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DICAS: Retificar x Ratificar

Posted by Aptos on 25 de novembro de 2013 06:00 in , , ,


É fato que as dúvidas aparecem quando lidamos com palavras parônimas, ou seja, palavras que possuem significados semelhantes na pronúncia e na grafia. Certamente esses vocábulos geram confusões na hora da aplicação. Mas como saber quando utilizá-los?

Na verdade, é necessário entender primeiramente suas origens e significados para realizar a utilização com clareza e assertividade, evitando possíveis erros gramaticais. Vejamos abaixo:

Ratificar do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar.

Retificar do latim com base na palavra rectus, que se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa.



 
Para entender melhor o uso, vamos a um exemplo: 

1. O contrato foi ratificado pela empresa. 

Nesse caso, o verbo ratificar, expressa a confirmação e validação do contrato, pelo agente da voz passiva – empresa.

No caso do verbo retificar, os sentidos de corrigir e emendar são mais comuns nas orações. 
2. O livro, que será publicado, passará por um processo de retificação.

Agora que já sabemos a origem e seus respectivos significados, a aplicação na prática torna-se simples. A comunicação se mostra mais eficaz, já que não haverá desentendimento entre emissor e receptor sobre a mensagem transmitida.

“Ratifico” que o processo da comunicação correta, seja escrita ou verbal, no ambiente corporativo, é imprescindível para que não haja. 

A clareza de ideias está intimamente ligada à sua capacidade de não “retificar” mensagens, pois você faz a escolha das palavras certas, para as pessoas certas, no momento certo. Fique atento a isso!


Fonte: Prof. Reinaldo Passadori 




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Resenha: O Pacto (Joe Hill) - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 23 de novembro de 2013 06:00 in , , , ,

 



Seria o homem pior que o diabo?
 
Quando comecei a ler O Pacto, fiquei muito surpresa com o estilo rápido e sem enrolações. O argumento do livro é bem desenvolvido, mas infelizmente fiquei com muitas questões pendentes.

E aí, foi com muita surpresa que descobri que o Joe Hill é filho do Stephen King.

A escrita do Hill é dinâmica e bem estruturada, ele desenvolve bem o tema, mas peca bastante em não esclarecer sobre a principal pergunta.

Lembrando que ele usa uma narrativa não linear, ora narra o presente, ora o passado, o que se torna essencial para a construção de cada um dos personagens, ele os transporta desde o primeiro contato até o último na maioria dos casos.

O Pacto conta a história do pacífico e inocente Ignatius Perrish, que tem sua namorada estuprada e assassinada e é o principal suspeito. Embora ele se livre das acusações, todos - inclusive sua família, acreditam na sua culpa.

Até que um dia, um ano após o assassinato, ele amanhece com um par de chifres. Os chifres tem o estranho poder de afetar as pessoas, fazendo com que desperte o pior de cada um e joguem verdades horríveis em cima dele.

Os chifres também mudam um pouco sua personalidade e ele começa a ter prazer em influenciar as pessoas que o maltratam negativamente. Durante o livro, ele fica numa luta interna constante - entre o bom Ig e o demônio Ig.

Quando ele descobre o poder que os chifres trazem, ele resolve descobrir e vingar a morte da sua amada.

O problema é que essa vingança desperta o que há de pior nele e ele não gosta do que vê. Nessa sua jornada da busca pela verdade ele acaba descobrindo muitas coisas sobre ele mesmo, sobre Merrin, sobre a família, amigos e todos os que o rodeiam.

Ele percebe que foi um marionete enganado e manipulado por muitas pessoas. Também descobre que muitas das coisas que ele pensava, não eram assim de verdade.

Enquanto lida com a própria maldade descobre que nem sempre o diabo é o único mal e que os humanos podem ser piores que aqueles que carregam chifres.


Considerações Finais:

O livro é muito bom, tem um enredo bem estruturado, mas peca ao omitir informações para entendermos o porquê de tudo ter acontecido.








Tempo: 4 dias
 Finalidade: Fazer as pessoas entenderem que são culpadas pela maior parte de mal existente no mundo.
Restrição: Pessoas facilmente impressionáveis.
Princípios ativos: Terror, Fantástico, Sobrenatural.


