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Patrulha da Língua Portuguesa - Uso do Infinitivo na internet [dicas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 12 de janeiro de 2015 06:00 in , , , ,


Uso do Infinitivo

E aí galera! Feliz Ano Novo! Já é hora de retomarmos nossas atividades e nada como recomeçar falando de novas dicas de português!

Vou contar um segredo a vocês... O que mais vejo na internet, é o famoso erro do infinitivo. É um tal de gente usando fora de hora junto com o inverso que me deixa louca...

O que mais vejo na internet... é gente que não sabe usar o infinitivo. Até printei alguns erros mais comuns que vi por aí. Então... na verdade a coisa é bem mais simples do que parece...


VÊ ou VER? LÊ ou LER?
ESTÁ ou ESTAR? DÁ ou DAR?

As duas estão certas, o lance, é o contexto. Observe os exemplos:

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(  ) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(  ) Vou dar uma festa.


E aí? Qual é a resposta certa na letra A? E na letra B? A maioria das pessoas vai responder corretamente...

A)
(  ) Vou lê esse jornal.
(x) Vou ler esse jornal.

B)
(  ) Vou dá uma festa.
(x) Vou dar uma festa.

Mas talvez não saiba explicar o porquê de ter respondido no infinitivo... O que acontece com a galera é a confusão na hora de falar. Na maioria das vezes, a fala esquece o "r" e aí, fica tudo parecido na fala. E daí para copiar na escrita o modo como fala, é um pulo!

Então vou ensinar (relembrar) uma regrinha bem simples... Todas as vezes que estiver na primeira pessoa (EU!!!) e for FUTURO você vai usar o infinitivo...

Vou ver isso (EU)
Vou estar com você (EU)
Vou dar um brinquedo (EU) 

Sob nenhuma hipótese você vai usar o verbo sem o R no final 

Vou vê isso (EU)
Vou está com você (EU)
Vou dá um brinquedo (EU) 

Entendida esta parte??


Então vamos à segunda parte...

C)
(x) Ela vê esse jornal.
(  ) Ela ver esse jornal.

D)
(x) Ele está feliz.
(  ) Ele estar feliz.

Aqui também tem a ver com o anterior. Só que em vias de regra, não estaremos mais preocupados com a primeira pessoa (EU). Agora, o foco é na terceira pessoa do singular e PRESENTE.

Ele/Ela vê isso
Ele/Ela está com você
Ele/Ela dá um brinquedo.

Pescou a sutileza da coisa? 


Então galerinha! É isso!
Caso surja alguma dúvida, é só mandar a pergunta, que a gente vai responder aqui!


Print com o erro... Bem... os amigos também erram né? Mas não vou dizer quem foi, para não constranger ninguém né?

Agora, um desafio... Além do erro que sublinhei, tem outro erro. Alguém consegue achar e escrever nos comentários?












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O Pequeno Príncipe - Teatro Municipal RJ [críticas] by SammyFreitas

Posted by Aptos on 11 de janeiro de 2015 13:45 in , , , , , ,




Nos anos 80, toda Miss naqueles glamourosos concursos, dizia que seu livro favorito era "O pequeno Príncipe". Eu li, é claro. Lia tudo que caía nas minhas mãos. E por muitos anos, clichê ou não, também foi meu livro favorito (junto com "O menino do dedo verde").

Os anos se passaram e já adulta resolvi reler - com um pouco de receio se perderia a magia do que tinha lido e relido tantas vezes dos 6 aos 12. Não conseguia entender como tantos amigos adultos diziam: "DETESTEI." Graças aos céus, meu encantamento não diminuiu. Pelo contrário. Enxerguei coisas que não tive maturidade para entender quando criança.

Por isso, no ano passado, quando um amigo (oi Victor!) me convidou a ajudar no Projeto Asteróide B612 - um projeto social muito bacana, eu fiquei toda empolgada. Infelizmente falta de tempo com trabalho e faculdade me impediram de participar como deveria. 

Portanto, sendo uma pessoa que ama as lições que a gente tira do livro, não pude deixar passar em branco quando soube que o espetáculo voltaria ao RJ para apenas 6 apresentações - juntamos uma turma e compramos os ingressos para a Platéia, bem perto do palco, a sexta fileira. Acabamos nos atrasando e chegando 7 minutos após o fechamento das portas. Batemos um papo com os seguranças que nos deixaram entrar no Teatro, mas ficamos no Hall para esperar o intervalo. Havia duas TV's ali para assistirmos o primeiro ato. Rolou certa tristeza. Só que a equipe do Teatro é fantástica. Não iam nos deixar assim. Ponto para organização. Abriram uma frisa vazia para que assistíssemos a primeira parte do espetáculo ali. Vou te falar.... Não quero outra vida, estávamos super bem posicionados e as nossas melhores fotos vieram dali. Depois do intervalo, fomos aos nossos lugares (que também eram bons, diga-se de passagem - mas nada como a frisa... na altura do palco e ninguém na tua frente...)

Tenho algumas considerações a fazer sobre o espetáculo...

O espetáculo todo é super fiel ao livro. A produção é bastante cuidadosa. Ver o asteróide ali ao fundo, já me deu tanta emoção... 

Ao fundo do palco, um telão produzia algumas imagens para ilustrar as cenas. Eu não conhecia ainda esse recurso, mas posso dizer que foi bem interessante. Nos momentos em que o nosso Principezinho viajava pelo espaço, as cenas que passava ao fundo eram imagens do Cosmos - não uma imagem sobrepondo outra, mas pequenos vídeos que se repetiam de forma lenta, como se realmente fosse o espaço em movimento. Gostei muito dessa preocupação.

