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Lá e de Volta Outra Vez (Frase d'O Hobbit)

Posted by Kbeça on 10 de janeiro de 2012 04:15 in , , ,

Olá Retalhenses queridos. 


Como podem ver, após me livrar daquele vício nefasto (que são os joguinhos do Facebook) estou de volta ao convívio de nosso amado e cultural blog.


Primeiro as coisas importantes.


Li/vi e comentei os seguintes posts:


Posted by Marcinha
Brava Gente
Safári


Posted by PatyDeuner
VOLTEI!
O QUE É SEXO? 
Vocabulário Feminino
Consequências da crise na Grécia
O que é a vida?
Apaixonados
Os Simpsons vs. O Senhor dos Anéis
Como seria se fosse Natal o ano inteiro
Salvem as Mulheres
(texto sem nome) em 22 de dezembro de 2011 08:16 em outros_textos
FELIZ NATAL
Uma História de Natal
PIZZARIA GOOGLE.
Um sonho de Natal.
Lindo!


Posted by Nanda Cris
Velhinho FDP
PORQUE OS HOMENS QUASE NUNCA ESTÃO DEPRIMIDOS?
Desafio de Natal da Nanda
Robô detector de mentiras...
Primeiro desafio do ano!


Posted by Olhos Celestes
Acontecimentos
Teddy


Posted by Baltazar Escritor
Eu voltei ^^
Desafio respondido: Augustos na balada


Posted by Drica Chica
Oi, eu sou a Drica Chica!


Eu gostaria que vocês lessem os comentários. OK. Eu sei que não mereço a consideração de vocês, mas eu sou um viciado em reabilitação. Se não demonstrarem seu amor por mim, eu posso ter uma recaída. Rsrs. E, graças à Deus, que a Paty estava aqui para suprir a minha ausência. E vocês podem perceber que eu não li e nem comentei nenhuma resenha de livros e nem a Retrospectiva Literária 2011. Não, eu não li.


Segundo:


Para quem está esperando a continuação da saga Sombras da Noite, sinto informar que eu vou descontinua-la aqui no blog, pois pretendo reescrevê-la e transformá-la em um livro de verdade. Então se gostaram, aguardem.


Terceiro:


Não seria um retorno verdadeiro se eu não voltasse acrescentando alguma coisa. E para isso eu preparei a resposta aos meus desafios (que escrevo agora de improviso).


Fui desafiado pela Paty com as seguintes frases:


1- Quero 1 milhão de dólares por isso.
2- Quando abriu a porta, seu coração acelerou.
3- Sério, como alguém poderia querer algo assim?
4- Os quadros eram do século passado.
5- Ela começou a chorar desesperadamente

E aqui está o resultado do meu desafio:

Um homem negro, magro, com cabelos grisalhos, vestindo um terno azul marinho de risca de giz, estava em pé no saguão do aeroporto, olhando as ondas do mar batendo, enquanto esperava a chegada de outro senhor.  Seu nome era Shadow, como era comumente conhecido nas ruas.
- Sua reputação o precede, monsieur Shadow.
A espera terminara com a chegada de um homem por demais branco, com bochechas vermelhas, cabelo castanho, muito baixo e muito gordo, vestindo um terno vermelho e com um lenço no pescoço.
- No meu ramo de trabalho, senhor Richard, apenas os bons se mantém.
- Oui, oui! E pelo que soube, o monsieur é o melhor.
Shadow apenas encarava aquele homem com um ar de ódio e repulsa disfarçados apenas por uma face neutra e fria.
- Meu agente me informou que o senhor tem um trabalho que pode me interessar, senhor Richard. Gostaria de ir direto ao assunto, se não for pedir demais.
- Hahaha... Direto e objetivo. Non, monsieur Shadow. O monsieur não pede, o monsieur manda. Claro, claro. Vamos por aqui, por favor.
Richard os levou até um pequeno e luxuoso restaurante dentro do aeroporto. Uma vez acomodados, começou a falar.
 - O que desejo está em posse de um homem escuso e desonesto que me roubou há muito tempo atrás. O que desejo é um quadro.
- Um quadro? Qual quadro?
- Não é um quadro famoso, nem caro. Mas, vale muito para mim e para minha família.
- Qual o nome do homem?
- Monsieur Santore.
A simples menção do nome fez com que os pêlos da nuca de Shadow se arrepiassem. Santore era o chefão do submundo e um roubo em sua casa seria declarar guerra a todo o mundo do crime. Teria que ser um crime perfeito.
- Nem pensar.
- Monsieur Shadow, nunca ouvi falar que o senhor era covarde. Além disto, acredito que se alguém for capaz de realizar este serviço, este alguém é o senhor.
Richard tocou em seu calcanhar de Aquiles: a vaidade. De todos os seus defeitos o maior e mais conhecido era a vaidade.
- E como é este quadro?
- É um quadro de uma menininha pulando corda.
- OK. Quero 1 milhão de dólares por isso.
- Terá o seu dinheiro assim que me trouxer o quadro.
Richard levantou-se, sorriu, acenou com a cabeça e saiu do restaurante.
Após noites de vigilância, anotações com horários, planos, fotos do local, preparações e doses cavalares de coragem Shadow decidiu invadir a mansão Salvatore.
Tinha que entrar e sair sem ser percebido, sem deixar pistas, ou rastros. Tinha que ser perfeito.
Após uma audaciosa incursão adentro da mansão, chegou ao salão de obras de arte. Quando abriu a porta, seu coração acelerou. Lá dentro quadros de Picasso, Monet, Van Gogh, entre outros mestres. E entre eles o quadro da menininha pulando corda.


