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CRONOBIOGRAMA FEMININO

Posted by PatyDeuner on 14 de junho de 2013 06:00 in , , , ,
Depois que a Marcinha postou um texto muito espirituoso do Veríssimo (como todos eles são), fiquei muito tentada a postar esse texto que já li há algum tempo. Desculpe copiar a sua ideia do Veríssimo Marcinha, mas o clima do dia dos namorados me fez lembrar dessa crônica, e não deixa de ser uma ótima fonte de informação a nós mulheres, casadas, solteiras ou tico-tico-no-fubá! Se você ainda não conhece sua própria natureza feminina, preste atenção nesse cronobiograma.

                                                CRONOBIOGRAMA FEMININO!!
                                           (Luiz Fernando Verissimo)



1 aos 5 anos: A mulher não tem a mínima ideia do que ela seja.

5 aos 10 anos: Sabe que é diferente dos meninos, mas não entende por que.

10 aos 15 anos: Sabe exatamente por que é diferente e começa a tirar proveito disso.

25 aos 30 anos: Nessa fase formam 5 grupos distintos:

GRUPO 1: As que casaram por dinheiro.

GRUPO 2: As que casaram por amor.

GRUPO 3: As que não casaram.

GRUPO 4: As que simplesmente casaram.

GRUPO 5: As inteligentes.

E ACONTECE O SEGUINTE:

GRUPO 1: descobrem que dinheiro não é tudo na vida. Sentem falta de uma paixão.

GRUPO 2: descobrem que paixão não é tudo na vida. Sentem falta do dinheiro.

GRUPO 3: não importa o dinheiro e a paixão, sentem falta mesmo é de um homem .

GRUPO 4: não entendem por que casaram.

GRUPO 5: descobrem que ter inteligência não é tudo na vida.


30 aos 35 anos: Sabe exatamente onde errou e tinge o cabelo de loiro. Vai para academia.

35 aos 40 anos: Procura ajuda espiritual.

40 aos 45 anos: Abandona a ajuda espiritual e procura ajuda médica, com analistas e cirurgiões plásticos.

45 aos 50 anos: Graças aos cirurgiões sua bunda e barriga voltaram ao normal, seus peitos ficaram melhores do que eram e explode uma paixão pelo seu analista.

Após os 50 anos:

FINALMENTE SE DESCOBRE, SE ACEITA E COMEÇA A VIVER !!!!
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Mas, aí vêm a osteoporose e o reumatismo e ferra tudo.


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Um Kindle para chamar de meu....

Posted by Aptos on 6 de junho de 2013 06:00 in , , , ,
Sempre gostei de novidades tecnológicas. Embora fosse a mais dura da galera, nunca pude ter a maioria dos itens de primeira geração, eu sempre sabia o que era cool... O que era in e o que era out em se tratando de itens eletrônicos, é claro... Lia avidamente a revista Info e todas as publicações que tivessem cd-rons com centenas de programas para lá de inúteis...

Ainda lembro dos tempos em que eu era a sensação no Curso Técnico de Informática, carregando em uma dúzia de disquetes 3.1/2 coloridos, jogos como "Lotus" (corrida), Elifoot (técnico de futebol) e o velho descanso de tela do Johny Castaway... 

Eu sou da era do velho XT com monitor verde (o meu era âmbar - laranja!!!)... Passei pelo 486 DX2-66... Lembro de ter comprado meu monitor vendendo meus tickets-refeição por meses à fio! 

Enquanto as patricinhas da minha escola e até mesmo as do próprio Curso Técnico em Processamento de Dados desfilavam com Nikes e Reeboks cor-de-rosa, tinham festas de 15 anos e iam para a Disney, eu seguia na minha incansável (e nerd) luta de aprimorar meu computador... 

Por isso, mesmo todas nós termos nos formado como técnicas em informática, eu fui a que ficou mais próxima à área de informática e exatas. Minhas melhores amigas seguiram para áreas de saúde e humanas... Veterinárias, médicas, psicólogas... e anos depois, continuei sempre sendo a primeira a citar coisas novas...

