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HUMOR: Dia das mães

Posted by Nanda Cris on 17 de maio de 2013 06:00 in , ,
Ok, eu sei que o dia das mães foi dia 12 de maio, mas esses seres especiais merecem ser celebrados todos os dias, certo?

Achei algumas tirinhas e lembrei da minha, não podia deixar de compartilhar aqui com vocês! Clique nas imagens para poder ver maior!

Essas 2 eu ri muito, porque minha mãe é assim mesmo. Não entende NADA do que eu trabalho (sou desenvolvedora de sistemas), mas está sempre pronta para dar uma palavra de incentivo, mesmo sem saber direito o que está incentivando.




Essa outra tirinha também lembrei muito da minha mãe. Nunca aceitei os argumentos dela sem um bom diálogo. "O céu é azul" "Ok, mas porque é azul?"
A melhor parte disso tudo: Ela nunca me deixou sem resposta! :-)



E, para fechar, por mais que eu seja crescida hoje, casada e pague minhas contas, sempre acho que minha mãe é a pessoa mais sábia que existe e não existe problema que ela não possa resolver!


Te amo mãe! :-D


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Resposta ao Desafio do Dia das Mães - Desafio de Imagem

Posted by Aptos on 16 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,
Desafio para o Dia das Mães - O presente da mamãe!

Nossa querida Nanda, nos desafiou com imagens para o dia das mães. Foi devidamente aceito, porém infelizmente não houve tempo hábil para escrever e postar antes do Dia das Mães... então.... 

Segue abaixo a imagem e o desafio. Sabe... desta vez quis inovar e escrever algo para crianças. Então, essa história, vai para todas as mamães que querem contar uma historinha antes de colocar seu filhotinho para dormir... 



Cinco Corujinhas irmãs
Viviam a brincar
Escondidas nas asas da mãe
Com medo de sair e voar

De todas, a menor era a Bolinha
Também era a mais levada
Arriscou sair da asinha
Porque era a mais ousada

A mais velha era a Mocinha
Também era a mais sábia
Enrolava sua mãezinha
Porque tinha uma grande lábia

Todas as outras eram medrosas
Não saíam nem para passear
Mas agora realmente,
A história vou lhes contar...


As cinco corujinhas se reuniram. Queriam dar um presente para a Mamãe Coruja. Dia das Mães se aproximava e assim como os humanos, as corujinhas queriam preparar algo diferente. Queriam demonstrar todo seu amor pela mamãe mais linda do mundo que as alimentava, protegia do frio e dos predadores, oferecendo para ela um presente.

A idéia delas, que eram todas tão branquinhas, era conseguir uma flor colorida para enfeitar a mamãe. Briga daqui, briga de lá... Ninguém queria se arriscar. Estavam seguras na toca da mamãe. 

Bolinha, apesar de menor, era também a mais corajosa. Mas ninguém queria deixá-la sair sozinha a procurar. Afinal, ela também era uma corujinha muito inconsequente. Nunca pensava no que podia dar errado. Então... ficou decidido que ao amanhecer, sairiam Bolinha e Mocinha.

Isso, porque as corujas, são bichinhos notívagos. De noite elas estão acordadas e de dia dormem... Assim, poderiam sair quando Mamãe Coruja estivesse dormindo e aí poderiam procurar uma linda e cheirosa flor com calma.

O maior problema, é que estavam no inverno. E o inverno era bastante rigoroso naquela região. As árvores, os arbustos, até mesmo a relva... Tudo à volta revelava uma paisagem única, branquinha e coberta de neve.

O dia amanheceu e Bolinha e Mocinha colocaram suas patinhas fora do Oco do Tronco, onde elas moravam. Voltaram rapidamente, pois a luz ofuscou seus olhos. Esperaram alguns instantes para acostumarem e saíram... Com muito medo do mundo lá fora...

