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Desafios de Natal e Ano Novo

Posted by Unknown on 14 de janeiro de 2013 08:00 in , , ,
Finalmente, pra quem tava com saudade dos meus textos... e pra quem não tava também, estou respondendo aos desafios de natal e ano novo gente!

Natal


*Mas não é da cor que eu pedi!

*Claro que Papai Noel existe, meu bem.
*A lareira está acesa?
*Eu prefiro muito mais tender.
*Sabia que tinha esquecido de algo





- Mamãe, mamãe, acorda, vamos, já é natal!
- Ham...? – Gabriela abriu os olhos, ainda com sono, e viu Jorge ao lado da cama a olhando animado. Olhou para o relógio, 6h da manhã.
- Ah, filho, volte para a cama, está muito cedo...
- Não mãe, quero ver meus presentes, meus presentes! Será que Papai Noel trouxe o que pedi?
Aquilo lançou um alerta na cabeça de Gabriela, estivera tão ocupada trabalhando que esqueceu de comprar o presente de Jorge, como pôde?  Jorge, que não queria esperar nem mais um minuto para ver seus presentes, saiu correndo em direção á sala.
- Amor, acorde. – Gabriela sacudiu o marido que ainda dormia.- Marco, acorde!
- O que foi?
- É natal, e não compramos o presente do Jorge, levante!
Marco sentou-se na cama, também sobressaltado pela constatação de que não havia comprado os presentes do filho.
Sabia que tinha esquecido de algo!
Nesse momento Jorge voltou correndo ao quarto, haviam lágrimas quase escorrendo de seus olhos.
- Mamãe, papai, o Papai Noel esqueceu de mim? Não tem presente nenhum debaixo da árvore!
- Calma filho, calma... – Gabriela tentou dizer, mas Jorge estava irado.
- Droga de Papai Noel, odeio ele, odeio...
- Ora, pare com isso Jorge, arrume-se e vamos sair. – disse Marco.
Jorge saiu do quarto batendo os pés e chorando, Gabriela olhou para Marco esperando uma explicação.
- Vamos comprar o presente dele ora. – dizendo isso ele se levantou e foi se arrumar.
Os três saíram de casa, Marco resolveu fazer um programa especial para o dia de natal, para compensar o esquecimento. Primeiro tomaram café em uma padaria do bairro, depois foram a um parque de diversões que, por sorte, estava aberto no natal, fizeram de tudo para alegrar o menino, mas ele só resmungava e não esboçava nenhum sorriso. Por último foram ao mercado fazer compras para um jantar especial, mas Jorge continuava cabisbaixo, irritado.
- Vamos comprar um peru! – Anunciou Gabriela, sabendo que Jorge adora peru, mas ele não teve reação.
- Huum, eu prefiro muito mais tender. – Forçou o pai de Jorge, mas o garoto não esboçou emoção nenhuma.
Gabriela e Marco se olharam decepcionados, Marco decidiu então ir até a seção de brinquedos enquanto Gabriela terminava de fazer as compras com Jorge. Lá ele encontrou o presente que Jorge tanto queria, uma bicicleta vermelha como o fogo. Fez a compra e guardou no porta-malas do carro antes que Jorge e Gabriela aparecessem, depois do mercado foram para a casa.
Como parte do plano Gabriela distrair Jorge, indo até a casa de um vizinho para desejarem um feliz natal enquanto Marco foi preparar tudo, entrou em casa, acendeu a lareira e deixou a bicicleta com um grande laço de presente debaixo da árvore, depois saiu.
Quando entraram todos juntos em casa Marco exclamou:
- Olha, a lareira está acesa?
Jorge lançou um olhar deprimido, mas curioso, para o centro da sala e percebeu algo debaixo da árvore, correu até lá com um sorriso no rosto, que desapareceu quase instantaneamente.
Mas não é da cor que eu pedi! – bufou irado. – Eu queria azul... – e lágrimas voltaram a aparecer em seus olhos.
Gabriela lançou um olhar desaprovador para Marco, que se explicou num sussurro:
- Era a única cor que eles tinham.
Jorge correu para abraçar a mãe.
- Que droga de Papai Noel mamãe, Papai Noel não existe!
Claro que Papai Noel existe, meu bem, ele só... é atarefado demais.
- Ele esqueceu de mim, ele não gosta de mim.
- Olha, Jorge, Papai Noel te ama, eu tenho certeza, mas tem milhões e milhões de crianças no mundo, ele não consegue mais entregar toooodos os presentes em uma só noite , e não consegue fazer todos os brinquedos das cores exatas, mas você é especial para ele e eu tenho certeza que você vai adorar a bicicleta que ele te trouxe,  porque pode não ser da cor que você pediu, mas é a bicicleta vermelha mais veloz do bairro, todos vão admirar você quando estiver andando com ela.
- Verdade? - Jorge a olhou esperançoso, enxugando uma última lágrima.
- Verdade! - Gabriela sorriu para ele.
- Então... então eu vou correr para mostrar  aos meus amigos! - Jorge pegou a bicicleta e saiu correndo para a rua, com um sorriso largo no rosto. 
Marco olhou orgulhoso para Gabriela.
- Acho que esse natal nos deu uma lição.
- O que? - ela perguntou.
- Que nosso filho não precisa de verdade de presentes caros para ser feliz, ele só precisa que conversemos mais com ele, ele precisa mais da nossa atenção.
Os dois sorriram, se abraçaram e foram para fora olhar Jorge brincando.





