Mostrando postagens com marcador imagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imagem. Mostrar todas as postagens
5

Desafio duplo respondido!

Posted by Unknown on 29 de janeiro de 2013 06:00 in , , , ,
Resposta ao desafio das 5 frases e de imagem.
Frases:

Me dá só um momento que estou tentando pensar!
O brilho do aço cruzou o céu como um relâmpago.
Não dava para entender nada do que ele dizia.
A boa música sempre faz milagres.
E crescia cada vez mais.

Imgem:

A Maldição da Faia

Quando António Augusto decidiu construir seu palácio, o Palácio e Quinta da Regaleira*, há uma centena de anos atrás, imaginou que muitas histórias se passariam ali. Histórias místicas, dotadas de personagens corajosos, até sobrenaturais. Mas nunca imaginou que uma história com esta poderia acontecer em seu palácio...
Joanah e Jonas eram irmãos gêmeos. No auge de seus dezesseis anos, ambos tinham corpos atléticos e eram ruivos. Seus pais eram Irlandeses, mas fugiram de sua terra natal assim que os gêmeos nasceram, pois devido a uma maldição, o povo unanime, desejava a morte das crianças. Puseram-se em um navio e foram parar em Portugal, um pais de língua e costumes diferentes, e desde então vinham tentando viver em paz ali.
A casa humilde ficava nos arredores de Braga, numa vila pacata chamada Vila Verde. Os pais trabalhavam num mercadinho de alimentos e os gêmeos cresceram sem nunca frequentar uma escola, pois a família não tinha dinheiro para pagar uma. As crianças tinham uma dificuldade enorme para aprender a ler e escrever, então os pais teriam que pagar uma escola especial para eles, e sem o dinheiro necessário os gêmeos cresceram sem serem alfabetizados.
Mas apesar desse pequeno problema, tudo fluía bem. Mal sabiam eles que, mesmo não estando em sua terra natal, a maldição se realizava.
Ao nascer os filhos gêmeos ruivos de uma gêmea ruiva nascida em Cork, a árvore da discórdia nasceria. A árvore da discórdia era uma faia**, cujos frutos eram castanhas que cresciam envoltas em uma bolota de espinhos. A diferença é que nessa faia específica, sua bolotas eram de um vermelho vivo, muito chamativas.
Tudo não passava de uma desavença muito antiga. Havia em Cork uma bruxa, ela não fazia mal a ninguém, mas ela adorava essas castanhas específicas, mas a árvore é um tanto rara e havia apenas uma pessoa que ela conhecia que tinha em seu quintal uma árvore dessas. Era uma mulher ruiva e que tinha um irmão gêmeo. A bruxa sempre ia até a casa da mulher pedir-lhe castanhas, e esta nunca lhe dava uma sequer.
A mulher teve dois filhos, também gêmeos, e tentou ensinar-lhes a odiar a bruxa. A bruxa, que era muito boa de coração, sabia que não era culpa das crianças que sua mãe tivesse esse preconceito com ela, e começou a tentar se aproximar das crianças, trazia-lhes presentes que fazia, roupas, brinquedos de madeira e pães, e as crianças começaram a sentir a gentileza da bruxa.
Um dia contaram a sua mãe que a bruxa lhes visitava e que era uma mulher muito boa, pediram que ela não tivesse mais preconceito. A mulher, irada, foi até a casa da bruxa, que estava sob a luz do luar fazendo uma oração ao lado de uma pedra-altar em seu jardim. O brilho do aço cruzou o céu como um relampado, e sem aviso nenhum a mulher enfiou  uma faca em seu peito, dizendo que ela deveria pagar com seu sangue por ter se aproximado e encantado seus filhos com bruxaria.
A bruxa, que até então tinha feito tudo de bom coração, nunca cometera uma ato de maldade e tentava ao máximo não usar seus poderes se não fosse para ajudar o próximo, ficou extremamente irada e magoada com a atitude da mulher em querer sua morte.
Nos segundos em que ainda suspirava para a morte e esvaia-se em sangue, lançou uma maldição: sempre que filhos gêmeos ruivos nascessem de uma gêmea ruiva, uma arvore da discórdia nasceria para cada um deles, e a cada ano que completassem mais uma arvore nasceria em algum lugar, e a única forma de acabar com a maldição viria do coração dos gêmeos.
Quando finalmente morreu seu sangue irrigou a terra e ali mesmo no outro dia via-se uma árvore grande e cheia de frutos. As pessoas começaram a colher seus frutos, mas cada uma que tocava em algum fruto ou na árvore em si, era dominado por uma ira incontrolável, e começava a brigar com qualquer um que estivesse em sua frente. Quem se espetasse com os espinhos do  fruto causaria repulsa nas outras pessoas e teria que viver sozinho pelo resto da vida, sofrendo um preconceito inexplicável. Já quem conseguisse comer o fruto adoeceria e teria uma morte lenta.
Aquela foi a primeira árvore, para que todos soubessem que a maldição era verdadeira, e muitos tentaram cortar a árvore, mata-la, mas só crescia e crescia cada vez mais. Desde então o povo começou a caçar todo filho gêmeo oriundo de uma gêmea já ao nascer, para que não se espalhassem muitas árvores dessas pela cidade. Sendo assim haviam apenas umas quatro delas, de quatro crianças que nasceram e foram tiradas dos seus pais e mortas com facadas no coração, mas suas árvores continuavam crescendo fortes e belas.
Os moradores as cercavam e colocavam placas impedindo o acesso às árvores, mas sempre tinham alguns que ignoravam a maldição e se aventuravam a tentar pegar seus frutos, que eram extremamente mais vistosos que qualquer outro.
Os pais de Joanah e Jonas acreditavam que se tirassem as crianças de sua terra natal a maldição não prosseguiria, e só no aniversário de 16 anos dos gêmeos, quando ao amanhecer, encontraram uma faia enorme bem no meio do quintal, que crescera da noite para o dia ali mesmo, em Portugal, e já dava frutos, é que perceberam que o esforço fora em vão. A maldição prevalecia e tinha alcançado a eles.