Sabia configurar vídeos cassetes (OMG!!!!), usar dois para copiar fitas... por Deus que não havia ninguém na minha turma que acertasse mexer nos aparelhos de primeira... Cansei de chegar nos lugares e resolver problemas super simples (para mim!)... E meus amigos: "Puxa... eu juro que não estava funcionando! O Computador parece que te conhece... é só você chegar e não dá erro... tudo voltava sutilmente a funcionar...

Fui a primeira a ter um notebook... Importado... Sueco o bichinho... Custei a compreendê-lo. Sem manual, ele me deu muito trabalho nas configurações...

Também fui a primeira a comprar o que elas chamavam de "celular de dedo" - o iPhone... Parcelado a perder de vista... Eu tinha visão de que era algo que faria muito sucesso, mas não tinha a grana para comprar tudo no pau e menos ainda para viajar do exterior e trazer...

Com o tempo, fui ficando mais velha e menos atenta às novidades de plantão. Ainda assim, andava no meu radar um leitor de livros digitais. Embora apaixonada pela leitura (minha biblioteca atual possui mais de 1.100 livros em papel!!!), nunca achei que um e-Reader me conquistaria.

Ledo engano. A idéia foi amadurecendo e depois de muitas pesquisas e comparações entre o Kobo e o Kindle, para mim, só era financeiramente viável, a compra de um Kobo Mini... E embora a Paty, tenha falado um pouco sobre o Calibre* aqui, não chegou a fazer uma comparação entre os modelos**.

Mas.... sabe... até que rolou uma discussão leve e comparação entre os e-Readers entre nós , as autoras do blog. Nanda, sempre prática, falou sobre ler no tablet. Denize já mandou de cara que ler no computador é um saco (e eu concordo plenamente!!!!). Por fim, depois de pesquisas, o Kobo era unanimidade.

Mas, não rolou o Kobo. Minha irmã, numa viagem para o exterior não o achou e trouxe o Kindle. 

Antes mesmo dele chegar, eu já lia sem parar o manual com mais de 300 páginas! Já tinha me cadastrado na Amazon brasileira e baixava as versões gratuitas de ebooks disponibilizados na Amazon.com (muitas vezes, na ânsia de encontrar um livro free, nem percebia que o mesmo estava em inglês, espanhol, francês... Baixava cópias digitais dos livros que já tenho em papel, versões alternativas, traduzidas por fãs... cadastrava metadados... tudo para poder receber meu Kindle.

E ele chegou no último sábado. Presente de aniversário adiantado (o meu é na semana que vem!) Foi paixão a primeira vista. Trocamos olhares, passei meus dedos com carinho em seu corpo leve... Transportei alguns arquivos e baixei minhas compras da Amazon. Quanta praticidade! Quanta leveza!

A tela não cansa, parece que você está REALMENTE lendo papel. Os meus e-Books nunca substituirão os meus livros de papel, isso é fato. Gosto de pegar no livro, sentir seu cheiro, folhear... Gosto de passar o mão pelas capas atuais, sentir suas texturas na ponta dos meus dedos... cheirar o livro, sentir o papel, e até mesmo o peso do livro em si.

Mas pense bem... Eu já tive problemas absurdos de coluna por andar feito uma tartaruga ninja, livros enormes e pesados... (como a Guerra dos Tronos, por exemplo...) Fora que alguns livros são até difíceis de segurar para ler, escorregam com tamanhos enormes ou pequenos demais...

E aí, nesse momento, eu chamo o Kindle de meu louro e penso na sua praticidade. Para começar que o Kindle é leve. Muito leve mesmo. Sua bateria dura horrores. Mais de um mês, mesmo se esquecer o bicho ligado nos três primeiros dias como eu... 

O Kindle, com sua tecnologia ink-Pearl, faz com que realmente pareça um livro. Ainda não descobri todas as suas funcionalidades, porque estou encantada em conseguir ler livros que antes jamais conseguiria carregar... 

Também já achei em formato digital, livros, que muitas vezes não achamos mais nem mesmo nos sebos... 

No entanto, a coisa mais interessante que eu achei no aparelho, na verdade, é algo meio desesperador para a maioria das pessoas...

Veja bem, pegamos um livro, já sabendo quantas páginas tem. E isso, pode ser uma benção ou uma maldição. Você pode desistir ou desanimar se vir um livro de 500/600 páginas. Mas... O Kindle é espertinho! Ele não te fala quantas páginas o arquivo tem. Isso é bem desesperador (embora ele tenha na verdade um "medidor de porcentagem do livro lido"). 

