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O casal - resposta ao desafio da Pat

Posted by Lívia Marques on 22 de junho de 2012 18:45 in , , , ,
  





Estavam casados há 35 anos. O amor já acabara há tempos, o que restou foi o mau humor e a indiferença entre os dois. Ele estava gordo e careca e ela cheia de varizes e com o cabelo tingido de um louro palha que não lhe caía bem. Os dois envelheceram mal. O casamento não rendera filhos, mas nunca tiveram aquela vontade de tê-los e depois o câncer no útero que ela teve apagou todas as esperanças que pudessem ter.
Ele jamais a traíra, mesmo quando o sexo ficou relegado a segundo plano. Não porque a amasse muito e lhe fosse fiel, mas porque não tinha imaginação. Imaginação era o que ela mais tinha, mas faltava-lhe a coragem. E assim foram levados pela vida. Trabalhavam, voltavam para casa, comiam , dormiam e passavam o fim de semana e as férias lendo e assistindo televisão.
Ele se aposentou e ficou mais tranquilo. Ela ganhou férias prêmio com direito a viagem para Porto Seguro para duas pessoas. Resolveram viajar depois de 15 anos passando férias em casa. Houve uma certa comoção por parte dela: iria ver gente diferente, gente bonita, quem sabe poderia até dançar? Já ele estava mais interessado em jogar dominó ou ler o jornal na beira da piscina do hotel.
No primeiro dia de viagem ela foi para a praia e ele ficou no hotel. Ela descobriu um bar onde tocava axé no último volume e se dançava com direito a coreografia. Ele passou o dia na piscina lendo jornal e papeando com senhores da sua idade. À noite visitaram a Passarela do Álcool e experimentaram o famoso Capote. Voltaram para o hotel um pouco embriagados pela bebida muito forte. Não se sabe o motivo, se foi a embriaguês ou a insinuante brisa do verão, o fato é que se amaram naquela noite.
No dia seguinte reinou um clima de desconforto entre os dois e quase não conseguiram se olhar no café da manhã. De novo passaram o dia separados e de novo se embriagaram e de novo fizeram amor. Isso se seguiu por dias até que no passeio ao parque aquático estavam conversando e rindo como dois adolescentes. Não viram nada demais em passear de mãos dadas à noite. E no outro dia ele foi à praia e ela ficou só tomando sol quietinha na barraca.Namoraram como se fossem jovens outra vez.
Voltaram para casa mais leves, depois de 15 dias se divertindo, prontos para voltar à rotina. Rotina de indiferença e mau humor. Assim foram vivendo a vida, esperando chegar as próximas férias.





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continuação do conto - parte III

Posted by Telma Myrbach on 10:39 in , , , , , , , ,

Oi amigos,
Estou atrasada nos desafios mas, estou atrasada na vida também! Montes de coisas para fazer, montes de coisas acontecendo, eu tentando priorizar e me afogando em leituras.
Mas cá está a continuação. 
Desta vez com as palavras da Paty: - parcimônia - funil - espartilho - simulacro - pânico
A próxima, que pretendo que seja a parte final ou, no mínimo a penúltima, seguirão com as palavras desafiadas pela Olhos Celestes.
Talvez haja erros ortográficos ou gramaticais. Pra não me atrasar tanto, resolvi enviar sem revisar, então...já vou me desculpando por isso.
Um beijo em cada um de vocês.
Saudades de prosear.

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                                                                              fonte da imagem: Deviantart