Os pais avisaram aos filhos que jamais tocassem em qualquer coisa oriunda daquela árvore, e quando os filhos pediram explicações o pai, Mathews, começou a xingar e dizer pragas em português, inglês e até numa língua um pouco mais antiga, não dava para entender nada do que ele dizia. A mulher, Alicia, tentou em vão controlar e acalmar o marido, que de tão irado que estava com a maldição, sofreu um infarto e morreu ali, na frente da família.
Os filhos deixaram passar apenas dois dias do enterro do pai, e inconformados que estavam, pediram a mãe uma explicação plausível sobre o que realmente estava acontecendo, e esta lhes contou tudo sobre a maldição, e disse-lhes que a essa altura já deveriam ter outras 31 árvores espalhadas pela Irlanda (considerando que não tivesse nascido mais nenhum gêmeo), e que o país deveria estar em guerra e muito debilitado, se muitas pessoas já estivessem tocado em seus frutos até então.
Os gêmeos pensaram, pensaram, e chegaram a conclusão que um deveria matar o outro, com uma facada no coração, para que a maldição acabasse. Por sorte a mãe descobriu o plano antes que se completasse, acabando com a burrada dos dois.
- Ora, e vocês acham que mataram os nenês gêmeos como? Isso não resolve, a solução tem que ser outra. – ela disse, e concluiu. – Sei de um lugar não muito longe daqui, e mesmo que tenha sido construído aqui, faz parte da cultura do nosso povo. Lá talvez vocês encontrem a resposta.
E a mãe levou-os numa viagem até Quinta da Regalia, um lugar muito, mas muito misterioso e lindo. E lá deixou-os, eles deveriam seguir sozinhos pelo poço iniciático, para ter as revelações de que precisavam, pelo menos era nisso que a mãe acreditava.
E eles desceram por uma imensa escadaria em espiral, imaginando que aquela descida não acabaria nunca, e quando finalmente chegaram ao chão pisaram em uma estrela de oito pontas, simbolizando a perfeição e o poder da Mãe Terra, e ali sentiram um poder gigantesco repuxar cada membro de seus corpos.
Seguiram então pelos corredores labirínticos e escuros, que eram o caminho de volta para a superfície, ambos totalmente calados, cada um sentindo dentro de si como se fossem mais poderosos, mas sábios. Mas ainda não haviam encontrado a solução.
Jonas então parou, no meio daquela escuridão, e desabou exausto no chão úmido. A irmã tentou levantá-lo pelo braço, também estava exausta, mas sentia que a resposta estava muito perto.
- Me dá só um momento que estou tentando pensar! – Jonas a repreendeu, angustiado.
- Não pense, - Joanah respondeu. – lembre da maldição e siga apenas o seu coração, esqueça os pensamentos.
Jonas suspirou e com muito esforço se pôs em pé e voltaram a caminhar. Agora, tentando se concentrar em seus sentidos, também sentiu a força que Joanah estava sentindo, caminharam as escuras sentindo aquela força até uma parede, sentiam a força vindo dali, mas não encontravam porta alguma. Joanah, levada por seus sentimentos, começou então a tatear a parede e uma porta secreta se abriu, entraram, mas num primeiro momento não viram nada além de mais escuridão e ouviram o baque da porta fechando-se atrás deles.
Só então perceberam algo brilhando em meio a escuridão. Aproximaram-se, era um linda harpa dourada. Primeiro os dois olharam maravilhados para o instrumento, e então, sem aviso nenhum, Jonas (que nunca havia tocado nenhum instrumento em sua vida) começou a dedilhar a harpa e uma melodia muito linda surgiu. Ele tocava freneticamente e Joanah, por instinto,  começou a cantar em uma língua muito antiga, que só em seu coração entendia o que dizia a musica. Era uma bela musica de amor e reconciliação.
De repente não estavam mais no meio das pedras e da escuridão, estavam de volta à frente do Palácio, ao lado de Alicia, tocando. Uma lágrima escorreu dos olhos da mãe e eles pararam.
Conversaram por pouco tempo, os irmãos contando-lhe o que haviam descoberto, eles tinham o dom para a musica, e aquela harpa era um presente mágico, provavelmente se outros gêmeos estivessem vivido encontrariam a harpa em qualquer outro lugar, enquanto seguiam seu caminho de sabedoria. Disseram à mãe que voltariam à terra natal e acabariam com a maldição, a mãe temeu por seus filhos, mas em seu coração sabia que eles conseguiriam.
Quando lá chegaram, a Irlanda estava realmente tomada por conflitos e mortes, e quando o povo mais antigo viu os gêmeos, na hora souberam que eram os que fugiram, e vieram até eles prontos para mata-los, com ódio nos olhares. Os gêmeos rapidamente começaram a tocar e cantar, e as pessoas que antes estavam tomadas pelo ódio, começaram a dançar alegremente.
Os gêmeos continuaram a tocar, e por todo lugar que passavam as pessoas ficavam alegres e se abraçavam, ou dançavam.
Quando chegaram então a árvore da discórdia mais antiga, a primeira, puseram-se a cantar mais freneticamente. A árvore começou a chacoalhar-se, seus galhos pareciam ter vida, e de um vermelho vivo ela começou a se transformar num verde maravilhoso, um verde alegre.
Ao terminar a canção, os gêmeos foram os primeiros a colher, cada um, um fruto da árvore, e comeram. Nada aconteceu, a castanha estava doce e maravilhosa. A maldição tinha acabado e todas as árvores antes malditas, agora davam frutos maravilhosos.
- Papai sempre dizia, a boa música faz milagre. – Jonas disse, e os dois se puseram a rir aliviados.

