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Mulherês

Posted by Kbeça on 18 de novembro de 2011 20:07 in , , ,
Nas minhas andanças pela net achei este "dicionário" de "Mulherês". Compartilho com vocês.



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Inimigos Noturnos (Parte 2)

Posted by Nanda Cris on 17 de novembro de 2011 22:58 in ,
Como a brincadeira de desafios deu uma "esfriada" por aqui, pedi para o Kbeça me dar 5 frases para eu continuar a saga dos zumbis... (sim, sou metida assim mesmo, rsrs)
E as frases foram:

“O quê nós faremos agora?”
“É difícil pensar com dor...”
“Há! Nem fudendo que eu vou passar por aí!”
“Corra! Corra! Mais rápido!”
“Sério? Você realmente acredita nisso? Tâmos fudidos!”

O link do texto 1 está aqui (para quem pegou o bonde andando).

E agora, finalmente, o texto!

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Ray olhava petrificado para Forrest. Ele sabia racionalmente que precisava sair correndo, mas suas pernas não pareciam muito dispostas a serem racionais. Neste exato momento, Anna começou a se mexer. Que péssima hora para recobrar a consciência... Enquanto a apertava ainda mais forte percebeu que a criatura estendia a mão em sua direção e silvava algo que lembrava muito o seu nome. Isso o tirou da apatia. Girou sobre os calcanhares e já ia sair correndo em disparada quando a coisa segurou seu ombro. O frio daquela mão atravessava o tecido da camisa e chegava até sua pele. Deu-lhe um safanão e correu. A adrenalina no seu sangue fez com que corresse mais rápido do que qualquer atleta, mesmo carregando Anna. Tentava se manter sempre nas sombras, sem parar nem um minuto sua jornada. Quando o ar queimava seus pulmões e a dor nas pernas parecia insuportável, parou e olhou em volta. Estava em uma espécie de conjunto habitacional abandonado. Todas as casas eram iguais. Escolheu uma aleatoriamente. Sacou a pistola e se encaminhou até a porta, sempre espreitando os arredores. Não precisou arrombar a porta, o antigo morador, na ânsia de fugir, deixou-a entreaberta. Ao entrar sentiu cheiro de mofo misturado com comida estragada. Não se importou. Acomodou Anna no sofá. Ela estava com os olhos abertos, mas parecia drogada, sem demonstrar que conseguia entender algo que estava ocorrendo ao seu redor. Voltou e trancou a porta. Nunca se sabe. Fez uma rápida varredura na casa, e, não encontrando nenhuma ameaça, voltou ao sofá e sentou-se com Anna. Mirou seus olhos desfocados e falou:
-O quê nós faremos agora?
Não teve resposta. Mas também não esperava nenhuma. Estava com sorte até agora, não encontrando nenhum zumbi pelo caminho. Mas até quando sua sorte duraria? Será que Forrest estava no seu encalço? Estremeceu.
Lembrou-se de como aquilo tudo começou. Pessoas sumindo durante a noite, ninguém tinha pistas do que estava acontecendo. Até o dia em que todos eles voltaram em bando, e tinham fome. Quem ficasse em seu caminho era trucidado sem pena. Alguns eram poupados, mas até hoje essa lógica não estava muito clara na cabeça de Ray. Não que esses fossem mantidos com vida, eles só não eram reduzidos a ossos mordiscados. Eram transformados em outros zumbis, e assim o bando aumentava, aumentava... Viu sua família e a de Anna serem trucidadas. Lágrimas marejaram seu olhos ao lembrar de sua mãe gritando para ele: Corra! Corra! Mais rápido! Nunca esqueceria o pânico em seu rosto. Tinha sido a última vez que escutara sua voz. Logo em seguida ela fora capturada por um bando de 7 ou 8 criaturas que se serviram dela vorazmente. Ray ainda tentou voltar e lutar. Morreria pela sua mãe. Mas Anna o impedira, puxando-o e implorando. Não podia deixá-la sozinha no mundo com aqueles seres doentios, ela só podia contar com ele agora. E foi por isso, e só por isso, que ele fugiu sem olhar para trás. Por Anna. E não havia sido sempre assim desde que a conhecera? Faria tudo por ela. Mesmo que sua alma tivesse morrido junto com sua mãe, ele ainda teria o seu corpo para protegê-la dos perigos noturnos.