Título: O Pacto
Autor: Joe Hill
Editora: Sextante
Número de Págs.: 320 páginas

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Desafio de Halloween - by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 21 de novembro de 2013 06:00 in , , , ,
Como as meninas já disseram antes, este ano rolou um amigo-oculto de Halloween. Cada uma dava 5 palavras para a coleguinha e o esquema ficou assim:

Sammy tirou Nanda - Texto da Nanda 
           Palavras: profissional, atenuar, cenoura, doninha, indeciso
Patty tirou Marcinha - Texto da Marcinha 
           Palavras: trambiqueira, jumento, algar, vassoura, ora-pro-nobis
Marcinha tirou Patty (aguardando resposta ao desafio!)
Nanda tirou Sammy (meu texto abaixo!!!)

A Nanda, muito gentilmente me deu duas opções. A versão hard e a versão light. Como eu sou metida, resolvi usar TODAS as palavras das duas versões...

Versão Hard
Bumerangue - Esmalte - Monalisa - Facebook - Aliciador

Versão  Light
Árvore - Lixo - Azul - Nublado - Rápido


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"Era meia noite e a lua continuava oculta naquele céu levemente NUBLADO." 
Um pio agourento quebrou o silêncio quando Lucas levantou os olhos do texto e balançou a cabeça desanimado...

Achou que o texto estava ficando comum demais e entrou no FACEBOOK. na esperança de encontrar alguma inspiração.

Passou os olhos por alguns textos e lá, tudo era engraçado ou beirava o ridículo. Nada digno de uma história de terror para ser publicada na Amazon.

Foi quando tirando sua atenção da janela, tocou o telefone e uma voz num tom entre animada e desesperada, gritou com ele:

- Lucas, preciso de sua ajuda! Só você poderá ser o herói que irá me salvar! 

Suspirando levemente, ele perguntou para a irmã que cismava em ligar nas horas mais impróprias!

- Qual é o grande problema dessa vez, Berê?  

- Meu carro pifou! E eu simplesmente PRECISO ir à Festa à Fantasia que está rolando naquela Casa de Festas no Alto da Boa Vista... Ahhh vai, irmãozinho! Você não vai me deixar na mão, não é? Aposto que não está fazendo nada de interessante! Por favorzinho.... Estamos todos nos fantasiando de personagens de filmes de terror! Você com essa cara de maluco, pode ser "O ALICIADOR¹" daquele filme do Donato Carrisi! Podemos pegar braços de borracha na sala de teatro da minha escola e você penduraria todos no pescoço....



Caramba! Ela falava sem parar! Quando ela foi tomar fôlego, aproveitou para responder: 

- Não, obrigado! Desta eu passo! Não estou muito interessado em participar d uma festa estranha, com gente esquisita. Mas já que é "tão importante" para você, eu te dou uma carona. Acho bom arrumar alguém para te trazer de volta, porque não tenho a menor intenção de levantar no meio da madrugada para te buscar.

Lucas desligou o telefone antes de ouvir algum protesto e pegou seu casaco pendurado na cadeira - as noites no Alto da Boa Vista costumam ser bem frias! Dirigiu bem RÁPIDO pela cidade e chegou na casa dos pais em exatos treze minutos.

Xingou mentalmente quando percebeu que sua irmã não estava na porta esperando. Não tinha a menor vontade de encarar seu pai e entabular uma conversa amena. Puxou o telefone do bolso e discou o número de Berenice.

- Você NÃO ESTÁ na porta!

- Ahhh mas é que você não me deu tempo de terminar de me arrumar! - fechou o vidrinho de ESMALTE preto e olhou encantada para as mãos - Lulu, você vai AMAR minhas unhas!

- Pode parando de bate-papo e vindo. Você tem 5 minutos antes que eu desista de te dar uma carona e vá embora!

Berenice largou o esmalte e quase desligou a TV, quando uma coisa chamou sua atenção... MONALISA estava se entregando para Tufão na novela Avenida Brasil.

- Ai meu Deus! - exclamou a jovem - Finalmente esse casal se acertou! Não vejo a hora de saber o que vai acontecer com a Carminha! - desligou a TV e olhou para a fantasia. Sabia que estava perfeita. 

Passou correndo pela sala e deu um beijo leve na testa do pai. Ao bater a porta de casa ainda ouviu sua voz:

- Divirta-se e CUIDADO!

Entrou no carro do irmão e deu um sorriso: 

- E então? Vamos??

Sem responder nada, Lucas girou a chave do carro e seguiu depressa pela Conde de Bonfim, na esperança de não pegar nenhum trânsito e voltar cedo para casa... Tamborilava os dedos pelo volante enquanto Berenice contava histórias de terror e falava de lendas urbanas com tons sinistros sem parar.