*A Quinta da Regalia fica em Sintra, Portugal. Para saber mas clique http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=2907
**Faia é um nome dado para várias árvores, a que escolhi para o texto é popularmente conhecida como castanha portuguesa. Visualize-a clicando aqui (antes) e (depois) Aqui




|
Gostou?
9

Desafio da Imagem - by Sammy Freitas

Posted by Unknown on 25 de janeiro de 2013 07:00 in , , ,
Para Sammy: Escolhi uma imagem mais surreal pra testar sua criatividade Sammy. Já senti que você é mais acostumada a lidar com estórias  cotidianas e motivacionais, então resolvi lhe dar um verdadeiro DESAFIO!!!





Michele adormeceu com o doce som do bater das suas asas. Ela sempre ouvia sua voz cálida cantando aquele cantiga que lhe provocava um sono lento e uma indescritível vontade de saltar para o futuro e esquecer. 

E dormiu serenamente, como em todas as noites desde que conheceu Theliel. 

Theliel. O anjo príncipe do amor. Alguns dias atrás estava infeliz, achando que não seria mais capaz de amar. Achou que Afrodite havia atendido seus pedidos e restabelecido sua capacidade de amar, mas não! Quem diria que um anjo teria feito isso!

Logo ela... que não acreditava em anjos... nem em santos... Michele era uma bruxa! Seus conhecimentos e crenças restringiam-se aos deuses e aos elementos da natureza, passando por representações dos elementos, como fadas e duendes. Engraçado acreditar em fadas e não em anjos... Mas anjos, são representações cristãs. E ela era pagã.

Sua estória começou ao acordar no Arpoador depois de uma noite desesperada. Acordou com a certeza de seu despertar para o mundo. Assistiu ao sol nascendo, enxergando cada detalhe de toda aquela beleza. E então... ouviu um barulho atrás de si.

Levantou rapidamente pois sabia da quantidade de assaltantes e viciados que rondavam o local. Quando virou-se, por um instante, uma luz a cegou. Havia um homem lindo parado à sua frente... Iluminado pelo restante de estrelas que teimavam brilhar no céu. Seus olhos mudavam de cor e refletiam sua luz.

Deu um sorriso e percebeu que poderia estar sonhando... uma leve dor nas costas e no pescoço pela noite apoiada nas pedras pareciam dizer que não era um sonho...

Ele não disse uma palavra sequer, e então, quebrando o encanto do momento, Michele falou:

- Quem é você que encanta meus olhos? Você é real ou faz parte de minha imaginação?- Michele riu neste momento. É isso mesmo? Ia falar como se fosse um conto de fadas? Sim... ia... um momento mágico, pedia palavras mágicas!

O homem não se mexeu e nem respondeu. Simplesmente desapareceu diante de seus olhos. 

Magoada, Michele nem tentou procurar. 

- Só faltava essa... era um sonho e eu estava delirando... Nem para ter sonhos eu sirvo! Até nos sonhos, homens lindos e aparentemente perfeitos, fogem de mim...

Desceu as pedras resmungando e voltou para casa. No caminho, um  engarrafamento. Pacientemente, tamborilou os dedos no volante e ligou o rádio. Tocava "Angel" da Sarah Mclaine. Sorriu de leve... A música de seu filme romântico favorito: "Cidade dos Anjos"... fechou os olhos e cantou junto, sentindo as lágrimas descendo pelo seu rosto.

"Que música triste..." pensou... e mesmo com esse pensamento, não trocou de estação. 

Quando a música terminou, não sentiu a tristeza e agonia que costumavam acompanhar a música. Estava em paz... 

E foi neste momento, que ela o viu de novo... O homem lindo e maravilhoso que desaparecera diante de seus olhos... E o mais estranho... Ele estava sentado no banco ao seu lado, no mesmo lugar que no instante anterior só havia sua bolsa.

Sua primeira reação foi medo. Estava alucinando! E então, ele falou...

- Michele... não tenha medo. Ouvi seus pedidos. Sou Theliel, o anjo do amor. Vim proporcionar a você uma experiência única. Vi seus atos de bondade, vi sua compreensão, vi sua entrega e seu amor pelo próximo. E sobretudo, eu vi sua vontade de mudar. Eu vim para te ajudar nessa transição.

- Porque você não me disse isso antes? Poxa... sumiu de repente... Nem me deu seu telefone... - Michele sempre fazia isso... era sarcástica quando estava assustada. E bem... se tinha que conversar com sua imaginação, porque não começar dando uma bronca?

- Não sou como Deus. Não sou onipresente. Nós anjos, temos algumas regras a seguir. E eu precisava ajudar uma outra pessoa, com uma urgência maior.

- Ah... claro... Você se apresenta para mim, mas já tem outros casos a resolver... típico... Só pode ser pessoal...

O anjo suspirou e disse devagar: 

- Não sou fruto de sua imaginação. Você não está enlouquecendo e nem falando sozinha. Posso te provar com extrema facilidade... 

E, dizendo isso, o anjo chamou um vendedor que estava no engarrafamento e comprou uma garrafa de água. Nesse momento, Michele realmente se assustou. Havia um HOMEM no seu carro, se dizendo anjo e que sabe-se lá como, entrou no seu carro sem que percebesse... Isso sim era assustador. Já estava pronta para gritar, quando abriu a boca e nenhum som saiu dela.

Theliel disse:

- Sei que parece assustador, mas peço-te somente que confie em mim. Que tal conversarmos um pouco sobre a oportunidade que eu lhe trouxe?

Assentindo a cabeça devagar, sentiu suas palavras inundarem sua boca. Tropeçou nelas e gaguejando, formulou uma frase confusa:

- Como pode... quando isso... de que maneira... eu não entendo... isso não é normal...