Ano Novo



As grades da prisão eram desgastadas por tantas mãos que passaram por ali ao longo do tempo, alisando-as. No canto, uma latrina sem tampa exalava um cheiro não muito agradável. Uma pequena janela deixava entrar as luzes dos fogos que pipocavam ao longe. Haviam 2 catres no cubículo, ambos demonstrando sinais de estarem ocupados. Ao longo do corredor várias celas, todas ocupadas. No final deste, uma sala de guardas, onde era possível ver uma parte da televisão com a Globo passando a queima de fogos em Copacabana. Além disso, também era possível ver uma poltrona e o topo da cabeça de alguém.

Dumbo, como Andrew era conhecido pelos amigos do crime devido a suas orelhas um pouco avantajadas, estava andando de um lado para o outro em sua cela, pensativo, havia chegado a hora, mas seus comparsas estavam atrasados, e ele muito irritado. Tinham que aproveitar a noite de ano novo, só havia um carcereiro, que estava distraído vendo tevê, ou outros estavam de folga, não haveria momento melhor.
Dumbo tinha sido preso dois meses antes, por tráfico de drogas, ele e um amigo tinham sido pegos, os outros fugiram, mas prometeram que os tirariam da prisão assim que possível. O amigo de Dumbo estava preso em outra seção da cadeia municipal, e agora que havia chegado o momento dos comparsas cumprirem a promessa, eles não apareceram. Dumbo então resolveu começar sozinho a fuga.
Havia um túnel no qual ele estivera trabalhando o mês inteiro, mas não estava acabado, era o seu plano B, já que seus amigos não tomaram a cadeia como haviam prometido, ele teria de usá-lo. Apanhou do chão uma colher imunda  que ele mantinha na cela e acordou seu companheiro, ambos ergueram um dos catres e entraram no túnel, seu companheiro de cela, Jack, trazia consigo uma pá pequena de jardinagem que conseguira fazer com que sua esposa trouxesse durante uma visita.
Caminharam algum tempo no escuro até encontrarem o fim do túnel e começaram então a cavar para cima, para fazer uma saída, mas o problema é que não tinham ideia de onde o túnel iria dar, era um plano muito mal planejado esse.
- Então Dumbo, eu te avisei que seus amiguinhos iam dar pra trás, mas você não me ouviu. Deveríamos ter terminado antes esse túnel e já estaríamos fora daqui.
- Não enche! – Andrew estava irritado demais para conversar.
Perderam a noção do tempo enquanto cavavam, aquilo parecia uma eternidade, quando finalmente Jack tirou uma quantia de terra que abriu um buraco, iluminando os dois com uma luz fraca, sons de poucos fogos ao fundo, já era madrugada. Apressaram-se e conseguiram sair para o ar livre, para a sorte deles num terreno baldio ao lado da cadeia, e começaram a correr em direção à rua.
Porém, para o azar deles os comparsas de Dumbo só estavam um pouco atrasados e haviam tentando tomar a cadeia enquanto eles estavam no túnel, mas deu tudo errado e eles haviam sido pegos, reforços estavam chegando por todos os lados e já sabiam que os dois haviam fugido, estavam alertas quando Dumbo e Jack saíram para a rua.