Seu primeiro sentimento foi o de raiva, mas ao olhar o retrovisor e ver que ela estava com um sorriso quase infantil, qualquer resquício de insatisfação havia sido substituído, fortemente, pela necessidade de aproveitar o momento. Titubeou. Sentiu um medo tremendo de falar e ela sumir de novo.
Como que adivinhando seus pensamentos, ela adiantou-se:
- Você deve estar pensando no porquê de eu ter dado o endereço do cemitério, não é?
Ele assentiu.
- E deve estar pensando como sabia que você viria até aqui...
Ele assentiu, novamente.
- Você não acha que eu estrava procurando emprego de cantora naquele bar, acha? – disse ela com aquele mesmo sorriso que o fazia sentir-se inebriado e imbecil ao mesmo tempo.
- Eu estava lá porque sabia que você iria estar ali. – ela sorria como se isso fosse óbvio e ele preferiu não perguntar nada, para não parecer ainda mais idiota.
- Hey, relaxe... Por que tão tenso, meu bem? – dizia enquanto continuava  a massagear-lhe gentilmente as costas – Eu escolhi você e é isso o que verdadeiramente importa. Algum mistério não cairia bem nessa sua vida tediosa?
Aquela afirmação, em tom de pergunta assustou-o! Como ela sabia da sua vida tediosa? Mais parecia um simulacro de filme “trash”! Ela estaria apenas blefando? Blefando sobre tudo? Sobre o fato de ele estar naquele bar também? E sobre o fato de ele ter ido procurá-la no endereço que ela havia deixado?... E sobre...
- Esqueça! – ela fez menção de sair do carro. – se continuar tentando solucionar todas essas dúvidas ao invés de aproveitar o momento, você não é o homem que eu achei a princípio.
O desespero tomou conta e ele gritou envergonhando:
- Não!
Enrubescendo, abaixou o tom de voz e prosseguiu, tentando parecer controlado:
- Não vá.
E acrescentou quase sussurrando, quase suplicando:
- por favor... não vá.
Ela sentou-se novamente.
- Assim está bem melhor, meu bem.  Desça do carro. Vamos caminhar.
Sem esperar resposta ela desceu e atravessou a rua. Ele apressadamente seguiu-a.
Não questionou ou tentou pará-la quando ela, sem qualquer parcimônia, entrou no cemitério. Apenas seguiu-a.
A brisa da noite estava refrescante. Um leve farfalhar nas folhas das árvores do suntuoso cemitério era o único som, além dos saltos de seus sapatos.
Ela foi adentrando as ruas pequenas do cemitério sem olhar para trás, segura de que ele a seguia. E claro, ele não questionou, apenas seguiu-a.
O local lhe causava certo arrepio, mas ao ver aquela mulher intrigante à sua frente, caminhar tão segura sentiu confiança. Se ela não temia, por que ele?
Ela parou numa belíssima sepultura. Toda em mármore e com a escultura de um anjo em cima. Um anjo de braços abertos como que a guardar a alma do que ali repousava. Um vaso em formato de funil amparava rosas murchas. Ele sentiu um nojo súbito ao pensar na quantidade de germes que existiam naquele local. Não que fosse hipocondríaco, mas...
Antes que pudesse finalizar o raciocínio ela empurrou-o na parede lateral do túmulo e colou sua boca na dele.
Suas mãos se encaixaram em concha em seu pescoço e ela aprofundou o beijo. Sua língua exigia.  Ele dava.
Seu corpo curvilíneo encaixou-se no seu, pressionando, exigindo.
Seus movimentos cheios de graça, mas isentos de qualquer vergonha, roçava o seu, apertava-o.
Ele colocou as mãos em seus quadris puxando-a para si e, naquele momento, se havia ainda qualquer resquício de resistência, ela foi quebrada totalmente. Seus pensamentos estavam concentrados nela. Sua respiração arfava. Sua ereção pulsava.