- Há muitos anos, por ordem superior, nós anjos, fazemos uma lista de pessoas. Ela não é muito grande. Mas normalmente entram nela, as pessoas que de alguma maneira, desejam fazer uma diferença positiva no mundo. Observamos por um tempo e concedemos um desejo. Mas não algo que esta pessoa peça. Sabe, Michele (ela estremeceu ao ouvir seu nome pronunciado de forma tão doce), nós decidimos, o que aquela pessoa mais precisa e aí, concedemos a ela. Nenhum humano jamais saberia o que pedir. Você foi uma exceção. Pediu aos deuses, justamente aquilo que já estávamos prontos a te conceder. Você pediu Capacidade de Amar Incondicionalmente. Para você... não era suficiente amar ao próximo e fazer o bem. Você queria constituir família, mas tinha medo de não ter suas expectativas preenchidas. Então, de certa forma, o que você pediu, foi apenas... Coragem. 

- Sim, anjo... eu pedi tudo isso. Mas você não acha que é muito difícil assimilar tudo isso assim de repente... Veja bem... eu sou uma pessoa muito cética. Sou do tipo que só acredita vendo e mesmo vendo, não necessariamente posso confiar em meus olhos.

E foi assim que Michele conheceu Theliel. Esse foi apenas o primeiro de muitos encontros. Sentavam juntos para conversar nos lugares mais estranhos. Numa das vezes, ele a levou para a biblioteca. E conversaram em silêncio. Theliel lhe explicava que não bastava abrir seu coração. Ela teria que ser capaz de aceitar o amor. 

Michele se apaixonou. Sabia que ia sofrer. Ele era um anjo, ela humana. E esse não era um filme hollywoodiano. Além disso, ela não tinha a menor intenção de morrer ou que ele deixasse de ser anjo. Então, a cada encontro, mais ela se apaixonava e mais sofria. 

Então, numa noite, sem mais explicações, Theliel disse que ia embora. Ela se desesperou. Desde que o conhecera, passara a dormir bem e estava mais feliz. E agora... ele iria embora.

- Porquê? 
- Por que você já é capaz de amar. Por que você está apaixonada. E por que eu sou um anjo. Lembre-se Michele de tudo que eu lhe ensinei. Em você, há um universo inteiro em permanente construção. Você pensa que não está pronta, mas na verdade, ninguém nunca estará. Estarão sempre mudando...

Michele começou a chorar e aquele anjo, apiedou-se novamente. Contra as regras, prometeu-lhe dormir a seu lado e fazer com que ela se esquecesse dele, mas lembrasse dos ensinamentos. 

Deitaram juntos e o anjo cobriu seu corpo com todo seu esplendor. Pela primeira vez, abriu suas asas e a fez adormecer num dossel de nuvens e carícias.  

Michele acordou no Arpoador. O sol nascia, e o toque de alvorada soava no Forte de Copacabana. 

Levantou-se rapidamente e olhou a volta. Um sonho.... 

Desceu as pedras com cuidado e entrou em seu carro esperando ver seu anjo. 

Ele nunca mais apareceu, mas ela guardou uma pena solitária que achara no banco do carro sorrindo para ela...




--------------------
Para mais referências sobre a estória de Michele, leia aqui.















|
Gostou?
4

1º Desafio do Ano!

Posted by PatyDeuner on 10 de janeiro de 2013 10:00 in , ,
Olá Retalhenses!

Vamos começar o ano agitando os neurônios num desafio de imagens.
Não coloquei desafio para todos, mas é só solicitar que depois integro ao post.

Para Nanda: Achei essa imagem bastante sugestiva e tenho certeza que algo fabuloso vai sair dai. Um almoço numa aeronave chiquérrima? Hummm...


Para Sammy: Escolhi uma imagem mais surreal pra testar sua criatividade Sammy. Já senti que você é mais acostumada a lidar com estórias  cotidianas e motivacionais, então resolvi lhe dar um verdadeiro DESAFIO!!!


Para Kbeça: Bom amigo...eu sei que você não se pronunciou a aceitar um desafio e está muito mais reservado ultimamente, mas....não resisti e vou mandar o desafio assim mesmo. Achei essa imagem tão, tão...tudo a ver com seu momento, tipo só observando do seu cantinho. Mas vamos fazer o seguinte: se caso você não se identificar com o desafio e não quiser fazê-lo, outra pessoa pode pegar no seu lugar. E se ninguém quiser pegar eu mesma faço. Aceita o desafio?

Para Giulia: Bem vinda aos desafios Giulia! Essa é a foto de um castelo no sul da Alemanha, o Castelo de Neuschwanstein, construído por Luis II no séc.XIX. Mas essa informação é a título de conhecimento. Seu texto não precisa necessariamente relatar essa informação. É preciso apenas se inspirar  na foto e deixar sua imaginação voar! Boa sorte!





|
Gostou?
2

Desafio da imagem dado pela Olhos

Posted by Nanda Cris on 9 de dezembro de 2012 20:52 in , ,


Não sabia se era sonho ou se era realidade. Sentia-se cansada de tanto andar por aquela mata. Parecia que andava em círculos. Forçava a mente a cada passo para tentar lembrar como havia chegado ali.
Nada. Vazio. Branco.
Quanto tempo já teria passado? Olhou para as copas das árvores. Eram bem fechadas, muito pouco da luz da lua se infiltrava. Não era possível saber sua altura no céu.
Tropeçou, quase caiu. Concentrou-se no caminho. Era difícil andar sem um objetivo. O que fazer?
Aguçou os ouvidos. Já estava quase retomando a caminhada quando ouviu um uivo. O resto da mata era puro silêncio. Até o vento parecia reverenciar o lobo, abstendo-se de balançar a folhagem sem a sua permissão.
Seguiu o som do uivo. Se a morte era a saída para aquele inferno verde, ela a aceitaria de braços abertos. O infinito sem rumo lhe era intragável.
Andou por minutos que pareceram horas. Por dias que pareceram segundos. Ali não havia uma boa perspectiva de tempo.
Seus olhos embaçados da mesmice atrapalharam-se para interpretar o novo estímulo visual a que estavam expostos. Coçou-os. Melhorou um pouco. Era uma escada. Para onde levaria?
Mais uma vez o uivo se ergueu imperativo pela mata. Provinha do final da escada. Dirigiu-se para lá sem pudor.
Sentia o orvalho nos pés descalços. A camisola prendeu-se num galho e se rasgou, ela parecia hipnotizada, nada via, apenas seu objetivo. Galgou o último degrau. E lá estava ele, sentado, encarando-a. Como se a esperasse. A lua brilhava em seus pelos.  Sua respiração era compassada. Tudo era força e músculo.
Esticou a mão direita, sem nem pensar sobre o que estava fazendo. Se era uma saudação, um afago, um gesto de paz ou uma ameaça, ela ainda não tinha decidido. Só sabia que seu corpo estava esticando a mão enquanto sua mente gritava "Perigo!".
O lobo rosnou e atacou. Ela gritou e se sentou na cama. Arfava. Era só um sonho. Só um sonho. Apalpou-se. Tudo inteiro. Afastou o lençol e viu a camisola imaculada. Nenhum rasgo. Continuou descendo os olhos. E foi então que viu seus pés. Sujos de grama e orvalho.
Estava enlouquecendo.