A fuga era um borrão na mente de Ray. Ele só lembrava que chovia muito e que quando os músculos não respondiam mais, pararam. Nesse exato momento ainda faltavam horas até o nascer do sol e eles não teriam mais condição de se defender graças a fadiga que percorria seus corpos. Correr e lutar não era mais uma opção. O melhor era se esconder. Olhando desesperadamente em volta não encontrava nenhum lugar que parecesse seguro. Abaixou a cabeça, derrotado e notou um bueiro. Eles poderiam fugir pelo esgoto! Contou seu plano à Anna que rapidamente recuou, retrucando:
-Há! Nem fudendo que eu vou passar por aí!
-Anna, não temos opção! O cheiro do esgoto camuflará nosso odor e quando o sol nascer, a gente procura um abrigo melhor.
-Sério? Você realmente acredita nisso? Tâmos fudidos! Eles são mais espertos do que parecem. Deve ter um bando patrulhando os esgotos!
E foi nesse momento que um zumbi solitário apareceu como que por mágica e agarrou Anna, arrastando-a para as sombras. Ray pegou uma lata de lixo que estava próxima e jogou-a no zumbi, que cambaleou, mas não soltou sua presa. Anna seria o jantar e esse pensamento era como um forte energético para Ray. Agarrou um dos braços da criatura com tanta força, que ele se soltou em sua mão. Jogou-o longe. Que nojento! O zumbi então empurrou Anna para um canto e partiu para cima de Ray, sua força era sobrenatural sobrepujando o fato de ter apenas um braço. Colocou aquela mão gélida envolta do pescoço de Ray e apertou, apertou com vontade enquanto batia a cabeça dele na parede. Ele tentava lutar, mas sabia que seu esforço era em vão. Desarmado ele seria o prato principal e Anna a sobremesa. Já estava fazendo uma oração pela alma de ambos quando ouviu um barulho de tiro e a cabeça do zumbi se desfez bem na sua frente. Caiu no chão arquejando e viu Forrest se aproximando, usando a espingarda de caça do seu pai. Ouviu-o dizer:
-Eles estão levando a Anna, tem alguma idéia?
Ray respondeu devagar, cada parte do seu ser doía:
-Oh, Deus... É difícil pensar com dor...
Forrest então falou:
-Fique aqui, vou procurá-la.
E foi assim que perdeu sua amada. Forrest afirmou não ter conseguido encontrá-la apesar de ter procurado muito por todo o perímetro. Seu amigo então voltara para sua casa que, graças ao seu pai militar, era praticamente um forte de guerra, totalmente segura e gradeada. Mas Ray se recusou a acompanhá-lo. Nunca desistiria de Anna, ficaria ali fora procurando e procurando, até encontrá-la. Seu primeiro pensamento ao acordar era encontrá-la e o último era uma promessa para o dia seguinte. Nunca desistir, nunca desanimar. E sua esperança foi recompensada, quando encontrou um bilhete onde estava escondido, dizendo que ela ainda vivia e onde estava. Agora, olhando para Anna, se perguntava quem poderia ter escrito o bilhete e o que tinha feito com ela para que terminasse num porta malas de um carro catatônica como estava. E além dessas perguntas que sufocavam sua alma ainda tinha outra: o que fazer sem Forrest? Ele era sua esperança de calmaria para Anna. Suspirou. Olhou novamente para ela. Seus lábios estavam roxos e ela estava terrivelmente branca e gelada. Decidiu começar a agir ou ficaria louco. Devanear sobre os porques ou sobre o futuro não ia tirá-los daquela encrenca. Foi ao banheiro e descobriu que a água quente ainda estava funcionando. Botou a banheira para encher e retornou a sala para pegar Anna, que não esboçou nenhuma reação quando ele pegou-a no colo e levou-a até o banheiro. Colocaria ela na banheira quente, assim tinha esperança dela recobrar alguma cor. Mas antes de molhá-la, resolveu tirar suas roupas. Enquanto ela tomasse banho, poderia lavá-las para que ela se sentisse mais confortável. Quando tirou sua blusa parou, estupefado. Havia uma mordida em seu ombro esquerdo com uma cara péssima. E se ela tinha sido mordida, tinha 99% de chance de também ter virado uma das criaturas. O que ele ia fazer agora?