 Um desenho de criança. Uma bobagem sem sentido. Os quadros eram do século passado. Pelo menos, os mais novos. Valiam uma fortuna. Sério, como alguém poderia querer algo assim?
De repente as luzes se acenderam e, sentado em uma poltrona, lá estava o senhor Salvatore. Um homem jovem, branco, elegante, vestindo um hobby xadrez, com um copo na mão. Olhava-o seriamente.
- Boa noite, Shadow.
Shadow gelou. Sentiu sua vida por um fio. Não sabendo o que fazer limitou-se a responder.
- Boa noite, senhor Salvatore.
Salvarore olhou para o copo, suspirou e falou:
- Vá. Pode pegar. E diga a eles que eu sinto muito.
Shadow não estava entendendo nada, mas era esperto o suficiente para não desperdiçar aquela oportunidade. Quando estava quase saindo com o quadro, ouviu Salvatore dizendo:
- Saia pela porta da frente e não aceite o dinheiro deles. Diga-lhes que é um presente meu. Eu saberei do contrário.
Shadow não se deu ao trabalho de responder.
O local marcado para a entrega do quadro foi o Hospital Santa Maria.
Richard estava sentado ao lado de uma jovem loira, muito pálida, muito magra, deitada em uma cama, cheia de tubos e cercada de aparelhos. Shadow observou a cena da porta e pensou que a jovem, em outras circunstâncias, deveria ser muito bonita. Bateu na porta sutilmente. Richard se virou para ver quem era.
- Oh! Monsieur Shadow. Bem vindo. Por favor, entre. Deixe-me apresentar minha filha Sophie. Sophie, este é o Monsieur Shadow. E pelo embrulho que ele carrega, acredito lhe trazer um lindo presente, mon pétit.
Sem nada a dizer Shadow entregou o quadro ainda embrulhado para Richard. Este, por sua vez, o desembrulhou e entregou para Sophie. Ela começou a chorar desesperadamente.
- Senhor Salvatore manda dizer que é um presente e que ele sente muito.
- Sente, não é?! – Richard suspirou, enquanto enxugava as lágrimas de Sophie. – Este quadro é o que resta de nossa querida Angeline. Ela era filha de Salvatore e minha filha Sophie. Ela foi seqüestrada e usada como moeda de barganha contra Salvatore. Ele não cedeu as ameaças e acabou culminando na morte dela. Após isto ele e minha filha se separaram e ela adoeceu, como pode ver.
Shadow se afastou deles e saiu do quarto em silêncio.


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Eu sei que este texto é triste, mas foi o que deu para pensar.


Agora é a vez do desafio do Balta, e as suas frases foram:


"Alguém corte o queijo!"