|
Gostou?
3

Lá no alto

Posted by Olhos Celestes on 4 de outubro de 2012 17:41 in , , ,
Como o dia já é meu, estou respondendo ao desafio de imagem proposto por e-mail pela Paty. Espero que gostem ^^



Lá no alto



Lá do alto eu via o mundo.
Um mundo lindo, um mundo mágico,
Mundo sem pudor, sem maldade, sem rubor.
Via um mundo esplêndido e adorável
Onde todos seguiam suas vidas calmamente
Como se não houvesse amanhã,
Ou como se vivessem para sempre...

Lá no alto eu sorria,
Admirava a paisagem sem igual de mais um dia acabando,
Impressionava-me com a calmaria daquelas águas,
Com a energia que os animais me passavam,
Mesmo vistos de longe, lá do alto,
Me impressionava com suas vidas sem crime,
Suas rotinas nem um pouco monótonas.

Lá no alto eu me sentia feliz,
Não sentia saudade da cidade, nem um pouco.
Eu tinha ali, no meio daquela floresta, tudo que precisava!
Eu sorria a cada dia, a cada hora, a cada minuto.
Lá eu tinha uma vida de verdade,
Aprendendo a sobreviver em paz com a natureza,
Aprendendo a respeitar para ser respeitada.

Lá do alto eu podia sentir o calor do sol,
O frescor da água,
A vida da terra,
A beleza do céu,
O instinto dos animais,
A simplicidade das plantas,
A suavidade do vento tocando minha pele.

Lá no alto daquele Baobá eu vivia,
Fiz ali a minha casa, ali morava com meu amor,
Apreciando a maior alegria do mundo todos os dias.
Agradecia àquela árvore por me dar moradia,
Agradecia à natureza por me aceitar,
Ao meu marido por viver comigo ali eternamente,
Mas agradecia principalmente pela oportunidade de ser feliz!

E aqui no alto quero deixar isso gravado
Para meus filhos, talvez meus netos,
Talvez qualquer um que venha um dia encontrar essa casa,
Pouco ou muito depois que eu partir.
Quero que quem ocupe este meu lugar cuide bem dele,
E sinta tudo que senti aqui,
E descubra assim como eu que a felicidade verdadeira está na natureza.

|
Gostou?
2

Desafio para a Olhos

Posted by PatyDeuner on 21 de agosto de 2012 08:10 in , ,
Bom Olhos, para amenizar sua ansiedade para escrever a continuação do Batata Quente, eis um desafio com uma imagem muito interessante....


Aceita?

|
Gostou?
3

BORBOLETA

Posted by PatyDeuner on 4 de julho de 2012 12:01 in , , , ,


                             Respondendo ao desafio da Olhos com essa imagem inspiradora!

- Olha mamãe!
- Que foi Clarinha? Aproveite o parque porque não temos muito tempo!
Ela gritou pra sua filha sem tirar os olhos das mãos que trabalhavam com destreza no bordado monocromático.

De tempos em tempos consultava as horas para não se atrasar. Seu marido chegava às 18:00h, e ainda tinha que passar na padaria e fazer o lanche. À noite preparava tudo para o dia seguinte. O uniforme da escola, a merendeira, o terno do marido e a lista dos afazeres matinais, organizados por ordem de prioridades. Graças a Deus sempre conseguia sentar um pouco para assistir a última novela do dia. Tinha todas as suas tarefas sincronizadas para que lhe sobrasse esse tempo. Às vezes tinha a sensação que o tempo nunca era suficiente.

- Mamãe você tem que ver isso!
- Só um minuto filha! Daqui a pouco já estamos indo embora!
Quase perdeu o último ponto na tentativa de olhar o que a Clarinha queria com ela. Mas conseguiu recuperá-lo a tempo.
“Tempo” Por um minuto parou seu bordado fixando os olhos no horizonte e pensou na profundidade daquela palavra. Tudo se determinava com o tempo. Ou era o tempo que determinava? A vida seria dominada pelo tempo ou teríamos alguma chance de manipulá-la ao nosso favor?

Ficou ali um tempão pensando sobre aquilo, e aos poucos foi se dando conta de onde estava, de como estava. Os sons do parque preencheram seus ouvidos, a brisa leve acariciou seu rosto e sentiu o toque suave do sol em suas mãos. Girou seu rosto para ver a filha a poucos metros dela com um sorriso imenso nos lábios e a mão estendida na sua direção. Na ponta do dedo pousava uma linda borboleta colorida, que parecia sorrir também. Era a borboleta mais linda que já vira. Se é que algum dia realmente tinha reparado em alguma. Na verdade sentia que jamais havia reparado em muita coisa na sua rotina. Largou seu bordado no banco e foi de encontro à filha. A borboleta voou, lenta e cautelosa enquanto ambas, mãe e filha acompanhavam seus movimentos. Deram-se as mãos e passearam todo o resto da tarde pelo parque. Cada pedrinha, cada folha caída no chão, era motivo para um mundo interior de conversas e brincadeiras.

