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[Resenha] A guardiã do Portal - Michelle Zink

Posted by Nanda Cris on 25 de agosto de 2014 20:41 in , ,
Oi meninos e meninas!

Como estamos nessa segunda feira encalorada? Aqui no RJ faz um calor do cão, tá punk! Mas vamos ao que interessa! Resenha!

A resenha do primeiro livro, A Profecia das Irmãs, você encontra aqui nesse link!

A capa:


A sinopse:
No instigante A profecia das irmãs, que deu início à trilogia de sucesso de Michelle Zink, a personagem Lia deixou Nova York rumo a Londres. Neste segundo volume, A guardiã do Portal, oito meses se passaram desde que a profecia que já colocou gerações de irmãs umas contra as outras novamente se concretizou.
O clima gótico e místico permanece nesta obra, que narra a trajetória de Lia Milthorpe na busca pelas páginas perdidas do Livro do Caos, a fim de desvendar o restante da profecia: “Nos oito meses passados desde que Sonia e eu chegamos a Londres, ler as palavras da profecia tornou-se um ritual antes de ir para a cama."
Tentando encontrar as outras duas chaves que faltam para ajudá-la na inevitável batalha contra a sua irmã gêmea má, Alice, Lia percebe a intensificação dos seus poderes. Enquanto isso, Alice desenvolve sua magia e tenta roubar o papel de Guardiã do Portal da irmã.
Lia se surpreende com aparições inesperadas e pavorosas de Alice, que, ora se apresenta como uma menina de cachinhos dourados com um cantarolar pueril; ora como a própria Alice, sob um sorriso ambicioso e intimidador; ora como Samael, A Besta, com suas suntuosas asas negras. O poder das Almas permite que o corpo se transforme no que quiser, sendo cada vez mais difícil estabelecer níveis de confiança.
Acompanhada por Sonia Sorrensen – sua aliada e uma das quatro peças-chave para a missão que enfrenta – em um jantar da Sociedade, Lia conhece Dimitri, com quem estabelece uma conexão recíproca e instantânea, que se desenvolve no decorrer da história.
O romance, protagonizado por duas irmãs-gêmeas de 16 anos que se tornam inimigas por carregar a marca de uma antiga profecia, envolve o leitor com sua pegada de mistério, intrigas, suspense e uma prosa inebriante, ao narrar a desafiadora busca de Lia por um indício que revele o caminho da liberdade.

O que eu achei:

Neste livro a autora usa o mesmo subterfúgio do 1. Os 2/3 iniciais do livro são um grande pé-no-saco, mas o 1/3 final faz você querer a continuação loucamente. Eu me pergunto o porque da criatura fazer isso... cara, se consegue escrever bem, escreve tudo direito não é não? Porque cozinhar a gente em banho maria? A leitura se arrastou e eu me perguntei mil vezes porque tinha ficado tão desesperada para ler esse livro. Até que o 1/3 final chegou, eu grudei nas páginas e fiquei louca pra ler o 3. Crueldade isso hem, dona Michelle!

Esquecendo a história paradona temos outros problemas:

  • Reviravoltas totalmente previsíveis. Momentos em que eu pensava "acho que vai acontecer o fato A" e, adivinhem?, realmente acontecia! Imagina se isso não tirou totalmente a surpresa das reviravoltas?
  • O grande amor de Lia por James que vimos no livro 1, amor eterno que nenhuma profecia poderia apagar, é varrido para debaixo do tapete, quando um cara misterioso aparece e "rouba" o coração da nossa heroína. Vem cá, ela é volúvel ou o que? Pensei que amor eterno pudesse suplantar uma carinha bonita com um sorriso sedutor qualquer que surgisse no meio do caminho... mas acho que me enganei!
  • O súbito amor de Dimitri por Lia, tipo "nunca te vi, sempre te amei", ah cara... piegas demais.
  • Poucas aparições da Alice (a gêmea má), eu sei que a história é da Lia, mas a Alice bota um tempero na coisa, sabe como é?
  • A Lia, tão forte no livro 1, se tornou uma sombra de Dimitri. Quando dava qualquer problema, ela olhava em volta procurando seu cavaleiro de armadura brilhante. Ainda bem que aos 45 do segundo tempo ela conseguiu lidar com seus próprios problemas e ganhou meu respeito de novo.
Pegarei agora para ler o Circulo de Fogo, o terceiro livro da saga (e espero que último, porque né? não é nenhum Harry Potter da vida, então pode parar no 3 mesmo, já tá de bom tamanho! kkkk). Espero que o Círculo de Fogo entre na parte interessante mais cedo que seus anteriores, porque mais 2/3 de livro chato.... na TPM ainda... ninguém merece!


