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10 Coisas que talvez todo aspirante a escritor deveria saber

Posted by Unknown on 27 de agosto de 2013 06:00 in , ,


Vi esse texto no Listas Literárias e achei perfeito. Você pode encontrar o post original aqui.



10 Coisas que talvez todo aspirante a escritor deveria saber

Há uma boa parte dos visitantes que chegam ao Listas Literárias buscando informações sobre concursos literários, ou sobre novos escritores, ou como se tornar escritor. É fato que este blogueiro – Em breve estarei lançando 2 livros - além de ser uma destes aspirantes, também tem pesquisado muito sobre o assunto , e resolvi partilhar algumas conclusões, que podem ou não ajudar que almeja uma carreira como escritor.

1 – Você não é melhor que Stephenie Meyer, ou qualquer outro autor famoso contestado. E por mais doido que isto pareça muitos aspirantes se baseiam em autores cuja crítica ás vezes incomoda como única justificativa para se lançarem na carreira. A filosofia “se até ela conseguiu, eu também consigo” não é a melhor forma de pensar de quem ainda é um aspirante. Todo mundo que alcança o sucesso, é porque teve alguma qualidade. O que não quer dizer também que você nunca chegará lá. Mas no princípio jamais seremos melhor daqueles que estão nas bancas;

2 – Não basta escrever. Mesmo que você tenha ótimos textos, uma narrativa original, e até mesmo um bom número de leitores, isto não é suficiente. O aspirante a escritor tem de compreender o mercado editorial, saber cada passo que torna um texto um livro, pois só assim compreenderá que quem realmente quer ingressar nessa carreira, deve ter paciência, e não se martirizar em busca de resultados imediatos, pois para ser um escritor, o tempo é o melhor amigo;

3 – Leia. Este provavelmente é um conselho unânime dado por escritores que já chegaram lá. Talvez martelem isto por que existem aspirantes que acreditam poder escrever sem ler. Mas isto é impossível, portanto se queres te tornar um escritor, seja antes um grande leitor;

4 – Conheça as receitas, mas prefira a sua. Na internet aspirantes a escritor podem encontrar uma infinidade de dicas para quem quer ser um escritor – inclusive esta -. Leia cada uma delas , e busque extrair a essência de cada uma delas, mas saiba que para cada autor, as coisas acontecem de determinada fórmula, e com você não será diferente. É muito mais provável você chegar ao sucesso com sua própria receita, do que seguir os passos que já foram trilhados;

5 – Escreva muito. Não basta escrever um romance. Todo escritor necessitará do hábito. A ciência inclusive cogita que o sucesso pode estar ligado á quantidade de exercícios e horas dedicada a sua atividade. Portanto o escritor que elabora textos com certa freqüência, terá provavelmente como resultado o aperfeiçoamento de sua escrita. Então jamais deixe de escrever. Faça um blog, envie um artigo pra jornal... Escreva sempre.

6 – A gaveta é sua inimiga. Convenhamos, a timidez ou o medo não são os melhores amigos dos escritores. Você pode ter escrito um grande romance, mas se ninguém lê-lo, ele jamais será reconhecido. E por mais que a gaveta se insinue como uma grande confidente não é o melhor lugar para guardar seus textos.

7 – Não tenha medo. Aspirantes a escritores não podem ter medo. Sei que ás vezes novos escritores podem ser atingidos por diferentes temores, mas só galgam a vitória e o sucesso os destemidos, e isto amigos, ocorre desde que o mundo é mundo. Não tenha medo de mostrar seu original, não tenha medo de investir em seu trabalho, não tenha medo do que os outros vão achar... Trace suas metas, encontre a sua receita, e vá em frente.

8 – Não tenha medo do não! Eles virão de todas as formas. Principalmente de grandes casas editoriais. E entenda que eles não têm culpa, nós é que estamos prolíferos, e hoje há muita gente desejando ser o próximo Best-seller. E “não” será uma palavra habitual a ouvirmos, e é necessário lidarmos com esta palavra, afinal o mesmo ocorre com atores, modelos, cantores... Em qualquer profissão você poderá ser dispensado. No mundo dos livros não será diferente. E só chegarão ao cume os que não esmorecerem com os nãos que surgirão!

9 – Só roubarão sua idéia se você deixar. Sim esta é uma grande preocupação de novos autores. Muitos temem que sua idéia seja roubada. Confesso que acho muito difícil, mas cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém. Para isso tem a Biblioteca Nacional, ou ainda sites em que te permitem publicar sua obra completa como o Bookess. Eu inclusive prefiro este último, já que além de certa forma tornar público que aquela obra é de minha autoria, também posso obter a reação inicial dos leitores;

10 – Aproveite cada “Sim!”. Se houver persistência eles chegarão. Aí você terá a tarefa de triar se o este “Sim!’ está de acordo com sua própria receita de sucesso. E se estiver, siga em frente, pois amigos será o seu empenho, a sua dedicação, a sua vontade de conseguir que dirá se terá ou não sucesso.