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Poema pornô sério

Posted by Nanda Cris on 11:54 in , ,
Quer seja curto ou comprido
Quer seja fino ou mais grosso
É um órgão muito querido
Por não ter espinhas nem osso

De incalculável valor
Ninguém tem um a mais
E desempenha no amor
Um dos papéis principais

Quando uma dama aparece
Ei-lo a pular com fervor
Se é um rapaz, estremece
Se é velho, tem pouco vigor

O seu nome não é tão feio
Pois tem sete letrinhas só
Tem um R e um A no meio
Começa em C e acaba em O

Nunca se encontra sozinho
Vive sempre acompanhado
Por outros dois orgãozinhos
Junto de si, lado a lado

O nome destes porém
Não gera confusões
Tem sete letras também
Tem L e acaba em ÕES

Prá acabar com o embalo
E com as más impressões
Os órgãos de que eu falo...
São o CORAÇÃO e os PULMÕES.

Pensou besteira, né?
Mente suja... Tsk, tsk, tsk.



Recebi por email, e ri litros!

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1

A arte de correr na chuva - Garth Stein

Posted by Nanda Cris on 8 de novembro de 2011 17:37 in ,
A capa:



Tive um preconceito com essa capa, admito. O cachorro tava com uma carinha tão triste que eu falei: vou abrir a primeira página e chorar. Só vou parar quando chegar na última. Ganhei esse livro há mais de um ano do Kbeça e sempre enrolava para ler. Até que criei coragem e não me arrependi!

A sinopse:

Quando Denny resolve adotar um cão para lhe servir de companhia, percebe imediatamente que o destino lhe enviou um amigo especial. O amigo de Denny - Enzo - estará com ele nos melhores e piores momentos de sua vida, pois sabe que seu dono é um vencedor. Enzo é um cão, um cão com uma alma marcada pelo tempo. Denny é um piloto de grande talento, que encontra nas pistas de corrida sua verdadeira vocação. Mas a vida pode apresentar curvas acentuadas e dificuldades a serem superadas no percurso. Um livro que tem muito a nos ensinar sobre amor, tragédia, redenção. Do jeito que só um cão poderia narrar.

Minha opinião:
Eu sou muito suspeita, pois amo livros sobre cachorro. Já li "As 4 vidas de um cachorro", "Anjo de 4 patas", "Marley e eu"... e gostei de todos! Adoro!
Esse livro já começa com Enzo muito mal, tadinho. E mostra toda a vida dele, tudo o que ele, Denny, Eve e Zoe passaram juntos.
Enzo é quase humano. E até mesmo brinca que numa próxima vida, quando vier pessoa irá encontrar Denny, apertar sua mão e dizer: "Enzo te manda um oi".
O livro é tocante não só pela fidelidade e esperteza do cachorro, mas também pela história que se desenrola com os outros personagens. A doença de Eve. A injustiça dos avós de Zoe. A luta de Denny para se manter sempre tentando, mesmo quando tudo parece perdido. E quando ele quase desiste, entra Enzo, o melhor cachorro, o melhor amigo que alguém poderia querer. Ele incentiva Denny a não desistir.
Recomendo fortemente a leitura. Se você não gostar de fórmula 1, pode pular as partes que eles falam sobre isso. Eu pulei (admito) e ainda assim adorei o livro.