E você, já leu esse livro? O que achou?



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[RESENHA] Entrevista com Vampiro - Anne Rice by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 24 de agosto de 2014 09:00 in , , , , , , , ,


E aí PessoALL???  Meu desafio de 20 livros em 31 dias está terminando! Já se passaram 24 e eu já atingi a meta inicial! Foram 28 livros lidos, minha gente! Estou me sentindo uma máquina de leitura!

Alguns livros são tão marcantes, que merecem uma resenha. Não sei se estarei à altura de falar sobre uma obra da Anne Rice (minha primeira leitura dela, diga-se de passagem, mas vou tentar...

Sinopse: Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock.´— Quer dizer que ele sugou o seu sangue? – perguntou o rapaz. — Sim o vampiro sorriu. É assim que se faz.´ Louis, esse vampiro que se recusa a livrar-se das características humanas e aceitar a crueldade e a frieza que marcam os vampiros, continua a contar a história desde o início: ´— Escute, mantenha os olhos abertos – murmurou Lestat, com os lábios encostados em meu pescoço. — Lembro-me que o movimento de seus lábios arrepiou todos os cabelos de meu corpo, enviando uma corrente de sensações através de meu corpo que não me pareceu muito diferente do prazer da paixão...´ É um mundo de uma fantasia impressionante, um mundo gótico, romântico, esse criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector. O texto da autora americana não poderia ter melhor intérprete, talvez mesmo cúmplice.

Well, acho que é quase impossível você nunca ter ouvido falar do livro, da autora ou do filme (uma combinação de Brad Pitty + Tom Cruise + Antonio Banderas é quase impossível de ignorar!) 

E embora eu nunca tenha assistido ao filme, (segundo minhas irmãs, é pura heresia! A mais nova assistiu umas 555 vezes e sabe de cor a maioria das falas e a mais velha alega ter sido uma excelente adaptação além de um filme primorosamente bem feito), eu sempre tive curiosidade tanto sobre o filme quanto pelo livro e autora. A oportunidade de ler surgiu quando uma amiga (oi, Bluna!) pediu o livro emprestado. Como não gosto muito de emprestar o livro sem ler, fui lendo no ônibus...

Agora vamos às impressões: 

Quando iniciei a leitura, confesso que fiquei um tanto quanto entediada com a história, mas acredito que isso era mais um problema meu do que do livro, porque depois de um certo ponto, finalmente a história me fisgou. 

Louis era um vampiro certinho, mas ele era tão cheio de mimimi que eu o detestei! Como assim, cara? Tudo bem querer ser bonzinho, mas não chato e chorão! 

Enfim... o livro começa com Louis contando a história de sua longa vida imortal para um jovem repórter que ele estava espreitando, mas resolve “aproveitá-lo” para contar a sua história, daí o título Entrevista com o Vampiro. A história é narrada por Louis, ao contar os acontecimentos de sua vida ao repórter, alternando momentos de diálogo com o mesmo. Quando ele contava a história em si, eu ficava presa, nem piscava e passava uma página após a outra - mesmo quando me irritava profundamente com a maneira idiota que ele agia. Só que em algumas horas, ele perdia o fio da meada, pois parava para responder às perguntas ao repórter e se tornou na verdade uma longa conversa, às vezes não ficava muito claro quem falava, se Louis ou o repórter, ou mesmo se era alguma fala da história de Louis, nessas horas frustantes eu voltava uma ou duas páginas para tentar me situar novamente na história. Talvez se eu estivesse lendo sossegada num canto, não teria passado por isso, mas estava num ônibus saltitante e perdia o foco várias vezes nas curvas e freadas.