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Desafio do Dia dos Namorados??? - Texto de Isabelle Cáceres

Posted by Unknown on 13 de junho de 2013 07:00 in , ,
Quando foi lançado o Desafio do Dia dos Namorados, eu já sabia que estava fora dessa. Sou divorciada. Não tenho namorado atualmente e acho até, que tirando os anos de casada, devo ter passado apenas uns 3 anos com alguém no fatídico dia 12. Nosso amigo Kbeça até tentou ajudar, com o desafio abaixo: 


"Nanda e todas as meninas que quiserem minha ajuda, o desafio do Dia dos Namorados é o seguinte: Uma foto sua e do seu marido/namorado/ficante e o tema "Porque vale à pena comemorar o nosso Dia dos Namorados".  A ideia é descrever o lado positivo do relacionamento que as leve a comemorar este dia.

Ainda assim, não rolou. E eu não topei o desafio. Mas... hoje, li um texto maravilhoso de uma amiga - Isabelle Cáceres, pedi autorização e estou repassando o Blog para o qual minha amiga escreve e creditando seu texto. 

Aproveitem, porque se eu abdiquei do meu dia aqui em prol de um texto alheio, rapaz, segura que ele é muito bom!

*    *   * 

Olá querido,

Já faz algum tempo que eu venho pensando em te escrever. A verdade é que eu nunca soube direito o que dizer, além de “Onde está você, querido?”. Só que, outro dia eu estava conversando com uma prima – sobre o quanto eu sinto a sua falta e o quanto eu gostaria de me apoderar do controle remoto da minha vida e adiantá-la até o ponto em que você entra nela – e ela começou a falar sobre uma teoria meio louca – praticamente uma simpatia, daquelas que a gente lê em revistinhas de astrologia e afins –, em que a mentalização das qualidades que você deseja em alguém traria essa “pessoa perfeita” até você e, a verdade, é que eu me senti tentada a apelar pra mandinga. Eu quase traí você, amor!

A questão é que nós dois sabemos que você está demorando e que eu estou demorando. Nós estamos atrasados um para o outro. Talvez você não sinta tanto a minha falta quanto eu sinto a sua, ou talvez você a sinta ainda mais… Isso agora não importa muito, eu acho. Eu confio em nós dois! E sei que não estamos prontos agora, mas, quando estivermos, vamos nos encontrar e seremos perfeitos – e imperfeitos – um para o outro. Até lá, eu vou imaginar mil feições para o seu rosto, mil cores para os seus olhos, mil lábios para o seu sorriso; mas, não vou me prender a nada… Não seria justo! Porque a imaginação não vai se comparar a você.

Eu não vou mentalizar e nem fazer uma lista de qualidades para você, amor, porque eu quero os seus defeitos. Quero as suas diferenças. 

Entretanto, se eu puder fazer algumas conjecturas e sonhar um pouco com algumas coisas, vou desejar que tenhas muitos irmãos (pelo menos uns dois), para compensar o fato de que eu não tenho nenhum, e que eles tenham muitos filhos, já que, de outra forma, eu não terei sobrinhos; vou torcer para que você seja engraçado, espontâneo e alegre, para equilibrar meu humor sarcástico, ácido, minhas piadas toscas e meus micos “sem noção”; eu espero que você seja organizado, meu bem, porque dois bagunceiros dividindo a mesma vida vai dar trabalho e vai nos trazer confusão – mas, eu topo se você topar! –; vou rezar para que você tenha paciência com as minhas variações de humor e com os meus momentos de solidão, porque, no fim, eu sempre vou precisar de você. Que sejas o meu sol em dias nublados e me tires da cama com beijos e sorrisos radiantes; que me aqueças em noites frias e me protejas com o teu abraço, teus braços…

Vou torcer para que nossas brigas sejam barulhentas e cheias de paixão, fúria e raiva, porque, minha amiga está certa, eu realmente adoro discutir; mas, acima de tudo, que nossas reconciliações façam o drama das brigas ter valido a pena. 

Sendo bem sincera, eu espero que você não seja nenhum fanático por futebol, porque, de vez em quando, eu gosto de assistir aos jogos e não quero nenhum chato me corrigindo a cada besteira enorme que eu falar; espero que você me dê aquele sorriso condescendente e diga algo como “Esse é o bandeirinha, amor, não o árbitro” ou “Esse é o zagueiro, linda. Ele não deveria colocar a mão na bola”. 

E eu espero, de verdade, que você seja humilde comigo nos assuntos em que souber mais do que eu e me respeite nos que eu souber mais do que você. 

