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Resenha "Dom Casmurro" - Maio - Desafio Literário 2013

Posted by Nanda Cris on 8 de junho de 2013 06:00 in , ,
Com este livro, confesso, me senti de volta à escola, quando eu tinha 4 livros para ler de autores nacionais, um por bimestre, para depois fazer uma prova para a matéria de Literatura.

OK, vamos espantar o cheiro de naftalina que está impregnando o ar, e vamos ao que interessa!!!

O Desafio Literário 2013 propôs para esse mês um romance psicológico e eu escolhi Dom Casmurro para essa empreitada.


Vamos à sinopse:

Publicado originalmente em 1899, o livro conta a história de Bentinho e Capitu, desde o namoro infantil até o casamento atormentado pelo ciúme e pela dúvida que virou polêmica literária: Capitu traiu o marido com o melhor amigo dele, Escobar? Os fatos são narrados por Bentinho, que relembra, já velho, episódios de sua vida. 

É difícil resenhar um livro que o mundo inteiro já parece ter lido, menos esta que vos escreve. Mas, quem está na chuva é para se molhar, então, vamos lá!

O livro é super fácil de ler, primeiro por ter poucas páginas, segundo porque não tem um português rebuscado. Não sei se é porque a edição que eu peguei era uma adaptação de Hildebrando A. de André (só vi isso depois que eu já tinha comprado) ou se realmente o original é assim, mas flui muito fácil. Li em 3 horas e com interrupções!

Como a sinopse já conta tudo sobre o livro e não há muito mais a ser dito, proponho um jogo para você, leitor: você acha que Capitu traiu ou não Bentinho? Responda nos comentários o que você acha e o porque dessa impressão. Agora eu vou dizer o que acho (se isso vai influenciar na sua resposta, por favor, não leia o que escrevo abaixo. Comente primeiro e só depois volte aqui para ler o que escrevo, ok?)

Realmente eu acho que o autor deixou várias pistas pelo livro para que nós pudéssemos desvendar o mistério. Para mim, Capitu era realmente muito maquinadora, calculista e fria. Mas, em nenhum momento, era desleal. Ela sabia guardar seus sentimentos, sabia como manipular para conseguir o que queria. Disso tivemos muitas provas ao longo do livro. Mas nunca tivemos nenhuma de traição por parte dela. Tudo o que  parecia traição, poderia ser interpretado como gestos normais. Mas, toldados pelo ciúme doentio de Bentinho, tudo ganhava ares de infidelidade.

Então temos: 

  • Um rapaz extremamente inseguro, imaginativo e ciumento. Bentinho mesmo admitiu que proibiu Capitu de ir aos bailes com os braços de fora pois todos do salão paravam para vê-la. Podiam até mesmo serem lindos os braços, mas vamos combinar né? Todos os caras do salão ficarem de quatro por braços? Todos? Só podia ser o ciúme falando. Ele também admitiu, em outro ponto do livro, que Capitu não podia falar com homem nenhum, velho ou moço, que ele surtava. Sinceramente? Comigo esse Bentinho não tinha chance nenhuma, que cara inseguro!
  • Uma moça muito bonita, faceira e misteriosa. Nunca se podia dizer com 100% de certeza o que ela estava pensando e que chamava muita atenção pela beleza. Ou seja, o terror personificado para homens inseguros.
  • O filho de Capitu e Bentinho ser a cara de Escobar. Aqui, para mim, está a maior pista que Machado de Assis deixou para nós. Nunca num livro bom algum fato é exposto sem motivo. E eu considero Dom Casmurro um livro bom. Qual o sentido de Gurgel (pai de Sancha, melhor amiga de Capitu) comentar com Bentinho que Capitu era uma cópia fiel de sua falecida esposa? O mesmo rosto e o mesmo temperamento? E Bentinho concordou olhando o retrato da esposa de Gurgel. Ou seja, elas deviam ser idênticas mesmo! Mas, elas não tinham parentesco nenhum, era apenas uma coincidência. Ou seja, o mesmo poderia acontecer com o filho de Capitu e Bentinho, ele poderia ser a cara de Escobar, mesmo não tendo nenhum traço do seu DNA.
  • Capitu sempre tão esperta e dissimulada, foi a primeira a alertar Bentinho da semelhança física entre o filho deles e Escobar. Se ela tivesse algo a esconder nunca iria falar algo neste sentido, para deixá-lo alerta sobre o fato.
Esses são os principais pontos que eu gostaria de ressaltar para embasar minha teoria de que Capitu foi injustiçada ao ser segregada na Suíça, sem nada ter feito. Para mim, Capitu era inocente e amou Bentinho até a morte. Um inseguro e infeliz homem que não soube aproveitar o amor que estava bem ali diante dele.