Nesse dia chegaram em casa muito depois das 18:00h. Esquecera-se do tempo. E sentia-se muito mais leve e feliz.



|
Gostou?
2

Citação

Posted by PatyDeuner on 29 de junho de 2012 08:52 in , , , ,

“Os livros e a mente só funcionam se estiverem abertos”
James Dewar





Um ótimo final de semana amigos!

|
Gostou?
0

Desafio para a Lívia

Posted by PatyDeuner on 27 de junho de 2012 09:44 in , ,
Bom gente, não estou mandando desafios pra dar um pouco de tempo para os atrasadinhos como eu (em breve postarei as respostas dos meus desafios). Mas em off a Lívia me pediu uma imagem pois tá toda animada em escrever (essa menina tem muuuita energia!).

Então vamos lá Lívia, sua imagem é essa:

Quero até ver o que vai sair!


|
Gostou?
5

Somente aos teus Olhos

Posted by Kbeça on 25 de junho de 2012 12:24 in , , , ,
Muito bem senhorita Telma. Dar-lhe-ei minhas boas vindas aceitando e cumprindo o meu desafio.


A resposta ao desafio é esta:

Somente aos teus Olhos



Bem vindos. Bem vindos. Aproximem-se. Este humilde bardo lhes entreterá por algumas Dracmas, bebida, ou companhia.
Vou contar-lhes uma parte da história que os outros bardos e poetas não contam. Seja por remorso, por vergonha, ou porque mancharia a alva aura do herói. Uma história de amor e lágrimas.
Outrora tão linda que até mesmo os deuses a desejavam, seja por punição a um delito, ou por inveja, ela foi transformada e amaldiçoada. Mesmo assim, não deixara de sentir, de amar, de desejar.
Enquanto, em sua forma anterior, despertava o amor e o desejo, agora, nesta forma, era temida e odiada. Apesar de sua vulnerabilidade mortal, sua maldição estendia sua vida além dos demais. Então, aqueles que a conheciam em sua forma bela, pereceram com o tempo e somente os deuses guardavam registro de sua aparência.
Não precisava comer ou beber. Tão pouco dormia. A única coisa que lhe aquecia o coração e a fazia feliz era o seu tesouro. Seu precioso tesouro. Que, de alguma forma, sua existência tornou-se pública, mas ninguém sabia dizer o que era, ou a sua dimensão.
Quase todos os dias aventureiros batiam à sua porta clamando a glória de abatê-la. Seja, buscando a graça dos deuses, ou a simples fama mundana, ou em busca do seu tesouro. E, dia após dia, eles fracassavam, para tormento d´aquela alma já torturada.
Certo dia, um guerreiro que buscava derrota-la, mas não pela glória, ou fama, ou riqueza, e sim por amor, adentrou seu covil. Mais uma vez, ela se preparou para o combate. Antes de ir de encontro a ele, parou próxima a uma pilastra e, com seus olhos vazios, admirou mais uma vez o seu tesouro. Sem saber que esta seria a ultima vez que ela o veria/teria.
O guerreiro era diferente de todos os outros e ele não estava sozinho. Além de sua habilidade, contava com a proteção divina e astúcia. Cansada e acostumada demais com a vitória fácil, deixou-se cair em um truque simples demais e foi derrotada. O guerreiro, não caindo no poder de sua maldição, decepou-lhe a cabeça. Talvez pela maldição, talvez por obra de sua missão, o corpo caiu morto ao chão, mas a cabeça continuava viva. Ele a pegou, a embrulhou num tecido especial que trazia consigo, e a guardou em sua bolsa.
Instigado pela curiosidade e pelos rumores, vasculhou o covil atrás do tão famoso tesouro. Sua curiosidade aumentava conforme caminhava pelos salões e via espalhados pelo chão, peças de ouro, pedras preciosas, joias, como se fossem meros pedaços de lixo, ou poeira.
Chegou a uma sala fechada. Era aqui. Tinha de ser. Usou de força e arrombou a porta. Lá dentro um velho tentava se esconder, sem sucesso, em um canto da sala. Estava visivelmente assustado. Chamou baixinho:
- Mamãe?
"Mamãe", pensou Perseu. Era esse o tesouro do monstro. Mas, como? Como o velho não foi transformado como todos os outros? Como? Quando ele se abaixou para olha-lo mais de perto, percebeu que ele era totalmente cego. Perseu, ouviu uma gargalhada vinda de algum lugar do tártaro, ao mesmo tempo em que ouvia um choro vindo de sua bolsa.
- Sinto muito. - balbuciou Perseu. - Sinto muito mesmo.
Ele não sabia se estava se desculpando para o velho, ou para o "monstro". Mas, não podia deixar de cumprir sua missão, de salvar o seu amor.
Pegou o velho nos braços e o levou até a cidade próxima. Deixou-o no templo de Atena e seguiu com sua missão de salvar Andrômeda.
Quem pode entender os caprichos dos deuses? Após o ocorrido, Atena apiedou-se e decidiu dar o descanso final a ela e a seu filho, e removeu a maldição dela e curar a visão de seu filho.
Juntos, mãe e filho, entraram nos Campos Elíseos. Ela formosa novamente e, pela primeira vez, ele viu o rosto de sua amada mãe. E lá permanecem por toda a eternidade.
Espero que tenham gostado. Este velho bardo beberá um pouco de vinho e se retirará agora.
Até uma próxima aventura.