Acima de tudo, eu rezo para que você seja leal e que me ame tanto quanto eu amar você, garoto; porque, quando você me ganhar, não vai ser aos poucos, ou sequer um pouco. Faz tempo que eu não jogo este jogo e não estou disposta a brincar com você. 

Nós dois, amor, nós dois seremos o tudo ou o nada. Seremos gasolina e fogo ou água e fogo. E, às vezes, quem sabe, seremos equilíbrio e paz. Seremos um, em dois.

Eu nunca fui muito paciente, amor, e, eu não quero te assustar, mas, a verdade é que às vezes eu me desespero sem você. 

Meu único consolo é pensar que você possa sentir o mesmo que eu. Eu tenho me escondido atrás de livros, de rótulos, de sonhos e tenho esperado impacientemente por você. 

Mas, depois daquela conversa com a prima, percebi que eu tenho mais é que viver e, quando for a hora, você vai aparecer. Eu vou te reconhecer. Então, querido, é melhor você me reconhecer também… 

Não me faça ir atrás de você. Porque eu vou, te agarro pelo colarinho, pelos pelos do peito, pela pele, entro no seu sangue, na sua cabeça e não te largo nunca mais, amor. E esse vai ser o meu jeito gentil de dizer: 

“Ei, sou eu! Você me esperou a vida inteira!”

* * *

E então galera? Não valeu ter postado? Quem puder, entra lá no site, porque ela me explicou que a cada 13 comentários, um texto ganha destaque e ela ficaria muito feliz em ter seu texto de cara no blog! 



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Escrever profissionalmente ou por hobby: o que é melhor para a sua carreira literária?

Posted by PatyDeuner on 10 de janeiro de 2013 16:00 in , , , ,
Texto escrito por: Henry Alfred Bugalho no Blog do Escritor
Na íntegra.
A ambição de muitos escritores diletantes é a de poder largar seu emprego atual e, um dia, viver somente com o lucro de sua escrita. Normalmente, este anseio é resultado de uma visão distorcida dos sucessos estrondosos de alguns best-sellers, ou pelo romantismo de algumas sofridas figuras clássicas da Literatura.

Durante anos, como vários autores, escrevi amadoramente em meu tempo livre, sonhando com a possibilidade de tornar-me um autor profissional.
E, desde algum tempo, tenho sido escritor em tempo integral, ganhando o pão com a vendagem de meus livros e com a minha escrita.

Vou lhes apresentar as duas faces desta moeda, duas perspectivas sobre cenários literários que se complementam.

Escritor amador X escritor profissional

Muita gente se aproxima cheia de dedos quando se trata de realizar uma distinção clara entre escritor amador e profissional. Inclusive, alguns defendem que é de definição impossível, pois existem amadores que se dedicam muito mais à carreira literária do que profissionais.

Longe de querer esgotar esta discussão, apresentarei a minha definição.

O critério único e fundamental de determinação entre escritor amador e profissional é monetário.

Um escritor profissional difere-se do amador por obter toda sua renda, ou boa parte dela, através de seu ofício.
Como ser escritor não é um título, que se possa obter numa faculdade, qualquer um que decida sentar-se para escrever meia dúzia de páginas já pode ser considerado um escritor amador, independentemente do grau de competência ou comprometimento.
Já um escritor profissional é aquele que faz da escrita a sua carreira e seu sustento, que paga suas contas com a escrita, que depende dela para sobreviver.

Não se trata de nenhuma distinção qualitativa, como se profissional fosse melhor do que amador. Inclusive, em se tratando de liberdade criativa, um escritor profissional possui restrições muito maiores do que um amador, pois depende de vários critérios exteriores, como a aprovação de editores, do público, ou de outras instâncias de legitimação.
Um escritor amador pode querer agradar somente a si próprio, sem se importar muito com a opinião dos demais e, muitas vezes, esta é uma das condições para a criação de obras-primas.

A escrita como passatempo
Entendamos a escrita como passatempo não como falta de seriedade, mas como alguém que se dedica à atividade somente em suas horas vagas, às vezes, sem pretensão alguma de abandonar sua ocupação atual para converter-se em escritor profissional.

Muitíssimos grandes autores da Literatura possuíam um emprego principal, escrevendo durante o tempo livre. Guimarães Rosa e Vinícius de Moraes eram diplomatas; Jorge Luis Borges foi funcionário público; Kafka, advogado; Cortázar e Fernando Pessoa, tradutores; existe um sem fim de grandes escritores que possuíam ocupações tradicionais, como professores, engenheiros, médicos, psicólogos, políticos, donas de casa, etc. e que, às escondidas, produziam seus contos, romances e poemas.
Alguns até chegaram a realizar a transição entre o diletantismo e o profissionalismo, mas vários prosseguiram em suas profissões, produzindo Literatura num segundo-plano.

