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Patrulha da Língua Portuguesa - Uso do Infinitivo na internet [dicas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 12 de janeiro de 2015 06:00 in , , , ,


Uso do Infinitivo

E aí galera! Feliz Ano Novo! Já é hora de retomarmos nossas atividades e nada como recomeçar falando de novas dicas de português!

Vou contar um segredo a vocês... O que mais vejo na internet, é o famoso erro do infinitivo. É um tal de gente usando fora de hora junto com o inverso que me deixa louca...

O que mais vejo na internet... é gente que não sabe usar o infinitivo. Até printei alguns erros mais comuns que vi por aí. Então... na verdade a coisa é bem mais simples do que parece...


VÊ ou VER? LÊ ou LER?
ESTÁ ou ESTAR? DÁ ou DAR?

As duas estão certas, o lance, é o contexto. Observe os exemplos:

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(  ) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(  ) Vou dar uma festa.


E aí? Qual é a resposta certa na letra A? E na letra B? A maioria das pessoas vai responder corretamente...

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(x) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(x) Vou dar uma festa.

Mas talvez não saiba explicar o porquê de ter respondido no infinitivo... O que acontece com a galera é a confusão na hora de falar. Na maioria das vezes, a fala esquece o "r" e aí, fica tudo parecido na fala. E daí para copiar na escrita o modo como fala, é um pulo!

Então vou ensinar (relembrar) uma regrinha bem simples... Todas as vezes que estiver na primeira pessoa (EU!!!) e for FUTURO você vai usar o infinitivo...

Vou ver isso (EU)
Vou estar com você (EU)
Vou dar um brinquedo (EU) 

Sob nenhuma hipótese você vai usar o verbo sem o R no final 

Vou vê isso (EU)
Vou está com você (EU)
Vou dá um brinquedo (EU) 

Entendida esta parte??


Então vamos à segunda parte...

C)
(x) Ela vê esse jornal.
(  ) Ela ver esse jornal.

D)
(x) Ele está feliz.
(  ) Ele estar feliz.

Aqui também tem a ver com o anterior. Só que em vias de regra, não estaremos mais preocupados com a primeira pessoa (EU). Agora, o foco é na terceira pessoa do singular e PRESENTE.

Ele/Ela vê isso
Ele/Ela está com você
Ele/Ela dá um brinquedo.

Pescou a sutileza da coisa? 


Então galerinha! É isso!
Caso surja alguma dúvida, é só mandar a pergunta, que a gente vai responder aqui!


Print com o erro... Bem... os amigos também erram né? Mas não vou dizer quem foi, para não constranger ninguém né?

Agora, um desafio... Além do erro que sublinhei, tem outro erro. Alguém consegue achar e escrever nos comentários?












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Dicionário de Palavrões!?!

Posted by PatyDeuner on 5 de junho de 2013 06:00 in , , , , ,
Navegando pela net essa semana, deparei com o lançamento de um dicionário no mínimo curioso, cuja primeira edição com 10.000 exemplares lançada no início de maio, teve um sucesso inusitado de vendas, esgotando-se em menos de um mês. É o “Pequeno Dicionário de Palavrões”, publicado pelo linguista francês Gilles Guilleron.
                                         
O linguista deixa claro que sua intenção é mostrar como uma linguagem essencialmente oral, que não é ensinada nas escolas nem utilizada na vida social, é transmitida entre gerações e consegue manter sua vitalidade, apesar de ser algo "subterrâneo e marginal, que geralmente exprime tabus, como o sexo". Em sua avaliação, os palavrões têm a "virtude de aliviar o estresse e a agressividade" e representam uma "prova de evolução das relações sociais".

É claro que muitos devem ter visto essa reportagem publicada em maio desse ano, mas queria compartilhar aqui no blog para podermos realmente pensar sobre o assunto. Como pode um tema sobre “palavrão” ser transformado em livro e ser um sucesso editorial? 
Em minha opinião a resposta é muito simples: falar palavrão é humano, faz parte da nossa sociedade há séculos e sua pronúncia só vem a confirmar nossa humanidade.
 O palavrão pode ser sutil e brando, ou obsceno e grosseiro, variando de acordo com lugar, pessoa ou acontecimento. Acredito que nem os mais puritanos passaram pelo mundo sem ao menos pronunciar um palavrão, mesmo que de teor mais brando, como por exemplo, “merda”, que embora não seja exatamente uma palavra obscena, não deixa de ser ofensiva à pessoa ou coisa que lhe é direcionada. Mas no geral os palavrões são realmente grosseiros e possuem relação direta com  sexo. Agora, vamos combinar,  xingar com palavrões resume toda uma lista de coisas que você gostaria de dizer naquela hora...e o alívio é imediato!