Louis era o filho mais velho de uma família e por isso assumiu os negócios da família. Um dia, seu irmão morre e ele se culpa por palavras ruins que falou para o irmão e podem ter sido o fato que desencadeou a morte dele. Daí ele começa a se colocar em perigo em busca da morte por causa da culpa que sentia. Como aquela frase diz: "Quem procura, acha" e é assim que a “morte” o encontra, na face de um vampiro sádico e cruel, Lestat. Louis acaba se entregando enfeitiçado pelo seu poder e beleza e cedendo à sua vontade. Passado os momentos iniciais, Louis começa a descobrir a verdadeira face de Lestat, ao mesmo tempo em que se desencanta progressivamente com sua vida vampiresca.

E aí, a equação que não fecha, é que Louis se recusa a perder a sua humanidade, ou pelo menos a humanidade que ainda lhe resta. Quase como se ele esperasse não perder sua alma, mantê-la intacta dentro de si. Ele mantém uma alma humana num corpo de vampiro. Fica desesperado cada vez que seu amor pelos humanos é sobrepujado pela necessidade de ter que matá-los para sobreviver.

Anne Rice capricha nos detalhes e desnuda todas as camadas da alma de Louis. Enxergamos nele todo desespero de ter se tornado um vampiro, ou melhor, um monstro... Louis é um personagem intenso e que busca respostas naquilo que o atormenta todos os dias. Seriam os vampiros obra do demônio ou de deus? Deus e o diabo existem? As mortes que causa  são grandes tormentos para sua mente questionadora e inquieta. 

Louis despreza Lestat. Despreza a crueldade, a futilidade e principalmente a falta de cultura dele. A relação deles se desgasta cada vez até que um dia, Louis encontrou Claudia em um quarto, abraçada ao cadáver da mãe e não resistiu e a mordeu. Quis então deixar de viver com Lestat, acreditando tê-la matado.E então, Lestat acorda a menina e transforma em vampiro como um presente para Louis.

Claudia chega a eles como uma forma de manter Louis junto a Lestat, criando um ambiente “familiar” ou uma responsabilidade quase humana para Louis, por ter de cuidar e acompanhar a criança imortal. O problema é que ela começa a história com 5 anos, mas sua mente se desenvolve enquanto seu corpo não, permanecendo eternamente com a aparência de uma criança. E como sua mente se desenvolve, ela se torna uma adulta manipuladora e fria, principalmente fazendo com que Louis faça todas as suas vontades já que ele se sente culpado pela transformação dela.

A história se desenvolve por com a relação dos três, cada qual lidando com seus demônios pessoais. Mais tarde surge o vampiro Armand, mas não falarei sobre ele, senão darei um puta spoiler da história... Ele surge num contexto já bastante avançado da história, mesmo assim, ele se torna uma personagem muito importante no livro.

E para finalizar, depois de passar por Paris, finalmente Louis volta sua cidade e fica bem evidente a constante busca pelas origens dos vampiros, do conhecimento de si, de sua natureza e suas reflexões morais.

É um livro muito denso e com várias frases que me marcaram muito. De todas, as duas melhores são relativas à maldade em si: 

“O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil.” e “O mal é um ponto de vista.” 

É um livro denso, se você passar pelo mimimi do Louis e todas as reflexões, você começa a achar o livro fantástico e com uma visão totalmente diferente dos vampiros. Finalmente conseguimos ter um vislumbre da mente deles.





Tempo: 1,5 horas
 Finalidade: Vampiros de verdade!
Restrição: Pessoas que não gostam de terror/vampiros.
Princípios ativos: Terror Sobrenatural

Autor: Anne Rice (tradutora: Clarice Lispector)
Editora: Rocco
ISBN: 9788532501028
Páginas: 334


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{Resenha} Entre o agora e o sempre

Posted by Nanda Cris on 17 de agosto de 2014 22:03 in , ,
Oi oi oi!

Tudo bem por aí? Por aqui tudo bem e hoje venho falar sobre a continuação da história de Camryn e Andrew. A resenha do primeiro livro, você pode ver aqui neste link.

