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Eu odeio Pre... to - Parte II

Posted by Kbeça on 5 de julho de 2012 08:50 in , , , ,
Como prometido a continuação do texto anterior.

Como disse anteriormente, a ideia desta matéria não é falar do preconceito da forma convencional, mas se colocar na pele do alvo do preconceito. E, infelizmente, meu intelecto não é tão brilhante quanto eu pensei que fosse, pois eu não consegui me colocar nesta posição. Eu realmente pensei que as minhas experiências pessoais fossem me dar algum suporte ou brecha para escrever o texto, mas a realidade é bem diferente e única.

Eu entrevistei várias pessoas homossexuais e bissexuais (homens e mulheres) e as respostas foram impressionantes. Impressionantes mesmo. Vi jovens com uma maturidade incrível e adultos extremamente infantis. Vi pessoas tirarem forças do amor, das lágrimas e, principalmente, do bom senso. E vi o preconceito aonde não deveria existir.

O que eu aprendi:
Mulheres sofrem menos preconceito que homens;
Como você os chama (gay, lésbica, etc) só será ofensivo pela forma que você os chama. No entanto, algumas pessoas vão se ofender....
Nenhum homossexual é a favor de "induzir" uma criança a ser homossexual também;
A ideia de que a pessoa se tornou homossexual por um trauma de infância, ou uma transa "mal feita" é totalmente errada;
O "mundo" homossexual, apesar de ser muito colorido e animado, é extremamente solitário.

O que eu já sabia:
Religiosos são os que mais hostilizam os homossexuais;
Os amigos (entenda o peso e o sentido da palavra) não estão nem aí se você é, ou não, homossexual;
Apesar de assumidos, os homossexuais são muito reservados, porém, se você desejar sinceramente aprender, se abrirão como um livro.


O que me chocou:
A maioria dos bissexuais, não todos, tem preconceito com homossexuais;
Os homossexuais mais jovens são muito menos preconceituosos que os mais velhos;
O maior preconceito vem da família.
M. disse:
"Quando me assumi foi extremamente difícil, minha mãe agiu muito mal, ficou triste, chorou e não aceitava[...], hoje ela aprendeu a me respeitar, mesmo não aceitando completamente. Meu pai ao contrário do que eu esperava foi o que agiu melhor, me respeitou sempre e disse que isso não mudaria nada. Minha irmã mais velha é preconceituosa e agiu mal, e até hj ainda não aceita como deveria, mas estamos melhor. E a mais nova não aceitou com facilidade, mas me respeitou desde o começo. Amigos eu perdi a maioria e outros tenho pouco contato agora, não me trataram mal, mas percebi q não gostaram e se afastaram."

Uma amiga minha falou uma coisa muito interessante "é fácil dizer que você não tem preconceito, quando é o filho do vizinho. Mas, as coisas mudam quando é o seu filho". Eu acredito que os familiares que hostilizam os seus próprios filhos o fazem por medo/vergonha da opinião alheia. Que quando começarem a se importar mais com a felicidade de seus familiares e menos com a opinião dos outros, os aceitarão como o são.

Fatos absurdos extraídos da entrevista:
"[...] meu pai me obrigou a casar com um cara que eu nem sequer conhecia, caso eu quisesse continuar vivendo na mesma cidade que minha família.";
"[...] minha mãe tentou me exorcizar dizendo que eu era gay por estar com o demônio no corpo";
"Fui xingada, cuspida e agredida, por ser gay, enquanto passava na rua". (Tá eu sei que isso é "comum" (absurdo), mas, mesmo assim, ainda me choca).

Todos os entrevistados tiveram relações com o sexo oposto e simplesmente nunca se sentiram atraídos, ou tiveram prazer, ou deram importância ao sexo oposto.
Todos não se arrependem de serem gays, aliás uma entrevistada até deu uma resposta interessante "E sempre digo aqui em casa que se eu pudesse escolher entre ser homem ou mulher em uma próxima vida eu escolheria ser mulher de novo e com o grande detalhe de gostar de mulher novamente.".