“Meu Deus! Que boca era essa?” – e ela sorriu no exato momento em que ele pensou, como se soubesse o que se passava, a cada segundo, em sua mente.
Suas mãos desceram até sua calça,  abriram seu zíper e, ele não conseguiu conter a ejaculação assim que sentiu sua intenção.
Espasmos percorriam seu corpo. Pequenas convulsões incontroláveis e vergonhosas. Ele abaixou o rosto, timidamente.
- Meu adolescente, lindo! Não se envergonhe de nada que seja natural nem fique tão intrigado com o sobrenatural. Deixe fluir. Vem! Vou te levar pra casa.
Ele queria objetar! Queria dizer que não queria ir embora ainda e que era casado, mas não ousou dizer nada.
- Sim. – ela respondeu a pergunta não feita – Eu sei que você é casado e vou apenas acompanhá-lo até sua casa em seu carro. Não vou causar-lhe transtornos.
 - Vou voltar a vê-la?
- Sim, vai. Eu preciso de você.
Que delícia ouvir aquela frase vinda daqueles lábios perfeitos. “Ela precisa de mim!” – pensou ele e isso, no momento era tudo o que ele queria saber – mentiu para si mesmo.
- Gostaria de levá-la até sua casa... – falou sem jeito...
- Estou em casa! O mundo é minha casa e você ainda não está preparado para conhecê-lo. Há imaturidade demais em você ... mas, sua imaturidade me encanta. Deixemos o conhecimento das coisas comigo, tá bem?
- Mas, como você vai voltar pra casa? Vai me seguir de carro?
- Não tenho carro, nem medo. Sou perigosa demais para as ruas. Sou perigosa demais até para o mal. Que mau poderia fazer-me mal? – e riu de sua própria brincadeira com as palavras. Ele sorriu mecanicamente, sem entender ao certo. Não teve tempo para pensar melhor sobre o que ela disse, ela  já havia ligado a chave do carro e o desafiava com o olhar e a expressão irônica.
Percorreram em silêncio o trajeto até a casa dele.
Ela saltou do carro assim que chegaram e ele percebeu que sentiu certo pânico de ser flagrado pela esposa com a desconhecida. Não teria como explicar-lhe.
- Dê isso a ela. Deixe-a pensar que está tudo bem. Deixe-a pensar que a ama e que quer resolver as coisas.
Ao dizer isso ela mostrou uma caixa no banco de trás do carro dele. Quando ela colocou isso ali? O que tinha dentro? Quis perguntar, mas ela cortou-o novamente.
- Vamos, confie em mim. Não se encha de perguntas enquanto não estiver pronto para as respostas. Dê a caixa a ela sem olhar o conteúdo. Faz isso por mim?
Ele assentiu mais uma vez, sem saber porquê mas, incapaz de movimento diferente.
Ela saltou agilmente do carro. Deu-lhe um beijo casto na boca e disse:
- Eu acharei você. Não se preocupe em quando ou onde.  Eu acharei você.
E saiu andando confiante e elegantemente pela rua escura.
Ele ficou olhando até não poder vê-la mais. Feliz e assombrado ao mesmo tempo.
Depois de alguns minutos, entrou em casa, beijou a esposa e entregou-lhe a belíssima caixa, fechada com um laço de cetim vermelho.
A mulher, surpresa, deixou o presente de lado e enlaçou seu pescoço.
Ele sentiu culpa, repulsa e pena, mas enlaçou-a de volta. Fingiu um sorriso e disse:
- Não vai abrir?
- Claro meu amor! - Respondeu ela com entusiasmo.
Ele estava ansioso.
Ela abriu a caixa de costas para ele e ele ouviu um gritinho logo depois que ela desfez o laço:
- aiiiiiiii!
Ansiedade! Suor nas têmporas.
- Mostra – ele disse tentando parecer natural.
Ela virou-se lentamente levantando a peça na altura dos seios:
- É linda demais, amor! E, nem acredito que tenha voltado a pensar em mim deste jeito...
Depois ela completou sussurrando:
- Serve perfeitamente. Farei um jantar amanhã e usarei para você.
Disse isso, guardou o espartilho na caixa de onde viera e beijou-o com paixão.