"Se for, será, talvez, quem sabe... você entendeu!"
"Meu cabelo está armado."
"Recado? Que recado?"
"O hippocampus vive debaixo d'água e se alimenta principalmente de pequenos crustáceos, moluscos e vermes."



Vamos ao texto:


Ana era chefe de cozinha no restaurante Le poissons. Nesta noite uma festa de confraternização de uma empresa qualquer estava sendo realizada em seu restaurante. Já havia passado da meia-noite e ela estava exausta.

- José, – ela se dirigia ao seu Poissonier – você leu o recado?
- Recado? Que Recado?
De repente alguém gritou da porta da cozinha:
- Ana, acabou o queijo!
Ana apenas acenou com a mão e voltou sua atenção para José novamente.
- O recado José. Estava anexado na porta do Freeser.
José correu para a porta do Freeser e leu a primeira nota que viu.
- "O hippocampus vive debaixo d'água e se alimenta principalmente de pequenos crustáceos, moluscos e vermes”. O quê? Hã?
- Não José, pelo amor de Deus, o outro recado.
Novamente alguém gritou:
- Ana, acabou o queijo!
- Já sei. Já sei.
José segurava um bilhete rosa nas mãos e lia como se fosse uma prece.
- Meu Deus, Ana. Isso aqui é muita coisa.
De novo:
- Ana, acabou o queijo!
- Já sei Inferno! Alguém corte o queijo! Escuta aqui, José! Meu cabelo está armado, graças ao calor desta cozinha. Meus pés estão inchados, devido ao tempo que estou aqui dentro. Eu estou com olheiras que não são minhas, e estou me matando para dar tudo certo e você vem me dizer que é muita coisa essa listinha?
Ana direcionava um olhar psicopata para José com toda a sua fúria, enquanto ele se escondia atrás do papelzinho rosa.
- Calma, Ana. Se tiver que ser um sucesso, será.
- O quê?! – Explodiu Ana.
- Se for, será, talvez, quem sabe... Você entendeu!
Incrível como alguém pode mudar de cor tantas vezes e tão rápido. Depois de voltar a sua cor normal, Ana estava com o semblante plácido. Pegou a primeira coisa que viu pela frente, era um cutelo, apontou para José e depois para a panela do peixe.
Dado o olhar assassino de Ana, e o cutelo ameaçador, José achou por bem aceitar calado.
Ana percebeu o silêncio e virou-se, se deparando com todos os funcionários olhando para ela. Ainda com o cutelo na mão, apenas disse:
- Voltem ao trabalho.
E todos correram para terminar seus afazeres.
Há quem diga que Ana ainda usa o cutelo preso no avental, que a festa foi um sucesso e José, e todos os outros funcionários, nunca mais reclamaram de seus afazeres desde então.

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É isso. Espero que tenham gostado. Volto depois com o desafio da Nanda e sua difícil imagem.






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Sombras da Noite - Trailer

Posted by Kbeça on 1 de novembro de 2011 18:39 in , , , ,
Ouça junto:
Musicas para ouvir online


Podia sentir seu coração na boca. Ouvia os passos arrastados dos amaldiçoados. Se aproximavam. Com certeza não estava preparado para aquilo. Um gosto, recentemente comum, amargava na boca: sangue. Não sabia mais aonde esteva, ou há quanto tempo estava fugindo. Rita ainda estava desacordada ao seu lado. Tentou se acalmar. Uma das mãos estava completamente inutilizada com um ferimento profundo, a outra não parava de tremer. Lembrou o que aconteceu até ali.
A explosão do convento, Rita dirigindo, estava olhando para fora, quando pegou no sono... Em algum momento acordou com Rita gritando alguma coisa e o carro se chocando contra algo. Sabe que saíram do chão, antes de baterem contra o asfalto, capotarem e deslizarem para dentro da mata. Ainda zonzo pelo acidente, viu Rita pendurada, presa apenas pelo cinto de segurança. Olhou a sua volta e viu ao longe uma figura meio fantasmagórica que vinha em sua direção. Não conseguia distinguir os traços, mas parecia um esqueleto brilhante e vermelho. Ou algo assim. Tateou pelo corpo e achou uma faca. Cortou o cinto de segurança de Rita e se arrastou para fora do carro levando-a consigo. Assim que ambos estavam livres, levantou-se, colocou-a sobre os ombros e tentou correr sem rumo, e sem olhar para trás. "Tentou" porque uma dor forte no peito o impedia de respirar direito, estava zonzo e, apesar de magrinha, o peso de Rita sobre os ombros não o ajudava.
Depois de algum tempo o brilho avermelhado se tornou mais forte e a criatura emitia um som de passos arrastados se aproximando junto com a luz. Devia ser um amaldiçoado, mas podia ser qualquer coisa. Dadas as circunstâncias não duvidava e esperava por qualquer coisa.
De volta ao agora, Jorge não sabia o que fazer, não sabia a quem chamar, ou como combater aquela criatura. Sentia dor, tontura, falta de ar, cansaço e medo. Principalmente medo. Se esforçava para pensar num plano de ação quando foi surpreendido...