Terminei esse livro com uma grande sensação de tristeza. De vidas desperdiçadas. A obra faz pensar. Suspeitas não são fatos. Será que vale a pena desperdiçar tudo por algo falho?



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HUMOR: A cadeia da informação

Posted by Aptos on 7 de junho de 2013 06:00 in , , ,

A piada é antiga, mas não deixa de ser boa!!!
 

De: Diretor-Presidente.
Para: Gerente.


Na próxima sexta-feira, às 17:00H, o cometa Halley estará nesta área.

Trata-se de um evento que ocorre a cada 78 anos. Assim, por favor, reúnam os funcionários no pátio da fábrica, todos usando capacete de segurança, quando explicarei o fenômeno a eles.

Se estiver chovendo, não poderemos ver o raro espetáculo a olho nu.

Sendo assim, todos deverão se dirigir ao refeitório, onde será exibido um documentário sobre o cometa Halley.
 
*              *              *              *              *              *              *
De: Gerente.
Para: Supervisor.


Por ordem do Diretor-Presidente, na sexta-feira, às 17:00H, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica.

Se chover, reúna os funcionários, todos com capacete de segurança, e os encaminhem ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que acontece a cada 78 anos, a olho nu.
*              *              *              *              *              *              *

De: Supervisor.
Para: Chefe de Produção.


A convite do nosso querido diretor, na sexta-feira às 17:00H, o cientista Halley, 78 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança.

O diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.
*              *              *              *              *              *              *

De: Chefe de Produção.
Para: Mestre.

Na sexta-feira, às 17:00H, o diretor, pela primeira vez em 78 anos, vai aparecer no refeitório da fábrica para filmar o Halley nu, o cientista famoso e sua equipe.

Todo mundo deve estar lá de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre segurança na chuva. O diretor levará a banda para o pátio da fábrica.
*              *              *              *              *              *              *

De: Mestre.
Para: Funcionário.

Todo mundo nu, sem exceção, deve estar com os seguranças no pátio na próxima sexta-feira, às 17:00H, pois o Diretor e o senhor Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme "Dançando na Chuva".

Caso comece a chover, é para ir para o refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre a cada 78 anos.


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E, finalmente, no Quadro de Avisos:

Na sexta-feira o presidente fará 78 anos, e liberou geral para a festa, às 17:00H no refeitório. Vão estar lá Bill Halley e Seus Cometas.

Todo mundo deve estar nu e de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto no pátio, mesmo com chuva. 

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Um Kindle para chamar de meu....

Posted by Aptos on 6 de junho de 2013 06:00 in , , , ,
Sempre gostei de novidades tecnológicas. Embora fosse a mais dura da galera, nunca pude ter a maioria dos itens de primeira geração, eu sempre sabia o que era cool... O que era in e o que era out em se tratando de itens eletrônicos, é claro... Lia avidamente a revista Info e todas as publicações que tivessem cd-rons com centenas de programas para lá de inúteis...

Ainda lembro dos tempos em que eu era a sensação no Curso Técnico de Informática, carregando em uma dúzia de disquetes 3.1/2 coloridos, jogos como "Lotus" (corrida), Elifoot (técnico de futebol) e o velho descanso de tela do Johny Castaway... 

Eu sou da era do velho XT com monitor verde (o meu era âmbar - laranja!!!)... Passei pelo 486 DX2-66... Lembro de ter comprado meu monitor vendendo meus tickets-refeição por meses à fio! 

Enquanto as patricinhas da minha escola e até mesmo as do próprio Curso Técnico em Processamento de Dados desfilavam com Nikes e Reeboks cor-de-rosa, tinham festas de 15 anos e iam para a Disney, eu seguia na minha incansável (e nerd) luta de aprimorar meu computador... 