Se antes a capa era com Camryn, agora temos Andrew.


A sinopse:

Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma — e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.

O que eu achei:

É como a Paty disse: o livro dois não foi tão bom quanto o um. Verdade.

Achei que tinha muita parte que era enrolação, algumas neuras que pintavam na cabeça de Camryn que não tinham sentindo nenhum, o final clichê total, e a reutilização de uma artimanha que a autora já tinha usado no final pra dar sustinho (quem lembra a visita no cemitério do livro 1, sabe do que estou falando)... tudo isso tiraram um pouco o impacto da história. Poderia, facilmente, ter ficado só com o livro 1. O final foi satisfatório, não tinham pontas soltas, o livro 2 foi totalmente desnecessário. A autora deixou um gancho para um livro 3, agora focando em outro casal. Sinceramente? Não sei se compraria outro livro dessa mesma história sabendo que a autora tem mania de descrever igual coisas diferentes (rs).

Enfim, leia se vc não tiver nada melhor para fazer, mas, se tiver, leia só o "Entre o agora e o nunca", se surpreenda com a história e fim. A autora, J.A.Redmerski, me deixou meio com o pé atrás, não sei se ela vai conseguir escrever um terceiro livro que não seja mais do mesmo. E o mundo tem tantos livros bons ainda para ler.... melhor poupar nosso tempo e dinheiro não? Rs.

E você, já leu? O que achou?



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[Resenha] A Tormenta das Espadas

Posted by Nanda Cris on 16 de agosto de 2014 09:57 in , ,
Bom dia, leitores!

Hoje é um lindo e maravilhoso sabadão... já escolheu o que vai ler? Eu venho aqui falar um pouco sobre um livro que eu demorei 2 anos para ler (sim, pasmem!)


Sinopse:
A tormenta de espadas, o terceiro livro da série de George R. R. Martin, onde os Sete Reinos já sentem o rigoroso inverno que chega, mas as batalhas parecem estar mais cruéis e impiedosas. Enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas, Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, que se encontra entre eles, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Arya continua a caminho de Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá grande dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam. Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos. No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância, mas antes ela precisará aportar às desprezíveis cidades dos escravagistas. Mas a menina indefesa agora é uma mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar em uma conquistadora impiedosa? 

O que eu achei:

Primeiro vou explicar porque demorei 2 anos para ler! Não, o livro não é chato nem nada disso. O meu problema é que acompanho a série pela HBO e aí fico sempre naquele dilema: ler o livro primeiro ou assistir a série primeiro? Se eu ler o livro, vou saber o que vai acontecer e vou ver a série e ficar pensando "no livro não é assim", "isso foi mal adaptado" e blá blá blá. Gerando o que? Frustração! Mas, em compensação, se eu vejo a série primeiro (caso das 4 temporadas que já passaram) eu fico sem motivação para ler o livro, daí os 2 anos lendo. Eu sempre passava outros livros na frente e esse ficava lá, como "lendo" no Skoob, quando ele estava mesmo era pegando poeira. Entenderam meu dilema?

Enfim, terminadas as explicações, vamos ao que eu achei: este livro é uma junção da temporada 3, com a 4 e com um spoiller sinistro da quinta lá no finzinho. Obviamente que eu não vou contar o que é, mas adianto que o livro termina bombasticamente, eu fiquei um tempão me perguntando: "Hã? Como pode? OMG!".

Vale a pena, obviamente. O melhor de ler os livros é que ouvimos os pensamentos do personagem. O que temos só como supor ao assistir a série, no livro sabemos com certeza o que moveu cada personagem a fazer o que. Sem contar que, como sempre nas adaptações, os detalhes são bem diferentes. Só para vocês terem uma ideia, o ataque à Muralha pelos selvagens foi extremamente simplificado na série. Entendo que são só 10 capítulos, mas aí entra o que eu falei do livro x série: quando eu assisti a série, amei o ataque à muralha, torci e me desesperei, porque não sabia o que vinha. Quando eu li o livro fiquei pensando: "que adaptação tosca", ou seja, se eu tivesse lido antes ia ficar frustrada por faltar um mundo de informação.