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Codinome Beija Flor

Posted by Baltazar Escritor on 05:18 in , ,
Ele, pendurado semi nu no pau de arara, tentava desesperadamente respirar enquanto choques eram aplicados em suas costas e socos afundavam no seu rosto.
Ela o olha, entre séria, magoada, com medo...
O outro homem na sala sem janelas fala, a voz pastosa de sono.
"Onde estão os outros? Cadê o resto dos comunistas?"
"Vai se ferrar! Porco miliciano!" ele responde.
O homem da voz pastosa volta a lhe aplicar uma séries de choques, na orelha, nos pés, na virilha.
"Seu revolucionáriozinho de merda! Onde estão o resto dos desgraçados? Fale se quer viver!"
"Pergunte pra Beija-flor!" ele diz, e ri fitando a mulher nos olhos.
Ela derrama uma lágrima. Mas protesta com voz firme.
"Eu não sei de nada, infelizmente, você mudou o local do acampamento depois que eles me levaram."
"E você teria levado essa raça de milicos direto pra lá se eu não tivesse feito isso..."
"Não vê que está sendo tolo Benjamim?! A causa está perdida, a ditadura venceu. Eu te perdoo por ter me abandonado se você parar de bancar o herói e contar onde é o acampamento, por favor." Ela implora e as lágrimas invadem de vezes as maçãs rosadas do rosto jovem e atraente.
Uma lágrima também tenta escapar do rosto desfigurado de Benjamim, lhe provocando estrema dor.
"Não minta pra mim Beija-flor, não venha com esse papo de perdão. Eu sei que assim que eu falar esses amari cani vão me matar e ninguém nunca mais ter idéia do que me aconteceu." ele tomou folego. "Eu sei que você não me perdoou por ter fugido, sei que nunca vai perdoar. Mas saiba de uma coisa Beija-flor, eu te amei de verdade e você também me amou, não tente negar, mesmo sabendo que seu pai era general eu fiquei cego. Você nunca foi uma revolucionária, doeu no fundo da alma quando você nos entregou antes mesmo que eles ameaçassem te torturar, sabe, eu estava aqui, já tinha feito o plano de resgate e estava aqui pra te salvar. Porém você não precisava ser salva, estava entre os seus."
"Benjamim..."
"Já disse que não quero desculpas."
"Eu tive medo," ela desabou, "por mim e por você, tive medo por... ...por essa criança aqui dentro." ela apontou a própria barriga.
Um brilho de compreensão atravessou os olhos dele. O guarda que o torturava já tinha pego no sono no meio daquele diálogo, sabia que podia continuar mais tarde e que o prisioneiro não ia a lugar nenhum.
"Eu tentei te deixar o mais segura possível," Benjamim parecia pedido no tempo, "protegi teu nome atras do seu apelido, seu codinome Andressa, meu Beija-flor. Diga a nosso filho que o pai dele foi corajoso até o fim e não se rendeu."
"Benjamim, por favor..."
"Você sabe o que vai acontecer, de um jeito ou de outro vai acontecer. Eu te peço um ultimo gesto de amor, pegue aquele revolver. Eu não vou dizer nada a eles de qualquer forma, Andressa, atire em mim e acabe com o sofrimento. Atire Beija-flor, atire!"
O som do disparo acordou o guarda, ele puxou a arma das mão de Andressa sobressaltado e depois tomou o pulso do prisioneiro. Ele estava morto.
"Senhorita! Agora vou ter que preencher uma papelada infernal, seu pai não vai gostar disso."
Ela não ouve, não vê, a mudez toma conta de seus lábios, mas as lágrimas continuas a escorrer torrencialmente. Ela corre.
Corre contra o vento, tentando escapar da angustia, do vazio e remorso, da saudade...
Ela voa.
Voa Beija-flor.


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Devem estar se perguntando o porque deste texto. Simples, começou a etapa dos desafios musicais.
Eu sei que estou devendo outros desafios, mas não resisti depois que comecei a escrever.

Então pra Nanda:


Paty:



Kbeça:

Telma:



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Íntimo

Posted by Olhos Celestes on 20 de junho de 2012 22:16 in ,

Resposta ao desafio da imagem


Íntimo




Um ser imoral... um ser antinatural... um ser que conhecemos muito bem mas desconhecemos por completo... Quem não é assim que atire a primeira pedra!

Ei você, abaixe essa mão. Mente para si mesmo apontando essa pedra em minha direção. Você se acha esperto? Tem certeza que se conhece por completo? Mesmo? Me conte então sobre aqueles desejos mais íntimos que não teve coragem de mostrar a ninguém, sobre aquelas vontades das quais você sente vergonha, remorso, aflição só de pensar, mas que não consegue tirar da cabeça. O que me diz? De onde elas vêm? Ah, você não sabe... não, você mente a si mesmo.

Sabe tão bem quanto eu que isso vem de dentro de você, vem do seu coração, vem da sua alma... 