- Onde está o Hippocampus?
Em breve...


Bônus:
Jorge


Rita




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Desafio da Imagem + Sombras da Noite

Posted by Kbeça on 11 de outubro de 2011 16:45 in , , , ,
Primeiro quero dizer que quem não lembra/conhece o texto aqui está o link para ele. Até mesmo para ambienta-los.

Segundo, eu adicionei o título com a parte, a data e o horário e alterei o nome do convento de "Espírito Santo" para "Santo Antônio", apenas pelo segundo realmente existir e se encontrar no Largo da Carioca que é próximo de onde a estória é narrada.

E terceiro, vou aproveitar para responder os desafios, dando continuidade ao texto.

Sombras na Noite - Parte 4 (desafio da Nanda - Imagem)


Rio de Janeiro - 20/01/2007 - 17:08H

- Onde eu encontro esses jesuítas?
- Em todo lugar. Mas, sabemos que a espada se encontra no Colégio Anchieta em Nova Friburgo. - Sem esperar por mais perguntas levantou-se, lhe deu as costas e caminhou com passos firmes até uma porta no fundo da sala. Jorge a tudo observava. - Chame a irmã Rita.
Caminhando de volta, Jorge percebeu como sua mãe envelhecera desde a última vez que a viu. Mesmo mantendo a postura ereta, os passos firmes e a altivez, podia-se perceber que algo mudara.
- Mãe, o que houve?
- Mandei que chamassem uma irmã...
- Não. Digo com a senhora. Percebo que está diferente.
Um leve estremecimento na face e uma nuvem passou por seus olhos.
- Tempos difíceis. Em breve você saberá.
Mal terminou a frase e a porta atrás dela abriu-se. Uma mulher lindíssima, de grandes olhos azuis e cabelos ruivos como o sol poente, trajando apenas o hábito, sem o véu das freiras, vinha em sua direção.
- Controle-se Jorge. Esta é a irmã Rita. Ela lhe ajudará, em parte, na sua busca. Irmã Rita, este é... foi o meu filho, Jorge.
Por mais que o tempo tenha passado, por mais austera e severa que sua mãe fosse, ouvi-la falar assim, para Jorge, ainda doía.
- Muito prazer, Jorge. Queira me acompanhar.
Sua mãe pousou a mão sobre seu ombro, olhou para ele e disse:
- Que Deus te abençoe. Serão tempos difíceis. Não desanime e não perca a fé.
Neste exato momento Jorge lembrou-se porque brigaram.
- Não compartilho da sua fé "irmã" - aproveitou para impregnar de ódio e sarcasmo o título.
- Mas, mesmo assim, ainda tem fé. Não a perca.
Enquanto a madre superiora ditava ordens para as irmãs, Rita caminhava apressada por entre corredores estreitos do convento, guiando-o. O hábito deixava claro que por debaixo dele, havia uma mulher com muitas curvas e Jorge não conseguia parar de olhar para aquele traseiro a sua frente.
- Não julgue a Madre Superiora. Ela tem passado por maus momentos ultimamente.
- Hunf! Você não faz ideia o que eu tenho passado.
- Bom, se você for mesmo o guerreiro anunciado pelo profeta louco, então eu faço sim.
- Quem é este..
- Chegamos!
Os dois estavam em uma sala repleta de armas, relíquias, símbolos, crucifixos, galões de água, livros e uma variedade de coisas.
- Papanaguleo. O quê é isso tudo?
- Este é o nosso arsenal. É aqui que guardamos nossas mais valiosas e poderosas armas.
Rita foi até um baú encostado em uma parede, abriu-o, tirou um traje negro e atirou-o para Jorge.
- Vista.
Várias outras freiras começaram a entrar e pegar um bloco de massa quadrado guardado em uma grande caixa.
- O que é isso, para que é isso? - Perguntava Rita.
- A Madre mandou colocarmos isso em todo o convento e evacuarmos.
- E para onde vamos?
- Para o colégio Santo Inácio.
- Ei, ei. Aonde eu vou colocar isso. - perguntou Jorge.
- Ali tem um biombo. Vistasse ali atrás.
- O que é isso?
- Um traje especial. Mistura kevlar, látex, couro e algumas partes metálicas.
- Para que isso?
- Você faz muitas perguntas. Vistasse, vamos logo. Pelo visto, não temos mais muito tempo.
Enquanto estavam ali, muitas outras freiras entraram, pegaram caixas, armas, bolsas, munições e sairam levando-as.
Depois de vestido, Rita lhe deu uma espingarda de Paintball e munição, uma Glock 9mm, três pentes, uma faca com fio azul, algumas granadas, um capacete, óculos escuros de ciclista e um sobretudo.
- Meu Deus, eu estou indo para a guerra? - Completou a pergunta com um sorriso irônico.
Rita sorriu-lhe amavelmente, e, olhando em seus olhos respondeu:
- Sim. Você está. Agora venha.
Virou-se puxando o hábito pela cabeça e indo em direção a uma bolsa próxima a porta por onde entraram. Quando tirou o hábito revelou estar usando um traje igual ao de Jorge. Tirou da bolsa um sobretudo, vestiu-o, jogou a bolsa por cima dos ombros, e saiu.
- Para onde vamos?
- Nova Friburgo.
Por onde passavam não viam mais ninguém. Muitos dos quadros, imagens e pertences haviam sumido.
Chegaram a garagem e agora com apenas dois SUV, em um deles a mãe de Jorge. Ela se aproximou de Rita...
- Filha, não se perca e não deixe este pecador lhe arrastar com ele.
- Pode deixar madre. Me manterei firme.
- Agora eu sou um pecador também?
- Todos fora do caminho do Senhor, o são. Que Deus os proteja. Vocês tem dois minutos antes da detonação. - Entrou na SUV, que deu partida e saiu do pátio do convento.
- Entre no carro Jorge. - Sem demora o fez. Rita deu uma última olhada nos muros. Entrou no carro e saiu.
Depois de alguns metros ouviram uma grande explosão, sentiram o chão tremer. Jorge olhou para trás.

- Meu... Deus... Você...
Lágrimas corriam pela face de Rita, enquanto ela dirigia.
- Tente descansar. Quando chegarmos ao colégio, lhe acordo.

Bom taí. Primeira parte do meu desafio. Espero que gostem.

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Desafiando um "Arqueiro" mal acostumado

Posted by Baltazar Escritor on 6 de outubro de 2011 23:53 in , ,

Isso aí, tava na moleza (nem tanto) tá precisando exercitar o cérebro Kbeça. Ve se você lembra desse:

Sombras na Noite - Parte 1

Rio de Janeiro - 19/01/2007 - 22:12H

Jorge anda apressado pelas vielas da Lapa. Seu pai, Artyrus, adido cultural grego no Brasil, está desaparecido. O ultimo contado foi a dois dias por telefone. Suas palavras ainda ecoam em sua cabeça:
- Jorge, meu filho, guarde esta relíquia com sua vida. Os amaldiçoados não podem chegar até ela. Haja o que houver, não a entregue a ninguém. Nem mesmo a mim...
Em seguida um estrondo, um grito e silêncio. Jorge chama pelo pai mas ninguém responde.
De lá para cá coisas estranhas aconteceram. Pessoas de terno apareceram na faculdade fazendo perguntas sobre seu pai e se ele havia deixado algo com ele. Reviraram seu apartamento, bateram no seu carro, o sequestraram, torturaram e ameaçaram. O liberaram na condição de ir buscar a relíquia e trazer para eles. Eles... Quem serão eles? Primeiro pensou serem traficantes, pois viu uma mesa cheia de "farinha","erva" e dinheiro, mas quando saiu da "casa", estava em um bairro nobre da zona sul. Uma mansão na beira da praia, cheia de seguranças. Ao contrário dos traficantes colombianos, aqui no Brasil, o local preferido do tráfico é o morro.
Sem carro, ou dinheiro, machucado e desorientado, veio cambaleando pelas ruas do Rio até sua casa na Lapa. Pensou em chamar a polícia, mas ficou com medo de estarem envolvidos em toda essa marmelada.
Finalmente chegou. O apartamento é pequeno. Quarto e sala apenas. Apesar de ser filho de um adido, preferiu conquistar o mundo com as próprias mãos. Entrou, tomou um banho, bebeu um trago, acendeu um cigarro, ainda enrolado com a toalha começou a cuidar dos machucados.
- Mas que porra... - murmura Jorge, soltando uma baforada e enchendo o copo.
Cara limpa, coloca um jeans e uma camisa e se prepara para ir até o terrero de Mãe Antonia. Mãe Antonia. Jorge tem outro motivo para chamá-la assim, além da religião. Faz anos que não se falam, brigaram feio no passado. Nem lembra mais o motivo, Mais um trago, mais um cigarro. Sai de casa.
Quando recebeu a relíquia pelo correio não entendeu nada. Era um pequeno cavalo marinho de ouro e um bilhete do pai "Use o hipocampus para chegar ao Rei". Após o telefonema, com medo, mandou o pacote por correio para uma amiga em Curitiba. Silvana. Jorge sorri quando pensa na amiga.
- Bons tempos... Bons tempos.
Olha para cima, próximo ao Crico Voador os holofotes rastreiam o céu. Hoje tem show.
- Será que se eu colar um "morcegão", algum herói aparece para me ajudar? - Ri. Próximo a ele, uma prostituta ouve, acha graça e flerta:
- Se quiser eu posso te ajudar.
Belo sorriso, belo corpo - pensa Jorge.
- Hoje não, gatinha.
Quando menos espera está na porta do terreiro.
- Oxalá me ajude. - Dito isto, entra.


(Essa Foi a continuação do Eragocris)

Sombras na Noite - Parte 2

Rio de Janeiro - 20/01/2007 - 03:07H

Uma névoa de sonolência pairava ao redor de Jorge, como se a realidade e o mundo dos sonhos fossem um só.