Existem algumas vantagens em escrever como hobby:
- liberdade criativa irrestrita. Não há ninguém para lhe ditar o que você pode ou não escrever, tampouco para impor-lhe prazos ou condições;
- produzir não é uma obrigação; você pode escrever quando bem entender, se quiser, como quiser.
- não há a necessidade em pensar na Literatura como um produto;
- ter um trabalho que o ponha em contato constante com outras pessoas é uma rica fonte de inspiração para histórias.

Já as desvantagens podem ser:
- falta de disciplina; como não se trata de um trabalho, pode não haver um compromisso real com a escrita;
- pouco tempo para dedicar-se ao ofício. Ao dividir seu tempo disponível entre um trabalho oficial e a escrita, haverá menos oportunidades para produzir, promover seu trabalho e aperfeiçoar-se;
- o risco de alienar o leitor. Quando um escritor devota-se a escrever somente para si, há a possibilidade de produzir obras que ninguém, além dele mesmo, queira ler.

A escrita como profissão

Geralmente, esta é uma etapa posterior. Inicialmente, começa-se a escrever por puro prazer, porém, aos poucos, quando a atividade se torna mais séria, é dado um passo além para a profissionalização.

Antes de tudo, vale lembrar que são bem poucos os autores que realmente fazem a vida somente com a venda de livros. Não é impossível, mas é pouco provável que isto ocorra com a maioria dos escritores.
Os ditos escritores profissionais podem até receber valores consideráveis com a venda de seus livros, mas frequentemente suas obras os projetam para outros tipos de atividades remuneradas, como palestras, oficinas, traduções, jornalismo, e assim por diante.
De certo modo, mesmo com muitos autores profissionais, a escrita acaba sendo uma atividade remunarada secundária, que alavanca ganhos através de outros canais. Pois para sobreviver exclusivamente com a vendagem de livros é preciso vender muito e vender sempre, o que não é para todos os escritores.

A escrita profissional é relativamente recente e os grandes autores profissionais se concentram nos países desenvolvidos, com mercados editoriais fortes. No Brasil, quem se propõe a escrever profissionalmente acaba recaindo, em algum momento, no periodismo, e há uma lista imensa de grandes autores brasileiros que dividiram seu tempo com crônicas em jornais e revistas, ou mesmo como repórteres.
Há um duplo benefício em se aliar à imprensa, pois através dela é que o autor poderá comunicar-se com seus colegas e conseguir atrair publicidade para seus trabalhos literários.
Com uma oferta tão imensa de obras sendo publicadas todos os meses, o compadrio acaba sendo uma poderosa força no mercado editorial brasileiro. "Quem não se comunica, se trumbica", já diria o sábio Chacrinha.

Não é fácil ser um escritor profissional e, não raro, alguns se decepcionam com o cenário que encontram. Um caso notório foi o de Aluísio Azevedo, autor de "O Cortiço", que assim que conseguiu um emprego público, largou a escrita para nunca mais voltar.
Nada prepara um escritor para as agruras da profissionalização, pois produzir um livro de sucesso é uma loteria. Não há garantias que uma obra venderá, ou que a crítica a aprovará. Ser um escritor profissional é caminhar na corda bamba, sem segurança alguma, sem nenhuma certeza.

As vantagens de ser um escritor profissional são:
- todo o tempo para produzir e pesquisar;
- há um prazer especial em ganhar para fazer aquilo que gosta.

Já as desvantagens da profissionalização são consequências diretas dela:
- obrigação de escrever constantemente, mesmo quando não há disposição;
- é uma carreira incerta, repleta de altos e baixos, com momentos de grandes sucessos e outros de total indiferença;
- nem sempre se ganha tanto quanto se imaginava.

Conclusão

Para muitos autores, a profissionalização é uma grande etapa almejada e, certamente, possui algumas evidentes vantagens. Todos nós queremos trabalhar com aquilo que amamos, que nos dá alegria, que nos realiza, mesmo que nossa renda não seja tão extraordinária.
Por outro lado, há uma diferença brutal entre escrever por prazer quando se tem vontade e a obrigação cotidiana de acordar sabendo que você terá de escrever qualquer coisa, mesmo que não acredite mais no que está fazendo.

Há escritores que produzem mais e com maior qualidade quando são amadores, mas que se desesperam no momento em que se profissionalizam. Enquanto há aqueles que, ao poderem se dedicar completamente ao ofício, florescem e atingem seu máximo potencial.

Certamente, não existe uma fórmula aplicável a todas as pessoas, o que é a realização para uns é a ruína de outros. O essencial é jamais perder o deslumbramento pelo ofício da escrita e, a partir do momento em que escrever começar a tornar-se um martírio, rever as escolhas feitas.

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O Tamanho das Pessoas...