Telma, a imagem que eu escolhi no seu álbum foi esta:


No próximo episódio de Desafiando o Kbeça: o que fazer com doce, cachorro, maça, fone, revistinha?Não sabe? Então não perca o próximo episódio de... Desafiando o Kbeça!!



|
Gostou?
1

Anatomia de uma leitora (ou leitor)

Posted by PatyDeuner on 09:41 in , , , ,


Eis nossa anatomia original...mas já começamos a criar uma anatomia de escritores, que com o tempo poderemos citá-lo aqui. =]

|
Gostou?
3

Imagem

Posted by PatyDeuner on 17 de junho de 2012 09:03 in , , ,
Lembrei de você com essa imagem Baltazar. Achei legal demais!!!


Bom domingo amigos retalhenses!!!

|
Gostou?
1

Desafio para a Lívia

Posted by PatyDeuner on 28 de maio de 2012 16:44 in , , ,
Lívia querida eis uma imagem pra você se divertir. Achei que uma cena de ação faria você sair do armário e fazer a imaginação fluir (sei que você tem muita imaginação na cachola rsrs)
Aceita?


|
Gostou?
1

Verdade

Posted by PatyDeuner on 15 de maio de 2012 16:18 in , ,
                             

|
Gostou?
1

Imagem

Posted by PatyDeuner on 11 de abril de 2012 17:29 in , , , , ,
Gente, adorei essa!
Tá bem, tá bem, eu sei que já rodou o face de todo mundo, mas não resisti a deixar registrado no nosso blog.



rsrsrsrs
Muito boa!

|
Gostou?
2

Verdade

Posted by Kbeça on 29 de março de 2012 20:33 in , , , ,


|
Gostou?
5

Resposta ao desafio da Imagem

Posted by Kbeça on 31 de janeiro de 2012 00:05 in , , , ,
Finalmente, depois de eras, vou responder ao desafio da Nanda.

A inspiração veio de um pesadelo que tive esta noite. Apesar de ter sido um pesadelo para mim espero que gostem.

Junior acordou sentindo calor. Abriu os olhos devagar e viu-se deitado em uma confortável poltrona num luxuoso iate. Usava roupas caras, relógio de ouro, tênis de marca, o quê será que estava acontecendo? Quando se deparou com uma mulher muito bonita, semi-nua, tomando sol a sua frente. Seu queixo caiu. Balbuciou alguma coisa, quando a moça olhou para ele e falou:
- Acordou querido?
Sem a menor vergonha, ou preocupação, a moça levantou-se e veio andando em sua direção. Se abaixou para beija-lo.  Junior sabia que eram namorados, mas mesmo assim fechou os olhos com força, virou o rosto e pensou "meu Deus, onde está Duska?", esperando pela reação da moça. Não havendo nada por alguns segundos, decidiu abrir os olhos. Desta vez se encontrava em um suntuoso salão, sentado a mesa de uma farta e longa mesa, cheia de convidados bem vestidos. Ao fundo uma loira sensual lhe dirigia um sorriso. Ela era muito bonita e elegante e Junior sabia que ela era sua noiva.
- Vamos, amor. Apague a velhinha para que seu desejo se realize.- Disse ela para ele.
Foi quando ele reparou que todos o olhavam com um sorriso e a sua frente havia um bolo com um vela. Ficou nervoso. Olhou em volta procurando sua verdadeira amada, sem acha-la. Sentiu-se tonto, desorientado e caindo. Quando bateu no chão, despertou sobressaltado em uma cama, macia com lençóis sedosos. Uma mão feminina lhe acariciou o peito. Mesmo sem olhar sabia que se tratava de uma amante.
- Está tá tudo bem, bebê? - Falou uma ruiva, que mais parecia uma atriz de Hollywood. - Vou buscar um copo d'água para você. - Ela se levantou e saiu do quarto.
Ainda atordoado,  Junior levantou-se correndo e foi atrás dela. Seu cérebro à mil. Com um único pensamento em looping "onde está Duska?".
A casa se parecia com a sua. Só mais arrumada e com itens mais caros que o normal. Quando chegou a cozinha, alguém estava atrás da porta da geladeira. Pensou "é ela" e abriu o seu melhor sorriso. Quando a porta da geladeira se fechou uma mulher negra elegantemente vestida com os dentes de comercial de pasta dental, sorriu para ele falando:
- Já de pé, docinho? Te acordei?
Ela veio andando até ele para abraça-lo. Junior já estava desesperado e pensou "Duska não existe, é só um sonho". Sabia que aquela mulher que o abraçava era a sua esposa, e começou a pensar, entre lágrimas, que a mulher que ele procurava insistentemente não era real. Quando ela o abraçou, Junior despertou.
Olhou a sua volta e reconheceu as paredes cinzas da tinta desgastada, seus moveis velhos e surrados do uso, sentiu a o colchão duro e pensou "finalmente, estou em casa" com um sorriso de satisfação nos lábios.
Seu coração disparou quando olhou para o lado e viu, dormindo calmamente, a mais bela mulher do mundo todo, deitada ali: Duska. Só ela tornava seu mundo mais bonito, mais animado, mais rico e confortável. Só ela preenchia seu coração de amor e sustentava seu melhor sorriso. Se aproximou dela, abraçou-a forte e sussurrou em seu ouvido:
- Te amo.
Ela ainda grogue de sono, respondeu um "também" sonolento e embolado, aninhou-se no seu abraço e voltou a dormir. Só então Junior pôde dormir tranquilamente sabendo que ela era real.

|
Gostou?
4

Mulherês

Posted by Kbeça on 18 de novembro de 2011 20:07 in , , ,
Nas minhas andanças pela net achei este "dicionário" de "Mulherês". Compartilho com vocês.



|
Gostou?
4

Desafio da Imagem + Sombras da Noite

Posted by Kbeça on 11 de outubro de 2011 16:45 in , , , ,
Primeiro quero dizer que quem não lembra/conhece o texto aqui está o link para ele. Até mesmo para ambienta-los.

Segundo, eu adicionei o título com a parte, a data e o horário e alterei o nome do convento de "Espírito Santo" para "Santo Antônio", apenas pelo segundo realmente existir e se encontrar no Largo da Carioca que é próximo de onde a estória é narrada.

