonecas, andei em todo o local.
   Na sala onde estavam as bonecas concertadas encontrei dois meninos deitados com travesseiros iguais os meus. Os meninos pareciam ter de 13 á 15 anos, mais ou menos minha idade.
   Chamei-os, e um deles acordou bastante assustado me perguntando:
-Quem é você e o que faz aqui?
-Sou Marcela. E não sei bem o que me trouxe aqui. Qual o seu nome? Perguntei.
-Sou Igor.
   Com nossas perguntas o outro menino acordou e perguntou ao amigo quem eu era. Mas eu mesma o respondi:
-Sou Marcela! E você?
   Mesmo assustado e desconfiado me respondeu:
-Sou Felipe.
   Fui os questionando até que perguntei algo que os meninos logo se assustaram:
-Afinal, o que essas bonecas são e porque temos que concerta-las?
   Igor, que não ficou muito surpreso me respondeu:
-São bonecas traiçoeiras, que depois de serem abandonadas por suas donas, querem vingança.
 -Como assim vingança? Perguntei assustada.
-Elas querem matar criança por criança, mas com uma morte lenta e dolorosa.
-Aff! Isso é impossível Igor! Retruquei.
-Não, não é! Olhe com seus próprios olhos o que elas mesmas já fizeram conosco!
   Felipe e Igor logo levantaram as mangas da blusa e me mostraram cortes e roxos em todo o braço.
 -E não para por aí, depois dos cortes e socos, elas jogam álcool em todos os cortes.
-Meu Deus, isso quer dizer então que quanto mais bonecas eu estava concertando, mais vocês estavam sofrendo?
-Mais ou menos isso.
-Então o que precisamos fazer é estragá-las novamente certo?
-Sim, mas elas são fortes demais, e ainda tem o zelador para ajudáa-las!
-Como sairemos daqui? E como vamos detê-las?
-A única coisa que sei é que estamos ferrados!


E ai Paty, aceita o desafio?

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