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Educação ou Formação?

Posted by Marcinha on 23 de junho de 2013 06:00 in , , , , , ,
Não costumo falar de política, de sociedade, de movimento cultural, de economia ou de qualquer outro tema que movimente a coletividade rumo a evolução. Me afastei dessa temática desde que tomei conhecimento de como funciona a máquina do Estado, lá nos meus 18 anos, quando eu usava uma estrelinha vermelha do PT no peito. Desde muito tempo, eu me alienei, voluntariamente.

Mas... não podemos negar que esse levante inesperado do povo cordeiro brasileiro tem dado o que pensar até mesmo aos mais céticos. Por todos os lados as pessoas têm comentado as manifestações públicas, e até mesmo aqui no Retalhos esse tema já foi abordado pela nossa colaboradora Sammantha Freitas no texto "Toda revolução começa com uma fagulha..."  Pois este texto foi a semente do que posto aqui hoje.

Mas não vim falar de política. Vim falar de educação. Sou professora formada. Lecionei por quatro anos apenas. Ver a educação de perto foi que bastou para que eu decidisse abandona-la para sempre. Mudei de profissão.

Voltando ao texto, Sammantha cita que, entre outras coisas, o Brasil precisa de Educação. Mais educação, mais escolas, mais crianças e jovens nas salas de aula. Será? Ou será que o que o brasileiro precisa é de Formação?

Vamos dar uma olhadinha no dicionário:

e.du.ca.ção

Substantivo feminino.

1.
Ato ou efeito de educar(-se).
2.
Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.
3.
Civilidade, polidez. [Pl.: –ções.]

§
e.du.ca.ci:o.nal adj2g.

for.ma.ção

Substantivo feminino.

1.
Ato, efeito ou modo de formar.
2.
Constituição, caráter.
3.
Modo por que se constituiu uma mentalidade, um caráter.
4.
O conjunto dos elementos que constituem um corpo de tropas.
5.
Conjunto de aviões em voo, de navios de guerra em operação, etc.
6.
Anat. Nome genérico de estrutura ou parte dela, e que tem aspecto definido. [Pl.: –ções.]


Sublinhei os significados mais pertinentes a minha idéia, destacando-os. Eu vejo da seguinte forma: educação é importante, e você aprende na escola, sim. A escola te instrui, te ensina civilidade. Mas na minha opinião, não tem a obrigação de te ensinar princípios. A formação de caráter, de valores, pode ser complementada pela escola, mas... é uma atribuição da família.

Sammantha escreveu: "Mas você, caro leitor, comete diariamente pequenos atos ilícitos - Se não comete, já cometeu ou ainda vai cometer. Não há ninguém que se salve."
"Quer um exemplo? Vamos lá... Você já recebeu algum troco errado? Devolveu? (...) Já pagou um "café" para um guarda? Já andou com carteira de motorista vencida? Já colou numa prova? Já levou alguma caneta, clips, papel do trabalho para casa? Já fingiu que estava dormindo para não ceder lugar no ônibus? (...) Já levou alguma revista do consultório médico para casa para ler? Não importa qual ato você cometeu. Não existe menor ou maior."

Analisou os atos? Não estamos falando só de crimes. Estamos falando de ética, consciência, honra.
Eu não vejo isso no brasileiro. Vejo hipocrisia.

Vou dar um exemplo. Em 1994 a banda brasileira de heavy metal Sepultura, reconhecida bem mais no exterior que em nosso próprio país, subiu ao palco do Hollywood Rock, no Brasil, festival que reuniu outras grandes bandas internacionais. Max Cavalera, vocalista do Sepultura, sempre teve orgulho de se propagandear brasileiro e subiu ao palco com uma bandeira do Brasil, na qual se enrolou como num manto durante um momento do show. Por causa de um breve incidente, onde o músico tropeçou na referida bandeira, ele foi escoltado até a delegacia ao final da apresentação da banda e preso, sob a acusação de ter pisado em um dos nossos Símbolos Nacionais.


O que dizer... o "cabeludo" já está errado. Esse negócio de heavy metal, o cara todo tatuado, não é boa coisa... com que direito ele quer se enrolar no nosso símobolo augusto da paz? Não! Põe esse cara na cadeia! Nem é ano de copa!

Agora... vai que fosse ano de Copa do Mundo, não é verdade? Aí pode.... pode tudo....



Devo comentar mais alguma coisa sobre isso? Devo falar de respeito... e limites? Não, né? É... vocês entenderam.

Vou dar outro exemplo. Tive um professor de Geografia no curso pré-vestibular que era um cara altamente politizado. Ele trabalhava também em uma escola que tinha uma cantina particular em seu interior, e aumentou repentina e absurdamente o preço da merenda. Dinaldo, esse professor, organizou os alunos em uma passeata no pátio da escola com cartazes e tudo o mais e os insulflou a boicotar a cantina. A pesseata e o boicote foram um sucesso. E culminaram na demissão dele.

O sistema não permite esse tipo de anarquista contaminando as ovelhas os jovens com esse tipo de idéias. É por essa ameaça velada que a maioria dos profissionais de educação se omite, ensinando tão somente o que está nos currículos escolares. Valores, cortesia, honestidade, lealdade, justiça... tudo isso fica em segundo plano, até mesmo em último. Não conte com a escola para ensinar nada disso.

Voltemos à temática atual, que me trouxe a este post. O povo está se mobilizando, o "gigante deitado" finalmente está desperto. Os manifestantes estão nas ruas, gritando palavras de ordem, reivindicando seus direitos, dizendo um sonoro "basta" à corrupção neste país. Lá estão os trabalhadores, os estudantes, os militantes políticos, os cidadãos politizados erguendo sua voz e protestando! Mas.... no meio destes existem tantos aproveitadores... vândalos, baderneiros... infiltados, depredando e saqueando.



