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Desafio de imagem: Fada dos Sonhos

Posted by Unknown on 12 de março de 2013 06:00 in , ,

Respondendo, finalmente, ao desafio de imagem proposto pela Nanda (Obrigada Nanda, e obrigada Marcinha que me deu uma inspiração para escrevê-lo):



FADA DOS SONHOS

Dinoráh esperou muito por aquele dia, o dia em que sua aluna estaria pronta para a missão. Foram anos e anos de muito treino e muitas dificuldades. Não é fácil treinar uma fada desde bebê a se tornar forte o bastante para uma missão tão importante como aquela. Devia treinar seus pensamentos, emoções, poderes, fraquezas. 
Dois mil longos anos de treino duro, mas Melissa era muito dedicada e parecia ser perfeita para a missão, esteve pronta até antes do tempo. Algo dentro dela a fazia ser mais especial.
            Naquela manhã Melissa se despediu de suas amigas e foi até sua planta favorita, despedir-se dela também. Era uma planta grande e exótica, ela não era só cheia de vida, tinha alma como todas as outras daquele lugar. Mas essa em especial falava.
            - Então você está saindo para sua missão? – disse a planta.
            - Sim. – Melissa respondeu com um sorriso largo.
            - Então sente-se aqui em minha folha, quero te dar um ultimo carinho antes de você partir.
            Melissa sentou-se na sua grande amiga. Com o olhar distante e um sorriso começou a imaginar como seria sua nova vida. Era grande a expectativa, pois fora treinada para aquilo desde muito pequena, e era um cargo muito importante o que iria ocupar.
            Melissa fora designada para ir à Terra, no inicio dos tempos. Ela seria a Fada dos Sonhos dos humanos, e a grande responsável por todas as vitórias daquela raça, todo o desenvolvimento, pois sem sonhos ninguém sai do lugar. E ela, tão sonhadora que era, seria a escolha perfeita.
            Os membros do Conselho Universal das Fadas, não estavam muito contentes em enviar uma fada tão jovem para uma missão dessas, que faria crescer ou destruiria toda uma raça, mas Dinoráh lutou bastante para que sua fadinha fosse aceita logo na missão. Ela sabia que a pequena estava mais do que pronta.
            O orgulho era visível em seu rosto enquanto olhava para Melissa, e dizia as palavras mágicas. A magia começou a acontecer, saindo de sua varinha e caindo suavemente sobre Melissa, que sentiu uma brisa macia e doce tocar-lhe, os olhos brilhavam de tanta expectativa.
            Sonhava muito com o que encontraria na Terra, e como não o faria? Era a Fada dos Sonhos!
            Ao chegar à Terra encontrou homens das cavernas, vivendo do que conseguiam encontrar na natureza. Achou aquilo muito lindo, pois na terra das fadas elas viviam em muita harmonia com a natureza.
Vivendo algum tempo com os humanos começou a assistir seus sonhos, eles queriam mais do que aquilo, começaram com a ideia de plantar o que comiam, criar seus próprios animais. Melissa foi incentivando cada ideia deles, plantando a magia dos sonhos em suas almas.
            Um pouco de progresso não faria mal, Melissa pensou, e foi incentivando. Logo eles pararam de viver em cavernas, começaram a construir algum tipo de habitação, uma sociedade.
Melissa sabia que estava na Terra para fazer os humanos progredirem. Ela não tinha tanto poder, na verdade seu maior poder era colocar esperança nas mentes das pessoas, para que não desistissem de seus ideais.
            O tempo foi passando, e em cada marco da história ela estava lá, a cada ideia que alguém tinha, ela plantava aquela semente de esperança, fazendo aquilo se tornar um sonho. E tudo ia muito bem.
            Mas Melissa viu quando os humanos começaram a sonhar por si só, e seus sonhos eram os piores possíveis. A humanidade começou a decair, uns pelas mãos dos outros.          
Ela estava em uma missão que já havia falhado antes mesmo de começar, pois a maioria dos humanos não precisava de sementinhas de sonhos para construir coisas, principalmente coisas ruins. Quem precisava dela eram os mais fracos e oprimidos.
Mas ela continuou lutando, plantando agora suas sementinhas só na mente daqueles que ela julgava ter bom coração. Sabia que não era isso que sua missão dizia, ela tinha que incentivar TODOS os sonhos humanos, mas ela não voltaria a sua terra se sentindo tão horrível. Ela se sentia um lixo por não conseguir fazer com que os humanos não destruíssem a si mesmos com seus sonhos doentes.
Desanimada e fraca, a Fada dos Sonhos foi denegrindo aos poucos, acabando-se. Ela não pôde mudar os humanos e seu sonhos horríveis, e também não tem conseguido plantar sonhos bons em quase nenhuma mente.
            Sua missão falhou assustadoramente, e aquele sorriso infantil de seu rosto deu lugar à lágrimas de dor. Agora seu único sonho é de que um dia fadas não sejam mais imortais, para que ela possa morrer, já que não há nada mais que ela possa fazer nesse mundo, e não tem coragem para voltar ao seu com tanto fracasso nas costas.