Coisas que eu ainda não aprendi (entendi):
Por que um homem masculinizado se relaciona com um homem feminilizado, e/ou, por que uma mulher feminilizada se relaciona com uma mulher masculinizada;
Como eles vêem a religião;
Como são tratados no trabalho.

Abra a sua mente para as mudanças que estão ocorrendo a sua volta. Não estou pedindo para você "virar" homossexual, ou se relacionar com um. Tão pouco peço que simpatize com a causa. O que desejo para você é respeito. Sim para você, criaturinha cabeça dura e preconceituosa. Porque, homo/bi vão te devolver todo o respeito que você direcionar para eles.

Acha que é falta de vergonha? Acha que é safadeza? Vergonha é o que mais os sufoca. Sexo é o que menos importa para eles.

Quando você encontrar um homossexual na rua, seja educado: é o mínimo que os teus pais esperam de você; seja respeitoso: porque ele te respeita como ser humano; seja tolerante: porque ele não se importa com o que você faz com o seu corpo; seja religioso: afinal, todas, enfase aqui, TODAS as religiões do mundo ensinam que você deve amar ao teu próximo e desejar para ele o melhor; e, por ultimo, seja inteligente: quanto mais homossexuais, mais mulheres/homens para você (brincadeira, eu não podia perder a piada aqui). Aliás, bom-humor é sempre bem vindo. O próprio humor é uma forma de você sufocar o seu preconceito.

Na próxima semana, vamos conversar sobre "cores". Mas, antes de nos despedirmos, deixo um trecho de uma entrevista para você, caro leitor, pensar:
[...] assumida sou apenas pra minha mae, porém ela não aceita , e minha vida se resume no ditado popular :"o que os olhos não vem o coração nao sente". 
Vivo escondida , e com culpa. Não de ser quem eu sou, mas de não ser quem minha mãe queria que eu fosse . 
Hoje eu não vivo a minha vida. Eu vivo a que minha mãe quer que eu viva, pois não quero fazê-lá chorar. Não irei suportar ela olhar nos meus olhos e falar:
- Não acredito que a minha filha não gosta de homem. 
Dói muito, então eu sinto que, para compensar eu faço tudo o que ela quer, sendo a filha perfeita . 

O preconceito da sociedade não é nada comparado ao familiar. A vida inteira acham que nossos pais nos aceitam e nos amam como somos e quando vemos não é assim.


Até a próxima.

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O Homem Errado - John Katzenbach

Posted by Telma Myrbach on 4 de julho de 2012 20:53 in

Autor: John Katzenbach
ISBN: 9788576791058 
Ano: 2007 
Edição: 
Editora: Novo Século 
Número de Páginas: 439 



Amigos,

Este é o primeiro livro que leio de John Katzenbach, mas certamente, não será o último.

Os personagens são todos muito bem construídos e com características marcantes, peculiares e de fácil identificação.

A retratação do amor obsessivo neste livro é extremamente bem  composta. Os questionamentos acontecem de forma natural, sem “forçação de barra” e clichês nauseantes...rs. Amor obsessivo é realmente “amor”?

Ashley está em sua fase de diversão: frequentando a Faculdade que ama (Artes), trabalhando em um Museu meio período e com notas excelentes, tem absolutamente todos os ingredientes para uma vida bem sucedida.
Bonita, atraente, divertida, sai ocasionalmente com os rapazes mas não tem vínculo especial com nenhum deles. Numa destas “saídas”, conhece Michael O’Connell e tem sua vida transformada depois de uma noite de sexo: ela gostaria de parar por ali, ele acredita que são almas gêmeas.
O que começou com um simples flerte ameaça a vida de todos os envolvidos no convívio de Ashley, que passam a ser considerados por Michael como empecilhos para ficarem juntos e  portanto,  obstáculos a serem superados (não impontando o que fosse preciso para isso).
Michael passa a molestar  Ashley, de diversas maneiras e ela, por sua vez,  não possui  elementos "palpáveis" para denunciá-lo à polícia e tem que agir por si e com aqueles que ama.