Você não se conhece por inteiro, jamais se conhecerá! Não queria sentir isso não é? Mas é inevitável, isso É VOCÊ.

Isso sou eu.

Sou sua luxúria... Sou o seu pecado. E ao mesmo tempo sou sua santidade. Eu sou os seus desejos mais íntimos, mais, mais, mais íntimos. Aqueles que você não revela nem a si mesmo com medo de ser repreendido até por seu pensamento, e aqueles que você revela a todo o mundo por que os acha dignos de aplausos.

NÃO HÁ COMO FUGIR!

Não me pergunte como posso ser os próprios opostos, eu sou você...

Me deseje... Me deteste... Me apedreje... Me Beije...  Me escolha... Me ignore... Me santifique... Me profane... Me teste...

Me ame e me odeie...

Eu sou seu melhor sonho e seu pior pesadelo!

Eu sou o seu eu mais intimo...


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Quadrinhos HP

Posted by PatyDeuner on 16:49 in , , ,
Como todos sabem eu sou apaixonada por Harry Potter, e gostaria de compartilhar com vocês  esses quadrinhos fofos que achei de alguns trechos importantes da história.


Não são lindos!?!

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LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ÀS LEIS DE MURPHY - Leis e princípios demonstrados empiricamente.

Posted by PatyDeuner on 13:28 in , ,
"O seguro cobre tudo, menos o que aconteceu"

"Quando você estiver com apenas uma mão livre para abrir a porta, a chave estará no bolso oposto."

"Quando tuas mãos estiverem sujas de graxa, vai começar a te coçar no mínimo o nariz."

"Não importa por que lado seja aberta a caixa de um medicamento. A bula sempre vai atrapalhar."

"Quando você acha que as coisas começam a melhorar, é porque algo te passou despercebido."

"Sempre que as coisas parecem fáceis, é porque não entendemos todas as instruções."

Os problemas não se criam, nem se resolvem, só se transformam."

"Você vai chegar ao telefone exatamente a tempo de ouvir quando desligam."

"Se só existirem dois programas que valham a pena assistir, os dois passarão na mesma hora."

"A probabilidade que você se suje comendo é diretamente proporcional à necessidade que você tem de estar limpo."

"A velocidade do vento é diretamente proporcional ao preço do penteado."

"Quando, depois de anos sem usar, você decide jogar alguma coisa fora, vai precisar dela na semana seguinte."

"Sempre que você chegar pontualmente a um encontro não haverá ninguém lá para comprovar, e se ao contrário, você se atrasar, todo mundo terá chegado antes de você."



1- LEIS BÁSICAS DA CIÊNCIA MODERNA:

* Se mexer, pertence à Biologia.
* Se feder, pertence à Química.
* Se não funciona, pertence à Física.
* Se ninguém entende, é Matemática.
* Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.
* Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.


2- LEI DA PROCURA INDIRETA:

* O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra.
* Você sempre encontra aquilo que não está procurando.



3- LEI DA TELEFONIA:

* Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
* Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.
* Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.



4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:

* Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você...

5- LEI DA GRAVIDADE:

* Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.


6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:

* 80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu e os outros 20% será baseada no único livro que você não leu.

7- LEI DA QUEDA LIVRE:

* Qualquer esforço para agarrar um objeto em queda provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
* A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.


8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:

* A fila do lado sempre anda mais rápido.
* Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.


9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:

* Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.


10- LEI DO ESPARADRAPO:

* Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

11- LEI DA VIDA:

* Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
* Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.



12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:

*Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto"

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DESAFIOS!!!

Posted by PatyDeuner on 19 de junho de 2012 10:05 in , ,
Amigos retalhenses.
Já que estamos todos atrasados com nossos desafios (incluindo eu é claro), vou mandar mais desafios para quem está mais ativo e propenso a escrever, afinal temos que movimentar esse blog.

Então lá vai.

