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Morrer de amor

Posted by Patricia Deuner on 19 de junho de 2013 06:00 in , , , ,

Quando tinha 17 anos comecei a namorar sério pela primeira vez e estava encantada! Pra mim ele era o homem perfeito: lindo, charmosos, carinhoso e mais do que qualquer outra coisa, ele me entendia. 
Dois anos depois ele pôs fim ao relacionamento me deixando completamente sem chão. Pensei que fosse morrer. Não queria comer e nem sair de casa. Afastei-me dos amigos e ligava incessantemente para ele todos os dias na esperança que ele voltasse atrás. Imaturidade de adolescente? Pode até ser que sim, mas quem já passou pelo famoso “pé na bunda” ainda apaixonada pela pessoa, vai me entender. Acho que não depende da idade. Adolescente ou não, a dor é impiedosa, e se não formos fortes o suficiente, a depressão pode se instalar. É claro que, quanto mais o tempo passa, mais maturidade e experiência sentimental adquirimos, e conseguirmos lidar melhor com o coração partido. 
Há pouco tempo fiquei sabendo que a dor de amor tem até nome. Chama-se “Cardiomiopatia de Takotsubo”, uma espécie de infarto sem nenhuma artéria bloqueada. Os sintomas são dores no peito, e os exames de eletrocardiograma mostram as mesmas mudanças de um infarto. O “angiograma mostra que a principal câmara de bombeamento do coração tem uma anomalia peculiar e diferente: falha em contrair e aparece parcialmente ou completamente paralisada”, explica Lyon, no site The Conversation. Suspeita-se que essa síndrome tenha um culpado: a adrenalina. É um hormônio de resposta ao estresse que prepara o corpo para correr ou lutar. Em níveis médios, a adrenalina acelera o coração, a fim de deixar o organismo preparado para um esforço extra. Só que quando a dose de adrenalina está muito mais elevada do que deveria, o efeito é contrário. Os batimentos cardíacos começam a diminuir e os músculos do coração podem ficar temporariamente paralisados.

Agora você vê. Algumas pobres pessoas que tiveram o coração partido, podem realmente sofrer desse mal (de nome muito esquisito, diga-se de passagem), e nem mesmo se dão conta, tamanha é a dor de se perder um grande amor. Mas acho que ninguém precisa realmente se preocupar com isso, porque essa síndrome nada mais é que um mecanismo do corpo para lidar com o excesso de estresse, e ninguém nunca morreu por causa disso. Eu mesma estou aqui até hoje lhes contando essa história e sem nenhum efeito colateral. Como podem ver, não morri. E digo mais: tudo nessa vida passa, até mesmo o sofrimento da perda de um grande amor. Se você está passando por isso agora, levante-se e vá fazer uma caminhada ou uma corrida pra aliviar o estresse, porque esse tipo de adrenalina é muito mais saudável, e você é muito mais importante que qualquer pessoa que tenha roubado seu coração.

E lembre-se: você pode deixar que alguém abrigue-se em seu coração e frequente os recantos da sua alma, mas nunca deixe que esse alguém roube-lhe a vida...

Fonte dos dados técnicos desse texto: Superinteressante

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4 comentários:

  1. Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe.
    Mal de amor é ruim mas ninguém morre disso! Graças a Deus!

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  2. Ahhh o amor...
    Que coisa esse negócio do estresse e da dor de uma paixão...

    Não consigo me lembrar se tive alguma vez alguma dor tão avassaladora assim.

    Triste isso. Porque todo mundo quer ter tido um grande amor na sua vida e o texto me botou para pensar se algum dia eu tive um...

    De qualquer maneira é um perigo... Alguém que já tem alguma cardiopatia (eu tenho! e tomo remédios justamente para desacelerar o coração) pode literalmente morrer de amor!

    Vai ver por isso sou tão racional e não me deixo levar...

    Medo de perder o controle da minha vida e vai saber? Um instinto de auto-preservação involuntário ;-)

    Adorei a matéria e as informações! Parabéns, Paty!

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  3. Eh mesmo MUITO interessante!
    Caraca, então aquela dor que a gente sente no peito é mesmo uma DOR e não só algo da nossa cabeça! Caraca.
    Paty, mais uma vez um texto bem útil e bem selecionado, adorei!

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  4. Belíssimo texto, Paty! Muito interessante saber o embasamento científico desta dor que sentimos... a tristeza dói mesmo, e só quem amamos é capaz de nos fazer sentir o peito doer assim.
    Muuuuito bom o texto! *-*

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