Isso me fascinou. Me fez redescobrir um mundo novo de leituras ao toque de um dedo. Você não sabe de que página veio nem para qual vai. Só sabe que tem 73% do livro concluído...

Ler no computador é cansativo. O brilho da tela incomoda, muitas vezes o arquivo vem desconfigurado e aí acabamos nos perdendo, cansando rápido e as vezes até mesmo desistindo dos livros digitais... Mas no Kindle não. Ele tem uma tecnologia que faz com que o livro digital pareça mesmo um livro de papel. 

Sabe... embora eu ainda não possa sacar o Kindle da bolsa em qualquer lugar Nem na minha imaginação mais fértil, consegui realizar esta cena... Trem do RJ lotado e euzinha sacando meu Kindle para ler? Muito primeiro mundo né? Só que não... Prefiro não arriscar... Puxo o velho livro de papel e deixo o Kindle para a espera nos consultórios médicos... (Li 6% de  um livro hoje, só na espera da dentista!)

Nossa afinidade é tanta, que eu quase posso dizer que o Kindle se tornou uma extensão do meu corpo. Leio, faço anotações, envio para o Facebook e twitter os trechos e minhas considerações... 

Leio com prazer, sem deadline, sem saber quantas páginas faltam para o capítulo ou o livro terminarem. Apenas pelo prazer da leitura...  

Minhas amigas, já sabem que tenho uma novidade para lhes mostrar... E então eu dou um sorriso leve pensando que mais uma vez, estou dando um pequeno passo para a humanidade, porém um GRANDE passo para o futuro...



* * *

*Calibre - programa conversor e leitor de arquivos de formatos digitais e organizador de suas bibliotecas de ebooks.

**Quem quiser ver um comparativo entre os modelos, poderá clicar aqui e ler um pouco mais sobre as facilidades do universo tecnológico dos e-Readers...

***Não pude resistir e tirei algumas fotos do meu Kindle e postei aqui para vocês o conhecerem!!!




 

 



















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Sonhos...

Posted by Aptos on 14 de março de 2013 06:00 in , , ,
Sorri de leve e me ajeitei melhor na cama. Dei uma gemidinha e percebi que estava sonhando.

Percebi que era um sonho, porque minha realidade alternativa estava em tons de cinza...

No sonho, eu estava caçando. No começo, eu estava sozinha. Andava devagar, tomando o maior cuidado para não espantar minha presa, eu a tinha visto passar rapidamente há alguns minutos e agora só podia contar com os meus instintos.

Encostei atrás de uma parede e me preparei. Olhos atentos a qualquer movimento, fiz o maior silêncio possível e com meus ouvidos treinados, eu seria capaz de ouvir até mesmo um pingo de água caindo da torneira a metros de distância.

Sempre fui paciente. Mesmo nos sonhos, eu conseguia me concentrar e manter o foco no objetivo. E aquela caçada se repetia no mesmo sonho há dias sem que eu nunca conseguisse terminá-la antes de acordar.

Remexi de leve meu corpo. Se era mesmo um sonho - e eu começava a duvidar, mesmo com os tons de cinza - porque dessa vez eu não acordava? Eu já tinha passado da parte que se repetia, será que finalmente agora estaria acontecendo de verdade???

Estiquei uma perna... E a outra... Eu estava pronta. O cheiro de minha presa era tão forte, que pude perceber. Eu me preparei para atacá-la e então...

Caixas caíram sobre mim. É... Era um sonho mesmo... Na minha frente surgiu uma espécie de caixa gigante de papelão. Dentro dela, muitas caixas menores. Eu sabia que precisava entrar e que aquilo fazia parte da missão, então o fiz.

Fora da caixa estava frio, quando entrei, senti inicialmente o calor me envolver e me acomodei. Esqueci momentaneamente da caçada em que eu estava há alguns instantes e me senti subitamente cansada.

Será que se eu dormisse no meu sonho, eu acordaria na vida real??? Fechei os olhos no meu sonho e me acomodei esperando o que viria em seguida. Agora, o sonho estava começando a ficar imprevisível.

