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Apátrida

Posted by Telma Myrbach on 4 de agosto de 2012 08:30 in , ,

A Vida em Tons de Cinza

Apátrida, de Ana Paula Bergamasco é bonito desde a capa, que por si só é uma sinopse do livro: em diferentes tons de cinza, com um olho de um azul magnífico ao centro: o olho de Irena!
Irena conta sua história em primeira pessoa. Vai desde sua infância que é muito similar à nossa, passando por uma adolescência precocemente madura, até sua velhice cheia de marcas físicas e psicológicas.

Eu já havia tido contato com livros que narravam a história da Segunda Guerra: O Diário de Anne Frank que fala da ocupação nazista nos países baixos, A Lista se Schindler e a versão do meu marido, que é alemão e que sempre procurou inteirar-se dos acontecimentos de uma guerra que dividiu seu país em 2 e que gerou tanto sofrimento. Ainda com o conhecimento que já tenho do ocorrido, 
Apátrida é surpreendente. Surpreende porque, apesar de todas as atrocidades da guerra, o livro é permeado de amor, paixão, docilidade.

É impossível não estar um pouco presente na época! Em impossível não ver diferentes emoções arrancadas pela narrativa simples e objetiva de Ana Paula Bergamasco!
Durante a leitura, não chorei, não sorri... mas senti com profundidade! (digo isso porque chorei em “Marley” e sorri em “Melancia”...rs*).

O aspecto psicológico da humanidade, que sempre me surpreende e é constante objeto de meus estudos, também está em abundância no livro. Até onde o ser humano vai quando o poder está em suas mãos? O que faz em decorrência do fanatismo, seja religioso ou político e até onde se vai por amor?

Ao ler, naturalmente essas reflexões aparecem, mas não de maneira cansativa. A Filosofia, A Psicologia está lá, mas sem a teoria de Sócrates ou Lacan. Está ali na prática. Numa leitura que não cansa, ao contrário, pede a próxima página.

Altamente recomendo!




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Contato Visual

Posted by Telma Myrbach on 08:15 in , ,

Contato Visual – Cammie McGovern

Uma garota é encontrada morta num bosque, nos fundos da escola onde estuda. A única testemunha é um garoto autista 9 anos, Adam e fora isso, não há mais pistas sobre o assassino.

O grande diferencial desse livro é o ponto de vista de crianças autistas e outros personagens portadores de deficiências físicas e/ou psíquicas. Descobrir o que as crianças autistas têm a dizer, quando elas nada, ou pouco falam é realmente surpreendente. 

Aprender, ao mesmo tempo sobre o comportamento das mesmas e os problemas enfrentados por elas e seus familiares, é um PLUS.

A autora, que tem formação na área (além de ter um filho autista) e mostra, com brilhantismo, como funciona o pensamento dessas crianças e a intensa angústia dos familiares para facilitar a comunicação, que se no dia-a-dia é necessária, para a solução de um crime é imprescindível.

Adam é um personagem fascinante!!! Não tem como não se apaixonar por ele. Cara, outro personagem incrível, é a mãe de Adam e é peça fundamental na solução do crime.
A escrita é perfeita. A descrição e construção dos personagens genial (eles são totalmente críveis)! O livro tem ritmo, fôlego e faz-nos, em diversas vezes interagir fazendo papel ativo na investigação, juntando pistas e .................... errando!...rs* 

Ou seja... é supreendente como um bom suspense deve ser.


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Joana, A Louca

Posted by Telma Myrbach on 08:00 in ,

O livro mostra a vida de Joana, Rainha da Espanha, desde os 16 anos de idade quando ainda era tímida e tinha por maior sonho casar com um príncipe triste e solitário que teria sua vida modificada ao encontrar o amor em seus braços.

São bem mostrados, os aspectos da personalidade de Joana: que foi de tímida, medrosa, sonhadora a bipolar (minha inferência), impulsiva, explosiva, e sempre ingênua. Sempre se deixando passar para trair. Repetidamente, pelos que ama: marido, pai e filho.

A História, sem dúvida, é interessante, mas não gostei da maneira como foi contada.

A narrativa é feita na 3ª pessoa do singular, de maneira moderna e os diálogos são na 2ª pessoa do plural, à moda da época.

No meu ponto de vista, detalhes importantíssimos ficaram sem ser explorados (não há como exemplificar demais sem deixar escapar “spoilers”, mas são facilmente detectados quando o livro é lido). Mortes importantes na família real acontecem como menção rápida e a gente tem impressão de ter pulado 1 capítulo sem querer.