Enfim, recomendo o livro pros fãs de GOT ou até mesmo para os que só curtem um bom livro de capa-espada recheado de jogos de poder. Mas definitivamente só vou ler o livro 4 (O Festim dos Corvos) depois de passar a quinta temporada, porque não quero ver a série e odiar.

E vocês, já leram? Preferem ver a série antes ou depois de ler o livro? Me contem tudo!



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[RESENHA] Ele está de volta - Timur Vermes by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 6 de agosto de 2014 00:23 in , , , , , , ,

E aí PessoALL???  Hoje é o quinto dia do Desafio de 20 livros em 31 dias. Já estou no quarto livro o que me dá esperanças de conseguir cumprir a maratona inteira! 

Prontos para mais uma resenha?

Sinopse - Ele Está de Volta - Timur Vermes
Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Vivo. As coisas mudaram: não há mais Eva Braun, nem partido nazista, nem guerra. Hitler mal pode identificar sua amada pátria, infestada de imigrantes e governada por uma mulher. As pessoas, claro, o reconhecem — como um imitador talentoso que se recusa a sair do personagem. Até que o impensável acontece: o discurso de Hitler torna-se um viral, um campeão de audiência no YouTube, ele ganha o próprio programa de televisão e todos querem ouvi-lo. Tudo isso enquanto tenta convencer as pessoas de que sim, ele é realmente quem diz ser, e, sim, ele quer mesmo dizer o que está dizendo. Ele está de volta é uma sátira mordaz sobre a sociedade contemporânea governada pela mídia. Uma história bizarramente inteligente, bizarramente engraçada e bizarramente plausível contada pela perspectiva de um personagem repulsivo, carismático e até mesmo ridículo, mas indiscutivelmente marcante. 

Sabe quando você tem um lado horrível que você não deixa transparecer? Tipo quando você ri por dentro quando alguém se machuca ou quando é maltratada, tem uma raiva súbita e deseja que alguém se dê mal? Pois é... Esse livro me deixou engasgada e com essa sensação.

Acredito que qualquer pessoa hoje em dia saiba quem foi Adolf Hitler e o que eles fez. E não conseguimos entender como um país inteiro, milhões de pessoas se deixaram seduzir por aquele discurso inflamado e faziam realmente coisas horríveis. Pensamos assim, porque não vivemos naquela época e por mais esclarecidos e inteligentes que somos, pouquíssimas pessoas não sucumbiriam às suas idéias.

Comecei a ler o livro despretensiosamente, esperando rir muito de um homem do passado, com um ego do tamanho do mundo e ainda por cima uma personalidade famosa (cruel, mas definitivamente conhecido) aparecendo do nada no presente - 66 anos após a sua suposta morte.

A primeira sacada do livro, é genial. Como uma amante de história ler "Ele veste seu uniforme completo, que cheira a combustível, e sente uma forte dor de cabeça" faz a gente matar a charada de cara! São indícios de que a história continua a mesma: há mais de 60 anos Hitler de fato se matou com um tiro e depois teve o corpo queimado.

Mas a história segue adiante, ele age como o Führer e é descoberto por um "caça-talentos" que resolve fazer um programa na TV satirizando o nazismo. Seus discursos são sérios, mas na verdade, ninguém o leva a sério. Apenas imaginam que é mais um comediante representando um papel.

Psicologicamente o livro me incomodou. Eu não queria "gostar" do Hittler, mas Timur nos apresenta o lado carismático, sedutor e que apresenta boas idéias. Ele realmente tem intenções de tornar a Alemanha melhor e não se conforma que com tanta tecnologia as pessoas tenham escapado de sua capacidade de pensar, ter suas próprias idéias. 

Timur é alemão e toma cuidado em contar a história de maneira que seja construída em fatos e personalidades reais. Por isso, em alguns momentos, a narrativa se torna maçante por conter passagens longas em que Hitler descreve com incredulidade coisas que são extremamente comuns para nós (Tv de Led, celulares, lavanderias!)