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Resenha "Dewey, um gato entre livros" - Março - Desafio Literário 2013 - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 11 de março de 2013 06:00 in , , ,

Eu sou uma grande apreciadora de livros. Sommelier é o termo adequado para um apreciador de vinhos, em tese, o nome do apreciador de livros é o Bibliófilo, mas até para isso, os dicionários discordam entre si. Uns alegam que é a pessoa que coleciona livros, outros que é quem gosta de livros. Enquanto não chegam num consenso, eu resolvi que eu sou uma "Livrommellier", porque eu não aprecio somente a beleza do livro em si, mas principalmente a beleza e a maneira como ele é escrito. 

Para mim, o livro é muito mais do que a capa bonitinha, o papel elegante, a encadernação caprichada. Para mim, o que realmente importa, é seu conteúdo. E embora eu tenha lido muitos livros nos últimos tempos, tenho observado que a qualidade do que é escrito já não é a mesma. Foi perdida no tempo e nos estilos. 

Fazendo uma comparação tosca com o futebol... Antigamente, havia o futebol-arte. Aquele praticado pelos grandes... Pelé, Rivelino, Jairzinho, Garrincha, Zico... Você assistia e via beleza nos dribles! Sem essa de neguinho ficar acertando os coleguinhas para fazer gol. Blerght...  Enfim... com livros é a mesma coisa. Sinto falta do texto-arte. Aquele que tem trechos em que você se deleita com o que está sendo escrito...

O prólogo me conquistou. Vick começou apenas falando da beleza dos campos de trigo de sua cidade. Mas aquele trecho era tão lindo, estava tão bem escrito, que eu fechava os olhos e ENXERGAVA os campos de trigo balançando ao vento. Suas descrições foram muito mais que elegantes e graciosas, você mal percebia que tinha lido um capítulo enorme e que seria uma introdução entediante. Você esquece tudo isso e fica se imaginando no campo. 

Só essa introdução, com essa leveza e suas descrições sobre como é a cidade, estavam com as palavras tão bem colocadas, com vocabulário decente que chegava a ser poética! Em seguida, vinha o primeiro capítulo escrito com maestria descrevendo como Dewey foi encontrado. Cada capítulo é TÃO bem escrito, que apesar de serem várias nuances e histórias sobre o gato, entrelaçadas com a história da cidade que eu realmente fiquei admirada pela maneira como a autora escreve. 

E aí você para e se pergunta... ué... a história não era de um gatinho? Pois é... Dewey é um gatinho que tinha tudo para ser mais um gato com uma história comum. Foi encontrado na caixa de devolução de livros da biblioteca no dia mais frio do ano na pequena cidade de Spencer, no estado de Iowa, nos EUA. Isso seria, talvez, o único diferencial dele. O modo como ele foi encontrado. Mas não foi o que aconteceu de verdade.

