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Patrulha da Língua Portuguesa - Uso do Infinitivo na internet [dicas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 12 de janeiro de 2015 06:00 in , , , ,


Uso do Infinitivo

E aí galera! Feliz Ano Novo! Já é hora de retomarmos nossas atividades e nada como recomeçar falando de novas dicas de português!

Vou contar um segredo a vocês... O que mais vejo na internet, é o famoso erro do infinitivo. É um tal de gente usando fora de hora junto com o inverso que me deixa louca...

O que mais vejo na internet... é gente que não sabe usar o infinitivo. Até printei alguns erros mais comuns que vi por aí. Então... na verdade a coisa é bem mais simples do que parece...


VÊ ou VER? LÊ ou LER?
ESTÁ ou ESTAR? DÁ ou DAR?

As duas estão certas, o lance, é o contexto. Observe os exemplos:

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(  ) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(  ) Vou dar uma festa.


E aí? Qual é a resposta certa na letra A? E na letra B? A maioria das pessoas vai responder corretamente...

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(x) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(x) Vou dar uma festa.

Mas talvez não saiba explicar o porquê de ter respondido no infinitivo... O que acontece com a galera é a confusão na hora de falar. Na maioria das vezes, a fala esquece o "r" e aí, fica tudo parecido na fala. E daí para copiar na escrita o modo como fala, é um pulo!

Então vou ensinar (relembrar) uma regrinha bem simples... Todas as vezes que estiver na primeira pessoa (EU!!!) e for FUTURO você vai usar o infinitivo...

Vou ver isso (EU)
Vou estar com você (EU)
Vou dar um brinquedo (EU) 

Sob nenhuma hipótese você vai usar o verbo sem o R no final 

Vou vê isso (EU)
Vou está com você (EU)
Vou dá um brinquedo (EU) 

Entendida esta parte??


Então vamos à segunda parte...

C)
(x) Ela vê esse jornal.
(  ) Ela ver esse jornal.

D)
(x) Ele está feliz.
(  ) Ele estar feliz.

Aqui também tem a ver com o anterior. Só que em vias de regra, não estaremos mais preocupados com a primeira pessoa (EU). Agora, o foco é na terceira pessoa do singular e PRESENTE.

Ele/Ela vê isso
Ele/Ela está com você
Ele/Ela dá um brinquedo.

Pescou a sutileza da coisa? 


Então galerinha! É isso!
Caso surja alguma dúvida, é só mandar a pergunta, que a gente vai responder aqui!


Print com o erro... Bem... os amigos também erram né? Mas não vou dizer quem foi, para não constranger ninguém né?

Agora, um desafio... Além do erro que sublinhei, tem outro erro. Alguém consegue achar e escrever nos comentários?












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DICAS: Se não x Senão

Posted by Aptos on 30 de dezembro de 2013 06:00 in , , ,




Hoje vamos falar da dupla “senão” e “se não”.

Escreve-se "senão" quando a palavra assume as seguintes funções:

1. De conjunção alternativa, podendo ser substituída por "caso contrário";
   Ex. Estude bastante, senão [caso contrário] você não terá sucesso.

2. De conjunção adversativa, sendo possível trocá-la por "mas";
   Ex. Silvinha não é garota de ficar em diversões, senão [mas] de levar a sério os estudos

3. De preposição, tendo o mesmo significado de "com exceção de" ou "exceto";
   Ex. Ele não o comprará, senão [exceto] por bom preço.

4. E de substantivo masculino, significando "falha" ou "defeito".
   Ex. Não há um senão [defeito] naquele bolo.



Já o "se não" só deve ser usado quando o "se" é uma conjunção condicional (substituível por "caso") ou integrante (podendo ser trocada, com a oração que ela introduz, por "isso", "isto" ou "aquilo"). Veja alguns exemplos:

Se não chover [caso não chova], irei encontrar meus amigos.

Perguntei se não iriam chegar atrasados [perguntei isso].


 

Parece simples, mas a prática mostra que não é.

O problema é que há casos em que a distinção de sentido não fica tão explícita.


Por exemplo: tanto é certo escrever

(1) “Este exemplo esclareceu tudo, se não, vejamos” como (2) "Este exemplo esclareceu tudo, senão, vejamos”,

Pois em (1) é possível a conversão para “Este exemplo esclareceu tudo, caso não, vejamos”,

Ao passo que em (2) é possível refazer para “Este exemplo esclareceu tudo, caso contrário, vejamos”.