Depois de alguns minutos voando, Bolinha não resistiu e mergulhou em direção a um monte de neve... Saltava contente e enfiava a cabeça na neve, se escondendo. Piava chamando a irmã:

- Mocinhaaaaa! Adivinhe onde estou!

A irmã ria e balançava a cabeça achando muita graça nas peraltices de Bolinha. 

- Olhe!!! - levantou vôo - Sou um floco de neve!!! - e planava na frente da irmã.

Mocinha, percebendo o avanço do dia, começou a ficar preocupada com o horário. E então, ralhou com a irmã!

- Comporte-se Bolinha! Viemos procurar um presente para mamãe! Foco no objetivo, guria!

E mesmo passando o dia voando sem parar, perceberam que embora a paisagem fosse linda, toda limpinha e branquinha, nenhuma flor conseguia sobreviver a tamanho frio. 

Já estavam desanimadas, quando viram bem ao longe um pontinho vermelho e marrom. Voaram depressa naquela direção, mas era apenas um esquilinho voltando para sua toca.

As duas não queriam voltar sem seu prêmio. Jamais admitiriam o fracasso perante suas irmãs. Mas o que poderiam fazer? Já estava escurecendo e Mamãe Coruja acordaria a qualquer momento. Se não as visse em casa, ficaria muito preocupada. Além disso, estavam tremendo de frio e mais um pouco, talvez nem conseguiriam voltar para casa, já que as penas estavam congelando.

Voltaram desoladas e nem tiveram coragem para entrar em casa. Sentaram no galho em frente à toca, onde Bolinha, a corajosa, agora chorava tristemente por ter fracassado. Com o frio, as duas estavam com as asinhas machucadas e geladas.

Mamãe Coruja acordou e saiu de casa ao ouvir o choro sentido de suas filhas. Compadeceu-se das duas, e entendeu imediatamente, que as duas tinham saído de casa. Também percebeu que elas estavam cobertas de neve e gelo. Tudo que Mamãe queria fazer agora era aquecer e cuidar de suas filhotinhas. Chamou as demais filhas, pois todas juntas envoltas pelas asas de sua mãe, com certeza conseguiriam aquecer as duas fujonas. 

E assim, num abraço coletivo, Bolinha e Mocinha se aconchegaram, deixando que o calor aquecesse suas penas úmidas e enregeladas.

Mamãe nem precisou brigar. Só seu olhar deixou as duas envergonhadas por saírem sem avisar à mamãe.Mocinha então, pigarreou de leve e disse: 

- Mamãe... desobedecemos à senhora... Saímos escondidas para procurar um presente que representasse todo amor que nós cinco sentimos pela senhora.

Mamãe Coruja deu um sorriso leve e disse:

- Filhotinhas Amadas, nenhum presente no mundo chega aos pés do bem mais precioso que eu tenho: VOCÊS.

Aquelas palavras aqueceram o coração das corujinhas que finalmente entenderam que não há presente maior no mundo que o amor.

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Desafio de dia das mães

Posted by Unknown on 14 de maio de 2013 06:00 in , , ,

Um texto simples, porque falar sobre mãe é complexo demais pra se conseguir expressar em palavras :s


“Oi mamãe,
Pedi para o papai escrever essa carta para mim, já que ainda não sei escrever. Ele não tem uma letra muito bonita, mas disse que ia escrever a carta pra mim. Agora ele está me olhando de cara feia porque eu disse que a letra dele é feia, mas eu pedi pra ele escrever tudinho que eu falar, ele está escrevendo.
Eu quero te dizer, mamãe, que eu te amo demais! Você sempre me faz feliz. Mesmo quando briga comigo, e eu não entendo, eu sei que é porque fiz alguma coisa que você não gostou.
Eu adoro quando você me coloca na cama pra dormir, quando me dá colo, quando me ajuda a alcançar algum brinquedo que ta guardado lá no alto. Adoro a comidinha que você me dá todo dia, e quando você me conta historinha. Quando você me leva na pracinha também, e brinca comigo.
Eu fiquei com muito medo quando você me disse que eu teria um irmãozinho, porque ai você não ia mais ser minha mamãe, não ia mais me pôr pra dormir e me dar colo, ou brincar comigo. Mas o papai me falou que você sempre vai ser minha mamãe, mesmo que eu tenha um moooonte de irmãozinhos. Ele me falou que você vai sempre me amar demais, e fazer tudo que faz por mim, porque amor de mãe é assim.
Agora eu estou feliz, porque você vai sempre me amar, e porque eu vou ter um irmãozinho pra brincar, e você vai amar ele o mesmo tanto que me ama, então ele vai ser muito feliz também, por você ser a mamãe dele!
Eu amo muito você, e vou te amar pra seeeeeeeeempreeeeee!
Feliz dia das mães!”