É sabido que todo bichinho de estimação tem a capacidade de mudar a vida de alguém. Agora imagine o que um gatinho doce, sapeca e gentil pode fazer por alguém além de se esfregar e dar sua cota de fofura e fazer pessoas vomitarem arco-íris sem parar. Imaginou? Multiplique isso por todos os habitantes de uma cidade...

Sim... Dewey não foi adotado por alguém quando foi encontrado. Ele foi adotado pela "biblioteca". E com isso, ele passou a ser um funcionário extra. Ele era alguém que recebia os sócios e frequentadores da biblioteca, dava seu amor e carinho para todos e tinha um feeling além do normal. Ele realmente sentia quando alguém precisava dele. Porque gatos tem esse sexto sentido felino. São muito independentes, não vem quando você chama, mas estão sempre por perto quando você precisa.

Sou suspeitíssima para falar, porque amo gatos. Dewey teve uma vida intensa. E Vick, soube contar sua história. Sua vida estava tão entrelaçada com a história da cidade, que era muito fácil fazer comparações de como ele lutou para se manter vivo durante à noite com tudo o que a cidade estava passando.  Todo o alento que ele dava às crianças, pais, desempregados, homens de negócio...

As pessoas transformaram a biblioteca num local de encontros. Em um Centro de Convivência. E Dewey estava lá para fazer isso acontecer. Com isso, ele começou a ficar famoso! Saiu no jornal da cidade... Depois em reportagens de cidades próximas... Algumas pessoas se mudaram para outras cidades e falavam de Dewey. Jornais, revistas, pessoas começaram a peregrinar para conhecer o manso gato da Biblioteca de Spencer. Todas achavam que aquele gatinho carinhoso, tinha um relacionamento especial com elas. E ele tinha. Cada pessoa era única e merecia seu carinho e atenção. 

Dewey conquistou fama, e embora fosse um gato (as pessoas sabem como gatos costumam ser ariscos e independentes), ele era mesmo um gato diferente. Ele PRESTAVA atenção nas pessoas, não saía quando desconhecidos vinham visitá-lo. Pelo contrário, ele era um ótimo "ouvinte". Ele estava sempre presente e disposto a se exibir, demonstrar seu carinho e afeição e não houve uma pessoa sequer, viesse de perto ou de longe, que tivesse se decepcionado ou ido embora sem conhecê-lo. Ele escolhia os colos e conquistava pessoas com seu jeitinho meigo e doce. 

Eu sei que esta resenha está horrível, porque eu perdi totalmente o foco... mas acredite, histórias de gatinhos são sempre fofas, imagine então a história de um gatinho que mudou a vida das pessoas. 

Uma menina autista que não levantava os olhos de sua cadeira, mudou de atitude com o tempo, depois de um tratamento intensivo de Dewey. Um menino alérgico, porém amante de animais, pôde finalmente ter o carinho de um gato, mesmo que nas poucas horas que passava na biblioteca. Um homem desempregado, que buscava incessantemente emprego no computador, um dia, baixou a cabeça, chorou e encontrou o olhar meigo do gato, que lhe deu forças para continuar tentando. Uma bibliotecária com uma doença complicada recebeu seu carinho em forma de lambidas ásperas e até mesmo era recebida com um aceno todos os dias quando chegava...

Ele não poderia melhorar a vida das pessoas lhes dando empregos, dinheiro ou mesmo conselhos, mas ele mudou cada pessoa que passou por ele, quando ela entrava desesperançada e em crise e ele deitava-se próximo e deixava sua fofura aquecer seu coração.

Além de ser uma história fofa (admito que chorei à beça, pois é... chorei o livro todo!!! às vezes detesto ser tão emotiva, rsss), a história do Dewey, conta a superação dele. Da Vicky. Da cidade de Spencer. De cada morador e visitante que foram conhecê-lo. Todos eles tem algo em comum. Estiveram numa situação muito difícil e se reergueram. Isso vale para você, querido leitor. Leia. Deleite-se com o texto e se estiver passando alguma dificuldade, ERGA-SE como Dewey. 