São esses casos de proximidade de significado que complicam a nossa vida.

E não há muito o que fazer para evitá-los. A não ser entender bem o contexto para saber quando é indiferente usar “senão” ou “se não”.




 
Fonte: Laércio Lutibergue é professor, revisor de texto, escritor e consultor linguístico.




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DICAS: Retificar x Ratificar

Posted by Aptos on 25 de novembro de 2013 06:00 in , , ,


É fato que as dúvidas aparecem quando lidamos com palavras parônimas, ou seja, palavras que possuem significados semelhantes na pronúncia e na grafia. Certamente esses vocábulos geram confusões na hora da aplicação. Mas como saber quando utilizá-los?

Na verdade, é necessário entender primeiramente suas origens e significados para realizar a utilização com clareza e assertividade, evitando possíveis erros gramaticais. Vejamos abaixo:

Ratificar do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar.

Retificar do latim com base na palavra rectus, que se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa.



 
Para entender melhor o uso, vamos a um exemplo: 

1. O contrato foi ratificado pela empresa. 

Nesse caso, o verbo ratificar, expressa a confirmação e validação do contrato, pelo agente da voz passiva – empresa.

No caso do verbo retificar, os sentidos de corrigir e emendar são mais comuns nas orações. 
2. O livro, que será publicado, passará por um processo de retificação.

Agora que já sabemos a origem e seus respectivos significados, a aplicação na prática torna-se simples. A comunicação se mostra mais eficaz, já que não haverá desentendimento entre emissor e receptor sobre a mensagem transmitida.

“Ratifico” que o processo da comunicação correta, seja escrita ou verbal, no ambiente corporativo, é imprescindível para que não haja. 

A clareza de ideias está intimamente ligada à sua capacidade de não “retificar” mensagens, pois você faz a escolha das palavras certas, para as pessoas certas, no momento certo. Fique atento a isso!


Fonte: Prof. Reinaldo Passadori 




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Dicas de Português: Ao invés de x Em vez de

Posted by Aptos on 21 de outubro de 2013 06:00 in , , ,



"Ao invés de" e "Em vez de" representam aquelas expressões existentes na nossa língua que se constituem de dois aspectos: ora são semelhantes no som, ora na grafia. 

Contudo, mesmo sabendo dessa ocorrência, precisamos estar atentos ao significado que elas apresentam, a fim de que possamos utilizá-las tendo a certeza de que estão adequadas perante o padrão formal da linguagem, em especial quando se tratar da escrita.

Dessa forma, ampliaremos um pouco mais nossos conhecimentos no que se refere a esse assunto, conferindo mais de perto as características de cada uma dessas expressões. Vamos lá, então?

"Ao invés de" e "Em vez de" possuem significados distintos

Ao invés de significa o contrário de, o inverso de


Observemos alguns exemplos:
 
1. Ao invés de entrar, saiu.
2. Chorou, ao invés de sorrir.
3. Ao invés do vestido branco, preferiu o preto.

Percebemos que em todas as situações houve a presença de elementos que indicaram a ideia de oposição, contraste, como por exemplo: entrar x sair; chorar x sorrir; branco x preto.

Em vez de significa no lugar de. Vamos ver alguns exemplos?

1. Em vez de estudar Matemática, estudou Geografia.
2. Preferiu viajar de ônibus em vez de avião.
3. Em vez de ir ao teatro, preferiu ir ao cinema.

Notamos que em todos os exemplos não há necessariamente uma ideia de oposição, mas sim de uma ocorrência que se manifesta em lugar de outra, como por exemplo: Matemática não é o contrário de Geografia, assim como ônibus não é o inverso de avião, e assim por diante.

 
Diante de tudo que aprendemos, fica uma dica para você:

A expressão “em vez de” pode ser utilizada até mesmo quando se tratar de uma ideia oposta, ao contrário de “ao invés de”, que possui um sentido muito restrito. 

Então, prefira sempre a primeira opção (em vez de), pois assim não correrá o risco de cometer erros, ok?






Fonte: Prof.  Vânia Duarte (Graduada em Letras)




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DICAS: "De encontro a" x "ao encontro de"

Posted by Aptos on 16 de setembro de 2013 06:00 in , , ,

Vira e mexe, nós esbarramos nessas expressões. E a maioria das pessoas erra ao escolher o jeito de falar. Até porquê, embora as locuções sejam parecidas, elas significam exatamente o inverso uma da outra.