Tentando fazê-la se calar um pouco, ele disse: 

- E então, irmã... Qual é a dessa festa? Tem alguém interessante por lá ou é apenas mais uma festa à fantasia? E essa sua roupa? Não faço idéia do que você está fantasiada - nunca vi ninguém de branco numa festa de Halloween!

- Poxa!! - magoada - Eu me empenhei tanto em parecer com a Noiva Cadáver! Você nunca viu esse filme? É uma animação do Tim Burton!

- Não gosto muito de desenhos... por isso não conheço. 

Lucas diminuiu a velocidade pois seu velho Ka 1.0 gemia na subida e nas curvas. No painel uma luz começou a piscar insistentemente. Percebeu - tardiamente - que não tinha gasolina suficiente para completar a viagem. Pensou em descer em ponto morto, mas ficou com medo de não conseguir controlar o carro. Quando o carro parou, já estava nas imediações da Floresta da Tijuca, conseguia ver ao longe, a curva que levava lá. Resolveu falar antes que sua irmã perguntasse o motivo da parada. Do lado de fora, uma escuridão assustadora envolvia o carrinho e uma bruma leve levantava do lago à sua frente. 

- Berê... Acabou a gasolina. Vou ter que arrumar ajuda - talvez um ou dois litros de gasolina sejam suficientes. Vou subir essa estrada porque ali em cima, próximo à Floresta, parece ter uma festa - fica mais fácil pedir ajuda. Não quer subir comigo?

- Caramba, Lulu, é típico de você esquecer das coisas, mas botar gasolina devia ser o básico né? Vou esperar aqui bem aqui, tá brincando que vou subir esse pedação de estrada!

- É perigoso ficar sozinha. Aqui tem muitos bandidos. 

- Ah... fica tranquilo! Pode deixar que eu tranco as portas do carro, vou deixar a luz acesa e ficar ouvindo música enquanto você não volta!

- Ok, se é assim que prefere. Aposto que vou e volto bem rápido mesmo. Você com esse salto, seria mesmo incapaz de me seguir! - ato contínuo, ele tirou a chave da ignição e o chaveiro com um enorme são bernardo balançou na direção dela. 

Lucas seguiu para a traseira do carro e localizou uma garrafa vazia de coca-cola e um pedaço de mangueira. Bateu a porta da mala e começou a subir a estrada.

No começo, Berenice não percebeu o tempo passar, entretida que estava na música. Mas quando o rádio começou a falhar e ela percebeu que a bateria do carro estava indo para o saco, olhou para o relógio e percebeu que havia passado muito mais de uma hora. 

Tentou olhar pela janela fechada, na escuridão, mas não conseguia enxergar nada. Desligou o rádio para poder pelo menos manter a luz interna do carro acesa. Pegou o celular e tentou ligar para o irmão, mas o Alto da Boa Vista era praticamente o triângulo das bermudas dos sinais de celulares. Seus celulares de duas operadoras diferentes, mantinham-se incólumes, buscando incessantemente um sinal que não chegaria a eles.

Pensou em abrir a porta e sair do carro, mas tinha tanto medo de estar num lugar deserto e no escuro, que desistiu. A cada cinco minutos, olhava o relógio e procurava entre as sombras das árvores, seu irmão.

Cansada de esperar, resolveu sair do carro. Manteve a porta aberta e olhou discretamente para fora. Resolveu que devia sair do carro e procurar o irmão ou tentar descer a estrada. A primeira coisa em que pensou foi tentar encontrar alguma coisa na mala do carro que pudesse servir de proteção. 

Apertou a alavanca abaixo do volante e saiu do carro, atenta a qualquer ruído estranho. Levantou a porta da mala quando ouviu um farfalhar de folhas e passos no asfalto. Aliviada, chamou:

- Lucas? É você? Eu já estava preocupada...

Ao longe, percebeu uma sombra que sobressaía à sombra de uma ÁRVORE. Era muito maior que seu irmão mirrado. Olhou rapidamente para a mala do carro, procurando uma chave de roda ou pé de cabra, mas a única coisa que encontrou foram os pedaços de um BUMERANGUE AZUL velho.

Bateu a mala e correu de volta para dentro do carro. Fechou o trinco com o coração batendo a mil, quando finalmente o viu.