Trecho lindo e especial do comecinho do livro, quando Dewey foi encontrado:

Depositei-o sobre a mesa. O pobre gatinho mal se mantinha em pé. As saliências das quatro patas tinham sofrido geladuras e, ao longo da semana seguinte, ficariam brancas e descascariam. Mas, mesmo assim, o bichano conseguiu fazer algo realmente surpreendente. Ele se firmou na mesa e, lentamente, examinou cada rosto. Depois começou a capengar. À medida que cada pessoa estendia a mão para acariciá-lo, ele esfregava a cabecinha minúscula contra a mão e ronronava. Esqueça os eventos horríveis de sua jovem vida. Esqueça a pessoa cruel que o jogou dentro da caixa de coleta da biblioteca. Era como se, daquele momento em diante, ele quisesse agradecer pessoalmente a todos que conhecia por salvar-lhe a vida. 


Tempo: Algo entre três e quatro sentadas... Li durante o horário de almoço e levei 4 almoços para terminar.
Finalidade: Diversão/Auto-Ajuda
Restrição: Pessoas que não gostam de gatos e nem livros com bichinhos.
Princípios ativos: Gatos, Gracinhas, Gotas de Felicidade.



Título: Dewey - Um gato entre livros
Autor(a): Vicki Myron
Editora: Globo Livros
Número de Págs.: 272

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Feliz Dia Internacional da Mulher!!!!

Posted by Aptos on 8 de março de 2013 21:10 in , , ,
E aos 45 minutos do segundo tempo, posto uma imagem em homenagem ao dia internacional da mulher... Amanhã posto uma crônica em nossa homenagem... Infelizmente foi uma semana tensa, não deu para preparar nada antes :-(




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Jogo do Contente - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 7 de março de 2013 06:00 in , , ,
Sua mãe o acordou às 6:30.

"Porcaria de escola."

Sempre estudou à tarde, então levantar tão cedo lhe conferia um ar cômico em sua vã tentativa de parecer zangado com as sobrancelhas arqueadas. Olhou no espelho e fez caras e bocas. Grunhiu... Forçou os músculos do braço magrelo e por fim, arqueou os ombros.

"Ninguém levava a sério sua raiva..."

Ouviu o assovio do banheiro.

"Como ela poderia estar assoviando TÃO CEDO? Sabe o que mais irritava? Ela assoviava enquanto tomava banho frio às 6:30 da manhã. Louca varrida, louquinha de pedra!"

Mas não podia dizer isso. Levantou emburrado para iniciar sua rotina diária. Escova dente-veste uniforme-toma café da manhã.

"Onde diabos foi parar a bermuda jeans do uniforme?"

Olhou vagamente as roupas espalhadas pela cama, papéis caindo da mesinha de estudos e brinquedos espalhados pelo quarto.

"Qual é o sentido em arrumar tudo se logo em seguida, tudo estaria bagunçado novamente?"

Mas, para seu bem e felicidade geral da nação, era melhor sua mãe não ver aquilo tudo, senão ia ter briga.

"Ah, que se foda! Também não vou arrumar nada!" - pensou num súbito surto de coragem.

Mas lembrou do faiscar dos olhos da mãe e sentiu medo. Melhor não despertar a fera já tão cedo. Empilhou os papéis, enfiou a roupa espalhada embaixo do travesseiro e chutou os brinquedos para embaixo da cama. Método-Guilherme de arrumação rápida. Deveria escrever um manual! Voltou para a sala e ligou a TV. O chuveiro já tinha sido desligado, sinal que ela entraria a qualquer momento na sala. Hora de trocar de canal. Contrariado, tirou do desenho e colocou no noticiário.