Basicamente, as expressões são formadas pode PREPOSIÇÃO + ENCONTRO + PREPOSIÇÃO. Então, como saberemos qual idéia é a favor e qual idéia é contra?

Então, o sentido de cada uma delas dependerá da disposição das preposições internas, ou seja, da posição destas ao lado de “encontro”: antes ou depois.





Ao encontro de:  
Tem significado de “estar de acordo com”, “em direção a”, “favorável a”, “para junto de”


Andrade cobrou escanteio da esquerda, e a bola foi ao encontro de Carlinhos Bala, que estufou a rede. (A bola foi em direção ao Carlinhos)

Meu novo trabalho veio ao encontro do que desejava. (Meu novo trabalho está de acordo com o que desejava.)

Vamos ao encontro de nossa turma. (Vamos para junto de nossa turma)

Essa lei vem ao encontro dos interesses da população. (Essa lei é favorável aos interesses da população)

Seu voto vai ao encontro de nossos interesses. (Seu voto vai a favor de nossos interesses.

  
De encontro a:  
Tem significado de “contra”, “em oposição a”, “para chocar-se com”
 


O jovem dirigiu bêbado e foi de encontro à árvore. (O jovem dirigiu bêbado e chocou-se com a árvore).

A polícia avançou de encontro aos agitadores. (A polícia avançou contra os agitadores)
 
As torcidas adversárias correram uma de encontro à outra. (As torcidas correram para chocar-se uma com a outra).

Esta questão está indo de encontro aos interesses da empresa. (Esta questão está indo em oposição aos interesses da empresa).
 
A decisão tomada foi de encontro às reivindicações do sindicato. (A decisão tomada foi oposta às reivindicações do sindicato).


 




Viu como essas preposições nos enganam? É importante sempre ficarmos atentos para não nos enrolarmos conseguirmos interpretar e sermos interpretados da maneira correta.



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DICAS: Para mim x Para eu

Posted by Aptos on 12 de agosto de 2013 06:00 in , , ,


Mas pode isso, Arnaldo? A regra é clara, Galvão! Nunca use "MIM" antes de verbo. Mas a freqüência que vemos esse erro é tão grande que não podia deixar de dar as dicas para vocês não esquecerem mais!

A verdade é que entender como funciona é muito fácil, mas na escola sempre complicam tudo!



MIM - é usado apenas em quatro ocasiões: 
    1. Final de frase  (Eles contaram a verdade para mim.)
    2. Antes de pontuação (Para mim, é besteira fazer isso)
    3. Após uma preposição*, desde que não haja nenhum verbo em seguida. 
        (Todos sem voltaram contra mim na reunião.)

    4. Entre Preposição e Verbo no infinitivo SOMENTE se a palavra antes da preposição for um adjetivo.
        (É fácil para mim entender tudo.)



EU - é usado como sujeito da frase/quem executa a ação. Preposição + Verbo no infinitivo = EU (exceto se a palavra antes da preposição for um adjetivo. Se for verbo, está valendo!
     Todos aqueles trabalhos são para eu revisar.

     - Nunca usar quando a preposição ENTRE estiver presente.
     Entre ela e mim não houve nada.








Exercícios (resposta no fim do texto)

1) Eles chegaram antes de ____ .
2) Há algum trabalho para _____ fazer?
3) Há algum trabalho para _____ ?
4) Ele pediu para _____ elaborar alguns exercícios;
5) Para _____, viajar de trem é uma aventura deliciosa;
6) Este encargo é para ____ assumir sozinho, sem que se repartam as responsabilidades entre ____ e ti.
7) Tenho que ler bastante para _____ escrever melhor.
8) Para _____, não há nenhum problema.
9) Sem _____ autorizar, ninguém deve entrar nesta sala.
10) Quanto a _____ não faço objeções ao plano.








* Se você não lembra quem são as preposições: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PER, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE, TRÁS.

GABARITO DOS EXERCÍCIOS:
1) mim
2) eu
3) mim
4) eu
5) mim
6) eu - mim
7) eu
8) mim
9) eu
10) mim


4a Promoção do Blog 




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DICAS: Muçarela, mozarela ou mussarela?