Lívia...escolhi uma imagem bacana pra você:



Olhos...pra você uma imagem também:



Telma...você tá muito sumida!! Ainda estou ansiosa pela continuação da sua história viu? Mas para mudar um pouco vou querer um outro conto com essa imagem:


Espero que todas vocês aceitem o desafio proposto porque estou louca pra ler novas histórias.
Estou aguardando!
bjks






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Os 6 Passos da Criação

Posted by PatyDeuner on 18 de junho de 2012 11:39 in
Navegando pela net achei um artigo muito interessante e elucidativo para aperfeiçoarmos nosso blog e nossos textos. A partir dele gostaria de ter uma opinião dos nossos colaboradores para melhorarmos a performance do nosso trabalho aqui no blog.


O livro Desvendando os Quadrinhos, de Scott McCloud, ajuda a entender não só as HQs como as artes em geral. Bem como qualquer outra atividade que exija criação. É um dos livros mais bacanas que já li, todo escrito em quadrinhos.
No capítulo 7, McCloud apresenta os 6 passos da criação:
  1. Ideia/Objetivo
  2. Forma
  3. Idioma
  4. Estrutura
  5. Habilidade
  6. Superfície
A ordem é essa. Mas, na prática, ela se dá ao contrário. Os novatos em uma atividade – seja ela os quadrinhos, seja ela um blog, cinema ou literatura – partem da superfície para o cerne, para o interior.
Por isso, às vezes temos a impressão de ver um produto artístico fabuloso na superfície, porém oco. Oco em diversos sentidos.
Então, vamos ver, a partir de agora todos os seis passos apresentados pelo autor, mas ao contrário.
  • Superfície - valores de produção, acabamento. Os aspectos mais aparentes na primeira exposição superficial da obra.
  • Habilidade - construir a obra, usar de habilidade, conhecimento prático, invenção, realizar o trabalho
  • Estrutura - juntar tudo. O que incluir. O que excluir. Como arranjar, como compor o trabalho.
  • Idioma - a escola da arte, o vocabulário de estilos ou gestos, ou assuntos, o gênero ao qual a obra pertence.
  • Forma - a forma que o trabalho assume: um livro, um desenho a giz, uma cadeira, uma canção, uma escultura, um gibi, um blog?
  • Idéia/objetivo – os impulsos, as idéias, as emoções, as filosofias, os objetivos da obra.
Claro que as coisas não acontecem necessariamente nesta ordem, mas elas estão organizadas do item mais externo para o mais interno.
Vejamos o que diz McCloud:
Em todas as artes, é a Superfície que as pessoas apreciam com mais facilidade, como uma maçã escolhida por sua casca brilhante.
O artista do momento de que o fã mais gosta, às vezes parece melhor do que os antigos, que tiveram as idéias, mas estavam menos interessados na superfície.
Só que, quando mordemos aquela maçã brilhante… vazia.

Maçã

Como funciona

Um jovem leitor de blogs está acompanhando os feeds de um de seus blogueiros favoritos quanto têm a idéia:
- Vou ser editor de blog quando crescer.
Ele já tem suas idéias e escolheu os blogs como forma de expressão.
Mas ele ainda não sabe que tipo de blog quer fazer. Por isso, o mais provável é que ele comece a estudar e a imitar o estilo de outros editores já conhecidos.
Ele mostra o seu blog para seus amigos e todos adoram.
Mas quando ele cria coragem e deixa um comentário no blog de um profissional, convidando-o para conhecer o seu trabalho de iniciante, tem uma surpresa.
O profissional, que se dignou a visitar o blog dele, observa várias coisas a melhorar caso o rapaz queira seguir na carreira. De gramática, links, títulos, aspecto gráfico e melhorias para mecanismos de busca até ao modo como ele dialoga com seus leitores, passando por inúmeras outras minúcias.
O rapaz continua a estudar e se aperfeiçoar nesses assuntos por alguns meses, mas o estalo não acontece. Ele pára na superfície e desiste.