Apesar de todos os seus esforços ela entrou na sala e um olhar foi o suficiente para choverem reclamações...

- Cadê o uniforme?
- Já tomou café da manhã?
- Porquê está parado sem fazer nada?
- Limpou a caixinha da gata?
- Porque a sacola que você trouxe da casa da sua avó ontem ainda está aqui no sofá?
- Arrumou a mochila do curso?

Ouviu só o blábláblá Curso???? Que curso???? Puxou pela memória e não entendeu, contestou na mesma hora. Detestava injustiça. Mais ainda com ele! Poxa! Ele não tinha feito aquele esforço todo para arrumar o quarto antes dela chegar?

- Não achei meu uniforme, mãe.... E que curso?

A sobrancelha dela arqueou e ele se encolheu entre assustado e admirado. Um dia, ainda saberia intimidar alguém só com aquele olhar! Deu um sorriso de leve e tomou outra bronca.

- Tá rindo porquê? Você não presta atenção em nada! Guilherme, que uniforme? Que uniforme, filho? - sua voz suavizou. Sinal de que ela tinha se acalmado um pouco. Agora era um momento crucial em que estaria pisando em gelo frágil. Qualquer coisa poderia fazê-la gritar. Então escolheu as palavras com cuidado...

- Meu uniforme de escola... não estou achando?

- E para quê você quer o uniforme???

- Ué.... eu não acordei cedo? Não tenho que ir para a aula?

Ela suspirou. Bola fora. Ao menos não parecia mais tão irritada.

- Filho, hoje é SÁBADO!!!!

- Então porquê tenho que acordar cedo? - Achei minha pergunta bastante pertinente. Ela não achou o mesmo e percebi de imediato que tinha escolhido as palavras erradas.

- E o curso preparatório????????? Já esqueceu???? - Tom de voz irritado, mas ainda não estava gritando.

"Isso era um sinal claro de que eu tinha alguma chance de me redimir."

- Desculpa, mamãe, eu esqueci. - e fiz o meu melhor olhar triste. - Não queria ser tão burro e esquecer das coisas, mas eu esqueço... - eu sabia que funcionava quando me chamava de burro. Ela sempre dizia que eu não era e se acalmava....

Ela veio em minha direção e me abraçou. Round 1 - Guilherme 1 x 0 Mamãe... Sorri com o canto da boca.

"Parecia que seria uma manhã boa!" Ela levantou meu queixo e beijou minha testa.

- Gui.... vai vestir uma bermuda agora. Sem vestir a camisa para não derrubar achocolatado. A mochila está pronta?

- Não achei a mochilinha mamãe....

- Mas meu filho! Não é possível! Ontem você chegou da escola com ela e nós passamos seu material para a mochila nova... Onde você colocou a mochilinha? As coisas tem um lugar, Guilherme! Se não colocá-las em seu lugar certo, você nunca vai achar nada. Vamos ao seu quarto. Vou te ajudar a procurar.

Meu coração disparou. "Será que ela perceberia que o quarto estava um pouquinho bagunçado????"

- Guilhermeeeeeeeeeeeeeeeeeeee..
..........

"É... acho que ela percebeu... Melhor ir antes que estrago maior seja feito..."

- O que é essa roupa suja embaixo do travesseiro? E esse monte de sacolas plásticas na sua cama? Assim fica difícil você achar alguma coisa mesmo. Seu quarto está uma zona!

Achou melhor não discutir. Acenou a cabeça e baixou os olhos se desculpando. Ela voltou a sala e surpreendentemente achou a mochilinha sobre o sofá ao lado das almofadas. Não consigo entender... As mães SEMPRE acham as coisas! Eu tinha olhado o sofá todo e não estava ali no instante anterior! Olhei para ela e os lábios se mexiam, mas eu não estava ouvindo. Estava pensando em que tipo de curso seria... Se alguém que eu conhecia estaria lá... Fiquei empolgado. E queria fazer tudo ao mesmo tempo... E então ouvi as últimas palavras:

- Porque estamos atrasados!