Virei meu corpo lentamente sem abrir meus olhos. Com os olhos ainda fechados e ainda estando acomodada, por um instante fiquei em dúvida se ainda estava sonhando ou já tinha voltado ao meu mundo e estava naquele estágio semi-acordada.

Dei uma leve gemida e um sorriso, prolongando aquela sensação de bem estar, até sentir seus braços carinhosos acariciando minha cintura de leve. Estava adiando o momento de acordar e me mantive alguns minutos, imóvel, recebendo seu carinho.

Até que aquela posição ficou incômoda demais. Então, suspirei feliz e me espreguicei, esticando meu corpo ao máximo.

Bocejei, abri meus olhos devagar, piscando de leve com a claridade. Encontrei seus olhos gentis e trocamos aquele olhar terno de amor.

Lambi sua mão que continuava me acariciando e ronronei baixinho para expressar minha felicidade.

Mais um dia de gata se iniciaria...













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A fêmea e a arte de pedir gostoso

Posted by PatyDeuner on 17 de agosto de 2012 15:35 in , , ,


Atendendo a um pedido especial de uma musa do bairro, resgato uma crônica sobre um dos atos mais bonitos de uma mulher:

Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir.

Como elas pedem gostoso.

Como elas são boas nisso.

Resistir, quem há de?

Um simples “posso pegar essa cadeira, moço?” vira um épico, como a cena que serviu de espoleta para esta crônica.

É o jeito de pedir, o ritmo safado da interrogação, a certeza de um “sim” estampado na covinha do sorriso.

Quantos segredos se escondem na covinha de uma mulher.

Pede que eu dou.

Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo!

Estou pedindo: pede!

Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis.

Não me pede nada simples, faz favor.

Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.

Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses.

Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos.

Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim ou de Nossa Senhora do Carmo no braço, são lindamente barulhentos.

Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.
Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos.

Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: “Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?”

Um castelo na Inglaterra?

Sim, eu dou na hora.

Que o Íbis seja campeão este ano?

Sim, eu opero o milagre.

Como no pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!

Pede, benzinho, pede tudo.

Que eu largue a orgia, pare de beber e me regenere???

Pede, minha nega, que o amor tudo pode, por ti cumpro as promessas de todos sambas de regeneração.

Que eu suba na pedreira Paulo Leminski e declame os mais lindos poemas de amor verdadeiro?
Só se for agora, estou indo.

Os melhores cremes da Lancôme? Vou a Paris agora, nem que seja a nado.
Eu lhe peço, me pede.

Não pede mimos baratos…

Pede ATENÇÃO!!!, essa mercadoria tão cara nos dias que correm.


Xico Sá

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Para Gostar de Ler

Posted by PatyDeuner on 4 de maio de 2012 13:23 in , , , , ,
Para Gostar de Ler - Volume 1: Crônicas


“Para gostar de ler” é o título de uma coleção de livros lançada no início da década de 1980 e que se compunha basicamente de crônicas, contos e poemas, escritas por alguns dos mais expressivos e ilustres escritores brasileiros. Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade assinavam histórias deliciosas que ilustravam para os jovens leitores de então, o cotidiano dos brasileiros de forma cômica, trágica, irônica, patética, melancólica...

Essa é a capa do volume 1 em sua primeira edição e, acreditem, eu tenho ele na minha coleção!



Eu particularmente adorava e tenho em casa alguns volumes que guardei da minha infância. Num rompante de nostalgia, resolvi postar uma crônica das que eu mais gostava, de Jose Carlos de Oliveira. Espero que gostem.

CÃOMÍCIO NO CALÇADÃO

José Carlos de Oliveira

Reunidos no calçadão central da Avenida Atlântica, entre as Ruas Souza Aguiar e Sá Ferreira, dezenas de cães participaram sábado à tarde de um comício autorizado, em princípio, pela Administração Regional de Copacabana. Eram cachorros das mais variadas raças e dos mais diferentes tamanhos, desde Pastores Alemães até miniaturas Pintcher. Junto ao meio-fio, no local da concentração, um carro-choque do Batalhão de Gatos, armados de unhas e dentes, garantia a ordem. 