Quando Timur começa a contar a história, você se assusta e sente um arrepio sinistro ao pensar como seria se o Hittler aparecesse hoje com novas idéias e cheio de "boas intenções". Ele é carismático, mas a maneira fria e calculista que ele assume quando começa a analisar o que deveria fazer para tornar seu discurso conhecido. Gostei de como o autor colocou isso, fugindo dos clichês.

Para finalizar, o livro nos traz uma crítica ao nosso modo de vida . As pessoas são superficiais e dão valor à muitas coisas desnecessárias e supérfluas. A sociedade se acomodou e não tenta mudar o que está errado e não funcionando. Assim Hittler acredita piamente que tem que retomar o poder para colocar a Alemanha de volta aos trilhos. Ele está perdido no século XXI e tudo está fora de ordem; o país precisa de um pulso firme e de um salvador a altura.

Timur focou no Hitler do passado, porém utilizando a tecnologia e a possibilidade de "converter multidões" através da internet. Sabemos que uma pessoa com carisma e que souber tocar nos pontos certos, pode facilmente mover o mundo a seu favor - ainda mais com nossos meios de comunicação em massa: TV e Internet. 

Os discursos chatos foram se tornando inflamados e até mesmo eu, me senti seduzida por algumas idéias. Eu nunca fui a favor do Hitler real, mas a maneira como o autor conta a história e acredite, ele usa as mesmíssimas idéias do Hitler original... Ainda assim, ele consegue te fazer torcer para o vilão. 

Achei perfeito ele falar tanto da segunda guerra como nos atualizar com a política e economia alemã atual. O livro, faz uma crítica sutil tanto ao governo bem como é tão fácil um louco xiita subir ao poder graças a nossa mídia. 

Leia se tiver coragem e mente forte para resistir ao carisma do monstro sedutor!






Tempo: 9,5 horas
 Finalidade: Reflexão sobre como é fácil colocar um louco xiita na mídia.
Restrição: Sem restrições.
Princípios ativos: Humor/Crítica Social

Livro: Ele está de volta
Autor: Timur Vermes
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575293
Páginas: 304


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Keep Calm and Challenge Accepted! by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 4 de agosto de 2014 17:06 in , ,


Pois é gente, tem um tempão que eu não apareço por aqui... Apareci vagamente para falar sobre a Maratona Literária mas nem escrevi um post dizendo como foi o fim dela #shameonme!

Enfim... Eu não tenho escrito tanto, porque estou numa fase mais introspectiva. Eu leio muito. Sem parar. Leio no ponto do ônibus, enquanto eu o espero (e já perdi vários por não levantar os olhos do livro!), leio dentro do ônibus (na maioria das vezes dispenso a soneca!), leio enquanto caminho para a hora do almoço (e já tropecei muito! malditas pedras portuguesas!) e mais... eu corto a comida toda no prato para comer com uma mão e deixar a outra livre para segurar o livro e até em casa, eu meio que larguei a internet de mão e passo horas lendo. Quando a pessoa está deprimida, dorme sem parar, acho que no meu caso é um tipo de depressão ao contrário. 

Além de ler bastante nesse ritmo intenso, eu também leio rápido. E aí comecei a manter uma média de 15 livros lidos por mês. É uma boa marca, se considerarmos que o brasileiro lê em média 4 livros por ano.

Então... Daí como todo mundo sabe, a zoeira nunca tem fim, então até quando o Brasil tomou aquela surra de 7x1 a galera zoou "Começa o jogo do Brasil e a Sammy também começa a ler... Driblou, matou, gol da Alemanha, Sammy terminou um livro, gol da Alemanha, impressionante, a Sammy terminou mais um..."

E por causa disso, uma amiga querida me fez um desafio e tanto: "Duvido que você leia 20 livros num mês".

E aí virou questão de honra! Não determinei quais serão os títulos dos livros vou ler, porque o importante é chegar ao fim da tarefa, certo?