Durante as cenas do deserto, dunas preenchiam as imagens de fundo. E embora, tivéssemos poucos objetos de cena, acho que o telão (que ocupava o fundo todo do palco) ajudou e muito na montagem. É a modernidade sobrepondo os antigos panos de fundo... 

Pois bem, o telão aproveitou para ilustrar também algumas cenas... No momento em que o príncipe se aproxima do aviador e pede: "Desenha-me um carneiro"... Adivinha qual imagem aparece no telão? Exato... Você que está acostumado a ver isso no teatro, não ria da minha ingenuidade. Eu simplesmente achei o máximo!

O figurino era um show à parte. Não falo do aviador com seu macacão cáqui ou do Pequeno Príncipe com a roupa que estamos para lá de acostumados a ver... Mas alguns pequenos detalhes nos outros personagens dos 6 planetas em que o Pequeno Príncipe passou, me fizeram sorrir... O que era o rei de pantufas de coelhinho?? A Naja cara... toda maquiada e com um figurino de tirar o fôlego. Infelizmente, eu não consegui tirar boas fotos, porque a iluminação não ajudava. Ora estava claro demais, ora escuro demais. Sem jogos de luzes. Lamento muitoooo que estivesse desse jeito. Assim, os personagens 'brilhavam iluminados' a la vampiros de Crepúsculo, o que dificultava enxergar detalhes nas fantasias. Fotografar então, nem pensar, todo mundo parecia um anjo de luz - totalmente branco, mesmo sem flash envolvido na fotografia...
 
E para não dizer que não prestei atenção no musical, que tal falar um pouco sobre a atuação? João Velho, deu um show como aviador. Mesmo em alguns momentos, que para mim, ficou claro que não eram as exatas palavras do texto, ele teve muito jogo de cintura e não deixou a peteca cair. Várias vezes, me arrepiei e me emocionei com entonação que ele usava para as frases e palavras. Talvez se baixasse um pouco o volume do microfone, teria ficado melhor, ainda assim, ele foi perfeito na minha opinião.

A rosa, na peça foi encenada de maneira mais doce. Tão doce que você quase gosta dela. Quase. Porque eu li o livro e detestava o fato dela ser tão metida e canastrona. Ali ela quase podia soar gentil e sincera. Só que não. A melhor parte de assistir um espetáculo com amigos, são os comentários que a gente escuta no decorrer da peça...

O aviador diz para o príncipe que os espinhos não servem para nada e que é uma maldade das flores... Rapidamente o principe se agacha no palco e baixa a cabeça. "Xatiaduuu" - foi o que ouvi dos amigos. Não pude deixar de rir... Era exatamente o que tinha pensado... A modernidade dos comentários atuais numa peça atemporal... E quando a rosa fala que não ia fazer algo (não lembro agora...) o comentário da minha amiga foi "Porque não sou obrigada" - nessa hora, precisei realmente colocar a mão na boca para não gargalhar abertamente. Já disse que adoro meus amigos?

A atuação do Antônio Rabello não me convenceu. Acho que ele parecia muito mais velho e pouco ingênuo e inocente para o que esperávamos do principezinho. Ele não foi capaz de me emocionar, uma pena, porque ele tinha todas as falas certas para fazer isso.

Destaque especial para o bêbado. "Bebo porque é líquido, se fosse sólido eu comia..." E depois o rápido diálogo do porquê dele beber - que continua atualíssimo, tirou risadas de todo o público...
"Bebo porque tenho vergonha"
"Vergonha de quê?
"Vergonha de beber"

A passagem rápida por todos os planetas e finalmente, no segundo ato, ele viria à Terra.

Na Terra, toda história que já conhecemos sobre a Naja - atriz lindíssima e com uma caracterização fantástica... Os campos de rosas onde pequenas alunas da escola de dança, bailavam levemente pelo palco. O coral infantil foi um espetáculo à parte. Afinadíssimas e com uma canção que deixou único, todo o momento em que o príncipe descobria que sua rosa também não era única. 

A raposa foi a nossa querida Elke Maravilha. Eu realmente a adoro e quando ela entrou no palco foi bastante aplaudida. E mesmo que também tivesse falas perfeitas ela sorria o tempo todo, mesmo nos momentos em que esperávamos um pouco mais de drama - como no momento em que pede para ser cativada.

E todo o espetáculo aconteceu com a Orquestra inteira no palco. Vou contar uma coisa para vocês... Não existe nada mais fantástico, que você assistir um espetáculo com a música acontecendo ali... ao mesmo tempo.... juntando a emoção da música com a atuação e os detalhes cuidadosos da peça.

Amei o espetáculo e mesmo com algumas pequenas falhas de atuação, para mim, foi fantástico. Parabéns a todos e meu Muito Obrigada pela oportunidade de assistir a montagem e ouvir a OSRJ no Teatro que mais amo neste Brasil!










Sinopse
O espetáculo conta a história de um garoto que mora em um pequeno asteroide, onde ele cuida dos seus vulcões e da sua única companheira, a Rosa. O principezinho decide buscar conhecimento pelo universo quando a convivência com a Rosa começa a ficar difícil, por causa das cobranças e egoísmo da sua companheira. Em sua viagem, o príncipe visita vários planetas, conhecendo diversas figuras e de cada um deles ele leva uma lição de vida.


SERVIÇO
O PEQUENO PRÍNCIPE
ORQUESTRA DE SOLISTAS DO RIO DE JANEIRO – OSRJ
De Glauco Fernandes
Baseado na obra de Antoine de Saint-Exupéry
 
Elenco:
João Velho – Aviador
Antônio Rabello – Pequeno Príncipe
Elke Maravilha – Raposa
Paulo Cesar Pereio – Rei
Luana Mallet – Rosa
Sheila Ley – Serpente
Wagner Brandi – Empresário
Gilson Gomes – Geógrafo
Nilson Nunes – Bêbado e Guarda Ferroviário
Luiz Washington – Vaidoso e Acendedor de Lampiões
Celso André – Vendedor de Pílulas
Duda Formoso – Florzinha do Deserto
Participações: Coral Infantil da UFRJ
               Alunas da Escola de Dança, Artes e
Técnicas Theatro Municipal Maria Olenewa
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção cênica: Neila Tavares
Adaptação e Direção Geral: Lara Velho
Música original e regência: Glauco Fernandes

Temporada: Dias 07, 08 e 09 de janeiro, às 19h
                 Dia 10 de janeiro, às 16h e 20h
                 Dia 11 de janeiro, às 16h Preços:

    Frisas e Camarotes – R$ 504,00
    Plateia e Balcão Nobre – R$ 84,00
    Balcão Superior – R$ 60,00
    Galeria – R$ 30,00

Duração: 120 minutos (com intervalo) Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/nº






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Em uma hora, os 7 pecados capitais desfilaram na minha frente... by SammyFreitas [crônica]

Quem me conhece bem sabe que se tem duas coisas que prezo muito no meu caráter, é o senso de justiça e honestidade. Junte isso ao fato de amar meus livros e ficar puta quando tentam passar por cima dos meus direitos... Aí meu amigo, deixo de ser uma pessoa cordata e me torno uma leoa rugidora. 

Todos os meus grandes amigos sabem que não precisa muito para me agradar. Um sorriso, um abraço, uma carta... Mesmo assim, não há nada como ganhar um livro. E saber que os amigos se preocuparam, perguntaram e fuxicaram meu face para saber o que tenho ou não, tentando evitar me presentear com um livro que eu já tenha. Acho lindo esse cuidado. 

Ainda assim, é fácil dois amigos me presentearem com o mesmo livro. Para evitar mal estar, não vou dizer qual o livro foi, assim, também preservo a identidade dos amigos que não ficarão chateados em saber que houve um estresse envolvendo um presente tão amado. 

Ganhei dois. Um... embrulhado com papel da Saraiva, porém sem o adesivo na bundinha do livro. O outro, embrulhado em papel da Nobel. O mais lógico seria ir à Saraiva. Uma livraria que é um mundo de felicidade para mim. Duas megastore tão pertinho! Uma no Barrashopping e a outra no Village Mall. Mas.... o diabo me tentou. E tendo eu uma Nobel no Downtown, mesmo sabendo ser uma livraria menor e com preços menos competitivos, o diabinho soprou no meu ouvido: "Vá na Nobel! Resolve tudo na hora do almoço e nem precisa descer no Barrashopping..."

Pois bem... cedi ao impulso, me vi caminhando para a Nobel já pensando em qual livro pegaria na troca...

Ao chegar na livraria, o vendedor, estava atendendo a um casal, com 4 ou 6 livros, valor superior a R$ 170. Ele me perguntou se podia ajudar. Naturalmente expliquei rapidamente a história, enquanto ele registrava os livros do casal:

"Ganhei dois livros repetidos, e estava querendo trocar um. Se algum dos livros que eu quiser for mais caro, não tenho problemas em pagar a diferença"

Nesse momento ele amarrou a cara. Passou a se dedicar exclusivamente ao cliente e disse: 

"Não trocamos livros pois somos uma franquia e não uma rede."

E eu até tentei argumentar: 

"Mas qual o sentido da franquia ser interligada se não temos o mesmo serviço e funcionamento em todas...."

Ele foi extremamente afetado. E em seguida, escroto. Palavras feias e preconceituosas, eu sei. Mesmo assim, mantive minha dignidade. Virei para o cliente e disse: "Cuidado, você está comprando esses livros, se precisar trocar, vai ter o mesmo problema..."

O vendedor praticamente espumou. Pegou o livro, consultou no sistema e disse que não tinham parceria com aquela editora. Só de passar os olhos em volta, achei uns 4 livros da mesma editora. Pedi então se ele poderia me dar uma carta informando que como franquia, a loja não efetuava trocas de outra loja. Ele também se recusou. E por último, pedi que ele chamasse a gerente... A resposta foi hors-concour: "Não vou trocar, não vou dar a carta e também não vou chamar a gerente"

Dessa vez, precisei mesmo de muita paciência para conter toda a minha irritação. Pensei que talvez, eu poderia vencê-lo pelo cansaço. Insisti que o livro era um lançamento e que ele poderia colocar ao lado dos títulos parecidos que eu DUVIDAVA que ele não vendesse dentro do mês.

Ele não ouvia. Estava tão preocupado em manter os antolhos no lugar que estava se lixando para a maneira como estava atendendo ao cliente. Olhei em volta, manjei todo o lugar e comecei as implicâncias quando um rapaz trouxe um MIOJO para pagar no caixa da livraria... Um miojo, eu juro! Dentro da Nobel, pois é...

E aí, destilei meu veneno...
Abro aqui um parêntese, para dizer que o diabinho no ombro, estava super feliz porque eu já tinha cedido a 3 dos pecados capitais e pelo andar da carruagem, passaria por todos! Tinha a PREGUIÇA em ir à Saraiva, IRA pelo tratamento e agora SOBERBA/ORGULHO...