O primeiro a subir ao tablado, que era um engradado de refrigerantes emborcado, foi um Poodle branquinho, de rabinho cotó

- Nossos donos são irresponsáveis! - gritou ele

- Abaixo os donos irresponsáveis! - respondeu a multidão raivosa (embora toda ela vacinada)

- Todo poder aos cachorros! - prosseguiu veemente o Poodle branco, cujo focinho lembrava vagamente o de Jane Fonda, e que era tido, entre o Posto 6 e o Posto 4, como o líder inconteste do Dog-Power. 

Em seguida pediu a palavra um Weimaraner azulado, de olhos tristes. Do alto do caixote, falou ponderadamente: 

- Meus modos if... if... (estava chorando o coitado)... Meus modos refletem o do meu dono... Não quero mais passar vergonha sujando a calçada!

- Nós também não! - responderam em uníssono os manifestantes caninos. Lá do meio do povo, alguém latiu com voz de Pointer: 

- Nossos donos precisam aprender que lugar de cachorro fazer suas "coisas" é em casa!

- Bravo! Apoiado! - concordou a cãonalhada. 

- Pipi-dog! Queremos pipi-dog! - Puseram-se a ladrar cadelinha Basser - cinco ou seis, provavelmente da mesma ninhada. - Somos moças de família, e portanto temos direito a um lugar no apartamento, onde possamos fazer a nossa toalete em que os intrusos invadam a nossa privacidade"

- Muito bem! Falou! Podem crer! - entoaram em coro os cinco Dobermans que moram no Edifício Chopin, um dos mais luxuosos de Copacabana, e que fazem pipi - vejam só a heresia! - na piscina do Copacabana Palace, que fica ali ao lado. 

Agora, estava no tablado um musculoso Boxer, com sua cara abobalhada e seu tradicional bom coração. 

- Senhoras e senhores - disse ele - sejamos objetivos. Desejo colocar em votação uma proposta simples, de três pontos, a qual, se aprovada, será encaminhada aos nossos donos, em forma de abaixo-assinado. Primeiro ponto: 

- "Quero meu pipi-dog no apartamento"

- Apoiado! - gritou a assembléia

Segundo ponto: ... Mas, antes, para evitar tumulto, prefiro que os distintos companheiros, em vez de latirem, ladrarem, rosnarem e coisa e tal, balancem o rabo em sinal de aprovação. Aqueles que não mais possuem rabo poderiam uivar, mais docemente, pois uma de nossas preocupações principais há de ser a de não agravar a poluição sonora, de maneira a não indispor a opinião publica contra a nossa causa... 

Todos balançaram o rabo, em silêncio. A questão do orador fora aceita. Ele então prosseguiu: 

- Segundo ponto: - "Queremos fazer nosso cooper canino apenas no calçadão central da Avenida Atlântica..."

Rabinhos balaçaram para lá e para cá: aprovado. 

- Terceiro ponto: "É preferível que não nos levem à praia, onde involuntatiamente causamos uma porção de doenças!"

Rabinhos alegres: de acordo. 

- Desta forma - finalizou o Boxer - poderemos afirmar que somos felizardos e que temos donos educados!

- Nosso dono vai ser superlegal! - exclamou a assembléia, esquecendo a recomendação de só balançar o rabo. 

Nessa altura, todos ali estavam com vontade de fazer cocô e pipi. Sendo assim, o Poodle branco decidiu dar por encerrada a reunião, recomendando que os manifestantes se dispersassem em ordem. 

Mas nesse instante pulou no caixote um autêntico Vira-Lata, magrinho, de olhos famintos, as costelas aparecendos sob o pêlo ralo, o rabo enre as pernas. 

- Irmãos! - bradou ele, ou melhor, essa palavra num gemido - Irmãos! Todos somos irmãos! Todos os cachorros são iguais! Portanto, o verdadeiro problema não está no pipi-dog doméstico nem no pinicão de apartamento. O necessário é que todos nós, os de pedigrees e os da rua, os de raça e os vira-latas, tenhamos, todos. direito aos cuidados veterinários periódicos, à vacinação gratuita, à alimentação farta e balanceada, à coleira protetora com sua placa de identificação, aos banhos seguidos de talcos contra pulgas.. Viva pois a revolução! Todo o poder aos cachorros, sem distinção de raça, cor ou credo!