Vou atualizando aqui conforme as leituras são feitas:

Dia 03/08/14- Fim - Fernanda Torres (208 pág) - RESENHA
Dia 04/08/14- Travessia - Ally Condie (280pág)
Dia 05/08/14- Ele está de volta - Timur Vermes (304pág) - RESENHA
Dia 06/08/14- A arte de se fazer respeitar - Barbara Berckhan (160pág)
Dia 06/08/14- Antes do 174 - Janda Montenegro (80pág)
Dia 07/08/14- Quatro medos - Verônica Roth (27pág)
Dia 07/08/14- A Filha do Fabricante fogos de artifício - Philip Pullman (112pág)
Dia 08/08/14- Psicologia nas Organizações - Vilma Cardoso Regato (160pág)
Dia 08/08/14- O menino que perdeu a magia - Celly Borges (128pág) - RESENHA
Dia 09/08/14 - Depois do Caos - Maria de Regino (110pág)
Dia 09/08/14 - A ordem dos futuros - Ricardo Gouveia (144pág)
Dia 09/08/14 - Os guerreiros do tempo - Giselda Laporta Nicolellis (88pág)
Dia 09/08/14 - O sobradinho dos pardais - Herberto Salles (92pág)
Dia 10/08/14 - Entrevista com Vampiro - Anne Rice (334pág) - RESENHA
Dia 11/08/14 - A Tempestade - Shakespeare em mangá (216pág)
Dia 13/08/14 - Quando as bruxas viajam - Terry Pratchett (301pág)- RESENHA
Dia 15/08/14 - Contos do Esconderijo - Anne Frank (170pág)
Dia 16/08/14 - A Civilização Inca - Henri Favre (106pág)
Dia 16/08/14 - A Civilização Maia - Paul Gendrop (111pág)
Dia 17/08/14 - Big Bang, a teoria - George Beham (336pág)
Dia 18/08/14 - The Walking Dead - a queda do governador - Robert Kirkman, Jay Bonansinga (265pág) - RESENHA
Dia 19/08/14 - Fargo - Ethan Coen & Joel Coen (136pág) - RESENHA 
Dia 19/08/14 - O homem que sabia javanês - Lima Barreto (70pág) 
Dia 20/08/14 - Liberta-me - Tahereh Mafi (444pág) - RESENHA
Dia 20/08/14 - Fragmenta-me - Tahereh Mafi (70pág) - RESENHA
Dia 22/08/14 - Gone: O Mundo Termina Aqui - Michael Grant (518pág) 
Dia 23/08/14 - Millôr 100 + 100: Desenhos e frases-  Millôr Fernandes (264pág
Dia 24/08/14 - Eu, Malika Oufkir: Prisioneira do Rei - Malika Oufkir & Michèle Fitoussi (328pág) 
Dia 25/08/14 - Cuca Fundida - Woody Allen (152pág)
Dia 26/08/14 - O Guerreiro Pagão - Bernard Cornwell (335pág)
Dia 27/08/14 - Sacramento - Felipe Cangussu (400pág)
Dia 28/08/14 - O novo direito empresarial - Paulo Nevares (170pág)
Dia 29/08/14 - A vida do livreiro A.J. Flikry - Gabrielle Zevin (192pág)
Dia 30/08/14 - O diamante do tamanho do Ritz e outros contos - F. Scott Fitzgerald (134pág)
Dia 30/08/14 - A Cruz de Morrigan - Nora Roberts (364pág)
Dia 31/08/14 - A Guerra dos Tronos HQ III - George R.R. Martin (360pág)



Livros    : 37/20 (185%)
Páginas : 7.873/5.000 (158%)

E agora? Para ser honesta, nem eu acredito que vá conseguir... E não é que consegui atingir a quantidade de livros? Agora só falta conquistar a quantidade de páginas! E essa brincadeira no mural do Facebook, ganhou adeptos!

20 LIVROS EM 31 DIAS 
Érika Daniela - 20/20 (100%) - 1ª
Maria Clara Teixeira - 20/20 (100%) - 2ª
Luana Lima - 19/20 (95%)
Nedina Agatha Borboleta - 16/20 (80%)

10 LIVROS EM 31 DIAS
Renata Cardoso - 11/10 (110%) - 3ª
Celly Borges - 9/10 (90%)
Lilian Sinfronio - 9/10 (90%)
Cláudia Valéria Miqueloti - 8/10 (80%)
Hannah Rocco Salgueiro - 6/10 (60%)