Depois que a mãe leu a carta, emocionada começou a chorar. 
A filha lhe deu um grande abraço, e um beijo no irmãozinho que ainda estava na barriga. 
A mãe jamais esqueceria aquelas palavras tão doces e sinceras.

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Mãe Sem Filha, Filha Sem Mãe (Desafio de Imagem - Tema: Dia das Mães)

Posted by Marcinha on 12 de maio de 2013 06:00 in , , ,
12/05/2013
14:00h
São quatorze horas agora, de domingo, o segundo do mês. Estamos em maio e venta bastante lá fora nesse momento, embora o ar condicionado do carro mantenha meu mundo estabilizado, do jeito que eu gosto.
Como o meu motorista me informou que chegaremos em vinte minutos, aproveito o tempo para atualizar o diário que mantenho no notebook. Não sei onde meu terapeuta quer chegar me obrigando a fazer essas anotações.
Dona Germana me telefonou hoje, misteriosamente, logo após o almoço, me interrompendo enquanto eu relaxava na banheira. Me perguntou quando vou visitá-la. Não entendo o motivo de tanta carência, já expliquei à minha mãe que trabalho demais e não tenho tempo. Repeti isso para ela mais uma vez. Ela me respondeu que sabe como eu sou e que foi por isso que marcou o compromisso desta tarde para mim. Ah, mamãe e seus trabalhos assistenciais. Não sou contra, mas detesto quando ela me envolve nisso.
Divaguei por algum tempo sem escrever e já chegamos ao endereço. Orfanato São Francisco de Assis, diz a tabuleta na porta. Ah, meus sais... isso vai ser pior do que eu pensava.

14:38h
Acabei de sair do orfanato, depois de assinar um termo de responsabilidade pela guarda de Emily Eduarda da Silva por uma tarde. Ela está sentada no banco traseiro ao meu lado agora. Se pela manhã alguém me dissesse que esta tarde teria uma criança de seis anos sentada no meu banco de couro importado, eu teria dado uma sonora gargalhada. Mamãe está cada dia mais engraçadinha em suas piadas comigo.
Ela já havia acertado tudo previamente com a diretora do orfanato. Minha função desta tarde é conduzir Emily Eduarda à uma escola de ballet, onde uma professora lhe dará uma aula demonstrativa. É um sonho da menina, ao que parece. Depois devo levá-la a minha casa e mantê-la lá por um mínimo de uma hora. Não vi sentido algum nisso, mas a diretora me disse que mamãe insistiu nesse ponto. Só então poderei devolver a criança ao orfanato e dar este dia bizarro como encerrado.

14:57h
Meu Jesus! É normal uma criança fazer tantas perguntas ou eles tomam estimulantes no orfanato?

15:30h
Um momento de paz. Já estamos na Escola de Dança que pertence à Madame Eslava, uma bailarina de muito talento, que aparenta beirar os 70 anos agora. A polaca em pessoa fez questão de ensinar Emily hoje. As duas parecem estar se divertindo. A menina é mais esperta do que pensei à primeira vista. Calçou sozinha as sapatilhas que trouxe consigo e reproduz com bastante exatidão os movimentos que lhe são demonstrados. Me faz lembrar minha infância, quando também fiz aulas aqui.
Entre um passo e outro, Emily sempre me olha e sorri. Parece estar eufórica. Pobre menina, parece que não sai daquele orfanato há bastante tempo.