- Ah, cara! Que droga, eles descobriram, vamos nos entregar. – Jack falou assustado com toda a movimentação policial, levantou as mãos em sinal de rendição.
- Nem pensar, não volto para lá! – Dumbo gritou para Jack e voltou correndo para dentro do terreno baldio, mas correu apenas uns 10 metros até que tiros ecoassem pela rua.
Dumbo foi baleado e hospitalizado em estado grave. Pela manhã recebeu uma visita no hospital, era Raquel, sua noiva.
- Andrew, o que você fez? Porque? – ela perguntou quando ele acordou, seus olhos estavam vermelhos e inchados de chorar.
- Me perdoe... meu amor... – ele falava com dificuldade. – tudo que fiz... tudo, foi por você! Eu te amo.
- Pare de falar isso! Eu pedi pra você não se envolver com o crime, pedi pra você não fazer nada errado, você não me ouviu. Se me amasse teria ouvido...
- Mas eu te amo! Eu queria comprar uma casa pra gente... queria tirar você daquela favela, te dar uma vida melhor... eu não conseguiria... isso... – ele gemia ao falar. – com meu emprego de merda... por isso comecei a vender drogas, é... muito mais fácil. Eu conseguiria, em breve, se não tivesse sido preso... já estava com bastante dinheiro, poderíamos morar num bairro ótimo... ter um ótima vida...
- Você fez tudo errado Andrew, tudo errado! – ela estava revoltada.
- Raquel, eu fugi porque não ia aguentar mais nem um dia sem você... não aguento... não...
Ele pareceu desmaiar e Raquel o sacudiu, desesperada.
- Andrew, não, não morra.
Ele deu um suspiro e voltou a falar, fazendo muito esforço.
- Acho que... isso vai ser o melhor para você... não sirvo pra você então vou sair da sua vida... Feliz ano novo Raquel... feliz... vida nova, meu... amor...
Dumbo suspirou, fechou os olhos e não tornou a abri-los, Raquel ficou ao seu lado, perplexa, sem saber o que fazer até que os médicos vieram e a tiraram do quarto, confirmando a morte.


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Desafio de Natal by Sammy Freitas

Posted by Aptos on 25 de dezembro de 2012 09:00 in , ,

Pela primeira vez na vida, Maria não tinha montado sua árvore de natal. O desânimo de fim de ano, tantos problemas acumulados e para piorar aquela piada maia relacionada ao fim do mundo, para quê montar a árvore ou se preocupar com o natal se o mundo acabaria... 
Pois é... mas não acabou. E as compras ficaram para última hora, ajustes, enfeites, véspera de natal e ela corria contra o tempo.
Chamou seus dois filhos mais novos e lhes deu uma tarefa aparentemente simples: A montagem da árvore.

Quando os meninos terminaram ela gritou para eles:

- Acendam as luzes de natal, por favor. Quero ver como a árvore ficou...
  
Pedro e Luís brigavam por tudo. Já previa que essa decoração daria em confusão, mesmo assim, não havia tempo a perder. Então, continuou na cozinha preparando a ceia quando enfim ouviu a briga. Luís, jazia com o nariz sangrando enquanto Pedro, o menor batia sem piedade.


- Parem essa briga agora - gritou separando os meninos - O que ele fez para você? Luís, o que está acontecendo?