Por isso, mesmo todas nós termos nos formado como técnicas em informática, eu fui a que ficou mais próxima à área de informática e exatas. Minhas melhores amigas seguiram para áreas de saúde e humanas... Veterinárias, médicas, psicólogas... e anos depois, continuei sempre sendo a primeira a citar coisas novas...

Sabia configurar vídeos cassetes (OMG!!!!), usar dois para copiar fitas... por Deus que não havia ninguém na minha turma que acertasse mexer nos aparelhos de primeira... Cansei de chegar nos lugares e resolver problemas super simples (para mim!)... E meus amigos: "Puxa... eu juro que não estava funcionando! O Computador parece que te conhece... é só você chegar e não dá erro... tudo voltava sutilmente a funcionar...

Fui a primeira a ter um notebook... Importado... Sueco o bichinho... Custei a compreendê-lo. Sem manual, ele me deu muito trabalho nas configurações...

Também fui a primeira a comprar o que elas chamavam de "celular de dedo" - o iPhone... Parcelado a perder de vista... Eu tinha visão de que era algo que faria muito sucesso, mas não tinha a grana para comprar tudo no pau e menos ainda para viajar do exterior e trazer...

Com o tempo, fui ficando mais velha e menos atenta às novidades de plantão. Ainda assim, andava no meu radar um leitor de livros digitais. Embora apaixonada pela leitura (minha biblioteca atual possui mais de 1.100 livros em papel!!!), nunca achei que um e-Reader me conquistaria.

Ledo engano. A idéia foi amadurecendo e depois de muitas pesquisas e comparações entre o Kobo e o Kindle, para mim, só era financeiramente viável, a compra de um Kobo Mini... E embora a Paty, tenha falado um pouco sobre o Calibre* aqui, não chegou a fazer uma comparação entre os modelos**.

Mas.... sabe... até que rolou uma discussão leve e comparação entre os e-Readers entre nós , as autoras do blog. Nanda, sempre prática, falou sobre ler no tablet. Denize já mandou de cara que ler no computador é um saco (e eu concordo plenamente!!!!). Por fim, depois de pesquisas, o Kobo era unanimidade.

Mas, não rolou o Kobo. Minha irmã, numa viagem para o exterior não o achou e trouxe o Kindle. 

Antes mesmo dele chegar, eu já lia sem parar o manual com mais de 300 páginas! Já tinha me cadastrado na Amazon brasileira e baixava as versões gratuitas de ebooks disponibilizados na Amazon.com (muitas vezes, na ânsia de encontrar um livro free, nem percebia que o mesmo estava em inglês, espanhol, francês... Baixava cópias digitais dos livros que já tenho em papel, versões alternativas, traduzidas por fãs... cadastrava metadados... tudo para poder receber meu Kindle.

E ele chegou no último sábado. Presente de aniversário adiantado (o meu é na semana que vem!) Foi paixão a primeira vista. Trocamos olhares, passei meus dedos com carinho em seu corpo leve... Transportei alguns arquivos e baixei minhas compras da Amazon. Quanta praticidade! Quanta leveza!

A tela não cansa, parece que você está REALMENTE lendo papel. Os meus e-Books nunca substituirão os meus livros de papel, isso é fato. Gosto de pegar no livro, sentir seu cheiro, folhear... Gosto de passar o mão pelas capas atuais, sentir suas texturas na ponta dos meus dedos... cheirar o livro, sentir o papel, e até mesmo o peso do livro em si.

Mas pense bem... Eu já tive problemas absurdos de coluna por andar feito uma tartaruga ninja, livros enormes e pesados... (como a Guerra dos Tronos, por exemplo...) Fora que alguns livros são até difíceis de segurar para ler, escorregam com tamanhos enormes ou pequenos demais...

E aí, nesse momento, eu chamo o Kindle de meu louro e penso na sua praticidade. Para começar que o Kindle é leve. Muito leve mesmo. Sua bateria dura horrores. Mais de um mês, mesmo se esquecer o bicho ligado nos três primeiros dias como eu... 

O Kindle, com sua tecnologia ink-Pearl, faz com que realmente pareça um livro. Ainda não descobri todas as suas funcionalidades, porque estou encantada em conseguir ler livros que antes jamais conseguiria carregar... 