Posted by PatyDeuner on 7 de janeiro de 2013 11:37 in ,
Vi esse texto em um blog que gosto muito e achei perfeito! Acho que nosso blog é feito de pessoas ENORMES, que dão tudo de si pra fazer a diferença uma na vida das outras. Somos especiais, inteligentes, humanos e nos importamos com a felicidade de todos no grupo. Pra mim isso é ser GRANDE. Não é à toa que selecionamos tão delicadamente todos que até então entraram no grupo, e todos aqueles que saíram só se foram por eles próprios e são também pessoas especiais que podem voltar a qualquer momento para fazer a diferença junto conosco. Ninguém é pequeno quando faz a diferença para alguém (Paty)





Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri.

É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, a consideração,o respeito, o zelo e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade"


(Ercilia Ferraz)

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FELIZ 2013

Posted by PatyDeuner on 1 de janeiro de 2013 12:53 in , ,

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o aqui e o agora.

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.

Desejo para todo mundo esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!

Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"



Autor: Carlos Drummond de Andrade




Um Feliz 2013 para toda a família Retalhense e a todos os amigos, parentes e visitantes do nosso blog.



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A fêmea e a arte de pedir gostoso

Posted by PatyDeuner on 17 de agosto de 2012 15:35 in , , ,


Atendendo a um pedido especial de uma musa do bairro, resgato uma crônica sobre um dos atos mais bonitos de uma mulher:

Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir.

Como elas pedem gostoso.

Como elas são boas nisso.

Resistir, quem há de?

Um simples “posso pegar essa cadeira, moço?” vira um épico, como a cena que serviu de espoleta para esta crônica.

É o jeito de pedir, o ritmo safado da interrogação, a certeza de um “sim” estampado na covinha do sorriso.

Quantos segredos se escondem na covinha de uma mulher.

Pede que eu dou.

Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo!

Estou pedindo: pede!

Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis.

Não me pede nada simples, faz favor.

Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.

Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses.

Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos.

Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim ou de Nossa Senhora do Carmo no braço, são lindamente barulhentos.

Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.
Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos.

Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: “Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?”

Um castelo na Inglaterra?

Sim, eu dou na hora.

Que o Íbis seja campeão este ano?

Sim, eu opero o milagre.

Como no pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!

Pede, benzinho, pede tudo.

Que eu largue a orgia, pare de beber e me regenere???

Pede, minha nega, que o amor tudo pode, por ti cumpro as promessas de todos sambas de regeneração.

Que eu suba na pedreira Paulo Leminski e declame os mais lindos poemas de amor verdadeiro?
Só se for agora, estou indo.

Os melhores cremes da Lancôme? Vou a Paris agora, nem que seja a nado.
Eu lhe peço, me pede.

Não pede mimos baratos…

Pede ATENÇÃO!!!, essa mercadoria tão cara nos dias que correm.


Xico Sá

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Dica de como ter uma vida plena

Posted by Nanda Cris on 7 de junho de 2012 18:59 in , ,

"Seu crescimento na vida depende do carinho que dedicar aos jovens,
da paciência com os velhos,
da simpatia com os adversários,
da tolerância para com fracos e fortes.
Porque um dia você vai estar em uma dessas situações."

George Washington Carver

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Relatos da primeira depilação

Posted by PatyDeuner on 30 de maio de 2012 09:18 in , , , ,
                       


"Tenta sim. Vai ficar lindo..."


Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos m...e avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.


- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?


Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de "Calígula" com "O albergue".

Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
"Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra
quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo: "Baixe a calcinha".... como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar?!... eu estava com
sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Mas eu ainda estou na luta...
Fica a minha singela homenagem para nós mulheres! 


TEXTO DE VALERIA SEMERARO

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Vício

Posted by PatyDeuner on 23 de maio de 2012 09:49 in , , , ,


"Aquele que tem por vício a leitura, droga alucinógena das mais leves, acabará cada vez mais dependente dela. E o pior, passará para drogas mais pesadas, como a escrita. Nesta fase crítica, o leitor, agora escritor, tende a fugir regularmente da realidade e ter devaneios de que, assim como Deus, é criador de Universos inteiros."
Jefferson Luiz Maleski 




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Mãe

Posted by PatyDeuner on 13 de maio de 2012 10:44 in , , , ,


Para completar o homem,
Deus fez a mulher...
Mas para participar do milagre da vida,
Deus fez a Mãe.

Para liderar uma casa,
Deus fez a mulher...
mas para edificar um lar,
Deus fez a Mãe.

Para estudar, trabalhar e competir,
Deus fez a mulher...
Mas para guiar a criança insegura,
Deus fez a Mãe.

Para os desafios da sociedade,
Deus fez a mulher...
Mas para o amor, a ternura e o carinho,
Deus fez a Mãe.

Para fazer qualquer trabalho,
Deus fez a mulher...
Mas para embalar o berço e construir um caráter,
Deus fez a Mãe.

Para ser princesa,
Deus fez a mulher...

Mas para ser Rainha
Deus fez a Mãe.

