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Desafio de Halloween

Posted by PatyDeuner on 16 de dezembro de 2012 11:59 in , , , ,
 



Na clareira rodeada de carvalhos
Seus olhos brilhavam de antecipação
Seu amor em breve voltaria
Com uma grande e renovada paixão.

A luz tênue do luar de solstício
Espalhava-se lânguida pelo chão
Tudo estava preparado
Capa, chapéu, varinha, caldeirão.

Penetrando na grande espiral da vida
O feitiço tinha uma só direção
Magicamente seria transportado
Com os desejos do seu coração.

Bolhas grossas rompiam da mistura
Que fervia em erupção
Cada especiaria sendo despejada
Com amor e concentração.

Pelos de unicórnio para adoçar a língua
Com tempero de saliva de dragão
Terra de túmulo para aguçar o desejo
Pernas de aranha completam a poção.

Recitando seu nome baixinho
Suspirou pedindo perdão
O amor tinha seus sacrifícios
Dizia a sua intuição.

Seria ela pretensiosa e egoísta?
Sem ao menos pedir sua permissão?
Mas sabia que algo ele sentia
Quando de leve acariciou sua mão.

Lembrando disso renovou sua coragem
Bateu 3 vezes na borda do caldeirão
Repetindo de maneira suave
As últimas frases da canção.

“Céu, terra, fogo e ar
Conspirem a favor da minha paixão
Se eu for merecedora do seu amor
Leve a ele meu coração.” 



P.s.: Significado das especiarias colocadas na poção segundo livros de bruxaria:

- Pelos de unicórnio = açúcar
- Saliva de dragão = vinagre de vinho
- Terra de túmulo = chocolate
- Pernas de aranha = alecrim = amor


Escolhi fazer uma poesia fácil com rimas simples. Minha inspiração veio do seu texto de Halooween Nanda! Nada como um feitiço de amor pra dar uma boa estória não é?


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Desafio do Dia das Crianças

Posted by PatyDeuner on 11:47 in , ,
                                                                FÉRIAS NA FAZENDA

Costumava brincar na fazenda dos meus avós, lá pras bandas do interior gaúcho. Esperava sempre ansiosa pelas férias, lembrando do cheirinho doce de biscoitos amanteigados, do barulho acolhedor do arroio que passava nos fundos da casa, do quentinho cobertor de penas....
Não sei precisar ao certo que idade tinha porque foram muitos anos seguidos curtindo a fazenda do vovô com minha irmã mais nova e minha tia.
Lembro-me disso acontecer desde os meus 5 anos até os 10 aproximadamente. Mas o causo que quero contar é referente à brincadeira que mais gostava nessa época, que acontecia sempre no curral e precisamente todos os dias!
No curral, as baias ficavam enfileiradas ladeando um grande corredor. Eu, minha irmã e minha tia, passávamos quase todas as manhãs junto com as vacas confinadas. Elas nem se assustavam mais. Pastavam tranquilamente olhando de uma pra outra com ar de ceticismo e descrença (pelo menos essa é a impressão que tenho agora quando me lembro disso), enquanto ruminavam aquela gosma verde. Com um caderno, uma caneta e um giz na mão, rabiscávamos as aulas de português e matemática nas tábuas de madeira que cercavam o corredor das baias.
- Preste atenção Mimosa! Se não parar de conversar vai ficar sem recreio!
Eu gritava abanando as mãos freneticamente, enquanto os mugidos ficavam ainda mais altos.
- Esse é o para casa que vocês têm que trazer pronto amanhã. Senão vão ganhar zero!
Minha tia gritava do outro lado.
- Estrela! Deixe eu ver o que você já fez.
Minha irmãzinha menor falava em tom bem menos estridente, passando a mão pela testa branquinha da sua vaca predileta. Por vezes a Estrela dava aquelas cuspidas espalhadas que as vacas costumam dar, bem na cara dela! Ela apenas ria e continuava a alisar sua testa. Eu e minha tia sempre fazíamos uma cara de nojo verbalizando um “Eca!” cada vez que isso acontecia.
A malhada era a mais agitada e era a minha vaca (cada uma tinha a sua aluna particular). Sempre me aproximava dela soletrando uma conta matemática e ela respondia com um sonoro “muuuuu”.
Certa vez apontei a caneta perto do seu focinho como que repreendendo sua suposta atitude, quando rápido demais ela abocanhou a caneta me dando um susto danado que me deixou de bunda no chão. Sentada ali de olhos arregalados, fiquei sem saber o que fazer enquanto a Malhada mascava avidamente a caneta. Era muito divertido! Sentia-me uma verdadeira professora!
Lá pelas tantas da manhã, meu avô vinha de longe gritando e já entrando na brincadeira.
- Hora do recreio!
E nós já sabíamos o que estava por vir.
Feliz da vida eu sentava do lado do vovô para tirar leite da Malhada.
Nunca fui muito chegada a leite, mas vovô sempre trazia junto uma garrafa de café para misturar no meu leitinho.
Eram tempos doces e felizes. Muita saudade desse tempo!