Sendo levado pela correnteza agradável dessa sonolência, quando de uma vez só despertou, foi como se acordasse num filme de terror.
Sangue e vísceras se amontoavam com pedaços humanos. O odor acre da morte ainda era recente, e Jorge teve de se esforçar para lembrar onde estava, sem que com isso vomitasse. A primeira, se lembrar, ele conseguiu, a segunda não.
Enquanto se limpava, Jorge pôde ver que suas mãos estavam sujas. Ele havia sentido quando despertou que suas mãos estavam pegajosas, e vendo ao seu redor, desejou com todas as suas forças que fosse mostarda, catchup ou maionese, que fosse só um sonho e que, na realidade, ele fosse um sonâmbulo, e depois de acordar a noite para um lanche, tivesse se sujado. Mas não. E outra ância o acometeu.
Um gemido baixo o retirou desse estupor, e olhando pra direção do som, viu se tratar da Mãe Antônia que tentava se levantar, sem conseguir. Jorge correu ao seu encontro, e ao constatar o porque de Mãe Antônia não podia se levantar, uma nova ância se abateu sobre ele, pois a parte debaixode Mão Antônia, estava dois metros distantes da parte superior.
Mãe Antônia após olhar com olhos aterrorizados pra ele, se pós a gritar com o que lhe restava de forças enquanto seu sangue se esvaía:
- NÃO ME MATE, NÃO ME CORTE MAIS COM SUA ESPADA! TIRE AS SOMBRAS DE MIM, POIS EU NÃO SEI DE NADA! NÃO ME MACHUQUE MAIS, NÃO ME MACHU...
E a sua frente Jorge viu morrer alguém que lhe foi próximo, e que pelo que tudo indicava, ele fora o responsável. Toda a sua força foi arrancada e ele caiu de joelhos. Como um limão galego que era espremido após só sobrar o bagaço, que aliás era como ele se sentia.
- Pelo... amor... dos... deuses... Que merda aconteceu aqui??
O som de sirenes o acordou daquele pesadelo de corpos e sangue, o trazendo á força pra uma realidade que ele não queria admitir; Se fora ele o responsável, mesmo sem se lembrar, ele seria preso, e se aqueles que o sequestraram tiverem amigos na polícia, ele pode se considerar pego, ou na pior das hipóteses, morto.
Assim, reunindo o que lhe restava de forças, ele sai por uma porta nos fundos do que foi o terreiro de Mãe Antônia, se esgueirando pelas sombras com sua camisa manchada de sangue que já começava a secar e cheio de perguntas.
- O que diabos aconteceu? O que foi que eu fiz? Oque era essa espada que Mãe Antônia falou? E que sombras eram essas que ela disse?? E o mais importante, que merda que eu faço agora?
Após andar vários quarteirões do som das sirenes, e se encostando num beco escuro, ele recupera o fôlego enquanto encara que já não lhe resta outra opção além de quebrar uma promessa que ele fez a si mesmo a mais de 10 anos desde que seu pai se divorciou de sua antiga esposa brasileira.
Assim, Jorge iria se reencontrar com sua mãe. E, pelos deuses, Jorge preferia ter de voltar ao terreiro de Mãe Antônia do que enfrentá-la.