(Autor Desconhecido)

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Carta de uma mãe para sua filha

Posted by PatyDeuner on 11 de maio de 2012 19:43 in , , , ,



“Minha querida menina, no dia que você perceber que estou envelhecendo, peço a você para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo: “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir.

Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho?

Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito...lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lhe dar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você.

E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos.

Quando este dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. “Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”

De: Marcelo Glauco
 Encantos e boas energias

Parabéns a todas as mamães maravilhosas!


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Para Gostar de Ler

Posted by PatyDeuner on 4 de maio de 2012 13:23 in , , , , ,
Para Gostar de Ler - Volume 1: Crônicas


“Para gostar de ler” é o título de uma coleção de livros lançada no início da década de 1980 e que se compunha basicamente de crônicas, contos e poemas, escritas por alguns dos mais expressivos e ilustres escritores brasileiros. Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade assinavam histórias deliciosas que ilustravam para os jovens leitores de então, o cotidiano dos brasileiros de forma cômica, trágica, irônica, patética, melancólica...

Essa é a capa do volume 1 em sua primeira edição e, acreditem, eu tenho ele na minha coleção!



Eu particularmente adorava e tenho em casa alguns volumes que guardei da minha infância. Num rompante de nostalgia, resolvi postar uma crônica das que eu mais gostava, de Jose Carlos de Oliveira. Espero que gostem.

CÃOMÍCIO NO CALÇADÃO

José Carlos de Oliveira

Reunidos no calçadão central da Avenida Atlântica, entre as Ruas Souza Aguiar e Sá Ferreira, dezenas de cães participaram sábado à tarde de um comício autorizado, em princípio, pela Administração Regional de Copacabana. Eram cachorros das mais variadas raças e dos mais diferentes tamanhos, desde Pastores Alemães até miniaturas Pintcher. Junto ao meio-fio, no local da concentração, um carro-choque do Batalhão de Gatos, armados de unhas e dentes, garantia a ordem. 

O primeiro a subir ao tablado, que era um engradado de refrigerantes emborcado, foi um Poodle branquinho, de rabinho cotó

- Nossos donos são irresponsáveis! - gritou ele

- Abaixo os donos irresponsáveis! - respondeu a multidão raivosa (embora toda ela vacinada)

- Todo poder aos cachorros! - prosseguiu veemente o Poodle branco, cujo focinho lembrava vagamente o de Jane Fonda, e que era tido, entre o Posto 6 e o Posto 4, como o líder inconteste do Dog-Power. 

Em seguida pediu a palavra um Weimaraner azulado, de olhos tristes. Do alto do caixote, falou ponderadamente: 

- Meus modos if... if... (estava chorando o coitado)... Meus modos refletem o do meu dono... Não quero mais passar vergonha sujando a calçada!

- Nós também não! - responderam em uníssono os manifestantes caninos. Lá do meio do povo, alguém latiu com voz de Pointer: 

- Nossos donos precisam aprender que lugar de cachorro fazer suas "coisas" é em casa!

- Bravo! Apoiado! - concordou a cãonalhada. 

- Pipi-dog! Queremos pipi-dog! - Puseram-se a ladrar cadelinha Basser - cinco ou seis, provavelmente da mesma ninhada. - Somos moças de família, e portanto temos direito a um lugar no apartamento, onde possamos fazer a nossa toalete em que os intrusos invadam a nossa privacidade"

- Muito bem! Falou! Podem crer! - entoaram em coro os cinco Dobermans que moram no Edifício Chopin, um dos mais luxuosos de Copacabana, e que fazem pipi - vejam só a heresia! - na piscina do Copacabana Palace, que fica ali ao lado. 

Agora, estava no tablado um musculoso Boxer, com sua cara abobalhada e seu tradicional bom coração. 

- Senhoras e senhores - disse ele - sejamos objetivos. Desejo colocar em votação uma proposta simples, de três pontos, a qual, se aprovada, será encaminhada aos nossos donos, em forma de abaixo-assinado. Primeiro ponto: 

- "Quero meu pipi-dog no apartamento"

- Apoiado! - gritou a assembléia

Segundo ponto: ... Mas, antes, para evitar tumulto, prefiro que os distintos companheiros, em vez de latirem, ladrarem, rosnarem e coisa e tal, balancem o rabo em sinal de aprovação. Aqueles que não mais possuem rabo poderiam uivar, mais docemente, pois uma de nossas preocupações principais há de ser a de não agravar a poluição sonora, de maneira a não indispor a opinião publica contra a nossa causa... 

Todos balançaram o rabo, em silêncio. A questão do orador fora aceita. Ele então prosseguiu: 

- Segundo ponto: - "Queremos fazer nosso cooper canino apenas no calçadão central da Avenida Atlântica..."

Rabinhos balaçaram para lá e para cá: aprovado. 