Atualização: 
As meninas do Mundo de Tinta Luana Lima e Agatha Borboleta também aderiram ao desafio! 
Maria Clara também entrou nessa! 
Confira aqui no Diário de Leitura em Baixa Velocidade


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[RESENHA] Fim - Fernanda Torres by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 3 de agosto de 2014 06:00 in , , , ,

Sinopse: O primeiro romance de Fernanda Torres, consolida sua transição para o universo das letras e mostra que nesse âmbito é uma artista tão completa quanto no palco ou diante das câmeras.
O livro focaliza a história de um grupo de cinco amigos cariocas. Eles rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos.
Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos - mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer. 
São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão - ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações.
Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas frutos da arguta capacidade de observação da autora.
Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia. 
Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação, densidade sem chatice: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?



Começar uma história pelos finais, é até relativamente comum... Chamamos de "prólogo" e contamos uma cena final para depois desenrolar a história. 

Mesmo assim, Fernanda Torres conseguiu fugir desse lugar-comum e ela não apenas se resume à cena final do livro. Ela começa a história, mostrando como cada um dos cinco amigos morreu - para depois deixar o morto contar sua história, suas frustrações, suas infelicidades e perdas. Não é apenas um "defunto-autor" como Brás Cubas de Machado de Assis. Sabe aquela história de "vi minha vida inteira passando na minha frente naqueles últimos instantes"? Pois é... ela fez isso. 

A história foca em 5 amigos (Álvaro,  Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro) e cada um é infeliz à sua maneira.  


A história começa com Álvaro. Eu o deteste. Mesmo com falas perfeitas, ele tinha um jeito cru de falar da vida. Nem com toda tristeza dele, achei que ele fosse digno de pena. Foi infeliz e fez sua família infeliz. Mas não posso negar a perfeição dos pensamentos: 

"A queda é a maior ameaça para o idoso. ‘Idoso’, palavra odienta. Pior, só ‘terceira idade’. A queda separa a velhice da senilidade extrema. O tombo destrói a cadeia que liga a cabeça aos pés. Adeus, corpo."

Mesmo não gostando dele, foi o personagem que mais me marcou, com as melhores tiradas. E mesmo sendo um chato, na minha opinião, foi o mais bem construído.

Depois veio Sílvio, a luxúria em pessoa. Zombava da vidinha comum dos amigos e fazia questão de ser o rebelde sem causa da turma...

Ribeiro me deixou nostálgica, um dos que eu mais gostei. Passou a vida vivendo com uma e amando outra que não poderia ter. Ele é o mais cheio de dúvidas e incertezas. Era infeliz porque ficou sempre no "e se?"

Neto era o mais certinho, manteve o casamento até o fim apesar de todos os percalços não conseguia viver sem sua mulher. 

E o Ciro, bonito, interessante, aquele que todos admiravam. Na minha humilde opinião o mais canalha. 

Apesar de ter profundas reflexões, o livro não tem uma história. Tem relatos de 5 homens diferentes, algumas vezes, relatos de pessoas próximas após a morte deles, mas senti falta da consistência de uma narrativa. Isso me deixou meio perdida.

Outra coisa que me incomodou muito na história foram montes e mais montes de frases feitas como "a razão de ser", "pernas bambeando", "coração palpitante" e "tiro de misericórdia" me deram muita vontade de rir - nessas horas, ela perdia toda a genialidade demonstrada um ou dois parágrafos antes e se tornava tão clichê como alguém que está começando agora a escrever.

Foi um bom livro, "apesar de" toda repetição (em um  momento, eu senti que estivesse lendo os evangelhos da bíblia, cada pessoa narrando um mesmo momento pela sua ótica!). Ainda assim, não queria dar só 3, mas ele também não merecia as 4 estrelinhas. Ganhou três por todas as tiradas geniais e em muitos momentos com uma narrativa num misto de madura e crua. Muitas vezes eu senti minha alma desnudada com as falas deles. 

Até recomendo - mas apenas para quem tem coragem de ver a vida como ela é e reconhecer em si mesmo todos os defeitos que cada personagem apresentou - tudo aquilo que escondemos dos outros.







Segue um vídeo da Fernandinha Torres lendo um trecho do livro:





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