Posted by Aptos on 8 de julho de 2013 06:00 in , , , ,



- Saindo uma pizza de .... PÁRA O MUNDO!!!! 

Quando abri o cardápio da parmê e dei de cara com a palavra MUÇARELA grafada com cedilha, surtei... Eu tinha TANTA certeza que era com dois SS`s, que me vi num dilema... corrigia o dono da loja ou deixava o erro passar?

Não deixei. E foi uma EXCELENTE oportunidade para aprender! O gerente explicou, eu teimei e abri o dicionário no iPhone. Inconformada com o dicionário do celular informar que era com Ç, não sosseguei enquanto não fui à livraria do Shopping para procurar no dicionário.


Pois é.. quebrei a cara. Na verdade, muçarela é escrito assim mesmo... com Ç. Mas.... em algum momento da nossa história gramatical aqui no Brasil, o gostoso queijo Mozzarella, aquele mesmo que compramos para fazer misto-quente (misto, não MIXTO) ou pizza, ganhou um aportuguesamento e foi grafado (incorretamente) com dois SS`s.



E por incrível que pareça, quem puxou o movimento para corrigir o erro, foi uma famosa rede de supermercados aqui no RJ. Sério, vou falar qual é a rede, mas juro para vocês que não é merchandising!






O Prezunic começou a colocar propaganas de promoções na TV e nos encartes, com Muçarela grafado com ç. E com isso, mais gente passou a comentar o "erro". Até que um dia, eles cansaram de explicar de pessoa em pessoa e colocaram uma explicação na entrada da loja. 






E aí, eu passei a ver mais e mais pessoas corrigindo seus cardápios e máquinas.

Infelizmente não achei o vídeo, mas acho que consegui ilustrar bem tudo o que foi explicado! E abaixo, a historinha e a explicação do porquê de Muçarela ser com Ç!


 ~



 Um dos queijos mais consumidos e apreciados no Brasil, este queijo de origem italiana (originário das províncias de Salermo e Castela) tem gerado muita polêmica e confusão no tocante à sua correta grafia.


A forma original em italiano é "mozzarella", introduzido no Brasil com a chegada dos primeiros imigrantes italianos. De 1860 a 1890, primeiro ano republicano, desembarcaram 974 mil italianos no Brasil. A partir de sua chegada popularizou-se principalmente devido a seu emprego na culinária, tendo chegado em nossos tempos atuais como o queijo de maior consumo no país. Quanto a sua pronúncia, a incorporação à nossa língua foi praticamente imediata o que levou também ao aportuguesamento do vocábulo e inclusão no idioma português.

Em resposta a Queijos no Brasil, a Academia Brasileira de Letras informa que as formas registradas oficialmente são: muçarela ou mozarela, sendo outras formas de se escrever este vocábulo estão erradas. Bom, estaria tudo tranquilo não fosse apenas uma questão: a legislação que trata a respeito, que é o Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Queijo (Ministério da Agricultura e do Abastecimento) prevê as formas muzzarella, mussarela e mussarella, sendo formas incorretas conforme a ABL.

Fato é que a forma "mussarela" é a grafia com maior identificação popular, sendo inclusive a forma que se encontra em grande parte dos rótulos encontrados no mercado. Correta perante a legislação do Ministério da Agricultura, esta forma ( mussarela ) não esta de acordo com as normas de ortografia da gramática da língua portuguesa.

Acreditamos que a uniformização deste vocábulo deveria ser a resposta e solução para tantos erros e equívocos. Ou o Ministério da Agricultura se adapte as normas da Academia de Letras, ou esta venha a incluir o termo mussarela, se adpatando assim a legislação e a forma de maior empatia e uso pela população brasileira.

Então.... É... saindo uma pizza de MUÇARELA!







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DICAS: Uso dos porquês

Posted by Aptos on 3 de junho de 2013 06:00 in , , , ,



 
Pois é... O uso dos porquês é uma dúvida super - ultra - mega comum. Por mais que só tenhamos 4 regrinhas, e até relativamente fáceis de aprender, sempre tem alguém para complicar a coisa e aí, dá um branco, um nervosismo e a dúvida cruel... Oh! Como eu escrevo? Qual o "por que" eu devo usar nessa situação...  

Então, vou passar dicas super simples para vocês pescarem o jeito certo de escrever...