- Terceiro ponto: "É preferível que não nos levem à praia, onde involuntatiamente causamos uma porção de doenças!"

Rabinhos alegres: de acordo. 

- Desta forma - finalizou o Boxer - poderemos afirmar que somos felizardos e que temos donos educados!

- Nosso dono vai ser superlegal! - exclamou a assembléia, esquecendo a recomendação de só balançar o rabo. 

Nessa altura, todos ali estavam com vontade de fazer cocô e pipi. Sendo assim, o Poodle branco decidiu dar por encerrada a reunião, recomendando que os manifestantes se dispersassem em ordem. 

Mas nesse instante pulou no caixote um autêntico Vira-Lata, magrinho, de olhos famintos, as costelas aparecendos sob o pêlo ralo, o rabo enre as pernas. 

- Irmãos! - bradou ele, ou melhor, essa palavra num gemido - Irmãos! Todos somos irmãos! Todos os cachorros são iguais! Portanto, o verdadeiro problema não está no pipi-dog doméstico nem no pinicão de apartamento. O necessário é que todos nós, os de pedigrees e os da rua, os de raça e os vira-latas, tenhamos, todos. direito aos cuidados veterinários periódicos, à vacinação gratuita, à alimentação farta e balanceada, à coleira protetora com sua placa de identificação, aos banhos seguidos de talcos contra pulgas.. Viva pois a revolução! Todo o poder aos cachorros, sem distinção de raça, cor ou credo!

-Uh! Fora! - gritaram os cães de luxo, que pertencen todos, naturalmente, à Diretia, e preferem que as coisas continuem como estão, no plano da justiça social. - Fora! Sarnento! Babão! Comedor de restos! Ralé!

A multidão de sócios do Kennel Club avançou na direção do anarquista, rosnando ameaçadoramente. Foi preciso que os gatos salvassem o Vira-Lata do linchamento inevitável, para o que o cercaram, dispersando a cachorrada com bomba de gás lacrimogéneo. 

Em seguida, o Batalhão de Gatos levou o Vira-Lata para o lugar adequado a essa espécie agitador. ele agora está sendo processado e é capaz de passar o resto da vida num canil-presídio. Acusação: trata-se de um CÃOMUNISTA. 

Fonte: Para gostar de ler. vol. 7 - Crônicas. São Paulo: Editora Ática, 1987.


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Amar o inútil

Posted by PatyDeuner on 24 de abril de 2012 13:37 in , , , ,
            


"É preciso amar o inútil. Criar pombos sem pensar em comê-los, plantar roseiras sem pensar em colher rosas, escrever sem pensar em publicar, fazer coisas assim, sem esperar nada em troca. A distância mais curta entre dois pontos pode ser a linha reta, mas é nos caminhos curvos que se encontram as melhores coisas. A música ... Este céu que nem promete chuva ... Aquela estrelinha que está nascendo ali... está vendo aquela estrelinha? Há milênios não tem feito nada, não guiou os Reis Magos, nem os pastores, nem os marinheiros perdidos...Não faz nada. Apenas brilha. Ninguém repara nela porque é uma estrela inútil. Pois é preciso amar o inútil porque no inútil está a Beleza. No inútil também está Deus."

(Lygia Fagundes Telles)

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Conclusão

Posted by PatyDeuner on 17 de abril de 2012 16:21 in , , , ,
Estavam ali parados. Marido e mulher. Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça tímida, humilde, sofrida. Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho, e tudo que tinha dentro. Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho e comprar suas pobrezinhas. O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, entregou sem palavra. A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou, se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar e não abriu a bolsa. Qual dos dois ajudou mais? Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar. Da mesma forma aquela sentença: "A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar." Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada, o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso e ensinar a paciência do pescador. Você faria isso, Leitor? Antes que tudo isso se fizesse o desvalido não morreria de fome? Conclusão: Na prática, a teoria é outra.

Cora Coralina

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Finalmente Pasárgada

Posted by PatyDeuner on 28 de março de 2012 08:41 in , , , , , ,
A morte ameaçava-o há bem uns cinqüenta anos. Só agora ganhou a parada. Enquanto ele folgou, nesse longo entremês para o último ato, continuou manipulando a matéria prima do seu pensamento, de onde sangrava os poemas.

E assim se fez rico, riquíssimo esse pernambucano ermitão, que acaba de desencarnar. Mas "almaticamente" — para usar do lindo neologismo recém criado por Tom Jobim — continua conosco, na cinza de todas as horas, até a consumação dos tempos.

Sua riqueza declarada são seus versos. O preço pago foi morrer, morrer sempre, sem parar, esvaindo-se, "dando à angústia de muitos uma palavra fraterna", como ele mesmo disse faz pouco tempo.

— "Eu faço versos como quem morre".