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Frases interessantes sobre livros by Nanda Cris

Posted by Nanda Cris on 15 de dezembro de 2012 09:00 in ,

Peguei só as frases sobre livros que achei melhores, espero que gostem:

"Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos."  - Oscar Wilde

"É bom ter livros de citações gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos." - Winston Churchill

"A companhia dos livros dispensa com grande vantagem a dos homens." - Marquês de Maricá

"Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre." - John Ruskin

"Caminhais em direcção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros." - Marguerite Duras

"O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler." - Mark Twain

"Seria bom comprar livros se pudéssemos comprar também o tempo para lê-los, mas, em geral, se confunde a compra de livros com a apropriação de seu conteúdo." - Schopenhauer

"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante." - Clarice Lispector


"Eu escrevo o meu nome nos livros que compro apenas depois de os ter lido, porque só então posso dizer que são verdadeiramente meus." - Carlo Dossi

"Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro." - Carlos Ruiz Zafón

"Uma casa sem livros é um corpo sem alma." - Cícero


Doce surpresa, descobri que Mario Quintana era "o cara":



"Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas.Os livros só mudam as pessoas." - Mario Quintana


"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem." - Mario Quintana

"Dupla delícia: O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado." - Mario Quintana

"De um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente." - Mario Quintana



Espero que tenham gostado das frases que eu selecionei. :-)

Fonte: http://pensador.uol.com.br/livros/



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Frases interessantes sobre livros

Posted by PatyDeuner on 14 de dezembro de 2012 09:19 in
Olá Retalhenses!

Navegando por ai, achei uma lista de frases muito interessante sobre livros feita no blog "O Vendedor de Livros". Como sabemos, existe uma interminável lista de frases ótimas sobre livros escrita por inúmeras pessoas (não necessariamente escritores), que refletem muito os nossos próprios sentimentos e a adoração que temos por eles. Ai pensei....que tal se fizéssemos a relação das diversas frases sobre livros que acharmos mais interessante?

Bom, vou iniciar esse tópico aqui então, e toda vez que alguém quiser postar uma nova frase que achou legal (ou uma lista delas), use o marcador "Frases sobre Livros". 
Eu tenho certeza que vamos chegar a inúmeras frases legais em pouco tempo.


                        As 10 escolhidas pelo blog "O Vendedor de Livros"
1- "Um livro clássico nunca termina o que nos tem a dizer". - Ítalo Calvino

2- "Livro raro é aquele devolvido depois de emprestado". - A. Braithwhite

3- "Um país se faz com homens e livros." - Monteiro Lobato

4- "Os livros têm os mesmos inimigos que os homens: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo; e o seu próprio conteúdo." - Paul Valéry

5- "O livro é a grande memória dos séculos... se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem." - Jorge Luis Borges

6- "O autor só escreve metade do livro. Da outra metade, deve ocupar-se o leitor." - Joseph Conrad

7- "O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê." - Umberto Eco

8- "Um livro não é um livro, mas sim um homem que fala através do livro." - Alberto Moravia

9- "Há três tipos de livros: os que ajudam a pensar, os que ajudam a não pensar e os que só ajudam a gastar mal o dinheiro." - Noel Clarasó

10- "Meus filhos terão computadores, mas antes terão livros." - Bill Gates


Então retalhenses, vamos procurar mais frases?

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Gentileza gera amor

Posted by Kbeça on 11 de dezembro de 2012 08:00 in , , ,
Como minha amada esposa sempre fala que eu vejo "um monte de coisa legal e deveria compartilhar" aqui, decidi começar por este vídeo. É de tirar o fôlego.