A saga continua

Em algum outro lugar do planeta, uma garota ultrapassa a superfície e passa a entender as partes mecânicas, de programação e textuais.
Depois de muito estudar ela ultrapassa a superfície e ganha a habilidade para fazer um bom blog. As coisas funcionam como devem funcionar e talvez a essa altura ela já tenha um número razoável de leitores e, se for o caso, terá aprendido a remunerar o seu blog pagando pelo menos a hospedagem.
Porém, ao mostrar o trabalho a um profissional, ele demonstrará que, de fato, ela tem a habilidade para criar e manter um blog. Mas ainda não enxerga o que há por trás disso. As estruturas que fazem com que um blog funcione e que estão para além da programação, do texto e da capacidade de remuneração.
Pode ser que ela decida ficar por aí, feliz por fazer parte do mundo dos blogs.

Tem que ter estrutura

Há coisas que não se ensinam nos livros ou em sites da internet e só se aprende com a observação e com o andamento da criação e da leitura – num sentido amplo da palavra.
Um outro jovem editor pode acabar descobrindo que seu blogueiro favorito era, na verdade, uma versão diluída de outro mais antigo e menos refinado.
Logo, ele passará a ver além das técnicas mecânicas (edição de texto e imagens, programação e SEO) e passará a ver além. A estrutura por trás da estrutura que torna aquele cara bom.

Além e além

Mas é possível ir mais longe. Depois que se atinge esse ponto, um outro autor poderá descobrir que há diversas pessoas que, como ele, perceberam o funcionamento íntimo de seu meio de expressão. No caso, estamos falando de blogs.
O que esse autor quer é desenvolver uma voz própria, uma identidade: um idioma.
Então ele poderá começar a criar novas maneiras de mostrar “as mesmas velhas coisas” e desenvolve técnicas inovadoras, passando a se livrar das antigas.
Creio que não é preciso dizer que falar sobre as mesmas velhas coisas de maneiras inovadoras cria aspectos novos sobre antigos assuntos, ajuda a encontrar soluções para antigos problemas, faz o mundo andar. Às vezes não é suficiente mudar o ângulo de abordagem. Às vezes é preciso mudar o olho.

Jardim dos caminhos que se bifurcam

Então um outro blogueiro descobriu uma linguagem própria. Algo que faz com que os iniciantes passem a imitá-lo de alguma maneira, muito embora só consigam chegar à superfície. Porém, em sua opinião algo está sendo esquecido.
Ele precisa agora optar por dois caminhos.
  • forma ou
  • idéia
A pergunta consiste no seguinte: através do meu trabalho quero dizer algo sobre o mundo ou dizer sobre meu trabalho em si?
Ao escolher a formaescolhe-se o trabalho em si. O autor se torna um explorador, abrindo caminhos para outros que queiram usar esse tipo de forma como meio de expressão. Para ele, as idéias são a substância, o pretexto para expressar a sua forma.
Ao escolher a idéia, o trabalho vira a ferramenta do que ele gostaria de dizer: ele tem uma idéia e teria que expressá-la, não importa usando o quê. Música, literatura, blogs, moda gastronomia, seja lá que forma cada uma desses trabalhos assumam.
Mas, obviamente, a opção entre idéias e forma não são permanentes. E não são abolutas não importa em que trabalho. Pode-se observar a prevalência da forma em alguns momentos e das idéias em outros.

Conclusão

Este texto é uma mera adaptação de uma parte do livro de McCloud e recomendo que o comprem. É muito divertido e instrutivo.
Então, deixo com você a conclusão do quadrinista, muito embora ele vá ainda além nesse capítulo que expus:
Qualquer artista que cria uma obra, em qualquer meio, vai seguir esses seis passos, mesmo sem perceber.
Todas as obras começam com um objetivo, todas têm uma forma, pertencem a um idioma, possuem estrutura e têm uma superfície.
A ordem desses seis aspectos é inata. Os ossos de um dinossauro podem ser descobertos em qualquer ordem, mas, quando reunidos, se encaixam num lugar.
Considerei que, apesar do texto ser dirigido especificamente aos quadrinhos, ele se aplique não só a eles e não só a qualquer arte, mas a qualquer trabalho que exija de seu executor uma boa dose de criatividade.
Fonte: Livros e Afins por Alessandro Martins



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Imagem

Posted by PatyDeuner on 17 de junho de 2012 09:03 in , , ,
Lembrei de você com essa imagem Baltazar. Achei legal demais!!!


Bom domingo amigos retalhenses!!!

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