O homem era enorme. Estava descabelado e sujo. Seu rosto macilento e descarnado arrepiou todos os pelos de sua nuca. Ele tinha barbas longas e desgrenhadas. Seus olhos reluziam a raiva de um tigre engaiolado. Sua camisa branca e amassada estava imunda. Suas mãos pingavam sangue fresco de uma faca de caça. A outra mão mantinha-se escondida atrás das costas.

Berenice estava apavorada com a imagem na sua frente. Viu o homem aproximar-se lentamente do carro quando percebeu que sujeira que revestia a camisa não era apenas sangue. Pareciam pedaços de pele e entranhas.

Pensou rapidamente se deveria sair do carro e correr gritando e pedindo ajuda ou se deveria ficar na segurança do veículo. 

Resolveu ficar no veículo, porque antes que pudesse mudar de idéia, o homem bateu com as palmas das mãos na sua janela. 

Olhou para o homem que sorria com dentes amarelos e abria a calça passando a língua sobre os lábios. Estava cada vez mais assustada, porém agradecia ao fato de estar trancada no carro, protegida do homem pelos vidros.

Foi nesse instante, que ele levantou cuidadosamente a mão que mostrava o óculos quebrados de seu irmão e uma chave de carro com um São Bernardo pendurado. 

Ele enfiou a chave na fechadura e puxou Berenice com força para fora. A última coisa ouvida foi um grito assustador dado pela jovem.








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 ¹ "O Aliciador", livro de Donato Carrisi transformado em filme. Na história, o criminologista Goran Gavila e a equipe de homicídios enfrentam um caso perturbador: seis braços direitos de meninas entre 9 e 13 anos são desenterrados em um bosque. Cinco das crianças identificadas haviam desaparecido na última semana. Conforme os cadáveres emergem, as esperanças de que a sexta menina esteja viva provocam uma corrida contra o tempo, mas, em vez de levarem a equipe ao culpado, as pistas revelam-se parte de um plano friamente arquitetado pela mente cruel e brilhante do assassino, que parece estar sempre um passo à frente.
Quem tiver curiosidade de ler o livro: http://www.skoob.com.br/livro/64977


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DICAS: Aposto e vocativo, quando usar?

Posted by Nanda Cris on 11 de novembro de 2013 06:00 in , , ,


Já vi muitas pessoas escrevendo por aí os vocativos e os apostos sem colocar a vírgula corretamente. E então pensei: caramba, será que a pessoa sabe que é um aposto/vocativo e que, portanto, precisa de vírgula aqui?

Então resolvi fazer um post sobre isso, explicando um pouquinho dos dois.

Aposto

É uma palavra ou expressão que se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo.

Vamos ver agora alguns tipos de apostos:

• Explicativo : usado para explicar o termo anterior:
Gregório de Matos, autor do movimento barroco, é considerado o primeiro poeta brasileiro.
Alexandre, o grande.
Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil.

• Especificador: individualiza, coloca à parte um substantivo de sentido genérico:
Cláudio Manuel da Costa nasceu nas proximidades de Mariana, situada no estado de Minas Gerais.

• Enumerador: sequência de termos usados para desenvolver ou especificar um termo anterior:
O aluno dever ir à escola munido de todo material escolar: borracha, lápis, caderno, cola, tesoura, apontador e régua.
Tenho dois irmãos: Bianca e Fabrício.
A polícia já pacificou duas favelas: A Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão.
Já comprei produtos de limpeza: sabão em pó, amaciante, detergente, desinfetante e lustra-móveis.

• Resumidor: resume termos anteriores:
Funcionários da limpeza, auxiliares, coordenadores, professores, todos devem comparecer à reunião.
Carros, dinheiro, propriedades, nada paga minha dignidade.
Minhas roupas, meus sapatos, cremes, acessórios, tudo estava lá.

• Distributivo: distribui as explicações de termos diferentes separadamente.
Paulo e André concluíram a graduação neste ano; este fez Direito, aquele, Medicina.

• Oracional: o aposto é representado por uma oração.
Só te peço uma coisa: que saia da minha vida.
A verdade é esta: a justiça brasileira está ficando cada vez mais desacreditada.

Vocativo 

É a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido e fica sempre isolada na frase, por um sinal de pontuação (vírgula ou ponto de exclamação) e pode ser antecedido pela interjeição “ó!”.

Amigos, vamos ao cinema hoje?
Lindos, nada de bagunça no refeitório!
A vida, meu caro, não é nada piedosa.
A morte, Elisa, vem para todos.
Menino, não mexa nisto.
Saia já daí, Afonso!
Ó Deus, tenha piedade de mim.



Fonte Brasil Escola
         QI Educação



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[Batata Quente 3 - parte 4] - As Crônicas de San Atório - Capítulo Quatro: O sexto elemento

Posted by Nanda Cris on 6 de novembro de 2013 06:00 in ,
Olá minha gente!

Aqui vai minha contribuição para as Crônicas de San Atório!
Vamos ao mini flash-back antes?

Personagens:

  • Martha (guerreira)
  • Santhara (feiticeira)
  • Nardanna (caçadora)
  • Petrika (maga)
  • Deziree (guerreira) - saiu da trama no episódio 2. Talvez volte!

As histórias:


Agora sem mais enrolação, aqui vai minha parte na narrativa, espero que gostem!

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Parte 4 - O sexto elemento

Martha puxou uma corda que estava na sela de Audaz e avançou decidida para o desconhecido. Puxou seus braços para trás e começou a amarrar firmemente. O sangue passou a brotar com ainda mais intensidade e o homem, ainda desacordado, soltava gemidos de dor. Nardanna olhou enojada para a cena, desviou os olhos e encarou Santhara e Petrika. A primeira tinha olhos avaliadores voltados para o desacordado enquanto a segunda olhava em volta com um ar assustado como  se estivesse esperando que o espírito do Coveiro de Cima fosse brotar das árvores ou do rio a qualquer momento. Olhou novamente o homem e a brutalidade com que Martha o prendia, logo não haveria mais o que salvar. Estaria morto se a perda de sangue não estancasse.

- Petrika, você não vai curá-lo? - Santhara perguntou, tentando esconder a reprovação da voz.
- Não sei se seria inteligente mexer com uma alma pertencente ao rio. - disse Petrika sem parar de olhar em volta.

A taberneira segurou-a pelos braços, sacudindo-a levemente e viu os olhos de Petrika voltarem-se para ela, ressabiados. Nardanna olhava a cena com interesse, esperando seu desenrolar.

- Petrika, você não pode deixar esse cara morrer. Você pode curá-lo, deixe de ser medrosa. Minha leoa de chácara dá conta de um reles espiritozinho do rio, se é que ele vai aparecer!
- Não seja desrespeitosa! - A maga se aproximava do pânico.
- Vamos! Precisamos fazer o bem, sem olhar a quem!

As duas se olharam por um longo tempo. Tão longo que Martha já estava levantando o homem do chão e puxando-o em direção a Audaz que relinchava e sapateava, aflito pelo cheiro de sangue. Nardanna ainda encarava, pronta para intervir. Um gemido mais alto do desconhecido fez com que Petrika desviasse os olhos para o chão e soltasse um longo suspiro, aquiescendo com a cabeça.

- Então me solte, Santhara. Farei o que me pede, mas espero que os Deuses vejam que eu fui obrigada.
- É a decisão mais acertada, Pet.
- Se você está dizendo... - Petrika resmungou para si mesma e chamou por Martha que estacou no começo da segunda tentativa de jogar o homem na cela de seu cavalo.

- O que é, mulher? - A guerreira estava de muito mal humor. Já estava com vontade de urinar de novo e fazer toda aquela força para arrastar o homem estava quase fazendo com que mijasse nas calças.
- Deixe-me curá-lo primeiro.
- Aproveite seus dons e use para algo útil: ao terminar, jogue-o no lombo de Audaz, ok? - Sem esperar resposta, acrescentou - Vou mijar.

Petrika aproximou-se do homem ainda reclamando baixinho.

- Será que as madames vão querer também um coquetel, ou uma massagem nos pés? Desde quando eu virei empregada de todo mundo?

Empunhou as mãos nas costas do homem e esqueceu-se das companheiras de viagem. Todo o seu corpo voltado para sua missão.

Nardanna aproximou-se de Santhara e sussurou ao seu ouvido:

- Cuidado com quem você mexe, Santhara. Se algo acontecer a Petrika, não haverá nenhum lugar seguro para você no mundo, eu me certificarei disso.
- Está me ameaçando, caçadora? A mim? Lembre-se que quem ameaça à mim, ameaça à Martha. Eu me pergunto quanto tempo seu ar de superior vai permanecer no rosto quando sentir o peso da lâmina de minha guarda-costas?
- E eu me pergunto se você se lembra quem gerou, através de magia, essa aliança tão singular. Quem dá, também pode tirar. Fica a dica.

Sem mais, Nardanna afastou-se sentindo os olhos de Santhara perfurarem suas costas. Aproximou-se da maga, que ainda estava de olhos fechados, as mãos posta sobre a ferida que já tinha parado de sangrar e parecia quase curada. Elas tremiam levemente e Petrika estava um pouco pálida, mas fora isso parecia em ótima forma. Um feitiço tão poderoso e ela estava levando muito bem. A ranger pôs a mão no ombro da maga e sussurrou:

- Sabe que pode usar minha energia sempre que quiser, não é?

Petrika não respondeu, mas Nardanna sentiu um fluxo de sua energia ser sugada para o ombro da parceira. Tentou manter-se ereta. Mostrar fraqueza na frente daquelas duas não era o melhor modo de se manter segura ou à sua amiga.

- Preciso me lembrar do tamanho do poder dela no futuro. - a taberneira estava entretida em pensamentos quando sentiu uma firme mão no seu ombro. Deu um pulo e um gritinho.
- Está devendo, Santhara? - Martha perguntou, com malícia no olhar.
- Eu? Imagina... só refletindo sobre alguns pontos...
- Sei... - e elevando a voz, gritou: Ei, vocês duas! Está quase escurecendo já! É pra hoje essa cura aí?!

Como que atendendo a uma ordem, Petrika retirou as mãos e as costas do homem estavam completamente curadas mas ela estava pálida e fria. Nardanna não parecia muito melhor. Elas estavam de pé, mas pareciam se escorar uma a outra.

- Vocês estão bem? - perguntou Santhara muito interessada na resposta.
- Óbvio que estamos bem, que pergunta idiota! - respondeu a ranger, num sopro de voz, que desmentia a rudeza das palavras - Trate de ajudar Martha a colocar o infeliz em cima do cavalo, vou ajudar Petrika a se recuperar, ela não está em condições de ficar sozinha.

E assim dizendo, retirou-se, cambaleando e levando consigo a maga quase desfalecida.

- Sempre bom saber os limites e fraquezas de quem nos cerca... você não acha, Martha?
- Do que você está falando, ruiva?
- Nada não, apenas pensava alto... você segura os braços e eu as pernas... vamos colocá-lo em cima do cavalo e partir para o mais longe possível desse rio. Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay.

Estavam tão entretidas na tarefa que não perceberam nada de anormal até chegarem no carvalho onde haviam parado anteriormente e para onde Petrika e Nardanna haviam se encaminhado. Martha sacou sua espada o mais rápido que pôde e Santhara aguçou os ouvidos enquando puxava uma adaga do meio dos seios. Vigilantes, aproximaram-se das duas colegas desacordadas. O mais estranho é que elas estavam com as mãos presas atras das costas e com uma mordaça em suas bocas.

- Quem diabos...
- Quieta, Martha. - a ruiva sussurrou, apreensiva. Não queria denunciar sua posição.
- Ora, ora. O que belas damas fazem nesta floresta hostil, sequestrando pessoas? - a voz era sarcástica e baixa, quase como se estivesse falando diretamente em suas mentes.
- Ah, dane-se a sutileza... - a guerreira falou como que para si e, elevando a voz, gritou: Quem está aí? Venha sentir o gume de minha espada!

Mal terminou a frase, Martha fez uma expressão de dor e caiu desmaiada no chão. Santhara apavorou-se e sentiu a mente trabalhar em disparada, maquinando um jeito de se safar e levar Legolas consigo. Seu olhar se fixou na visão de cordas sendo conjuradas do nada e se prendendo por magia nos pulsos da guerreira desacordada.

- Mas o que?
- Santhara, querida, quanto tempo.

A ruiva olhou na direção da voz e se surpreendeu com a pessoa que seus olhos viram.


- Pensei que você estava morto...
- A ideia era essa, minha linda.

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Quem quer pegar a batata quente?!



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Crônicas de San Atório em HQ (HQ de R$1,99)

Posted by Marcinha on 5 de novembro de 2013 11:41 in , , ,
Olá gente!
Um idéia louca me passou pela cabeça hoje e pus em prática rapidamente, só pra não perder a piada! rss..

(clique na imagem para ampliar)

Nanda, eu não queria revelar seu segredo... hahahahahahahahahaha...
Beijos!