Eu pergunto pra vocês: o palavrão é imoral e é contra todos os códigos de educação da sociedade?
 Eu diria que sim, na minha humilde opinião. Mas há também o lado positivo. Xingar um palavrão sempre alivia nosso stress, desinibe nossas tensões e ameniza a agressividade. E podemos dizer que nos tornamos bem mais civilizados depois de um desabafo com palavrões.

Jorge Amado já fez a seguinte consideração sobre o palavrão:

“Considero que o chamado palavrão é uma palavra igual a todas as demais, que por uma circunstância qualquer tornou-se maldita; no fundo uma palavra vítima de preconceito.”

O conceito de palavrão é muito mais complexo do se imagina. O que realmente definiria uma palavra como palavrão? As opiniões podem ser muito contraditórias.

Voltemos à “merda” (nesse caso lhe pareceu ser um palavrão?).

Na frase: “Ele só faz merda.”, podemos tirar duas interpretações:ou ele é muito ruim nas coisas que faz (que teria o sentido pejorativo), ou ele faz o que todos nós fazemos... não é mesmo? Aliás, a palavra (ou palavrão) “merda”, é a mais rica da língua portuguesa, pois pode ter vários significados em várias situações diferentes. Por exemplo:

“Onde fica essa merda?” – Estamos falando de uma posição geográfica...

“Ele está na merda.” – É a afirmação da situação financeira de alguém.

“Puta merda!” – Pode ser tanto uma interjeição de espanto quanto de admiração.

É como nosso adorado Luiz Fernando Veríssimo fala na sua crônica "O direito ao Palavrão":

“Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.”

Mas lembrem-se: há momentos e lugares em que arroubos descontrolados de palavreado obsceno podem te deixar em maus lençóis ou transformar você em um completo babaca mal quisto. Portanto...vê se não fala muita merda!

Se mais alguém quiser debater esse assunto, argumentar o que foi dito ou acrescentar suas opiniões, deixe seu comentário nesse post que adorarei interagir  sobre o tema.

Só tenho uma última coisa a dizer. Se esse dicionário fosse dos palavrões brasileiros (precisaríamos de misericórdia!) eu com certeza compraria.
E você?

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Censurado o dicionário Houaiss

Posted by PatyDeuner on 3 de março de 2012 18:56 in , , , , , , ,

Ou botaram alguma coisa na água do bebedor do MPF (Ministério Público Federal) de Belo Horizonte ou o parquet não sabe para que serve um dicionário.

É despropositada a ação civil pública que o MPF ajuizou pedindo a retirada de circulação do dicionário "Houaiss", porque a obra contém "expressões pejorativas e preconceituosas" contra os ciganos.

Entre as múltiplas definições para a palavra, constam "aquele que trapaceia, velhaco, burlador" e "agiota, sovina". Evidentemente, o "Houaiss" marca esses usos como pejorativos.

Não cabe ao lexicógrafo dar lições de moral ou depurar o idioma das injustiças sociais que ele carrega, mas tão somente registrar as acepções presentes e passadas dos vocábulos. Se deixa de fazê-lo, a obra torna-se inútil.

Por isonomia, o MPF deveria também mandar recolher todos os dicionários que trazem, por exemplo, o termo "beócio". Para essa palavra, o "Aurélio" registra: "curto de inteligência; ignorante, boçal". Se olharmos para a etimologia, descobriremos que estamos diante de um imemorial preconceito dos atenienses, para os quais os habitantes da Beócia não passavam de camponeses estúpidos.

Na mesma linha vão "capadócio" (natural da Capadócia, mas também ignorante, trapaceiro, canalha), "filisteu" (antigo habitante da Palestina e pessoa inculta, vulgar), "vândalo" (membro de uma tribo germânica e destruidor), além de "lapônio", "ladino", "safardana", "maltês".

Também carregam alguma dose de intolerância termos como "judiar" (agir como judeu e maltratar), "cretino" (quem padece de hipotireoidismo), "escravo" (que vem de eslavo).

No fundo, línguas são verdadeiros catálogos de preconceitos, às vezes nem originais, mas herdados de outros povos. Com o passar do tempo, já nem os reconhecemos como tal, mas as palavras em que resultaram enriquecem e dão caráter histórico ao idioma. Privar a língua dessa dinâmica é torná-la uma língua morta.

Hélio Schwartsman
Folha de São Paulo

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