-Uh! Fora! - gritaram os cães de luxo, que pertencen todos, naturalmente, à Diretia, e preferem que as coisas continuem como estão, no plano da justiça social. - Fora! Sarnento! Babão! Comedor de restos! Ralé!

A multidão de sócios do Kennel Club avançou na direção do anarquista, rosnando ameaçadoramente. Foi preciso que os gatos salvassem o Vira-Lata do linchamento inevitável, para o que o cercaram, dispersando a cachorrada com bomba de gás lacrimogéneo. 

Em seguida, o Batalhão de Gatos levou o Vira-Lata para o lugar adequado a essa espécie agitador. ele agora está sendo processado e é capaz de passar o resto da vida num canil-presídio. Acusação: trata-se de um CÃOMUNISTA. 

Fonte: Para gostar de ler. vol. 7 - Crônicas. São Paulo: Editora Ática, 1987.


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"Gosto de mulher PERFEITA!" versão Adele

Posted by Kbeça on 24 de outubro de 2011 14:18 in , , , , ,
Ela também concorda comigo.





























Show de bola.

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Gosto de mulher PERFEITA!

Posted by Kbeça on 5 de outubro de 2011 11:13 in , , , ,
Atendendo ao pedido da Paty, publico aqui um texto meu que publiquei num fórum de literatura.

Hoje vi uma mulher passando na rua tão "perfeita" que eu pensei "deve ser um traveco".  

Sério. Não pensei de maldade, mas ela era muito "cavalona". Tinha curvas certinhas, muita bunda, muito peito, zero de barriga, cabelo produzido e roupa da moda. Deve ter gasto muita grana para ficar daquele jeito, e muito tempo e sofrimento também.
As pessoas sempre acham estranho eu não gostar de revistas masculinas. É, eu não gosto.  E explico o porque, mas antes olhe este link.

Qualquer, qualquer mesmo, mulher pode virar uma deusa com Photoshop. Mas, se você pudesse usar um "photoshop" na vida real ia ter um resultado como o da mulher que eu vi hoje. Extremamente falso e brochante. E nós homens, que não estamos, ou somos tão "perfeitos" não estamos a altura delas não saberíamos nem o que fazer. Para mim, mulher de papel é muito sem graça.  

Mulher tem que ter aquela gordurinha, aquela cicatriz, ou uma pequena falha no sorriso, um nariz pequeno, ou grande, um dedo tortinho, cabelo muito cheio, ou qualquer coisa que a torne HUMANA. 

Adoro, amo, aprecio, venero mulher.  

Peraí meninas. Não sou galinha, não sou safado e nem "garanhão". Até porque, sou casado e feliz com minha pequena.  
Só gosto de aprecia-las. De ver seu gingado malemolente e sedutor. Seu sorriso cheio de malícia. Seus cabelos cheios de armadilhas. É mais fácil ouvir garotos do Leone para entender o que eu estou falando.

Mulher tem um "Q" de beleza que não se compara a nada na natureza. Mulher é bonita sem esforço. Todo mulher tem um tipo de beleza especial. TODA!

Meninas, se preocupem menos com isso, ou aquilo. Nós homens não nos preocupamos tanto assim conosco ou com vocês. E, é certo, que as amamos do jeito que são. como diz minha pequena "odeio homem que divide espelho". Vocês não querem ser troféus. Vocês querem ser amadas e apreciadas.

Então da próxima vez que se olharem no espelho, pensem "Eu sou uma Diva"... kkkkk  Não, brincadeira. Pensem "Eu sou PERFEITA".  

Um beijo no coração de vocês, SUAS LINDAS!!!

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Desabafo de um bom marido

Posted by PatyDeuner on 23 de setembro de 2011 15:43 in , , , , , , ,
Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai
às compras.

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma
máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos
aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. Daí comprei pra ela uma
cadeira elétrica.

Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela
era 'Sempre'.

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela
perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e
descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem,
nem o Mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre
me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava
tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca,
sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou
num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa,
encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma
tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei
bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma
escova de dentes e lhe entreguei. '- Quando você terminar de cortar a
grama, ' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.
Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu
voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.

O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre
certa e a outra é o marido.

Luís Fernando Veríssimo



Adoro Veríssimo!

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Citação

Posted by PatyDeuner on 22 de setembro de 2011 12:26 in ,

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


Fernando Pessoa


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