Vamos lá:


1) Em frases interrogativas, quando é uma pergunta direta: 
POR QUE (separado e sem acento)

Ex. Por que você não gosta de mim?


2) Em resposta a uma pergunta. 
PORQUE (junto e sem acento)

Ex. Porque você é uma chata!


3) Quando está em forma de substantivo (geralmente vem um artigo antes (o, a, os, as, um, uma, uns, umas - olha o pulo do gato aí, gente!!!) 
PORQUÊ (junto e com acento)

Ex. Mas me explique o porquê disso! O que você quer dizer com chata?



4) Antes de pausa e no fim da frase (esse geralmente tem uma vírgula antes e um ponto de interrogação depois ou tem apenas o ponto de interrogação!)
POR QUÊ? (separado e com acento!

Ex.  Você quer que eu lhe diga o que é ser chata? Por quê?
 



Então, só para enfatizar, um diálogozinho usando TODOS os porquês diferentes!

Por que você entrou no blog?                     (pergunta)
Ah... porque eu queria tirar uma dúvida..     (resposta)

Mas me diga o porquê de você ter entrado! (causa/motivo)
Por quê? Porque o blog de vocês é o maior barato ;-) (o primeiro seguido de ponto de interrogação e o segundo é resposta)


E então... Resumindo tudo:

 

Agora um testezinho para saber se vocês aprenderam... As respostas estão logo abaixo, tente responder sem olhar!





Respostas do exercício:

a) por quê
b) Por que
c) Porque
d) porque
e) Por quê

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O uso do "ÃO" e do "AM"

Posted by PatyDeuner on 27 de maio de 2013 06:00 in , ,
                                 Imagem retirada da página "Língua Portuguesa - Facebook"


As terminações “ÃO” e “AM” são facilmente explicadas pela nossa gramática da seguinte maneira:

Usa-se “AM” se o verbo estiver no passado.
Ex.: falaram, disseram, ouviram...

Usa-se “ÃO” se o verbo estiver no futuro.
Ex.: dirão, sentirão, ouvirão...

Mas temos um porém. Essa regra pode ser facilmente contestada em formas verbais como “sonham, ganham, falam” (no caso do AM e que não estão no passado) e nas formas verbais “dão, são, vão” (no caso do ÃO que não estão no futuro do presente).

Para resolver essa questão, temos uma regra simples e de fácil entendimento.

*Usa-se a terminação “AM” se a palavra for VERBO (independente se ser passado ou presente) e for PAROXÍTONA

Ex.:  Todos FALAM ao mesmo tempo.
Observe que “FALAM” está no presente do indicativo, mas a palavra é VERBO e é PAROXÍTONA, então a regra se encaixa perfeitamente.
Outro ex.: Eles DISSERAM a verdade.
“DISSERAM” está no pretérito perfeito e é VERBO e PAROXÍTONA.

*Usa-se a terminação “ÃO” se a palavra:

a) For VERBO e OXÍTONA (ou MONOSSÍLABA TÔNICA)

Ex.: Dão (verbo e monossílaba tônica)
       Dirão (verbo e oxítona)

b) For SUBSTANTIVO e OXÍTONA.

Ex.: corrimão, saguão, senão

c) For SUBSTANTIVO e PAROXÍTONA.

Ex.: órgão, órfão, Cristóvão

Espero que essa regra seja suficiente para vocês nunca mais terem dúvidas.

Abraços!


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DICAS: Uso do hífen

Posted by Nanda Cris on 29 de abril de 2013 06:00 in , , ,
Não use Hífen


  • Vogais diferentes, por exemplo:
    1. Infraestrutura
    2. Extraoficial
    3. Autoestrada
    4. Semiárido
    5. Ultraelevado
  • Vogal mais R ou S, não use o hífen, duplique as consoantes. Por exemplo:
    1. Antissocial
    2. Autossuficiente
    3. Ultrassonografia
    4. Autorretrato
    5. Contrarreforma
    6. Ultrarrápido
Use Hífen

  • Vogais iguais, por exemplo:
    1. Anti-inflamatório
    2. Auto-observação
    3. Micro-ondas
    4. Contra-argumento
  • Consoantes iguais, por exemplo:
    1. Sub-base
    2. Super-requintado
    3. Inter-racial
    4. Inter-relacionar
    5. Hiper-realista
  • Bem, por exemplo:
    1. Bem-vindo
    2. Bem-nascido
    3. Bem-educado
    4. Bem-humorado