Por outro lado, descrições exageradas (muito longas e desnecessárias, em quantidade) das roupas, quartos, salas do palácio, etc, perfazem parágrafos inteiros, como os exemplos abaixo:

Maria inspecionou atentamente o vestido de brocado, dando um pequeno puxão aqui, um toque ali, de forma que apenas a porção exata da combinação entrevisse nos golpes que desciam pelas mangas. Inspecionou os pontos acabados havia poucos, que uniam as mangas do corpete, e o cair deste sobre a saia. Depois, afastou as largas mangas, expondo exatamente quinze centímetros de forro de cetim amarelo e os punhos da combinação, bordados a ouro e vermelho. Em seguida ajustou o peitilho de fio de ouro muito delicado, finamente tecido e coberto de rubis sobre o peito de Joana, esticando-o e pregando-o cuidadosamente à combinação. Por fim abotoou o fecho do colar com o seu enorme rubi, presente de despedida da mãe.” p.54

“ ... a roupa de cetim e veludo tinha alfinetes e fechos com joias que lhe desciam pelo corpete e lhe seguravam as mangas abertas em ambos os pulsos e cotovelos. E, como era uma ocasião especial, decidira usar o colar herdado da mãe, a grade cadeias de setas de ouro artisticamente esculpidas. O manto de brocado negro estava circundado de pele de arminho e o capuz tinha uma orla de flores douradas delicadamente bordadas.” p.222

Também as refeições e cômodos do palácio são descritos com minúcia. Sei bem o quanto isso é importante para a contextualização e o quanto mostra a guerra de egos e poder dentre os representantes dos reinos mas, o livro os traz em demasia.
 
Descrições de roupas demais.
Descrições de fatos históricos de menos.

O título em inglês, “The Other Joana” (A Outra Joana), exprime a personalidade que Joana “adotava” para si quando precisava e o título em Português, “Joana, A Louca”, a maneira como era vista pelo povo. Ambos os títulos casam muito bem com a História dessa mulher marcante.

Quem tiver interesse em iniciar-se na História das alianças e desafetos entre e Espanha,  Áustria, França e Tordesilhas tem aqui uma boa leitura, portanto, recomendada.

Quem deseja aprofundar-se, bate a cabeça na areia: o livro é raso...rs*



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29 regras para escrever Português correto

Posted by PatyDeuner on 3 de agosto de 2012 10:24 in , , , ,
Este texto foi publicado por Joaquim Bispo na comunidade "Escritores - Teoria Literária" em 2008.
As dicas são expostas de maneira criativa e bem humorada, mas claro que há sempre exceções para elas.


1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?

9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa m****.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14.
Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será
que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24.
Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! O seu texto fica horrível!!!!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, pra não viular a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre – causando ambiguidade – e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!

(autor desconhecido)

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As 20 bibliotecas particulares mais belas do mundo

Posted by PatyDeuner on 09:40 in , , , ,
O site Flavorwire listou as 20 bibliotecas privadas mais lindas do mundo. É de encher os olhos de qualquer bookaholic. Confira as imagens!


Biblioteca particular do empresário americano Jay Walker - tão importante (e enorme) que sua casa foi projetada e construída em torno dela.


Biblioteca idílica em uma casa projetada por Gianni Botsford, Cahuita, Costa Rica


Biblioteca de Miquel Mateu no castelo de Peralada, Espanha.


Biblioteca da casa de Karl Lagerfeld.


Biblioteca em casa projetada por Atelier Bow-Wow, Tóquio, Japão.


Biblioteca de George Lucas no Skywalker Ranch, um retiro empresa em Marin County, Califórnia.


Biblioteca na casa de Neil Gaiman.


Uma biblioteca em uma casa remodelada a partir de uma antiga fábrica na Bélgica.


A biblioteca particular desenhada por Thierry W. Despont, Toronto, Canadá.


Biblioteca particular projetada pela empresa de arquitetura Ilai, fotografia de Lukas Wassmann.


A Biblioteca Escolar, desenhada por Peter Gluck e Partners, Olivebridge, Estados Unidos


A biblioteca escadaria inovadora, concebido pelos arquitectos Levitate, Londres.

Biblioteca minimalista de Donald Judd, Marfa, Texas


O Cérebro, biblioteca e estúdio de um cineasta, Seattle.


Uma biblioteca moderna em uma casa do século 17, desenhado por Timothy Hatton.


Parte do acervo particular de Alberto Manguel, "um animal fantástico composto por várias bibliotecas construídas e abandonadas, uma e outra vez, ao longo da minha vida". Sul do Vale do Loire, França.