Ops... fiquei tanto tempo observando as duas que agora Madame está me chamando para participar. E, em se tratando de Madame Eslava, não posso dizer não. Ai... lá vou eu...


16:25h
Estamos de volta ao carro, rumo à minha casa. Emily finalmente se distraiu com um dos jogos do meu iPad. Estava tão entusiasmada que pensei que nunca mais pararia de falar.
O final da aula de ballet foi, no mínimo, inusitado. Emily disse que queria dançar comigo assim que entrou uma sinfonia de "Betouuuven" (eu nunca vi ninguém fazer um bico tão grande para pronunciar esse nome).
Eu não tinha idéia do que ela pretendia até que colocou os dois peszinhos sobre os meus. Minha Nossa Senhora da Griffe Européia, a pimentinha da garota subiu no meu Scarpin Italiano! Ela segurou minhas mãos bem apertado e aquele par de olhinhos brilhava tanto que eu não consegui fazer outra coisa senão rir. Então começamos nossa "vauuusa", como a bicudinha havia me pedido. Eu conduzia a pequena pelo salão de tábua corrida, a largas passadas, com os peszinhos dela sempre sobre os meus. Madame Eslava aplaudia, dizendo que estávamos indo muito bem, enquanto Emily ria como se lhe fizessem cócegas.

18:39h
Já estou em casa há cerca de uma hora e meia, mas não tive um minuto para escrever, exceto agora.
Emily estava com fome assim que chegamos. Pedi à Socorro, minha cozinheira, que preparasse a mesa para um lanche. Emily se sentou e se serviu sozinha! Não me lembro de ter tamanha desenvoltura nessa idade. A parte mais interessante foi vê-la "esculpir" a pasta de nozes sobre a torrada integral. Creio que nem Michelangelo tenha alisado uma superfície com tanta concentração nem por tanto tempo.
Depois do lanche, levei-a para ver a sala de Home Cinema. Ela pareceu adorar o tamanho da tela. Me perguntou sobre um filme... "Investigando Nemo" ou algo do gênero. Manuseou meus DVDs em vão, por que só tenho filmes cult. Mas fiquei intrigada quando ela me mostrou a capa do "Drácula", me perguntando se aquele da foto não era o "Lugouuusi". Onde essa menina assistiu a um filme de 1931?!
Ainda estava imersa nesse pensamento quando Fluffy, meu Lulu da Pomerânia, invadiu a sala como se corresse pra salvar sua vida. Foi uma espécie de amor a primeira vista quando Emily e ele bateram o olho um no outro.
Desde então ela o chama sem parar de Fofinho enquanto estala os dedinhos para chamá-lo, ou os dois correm feito loucos, brincando de pegar. Fluffy está esbaforido, pára de vez em quando com uma língua enorme para fora enquanto respira ofegante. Emily está suada a ponto dos cachos grudarem no pescoço, mas ela não se cansa nunca. Os dois saltam e rolam sobre os sofás e os tapetes. Rio comigo mesma enquanto penso que dona Jacira terá um bocado de trabalho extra amanhã. Há marca de pequenas pegadas suadas por todo o sofá...
Pela primeira vez testo a acústica perfeita que o corretor me prometeu quando comprei esse imóvel. Realmente, a gargalhada de Emily ecoa por toda a casa, como uma melodia.

20:21h
Estou no carro, voltando para casa. Acabei de deixar Emily de volta no orfanato.
Ela se pendurou no meu pescoço quando nos despedimos, com um abraço tão apertado que eu achei que ela nunca mais me soltaria. Ela me disse "eu te amo". Meu Deus, por que ela me disse isso de modo tão doce?
Depois que ela se foi, conversei longamente com a diretora da instituição. Assinei mais papéis do que achei que assinaria essa noite.
Estou tremendo tanto que nem consigo digitar. Estou apavorada e... eufórica! Que Deus me ajude e eu não esteja fazendo nenhuma besteira.