Percebi que ela estava me ajudando a arrumar a mochilinha... Arrumando meu caderno, estojo e um pacote de biscoitos dentro da mochila... Ela não parecia mais zangada. Tomei meu café da manhã rapidamente e resolvi esquentar uma caneca de leite para ela. Uma mão lava a outra. Além disso, ganharia uns pontos extras por ser prestativo...

Terminamos de nos aprontar e saímos.

Se eu tinha ficado irritado por acordar cedo, agora podia dizer outra coisa.

- Mamãe.???!!!!!???

- O que é Gui?

- Estou tão tão contente por você ser minha mãe e me ajudar no primeiro dia de curso... se fosse o papai, não teria nem terminado de calçar meu tênis...

Ela sorriu e me abraçou. Round 2 - Guilherme 2 x 0 Mamãe - Guilherme wins!

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Análise da Música Faroeste Caboclo - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 4 de março de 2013 06:00 in , , , , ,
Estava ouvindo no rádio Faroeste Caboclo e prestando atenção à letra. Sempre ouvi, cantei e torci por João de Santo Cristo. Até perceber que na verdade ele foi um vilão. Um anti-herói... Coloco abaixo minhas percepções...

Faroeste Caboclo

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
 
É aqui que começa a história, falando quem era João de Santo Cristo. Santo Cristo tanto pode ser seu sobrenome, como pode ser aquele hábito que o Renato Russo tinha de colocar trechos da bíblia em suas músicas. (já ouviram Monte Castelo???) Ele tenta traçar um paralelo com a história de Jesus, mas fracassa, porque na verdade ele começa contando a história de um maluco ateu e preguiçoso (deixou para trás o marasmo da fazenda - não gostava de trabalhar / ódio que Jesus lhe deu - E Jesus em sua mitologia em algum momento deu ódio a alguém? Ele só falou em amor!) e depois, tenta transformar o João em anti-herói. De cara, ele diz que João não gostava de trabalhar, mas era corajoso. A escolha do nome "João" é para dizer que era um homem do povo.

Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
 
Aqui neste trecho, fala que o menino João, já era revoltado muito antes do pai morrer. (depois vem me dizer que a culpa é da pobreza e da sociedade? Por favor né? Eu fui pobre, tive oportunidade e nunca virei bandida! Veja bem, João já queria ser bandido (vai saber se o pai não era também? Afinal morreu na mão de policiais, né? Renato Russo, acusa a sociedade dizendo que gera bandidos quando oprime o povo, mas será que é isso mesmo?

Ia pra igreja só prá roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar

Não satisfeito de se rebelar contra a escola, ele também se rebela contra as religiosas. Se o estado é culpado pela opressão, o que ele é então? Ele não tinha caráter, não tinha remorso, roubava, trapaceava, e ainda abusava dos mais fracos (roubando o dinheiro das velhinhas)


Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão

Acho que aqui, o Renato viu que ninguém ia gostar do João, que era um filho da puta de marca maior, então fala que era uma pessoa que tinha sonhos e como não podia satisfazê-los, ele agia fora da lei para poder ter aquilo que não teria normalmente trabalhando e sem ter estudo (ele largou a escola, lembram?) O pior de tudo é a manipulação para acharmos que a culpa é da sociedade que fez isso com ele, mas foi ele quem achou um caminho mais fácil, roubando...

Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.

Com doze anos ele era sexualmente ativo. Não se importava com os sentimentos das meninas, simplesmente passava o rodo em geral. Quando o mandaram para o reformatório, não foi sem motivos, ele roubava, enganava, trapaceava, estava fora da escola e ainda possivelmente estuprava meninas. E aí quer se revoltar contra o sistema? Ele caçou motivos para ser mandado para lá...

Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe ou sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.