"Agora a morte pode vir — essa morte que espero desde os dezoito anos: tenho a impressão de que ela encontrará, como em Consoada está dito, a casa limpa, a mesa posta, com cada coisa em seu lugar".

Manuel Bandeira, poeta imenso, passou a limpo a história de sua vida nos poemas que cometeu. Sempre na mesma linguagem: a da poesia, em que se diz o que não se pode dizer.

Imagino que Bandeira nunca teve inimigos. Só implicava com as coisas absolutamente implicáveis.

— "Há três coisas que incompatibilizam a gente com uma pessoa. Uma é o esperanto. As outras duas são o positivismo e o xarope de groselha"!

Era um simples e um santo (há santos complicadíssimos). Seu Aqueronte seria assim: uma porção de diabinhos pregando o positivismo em esperanto e uma forte redolência de groselha, menu único em todas as refeições.

O poeta inventou a sua cidade, para onde se foi. Quem não sonha com a sua Pasárgada, numa Pérsia intangível, que a magia dos versos traz para tão perto de nós?

Lá, ele é amigo do rei. Aqui, seus milhões de herdeiros universais (basta que saibam a língua portuguesa) continuarão desfrutando o cabedal infinito da beleza que ele criou. À luz da sua poesia, espero purificar-me o suficiente para um dia merecer Pasárgada, ser amigo do rei, ter a mulher que eu quero, na cama que escolherei. E Joana a Louca da Espanha, rainha e falsa demente, virá a ser contraparente da nora que nunca tive".

Que lindo é ser Manuel Bandeira! Que eu seja amigo do amigo do Rei, é o quanto me basta.


Carlos CoqueiroCarlos Coqueijo Torreão da Costa (05/01/1924 - 20/01/1988) foi compositor, maestro, jurista, jornalista, poeta, letrista, homem de teatro, cronista e cantor. Nasceu em Salvador (BA) em família de músicos. Sua mãe era exímia pianista e seu pai, médico, tocava violoncelo. Faziam saraus e reuniam em casa músicos, intelectuais, poetas, artistas plásticos e escritores.

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Para começar a semana

Posted by PatyDeuner on 26 de março de 2012 07:32 in , , , , , ,
              



“Há pessoas que nos fazem voar.
A gente se encontra com elas e leva um bruta susto. Primeiro, porque o vento começa a soprar dentro da gente, e lá, de cantos escondidos de nossas montanhas e florestas internas, aves selvagens começam a bater asas, e a gente não sabia que tais entidades mágicas moravam dentro de nós, e elas nos surpreendem, e nós nos descobrimos mais selvagens, mais bonitos, mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando, saltando de penhascos, pendurados numa asa-delta (acho que o nome disso é fé…)”

"Dos sustos que nos melhoram" de Rubem Alves


Uma boa semana para todos!

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Se você fosse você

Posted by PatyDeuner on 11 de março de 2012 13:46 in , , , , , ,
Quando eu não sei onde guardei um papel importante e a procura revela-se inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase "se eu fosse eu", que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar, diria melhor sentir.

E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser movida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas e mudavam inteiramente de vida.

Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua, porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.

Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo que é meu e confiaria o futuro ao futuro.

"Se eu fosse eu" parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido.

No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teriamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos emfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando, porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais

Clarice Lispector




Gostei muito desse texto da Clarice, porque me fez pensar em muitas atitudes loucas que, embora estejam intrínsecas em meus desejos, jamais conceberia externá-las. Seria isso uma falta de personalidade? Ou o medo de me expor ao pensamento críticos das pessoas? Eu realmente não saberia responder a essa pergunta, mas com certeza meu princípio ativo principal seria não magoar, não horrorizar, nem afastar quem eu amo, com atitudes tão intrépidas e inesperadas de uma efígie já concebida. Chego a conclusão que realmente guardo mentiras pra mim mesma, e vou morrer guardando muitos desejos ocultos, somente em meus sonhos. Se sou feliz assim? Com certeza, porque amo quem sou e quem está comigo na empreitada da vida, mas, se eu pudesse trazer alguns sonhos para minha realidade, sem condenação, com certeza eu traria.

Paty

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A estrada

Posted by Lívia Marques on 14 de fevereiro de 2012 11:13 in ,

    

Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho

Que o vento esteja sempre às suas costas

Que o sol brilhe quente sobre a sua face

Que a chuva caia suave sobre seus campos

E até que nos encontremos de novo


Que Deus o guarde na palma da sua mão


autor desconhecido



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Filho

Posted by PatyDeuner on 9 de fevereiro de 2012 08:44 in , , , , , , ,
 


"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como 
mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isso mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como?
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo!"

   José Saramago



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Posted by PatyDeuner on 22 de dezembro de 2011 08:16 in , , , ,



Não foi à toa que Adélia Prado disse que "erótica é a alma". Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?"

Rubem Alves

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