"Vocês possuem alvará para vender MIOJO aqui?"

A essa altura, a dona da livraria já tinha vindo. Foi educada e gentil, explicou o posicionamento da rede franqueada e informou que faria a carta para que eu pudesse reclamar junto à matriz em SP. Não estava muito convencida, mas relativamente conformada. Então, por uma questão de honra, encasquetei que não sairia de lá, sem trocar o livro. 

Esperei o vendedor entrar e continuei conversando com a sócia-gerente. E fiz o que pude para tentar convencê-la, usando dos argumentos mais baixos... 

"A vigilância sanitária já vistoriou sua barraca de tapioca? Ela pode ser colocada dentro da livraria?" (eu dizia isso, mas cobiço demais aquelas tapiocas (INVEJA)! Já comi várias vezes e acho uma delícia! GULA!)

Diante de todos os 'excelentes' argumentos apresentados e um papo rolando sobre os títulos similares, por fim ela topou trocar, não sem antes avisar o valor - menor do que o que eu imaginava, mesmo assim, parti em busca de outros títulos. TODOS os livros da Nobel Downtown coincidentemente custavam mais do que a troca. Tudo bem... contei as moedinhas (AVAREZA) e optei pela troca por um dos mais baratos e que eu sabia estar na lista de desejados.

Nesse meio tempo, o vendedor voltou com a carta. E arregalou os olhos quando viu que a gerente abria uma exceção e trocava o livro para mim. Exclamou para ela: 

"Você vai TROCAR o livro?"

Quase deu um ataque de piti. Eu, ironicamente declarei:

"Não se preocupe, usarei a carta para reclamar em SP e dizer o quanto vocês foram gentis e atenciosos efetuando a troca, pena que você faltou com a verdade comigo"

O vendedor ficou pálido. Esticou o braço para frente fazendo um gesto de pare. E fez a atitude mais infantil e inesperada para um vendedor. Disse:

"Você está disse que estou mentindo... Está me chamando de mentiroso... Depois dessa, parei contigo e vou até lá para dentro"

Cara, tinha séculos que não via um homem dando um piti tão besta... A gerente se desculpou e eu tive que dizer a ela:

"Posso voltar a comprar aqui num futuro distante, mas eu NUNCA mais compro com o seu vendedor."

Meu diabinho mexeu as mãos satisfeito e eu saí dali abrindo a sacola... Abracei o livro com LUXÚRIA e cheirei as páginas de mais um livro novo...









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A Louca dos Tupperwares by SammyFreitas [crônica]

Posted by Aptos on 4 de janeiro de 2015 11:41 in , , ,


Todo mundo tem uma relíquia de família. Seja um aparelho de jantar de porcelana inglesa, jogo de chá de porcelana portuguesa ou mesmo um faqueiro de prata alemão Wolff. 

Mas... minha família tinha origens mais humildes, ainda assim, pude herdar um item de família. Nada menos do que uma JARRA DE SUCOS DA TUPPERWARE.

Ok.... Não ria... Tupperware tem um nome diferente, uma pronúncia mais engraçada ainda. Dificilmente as pessoas acertam o nome de primeira. Mas eu vou te ajudar... tenta comigo: TÁ-PÊU-ÉR - viu... não doeu! E quanto mais você repete, mais fácil vai ficando. Tenta só não dobrar a língua no final, tentando americanizar o nome. Você não vai acertar o tom certo e vai parecer americano falando RRRioww de Jannêeiiirowww!

Mas voltemos às relíquias... Namorei aquela jarra da vovó durante toda a minha infância. Ansiava visitá-la só para tomar um suco de maracujá de verdade, geladinho naquela jarra de policarbonato em uma época que imperavam jarras de vidro. 

A Tupperware é cara. Cara com vontade, por isso, ter um item desses na família, conferia status! Colocar a jarra com aparência futurística e tampa que realmente mantinha a bebida hermeticamente fechada sobre a mesa, era um charme. As pessoas abriam a boca e falavam com reverência: É tápiué? E minha mãe sorria com orgulho dizendo que tinha herdado da vovó. 

De todos os potes plásticos que existem no mercado, não há um sequer que tenha um mecanismo selante tão perfeito como o da tupperware. O único que realmente preservava a comida e mantinha o alface crocante! Sem contar que a maioria dos recipientes tem cores e design completamente diferentes do que vemos por aí...

Por tudo isso, sempre ansiei ter um item da Tupperware em casa. Não que hoje fosse me proporcionar o mesmo status do passado, muito mais pelas lembranças familiares, certeza da quase exclusividade praticidade e qualidade dos produtos.

E aí descobri que a esposa de um grande amigo promovia reuniões na casa sobre tupperware! Nessas reuniões, sucos, biscoitos e itens feitos e armazenados nos famosos recipientes... Eu precisava participar, afinal, era praticamente um culto religioso e que os Deuses não escutem, mas eu adoro cultos religiosos estranhos!

Na reunião, ouvi palavras como: "allegra", "policarbonato", "alta resistência", e até aí, estava tudo bem. Praticamente como se começassem num nível básico, para neófitas como eu. E então... em determinado momento, surgiu uma pergunta sobre "migração para bisfenol-A"... Um silêncio respeitoso se fez por alguns segundos logo seguido por explicações como: "projetado para reciclagem", "adotado internacionalmente", "aprovações regulatórias" e "características de desempenho melhoradas"

Meus olhos brilhavam e eu já nem me sentia mais num culto religioso. Só podia ser um braço da Cientologia!

Saí da reunião em êxtase mental e completamente conquistada. Comprei 12 recipientes exclusivos, entrei para o consórcio e tive uma epifania: Meus Tupperware jamais seriam emprestados. Eles seriam colocados em testamento para gerações futuras da família Freitas!





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O dente da discórdia by SammyFreitas [crônica]

Posted by Aptos on 3 de janeiro de 2015 06:00 in , , , ,


Se tem uma coisa que sempre me falaram, é que você pode namorar quem quer que seja. Homem, mulher, rico, pobre, branco, preto, inteligente, tapado... mas se tem algo que todas as pessoas tem em comum, um preconceito quase que unânime, é o fato de namorar alguém que não possua dentes. 

O quê? Eu disse dentes? Pois é, disse sim.

Essa história aconteceu há muitos anos (e bota anos nisso!) na minha época adolescente. Reza a lenda que eu era muito CDF¹ e por causa desse pequeno detalhe, era difícil arrumar um namorado. Eu até queria, mas os rapazes estavam mais interessados nas meninas descoladas da sala. 

Para compensar essa falta, criei um jornalzinho bem humorado que era a minha perdição. A maioria dos alunos sabia quem editava e esperavam ansiosamente as edições três vezes por semana, onde eu esquecia toda a minha sobriedade e usava de observações e sutilezas para zoar colegas e professores. A única edição rodava de mão em mão na sala até que todos tivessem lido. Algumas vezes, no meio da aula de matemática, ouviam-se risadinhas abafadas. Professora Rosileida nunca olhava para a turma. Sempre focava em mim, que obviamente disfarçava e fingia que não era comigo.

Mas onde está o dente? Paciência, gafanhoto! Vamos chegar lá... E aí, o jornalzinho rolava e quando comecei a ficar sem idéias, aproveitei um trabalho que estávamos fazendo sobre Teoria de Conjuntos. O meu grupo escolheu uma pesquisa sobre três tipos de carro - Ford, Fiat e GM. Eu, como uma boa leiga, sequer sabia que tipos de carro tinham em cada fabricante. Tampouco gostava de trabalhos em grupo. Portanto, fiz minha contribuição, mas saí em busca da batida perfeita... ops... saí em busca de um tema melhor. 

Dei um sorriso maroto, elaborei a pesquisa e me armei de toda cara de pau que me era peculiar. Optei pelo recreio para começar minhas pesquisas. Procurei um grupinho e me aproximei. 

"Boa noite (pois é, galera, meu curso técnico era à noite!)... Então... Eu sou da PD2B e estou fazendo um trabalho de Teoria de Conjuntos. Gostaria de responder a três perguntas? Antes que me diga não, tenho um exemplar extra do FB urgente... e assim as pessoas rapidamente se convenciam a responder minhas 5 perguntas:

1. Você namoraria um gordinho?
2. Você namoraria uma pessoa bonita, até mesmo magra, mas sem 2 dentes frontais ou laterais?
3. Você prefere o gordinho ou o desdentado.
4. Você prefere não namorar ninguém?
5. Você namoraria os dois (não necessariamente ao mesmo tempo)?

A galera que me perdoe a palavra, mas a pesquisa foi um puta sucesso. A notícia da pesquisa se espalhou como rastilho de pólvora e logo, o universo escolar me procurava em hordas para responder às questões.

A verdade, é que todo mundo queria saber o resultado da pesquisa. E corria um boato, que a pesquisa era, na verdade, inspirada em certos coleguinhas da turma de ADM e Eletrônica. Balela. Eu só estava curiosa sobre o comportamento adolescente (não que eu não fosse uma, mas com um ego que não cabia no peito, apesar de minhas deficiências relacionais, eu me julgava um pouco superior em termos de nerdice e inteligência)

Se eu disser para vocês que lembro dos resultados exatos, estarei mentindo desbragadamente. Eu não lembro de números exatos. Mas lembro com uma precisão quase cirúrgica das porcentagens. 

Gordinhos, nem dessa vez vocês foram recompensados. Mas os banguelas também não. A verdade é que a galera adolescente tinha escolhido não namorar nenhum dos dois. Mas eu não publiquei o resultado correto. Como eu queria analisar o comportamento da galera, usei de artifícios e alterei informações para que os gordinhos ganhassem por pouco dos banguelas. Praticamente usei a imprensa marrom através do FB urgente com uma notícia bombástica: "Os gordinhos são melhores de beijar do que os banguelas"

O mais engraçado na história, é que nesta época, eu nem era gordinha. Pelo contrário. Magra feito um varapau e tirando o cabelo esquisito dos anos 80 eu era até uma ruiva bem simpática! E a manchete era outra piada. Que parâmetro eu tinha sobre beijos, se NUNCA tinha beijado ninguém?

Choveram reclamações. Bilhetes e mais bilhetes indignados de que beijariam até as paredes, mas nunca os banguelas.

E relembrando dessa história, foi com muito pesar que uma amiga me disse com todas as letras: "podemos fazer caridade. podemos beijar homens feios, pobres, burros, esquisitos, mas por favor... precisam ter todos os dentes, ainda que postiços"

Esse rebuliço todo, essa lembrança, foi por ter tido um acidente dentário. Pois é. Quase chorando, exageradamente gritava com uma amiga no telefone: "Eu nunca mais terei ninguém porque quebrou um pedaço do meu dente! Lembra, da nossa adolescência?"



Lembrei e lamentei... Estou parecendo o Tião Macalé²! Ele não vai me querer mais porque o hálito de halls e cepacol escapará pela fresta do dente!



E rindo, ela deu um basta na história: Mulher de Deus, acalme-se! Você tem todos os dentes! Só quebrou a pontinha! Nada que um restauro a laser não resolva. E pode parando de show, que quem dá piti nessa amizade sou eu!

Dei um sorriso torto preocupada demais com a pontinha quebrada, porque às vezes é mesmo bom dar uma exagerada para desopilar o fígado³. 





E você? Namoraria um desdentado?


¹ CDF - cabeça de ferro - pessoa que estuda demais
² Tião Macalé! Antigo personagem dos Trapalhões que tinha um bordão: "Ih, nojento, tchan" e ele tinha vários dentes da frente faltando... (oh god! explicar quem é Tião Macalé é uma prova real de que cada referência que eu faço aos anos 80, mais eu vejo como sou antiga...)
³ Desopilar o fígado - outra gíria antiga, mas que eu AMO de paixão. É o mesmo que ficar de bom humor, fazer a higiene mental, relaxar, sorrir mais...







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Uma longa jornada de volta para casa - by sammyfreitas [crônica]






Copacabana... Reveillon... Duas palavras diferentes, mas que no RJ, estão intrinsecamente ligadas.

Muita gente vem de fora para conhecer a famosa queima de fogos. Eu nunca liguei. Embora seja carioca da gema, assistia sempre de casa, no conforto do meu sofá com ar condicionado ligado a mil. 

Justamente por ter sido um ano diferente, fui convidada por amigos e no fim, apesar de todo o pavor de multidão e muvuca e não me sentir confortável no meio de tanta gente, armei-me de coragem e fui. 

Que fique claro... Não sei se sou capaz de descrever tudo o que senti quando estava lá. Diante dos fogos. Eu me sentia uma criança assistindo um grande presente de natal. As imagens, as explosões, vinham na minha direção, e mesmo eu estando tão longe, me sentia num filme em 3D cujas imagens saltam da tela na nossa direção. Tudo que a gente vê ali, é emoção em forma de luzes. E eu nem estava assim, assim animada para assistir. Seja quais forem as expectativas que você leve, olhar os fogos supera todas. Desliguei do mundo e ouvir o assobio seguido de ligeiros pipocos iluminados... Explosões acima de explosões...  Não dá para não sentir nada. Então, fecho esse parêntese para dizer que qualquer coisa que tenha acontecido depois, não foi suficiente para embotar a magia que senti nos 17 minutos em que os fogos duraram.

Então, embriagada de felicidade, por volta de 3 da manhã resolvi voltar para casa. E foi aí que começou uma longa jornada de volta para casa. 

O primeiro passo, foi pegar o metrô. Estava cheio, mas nem tão lotado assim. Fiquei com medo de ser arrastada para fora do metrô. E de fato, numa certa estação, eu fui arrastada para fora com a multidão. Até tentei voltar, mas sabe aquelas cenas de desenho animado em que a pessoa se vê tentando pegar o ar... Pois é. Se meus planos eram ir até a Saens Pena, quando me vi fora do vagão, mudei de idéia. Até que ficar na Central não era mau negócio. E de ficar tanto tempo embaixo da terra sob a iluminação ofuscante, quando comecei a sair, quase fiquei surpresa por ainda estar tudo escuro...

Geral entrou na grande estação Central do Brasil. Tudo muito civilizado, por mais incrível que isso possa parecer. Eu não tinha me informado como seria a operação especial de ano novo e foi uma grata surpresa encontrar os trens em funcionamento.

Corri toda serelepe para as catracas e rá! Passei! Parei e sorri para o guarda, que sorriu de volta quando lhe desejei Feliz Ano Novo e ofereci um chocolate. Fui até a plataforma e até vi uma luz saindo, mas logo fiquei bem surpresa! No "meu" trem havia uns 12 lugares para sentar! Mal tinha começado 2015 e não podia acreditar na minha sorte!

Sentei num vagão novo, com ar condicionado, poltrona confortável e até mesmo virada para o lado em que o trem seguiria... Porque a poltrona que fica de costas sempre me dá enjôo.

Passaram-se alguns minutos e as portas permaneciam abertas. Já ia levantar e procurar alguém que pudesse informar quando o som da voz eletrônica saiu dos microfones fazendo os anúncios.

Vou repetir as palavras EXATAS, porque eu as ouvi de 3 em 3 minutos até a saída do trem...

"Atenção, o Trem Parador com destino a Santa Cruz está parado na plataforma 6F e sairá em 57 minutos".

Pensei logo! Que legal! Saindo em 7 minutos. Maldita surdez seletiva. 

Rapidamente a 'mocinha' do microfone desfez meu engano e repetiu meu martírio:

"Atenção, o Trem Parador com destino a Santa Cruz está parado na plataforma 6F e sairá em 54 minutos".

Dessa vez eu ouvi. E quase surtei. Perguntei para o senhor a meu lado: "Ela disse 54 minutos???"

Ele suspirou desanimado e explicou com um pesar no coração: "Sim... são trens funcionando em horário especial. Normalmente nem temos trens de madrugada, eles estão saindo de hora em hora. Um saiu alguns segundos antes que eu e você chegássemos aqui."

É sério que eu tinha perdido o trem por segundos? Nunca me arrependi tão amargamente de ter parado e sido gentil em desejar um Feliz Ano Novo!

Encostei a cabeça na janela e fechei os olhos. Mesmo num estado de semi-consciência, ouvia todos os apitos e tomava cada vez mais raiva da mocinha que insistia em anunciar a cada três minutos...

"Atenção, o Trem Parador com destino a Santa Cruz está parado na plataforma 6F e sairá em 21 minutos".

Em algum momento que não consigo precisar, eu peguei no sono. Engraçado como a gente sempre acha que possui um timing interno para nos acordar. A última coisa que lembro ter ouvido na madorna foi "Próxima estação Marechal Hermes". Não era tão perto que me fizesse abrir de vez os olhos. Acabei pegando no sono para valer. E acordei assustada ao ouvir: "Próxima estação: Santíssimo..."

Com o perdão da palavra, meus olhos se abriram imediatamente e gritei um sonoro Puta que o pariu! Jura que já passamos de Padre Miguel? 

O mesmo senhorzinho olhou para mim, balançando a cabeça e me recriminando  com os olhos por palavras tão chulas no primeiro dia do ano... 

4 estações. E nem podia voltar, porque né? Os trens extras eram para ir para Santa Cruz. Para ir à Central, o primeiro trem no feriado, sairia às 4:40 e depois somente 5:40. Olhei rapidamente para o relógio, fazendo meu cálculo mais rápido de mulher grogue ainda virada do Ano Novo... Eram 5:10 - o que significava que o trem tinha acabado de passar - merda... eu e meus erros na janela de tempo... Teria que esperar pelo menos mais 1h pelo próximo. 

Não ia rolar. Sai da estação e fui à rua principal. Sou safa nesse tipo de situação e mesmo com a mente ainda ligeiramente embotada pelo cansaço, rapidamente cheguei à Av. Santa Cruz e sabia que 90% dos ônibus que passam por ali, chegam ao Shopping de Bangu. Nem sentei porque tinha grandes esperanças que viesse logo um ônibus (e vamos ser honestas... se eu sentasse, poderia facilmente pegar no sono de novo!)

Logo avistei o 397 - Campo Grande x Carioca (via Brasil) tomei o cuidado de ver passando na frente do ônibus a palavra "Bangu" - opa! servia! Dei um sorriso maroto, fiz sinal e entrei.

Sentei toda feliz enquanto o ônibus corria alucinadamente - "Vou chegar rapidinho em casa!"

Só queria banho e cama... Mas não... a vida... a vida é uma caixinha de surpresas... O ônibus saiu do caminho que estava percorrendo e virou na direção que julgo ser a da Avenida Brasil. Fiquei apavorada! Tanto sacrifício para sair da Central do Brasil, imagina voltar para o Centro agora!

E aí, gente, me desculpa, mas fui OBRIGADA a soltar baixinho uma série robusta de imprecações. Levantei em tempo recorde e corri até a trocadora, me equilibrando da melhor maneira possível no ônibus que voava pelo asfalto e já subia um viaduto....

- Moça! Moça! (até agora não sei o porquê de tê-la chamado de moça... no fundo, eu não sei, talvez por educação, talvez por pressa - mas a triste realidade é que a trocadora parecia ter uns 200 anos!) Esse ônibus não passa no Shopping Bangu???

Ela olhou para mim e aquele hiato de poucos segundos pareciam horas quando via o viaduto terminando e a possibilidade de saltar seja lá onde eu estivesse, se extinguindo...

Uma das poucas pessoas que se mantinha acordada no ônibus (o cara estava lendo, ganhou meu respeito!) chamou e disse: "Senhora!" (e aí meu respeito acabou na  mesma hora!) Ele até passa no shopping, mas deve estar querendo adiantar a galera que está indo trabalhar e virou antes... Mas não se preocupe. Já, já passamos para o outro lado (e eu quase em pânico) e você poderá saltar em frente à estação Bangu. Sente aqui do meu lado que eu te aviso.

Fiquei MUITO aliviada, porque agora, já tinha noção de onde estava e o melhor, conheço super bem a área em que ia passar. 

Desci no ponto certo, ainda lembrando dos fogos e desejando Feliz Ano Novo!

E aí vocês pensam que terminou? Ora, mas é claro que não! Quem disse que as coisas são fáceis assim???

Atravessei todo o calçadão... não sem antes ver o estrago que o temporal tinha feito na véspera. Um cenário apocalíptico (se não acreditam, vejam link do vídeo que postei lá embaixo!) - uma pena meu celular estar totalmente sem bateria porque até árvore arrancada do asfalto e caída por cima das telhas do calçadão de Bangu, tinha ali pelo chão.

Já eram quase 6h e minha jornada não tinha terminado. Terminei de atravessar o calçadão e me perguntei se um ônibus que me deixasse em casa ia demorar muito... E aí... mototáxis! Corri até o primeiro e perguntei quanto custaria me deixar na porta de casa (trajeto curto, menos de 10min) e o mocinho pediu: R$ 15. Achei mega salgado. Em geral pago R$5! Mas era feriado, não eram nem seis da manhã e eu estava morta! Só queria chegar em casa. Pois sim. Quando entreguei a grana e comecei a subir na moto... Meu ônibus que eu não pagaria nada, devido ao bilhete único passou na minha frente.

Fechei a boca e antes que eu desistisse da moto, o rapaz arrancou, quase me jogando no chão!

O percurso foi super rápido e logo estava abrindo a porta de casa. Olhei para o relógio e ele acusou 6:13. Eu nasci no dia 13/06.

Achei o número bem cabalístico. 

É melhor acreditar que esse será um ano fodástico e de muitas conquistas mesmo que tenha começado com uma jornada torta...

Feliz 2015! Feliz Novo Ano para todos nós! E que venham mais inspirações para relatos doidos!










Link do Temporal em Bangu no dia 31/12/14

https://www.facebook.com/video.php?v=574562439354474&permPage=1




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Trilogia Sem Limites - Série Rosemary Beach - Abbi Glines

Posted by Nanda Cris on 25 de dezembro de 2014 15:13 in , ,
Feliz Natal, hohoho!!!

Como está sendo o Natal de vcs? O meu está sendo ótimo: comendo muito, lendo muito.... tem coisa melhor na vida?

Assim sendo, comecei e terminei de ler a Trilogia Sem Limites nesse feriado... vamos ver o que eu achei?


Sinopse:
Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa. Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.


Sinopse:
A vida de Blaire Wynn não foi nada fácil. Sua irmã gêmea morreu muito cedo, seu ex-namorado e melhor amigo a traiu e ela precisou cuidar da mãe doente até o último dia de sua vida. Depois de tanto sofrimento, o que ainda seria capaz de machucá-la?
O terrível segredo de Rush Finlay.Depois de se apaixonar perdidamente por ele, Blaire descobriu algo cruel que destruiu para sempre o mundo que conhecia. Agora ela está mais sozinha do que nunca e precisa recomeçar a vida longe de todos que a feriram. O único problema é que não consegue deixar de amá-lo.Rush Finlay também não sabe o que fazer. Apesar das tentativas dos amigos e da família para animá-lo, o rapaz segue desolado. Ele já não quer saber da vida que levava, regada a festas, bebidas e mulheres. É atormentado pelas lembranças de um sentimento que jamais imaginara que fosse conhecer e que não pôde ser vivido plenamente.Nem Rush nem Blaire imaginavam que seus universos pudessem se transformar de forma tão radical. Porém, a maior reviravolta das suas vidas ainda está por vir. E ela será tão intensa que obrigará Blaire a engolir o orgulho, voltar a Rosemary, na Flórida, e enfrentar seus inimigos. Rush por sua vez, terá que lutar para consertar seus erros e se provar digno da confiança e do amor dela.Segundo volume da trilogia Sem Limites, que já vendeu mais de 5 milhões de exemplares no mundo, Tentação sem limites é tão viciante e tentador quanto uma paixão proibida.


Sinopse:
Blaire Wynn conheceu Rush Finlay num momento muito difícil da vida dela, logo depois de perder a mãe e a casa em que morava. Filho de um astro do rock, Rush vivia num mundo de luxo, sexo sem compromisso e total despreocupação com o futuro. Exatamente o oposto de tudo o que Blaire conhecia. Mesmo com tantas diferenças, a paixão entre os dois foi arrebatadora. Porém Rush guardava um segredo de sua família que levou ao fim do namoro e a um período de tristeza absoluta para o casal. Mas eles já não sabiam viver um sem o outro e cederam de novo àquele sentimento irresistível. Agora Blaire está grávida, eles estão felizes e planejam se casar. Mas nem tudo está garantido. O pai de Rush chega trazendo más notícias e novamente os antigos problemas de família podem fazer com que os dois se afastem.

O que eu achei:

O primeiro livro é verdadeiramente surpreendente. Eu não conseguia parar de ler. Os protagonistas tem química, a mocinha é forte e decidida (isso sempre conta muitos pontos comigo) e a história de fundo foi de me deixar tensa, grudada nas páginas. Quando finalmente o mistério guardado a 7 chaves por Rush se revela, nosso mundo desmorona junto com o de Blaire. O primeiro livro realmente é perfeito, eu não mexeria em uma vírgula.

O segundo livro é bom, mas não ótimo como o primeiro. A história entre eles é sempre a mesma: Rush faz besteira - Blaire se afasta - Rush pede desculpas - Blaire aceita - Rush faz besteira.... pra sair um pouco desse ciclo sem fim, há uma reviravolta na história de fundo que não me convenceu muito, mas tudo bem, tudo pelo final feliz não é? Além disso, o romance dos protagonistas faz o livro valer a pena. Mas como nem tudo podem ser flores, e um ser do mal é primordial nesse livros, Nan (a irmã de Rush) se mostra uma vilã mimada e chata e tem muito mais destaque neste livro. Torci o tempo todo para que Blaire pegasse a arma, desse logo um tiro no meio da cara dela e pronto, acabou o drama.

O terceiro livro, pelo que eu entendi, a autora só escreveu porque os fãs pediram muito. Esse livro é sim mais do mesmo e não sei se foi porque eu li na sequencia dos outros 2, mas já estava saturada de Nan então o livro me irritou um pouco. Além disso a independência de Blaire foi pras cucuias e tudo ela fica na dependência de Rush... um sacooooooo. Mas a autora teve uma jogada genial: os capítulos do primeiro livro foram narrados apenas por Blaire. No segundo livro, os capítulos são intercalados entre Blaire e Rush. No terceiro livro essa dobradinha se mantém, mas alguns capítulos são narrados por outros personagens e outros casais são inseridos na trama, nos deixando querendo saber mais.

No Brasil já foi lançado Estranha Perfeição (link aqui) e Simples Perfeição (link aqui!) que conta a história de Woods (chefe de Blaire)  mas o que eu quero mesmo é a história de outro casal: Harlow e Grant! Essa me empolgou demais, mas só saiu lá fora: Take a Chance e One More Chance (vi aqui, no Cantinho das Leitoras Compulsivas)

Fica aqui o apelo pra Editora Arqueiro: tragam a trilogia Chance para cá, peloamor!

Bem é isso, eu gostei da trilogia no geral e super recomendo. Agora estou com ressaca pós leitura e com medo de pegar um livro que seja um saco e me tire do pique que estou... kkkkk, acontece, é a vida!




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