22:50h
Jesus! Nem sei por onde começar!
Germana... Mamãe me telefonou ainda há pouco. Queria saber como tinha corrido o compromisso da tarde. Eu disse a ela que tudo tinha corrido bem e que eu tinha algo muito sério para dizer.
Ela ficou muda ao telefone. Ela sabe que extrapolou desta vez, me enviando sem o meu consentimento na missão tomar conta de um criança. Ela sabe que isso é algo que eu jamais deixaria passar sem dar uma faniquito.
"Eu preciso te comunicar algo", eu disse, muito séria. "Eu vou adotar a Emily. Já assinei os papéis dando entrada no pedido de adoção hoje mesmo."
Ela continuou muda. Então começou a chorar. Eu senti o chão desaparecer sob meus pés. Esperava qualquer reação, menos um choro tão sofrido.
Desesperada, perguntei se ela estava bem.
Ela me disse que estava ótima. Que estava emocionada, mas estava ótima.
Então ela me disse que eu acabara de dar a ela o melhor presente de dia das mães que eu poderia dar.
Dia das Mães. Hoje. Meu Deus. Isso nem me passou pela cabeça.
Ela me disse que sabia que eu esqueceria, como sempre. Disse que queria me dar a oportunidade de ver como uma família pode fazer falta para alguém em um dia como hoje. Nunca pensou porém que meu coração fosse tocado a ponto de eu desejar ser mãe daquela criança.
Ela me disse que estava mais que feliz.
Desejei Feliz Dia das Mães a ela. Ela me desejou o mesmo. Isso foi inusitado, e divertido. Perguntei a ela se já estava indo dormir, e ela me disse que não. Pedi que me esperasse então, pois estava indo vê-la.
Estou no carro, a poucas ruas de sua casa. Ainda há tempo de dar um abraço na minha mãe no dia dela.


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Desafio da Imagem - Tema: Dia das Mães - por Nanda Cris

Posted by Nanda Cris on 11 de maio de 2013 06:00 in , , ,


- Vamos lá gente! Sorrindo!

Todos sorriem.

- Agora, olhe para o menino com cara de afeto!

Eduarda faz exatamente o que lhe é ordenado.

- Milena, pega a colher de pau e finge estar mexendo alguma coisa! Quero interatividade!

A menina pega a colher e finge colocar na mistura, ainda com o sorriso congelado na face.

- Lucas! Não levanta tanto o saco de farinha! Vai ficar na frente do seu rosto!

O menino tenta se manter sorridente, apesar da repreensão dita em voz dura.

- Isso, perfeito! Todo mundo congelado! Ninguém se mexe ou respira. E... foi! - o fotógrafo sorri aliviado - Conseguimos finalmente uma foto perfeita.



Eles se dispersam rapidamente, aliviados por estarem livre daquela sessão de tortura. Já tinham perdido as contas de quantas fotos tinham tentado para aquele comercial de farinha de trigo.

As crianças seguiram correndo, brincando de pegar para o camarim coletivo que os três estavam dividindo. Eduarda ia atrás, seguindo-os. Começou a sentir um pouco os olhos marejados. A vivacidade daquelas crianças era algo que queria para sua vida, mas não parecia que seu destino era este. Secou discretamente as lágrimas antes de entrar no camarim.

E lá estavam Eduarda e Lucas com suas mães Andressa e Elisa. Aquele jovem casal lésbico tinha tudo o que ela gostaria de ter. Um amor forte, dois filhos lindos, e uma felicidade que estava estampada na face de toda a família.

Pegou sua bolsa, soltou um adeus fraco e saiu arrasada do camarim.