Luís limpou o suor da testa, se preparando para continuar batendo enquanto Pedro gritava: 
- Me bater não vai mudar nada, Papai Noel não existe mesmo!

Maria sempre teve receio do dia em que seus filhinhos perderiam a inocência típica das crianças com aquela que provavelmente seria a primeira grande decepção que sofreriam. Pedro tinha 8 e Luís, 11. Já era hora disso acontecer, mas ainda assim ficou surpresa. Não era cedo demais para as crianças deixarem de acreditar em Papai Noel? Tentou se lembrar quando deixou de acreditar... Devia ter uns... doze anos...

Respirou fundo e preparou-se psicologicamente para as perguntas que viriam a seguir.

- O que está acontecendo aqui? Crianças, porquê estão brigando desta vez?

Luís, magoadíssimo explicou:
- Mamãe... Pedro disse que Papai Noel não existe. É verdade isso? Eu acredito em você, porque adultos não mentem... Diga, mamãe... Papai Noel existe?

Maria não gostava de mentir para os filhos. E sempre prezou por dar explicações coerentes e lógicas, porém, Papai Noel, era uma rara exceção às mentiras que ela se permitia a eles. Dessa vez, não poderia mentir mais. Desligou o fogão e chamou as crianças. 

- Bem meninos... A verdade... é que... Bom.. Vocês sabem só de uma parte da história. Papai Noel existe sim, mas não dessa maneira tradicional que vocês estão acostumados a ver. Na verdade, São Nicolau, aquele que deu o nome ao Papai Noel, nasceu há muitos séculos atrás, por volta de 3 d.C. na Grécia. Ele era muito rico e quando seus pais morreram aos 19 anos, ele resolveu seguir uma vida religiosa. Reza a lenda, que na cidade onde nasceu, viviam três irmãs que não podiam se casar por não terem o dinheiro para o dote. O dote, meus filhos, era uma espécie de taxa que o pai pagava ao noivo para casar com suas filhas. Sendo assim, como o pai era muito pobre, ele resolveu vender as filhas quando chegassem à idade adulta.

Os meninos se mexerem assustados. Já pensou se a mamãe resolvesse vendê-los???

Maria, continuou a história, mesmo sabendo que eles não entenderiam ainda parte dela. 

- E então, quando a primeira filha atingiu a maioridade e ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair exatamente numa meia, posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou à vez da segunda. O pai das meninas, ficou muito intrigado e para descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda quando chegou a época da terceira filha fazer 18 anos. Firmou a vista e disse para as meninas: 

- Esperem, ele está bem ali!

Ele então reconheceu Nicolau, e ficou tão agradecido, que pregou sua generosidade a todo o mundo. 

- Mas mamãe, o que essa história tem a ver com o 'nosso' Papai Noel que costumava nos dar brinquedos?

Maria fez um carinho nos meninos, que nem se lembravam da briga e agora estavam interessadíssimos na história...

- E aí, lá pelo século 13 dC, São Nicolau já tinha morrido há muito tempo, mesmo ganhou a fama de bom velhinho e sua figura era lembrada como um bispo montado num burro e carregando brinquedos feitos por ele nas horas vagas durante o ano. A distribuição de brinquedos costumava acontecer no dia 6/12, porém, a Igreja Católica, resolveu em uma Convenção juntar a comemoração de São Nicolau com o nascimento de Cristo. Hoje em dia, o mundo mudou muito. Por isso, a maioria dos pais, resolveu assumir o compromisso de São Nicolau e distribuir a seus filhos no Natal brinquedos. 

Os dois meninos ficaram quietos. Não sabiam se ficavam tristes por Papai Noel não existir, ou pelo sacrifício que sabiam que sua mãe fazia em dois empregos para poder lhes dar presentes todos os anos... 

Maria levantou-se e ia voltar a cozinhar, quando Luís disse:

- Mamãe, eu ainda não entendi uma coisa. Você disse que Papai Noel ainda existia, mas se ele morreu há tanto tempo, porque você disse isso?

Maria sorriu e disse com delicadeza:

- Papai Noel pode não existir mais fisicamente, filho, mas a sua bondade e o espírito de Natal, sempre vão existir e permanecer em nossos corações...

Agora, vão se arrumar que estamos atrasados para a festa de natal do orfanato.
Os meninos correram para tomar banho e se preparar para a festa que a mãe proporcionava todos os anos. 

Chegaram atrasados no orfanato e ouviram às vozes infantis... O coral começou a cantar naquele momento as músicas favoritas de natal dos meninos. 

Empolgados, participaram ativamente da grande festa de amor. Papai Noel realmente podia até não existir, mas aquela magia, não ia acabar nunca...






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Desafio de Natal by Nanda Cris

Posted by Nanda Cris on 24 de dezembro de 2012 08:00 in , ,


- Mãe, seja sincera, ok? Papai Noel existe mesmo?
- Você quer a verdade, minha filha?
- Sim, mamãe, já sou crescida!
- Está bem, meu amor. Não, ele não existe.
- Mas todo ano ele vem à nossa casa, mamãe.
- Não espere que papai-noel venha... Não o de verdade pelo menos, minha filha! Aquele é o seu pai, que se veste como se fosse o bom velhinho, apenas para manter a magia do Natal.
Eu olhava para minha mãe incrédula. Como assim Papai Noel era mentira? Todos aqueles anos... flashes pipocavam, e então tudo ficou claro em minha mente: realmente eu já havia notado uma grande semelhança entre o Noel e meu pai.
Fui para meu quarto e me tranquei lá. Minha irmãzinha veio bater à porta, perguntando se podia ajudar. Não, aquela dor era só minha. Ela ainda podia acreditar, porque não tinha sido estúpida o suficiente para indagar quando não queria saber a resposta.
Suspirei, chorei e me lamentei. Mas a verdade não podia ser apagada da memória. E eu tinha que enfrentá-la. Mas como ver meu pai hoje à noite, vestido de Papai Noel e fingir entusiasmo? Controlar o choro?

Aquele final de tarde passou arrastado, minha irmãzinha toda feliz e eu cabisbaixa. Todos comendo e eu sem apetite. E os ponteiros iam cada vez chegando mais perto da meia noite. Logo seria a pior parte, sentar no colo do meu pai, fingindo que estava tudo certo enquanto ele perguntava se eu tinha sido uma boa menina, e ia soltando hohohos esporádicos. Estava me afundando em autopiedade, quando o relógio badalou os doze toques da meia-noite. Minha irmãzinha estava na janela e saiu gritando em direção à porta:
- Corram, ele está vindo!
Corri, o que mais poderia fazer? Eu e meus primos disparamos lá para fora.  Ao vê-lo, fiquei estática. Aquilo eram renas? E um trenó? Papai havia se superado aquele ano! Gostaria de ainda poder acreditar naquilo tudo. Mas agora, parecia apenas ridículo.
Senti alguém puxando minha saia, e lá estava minha irmãzinha, com os olhos brilhando.
- Vamos ajudá-lo? - olhando para aquele rosto inocente, não pude negar.
- Vamos, mana, vamos sim. Eu pego o saco, e você pega a bengala, está bem?
- Certo!
E lá fomos nós, de mãos dadas. O entusiasmo daquela pequena era contagiante. Me peguei sorrindo.

Sentamos todos na sala, as crianças amontoadas em volta do Papai Noel e eu mais afastada, encostada numa parede, ao lado da minha mãe. Encarava tudo com desinteresse até que a ouvi falar:
- Ué?
Mirei para onde ela estava olhando e vi meu pai parado no batente da porta de entrada, com uma roupa de Papai Noel meio enxovalhada e uma expressão de espanto no rosto. Gaguejei diante da situação.
- Ma... mas mãe, se aquele ali é o papai, quem é aquele no meio da sala distribuindo presentes?
- Aquele só pode ser... o Papai Noel de verdade!
- Mas você falou...
- Minha filha, regra número um: os adultos também se enganam!




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Desfios!

Posted by Olhos Celestes on 18 de dezembro de 2012 15:42 in , ,
Frases para o desafio de Natal:

Nanda:
 - Corram, ele está vindo!
 - E então tudo ficou claro em minha mente
- Não espere que papai-noel venha...
- Vamos ajudá-lo?
Gaguejei diante da situação

Kbeça:
Ele não me esperou.
- Já estou cansado disso tudo!
- Você precisa lavá-lo ao hospital!
...Então, o céu escureceu inesperadamente...
- Você vai me pagar...

Paty:
- Espere e verá!
- Tudo saiu como o planejado?
- Ele já está morto, mamãe...
Corri, corri, corri, mas não cheguei a tempo...
- já é hora da ceia crianças.

Sammy:
o coral começou a cantar naquele momento
- O que ele fez para você?
já era hora disso acontecer, mas ainda assim fiquei surpresa
- Esperem, ele está bem ali!
- Acendam as luzes de natal, por favor.

Agora, com a ajuda da Sammy para me lembrar (vergonha):

Desafio de Aniversário

Kbeça, suas palavras são: enchente - valiosas - sobrecarga - aparato - manobra

Sammy, suas palavras são: cadeira - eletricidade - amedrontado - espatifou e figuras

Olhos: encontro, oceano, século, sono, cultural

Nanda: Carrossel - magia - acordei - almas - pedregulho

Paty: Beija-flor - manequim - rosal - destelhadas - afogou-se

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Um sonho de Natal.

Posted by PatyDeuner on 4 de janeiro de 2012 12:39 in , , , , ,






Respondendo ao Desafio de Natal da Nanda (muuuuito atrasado), uma história simples para mostrar que todos nós temos sonhos, mas que nem sempre sabemos defini-los.
Esta é a imagem que a Nanda me enviou.






Eu realmente não tinha muito tempo para pensar na correria de fim de ano. O Hotel Napoleon de Paris sempre fica agitadíssimo nessa época, e eu como gerente das camareiras, tenho todo o meu tempo dedicado ao bem estar dos hóspedes. Então, o que sobra para mim, são noites solitárias em meu minúsculo apartamento. Mas acho que isso é uma coisa boa no final das contas. Tenho 56 anos, nunca fui casada e nem tive filhos, e minha querida mãe já se foi a um bom tempo. Minha vida é meu trabalho, meus amigos são os fiéis hóspedes do hotel, minha família são meus colegas de trabalho e meu sonho de natal é...bem, provavelmente é sempre o mesmo: que tudo saia em perfeita ordem nos agitados dias de fim de ano no Hotel Napoleon. Pelo menos essa foi a resposta que dei ao Sr. Quent, um antigo hóspede que todos os anos passa a noite de Natal na badaladíssima festa do Napoleon, e por quem tenho um forte apreço. Nesse dia, ele muito educadamente perguntou-me se eu tinha um sonho de Natal, e enrugou as brancas sobrancelhas com um olhar pensativo por baixo de seus delicados óculos, aparentemente não muito satisfeito com a minha resposta.
Um pequeno sorriso saiu de meus lábios lembrando da expressão carinhosa do Sr. Quent, enquanto eu observava o coral de natal em seus últimos ensaios antes da grande noite. O salão de baile estava luxuosamente decorado com pesadas cortinas de veludo vermelho. Mesas cobertas de linho branco rodeavam todo o ambiente, com um suntuoso arranjo de rosas e velas vermelhas salpicadas de dourado em seu centro. Eu sempre me deliciava com a beleza estonteante das noites de Natal do Napoleon. Acho que foi essa expressão maravilhada em meu rosto que chamou a atenção do Sr. Quent e levou-o a fazer a pergunta do sonho de Natal. De qualquer forma, essa pergunta não era de todo surpreendente, pois o Sr. Quent sempre foi um homem muito educado e gentil. Sendo viúvo e solitário já há muitos anos, ele sempre procurava o aconchego das noites de Natal do Napoleon, para confraternizar com os amigos.

Depois de conferir o impecável trabalho das camareiras e ter dado os últimos retoques em cada quarto, fui direto para as instalações das camareiras, para me trocar e enfim descansar um pouco. Restavam poucas horas para o grande baile, mas minhas funções acabavam por aqui, e meu vazio apartamento me esperava para uma merecida noite de descanso.
Assim que abri a porta, minhas divagações foram interrompidas por Beth, uma das camareiras, gritando a plenos pulmões.
- Anne! Veja o que chegou pra você!
Uma imensa caixa branca com um laço vermelho estava sobre minha escrivaninha. Confusa, fui até ela e peguei o cartão que acompanhava a caixa. Fiquei acariciando o cartão entre os dedos, receosa de abrir. Ninguém nunca havia me dado um presente, muito menos um tão grande assim.
- Vamos Anne, abra! Estou curiosíssima!
Suspirei algumas vezes, tomando coragem, e abri o cartão.

                         “Querida Anne,
        Esteja pronta no saguão do hotel às 20:00h.
                         Ass. Papai Noel”

Larguei o cartão e abri a caixa, que revelou um lindo vestido de festa. O mais lindo que eu já havia visto, e que jamais imaginei vestir.
- Isso só pode ser uma brincadeira! Eu disse sentindo-me muito inquieta para pensar direito.
- Não Anne. Parece que você tem um admirador secreto. Ou será que não é tão secreto assim?
Rolei os olhos para as insinuações de Beth. Ela era uma sonhadora romântica. Ao contrário de mim.
Bom, de qualquer maneira eu decidi que o melhor era desvendar esse mistério, e me preparar para o encontro com meu suposto Papai Noel.
Às 20:00h em ponto eu cheguei ao saguão, maquiada e vestida naquele deslumbrante vestido. Meu coração pulava no peito e minhas mãos tremiam. Todos os meus colegas da recepção me olhavam com espanto parecendo muito atônitos para dizerem alguma coisa. Meu desconforto só aumentou à medida que eu escaneava o enorme saguão e ninguém se revelava vindo ao meu encontro. Comecei a andar em círculos, muito nervosa para ficar parada, quando escutei meu nome ser sussurrado.
- Anne, você está encantadora.
Virei-me lentamente, com o pulso acelerado, já reconhecendo a voz do meu encontro inesperado. O Sr. Quent exibia um sorriso encantador, enquanto estendia suas delicadas mãos para mim.
- Hoje Anne, você é minha convidada para o baile de Natal. Você será a minha rainha.
Fiquei tão emocionada que não consegui dizer nada, e lágrimas inconscientes embaçaram meus olhos.
Quando entrei naquele salão exuberante, realmente me senti uma rainha e abracei cada momento como se fosse o último. Eu acho que no final eu percebi que realmente eu tinha um sonho de Natal, e estava realizando ao lado do único homem sensível o suficiente para perceber o que nem mesmo eu percebi. Que todos nós temos sonhos, mas para defini-lo é preciso olhar com os olhos da alma e do coração. 

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Desafio de Natal da Nanda

Posted by Nanda Cris on 29 de dezembro de 2011 15:50 in , ,
Paty, como tarefa dada é tarefa cumprida, está aí a resposta ao seu desafio! Espero que goste!

A Imagem:


O texto:

A primeira palavra que Vanessa, minha filha, havia dito não tinha sido mamãe nem papai. Tinha sido cachorro. Sim, cachorro! Uma decepção para a mãe amorosa e para mim mesmo.
Quando andava pela rua, seus olhinhos sempre vagavam pelas calçadas procurando, procurando. Podia ser o mais sarnento e decrépto cão das redondezas, ela sempre corria para acariciá-lo e falar palavras doces. Antonia, minha esposa, estava sempre com um vidrinho de álcool em gel na bolsa para essas ocasiões.
Se íamos visitar amigos que tinham cães, Vanessa nem olhava para as crianças de sua idade, ou os brinquedos caros, ela corria para os peludos e passava a tarde toda atirando bolinhas.
Desde a sua primeira cartinha para o Papai Noel, pedia sempre a mesma coisa. Adivinhem? Acertou quem falou cachorro! Antonia era contra, dizia que cachorro e apartamento não combinavam. E assim, os anos foram passando e a gente nunca dava o tão sonhado presente para nossa menininha.
Eu não tinha nada contra, até gostava de cachorro. Tive 2 quanto era mais novo e gostava muito deles. O primeiro foi o Floquinho, ele parecia ligado na tomada em 220 volts. Nunca se cansava. Brincávamos o dia inteiro no jardim, correndo para lá e para cá e, no final do dia, ele parecia que tinha acabado de acordar. Sempre pronto para mais uma brincadeira.



O segundo foi o Brad, um poodle muito dengoso. Só queria saber de carinho na barriga. Se via alguém da minha família já deitava de barriga para cima. E como gostava de tirar uma fotografia, fazia pose e tudo só vendo...



Essas lembranças me trouxeram um sorriso nos lábios e a certeza de que estava fazendo a coisa certa. Depois de tantos anos, finalmente havíamos conseguido juntar dinheiro para comprar uma casa com um quintal bonito e espaçoso. Aquele enorme gramado parecia implorar por um cachorro. Além disso, toda criança merece ter um animal de estimação para aprender a ter responsabilidade sobre outro ser vivo. Alimentar, cuidar, dar banho, levar para passear... tudo isso ensina maturidade. Sem contar que, vamos combinar, ter cachorro é tudo de bom. Minha infância foi mais feliz graças ao Floquinho e ao Brad.
Tinha pedido para Antonia acordar Vanessa, enquanto mantinha o filhote calmo embaixo da árvore. Ele já havia tirado 3 vezes o laço vermelho que Antonia insistia em colocar nele. "Todo presente tem que ter um bonito laçarote", dizia minha esposa, com convicção. Arrumei uma bolinha e estava distraindo-o, quando escutei Vanessa se aproximando com Antonia, ambas conversando animadamente sobre como o Papai Noel tinha sido generoso esse ano. Sorri. Continuei balançando a mão para lá e para cá com a bolinha, para manter o cachorrinho entretido, mas desviei os olhos para a porta. Queria registrar para sempre esse momento no meu cérebro. E não me arrependi por tê-lo feito. Vanessa entrou na sala e me viu. Já ia abrir um sorriso quando reparou no cachorro. Seus olhinhos brilharam, ela soltou um gritinho de animação. Deu 2 pulinhos onde estava e saiu correndo em disparada em direção ao filhote que tinha esquecido da bolinha e voltava toda a sua atenção para a menininha que corria até ele. O cachorro então soltou um latido tímido e saiu trotando na direção de Vanessa, abanando o rabinho, muito animado.
Quando finalmente se encontraram, minha filha abraçou o filhote com empolgação e gritou:
- Oi Fluk, eu me chamo Vanessa! - me lembro de ter pensado: "Essa menina é danada, já sabia até que nome ia dar pro cachorrinho!"
Eles, então, passaram aquele dia todo correndo para lá e pra cá. Não se desgrudaram um minuto. Tinha sido amor à primeira vista. Aquele foi o primeiro dia de uma amizade que durou todos os anos da vida de Fluk.
Até hoje, já casada e com filhos, Vanessa diz que esse foi o melhor Natal de sua vida.

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Uma História de Natal

Posted by PatyDeuner on 27 de dezembro de 2011 09:01 in , , , , ,
Não sei se vocês já viram esse vídeo, mas independente disso, eu fiquei tão emocionada com ele que precisava compartilhá-lo no nosso blog. E além do mais, os cães são lindos! Um verdadeiro presente para os olhos.


Obrigado a minha amiga Elisa Mary Macedo por me enviar esse vídeo


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