E terceiro, vou aproveitar para responder os desafios, dando continuidade ao texto.

Sombras na Noite - Parte 4 (desafio da Nanda - Imagem)


Rio de Janeiro - 20/01/2007 - 17:08H

- Onde eu encontro esses jesuítas?
- Em todo lugar. Mas, sabemos que a espada se encontra no Colégio Anchieta em Nova Friburgo. - Sem esperar por mais perguntas levantou-se, lhe deu as costas e caminhou com passos firmes até uma porta no fundo da sala. Jorge a tudo observava. - Chame a irmã Rita.
Caminhando de volta, Jorge percebeu como sua mãe envelhecera desde a última vez que a viu. Mesmo mantendo a postura ereta, os passos firmes e a altivez, podia-se perceber que algo mudara.
- Mãe, o que houve?
- Mandei que chamassem uma irmã...
- Não. Digo com a senhora. Percebo que está diferente.
Um leve estremecimento na face e uma nuvem passou por seus olhos.
- Tempos difíceis. Em breve você saberá.
Mal terminou a frase e a porta atrás dela abriu-se. Uma mulher lindíssima, de grandes olhos azuis e cabelos ruivos como o sol poente, trajando apenas o hábito, sem o véu das freiras, vinha em sua direção.
- Controle-se Jorge. Esta é a irmã Rita. Ela lhe ajudará, em parte, na sua busca. Irmã Rita, este é... foi o meu filho, Jorge.
Por mais que o tempo tenha passado, por mais austera e severa que sua mãe fosse, ouvi-la falar assim, para Jorge, ainda doía.
- Muito prazer, Jorge. Queira me acompanhar.
Sua mãe pousou a mão sobre seu ombro, olhou para ele e disse:
- Que Deus te abençoe. Serão tempos difíceis. Não desanime e não perca a fé.
Neste exato momento Jorge lembrou-se porque brigaram.
- Não compartilho da sua fé "irmã" - aproveitou para impregnar de ódio e sarcasmo o título.
- Mas, mesmo assim, ainda tem fé. Não a perca.
Enquanto a madre superiora ditava ordens para as irmãs, Rita caminhava apressada por entre corredores estreitos do convento, guiando-o. O hábito deixava claro que por debaixo dele, havia uma mulher com muitas curvas e Jorge não conseguia parar de olhar para aquele traseiro a sua frente.
- Não julgue a Madre Superiora. Ela tem passado por maus momentos ultimamente.
- Hunf! Você não faz ideia o que eu tenho passado.
- Bom, se você for mesmo o guerreiro anunciado pelo profeta louco, então eu faço sim.
- Quem é este..
- Chegamos!
Os dois estavam em uma sala repleta de armas, relíquias, símbolos, crucifixos, galões de água, livros e uma variedade de coisas.
- Papanaguleo. O quê é isso tudo?
- Este é o nosso arsenal. É aqui que guardamos nossas mais valiosas e poderosas armas.
Rita foi até um baú encostado em uma parede, abriu-o, tirou um traje negro e atirou-o para Jorge.
- Vista.
Várias outras freiras começaram a entrar e pegar um bloco de massa quadrado guardado em uma grande caixa.
- O que é isso, para que é isso? - Perguntava Rita.
- A Madre mandou colocarmos isso em todo o convento e evacuarmos.
- E para onde vamos?
- Para o colégio Santo Inácio.
- Ei, ei. Aonde eu vou colocar isso. - perguntou Jorge.
- Ali tem um biombo. Vistasse ali atrás.
- O que é isso?
- Um traje especial. Mistura kevlar, látex, couro e algumas partes metálicas.
- Para que isso?
- Você faz muitas perguntas. Vistasse, vamos logo. Pelo visto, não temos mais muito tempo.
Enquanto estavam ali, muitas outras freiras entraram, pegaram caixas, armas, bolsas, munições e sairam levando-as.
Depois de vestido, Rita lhe deu uma espingarda de Paintball e munição, uma Glock 9mm, três pentes, uma faca com fio azul, algumas granadas, um capacete, óculos escuros de ciclista e um sobretudo.
- Meu Deus, eu estou indo para a guerra? - Completou a pergunta com um sorriso irônico.
Rita sorriu-lhe amavelmente, e, olhando em seus olhos respondeu:
- Sim. Você está. Agora venha.
Virou-se puxando o hábito pela cabeça e indo em direção a uma bolsa próxima a porta por onde entraram. Quando tirou o hábito revelou estar usando um traje igual ao de Jorge. Tirou da bolsa um sobretudo, vestiu-o, jogou a bolsa por cima dos ombros, e saiu.
- Para onde vamos?
- Nova Friburgo.
Por onde passavam não viam mais ninguém. Muitos dos quadros, imagens e pertences haviam sumido.
Chegaram a garagem e agora com apenas dois SUV, em um deles a mãe de Jorge. Ela se aproximou de Rita...
- Filha, não se perca e não deixe este pecador lhe arrastar com ele.
- Pode deixar madre. Me manterei firme.
- Agora eu sou um pecador também?
- Todos fora do caminho do Senhor, o são. Que Deus os proteja. Vocês tem dois minutos antes da detonação. - Entrou na SUV, que deu partida e saiu do pátio do convento.
- Entre no carro Jorge. - Sem demora o fez. Rita deu uma última olhada nos muros. Entrou no carro e saiu.
Depois de alguns metros ouviram uma grande explosão, sentiram o chão tremer. Jorge olhou para trás.

- Meu... Deus... Você...
Lágrimas corriam pela face de Rita, enquanto ela dirigia.
- Tente descansar. Quando chegarmos ao colégio, lhe acordo.

Bom taí. Primeira parte do meu desafio. Espero que gostem.

|
Gostou?

Copyright © 2009 Retalhos Assimétricos All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive.