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Maratona Literária - Folia de Tinta - SammyFreitas

Posted by Aptos on 8 de fevereiro de 2015 06:00 in , , ,

Pois é galera! Eu sou a Maluca dos Desafios! Me desafiou para ler e lá vou eu largar o mundo só para ler e ler e ler! Não posso ouvir as palavras 'maratona' e 'desafio' sem pensar rapidamente em quais livros vou escolher para poder participar... 

Daí que o Blog Mundo de Tinta chamou a galera para a Maratona Literária - Folia de Tinta e é ÓBVIO que eu ia participar!


Não sou fã de Carnaval. Para mim, carnaval = feriado para descansar e ler! Portanto, durante o carnaval não vou olhar a cabeleira do Zezé, nem vou hastear a bandeira branca e muito menos vou abrir alas para passar em lugar nenhum. 

Vou ficar lá na minha rede, deitadona, bebendo muito mate gelado com hortelã, devorando livros e viajando em muitos mundos.

Assim, para o desafio de carnaval, preciso escolher uma quantidade x de livros para os 5 dias de carnaval (do dia 14/2 ao dia 18/02). Ultimamente, eu ando lendo pouco. Uma média de um ou dois livros por semana, por isso, para a maratona, não vou impor nenhuma meta impossível. 

Serão 4 livros, 1.220 páginas! E ainda vou aproveitar para Seguem minhas escolhas:




Tudo isso só porque minha folia é de livros! E a sua folia de que é?



E vai rolar resenha (ou pelo menos uma mini-resenha) de cada um a partir do dia 01/03! Aguardem!!







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Margarinas, café da manhã e felicidade [crônicas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 29 de janeiro de 2015 11:41 in , , , , , ,


Pois é... Admito... sou uma pessoal sensível. Sou daquelas que chora até em comercial de margarina. Mas também sou do tipo que consegue analisar uma situação racionalmente - principalmente se estiver sob pressão ou numa situação de risco. Às vezes me permito analisar até uma situação que normalmente eu ficaria comovida. 

E aí volto ao comercial de margarina. Como assim todo mundo feliz na mesa? A galera toda sorrindo... o pão quentinho, café fresco, suco de laranja, aquela mesa farta, o pai de paletó, a mãe de avental florido, as crianças felizes e coradas, o cãozinho saltando tentando a sorte com um pedaço de pão, tudo muito bacana, comovente, e ainda botam aquela música para trazer lágrimas aos olhos. Tudo praticamente o paraíso de gordura vegetal hidrogenada!

Margarina é um arremedo de manteiga, é igual a denorex! Parece, mas não é! E aí a margarina se torna o milagre da indústria alimentícia recriado na ficção do comercial bacana.

Suco de laranja? Sejamos honestos... Quem acordou às cinco da manhã pra espremer laranjas pro café? No máximo usou um suco de caixinha!

Pão quentinho? Sério que tenho que ir à padaria cedinho para comprar e ainda voltar a tempo de tomar café e sair para trabalhar?

E agora me responda.... Que criança está tão feliz que quer ir pra aula às sete da manhã, e sorrir olhando o sol nascer pela janela?

Fica pior ainda de explicar se aparecer do nada ovos mexidos e croissant! Fala sério, se eu não tenho um elfo doméstico, eu tenho no mínimo um cozinheiro que acorda as quatro da madrugada e prepara aquilo tudo!

O apelo da felicidade determinado pelo consumo da gordura vegetal cremosa e com sódio!

- Gui!
- Hum...
- Eu já não falei pra gente tomar café da manhã na mesa - como pessoas civilizadas?
- Pow, mãe! Quero ver o desenho!
- Humpf! TV! Pessoas normais conversam pela manhã! Aproveitam o momento!
- Eu nem acordei ainda, como é que eu vou conversar?
- Gui!
- Hum...
- Garoto!!! Toma cuidado! Tá caindo cair farelo de pão no sofá!
- Fica de boa, mãe! Eu deixo a Katniss comer o farelo e ela limpa o sofá!
- O sofá não é tigela de ração, Gui! E ela é uma gata! Gatos não comem farelos!
- Você reclama de tudo, mamãe!!! 
- Filhote, eu preparei o café e deixei tudo servido na mesa, não preparei o sofá e a TV!
- Eu sei, eu sei! Mas tudo que tinha na mesa eu levei pro sofá!
- Menos eu!
- Tem lugar para você aqui também!
- Eu não quero tomar café acomodada no sofá vendo TV, eu quero sentar a mesa pra fazer a refeição!
- Olha só, eu tomo só uma caneca de leite e uma fatia de pão com geléia, não preciso da mesa!
- Você prefere eu ou o sofá com a TV?
- Mamãe, eu te amo, mas...






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Minha filha é assassina... [crônicas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 23 de janeiro de 2015 22:29 in , , , ,


Minha filha é assassina


Minha filha é assassina. 
Fechei os olhos e tentei lidar com a afirmação. 

Minha filha é assassina. Calculista. E fria. 
Isso me doeu ainda mais.

Ouvir isso de um filho deve doer. Ouvir de outras pessoas ou pior... Alguém bater à sua porta e te acusar ser mãe de uma assassina... 

Talvez o pior de tudo, seja você descobrir sozinha como eu descobri.

Todo meu conhecimento em gramática, me lembrou logo do tempo verbal... Era o crime mais-que-perfeito. Não fosse minha capacidade de observação, o assassinato teria passado despercebido. Lamentei muito encontrar provas.

E no fundo... eu a conhecia bem demais. Só podia ter sido ela.

Minha filha é assassina. Ela MATOU. 
Ela assassinou friamente outra criatura viva...

E a verdade, é que eu realmente não sabia como lidar com isso. 

Fui até a cama dela e meu olhar pousou sobre seu rosto sereno. Parecia sonhar com alguma coisa especialmente boa, pois sorria de leve.

Meu olhar ficou terno e sentei na beirada da cama. Fiz carinho de leve no seu rosto e não pude deixar de escapar um soluço. 

Comecei a lembrar de tudo... Já tinha notado certo comportamento agressivo e furtivo. Falta de comunicação onde antes estávamos sempre juntas. Cheguei a cogitar uso de algum tipo de erva.

E ultimamente, quando eu chegava em casa, ela me ignorava solenemente quando eu a cumprimentava. Nem mesmo levantava seus olhos de seus cuidados diários com a pele e unhas. 

Atribuí esse comportamento esquivo à entrada na adolescência. Ela também parecia mais magra. E todas as vezes que eu sugeria que comesse mais ou oferecia lanches extras, ela me olhava de cara feia e eu me perguntava se sua preocupação era somente com sua aparência..

Minha filha é assassina...

E possivelmente canibal...

Estremeci diante da última afirmação. 

Enfiei a mão no bolso e peguei a prova cabal de que minha filha era assassina....

Resgatei as peninhas de rolinhas no bolso e olhei os bigodes de Jujuba e resgatei mais uma pequena pena.

Minha filha era assassina de rolinhas.

Mesmo que eu encontrasse alguns vestígios do assassinato em seu corpo...

Mesmo sabendo de seu instinto caçador. 

Ela sempre seria minha filha e minha princesa. 


















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Patrulha da Língua Portuguesa - Uso do Infinitivo na internet [dicas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 12 de janeiro de 2015 06:00 in , , , ,


Uso do Infinitivo

E aí galera! Feliz Ano Novo! Já é hora de retomarmos nossas atividades e nada como recomeçar falando de novas dicas de português!

Vou contar um segredo a vocês... O que mais vejo na internet, é o famoso erro do infinitivo. É um tal de gente usando fora de hora junto com o inverso que me deixa louca...

O que mais vejo na internet... é gente que não sabe usar o infinitivo. Até printei alguns erros mais comuns que vi por aí. Então... na verdade a coisa é bem mais simples do que parece...


VÊ ou VER? LÊ ou LER?
ESTÁ ou ESTAR? DÁ ou DAR?

As duas estão certas, o lance, é o contexto. Observe os exemplos:

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(  ) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(  ) Vou dar uma festa.


E aí? Qual é a resposta certa na letra A? E na letra B? A maioria das pessoas vai responder corretamente...

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(x) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(x) Vou dar uma festa.

Mas talvez não saiba explicar o porquê de ter respondido no infinitivo... O que acontece com a galera é a confusão na hora de falar. Na maioria das vezes, a fala esquece o "r" e aí, fica tudo parecido na fala. E daí para copiar na escrita o modo como fala, é um pulo!

Então vou ensinar (relembrar) uma regrinha bem simples... Todas as vezes que estiver na primeira pessoa (EU!!!) e for FUTURO você vai usar o infinitivo...

Vou ver isso (EU)
Vou estar com você (EU)
Vou dar um brinquedo (EU) 

Sob nenhuma hipótese você vai usar o verbo sem o R no final 

Vou vê isso (EU)
Vou está com você (EU)
Vou dá um brinquedo (EU) 

Entendida esta parte??


Então vamos à segunda parte...

C)
(x) Ela vê esse jornal.
(  ) Ela ver esse jornal.

D)
(x) Ele está feliz.
(  ) Ele estar feliz.

Aqui também tem a ver com o anterior. Só que em vias de regra, não estaremos mais preocupados com a primeira pessoa (EU). Agora, o foco é na terceira pessoa do singular e PRESENTE.

Ele/Ela vê isso
Ele/Ela está com você
Ele/Ela dá um brinquedo.

Pescou a sutileza da coisa? 


Então galerinha! É isso!
Caso surja alguma dúvida, é só mandar a pergunta, que a gente vai responder aqui!


Print com o erro... Bem... os amigos também erram né? Mas não vou dizer quem foi, para não constranger ninguém né?

Agora, um desafio... Além do erro que sublinhei, tem outro erro. Alguém consegue achar e escrever nos comentários?












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O Pequeno Príncipe - Teatro Municipal RJ [críticas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 11 de janeiro de 2015 13:45 in , , , , , ,




Nos anos 80, toda Miss naqueles glamourosos concursos, dizia que seu livro favorito era "O pequeno Príncipe". Eu li, é claro. Lia tudo que caía nas minhas mãos. E por muitos anos, clichê ou não, também foi meu livro favorito (junto com "O menino do dedo verde").

Os anos se passaram e já adulta resolvi reler - com um pouco de receio se perderia a magia do que tinha lido e relido tantas vezes dos 6 aos 12. Não conseguia entender como tantos amigos adultos diziam: "DETESTEI." Graças aos céus, meu encantamento não diminuiu. Pelo contrário. Enxerguei coisas que não tive maturidade para entender quando criança.

Por isso, no ano passado, quando um amigo (oi Victor!) me convidou a ajudar no Projeto Asteróide B612 - um projeto social muito bacana, eu fiquei toda empolgada. Infelizmente falta de tempo com trabalho e faculdade me impediram de participar como deveria. 

Portanto, sendo uma pessoa que ama as lições que a gente tira do livro, não pude deixar passar em branco quando soube que o espetáculo voltaria ao RJ para apenas 6 apresentações - juntamos uma turma e compramos os ingressos para a Platéia, bem perto do palco, a sexta fileira. Acabamos nos atrasando e chegando 7 minutos após o fechamento das portas. Batemos um papo com os seguranças que nos deixaram entrar no Teatro, mas ficamos no Hall para esperar o intervalo. Havia duas TV's ali para assistirmos o primeiro ato. Rolou certa tristeza. Só que a equipe do Teatro é fantástica. Não iam nos deixar assim. Ponto para organização. Abriram uma frisa vazia para que assistíssemos a primeira parte do espetáculo ali. Vou te falar.... Não quero outra vida, estávamos super bem posicionados e as nossas melhores fotos vieram dali. Depois do intervalo, fomos aos nossos lugares (que também eram bons, diga-se de passagem - mas nada como a frisa... na altura do palco e ninguém na tua frente...)

Tenho algumas considerações a fazer sobre o espetáculo...

O espetáculo todo é super fiel ao livro. A produção é bastante cuidadosa. Ver o asteróide ali ao fundo, já me deu tanta emoção... 

Ao fundo do palco, um telão produzia algumas imagens para ilustrar as cenas. Eu não conhecia ainda esse recurso, mas posso dizer que foi bem interessante. Nos momentos em que o nosso Principezinho viajava pelo espaço, as cenas que passava ao fundo eram imagens do Cosmos - não uma imagem sobrepondo outra, mas pequenos vídeos que se repetiam de forma lenta, como se realmente fosse o espaço em movimento. Gostei muito dessa preocupação.

Durante as cenas do deserto, dunas preenchiam as imagens de fundo. E embora, tivéssemos poucos objetos de cena, acho que o telão (que ocupava o fundo todo do palco) ajudou e muito na montagem. É a modernidade sobrepondo os antigos panos de fundo... 

Pois bem, o telão aproveitou para ilustrar também algumas cenas... No momento em que o príncipe se aproxima do aviador e pede: "Desenha-me um carneiro"... Adivinha qual imagem aparece no telão? Exato... Você que está acostumado a ver isso no teatro, não ria da minha ingenuidade. Eu simplesmente achei o máximo!

O figurino era um show à parte. Não falo do aviador com seu macacão cáqui ou do Pequeno Príncipe com a roupa que estamos para lá de acostumados a ver... Mas alguns pequenos detalhes nos outros personagens dos 6 planetas em que o Pequeno Príncipe passou, me fizeram sorrir... O que era o rei de pantufas de coelhinho?? A Naja cara... toda maquiada e com um figurino de tirar o fôlego. Infelizmente, eu não consegui tirar boas fotos, porque a iluminação não ajudava. Ora estava claro demais, ora escuro demais. Sem jogos de luzes. Lamento muitoooo que estivesse desse jeito. Assim, os personagens 'brilhavam iluminados' a la vampiros de Crepúsculo, o que dificultava enxergar detalhes nas fantasias. Fotografar então, nem pensar, todo mundo parecia um anjo de luz - totalmente branco, mesmo sem flash envolvido na fotografia...
 
E para não dizer que não prestei atenção no musical, que tal falar um pouco sobre a atuação? João Velho, deu um show como aviador. Mesmo em alguns momentos, que para mim, ficou claro que não eram as exatas palavras do texto, ele teve muito jogo de cintura e não deixou a peteca cair. Várias vezes, me arrepiei e me emocionei com entonação que ele usava para as frases e palavras. Talvez se baixasse um pouco o volume do microfone, teria ficado melhor, ainda assim, ele foi perfeito na minha opinião.

A rosa, na peça foi encenada de maneira mais doce. Tão doce que você quase gosta dela. Quase. Porque eu li o livro e detestava o fato dela ser tão metida e canastrona. Ali ela quase podia soar gentil e sincera. Só que não. A melhor parte de assistir um espetáculo com amigos, são os comentários que a gente escuta no decorrer da peça...

O aviador diz para o príncipe que os espinhos não servem para nada e que é uma maldade das flores... Rapidamente o principe se agacha no palco e baixa a cabeça. "Xatiaduuu" - foi o que ouvi dos amigos. Não pude deixar de rir... Era exatamente o que tinha pensado... A modernidade dos comentários atuais numa peça atemporal... E quando a rosa fala que não ia fazer algo (não lembro agora...) o comentário da minha amiga foi "Porque não sou obrigada" - nessa hora, precisei realmente colocar a mão na boca para não gargalhar abertamente. Já disse que adoro meus amigos?

A atuação do Antônio Rabello não me convenceu. Acho que ele parecia muito mais velho e pouco ingênuo e inocente para o que esperávamos do principezinho. Ele não foi capaz de me emocionar, uma pena, porque ele tinha todas as falas certas para fazer isso.

Destaque especial para o bêbado. "Bebo porque é líquido, se fosse sólido eu comia..." E depois o rápido diálogo do porquê dele beber - que continua atualíssimo, tirou risadas de todo o público...
"Bebo porque tenho vergonha"
"Vergonha de quê?
"Vergonha de beber"

A passagem rápida por todos os planetas e finalmente, no segundo ato, ele viria à Terra.

Na Terra, toda história que já conhecemos sobre a Naja - atriz lindíssima e com uma caracterização fantástica... Os campos de rosas onde pequenas alunas da escola de dança, bailavam levemente pelo palco. O coral infantil foi um espetáculo à parte. Afinadíssimas e com uma canção que deixou único, todo o momento em que o príncipe descobria que sua rosa também não era única. 

A raposa foi a nossa querida Elke Maravilha. Eu realmente a adoro e quando ela entrou no palco foi bastante aplaudida. E mesmo que também tivesse falas perfeitas ela sorria o tempo todo, mesmo nos momentos em que esperávamos um pouco mais de drama - como no momento em que pede para ser cativada.

E todo o espetáculo aconteceu com a Orquestra inteira no palco. Vou contar uma coisa para vocês... Não existe nada mais fantástico, que você assistir um espetáculo com a música acontecendo ali... ao mesmo tempo.... juntando a emoção da música com a atuação e os detalhes cuidadosos da peça.

Amei o espetáculo e mesmo com algumas pequenas falhas de atuação, para mim, foi fantástico. Parabéns a todos e meu Muito Obrigada pela oportunidade de assistir a montagem e ouvir a OSRJ no Teatro que mais amo neste Brasil!










Sinopse
O espetáculo conta a história de um garoto que mora em um pequeno asteroide, onde ele cuida dos seus vulcões e da sua única companheira, a Rosa. O principezinho decide buscar conhecimento pelo universo quando a convivência com a Rosa começa a ficar difícil, por causa das cobranças e egoísmo da sua companheira. Em sua viagem, o príncipe visita vários planetas, conhecendo diversas figuras e de cada um deles ele leva uma lição de vida.


SERVIÇO
O PEQUENO PRÍNCIPE
ORQUESTRA DE SOLISTAS DO RIO DE JANEIRO – OSRJ
De Glauco Fernandes
Baseado na obra de Antoine de Saint-Exupéry
 
Elenco:
João Velho – Aviador
Antônio Rabello – Pequeno Príncipe
Elke Maravilha – Raposa
Paulo Cesar Pereio – Rei
Luana Mallet – Rosa
Sheila Ley – Serpente
Wagner Brandi – Empresário
Gilson Gomes – Geógrafo
Nilson Nunes – Bêbado e Guarda Ferroviário
Luiz Washington – Vaidoso e Acendedor de Lampiões
Celso André – Vendedor de Pílulas
Duda Formoso – Florzinha do Deserto
Participações: Coral Infantil da UFRJ
               Alunas da Escola de Dança, Artes e
Técnicas Theatro Municipal Maria Olenewa
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção cênica: Neila Tavares
Adaptação e Direção Geral: Lara Velho
Música original e regência: Glauco Fernandes

Temporada: Dias 07, 08 e 09 de janeiro, às 19h
                 Dia 10 de janeiro, às 16h e 20h
                 Dia 11 de janeiro, às 16h Preços:

    Frisas e Camarotes – R$ 504,00
    Plateia e Balcão Nobre – R$ 84,00
    Balcão Superior – R$ 60,00
    Galeria – R$ 30,00

Duração: 120 minutos (com intervalo) Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/nº






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Em uma hora, os 7 pecados capitais desfilaram na minha frente... by SammyFreitas [crônica]

Quem me conhece bem sabe que se tem duas coisas que prezo muito no meu caráter, é o senso de justiça e honestidade. Junte isso ao fato de amar meus livros e ficar puta quando tentam passar por cima dos meus direitos... Aí meu amigo, deixo de ser uma pessoa cordata e me torno uma leoa rugidora. 

Todos os meus grandes amigos sabem que não precisa muito para me agradar. Um sorriso, um abraço, uma carta... Mesmo assim, não há nada como ganhar um livro. E saber que os amigos se preocuparam, perguntaram e fuxicaram meu face para saber o que tenho ou não, tentando evitar me presentear com um livro que eu já tenha. Acho lindo esse cuidado. 

Ainda assim, é fácil dois amigos me presentearem com o mesmo livro. Para evitar mal estar, não vou dizer qual o livro foi, assim, também preservo a identidade dos amigos que não ficarão chateados em saber que houve um estresse envolvendo um presente tão amado. 

Ganhei dois. Um... embrulhado com papel da Saraiva, porém sem o adesivo na bundinha do livro. O outro, embrulhado em papel da Nobel. O mais lógico seria ir à Saraiva. Uma livraria que é um mundo de felicidade para mim. Duas megastore tão pertinho! Uma no Barrashopping e a outra no Village Mall. Mas.... o diabo me tentou. E tendo eu uma Nobel no Downtown, mesmo sabendo ser uma livraria menor e com preços menos competitivos, o diabinho soprou no meu ouvido: "Vá na Nobel! Resolve tudo na hora do almoço e nem precisa descer no Barrashopping..."

Pois bem... cedi ao impulso, me vi caminhando para a Nobel já pensando em qual livro pegaria na troca...

Ao chegar na livraria, o vendedor, estava atendendo a um casal, com 4 ou 6 livros, valor superior a R$ 170. Ele me perguntou se podia ajudar. Naturalmente expliquei rapidamente a história, enquanto ele registrava os livros do casal:

"Ganhei dois livros repetidos, e estava querendo trocar um. Se algum dos livros que eu quiser for mais caro, não tenho problemas em pagar a diferença"

Nesse momento ele amarrou a cara. Passou a se dedicar exclusivamente ao cliente e disse: 

"Não trocamos livros pois somos uma franquia e não uma rede."

E eu até tentei argumentar: 

"Mas qual o sentido da franquia ser interligada se não temos o mesmo serviço e funcionamento em todas...."

Ele foi extremamente afetado. E em seguida, escroto. Palavras feias e preconceituosas, eu sei. Mesmo assim, mantive minha dignidade. Virei para o cliente e disse: "Cuidado, você está comprando esses livros, se precisar trocar, vai ter o mesmo problema..."

O vendedor praticamente espumou. Pegou o livro, consultou no sistema e disse que não tinham parceria com aquela editora. Só de passar os olhos em volta, achei uns 4 livros da mesma editora. Pedi então se ele poderia me dar uma carta informando que como franquia, a loja não efetuava trocas de outra loja. Ele também se recusou. E por último, pedi que ele chamasse a gerente... A resposta foi hors-concour: "Não vou trocar, não vou dar a carta e também não vou chamar a gerente"

Dessa vez, precisei mesmo de muita paciência para conter toda a minha irritação. Pensei que talvez, eu poderia vencê-lo pelo cansaço. Insisti que o livro era um lançamento e que ele poderia colocar ao lado dos títulos parecidos que eu DUVIDAVA que ele não vendesse dentro do mês.

Ele não ouvia. Estava tão preocupado em manter os antolhos no lugar que estava se lixando para a maneira como estava atendendo ao cliente. Olhei em volta, manjei todo o lugar e comecei as implicâncias quando um rapaz trouxe um MIOJO para pagar no caixa da livraria... Um miojo, eu juro! Dentro da Nobel, pois é...

E aí, destilei meu veneno...
Abro aqui um parêntese, para dizer que o diabinho no ombro, estava super feliz porque eu já tinha cedido a 3 dos pecados capitais e pelo andar da carruagem, passaria por todos! Tinha a PREGUIÇA em ir à Saraiva, IRA pelo tratamento e agora SOBERBA/ORGULHO...

"Vocês possuem alvará para vender MIOJO aqui?"

A essa altura, a dona da livraria já tinha vindo. Foi educada e gentil, explicou o posicionamento da rede franqueada e informou que faria a carta para que eu pudesse reclamar junto à matriz em SP. Não estava muito convencida, mas relativamente conformada. Então, por uma questão de honra, encasquetei que não sairia de lá, sem trocar o livro. 

Esperei o vendedor entrar e continuei conversando com a sócia-gerente. E fiz o que pude para tentar convencê-la, usando dos argumentos mais baixos... 

"A vigilância sanitária já vistoriou sua barraca de tapioca? Ela pode ser colocada dentro da livraria?" (eu dizia isso, mas cobiço demais aquelas tapiocas (INVEJA)! Já comi várias vezes e acho uma delícia! GULA!)

Diante de todos os 'excelentes' argumentos apresentados e um papo rolando sobre os títulos similares, por fim ela topou trocar, não sem antes avisar o valor - menor do que o que eu imaginava, mesmo assim, parti em busca de outros títulos. TODOS os livros da Nobel Downtown coincidentemente custavam mais do que a troca. Tudo bem... contei as moedinhas (AVAREZA) e optei pela troca por um dos mais baratos e que eu sabia estar na lista de desejados.

Nesse meio tempo, o vendedor voltou com a carta. E arregalou os olhos quando viu que a gerente abria uma exceção e trocava o livro para mim. Exclamou para ela: 

"Você vai TROCAR o livro?"

Quase deu um ataque de piti. Eu, ironicamente declarei:

"Não se preocupe, usarei a carta para reclamar em SP e dizer o quanto vocês foram gentis e atenciosos efetuando a troca, pena que você faltou com a verdade comigo"

O vendedor ficou pálido. Esticou o braço para frente fazendo um gesto de pare. E fez a atitude mais infantil e inesperada para um vendedor. Disse:

"Você está disse que estou mentindo... Está me chamando de mentiroso... Depois dessa, parei contigo e vou até lá para dentro"

Cara, tinha séculos que não via um homem dando um piti tão besta... A gerente se desculpou e eu tive que dizer a ela:

"Posso voltar a comprar aqui num futuro distante, mas eu NUNCA mais compro com o seu vendedor."

Meu diabinho mexeu as mãos satisfeito e eu saí dali abrindo a sacola... Abracei o livro com LUXÚRIA e cheirei as páginas de mais um livro novo...









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A Louca dos Tupperwares by SammyFreitas [crônica]

Posted by Aptos on 4 de janeiro de 2015 11:41 in , , ,


Todo mundo tem uma relíquia de família. Seja um aparelho de jantar de porcelana inglesa, jogo de chá de porcelana portuguesa ou mesmo um faqueiro de prata alemão Wolff. 

Mas... minha família tinha origens mais humildes, ainda assim, pude herdar um item de família. Nada menos do que uma JARRA DE SUCOS DA TUPPERWARE.

Ok.... Não ria... Tupperware tem um nome diferente, uma pronúncia mais engraçada ainda. Dificilmente as pessoas acertam o nome de primeira. Mas eu vou te ajudar... tenta comigo: TÁ-PÊU-ÉR - viu... não doeu! E quanto mais você repete, mais fácil vai ficando. Tenta só não dobrar a língua no final, tentando americanizar o nome. Você não vai acertar o tom certo e vai parecer americano falando RRRioww de Jannêeiiirowww!

Mas voltemos às relíquias... Namorei aquela jarra da vovó durante toda a minha infância. Ansiava visitá-la só para tomar um suco de maracujá de verdade, geladinho naquela jarra de policarbonato em uma época que imperavam jarras de vidro. 

A Tupperware é cara. Cara com vontade, por isso, ter um item desses na família, conferia status! Colocar a jarra com aparência futurística e tampa que realmente mantinha a bebida hermeticamente fechada sobre a mesa, era um charme. As pessoas abriam a boca e falavam com reverência: É tápiué? E minha mãe sorria com orgulho dizendo que tinha herdado da vovó. 

De todos os potes plásticos que existem no mercado, não há um sequer que tenha um mecanismo selante tão perfeito como o da tupperware. O único que realmente preservava a comida e mantinha o alface crocante! Sem contar que a maioria dos recipientes tem cores e design completamente diferentes do que vemos por aí...

Por tudo isso, sempre ansiei ter um item da Tupperware em casa. Não que hoje fosse me proporcionar o mesmo status do passado, muito mais pelas lembranças familiares, certeza da quase exclusividade praticidade e qualidade dos produtos.

E aí descobri que a esposa de um grande amigo promovia reuniões na casa sobre tupperware! Nessas reuniões, sucos, biscoitos e itens feitos e armazenados nos famosos recipientes... Eu precisava participar, afinal, era praticamente um culto religioso e que os Deuses não escutem, mas eu adoro cultos religiosos estranhos!

Na reunião, ouvi palavras como: "allegra", "policarbonato", "alta resistência", e até aí, estava tudo bem. Praticamente como se começassem num nível básico, para neófitas como eu. E então... em determinado momento, surgiu uma pergunta sobre "migração para bisfenol-A"... Um silêncio respeitoso se fez por alguns segundos logo seguido por explicações como: "projetado para reciclagem", "adotado internacionalmente", "aprovações regulatórias" e "características de desempenho melhoradas"

Meus olhos brilhavam e eu já nem me sentia mais num culto religioso. Só podia ser um braço da Cientologia!

Saí da reunião em êxtase mental e completamente conquistada. Comprei 12 recipientes exclusivos, entrei para o consórcio e tive uma epifania: Meus Tupperware jamais seriam emprestados. Eles seriam colocados em testamento para gerações futuras da família Freitas!





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