Espero que tenham gostado e compartilhem com o máximo de pessoas que puderem.
:)

Fonte:   Ñ.Intendo

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Desafio de finados (um pouco atrasado também) by Nanda Cris

Posted by Nanda Cris on 9 de dezembro de 2012 22:47 in , ,

Espreguiçou-se. Nunca iria se acostumar ao tamanho daquele caixão. Sentiu as vértebras estalarem. Os tecidos corporais se regenerando, as fibras das roupas se entrelaçando novamente. O cabelo ganhando novo viço. Tentou suspirar, mas o ar lhe escapou entre a terceira e a quarta vértebra. Ops, os pulmões ainda não tinham terminado o serviço. Precisava ter paciência e esperar toda a decomposição às avessas finalizar por si só. A pressa só tornava o processo dolorosamente lento. Mordiscou o dedão recém regenerado, assim como fazia quando era viva. Logo repreendeu-se. Não queria estragar suas belas unhas.  
Batucou na tampa do caixão enquanto sentia a transformação ocorrendo na mão. Espantoso.
- Acho que nunca vou me acostumar com isso. - pensou, já que ainda não tinha língua para falar.
Depois de mais um tempo, parou de sentir o formigamento peculiar da reconstituição corporal. Agora não precisaria esperar muito mais. Romeu era pontual como um relógio suiço. E, como era de se esperar, ele não tardou em levantar a tampa do seu caixão. E lá estava ele, em todo o seu esplendor de beleza, nem parecia que estava... bem... morto.
Estendeu a mão e ele a tomou, puxando-a para fora da cova e para os seus braços.
- Julieta, estais bela como sempre. - e, dizendo isso, provou-lhe os lábios viçosos como eram quando ambos estavam vivos.
- Romeu, é uma tortura ficar longe de ti um ano inteiro, meu amor.
- Minha bela amada, temos que agradecer por este dia de Finados que nos permite reviver nosso amor. São apenas vinte e quatro horas, mas são as horas mais felizes de todos esses anos sepultado. Por você, passo pela tortura da decomposição vezes sem fim, só para me regenerar e re-encontrá-la, como se nunca tivéssemos nos separados.
- Sim, Romeu, faço minhas palavras as suas. E agora, minha vida, vamos nos amar pois o tempo é curto e a saudade é imensa.
E, sem mais, saíram andando, procurando um mausoléu relativamente confortável onde poderiam se aninhar e celebrar o grande amor que os unia e os fazia voltar sempre para os braços um do outro, vezes e vezes sem fim.


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Desafio da imagem dado pela Olhos

Posted by Nanda Cris on 20:52 in , ,


Não sabia se era sonho ou se era realidade. Sentia-se cansada de tanto andar por aquela mata. Parecia que andava em círculos. Forçava a mente a cada passo para tentar lembrar como havia chegado ali.
Nada. Vazio. Branco.
Quanto tempo já teria passado? Olhou para as copas das árvores. Eram bem fechadas, muito pouco da luz da lua se infiltrava. Não era possível saber sua altura no céu.
Tropeçou, quase caiu. Concentrou-se no caminho. Era difícil andar sem um objetivo. O que fazer?
Aguçou os ouvidos. Já estava quase retomando a caminhada quando ouviu um uivo. O resto da mata era puro silêncio. Até o vento parecia reverenciar o lobo, abstendo-se de balançar a folhagem sem a sua permissão.
Seguiu o som do uivo. Se a morte era a saída para aquele inferno verde, ela a aceitaria de braços abertos. O infinito sem rumo lhe era intragável.
Andou por minutos que pareceram horas. Por dias que pareceram segundos. Ali não havia uma boa perspectiva de tempo.
Seus olhos embaçados da mesmice atrapalharam-se para interpretar o novo estímulo visual a que estavam expostos. Coçou-os. Melhorou um pouco. Era uma escada. Para onde levaria?
Mais uma vez o uivo se ergueu imperativo pela mata. Provinha do final da escada. Dirigiu-se para lá sem pudor.
Sentia o orvalho nos pés descalços. A camisola prendeu-se num galho e se rasgou, ela parecia hipnotizada, nada via, apenas seu objetivo. Galgou o último degrau. E lá estava ele, sentado, encarando-a. Como se a esperasse. A lua brilhava em seus pelos.  Sua respiração era compassada. Tudo era força e músculo.
Esticou a mão direita, sem nem pensar sobre o que estava fazendo. Se era uma saudação, um afago, um gesto de paz ou uma ameaça, ela ainda não tinha decidido. Só sabia que seu corpo estava esticando a mão enquanto sua mente gritava "Perigo!".
O lobo rosnou e atacou. Ela gritou e se sentou na cama. Arfava. Era só um sonho. Só um sonho. Apalpou-se. Tudo inteiro. Afastou o lençol e viu a camisola imaculada. Nenhum rasgo. Continuou descendo os olhos. E foi então que viu seus pés. Sujos de grama e orvalho.
Estava enlouquecendo.

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