Biblioteca particular projetado por Lea Ciavarra e Marie Anne Lubrano, de Arquitetos Lubrano Ciavarra, em Harbour Island, nas Bahamas.


Uma vista deslumbrante em uma casa na Califórnia desenhada por Sally Lewis Sirkin.


Biblioteca moderna em Villa Dali, perto de Haia, na Holanda.


Uma biblioteca de dois andares em um loft em Paris, França.

Fonte: murmuriospessoais.com


Se fosse escolher uma pra mim, ficaria com essa:

Agora...amaria conhecer pessoalmente a biblioteca de Neil Gaiman...

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Um pequeno deguste

Posted by Baltazar Escritor on 2 de agosto de 2012 08:00 in , ,
O que é isto? Bem, eu percebi que enquanto eu estive emerso em outro mundo as postagens se multiplicaram, vou levar uma era pra ler todos os textos hehe.

Quanto a resposta aos desafios pendentes, bem eu escrevi o desafio das cinco palavras que a Nanda me deu, mas como eu já expliquei ele tomou proporções além da minha intenção e vai demorar pra digitar, então aí vai um pequeno deguste pra vocês ^^.


FABRICA DE CRISTAIS





O frio cegante, congelando fechadas as pálpebras dos incautos, não se fazia tão presente quanto o forte e inconfundível cheiro de formol que preenchia e tomava posse das narinas ali presentes. De fato, nenhum daqueles supostos estudantes de medicina se livraria da sensação nauseante que aquele cheiro provocava, pelo menos pelas próximas horas. Os professores, três excelentes médicos em término de seu doutorado, obtido às custas do dinheiro abundante do tráfico de entorpecentes, tentavam passar uma instrução adequada a seus alunos. Todos os alunos, membros selecionados como os mais aplicados das facções criminosas que lideravam a região, se esforçavam para ver os professores por trás das nuvens de vapor que suas respirações pesadas e asmáticas infundiam no ambiente. A sala de exumação dos cadáveres era, como tudo na escola clandestina de medicina, improvisada. Uma câmara frigorifica de um mercado da região fora “requisitada” para esse fim, era para lá que os corpos dos inimigos, desafetos e alunos que se recusavam a terminar o precário curso eram levados. O dono do mercado, já que precisava de uma reforma e não tinha dinheiro para a empreitada, decidiu ceder a câmara frigorifica de boa vontade, em troca da reforma ele só teria que trabalhar alguns meses de açougue fechado. Tudo, calculando o prejuízo nas vendas, seria mais vantajoso que se recusasse a oferta do tráfico.
Os corpos em cima das mesas de metal ou pendurados em ganchos, tinham em sua maioria marcas de tiros e punhaladas. O Dr. Fausto explicava os efeitos da anestesia na veia de sódio do organismo quando um dos alunos interrompeu, com a mão direita cobrindo o nariz e a boca.
— Professor, desculpe... Eu estou meio... Eu não... Eu... — ele não conseguiu terminar de se explicar a tempo.
O piso mosaico, um dos poucos permitidos pela vigilância sanitária em lugar em que se lida manualmente com alimentos, ficou lambuzado com o vômito do aluno.
Com uma cara de nojo o Dr. Fausto mandou que  todos fossem tomar um ar, menos o aluno que vomitou, ele deveria limpar a sujeira que fez.

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Conhecimento

Posted by PatyDeuner on 1 de agosto de 2012 12:00 in , , , ,
Olá amigos retalhenses!!!


Ando meio sumida eu sei, mas estou ocupada em adquirir novos conhecimentos que estão me deixando de cabelo em pé. A boa notícia é que junto com o desafio de incorporar novas competências tive o prazer de conhecer uma pessoa incrível, pra dizer o mínimo. Quero apresentar pra vocês Angello Marques, arquiteto e escritor, que sem dúvida alguma é a pessoa mais cheia de bons adjetivos que conheci até hoje, começando por seu altruísmo. E para homenageá-lo vou compartilhar um dos seus textos que dignifica justamente essa qualidade.


Eu o vejo como uma janela aberta.....

Não é imagem, não é render, não é trabalho...mas é ambíguo...

Todo o exalar de conhecimento que se vai com naturalidade à teu próximo...
possui muito mais valor quando há, espontaneamente, um retorno...
A pretensão de superioridade de quem absorve e se cala diante da incerteza do teu conseguinte; este não prolifera...ele apenas se torna um afresco estático, belo para quem simplesmente observa, nulo para ciclo do conhecimento!
Ninguém pode deter o conhecimento, o fim justifica os meios em uma palavra: PERSPICÁCIA!


Angello Marques

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