Este dia das mães ia ser especialmente ruim. Tinha acabado de se divorciar, porque encontrara seu marido com sua irmã na cama. O desgosto levara sua mãe, então, nem seria possível comemorar como filha esta data. E mesmo depois de 2 anos tentando desesperadamente engravidar do calhorda, nada conseguira, enquanto sua irmã ostentava uma linda barriguinha de 4 meses, gerada pelo seu marido traidor. O que era matematicamente interessante, uma vez que só pegara os 2 na cama havia 2 meses. Secou as lágrimas, levantou os ombros e foi pra casa. Jurou que nunca mais choraria pelo patife e não ia ficar se lamuriando pelos cantos!

Chegando em casa, tomou um calmante e foi dormir. Apagou completamente, só acordando no dia seguinte. Olhou pela janela e pensou:

- Hoje é sábado, véspera do dia das mães. Não tinha mãe, não tinha filho.

Olhou para a mesinha de cabeceira e viu seu tranquilizante. Podia tomar outro e dormir até segunda. Simplesmente pular o fim-de-semana. Não, não. Não era fraca a este ponto. Levantou-se e preparou um café. A cafeína a animou, mas só um pouquinho. Levou o notebook para a cama e deu uma espiada nos seus emails. Um deles chamou a atenção pelo título "Lar São José estará em festa neste domingo!". Clicou.

O Lar São José para Crianças sem Lar estará em festa neste domingo! Venha curtir muita música, diversão e sentir o afeto dessas crianças que não tem lar, mas tem muito amor para compartilhar!
Estamos todos de braços abertos, esperando por vocês!
A entrada é um quilo de alimento não perecível.
Todos nós esperamos por vocês!

E logo abaixo, vinha uma foto das crianças.



Percebeu uma menininha com colar cervical. Lembrou-se quando era pequena e precisou usar aquilo também. Ganhara o apelido de girafa naquela época. Decidiu-se. No dia seguinte iria ao Lar São José para conversar com aquela menininha.

Passou o resto do sábado, indo de loja em loja, comprando presentes para as crianças. Pela foto, dava para saber quantos eram meninos, e quantas eram meninas, então, comprou para todos. Seu dia foi muito animado.

O domingo chegou e, com ele, uma forte indisposição. Sentia-se fraca, enjoada. Tinha que parar de abusar tanto dos tranquilizantes. Pensou nas crianças e aquilo deu um ânimo. Resolveu ir ao orfanato mesmo assim. E não se arrependeu. Lá chegando, foi muito bem recebida, com sorrisos, abraços e muito carinho. Distribuiu os presentes, contou histórias, descobriu que a menininha não ligava de usar o colar, pois todos eram muito bondosos com ela e nunca faziam piada do seu problema. Estava muito feliz, mas ao longo do dia, foi ficando pior. Saiu da festa mais cedo, prometendo voltar e com uma pasta cheia de desenhos de todas as crianças. Passou no pronto-socorro perto de sua casa e acabou desmaiando ali mesmo. Não tinha conseguido comer nada naquele dia devido o enjoo. Seu açúcar baixou e ela simplesmente apagou. Acordou numa maca, com soro e um médico fazendo anotações numa prancheta. Sentia a boca seca.

- Doutor?

- Ah, até que enfim acordou, minha filha!

- O que eu tenho doutor?

- Você teve uma hipoglicemia e desmaiou. Fizemos um exame de sangue e está tudo normal com você.Após tomar o soro, você já estará liberada para ir pra casa.

- Que bom doutor!

- Sim, e vai melhorar agora. Todos esses anos de profissão, nunca tive o prazer de dizer isso num "Dia das mães": você está grávida, minha filha.

- Grávida??

- Sim!

Ela não conseguia responder, apenas sentia as lágrimas escorrendo. Só conseguia agradecer a Deus e pensar:

"Mamãe, eu consegui, sou uma pessoa completa agora."


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Feliz dia das mães

Posted by PatyDeuner on 13 de maio de 2012 00:17 in , , ,
               

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