Ah! Por favor né, Renato? Realmente vemos muita discriminação de negros e pobres, mas nesse caso, não foi o motivo, ele era discriminado por ter aprontado! Fica justificando, se fazendo de coitadinho... Ohhhh só porque sou pobre e preto, as pessoas não gostam de mim e me prenderam. Porra nenhuma! Prenderam porque ele roubava velhinhas, intimidava o professor! Abusava de meninas! Mas é mais fácil culpar a sociedade e se isentar dos próprios erros né?

E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar

Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Estou precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"

Ele era discriminado, mas era um puta sortudo! Como assim ele ganha uma passagem do nada?

E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal

Brasília se torna para ele um lugar mágico, afinal, saiu lá do sertão para uma cidade grande, a capital do Brasil. Sentiu que finalmente ele poderia ser alguém e deixar talvez o passado para trás. Quem sabe ele se redimiria de tudo que aconteceu? Seria talvez uma segunda chance em sua vida.


"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga


Aqui ele finalmente acha que tomou jeito na vida, arrumou um emprego, virou trabalhador, aprendiz, já que não tinha estudo, nem nada...Mas ganhou uma perspectiva de uma vida melhor!

Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô

Trabalhava, mas queria aproveitar a vida. Será que João iria aguentar com seu dinheiro de aprendiz? Afinal, no fundo ele queria uma vida que seu dinheiro não comportava! Queria viajar, comprar coisas, divertir-se como os jovens mais cheios de grana que ele conhecia...


Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar


E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
 
Peruano... Boliviano... Pablo (Escobar?) Rapaz, ele conheceu um traficante! E mesmo assim, não se iludiu de cara, permaneceu trabalhando, tentando continuar sendo uma boa pessoa. Acho que aqui, é que eu comecei a simpatizar com ele. Agora se o dinheiro não dava, por favor né? Pára de ir prá zona na sexta-feira e vai ao mercado! Essa gente que só sabe reclamar em vez de dar jeito na vida!


Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.


Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.

E ele se desviou. Só que ele se sentia meio como Robin Wood. Ele não se via como um traficante explorador do vício das pessoas, ele se via como um salvador, afinal, ele acabou com todos os traficantes, criou o monopólio (e também a máfia! Virou assassino, uma coisa que a priori, ele não era. Afinal, como traficantes somem com outros?

Fez amigos, freqüentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.

Nessa parte, eu tive que rir... Ele tinha grana, era traficante, plantava e vendia drogas, mas a má influência era dos boyzinhos! E para quê roubar se ele tinha dinheiro para comprar? Não era necessidade, era uma maneira de se exibir.




Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"

Queria o quê? Roubar e escapar impune? Dura lex, sed lex! A lei é dura, mas é a lei!

Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general

Agora nada! Ele já era bandido, só piorou!


Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu

Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"

Aqui ele se encantou.,.. Achou que talvez essa vida de bandido não lhe daria oportunidade de criar uma família e ter a mulher que ama, então , resolve voltar a ser trabalhador, mas por quanto tempo ele manteria essa promessa, já sabendo que seria difícil se sustentar como carpinteiro? Sem se aperfeiçoar, procurar um cursinho, tipo um SENAI da vida, ia continuar ganhando mal, Será que o amor por Maria Lúcia seria suficiente para ser superior a insatisfação que ele sentia na vida?


O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João

"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cú na mão


Cara, João de Santo Cristo foi MUITO HIPÓCRITA! Faz-me rir! Tipo, ele era traficante, mas de repente virou ético? Que diferença ele faria se vendesse para jovens ou crianças? Ele matava, roubava, estuprava, traficava, mas em colégio de crianças.... Isso é uma tentativa de retomar uma possível boa indole? Ok... vamos fingir que acreditamos...