Dois elementos me incomodaram negativamente no livro:
1)    a conversa paralela em tempo presente que vai ocorrendo enquanto se conta os fatos do passado, que são efetivamente a história de Ashley. Achei esses diálogos dispensáveis. Não aumentam o suspense (que já é imenso) e chegam perto do cansativo.
2)    A diagramação. Essas conversas paralelas nem todas as vezes são separadas por um espaço em branco, como deveriam, fazendo o leitor ter que voltar alguma vez para entender que salto foi aquele.

De qualquer modo, quando você encontra uma história que reúne uma excelente escrita, suspense de primeira linha, personagens bem descritos psicologicamente, diálogos nada monótonos, o desejo imenso de saber o que tem a seguir a ponto de ir dormir tarde da noite (mesmo tendo que levantar cedo), os poucos aspectos negativos tornam-se insignificantes.

Nada me faria dar menos do que 5 estrelas para esse livro.
Já estão na fila e na minha estante (eba!): O Analista e a História de um Louco, do mesmo autor.

RECOMENDADÍSSIMO!



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BORBOLETA

Posted by PatyDeuner on 12:01 in , , , ,


                             Respondendo ao desafio da Olhos com essa imagem inspiradora!

- Olha mamãe!
- Que foi Clarinha? Aproveite o parque porque não temos muito tempo!
Ela gritou pra sua filha sem tirar os olhos das mãos que trabalhavam com destreza no bordado monocromático.

De tempos em tempos consultava as horas para não se atrasar. Seu marido chegava às 18:00h, e ainda tinha que passar na padaria e fazer o lanche. À noite preparava tudo para o dia seguinte. O uniforme da escola, a merendeira, o terno do marido e a lista dos afazeres matinais, organizados por ordem de prioridades. Graças a Deus sempre conseguia sentar um pouco para assistir a última novela do dia. Tinha todas as suas tarefas sincronizadas para que lhe sobrasse esse tempo. Às vezes tinha a sensação que o tempo nunca era suficiente.

- Mamãe você tem que ver isso!
- Só um minuto filha! Daqui a pouco já estamos indo embora!
Quase perdeu o último ponto na tentativa de olhar o que a Clarinha queria com ela. Mas conseguiu recuperá-lo a tempo.
“Tempo” Por um minuto parou seu bordado fixando os olhos no horizonte e pensou na profundidade daquela palavra. Tudo se determinava com o tempo. Ou era o tempo que determinava? A vida seria dominada pelo tempo ou teríamos alguma chance de manipulá-la ao nosso favor?

Ficou ali um tempão pensando sobre aquilo, e aos poucos foi se dando conta de onde estava, de como estava. Os sons do parque preencheram seus ouvidos, a brisa leve acariciou seu rosto e sentiu o toque suave do sol em suas mãos. Girou seu rosto para ver a filha a poucos metros dela com um sorriso imenso nos lábios e a mão estendida na sua direção. Na ponta do dedo pousava uma linda borboleta colorida, que parecia sorrir também. Era a borboleta mais linda que já vira. Se é que algum dia realmente tinha reparado em alguma. Na verdade sentia que jamais havia reparado em muita coisa na sua rotina. Largou seu bordado no banco e foi de encontro à filha. A borboleta voou, lenta e cautelosa enquanto ambas, mãe e filha acompanhavam seus movimentos. Deram-se as mãos e passearam todo o resto da tarde pelo parque. Cada pedrinha, cada folha caída no chão, era motivo para um mundo interior de conversas e brincadeiras.

Nesse dia chegaram em casa muito depois das 18:00h. Esquecera-se do tempo. E sentia-se muito mais leve e feliz.



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Um Deus Ateu - Guilherme Arantes

Posted by PatyDeuner on 11:53 in , , , ,

Bom gente, eis meu texto para o desafio musical que o Baltazar me passou. Devo admitir que não tenho muita certeza se tem a ver com a música, pois sua letra, a meu ver, pode ter variadas interpretações. Gostaria realmente do palpite de vocês quanto a isso.