Também já achei em formato digital, livros, que muitas vezes não achamos mais nem mesmo nos sebos... 

No entanto, a coisa mais interessante que eu achei no aparelho, na verdade, é algo meio desesperador para a maioria das pessoas...

Veja bem, pegamos um livro, já sabendo quantas páginas tem. E isso, pode ser uma benção ou uma maldição. Você pode desistir ou desanimar se vir um livro de 500/600 páginas. Mas... O Kindle é espertinho! Ele não te fala quantas páginas o arquivo tem. Isso é bem desesperador (embora ele tenha na verdade um "medidor de porcentagem do livro lido"). 

Isso me fascinou. Me fez redescobrir um mundo novo de leituras ao toque de um dedo. Você não sabe de que página veio nem para qual vai. Só sabe que tem 73% do livro concluído...

Ler no computador é cansativo. O brilho da tela incomoda, muitas vezes o arquivo vem desconfigurado e aí acabamos nos perdendo, cansando rápido e as vezes até mesmo desistindo dos livros digitais... Mas no Kindle não. Ele tem uma tecnologia que faz com que o livro digital pareça mesmo um livro de papel. 

Sabe... embora eu ainda não possa sacar o Kindle da bolsa em qualquer lugar Nem na minha imaginação mais fértil, consegui realizar esta cena... Trem do RJ lotado e euzinha sacando meu Kindle para ler? Muito primeiro mundo né? Só que não... Prefiro não arriscar... Puxo o velho livro de papel e deixo o Kindle para a espera nos consultórios médicos... (Li 6% de  um livro hoje, só na espera da dentista!)

Nossa afinidade é tanta, que eu quase posso dizer que o Kindle se tornou uma extensão do meu corpo. Leio, faço anotações, envio para o Facebook e twitter os trechos e minhas considerações... 

Leio com prazer, sem deadline, sem saber quantas páginas faltam para o capítulo ou o livro terminarem. Apenas pelo prazer da leitura...  

Minhas amigas, já sabem que tenho uma novidade para lhes mostrar... E então eu dou um sorriso leve pensando que mais uma vez, estou dando um pequeno passo para a humanidade, porém um GRANDE passo para o futuro...



* * *

*Calibre - programa conversor e leitor de arquivos de formatos digitais e organizador de suas bibliotecas de ebooks.

**Quem quiser ver um comparativo entre os modelos, poderá clicar aqui e ler um pouco mais sobre as facilidades do universo tecnológico dos e-Readers...

***Não pude resistir e tirei algumas fotos do meu Kindle e postei aqui para vocês o conhecerem!!!




 

 



















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Dicionário de Palavrões!?!

Posted by PatyDeuner on 5 de junho de 2013 06:00 in , , , , ,
Navegando pela net essa semana, deparei com o lançamento de um dicionário no mínimo curioso, cuja primeira edição com 10.000 exemplares lançada no início de maio, teve um sucesso inusitado de vendas, esgotando-se em menos de um mês. É o “Pequeno Dicionário de Palavrões”, publicado pelo linguista francês Gilles Guilleron.
                                         
O linguista deixa claro que sua intenção é mostrar como uma linguagem essencialmente oral, que não é ensinada nas escolas nem utilizada na vida social, é transmitida entre gerações e consegue manter sua vitalidade, apesar de ser algo "subterrâneo e marginal, que geralmente exprime tabus, como o sexo". Em sua avaliação, os palavrões têm a "virtude de aliviar o estresse e a agressividade" e representam uma "prova de evolução das relações sociais".

É claro que muitos devem ter visto essa reportagem publicada em maio desse ano, mas queria compartilhar aqui no blog para podermos realmente pensar sobre o assunto. Como pode um tema sobre “palavrão” ser transformado em livro e ser um sucesso editorial? 
Em minha opinião a resposta é muito simples: falar palavrão é humano, faz parte da nossa sociedade há séculos e sua pronúncia só vem a confirmar nossa humanidade.
 O palavrão pode ser sutil e brando, ou obsceno e grosseiro, variando de acordo com lugar, pessoa ou acontecimento. Acredito que nem os mais puritanos passaram pelo mundo sem ao menos pronunciar um palavrão, mesmo que de teor mais brando, como por exemplo, “merda”, que embora não seja exatamente uma palavra obscena, não deixa de ser ofensiva à pessoa ou coisa que lhe é direcionada. Mas no geral os palavrões são realmente grosseiros e possuem relação direta com  sexo. Agora, vamos combinar,  xingar com palavrões resume toda uma lista de coisas que você gostaria de dizer naquela hora...e o alívio é imediato!

Eu pergunto pra vocês: o palavrão é imoral e é contra todos os códigos de educação da sociedade?
 Eu diria que sim, na minha humilde opinião. Mas há também o lado positivo. Xingar um palavrão sempre alivia nosso stress, desinibe nossas tensões e ameniza a agressividade. E podemos dizer que nos tornamos bem mais civilizados depois de um desabafo com palavrões.

Jorge Amado já fez a seguinte consideração sobre o palavrão:

“Considero que o chamado palavrão é uma palavra igual a todas as demais, que por uma circunstância qualquer tornou-se maldita; no fundo uma palavra vítima de preconceito.”

O conceito de palavrão é muito mais complexo do se imagina. O que realmente definiria uma palavra como palavrão? As opiniões podem ser muito contraditórias.

Voltemos à “merda” (nesse caso lhe pareceu ser um palavrão?).

Na frase: “Ele só faz merda.”, podemos tirar duas interpretações:ou ele é muito ruim nas coisas que faz (que teria o sentido pejorativo), ou ele faz o que todos nós fazemos... não é mesmo? Aliás, a palavra (ou palavrão) “merda”, é a mais rica da língua portuguesa, pois pode ter vários significados em várias situações diferentes. Por exemplo:

“Onde fica essa merda?” – Estamos falando de uma posição geográfica...

“Ele está na merda.” – É a afirmação da situação financeira de alguém.

“Puta merda!” – Pode ser tanto uma interjeição de espanto quanto de admiração.

É como nosso adorado Luiz Fernando Veríssimo fala na sua crônica "O direito ao Palavrão":

“Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.”

Mas lembrem-se: há momentos e lugares em que arroubos descontrolados de palavreado obsceno podem te deixar em maus lençóis ou transformar você em um completo babaca mal quisto. Portanto...vê se não fala muita merda!

Se mais alguém quiser debater esse assunto, argumentar o que foi dito ou acrescentar suas opiniões, deixe seu comentário nesse post que adorarei interagir  sobre o tema.

Só tenho uma última coisa a dizer. Se esse dicionário fosse dos palavrões brasileiros (precisaríamos de misericórdia!) eu com certeza compraria.
E você?

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Resultado da Promoção @mor

Posted by Nanda Cris on 4 de junho de 2013 10:56 in
Apenas para formalizar, pois o resultado foi postado no Face na segunda-feira, nossa ganhadora foi a Luciane Souza!

Parabéns Luciane! Não deixe de nos contactar!



E vocês já estão sabendo da próxima promoção? Sorteio do livro O Poderoso Chefão! Não deixe essa oportunidade passar, eu já li e é muito bom!

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[Resenha] Como se livrar de um vampiro apaixonado - Beth Fantaskey

Posted by Nanda Cris on 06:00 in ,
Peguei este livro em troca no Skoob, mas não estava levando muita fé. Tanto é que consegui o livro em novembro de 2012 e não li até agora. Mas eu terminei de ler o livro do mês para o Desafio Literário 2013 e ainda faltavam 5 dias para terminar o mês. Precisava de um livro rápido de ler, optei por "Como se livrar de um vampiro apaixonado" e não me arrependi. Gostei muito.



Vamos à sinopse!

Casar-se com um vampiro certamente não estava nos planos de Jessica Packwood para seu último ano escolar. Mas quando um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada, dizendo que Jessica pertence à realeza vampírica e está prometida em casamento a ele, futuro líder do clã mais poderoso dos vampiros, ela é obrigada a rever seus conceitos. Se a garota ainda nem beijou na boca, como pode sequer pensar em um compromisso eterno? Armada com uma autoconfiança recém-adquirida, Jessica passa por uma transformação drástica de adolescente nerd americana para princesa vampira europeia nessa sátira cheia de reviravoltas e surpresas.

O livro é um típico chick lit e as românticas de plantão vão gostar. Os ingredientes de sucesso estão todos lá.

  • Triângulo amoroso
    Formado por Jéssica, Lucius e Jake. Opa! Quem é esse? - você deve estar se perguntando. Pois é. Jake é o atleta bonitão da escola por quem Jéssica arrasta um bonde. Ele não tem nada na cabeça e é puro músculo, mas tem um bom coração. 
  • O ciúme
    Primeiro Lucius tem de Jake, depois Jéssica tem de Faith com Lucius. Sim, até os bonitões da realeza romena cansam em algum momento e com Lucius não foi diferente. Se Jéssica não o queria, ele foi procurar quem quisesse e lá estava Faith, primeira da fila, aguardando impacientemente uma oportunidade. E, mal sabia Lucius que esta seria sua melhor arma de sedução. A partir dessa concorrência é que Jéssica descobre que o Jake "legal" era muito pouco quando poderia ter o Lucius "passional-inesquecível-incomparável".
  • O protagonista apaixonante
    Sabe aquele cara que é gentil, mas ao mesmo tempo tem uma aura de perigo? Que faz qualquer coisa por você? Que é gato, rico e inteligente? E, pra completar tudo, ainda está caidinho pela gente? Tem protagonista melhor???
  • A promessa de virar princesa
    Que garota nunca sonhou em ser da realeza? Comandar toda uma nação vampírica que encontra a paz graça a união do seu clã (os Dragomir) com o clã de Lucius (os Vladescu).  
  • Diálogos bem escritos
    Isso foi, definitivamente, o que mais me cativou. Os diálogos são muito irônicos. Amo ironias. Elas tem o poder de me deixar mais gamada que juras de amor. Separei uma frase de Lucius para ilustrar meu ponto de vista:
    "- Você despertou meu interesse - admitiu Lucius, tocando meu ombro de novo. - E está tremendo de frio. Sou um anfitrião grosseiro, provocando-a no ar gelado, quando você não está acostumada à primavera nos Cárpatos. Vamos entrar, onde posso enfurecê-la e inspirar ódio com todo o conforto."
Preciso falar mais? Leitura fácil, leve e divertida. Recomendo! ;-)


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DICAS: Uso dos porquês

Posted by Aptos on 3 de junho de 2013 06:00 in , , , ,



 
Pois é... O uso dos porquês é uma dúvida super - ultra - mega comum. Por mais que só tenhamos 4 regrinhas, e até relativamente fáceis de aprender, sempre tem alguém para complicar a coisa e aí, dá um branco, um nervosismo e a dúvida cruel... Oh! Como eu escrevo? Qual o "por que" eu devo usar nessa situação...  

Então, vou passar dicas super simples para vocês pescarem o jeito certo de escrever...

Vamos lá:


1) Em frases interrogativas, quando é uma pergunta direta: 
POR QUE (separado e sem acento)

Ex. Por que você não gosta de mim?


2) Em resposta a uma pergunta. 
PORQUE (junto e sem acento)

Ex. Porque você é uma chata!


3) Quando está em forma de substantivo (geralmente vem um artigo antes (o, a, os, as, um, uma, uns, umas - olha o pulo do gato aí, gente!!!) 
PORQUÊ (junto e com acento)

Ex. Mas me explique o porquê disso! O que você quer dizer com chata?



4) Antes de pausa e no fim da frase (esse geralmente tem uma vírgula antes e um ponto de interrogação depois ou tem apenas o ponto de interrogação!)
POR QUÊ? (separado e com acento!

Ex.  Você quer que eu lhe diga o que é ser chata? Por quê?
 



Então, só para enfatizar, um diálogozinho usando TODOS os porquês diferentes!

Por que você entrou no blog?                     (pergunta)
Ah... porque eu queria tirar uma dúvida..     (resposta)

Mas me diga o porquê de você ter entrado! (causa/motivo)
Por quê? Porque o blog de vocês é o maior barato ;-) (o primeiro seguido de ponto de interrogação e o segundo é resposta)


E então... Resumindo tudo:

 

Agora um testezinho para saber se vocês aprenderam... As respostas estão logo abaixo, tente responder sem olhar!





Respostas do exercício:

a) por quê
b) Por que
c) Porque
d) porque
e) Por quê

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