E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
"Você perdeu sua vida, meu irmão

"Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as conseqüências como um cão"


Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar

Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina
 
Ele não tinha medo de polícia, capitão ou traficante, como dizia lá em cima, mas aqui, ele sofreu uma ameaça e por causa disso, resolve encher a cara? Cadê a coragem, meu Deus? E aí perdeu o emprego. Veja bem, se ele perdeu o emprego porque faltou, bebeu, não foi a primeira das que ele aprontou. O chefe dele provavelmente já sabia que seria um problema. Quem caçou a demissão foi ele mesmo. Mas... ao invés de procurar outro emprego, o que ele fez? Voltou a ser traficante! Como assim, Bial? Esqueceu do compromisso com a Maria Lúcia? Abandonou a guria do nada! Cadê o tal arrependimento e a possível índole boa? As pessoas não mudam mesmo...

Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar

Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar

Briga de traficantes pelo tráfico do local. "Decidiu usar a arma só depois" - Olha o caô! Ele já tinha se livrado de traficantes antes, se livrar de Jeremias seria fichinha!


Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar

Como se João NUNCA tivesse feito isso! Ele também se metia em festas dos boyzinhos da cidade, também desvirginava mocinhas (aos 12 anos brincando de médico, lembram?) E roubava dinheiro da igreja! E agora vem acusar o Jeremias dizendo que ele era pior?


E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"
Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez

João sumiu no mundo, abandonou a guria, e então Maria Lúcia casou com Jeremias. Cara, a garota tinha sido abandonada! Jeremias, até agora, não fez nada demais. Era tão bandido quanto ele. Mas pelo menos ele foi homem o suficiente para assumir Maria Lúcia e casar com ela! E é claro, João, que era meio maluco e sociopata, achou que tinha sido roubado.

Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou

E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor


E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
Todo mundo é culpado, menos ele mesmo... Ele culpa Jeremias por ter dado uma vida, uma oportunidade à Maria Lúcia, que coitada, tinha sido abandonada... E aí ele resolve, no impulso matar e ainda fala para todos que vai fazer.. O problema todo é que ele ia perder o respeito se mudasse de idéia...


No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir

Persisto defendendo Jeremias aqui... Veja bem, um cara vem, ameaça a vida dele, ameaça a esposa e o bebê dele. E aí ele vai ter peninha? Claro que não. Vai meter bala seja por trás, pela frente... Ele está se defendendo de ter sido chamado ali. 


Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"

Se fazendo de coitadinho... Foi uma criança pobre sim, mas será que ele lembrou de todo o mal todos os crimes, tudo que ele fez? Não... era só uma "vítima". Que mané direitos humanos! Bandido bom é bandido morto!


E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu

Porquê meu Deus, Maria Lúcia faria isso?? Ele foi seu amor? Foi! Mas ela foi abandonada! Mas também, foi iludida pelo Renato Russo como todos nós que ouvimos e cantamos a música e simpatizamos com o João, mesmo ele sendo um filho da puta de marca maior!

"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"

E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor

Todo mundo morre... Jeremias... defendendo seu 'negócio', sua mulher e filho (na minha opinião, ele era o mais correto na história toda), mas foi traído pela piriguete, mulher de malandro. Típica mulher de bandido mesmo... Agora ela se arrependeu depois... Será que de ter permitido que o marido morresse? Quem iria sustentá-la já que os dois homens dela estariam mortos? O suicídio é uma saída fácil. É mais fácil não ter que encarar a família, os amigos depois da merda que fez...


E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV

Affe... povo burro! Não é a toa que assistem Globo, SBT, Record! (aliás, isso deve ter passado no Programa do Ratinho, do "Batman" ou do Wagner Montes!) A mídia manipula. João era santo porque demorou a morrer e talvez tenha gritado frases religiosas... Vai saber? Quem ouvisse a história dele, definitivamente diria que de santo ele não tinha nada!

E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...

Sofrer...

Só queria saber EM QUE PARTE DA HISTÓRIA ELE DISSE QUE FOI PROCURAR O PRESIDENTE. Que nada! Ele ganhou a passagem prá Brasília por sorte e achou que ali teria uma vida melhor. 

Mas... é mais fácil romancear a história dele né?

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