O vídeo:



A letra da música:

Quem
Te roubou o inocente jardim
Tuas faces de rubras maçãs
Teu condão
Talismã
Quem levou
Nossas verdes manhãs de sol
Tardes sem fim
Inventou a distância cruel
Levou a linha, a vareta e o papel
Lavou o céu
Secou o mar
Jogou nuvens de areia nos olhos
Muralhas de pedras
Brilhantes que furtam a visão
Como um deus ateu
Vaguei vagabundo
Morei num barril
Andei condenado
A viver buscando
Cana de açucar
Duna de sal
Moinho de sonho
Usina do amor
No torvelinho
Na febre no frio
Não se perdeu
Nosso ébrio navio 

Meu texto: PROCURA-SE UM AMOR

A publicação era em negrito com letras garrafais “PROCURA-SE UM AMOR”. Era preciso chamar a atenção para o tópico impresso no semanário. Pela terceira semana consecutiva eu publicava o mesmo conteúdo na certeza que ela leria. Mas até agora nada. Ela sumira na imensidão da cidade. Apareceu como anjo em minha vida, e sumiu como areia fina levada pelo vento. Posso lembrar cada detalhe do dia em que ela apareceu aqui naquela mini saia de couro procurando pelo autor do último artigo que eu publiquei. O encontro foi eletrizante. E mágico. Em poucos dias vivi o amor mais intenso de toda a minha vida. Mas a felicidade escapou de minhas mãos. Eu só queria poder de novo acordar em manhãs verdes e beijá-la ainda sob os lençóis. Carregá-la no colo e levá-la pra cama depois de adormecer no sofá. Passar tardes inteiras espalhados pela grama do jardim. Ver suas faces rubras e seu sorriso iluminado me pedindo mais um beijo. Admirá-la enquanto cozinha seu espaguete horrendo, e comeria agradecendo aos céus. Acariciar aquela mexa de cabelo que sempre escorre de seu coque roçando seus ombros nus.
Onde estaria ela agora? A felicidade não podia durar tão pouco.
O conteúdo da publicação :
                                                             “Me apaixonei pelo seu sorriso. 
                                                      Sem ele estou na escuridão.
                                                      Se me ama, volte logo
                                                      E traga junto meu coração.”


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Apresentação

Posted by PatyDeuner on 3 de julho de 2012 12:08 in ,

O blog Retalhos Assimétricos é um projeto de amigos que amam ler e amam escrever. O nosso objetivo não é divulgar ou fazer pelos outros, mas sim por nós mesmos, pela nossa satisfação. Nesse espaço desenvolvemos nossos textos a partir de desafios, onde o desafiado deve seguir alguma idéia inicial do desafiante (uma imagem, algumas palavras, algumas frases, uma música...). É como uma brincadeira, divertida e ao mesmo tempo produtiva, onde colocamos nossas ideias, inspirações, desabafos...

Somos todos inexperientes e sem pretensões sublimes, mas temos uma necessidade gigantesca de aprender e melhorar cada vez mais. Nós nos incentivamos, criticamos, corrigimos e elogiamos, e, com toda essa interação, acabamos por nos sentir cada vez mais capazes, e a criatividade parece não ter limites. É uma experiência fantástica!
Junto com esse objetivo primário, também postamos várias coisas interessantes que gostamos e que nos é relevante ao nosso propósito, assim como várias citações e textos de autores consagrados (e anônimos ainda), que nos ajudam a aguçar a criatividade e nos aprimorar o bom gosto. É claro que não podem faltar também as piadas, quadrinhos e outras coisas do gênero, que nos divertem e descontraem.

Gosto de pensar em estar velhinha e poder curtir todos esses registros, como um álbum de conhecimentos, que talvez alguém de outras gerações da minha família possa olhar e dizer "olha que legal o blog da bisa Paty e seus amigos!"
Loucura? Não, apenas sonhos de aspirantes a escritores!