Minha nota:


Vai pros favoritos, sem dúvida!

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3

Anjos Caídos - Åsa Schwarz

Posted by Nanda Cris on 5 de novembro de 2011 11:52 in ,
Adivinhem? Também comprei esse livro numa promoção de R$9.90 do Submarino! kkk.
Me encantei pela sinopse e achei que poderia sair algo de bom daí, por isso o adquiri.

A capa:



Não gostei muito da capa, confesso. Dessa vez comprei o livro pela sinopse e pelo nome. Parecia que ia ser bem legal. Mas esse anjo da capa parece ameaçar a cidade. Hum.. sei não!

A sinopse:

Um grande segredo guardado por milênios está prestes a ser descoberto. Uma geração de anjos caídos, também conhecidos como Nefilim, povoam a terra e lutam, impiedosamente, para evitar que outro dilúvio aconteça e extermine a sua própria espécie. Indiferente a tudo isso, Nova Barakel, uma garota de 19 anos, é uma ativista do meio ambiente empenhada em defender seus princípios. Sua vida toma um rumo inesperado, pois ao mesmo tempo em que tem de lidar com a morte recente de sua mãe, Nova se vê forçada a se esconder da polícia. E, na busca por provar sua inocência, ela se aproxima de mistérios e revelações a respeito da linhagem de sua família que mudarão sua vida para sempre e que a farão questionar tudo em que sempre acreditou.

Minha opinião:

Primeiro que "a grande temática" entrou, entregou o café e saiu. Os nefilins são a causa de tudo que acontece no livro, mas mal aparecem. Muito mais abordado é o tema da questão ambiental. Quanto de dióxido de carbono um jatinho particular emite, ou quanto gás poluente uma indústria pode jogar na camada de ozônio por hora. Um saco. A protagonista se chama Nova (odiei esse nome) e não consegui em nenhum momento ter empatia com ela. Gostei muito mais da estória da chefe de polícia que investiga o caso (Amanda) do que da protagonista. Bem, algo tinha que salvar o livro né?
Ah, e já ia esquecendo do comentar... as cenas dos assassinatos que ocorrem no livro são bem detalhadas e altamente bizarras. Totalmente desnecessárias.
Recomendo para quem não tem nada melhor pra ler e pode pegar emprestado. Eu já achei que paguei muito caro por esse livro chato pra dedéu!

Minha nota:


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2

Sangue Quente - Isaac Marion

Posted by Nanda Cris on 11:27 in ,
Meu primeiro livro de zumbi! Já o tinha comprado em uma promoção do Submarino por R$9.90 (sou a rainha da promoção de livros, kkk) junto com Apocalipse Z porque curto essa coisa meio Resident Evil. Mas depois que escrevi o texto Inimigos Noturnos (parte 1) me senti obrigada a estudar mais sobre o assunto, então ataquei-o.

Capa:



Eu achei essa capa meio sinistra. O que é essa coisa tipo um véu vermelho voando da cabeça de R (eu imagino que seja R, já que ele é o protagonista)? Será que ele tomou um tiro e o sangue tá voando? Melhor nem pensar muito...

A sinopse:

R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

Minha opinião:

Até certo ponto eu gostei. A gente se apaixona pelo R (não achei que algum dia fosse dizer isso de uma pessoa morta, até porque necrofilia é crime, rsrs), mas ele é fofo, romântico, desajeitado e engraçado. Seu único porém é que ele é um cadáver. Mas quase dá pra esquecer isso ao longo das páginas...
O livro se desenrola muito bem, em nenhum momento é parado. Primeiro, ele fala da vida de R. Como ela é em um aeroporto abandonado e como os zumbis vivem. Depois aparece Julie e toda a sua "energia vital" para encantar R e despertar a fome dos outros zumbis. Essa é a hora que a camaradagem começa a aflorar entre eles. Não posso falar muito ou estragos as surpresas do livro. Mas posso adiantar que vale a pena torcer por R e sua "humanização".
Agora, já vou avisando: o final é a parte estranha do livro. Primeiro porque o autor tentou fazer um final feliz (e conseguiu), mas baseado em algo totalmente insano, sem pé nem cabeça, que nada tinha para dar certo (só lendo pra entender). Segundo que ele tentou deixar um gancho pro livro 2, mas que, pelo menos a mim, não empolgou nadica.
Gosto de R, gosto do final que ele teve. Tolero Julie e não tenho a mínima vontade de ler o livro 2.

Minha nota:

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2

A Intimação - John Grisham

Posted by Nanda Cris on 11:08 in ,
Sempre vejo nas promoções do Submarino livros do John Grisham por R$9,90. Aí ficava na dúvida se ia gostar ou não, devido a temática jurídica que é o seu foco. Mas um amigo do Kbeça estava com esse livro na bolsa, a minha vontade de lê-lo veio à tona e Kbeça pegou emprestado para que eu pudesse conhecer o autor, o qual ele já leu e gosta. De graça até injeção na testa, então, vamô que vamô!

A capa:



Achei uma capa totalmente sem graça, pra falar a verdade nem entendi direito o que vem a ser aquilo... enfim, mas o que importa é o conteúdo, certo?

A sinopse:

Um grande mistério conduz a história de Ray Atlee, um advogado da Virgínia que atende a uma solicitação do juiz Reuben, seu pai. O velho juiz está doente e sabe que o fim se aproxima. Durante quarenta anos ele exerceu um razoável poder político na pequena cidade de Clanton, no Mississípi, mas depois de perder uma eleição para um candidato mais jovem passou a experimentar o ostracismo. De Maple Run, a mansão decadente onde vive, ele convoca os dois filhos para uma reunião, para discutir a administração de seus bens.
Forrest, o filho mais novo, tem 36 anos e ostenta o título de ovelha negra da família. Usou todo tipo de droga e mora no Menphis. Ray chega primeiro a Maple Run e encontra o pai morto no sofá, ao lado de um pacote de morfina. Sobre a escrivaninha, um testamento o coloca como inventariante na divisão dos parcos bens. Mas uma porta aberta do armário revela ao advogado uma fortuna em espécie, acondicionada em caixas de papel de carta. Ele esconde o achado de todos, inclusive do irmão, e tente descobrir a origem do dinheiro, pois o pai ganhava apenas 52 mil dólares por ano de pensão, e doava quase tudo à caridade.
O estranho legado coloca Ray em contato com um chantagista e o envolve numa trama de desfecho surpreendente, a exemplo das primeiras obras de Grisham.

Minha opinião:

Adorei a sinopse, o livro parecia cheio de suspense. Comecei a ler avidamente. Realmente meu medo se mostrou infundado. Temos um juiz e um filho que fez direito mas que é professor em uma universidade. Só isso que chega perto do universo de direito. Alguns casos que o juiz presidiu vem à baila, mas nada massante. Eu sou de Informática e não fiquei entediada em nenhum momento. E os casos de julgamento tem haver com o enredo, não estão ali por acaso.
O desenrolar da estória é muito bom, sempre com um fato novo pra nos deixar com a "pulga atrás da orelha". O único senão é a obsessão pelo dinheiro que Ray desenvolve. Enche um pouco o saco, mas é a realidade. Se eu achasse aquela quantidade indecente de grana também ficaria neurótica.
O final é interessante, mas achei que deixou a desejar no seguinte ponto: ficou em aberto. Eu gosto de finais preto no branco, ou é ou não é. Esse ficou no talvez.
No geral um bom texto, que instiga e foi bem escrito. Leria sim outros livros dele com prazer.

Minha nota:

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