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RESENHA: "O Beijo Escarlate" por Marcinha

Posted by Marcinha on 3 de novembro de 2013 06:00 in , , , ,
O Beijo Escarlate é o segundo livro da Série Midnigth Breed de Lara Adrian. A resenha de três outros volumes desta mesma série podem ser conferidos nos links abaixo:

"O Beijo da Meia Noite" (volume 1) - por Marcinha

"O Despertar da Meia-Noite" (volume 3) - por Nanda Cris

"A Ascenção da Meia-Noite" (volume 4) - por Nanda Cris


O Beijo Escarlate é o segundo volume da Série Midnight Breed, que conta a história da Raça. O termo Raça se refere à Raça dos vampiros, originada do cruzamento entre seus antepassados extraterrestes e algumas raras humanas especias, conhecidas como as Companheiras da Raça. Apenas essas humanas, que podem ser reconhecidas por uma característica marca de nascença, conseguem gerar filhos dos vampiros, e estes sempre nascem machos. Dessas uniões sobrevive a Raça, em abrigos onde vivem todos os vampiros Civis ou no quartel general onde residem os membros da Ordem, os vampiros guerreiros guardiões da própria Raça e dos humanos que desconhecem a existência dos vampiros com os quais convivem. Esse anonimato dos vampiros me fez lembrar a trama do RPG Vampiro - A Máscara.

Vamos à sinopse deste volume:

"Unidos pelo sangue e por sombrios segredos, eles mergulham em um mundo repleto de perigos e prazer intermináveis.

Tess Culver é uma sensual veterinária que se envolve com um desconhecido ao tentar salvá-lo. Ela luta pela vida de Dante que não é realmente um homem, e sim um dos guerreiros da Raça dos vampiros, que estão envolvidos em uma batalha desesperada. Em um momento único repleto de sensualidade, Tess invade seu mundo – um lugar obscuro em que gangues de vampiros renegados espreitam pela noite, causando terror por onde passam.

Aterrorizado por visões de um futuro sombrio, Dante vive e luta como se não houvesse amanhã. Tess é um contratempo de que ele não precisa – mas agora, com seus irmãos sob ataque, Dante deve protegê-la de uma ameaça crescente que inclui ele mesmo. Pois, com um beijo imprudente e irresistível, Tess se torna parte importante de seu reino no submundo. Ligados por um vínculo de sangue, Dante e Tess precisam se unir para acabar com inimigos letais, enquanto descobrem uma paixão que transcende às próprias fronteiras da vida."

Neste segundo volume já há uma guerra claramente se formando entre a Ordem e os Renegados. A facção conhecida como Renegados é o lado obscuro de Raça, vampiros que se deixaram dominar pela besta interna, cedendo à Sede de Sangue e sendo dominados por ela. São viciados em sangue. Assassinos. Perseguidos e combatidos pela Ordem, eles resistem e retaliam, organizados sob o comando de um obstinado vampiro de primeira geração que engrendra sombrios planos para multiplicar rapidamente o seu exército.

Nesse cenário temos o guerreiro Dante e veterinária Tess, e a paixão avassaladora que se desenrola entre eles, sob a qual a sinopse já contou bastante. Existem cenas bem hot durante o livro, como não poderia deixar de ser, dada a deliciosa e incansável libido destes deuses vampíricos com dois metros de altura.

Roubando a cena, há um saga paralela sobre um vampiro civil chamado Sterling Chase, que se une à Ordem em caráter temporário a fim de combater a nova ameaça imposta pelos Renegados. Chase tem toda uma história paralela, seus próprios problemas e motivações para lutar nessa guerra, e eu achei esse permear de tramas um dos pontos altos do livro.

Em contrapartida, achei que a saga de Dante e Tess deixou a desejar em originalidade, pois ela recria exatamente os mesmo passos de Lucan e Gabrielle (os mesmos desencontros, conflitos, perigos, personagens paralelos envolvidos) deixando que toda a trama do livro dois se pareça demais com o livro um. Em certo ponto a trama já está tão repetida e previsível que cheguei a achá-la enjoativa.

Mas, continuei lendo sem parar, por que a leitura é leve e rápida. E cada vez que Dante revelava suas pupilas fendidas  imersas nas íris cor de âmbar, seus caninos se alongando nas gengivas e se apossava de Tess repentindo efusivamente que ela lhe pertencia, meu coração acelerava concordando que a leitura valia a pena. ;)





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