(E essa foi a  minha)

Sombras na Noite - Parte 3

Rio de Janeiro - 20/01/2007 - 15:49H

As reminiscências do que aconteceu passavam como aviões pela cabeça de Jorge, poucos fragmentos que não tinham um significado. Seu destino agora era o convento de Santo Antônio, deveria falar com a madre superiora.
Três freiras o atenderam, ele especificou que queria falar com a superiora, ele era o Jorge, ela ia entender. Minutos depois elas dizem que ele pode entrar, meio a contragosto, homens não eram permitidos naquele lugar.
- Mamãe? Como vai a senhora?
O rosto inflexível da mulher que abandonou seu marido e seu filho pelo véu de freira estava carregado de ódio.
- O que você veio fazer aqui? Não me diga que é a mando do servo de satã? - Ela se referia ao ex-marido sempre dessa maneira, "servo de satã", ou "endemoniado".
- Não, não foi, eu não posso apenas ter saudadeda minha mãe?
- Aqui não sou apenas sua mãe, sou mãe detodos!
- Me desculpe, mas não quero sermões. Você estava com meu pai quando ele.. bem... fazia suas pesquisas de campo.
- Um novo nome pra paganismo?
- Por favor, me esculte! - Então ele relatou tudo o que aconteceu, só que para seu espanto, com a maior riqueza de detalhes.
Havia um homem, que atraía pra si todas as sombras do lugar, ele na verdade às roubava. Estava sendo vítima de uma estranha possessão, pois não parecia ter controle de suas ações. Brandia uma grande espada cravejada de jóias e que parecia agir por conta própria. Lhe veio um nome na mente.
- Excalibur...
- Sim, - respondeu sua mãe - é o que parece. Eu temia este dia. Como disse o profeta louco "o guerreiro sem alma se levanta novamente e a armadura deverá detê-lo."
- O quê?
- Seu pai, precisamos dele!
- Ele, bem, ele está impossibilitado de ajudar. - E contou o mal sucedido à mãe.
- Hum, compreendo. Ouça bem, é importante, essa relíquia que seu pai lhe confiou é o capacete da armadura de São Jorge, seu xará, você precisará reunir toda armadura pra enfrentar o que está por vir. E o mais importante, deverá conseguir tirar a espada de São Jorge da guarda dos Jesuítas.



Te desafio a dar continuidade com as frases:

"Alguém corte o queijo!"
"Se for, será, talvez, quem sabe... você entendeu!"
"Meu cabelo está armado."
"Recado? Que recado?"
"O hippocampus vive debaixo d'água e se alimenta principalmente de pequenos crustáceos, moluscos e vermes."

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