Para que todos os nossos visitantes se situem no processo construtivo do blog, um resumo rápido.
No começo éramos três pessoas: eu (que sou de Belo Horizonte MG), a Nanda e seu esposo Kbeça (que são do Rio de Janeiro). Conhecemos-nos e nos amamos de imediato nas primeiras conversas em um fórum de cultura e entretenimento com a descoberta dos mesmos interesses e gosto literário. É impressionante como relações virtuais podem ser tão intensas a ponto de sobrepujar qualquer distância. Acho isso formidável!
Somos então os fundadores dessa ideia, e de início convidamos alguns amigos que tinham as mesmas aspirações. Vieram então o Baltazar Escritor (de Curitiba PR), a Olhos Celestes esposa do Baltazar (também de Curitiba) e a Marcinha (do Rio de Janeiro), irmã da Nanda, que é uma amiga fabulosa.

Com o tempo fomos encontrando mais pessoas com o perfil do Retalhos e a Staff foi aumentando. Veio então a Drica (do Rio de Janeiro), a Lívia (de Belo Horizonte MG) e por último agora a Telma (de São Paulo), todas para agregar e muito nosso projeto, colocando, cada uma, seu retalho nessa colcha de conhecimentos e descobertas que é o nosso blog.
Enfim, somos agora 9 colaboradores que se empenham em transformar retalhos de criatividade em uma imensa colcha de conhecimentos.

Convidamos a todos os nossos amigos, familiares e visitantes a participar dessa miscelânea de idéias, feita com muito amor, dedicação e alegria.

Bem vindos!


"Aquele que tem por vício a leitura, droga alucinógena das mais leves, acabará cada vez mais dependente dela. E o pior, passará para drogas mais pesadas, como a escrita. Nesta fase crítica, o leitor, agora escritor, tende a fugir regularmente da realidade e ter devaneios de que, assim como Deus, é criador de Universos inteiros."
Jefferson Luiz Maleski 

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Desafio para a Paty

Posted by Olhos Celestes on 2 de julho de 2012 18:48 in ,
Um desafiozinho de imagem pra você:


Aceita??

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Batata Quente (2)

Posted by Olhos Celestes on 1 de julho de 2012 10:07 in , ,
2ª PARTE
Pulou para o alto de uma árvore e se pôs a pensar rapidamente no que fazer, não esperava por aquilo, tantos ao mesmo tempo e num pequeno momento seu de distração. Estavam atrás dela, ele sabia, mas estava sozinho, como conseguiria protegê-la? Ela, tão ingênua, nem fazia idéia da importância que tinha, do por quê de estarem atrás dela, aliás mal sabia que eles existiam fora de seus sonhos.
Cristopher enrijeceu-se ao ver os lábios de Suzane indo ao encontro daquela boca que não a merecia, mas antes que o beijo pudesse ser concluído aquelas criaturas da noite os alcançaram. Tão ingênua, tão ingênua, como não sentia o perigo que havia em andar de madrugada, pior, de ficar justo naquela praça e na presença de apenas um cara que jamais seria capaz de protegê-la de verdade?
- Concentre-se! - Cristopher disse para si mesmo. "Não há tempo para esse tipo de pensamento, SALVE-A!" gritou, agora em pensamento.
Três daquelas criaturas agarraram-na enquanto outra fincou rapidamente um punhal no pescoço do rapaz e saiu em disparada levando o corpo. "Bem feito!" Cristopher não pôde deixar de pensar enquanto jogava-se do alto daquela árvore, em um movimento tão rápido deixando sua forma humana e transformando-se em sua verdadeira forma, a de gárgula, com seu corpo branco como cera e as asas compridas, o rosto irreconhecível de um mostro, tão diferente do que realmente havia em seu coração.
Neste momento as três criaturas que carregavam Suzane, já inconsciente, estavam a cem metros de distancia enquanto todos os outros se reuniam montando guarda para deter Cristopher, eles sabiam que haveria alguém a guardando e não seria fácil levá-la sem luta.

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