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DICAS: Uso da crase

Posted by Nanda Cris on 22 de abril de 2013 06:00 in , , ,

Não use crase:

1) antes de palavra masculina: "Ele sempre anda a pé";

2) antes de artigo indefinido: "Chegamos a uma decisão";

3) antes de verbo: "A partir de hoje... / Departamento de Contas a Pagar";

4) antes de expressão de tratamento: "Envio a V. Sa. o documento.";

5) antes de pronomes pessoais, indefinidos e demonstrativos: "Nada revelarei a você, a ela, a qualquer um ou a esta pessoa";

6) quando o "a" está no singular, e a palavra seguinte está no plural: "Referimo-nos a moças deste setor";

7) quando, antes do "a", existir preposição: "Trabalhamos até as 18:30, pois o relatório era para as 19h e não após as 19:30";

8) entre palavras repetidas: cara a cara, frente a frente e etc.

Fonte aqui.

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Mais dicas

Posted by PatyDeuner on 12 de julho de 2012 08:22 in , , ,
Mais algumas dicas de erros muito comuns da nossa língua.


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História ou estória?

Posted by PatyDeuner on 11 de julho de 2012 09:48 in , , , ,
Foto: Fui pesquisar a diferença entre essas duas palavras e cheguei à conclusão que o melhor é realmente optar pela forma “história”. Veja abaixo algumas explicações: 

Segundo o Professor Pasquale Cipro Neto:

O caso de "história" e "estória" é uma das tantas maluquices da língua. O Aurélio registra "estória", mas diz que não se recomenda o uso. O Vocabulário Ortográfico Oficial também registra, mas, na prática, pouca gente tem coragem de usar. O melhor conselho parece ser o seguinte: use sempre história. Ninguém poderá dizer que você está errado.

No site “Nossa Língua, Nossa Pátria”, há uma outra explicação:

As palavras "estória" e "história" são aceitas por diversos autores com significados distintos. Estória: exposição romanceada de fatos imaginários, narrativas, contos, fábulas. História: para dados históricos, que se baseiam em documentos ou testemunhos. Essas duas palavras constam do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, mas o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa recomenda simplesmente a grafia história nos dois sentidos. E o dicionário de Caldas Aulete refere-se à forma estória como um brasileirismo, isto é, apenas um aportuguesamento da forma inglesa "story".



Já faz um tempo que andava em dúvida com relação ao uso dessas duas palavras embora soubesse exatamente a diferença e o devido emprego delas. Tenho observado que "estória" não tem sido usado com muita frequência, então resolvi fazer a devida pesquisa e estou aqui para compartilhar com vocês.

Segundo o Professor Pasquale Cipro Neto:

O caso de "história" e "estória" é uma das tantas maluquices da língua. O Aurélio registra "estória", mas diz que não se recomenda o uso. O Vocabulário Ortográfico Oficial também registra, mas, na prática, pouca gente tem coragem de usar. O melhor conselho parece ser o seguinte: use sempre história. Ninguém poderá dizer que você está errado.

No site “Nossa Língua, Nossa Pátria”, há uma outra explicação:

As palavras "estória" e "história" são aceitas por diversos autores com significados distintos. Estória: exposição romanceada de fatos imaginários, narrativas, contos, fábulas. História: para dados históricos, que se baseiam em documentos ou testemunhos. Essas duas palavras constam do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, mas o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa recomenda simplesmente a grafia história nos dois sentidos. E o dicionário de Caldas Aulete refere-se à forma estória como um brasileirismo, isto é, apenas um aportuguesamento da forma inglesa "story".



Retirado do Facebook - "Língua Portuguesa"

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Romance do Substantivo masculino e o Artigo feminino

Posted by PatyDeuner on 8 de março de 2012 15:07 in , , , , , ,




Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. 
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

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100 Anos de vírgula...

Posted by PatyDeuner on 16 de setembro de 2011 16:07 in ,



Sobre a Vírgula
Esse texto foi produzido pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para comemorar os seus 100 anos.
Como é um texto inteligente e muito interessante reproduzo aqui no meu blog. Espero repercutir campanha tão bem bolada.
Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere…
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

E tem mais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

Então, cuidado com o lugar onde você vai colocar a sua vírgula!

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