Em última análise, eu acredito que os valores que regem a nossa conduta, guiam as nossas escolhas, nos ditam o certo e o errado são os únicos parâmetros capazes de criar uma sociedade mais justa. E esses valores vêm de berço, vêm da família, vêm do exemplo, e você os carrega para sempre em seu coração.
Quando um office-boy for incapaz de levar um clipe de papel do escritório para casa e um político for incapaz de desviar verba púlblica prejudicando a população, saberemos que as TVs estão desligadas à noite, e pais e filhos, finalmente, estão conversando.

Para terminar, eu peço apenas mais um momentinho do seu tempo. Eu ficaria feliz se você lesse o texto abaixo em voz alta. É retirado de um filme, Coração de Dragão, e não é nada demais. Mas declare esse juramento para si mesmo e reflita sobre como se sente. Creio que é de uma dose de algo assim que todo brasileiro precisa.

Juramento ao Velho Código
“Um Cavaleiro Jura Bravura,
Seu Coração Só Tem Virtudes,
Sua Espada Defende O Oprimido,
Seu Poder Apóia Os Fracos,
Sua Palavra Só Fala A Verdade,
Sua Fúria Destrói A Maldade.”

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Dicionário de Palavrões!?!

Posted by PatyDeuner on 5 de junho de 2013 06:00 in , , , , ,
Navegando pela net essa semana, deparei com o lançamento de um dicionário no mínimo curioso, cuja primeira edição com 10.000 exemplares lançada no início de maio, teve um sucesso inusitado de vendas, esgotando-se em menos de um mês. É o “Pequeno Dicionário de Palavrões”, publicado pelo linguista francês Gilles Guilleron.
                                         
O linguista deixa claro que sua intenção é mostrar como uma linguagem essencialmente oral, que não é ensinada nas escolas nem utilizada na vida social, é transmitida entre gerações e consegue manter sua vitalidade, apesar de ser algo "subterrâneo e marginal, que geralmente exprime tabus, como o sexo". Em sua avaliação, os palavrões têm a "virtude de aliviar o estresse e a agressividade" e representam uma "prova de evolução das relações sociais".

É claro que muitos devem ter visto essa reportagem publicada em maio desse ano, mas queria compartilhar aqui no blog para podermos realmente pensar sobre o assunto. Como pode um tema sobre “palavrão” ser transformado em livro e ser um sucesso editorial? 
Em minha opinião a resposta é muito simples: falar palavrão é humano, faz parte da nossa sociedade há séculos e sua pronúncia só vem a confirmar nossa humanidade.
 O palavrão pode ser sutil e brando, ou obsceno e grosseiro, variando de acordo com lugar, pessoa ou acontecimento. Acredito que nem os mais puritanos passaram pelo mundo sem ao menos pronunciar um palavrão, mesmo que de teor mais brando, como por exemplo, “merda”, que embora não seja exatamente uma palavra obscena, não deixa de ser ofensiva à pessoa ou coisa que lhe é direcionada. Mas no geral os palavrões são realmente grosseiros e possuem relação direta com  sexo. Agora, vamos combinar,  xingar com palavrões resume toda uma lista de coisas que você gostaria de dizer naquela hora...e o alívio é imediato!

Eu pergunto pra vocês: o palavrão é imoral e é contra todos os códigos de educação da sociedade?
 Eu diria que sim, na minha humilde opinião. Mas há também o lado positivo. Xingar um palavrão sempre alivia nosso stress, desinibe nossas tensões e ameniza a agressividade. E podemos dizer que nos tornamos bem mais civilizados depois de um desabafo com palavrões.

Jorge Amado já fez a seguinte consideração sobre o palavrão:

“Considero que o chamado palavrão é uma palavra igual a todas as demais, que por uma circunstância qualquer tornou-se maldita; no fundo uma palavra vítima de preconceito.”

O conceito de palavrão é muito mais complexo do se imagina. O que realmente definiria uma palavra como palavrão? As opiniões podem ser muito contraditórias.

Voltemos à “merda” (nesse caso lhe pareceu ser um palavrão?).

Na frase: “Ele só faz merda.”, podemos tirar duas interpretações:ou ele é muito ruim nas coisas que faz (que teria o sentido pejorativo), ou ele faz o que todos nós fazemos... não é mesmo? Aliás, a palavra (ou palavrão) “merda”, é a mais rica da língua portuguesa, pois pode ter vários significados em várias situações diferentes. Por exemplo:

“Onde fica essa merda?” – Estamos falando de uma posição geográfica...

“Ele está na merda.” – É a afirmação da situação financeira de alguém.

“Puta merda!” – Pode ser tanto uma interjeição de espanto quanto de admiração.

É como nosso adorado Luiz Fernando Veríssimo fala na sua crônica "O direito ao Palavrão":

“Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.”

Mas lembrem-se: há momentos e lugares em que arroubos descontrolados de palavreado obsceno podem te deixar em maus lençóis ou transformar você em um completo babaca mal quisto. Portanto...vê se não fala muita merda!

Se mais alguém quiser debater esse assunto, argumentar o que foi dito ou acrescentar suas opiniões, deixe seu comentário nesse post que adorarei interagir  sobre o tema.

Só tenho uma última coisa a dizer. Se esse dicionário fosse dos palavrões brasileiros (precisaríamos de misericórdia!) eu com certeza compraria.
E você?

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